sexta-feira, julho 31, 2026

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Produção de carne bovina bate recorde no Brasil


Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a pecuária nacional bateu um recorde histórico no segundo trimestre desse ano, com a produção de carne bovina alcançando a marca de 2,57 milhões de toneladas. Esse é o maior registro desde que a série histórica teve início e passou a ser monitorada, em 1997.

Para o gerente de Corte da Alta, Manoel Sá Filho, dois fatores explicam esse excelente resultado para a pecuária nacional. “O consumo interno sem dúvida responde por grande parte desse recorde, mas, não podemos deixar de citar as exportações, que também tiveram papel relevante. Foram mais de 612 mil toneladas no segundo trimestre, aumento de 30% na comparação anual, com destaques para os meses de abril e maio”, destaca.

Corroborando com os dados do IBGE, o relatório Visão Agro, divulgado pela consultoria Agro do Itaú BBA, indica que o bom momento da pecuária deve perdurar, já que a previsão é que a produção de carne bovina aumente 15% em 2024, superando os 10 milhões de toneladas equivalentes à carcaça. “As projeções indicam inclusive que o consumo per capita de carne bovina em 2024 no Brasil deve retornar ao patamar recorde de 32 kg/habitante, registrado em 2013”, comemora Manoel Sá.

O relatório pontua, ainda, que as exportações devem crescer 20%, atingindo o pico de 3,4 milhões de toneladas. “Todos esses números mostram que já estamos em momento de retomada do ciclo pecuário. O que a maioria pensou que iria acontecer somente em 2025 já está sendo visto agora, o que é muito positivo”, completa.

Bom momento da pecuária é influenciado pelo melhoramento genético

Para Sá Filho, a execução de programas de melhoramento genético vem impulsionando o aumento da produção de bovinos no Brasil de forma consistente. “Os animais que estão sendo abatidos em 2024 são reflexos do recorde de venda que tivemos em 2021, quando mais de 20 milhões de doses de sêmen bovino voltadas especificamente para corte foram vendidas”, analisa.

O melhoramento genético de bovinos de corte envolve a seleção e o acasalamento direcionado entre os animais com características desejáveis para as próximas gerações. Trata-se de uma prática fundamental na pecuária e amplamente utilizada pelos criadores de diferentes raças. O objetivo é tornar a produção mais eficiente e lucrativa.

“Nós temos um grande potencial de crescimento, considerando que, atualmente, apenas 25% das vacas de corte no Brasil são inseminadas. Temos um rebanho de matrizes em torno de 80 milhões de cabeças e a oportunidade de crescer mais 75%. Os criadores têm visto os excelentes resultados frutos do investimento em genética e o mercado deve crescer exponencialmente nos próximos anos”, acrescenta Manoel Sá.

No Brasil, a Alta é a líder do segmento de melhoramento genético bovino, com mais de 34% de mercado.

 





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Novo parque brasileiro abrigará a maior árvore da América Latina


Foi oficializada a criação do Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia, conforme decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta semana.

A nova Unidade de Conservação (UC), localizada em Almeirim, no oeste do Pará, tem como objetivo preservar ecossistemas de alta relevância ecológica, promover pesquisas científicas, educação ambiental e incentivar o turismo ecológico.

Com uma área de 560 mil hectares, o parque será gerenciado pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio). Esta é a 29ª UC sob a gestão do órgão, que busca equilibrar a proteção da biodiversidade com o uso sustentável dos recursos naturais.

A criação da nova área protegida deriva de uma porção da Floresta Estadual (Flota) do Paru, que teve sua área reduzida de 3.612.914 hectares para 3.052.914 hectares com o decreto.

Árvores gigantes

Foto: Fernando Sette/Agência Pará

O principal destaque da nova unidade é a presença de árvores gigantes, incluindo um exemplar de angelim-vermelho (Dinizia excelsa) com 88,5 metros de altura, considerada a maior árvore do Brasil e da América Latina, e uma das dez maiores do mundo.

A UC foi estabelecida com o propósito de proteger essas espécies e preservar populações de flora e fauna ameaçadas de extinção, além de espécies raras e endêmicas que habitam a região.

“O Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia é um marco na preservação da nossa biodiversidade, garantindo que espécies únicas e de grande relevância ecológica continuem existindo para as futuras gerações”, afirmou o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto.

Segundo ele, a iniciativa é um passo fundamental para o fortalecimento da proteção ambiental no Pará, associando a conservação à geração de conhecimento científico.

O diretor de Gestão da Biodiversidade do Ideflor-Bio, Crisomar Lobato, destaca a importância da nova UC para o desenvolvimento do turismo sustentável e da pesquisa científica.

“A criação do parque oferece oportunidades para estudos aprofundados sobre as espécies que habitam a região e para a implementação de projetos de turismo ecológico que respeitem o meio ambiente e gerem renda para as comunidades locais”, diz.

Atividades permitidas no parque

A zona de amortecimento do parque terá um papel importante na proteção da biodiversidade e na compatibilização das atividades das populações tradicionais que vivem no entorno. A coleta de produtos como castanha-do-pará e camu-camu, bem como a pesca esportiva nos ecossistemas aquáticos, será permitida, respeitando a legislação vigente e as regras estabelecidas pelo futuro plano de gestão do parque.

As atividades desenvolvidas pelas comunidades tradicionais e povos indígenas que habitam a região, como o acesso ao rio Jari, não sofrerão restrições, de acordo com o decreto. As ações e o modo de vida dessas populações serão respeitados, desde que em harmonia com os objetivos de preservação.

O conselho consultivo do parque, que será criado e gerido pelo Ideflor-Bio, terá como uma de suas funções a regulação das atividades já consolidadas na área, como a coleta de castanhas-do-pará, assegurando que essas práticas sejam mantidas de forma sustentável. O comitê também terá a missão de acompanhar o desenvolvimento das atividades de conservação e uso sustentável dos recursos naturais.

Proteção de áreas

A criação do parque também contribuirá para a proteção de áreas contíguas, tanto estaduais quanto federais, fortalecendo a rede de áreas protegidas na região. Com a preservação de uma rica biodiversidade, a nova UC se tornará um importante ponto de referência para a conservação na Amazônia.

O superintendente de Inovação e Desenvolvimento Institucional da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Victor Salviati, destaca a importância do parque na proteção do meio ambiente. “O parque tem uma importância muito grande, não só para o estado do Pará, mas também para toda a Amazônia, porque irá proteger ainda mais um santuário de árvores gigantescas”, afirma.

Em maio deste ano, uma equipe multidisciplinar de pesquisadores e técnicos do Ideflor-Bio, FAS e do Instituto Federal do Amapá (Ifap) percorreu rios e trilhas da então Flota do Paru, para aprofundar análises físicas e biológicas na região, o que levou à descoberta de um novo santuário de árvores gigantes.

Esse levantamento forneceu subsídios para transformar parte da antiga UC de uso sustentável em uma nova área de proteção integral.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Recuperação judicial e o crescimento


Esse crescimento é sustentado pelo aumento de receitas




Esse crescimento é sustentado pelo aumento de receitas
Esse crescimento é sustentado pelo aumento de receitas – Foto: Pixabay

Após três anos de seu IPO e atingir um valor de mercado de R$ 2 bilhões, a AgroGalaxy entrou com pedido de recuperação judicial. A trajetória da empresa segue um padrão comum em outras companhias, como RicardoEletro e Americanas S.A., onde a estratégia de crescimento acelerado se baseia na expectativa de que investidores comprem a “tese” de uma plataforma exponencial. 

Esse crescimento é sustentado pelo aumento de receitas, mas sem um modelo competitivo sólido e com fraca geração de caixa operacional. Quando o cenário de mercado se torna menos favorável e os credores restringem o crédito, a empresa não consegue se manter, pois não gera lucro ou caixa suficientes. A análise é de Flávio K. Málaga, Ph.D., sócio da MALAGA.

Entre 2019 e o primeiro semestre de 2024, o EBITDA acumulado da AgroGalaxy atingiu R$ 1,4 bilhão, mas a geração de caixa operacional foi de apenas R$ 81 milhões, o que representa 5,6% do EBITDA. Esse dado revela que, embora o EBITDA seja amplamente utilizado como métrica de desempenho, ele não reflete a real capacidade de geração de caixa da empresa. Em relação à receita acumulada no período, a geração de caixa foi de apenas 0,23%, evidenciando que, apesar de um faturamento robusto — R$ 11,6 bilhões em 2022 — o modelo de negócios da empresa não apresentava um diferencial competitivo, refletido em uma margem de fluxo de caixa quase inexistente. A operação mostrou-se incapaz de absorver choques e devolver capital aos credores.

Outro ponto crítico foi o alto nível de alavancagem, que atingiu 8,0 em 2024. O valor de mercado caiu para R$ 174 milhões, bem abaixo do patrimônio líquido de R$ 724 milhões e do valor de R$ 2 bilhões de 2021, resultando em uma destruição significativa do capital dos sócios e credores.
 





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Você viu? Angola, Coreia, México, Reino Unido e Rússia abrem mercados para o Brasil



A notícia mais lida da semana no site do Canal Rural destaca a nova abertura de mercados para produtos brasileiros. O Brasil poderá exportar erva-mate, DDGs (grãos secos de destilaria, subproduto do etanol de milho) e ração compactada de feno para diferentes destinos, conforme anunciado em nota conjunta pelos Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores.

As aprovações sanitárias foram recebidas pelo governo brasileiro no fim de setembro.

“Essas aberturas de mercado contribuirão para aumentar o fluxo comercial com esses importantes destinos e reafirmam a confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil”, ressaltaram os ministérios.

Angola e Coreia do Sul autorizaram a importação da erva-mate brasileira, enquanto a Rússia abriu seu mercado para a entrada de embriões ovinos do Brasil. Já o Reino Unido e o México liberaram a importação de DDGs produzidos no Brasil. No caso do México, o país também poderá receber farinha e “pellets” de feno para alimentação animal.

Além dessas aberturas, Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido aprovaram a importação da flor seca de cravo-da-índia e da fibra de coco brasileira, utilizada nas indústrias da construção e manufatura.

Com essas novas conquistas, o Brasil soma 138 aberturas de mercado para produtos agropecuários no ano, atingindo 216 desde 2023.

*com informações do Estadão Conteúdo



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Apicultoras de mel branco conquistam prêmio nacional


As apicultoras Adriana de Bortoli, da Apicultura do Máximo, em Jaquirana, e Liane de Oliveira, do Apiário Cambará, em Cambará do Sul, se destacaram no concurso CNA Brasil Artesanal – Mel 2024, na categoria mel claro, em setembro.

Adriana conquistou o 1º lugar, enquanto Liane ficou em 4º. O concurso contou com a participação de apicultores de todo o país, competindo nas categorias de mel claro e mel escuro.

As apicultoras fazem parte de um projeto piloto, junto com outros 10 produtores da região. O projeto está sendo desenvolvido pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a partir de uma demanda dos apicultores da região.

A pesquisadora do DDPA na área de desenvolvimento rural, Larissa Ambrosini, destaca que será feita uma publicação com base nos resultados iniciais das amostras do projeto piloto.

A coleta de dados vai iniciar nesta primavera, e o objetivo geral é disponibilizar informações científicas que permitam subsidiar um pedido de Indicação Geográfica por parte dos apicultores e meliponicultores deste território.

O levantamento inclui a caracterização das condições edáficas e das condições climáticas da região produtora; levantamento florístico e fitossociológico; identificação de abelhas visitantes florais de carne-de-vaca (Clethra scabra); análise polínica de amostras de mel branco e reconstituição da história de produção do mel branco no território. O trabalho deve ser desenvolvido até 2026.

Mel branco

O mel branco é produzido a partir das flores da árvore carne-de-vaca (Clethra scabra) Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

O município de Cambará do Sul destaca-se na produção de mel floral no Rio Grande do Sul. Além do mel floral, Cambará produz o mel de melato, conhecido como “mel preto”, e o “mel branco”. Sobre esse último, pesquisas e registros são muito escassos.

Segundo os produtores locais, ele é obtido a partir do néctar de flores de espécies de plantas nativas, resultando num mel claro, com sabor característico.

O produto é conhecido como “mel branco de Cambará”, mas é produzido igualmente nos municípios de Jaquirana e São José dos Ausentes, tendo boa aceitação e sendo comercializado a preços maiores, comparativamente ao mel floral. Há demanda por pesquisas para subsidiar uma futura Indicação Geográfica para esse mel.

“É muito importante divulgar o nosso mel branco, que é típico aqui da nossa região, e que tem todo um processo na hora da colheita para a classificação. Isso porque, às vezes, em uma melgueira pode ter o mel branco, que é da flor da carne-de-vaca, e o mel silvestre, da nossa Mata Nativa”, afirma a apicultora de Jaquirana, Adriana de Bortoli.

Ela conta que está na apicultura desde 2008, quando foi morar em Jaquirana. Ela e o marido tocavam a propriedade e a produção de mel juntos, mas desde que ele faleceu em 2019, segue à frente do negócio junto com a mãe Evanilda, a filha Juliana, de 16 anos e o namorado Vinícius Ribeiro.

A agroindústria conquistou o Selo de Inspeção Municipal (SIM) em 2019 e Adriana conta que está sempre se atualizando, fazendo cursos, participando das atividades desenvolvidas pela associação de apicultores para aprimorar a produção.

Reconhecimento de 40 anos de trabalho

Foto: divulgação/Apicultura do Máximo

Adriana diz que receber o 1º lugar no prêmio CNA, na categoria mel branco, “foi uma conquista muito grande e um reconhecimento do nosso trabalho de anos, em sempre querer levar um produto de qualidade para a mesa do consumidor”.

“Essa premiação foi fantástica, estamos muito felizes, é o reconhecimento de mais de 40 anos de trabalho e muita dedicação. Mostra que estou no caminho certo, seguirei cada vez mais motivada em poder divulgar nosso mel branco e a nossa cidade. E falar para todos da importância das abelhas e mostrar que existem méis maravilhosos em nosso país”, destaca Liane de Oliveira, do Apiário Cambará, que ficou com o 4º lugar na categoria mel claro.

O Apiário Cambará teve início em maio de 1982 com o pai de Liane, Irineu Castilhos. A agroindústria foi a primeira da cidade a conseguir o SIM, no ano de 2009.

“Em 2018, meu pai teve um problema de saúde bem na safra, tinha na época 420 caixas de abelhas. Ou eu assumia ou assumia”, lembra a apicultora. “Descobri que minha vida são as abelhas e de fato virei apicultora. No final de 2023 realizamos um grande sonho: a conquista do selo Arte”, conta. E neste ano de 2024, a conquista do prêmio da CNA.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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EUA iniciam colheita em ritmo acelerado


Segundo as informações do boletim Crop Monitor for AMIS desenvolvido pelo GEOGLAMA publicado na quinta-feira, (3), a colheita de milho já está em andamento em várias regiões do mundo, com condições climáticas contrastantes influenciando os resultados. Nos Estados Unidos, a colheita está começando em ritmo acelerado no Cinturão do Milho, onde as condições são consideradas excepcionais. No entanto, na Costa Leste, uma área de cultivo menor, os rendimentos foram afetados negativamente pelo clima quente e seco anterior.

No Canadá, as condições permanecem favoráveis, e o país espera um aumento nos rendimentos médios nacionais em comparação com o ano anterior, o que pode trazer resultados positivos para os produtores locais.

De acordo com os dados,a União Europeia, a situação é mais preocupante. O clima quente e seco contínuo impacta os países do centro-sul e leste, com destaque negativo para Bulgária e Romênia, onde os rendimentos foram severamente comprometidos.

Na Ucrânia, a colheita também está começando, mas com perspectiva de rendimentos reduzidos. O clima quente e seco que marcou os meses de julho e agosto afetou duramente as regiões sul, central e leste do país. Já na Federação Russa, os primeiros resultados da colheita no sul indicam que o clima adverso também causou prejuízos na produção de milho.

Em contrapartida, na China, a colheita avança para o norte sob condições amplamente favoráveis para a safra de verão. A Índia também apresenta um cenário positivo, com boas condições para o desenvolvimento da safra Kharif.

No México, as chuvas de setembro ajudaram a encerrar a semeadura da safra de primavera-verão, apesar de as condições secas no início da temporada ainda gerarem preocupações. No Brasil, a semeadura da safra de primavera está começando nas regiões produtoras do Sul sob boas condições climáticas. Contudo, uma redução na área total plantada é esperada em comparação ao ano passado, conforme as informações do boletim.





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Bactérias podem ajudar a substituir insumos químicos no setor florestal


Chega a 1.023 a quantidade de bactérias com potencial para geração de bioinsumos apropriados ao setor florestal. Esse resultado é fruto do trabalho da Embrapa Florestas (PR) que, desde 2018, atua na construção da Coleção de Bactérias Multifuncionais de Áreas Florestais.

O acervo conta com exemplares provenientes de diferentes solos e espécies florestais e tem sido determinante para seleção de estirpes aptas para o desenvolvimento de bioinsumos inovadores, na forma de inoculantes.

Os produtos podem reduzir, ou até substituir, insumos químicos em plantios florestais, desde a produção de mudas até o plantio no campo. Além de garantir mais sustentabilidade ao setor, aumenta a eficiência e reduz custos de produção.

Ensaios em viveiros

Após a fase de isolamento e caracterização das bactérias no laboratório, são realizados ensaios em viveiros, com aplicação em mudas. Segundo Krisle da Silva, pesquisadora da Embrapa, responsável pela formação da coleção, vários ensaios vêm sendo realizados em viveiro com essas bactérias, envolvendo parcerias com empresas florestais, para seleção das estirpes com mais potencial para aumentar as taxas de enraizamento e a capacidade de absorção de fósforo.

“A produção de mudas florestais inoculadas com as bactérias que promovem crescimento tem se mostrado algo promissor, diante do efeito positivo no enraizamento, estímulo ao crescimento vegetal das mudas e no controle biológico de pragas principalmente para pínus e eucalipto”, aponta a pesquisadora.

Ela espera que, dentro de dois anos, os estudos resultem na geração de um bioinsumo em forma de inoculante advindo dessas bactérias.

De acordo com a pesquisadora, todos os microrganismos da coleção estão caracterizados morfologicamente em meio de cultura e 229 já foram caracterizados geneticamente. O DNA desses isolados também é armazenado na coleção.

Coleção de bactérias

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Foto: Foto: Manuela Bergamim/Embrapa

A coleção foi iniciada com 42 bactérias endofíticas (que vivem no interior do tecido vegetal sem causar dano à planta), isoladas de uma espécie de jabuticabeira, por possuírem características promotoras de crescimento.

Posteriormente, foram introduzidas na coleção bactérias endofíticas isoladas de folhas, meristemas (tecidos vegetais responsáveis pelo crescimento das plantas) e raízes de pupunheira, que somam, até o momento, 222 bactérias.

O trabalho prosseguiu com pínus, do qual foram isoladas 200 bactérias, além de 90 de eucalipto, 96 de erva-mate e 145 de araucária. Na busca de um possível controle biológico, também foram isoladas 220 bactérias e actinobactérias (bactérias importantes para a agricultura) de formigas cortadeiras (Atta sexdens).

Além dos bioinsumos, a coleção é a base para programas de melhoramento genético e outras ações de pesquisa voltadas ao desenvolvimento de plantas mais adaptadas ao segmento florestal, tais como pupunha, pínus, eucalipto, erva-mate e araucária, entre outras.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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Chuvas atrasam colheita de trigo na Rússia, enquanto seca afeta Ucrânia


EUA encerram colheita de primavera com bons resultados





Foto: Canva

De acordo com o boletim Crop Monitor for AMIS desenvolvido pelo GEOGLAMA publicado na quinta-feira, (3), a colheita de trigo de primavera está em andamento em várias partes do mundo, com cenários variados quanto às condições climáticas. Na Federação Russa, a colheita avança sob condições favoráveis, mas chuvas intensas estão desacelerando o processo em algumas áreas da Sibéria. Paralelamente, a semeadura de trigo de inverno começa em solo seco, o que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras nas fases iniciais.

Na Ucrânia, a situação é mais crítica. A semeadura de trigo de inverno está atrasada em mais de 50% do país devido à seca prolongada, afetando principalmente as principais regiões produtoras do sul e centro. Isso gera preocupações quanto ao rendimento das futuras safras.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Segundo os dados, na China, o cenário é positivo, com a colheita de trigo de primavera concluída em boas condições. Nos Estados Unidos, a colheita também está finalizada com rendimentos acima da média, enquanto a semeadura de trigo de inverno já começou em várias regiões.

No Canadá, o clima seco anterior nas pradarias ocidentais gerou condições variáveis para a colheita de trigo de primavera, que segue em progresso. Na Austrália, as condições são consideradas excepcionais em Nova Gales do Sul e Queensland, mas algumas áreas da Austrália do Sul e Victoria enfrentaram perdas de rendimento devido à seca.

Na Argentina, as condições são mistas para o trigo de inverno. Enquanto a falta de umidade e altas temperaturas comprometem o desenvolvimento nas regiões norte e oeste, chuvas abundantes nas áreas leste, central e sul têm favorecido o crescimento das lavouras, conforme as informações do boletim.





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‘Trabalhamos para mostrar ao produtor que é possível exportar’



No programa Canal Rural Entrevista, o gerente de Agronegócio da Apex Brasil, André Müller, discutiu a importância da atuação da agência na promoção das exportações do agronegócio brasileiro. Segundo Müller, a Apex Brasil tem desempenhado um papel fundamental na mediação e facilitação de negócios, levando produtores rurais a alcançar mercados internacionais.

“Trabalhamos para mostrar ao produtor que é possível exportar, independentemente do tamanho da produção. O foco é a preparação e a qualidade do produto”, ressaltou.

Expansão do agronegócio brasileiro no mundo

A Apex Brasil apoia diretamente mais de 22 setores do agronegócio, contribuindo com exportações que ultrapassam US$ 90 bilhões. Atualmente, mais de 2.600 empresas, cooperativas e produtores rurais contam com o apoio da agência para entrar no mercado internacional. “Nosso papel é conectar o produtor ou a cooperativa aos compradores internacionais, promovendo rodadas de negócios, participações em feiras e missões comerciais. É um trabalho que ajuda a fomentar o agronegócio no Brasil e a contribuir para a segurança alimentar global”, afirmou Müller.

Promoção de produtos brasileiros

A Apex Brasil tem realizado ações estratégicas em diversos países, com destaque para a China, que importa grande parte do café brasileiro, e o México, que ampliou significativamente suas importações de carne e grãos do Brasil nos últimos anos. Müller destaca que o sucesso nas exportações não depende do volume, mas da qualidade e da história dos produtos brasileiros. Ele ressaltou exemplos de sucesso, como a produção de café no cerrado brasileiro e o crescimento da exportação de algodão rastreado e de alta qualidade.

Sustentabilidade e rastreabilidade

Outro ponto enfatizado por Müller foi a rastreabilidade dos produtos brasileiros. A Apex Brasil trabalha para desmistificar a origem dos produtos, garantindo transparência e conquistando a confiança dos consumidores internacionais. Segundo ele, a rastreabilidade gera “encantamento” nos compradores estrangeiros ao revelar a história e os processos sustentáveis de produção do agronegócio brasileiro.

Entrada em novos mercados e desafios

A agência tem investido na abertura de novos mercados, como Indonésia, Vietnã e República Dominicana, mostrando a capacidade do Brasil de exportar para países que antes eram considerados mercados fechados. Müller destacou que, apesar dos desafios, o trabalho articulado entre o governo, setor privado e a Apex Brasil tem gerado resultados positivos para o agronegócio nacional.

“A contribuição que o Brasil dá para a segurança alimentar e para a transição energética é resultado de um esforço conjunto. O agronegócio brasileiro tem um enorme potencial pela frente”, concluiu.



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Veja como pesquisar local de votação nas eleições municipais


Neste domingo (6), 155,9 milhões de pessoas, em 5.569 municípios, devem comparecer às urnas para eleger prefeitos e vereadores. A Justiça Eleitoral orienta os cidadãos a confirmar com antecedência o local de votação para evitar deslocamentos desnecessários no dia do pleito.

Se você ainda não sabe onde vai votar, siga as dicas abaixo e veja como consultar sua seção eleitoral:

No site do TSE

A consulta do local de votação é simples: pode ser feita no site do Tribunal Superior Eleitoral. Na página de Atendimento Eleitoral, clicar em Onde Votar. Para fazer autenticação, basta fornecer o nome, número do título ou CPF do eleitor. Nos três casos, é preciso fornecer a data de nascimento e o nome da mãe. 

Autoatendimento eleitoral

As páginas dos 26 tribunais regionais eleitorais (TREs) também dispõem de espaço para pesquisar essas informações. Preenchidos os dados, a página vai informar o número da inscrição, a zona eleitoral e o local de votação.

E-Título

O aplicativo e-Título informa o local de votação logo na tela de início, abaixo do nome do eleitor. Além disso, por meio de ferramentas de geolocalização, o app guia a pessoa até a seção eleitoral.  

O aplicativo pode ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais de aplicativos para smartphones que operam os sistemas Android e IOS até sábado, dia 5 de outubro, um dia antes do pleito.

O que levar

No dia da eleição, não é obrigatório levar o título, que pode ser substituído pela versão digital, o e-Título.

O documento deve estar em situação regular. Quem estiver com a inscrição eleitoral cancelada ou suspensa, não terá o título na lista da seção eleitoral.

Na seção, será exigida somente a apresentação de documento oficial com foto, entre os quais, o e-Título, a carteira de identidade, o passaporte, a carteira profissional reconhecida por lei, o certificado de reservista, a carteira de trabalho ou a carteira nacional de habilitação (CNH).

A Justiça Eleitoral afirma que os documentos serão aceitos mesmo com a data de validade expirada, desde que seja possível comprovar a identidade do eleitor.



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