sábado, agosto 1, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

De pesquisas sobre câncer à agricultura: tecnologia avança no campo


Avanços na fisiologia vegetal estão abrindo novas possibilidades para aumentar a produtividade agrícola. Marcelo Rodrigues, CEO da Krilltech, explica que a tecnologia criada pela empresa tem como foco estimular o metabolismo primário das plantas, potencializando a produção e o consumo de ATP. Essa energia adicional permite que as plantas alcancem seu pleno potencial genético, resultando em aumentos expressivos de produtividade, especialmente em testes de campo.

“A maioria dos produtores costuma focar muito em defensivos, adubos e fertilizantes, mas a fisiologia vegetal precisa ser tratada de forma mais especializada”, explica Marcelo. “Nós, da Krilltech, desenvolvemos produtos que atuam em rotas metabólicas específicas, como a produção de ATP, que é a energia base da planta. Com isso, ativamos processos metabólicos que permitem à planta expressar todo o seu potencial produtivo, mesmo em condições adversas.”

A tecnologia da Krilltech difere dos produtos convencionais por não utilizar extratos vegetais ou hormônios. “Desenvolvemos produtos baseados na fisiologia da planta, quase como uma ‘medicina’ para vegetais”, destaca Marcelo. “Nossa abordagem é tratar a planta como um atleta de alta performance, ajudando-a a expressar o máximo de seu potencial genético.”

Parceria com a Embrapa 

O CEO também menciona que os produtos da Krilltech são os primeiros a utilizar nanotecnologia com foco em processos metabólicos específicos nas plantas. A primeira geração de produtos, como o Arbolina, foi desenvolvida em parceria com instituições de peso, como a Universidade de Brasília (UnB), a UFRJ e a Embrapa. “Desde os primeiros trabalhos, os resultados têm sido expressivos, com aumentos de 15% a 25% na produtividade de culturas como tomate e pimentão.”

Em campo, os resultados são consistentes: “Na soja, obtivemos 80% de resultados positivos, com retorno significativo para os produtores. Em culturas como cacau, café e tomate, os ganhos também são impressionantes”, afirma Marcelo. Ele destaca que, para cada real investido pelo produtor, há um retorno de até R$ 50, como no caso do tomate industrial.

Como surgiu

Marcelo Rodrigues revela que a inovação nasceu a partir de estudos sobre o câncer. “Inicialmente, eu trabalhava com pesquisas na área de câncer, estudando como modificar a superfície de partículas para interagir com organelas e processos metabólicos específicos. Esse trabalho envolvia a utilização de luminescência para marcar tumores.”

A aplicação da tecnologia em plantas surgiu quando Marcelo apresentou os resultados de suas pesquisas para a Embrapa. “O Dr. Jimar Silva, da Embrapa, me sugeriu usar a mesma lógica em plantas, e foi aí que surgiu a ideia de desenvolver produtos agrícolas com base nesse conceito. Nós adaptamos o que fazíamos em laboratório para a agricultura e criamos a Krilltech.”

 





Source link

News

Morre o jornalista Leonardo Caldas Vargas em São Paulo



É com profundo pesar que informamos o falecimento do coordenador de jornalismo do Canal Rural, Leonardo Caldas Vargas, ocorrido neste sábado (28) em São Paulo. Leonardo fazia parte do Canal Rural desde fevereiro deste ano, onde coordenava a operação jornalística em diversos estados do país.

Natural de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, Leonardo tinha uma sólida trajetória no jornalismo. Formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), ele passou por veículos importantes como o Grupo RBS e a Rádio Gaúcha.

Em sua carreira, também atuou como repórter de política na revista Veja e assessorou diversos órgãos públicos, como a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e o Senado Federal. Além disso, sua experiência incluiu a produção e direção de documentários, bem como a organização de obras literárias.

Ainda não há informações sobre a data do sepultamento, que deve ser realizado em sua cidade natal, São Gabriel.

Neste momento de tristeza, expressamos nossos mais profundos sentimentos à família e aos amigos.



Source link

News

preços se recuperam em setembro no Brasil, com clima seco atrasando plantio



O mercado brasileiro da soja registrou uma recuperação nos preços em setembro, acompanhada por uma melhoria na comercialização. Os ganhos internos foram impulsionados pelos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). No entanto, a queda do dólar limitou a melhora nas condições de comercialização.

Preços da soja no país

  • Na região de Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 131,00 para R$ 135,00
  • Em Cascavel (PR), o valor passou de R$ 128,00 para R$ 139,00
  • Em Rondonópolis (MT), o preço aumentou de R$ 127,00 para R$ 131,00
  • No Porto de Paraguá, a saca também teve alta, de R$ 133,00 para R$ 142,00,

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros com vencimento em novembro, os mais negociados na CBOT, valorizaram 4,4%, cotados a US$ 10,44 por bushel na manhã de sexta-feira, 27. As preocupações climáticas desempenharam um papel importante nessa recuperação, mesmo diante de previsões de ampla oferta mundial de oleaginosas.

Nos Estados Unidos, as lavouras estão em fase de colheita, mas algumas questões climáticas geraram incertezas sobre o potencial produtivo. No entanto, as previsões continuam indicando uma safra recorde no segundo maior produtor de soja do mundo.

No Brasil, o plantio começou com atraso em setembro, e há preocupações com o clima seco em várias regiões produtoras. Esse atraso na semeadura levanta temores sobre possíveis comprometimentos nos rendimentos, embora ainda seja cedo para avaliar perdas, especialmente com previsões otimistas sobre a produção.

Câmbio

O câmbio foi um fator limitante para a melhora nas condições de mercado. Durante setembro, a moeda americana desvalorizou 3,4%, sendo cotada a R$ 5,4423 na manhã da sexta-feira. O início do ciclo de corte de juros nos Estados Unidos impactou o câmbio, mas os níveis atuais ainda conferem competitividade à soja brasileira.



Source link

News

Nova lei estimula mercado e regularização das queijarias mineiras



O Queijo Artesanal de Minas acaba de ganhar mais um reforço rumo ao fortalecimento de sua produção no estado. O governo de Minas Gerais sancionou, nesta semana, a Lei nº 24.993, que institui a Política Estadual Queijo Minas Legal (PEQML).

A lei prevê 12 objetivos (veja lista abaixo) para a valorização dos produtos e da cultura regional, estimulando a regularização das agroindústrias, a diversificação do produto e novas oportunidades de mercado.

Entre os objetivos estão promover a adoção das boas práticas agropecuárias e de fabricação, estimular a certificação, o cooperativismo e o associativismo entre os produtores da iguaria.  As ações irão beneficiar produtores como Maria Lucilha de Faria, de São Roque de Minas. A produção de queijo está na família há cinco gerações e o negócio conta com a assistência da Emater-MG

Só neste ano, a Queijaria Pingo de Amor já foi premiada com o ouro no 3º Mundial do Queijo do Brasil 2024, em São Paulo, e dois ouros e duas pratas no prêmio Queijo Brasil, em Santa Catarina. “Hoje só eu estou cuidando da queijaria, trabalhando com o melhor leite vindo do curral, diminuindo perdas e agregando sabor e valor”, contou Maria Lucilha.

Proteção para a continuidade do trabalho

O secretário de estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Thales Fernandes, destaca que essa é uma entrega muito importante que assegura a continuidade das ações governamentais, impedindo que essa política se torne vulnerável às mudanças e seja descontinuada. 

“Nós não tínhamos, até então, uma política do Queijo Minas Artesanal tão específica. Isso vai promover principalmente a regularização de mais queijarias, com uma legislação mais simplificada e menos burocrática”, destaca. Ele explica ainda que a lei vai atrair o apoio de mais parceiros e facilitar financiamentos, propiciando cada vez mais segurança alimentar no consumo desse produto.

De acordo com o secretário, a Secretaria de Agricultura, em conjunto com suas vinculadas Emater-MG,  Epamig e  IMA, está empenhada em desenvolver um amplo processo de treinamento para atualização e padronização das ações dos fiscais agropecuários e extensionistas rurais.

A busca pela regularização sanitária de queijarias mineiras também está prevista no planejamento do estado por meio da Ação 4403 – Plano Queijo Minas Legal. 

A ação consta no Plano Plurianual de Ação Governamental – PPAG triênio 2024/2027 e é desenvolvida pela Secretaria de Agricultura em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais e o Fundo de Defesa do Consumidor.

Reconhecimento pela Unesco

Neste ano, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal podem ser reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O pedido de candidatura, entregue em março de 2023, está sendo analisado pela Unesco, que dará o parecer definitivo na 19ª Sessão do Comitê Intergovernamental da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, em dezembro, no Paraguai.

Com o reconhecimento da Unesco, as regiões mineiras produtoras de queijo artesanal se tornarão pontos de atenção ainda maior do público, impulsionando o turismo em níveis nacional e internacional e garantindo o desenvolvimento econômico e sociocultural dessas regiões.

Conheça os 12 objetivos do PEQML

  1. Fomentar a regularização sanitária das queijarias e a obtenção do Selo Arte, de que trata o art. 10-A da Lei Federal nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950;
  2. Sensibilizar os produtores quanto à importância do registro dos estabelecimentos;
  3. Aprimorar o processo produtivo, visando à melhoria da qualidade e da inocuidade final dos queijos;
  4. Promover a adoção das Boas Práticas Agropecuárias – BPAs e das Boas Práticas de Fabricação – BPFs;
  5. Implementar um ambiente favorável e desburocratizado ao produtor e ao empreendedor rural para a legalização dos estabelecimentos.
  6. Sistematizar procedimentos assistenciais, fiscalizatórios e de inspeção entre os técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA);
  7. Estimular a obtenção de certificação de propriedade;
  8. Incentivar e fortalecer o associativismo e o cooperativismo entre os produtores e os empreendedores rurais;
  9. Conscientizar os consumidores para a importância do consumo de queijo legalizado;
  10. Incentivar a abertura de novos mercados;
  11. Fortalecer a imagem dos queijos mineiros artesanais e valorizar os territórios em que são produzidos;
  12. Informar produtores e consumidores sobre o processo de Indicação Geográfica (IG).

*Sob supervisão de Victor Faverin


Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Queda na produção de bergamota e laranja no Rio Grande do Sul


Segundo as informações do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (26), nas regiões administradas pela Emater/RS-Ascar, os produtores de citros observam variações na produtividade e no andamento da colheita devido às condições climáticas. Em Alegrete e São Gabriel, na região de Bagé, há floração abundante nos pomares, e a colheita de laranja e bergamota em São Gabriel está próxima de ser finalizada.

Já na região de Caxias do Sul, as estimativas indicam uma queda de 40% na produtividade da bergamota. Excesso de chuvas e baixa insolação resultaram em queda de frutos, rachaduras e dificuldades para a realização e eficácia dos tratamentos fitossanitários. Neste momento, a floração está em pleno curso, e os produtores aplicam fungicidas para proteger a florada. Variedades tardias como Montenegrina e Murcott estão sendo colhidas, enquanto as variedades precoces já tiveram a colheita encerrada. O preço da bergamota Montenegrina subiu, sendo comercializada a R$ 3,50/kg.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

A produção de laranja do grupo Umbigo enfrenta reduções ainda mais acentuadas, com as laranjeiras sendo severamente afetadas pelo clima durante a fase de florescimento na primavera de 2023. Alta umidade e baixa radiação solar prejudicaram o pegamento dos frutos. A colheita das variedades tardias, como Monte Parnaso e Lane Late, continua, acompanhada de tratamentos fitossanitários para garantir a sanidade da florada. Os preços no mercado seguem em alta, com a laranja de bom calibre cotada a R$ 3,20/kg.

Na região de Erechim, a floração está na fase final, com excelente pegamento de frutos. Os produtores intensificam os tratamentos fitossanitários para prevenir doenças nas flores e frutos jovens. O preço da fruta destinada à indústria caiu, variando entre R$ 1,70 e R$ 1,80/kg, enquanto a fruta para mesa está em R$ 2,00/kg. Em alguns pomares, há incidência de mosca-branca, exigindo manejo especializado.

Na região de Santa Rosa, a floração predomina na maioria das variedades de citros, inclusive as tardias que ainda têm frutas em maturação. As plantas mostram vigorosa brotação, refletindo mudanças nas condições climáticas. A fase de floração, com grande presença de abelhas, demanda atenção especial no controle de pragas como pinta-preta, larva-minadora e cochonilha, com o uso de bioinsumos.





Source link

News

Cigarrinha-das-raízes é vetor da escaldadura das folhas na cana, revela pesquisa


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Agronômico (IAC-Apta) mostrou que a bactéria causadora da escaldadura das folhas da cana-de-açúcar, a principal doença bacteriana desta cultura, é transmitida pela cigarrinha-das-raízes.

O inseto vetor carrega a bactéria Xanthomonas albilineans e a transfere para plantas sadias, transmitindo essa doença que não tem controle e, na maioria das vezes, é assintomática.

De acordo com a pesquisadora do IAC, Silvana Creste, com essa descoberta, o desenvolvimento de variedades resistentes à cigarrinha-das-raízes pode ser uma das estratégias para controlar a escaldadura das folhas.

“Essa descoberta traz um novo olhar em relação à praga e também à doença porque nos possibilitou saber que a cigarrinha, além de ser uma das principais pragas da cana, carrega também um inimigo oculto”, diz.

Baixa germinação da cana

Cana-de-açúcarCana-de-açúcar
Foto: Pixabay

A bactéria, ao colonizar principalmente os vasos de xilema, dificulta a absorção de água e seiva bruta pela planta. Os danos incluem baixa germinação das gemas, queda na produtividade e no teor de açúcar da cana, além de redução na longevidade dos canaviais.

Os prejuízos dependem da variedade, ciclo da cultura, idade do canavial, condições ambientais, agressividade do isolado da bactéria e da interação entre todos esses fatores.

“Em variedades suscetíveis, a doença provoca a morte das gemas/brotos e, consequentemente, da planta”, afirma a pesquisadora do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Fases seguintes de estudos

As próximas etapas da pesquisa visam avaliar se outras espécies da cigarrinha-das-raízes que infestam a cultura da cana-de-açúcar também são hospedeiras de Xanthomonas albilineans.

Pretende-se também estabelecer novas estratégias de manejo para a praga e a doença, visto que, atualmente, se preconiza o uso de mudas sadias e desinfecção de instrumentos de corte no plantio e na colheita.

De acordo com a pesquisadora, uma vez infectada, uma variedade só pode ser recuperada por meio da limpeza clonal em laboratórios de cultura de tecidos, seguida da checagem da sanidade por meio de métodos avançados de biologia molecular em laboratórios.

A Unidade laboratorial de referência do Centro de Cana IAC, em Ribeirão Preto, é o único laboratório no Brasil com tecnologia ultrassensível para detectar a presença dessa bactéria em cana.

“Desenvolvemos essa tecnologia há cerca de uma década, quando percebemos que os materiais com intenção de plantio não apresentavam sanidade suficiente para entregar alta produtividade ao longo de ciclos de cultivo de uma variedade”, comenta Silvana Creste.

Oportunidade da descoberta

A partir do desenvolvimento das tecnologias de checagem da sanidade, Silvana e equipe desenvolveram a tecnologia Invicta IAC, que consiste na produção de mudas em laboratório de cultura de meristema, em que a sanidade para as doenças transmitidas por mudas são certificadas por técnicas de biologia molecular, além da identidade genética atestada por fingerprint de DNA.

Conhecer os métodos de transmissão da doença permite definir estratégias para evitar sua ocorrência ou minimizar os danos por ela causados. A pesquisa ainda não gerou uma recomendação para controle da doença, mas a cientista afirma que a descoberta abriu uma nova oportunidade para debates, focando em estratégias de manejo para seu controle em viveiros de mudas e em canaviais, visando reduzir os prejuízos.

*Sob supervisão de Victor Faverin


Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

safra da uva avança sem doenças e com floração precoce


De acordo com as informações do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (26), nas regiões administradas pela Emater/RS-Ascar, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, o clima tem sido favorável para a viticultura, com intensa insolação, temperaturas moderadas e chuvas em volumes ideais. Essas condições têm proporcionado um excelente desenvolvimento das vinhas, que exibem brotação vigorosa e uniforme. Até o momento, a safra segue sem registro de geadas tardias, o que trouxe tranquilidade aos viticultores da região.

As variedades superprecoces, cultivadas em áreas mais quentes, como os vales dos maiores rios, já começaram a florescer, enquanto variedades mais tardias, como Cabernet Sauvignon e Moscatos, estão iniciando a brotação das gemas. Além disso, as vinhas não apresentam problemas de doenças ou pragas até o momento. As últimas videiras implantadas estão passando pelo processo de amarração da estrutura aérea, e o azevém tem crescido espontaneamente como planta de cobertura do solo, com poucos casos de dessecação registrados.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Na região de Soledade, os picos de temperatura aceleraram a brotação das videiras, e os viticultores seguem com tratamentos preventivos contra antracnose e escoriose. Em Santa Rosa, a maioria das variedades de videiras quebrou a dormência e iniciou a brotação, com as mais precoces já em floração. Pulverizações com calda bordalesa foram aplicadas para controlar antracnose e míldio. No entanto, a brotação está um pouco atrasada em relação ao ano anterior, devido às temperaturas mais baixas em agosto.

Na região de Frederico Westphalen, as videiras, principalmente da variedade Niágara, estão em plena floração, enquanto a Vênus já se encontra na fase de grão chumbinho. A Seyve Villard continua em desenvolvimento. Tratamentos para prevenção de escoriose e antracnose estão em andamento, e, apesar da ausência de doenças, ainda há registro de algumas ocorrências de cochonilha-do-tronco.





Source link

News

Com prejuízo de R$ 181 mi no agro, Goiás intensifica monitoramento de incêndios



O estado de Goiás tem intensificado o monitoramento de incêndios em áreas agrícolas e as ações de combate ao fogo.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou nesta semana que o prejuízo nas colheitas é de R$ 181,71 milhões entre o final de julho e setembro de 2024, considerando sete culturas plantadas no período (feijão, cana-de-açúcar, milho, tomate, sorgo, batata inglesa e algodão).

O documento apresenta um panorama que auxilia nas análises, apontando caminhos para atuação das autoridades. “A situação está mais controlada em Goiás, apesar das adversidades climáticas, graças a ações como o monitoramento em tempo real e a pronta resposta da Defesa Civil”, disse o governador Ronaldo Caiado em evento recente em Brasília (DF), para tratar do assunto com a União. O chefe do Executivo afirma ainda que, na economia como um todo, o impacto pode chegar a R$ 1,5 bilhão até o final do ano.

Conforme o governo do estados, os dados do acumulado do ano até agosto de 2024 mostram que a área produtiva queimada é de quase 102 mil hectares no estado. Na produção agrícola, os municípios mais atingidos são Itumbiara, Quirinópolis, Gouvelândia, Água Fria de Goiás e Padre Bernardo.

O valor tem como base o calendário de safras agrícolas e está relacionado apenas às colheitas do final do mês de julho ao início de setembro. Além disso, não engloba custos com infraestrutura, maquinários, pastagem, custo de recuperação ou replantio. O Sul goiano detém mais de R$ 46,58 milhões dos prejuízos nas colheitas, cerca de 25,64% do total. Em seguida, estão o Sudoeste (24,82%), o Entorno do Distrito Federal (13,6%) e o Nordeste (11,45%).

O titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, reforçou a importância de ações efetivas no enfrentamento dos focos de incêndio. “A secretaria tem realizado campanhas de conscientização sobre a importância da prevenção de incêndios florestais e reforçado os estudos técnicos que demonstram o impacto dessas queimadas sobre o solo e o meio ambiente. Além disso, temos trabalhado em parceria com produtores rurais e entidades competentes, buscando alternativas e estratégias para lidar com esse desafio”, destacou.

Em julho deste ano, por meio do decreto 10.503, o governador Ronaldo Caiado suspendeu o uso de fogo na vegetação, com exceção de casos expressamente autorizados pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Em agosto, por meio decreto 10.539, declarou situação de emergência em 20 municípios goianos afetados por “incêndios em áreas não protegidas, com reflexos na qualidade do ar”. O documento autoriza, por 180 dias, a dispensa de licitação para aquisição de materiais e contratação de pessoal.


Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News.



Source link

News

quando começa o horário de verão em 2024?



O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica – recomendou na última semana que o o Brasil volte a adotar o horário de verão.

No entanto, o governo federal ainda vai avaliar o cenário, antes de efetivamente optar pela medida.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!



Source link

News

Comitiva chinesa visita terminal de exportação no Porto de Santos



Uma comitiva da Administração Geral de Alfândega da China (GACC) visitou, na última quinta-feira (26), o Porto de Santos para conhecer um dos terminais de exportação de grãos e discutir o comércio agropecuário entre Brasil e China.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Recebida por representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e o diretor de Negociações Não-Tarifárias, Augusto Billi, a comitiva chinesa, liderada pelo vice-ministro Zhao Zenglian, conheceu de perto o sistema de controle e amostragem de grãos conduzido pelos auditores fiscais agropecuários do porto.

Durante a visita, os representantes da China ficaram impressionados com a infraestrutura e os processos de fiscalização da maior exportadora agrícola do Brasil. A China, que responde por 33,91% das exportações agrícolas brasileiras, já importou US$ 38 bilhões em produtos do Brasil nos primeiros oito meses de 2024, sendo a maior parte desse montante ligada ao complexo da soja.



Source link