quinta-feira, julho 30, 2026

Agro

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AGU cobra R$ 89 milhões de acusados de causar queimadas na Amazônia



A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quarta-feira (9) que ajuizou cinco ações na Justiça para cobrar R$ 89 milhões de pessoas físicas e jurídicas acusadas de destruir vegetações nativas com queimadas na Amazônia.

A atuação dos infratores ambientais foi investigada pelos fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nos municípios de Boca do Acre (AM), Lábrea (AM), Altamira (PA) e São Felix do Xingu (PA). Cerca de 5 mil hectares foram desmatados.

Nas ações, a AGU pede o bloqueio dos bens dos acusados, a obrigação de reparar as áreas desmatadas e a proibição de explorar comercialmente as localidades. A suspensão de benefícios fiscais também foi solicitada à Justiça.

A propositura das ações foi coordenada pelo AGU Recupera, comitê responsável pela adoção de medidas jurídicas para proteção do meio ambiente e do patrimônio cultural do país.



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Furacão Milton é reduzido para categoria 3, mas ainda deve causar destruição em massa



Considerado um dos mais poderosos e devastadores dos últimos 100 anos, o Furacão Milton estava classificado como tempestade de nível 5, a mais intensa, enquanto estava mais longe da costa da Flórida. Contudo, a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) o reduziu para a categoria 3 na tarde desta quarta-feira (9).

Ainda assim, continua a caminho da Flórida, nos Estados Unidos, e deve atingir em cheio a zona de Tampa Bay, que possui cerca de 3 milhões de habitantes. O local está em alerta máximo para o impacto da tempestade e já conta com mais de 300 mil residências sem energia elétrica.

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, as imagens de satélite permitem afirmar que o furacão deve chegar ainda esta noite do estado norte-americano.

“O que chama a atenção neste furacão é o seu rápido desenvolvimento. Normalmente, um sistema de baixa pressão demora de dois a três dias para atingir a categoria de nível 5, mas o Milton saiu de categoria 2 para 5 em menos de três horas, ou seja, uma ciclogenese explosiva devido às águas muito aquecidas na região”.

Müller lembra que na Escala Saffir-Simpson de furacões, amplamente adotada em diversos países, as categorias de furacões são medidas de acordo com a velocidade dos ventos:

  • Categoria 1: 119-153 km/h
  • Categoria 2: 154-177 km/h
  • Categoria 3: 178-208 km/h
  • Categoria 4: 209-251 km/h
  • Categoria 5: maior que 252 km/h

Além disso, o meteorologista lembra que quando o assunto é o diâmetro dos furacões, o Milton é um dos mais compactos e, exatamente por isso, é mais destrutivo.



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Brasil está pronto para assinar o acordo Mercosul-União Europeia, afirma ministro


O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (9) que o Brasil está preparado para assinar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

Durante sua participação no Fórum Empresarial Itália-Brasil, em São Paulo, com representantes de governo e lideranças empresariais, o ministro destacou que o país aguarda apenas a confirmação da Europa para formalizar o acordo.

Sinergia entre Brasil e Itália

Rui Costa ressaltou a importância das relações entre o Brasil, a Itália e a Europa, apontando que as sinergias entre os países são amplas. “Estamos prontos. O presidente Lula já manifestou isso de forma enfática. Entendemos que todos os pontos mais relevantes foram superados”, declarou o ministro.

A abertura do fórum contou com a presença de importantes autoridades, como o vice primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores e de Cooperação Internacional da Itália, Antonio Tajani, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, e o vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth.

Investimentos e descarbonização

Durante o evento, Rui Costa apresentou as oportunidades de investimentos no Brasil, destacando projetos de descarbonização e eletrificação da frota de ônibus, com apoio do Novo PAC.

Ele mencionou o desafio global da transição energética e a necessidade de investimentos. “Enquanto não temos escala de produção, os custos ainda são mais altos, como é o caso dos ônibus elétricos em comparação com os a combustão”, explicou o ministro.

Fundo Amazônia

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Foto: Guilherme Noronha/Embrapa

O ministro também lembrou que o Brasil conta com o Fundo Amazônia e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, que contribuem para o avanço de projetos sustentáveis no país, alinhados com as metas globais de combate às mudanças climáticas.

Rui Costa destacou as medidas institucionais implementadas pelo Governo Federal para modernizar o marco regulatório, especialmente na área de energia. Ele afirmou que as empresas italianas já reconhecem a segurança jurídica e econômica proporcionada por essas atualizações, o que oferece previsibilidade para os investidores.

Novas leis para PPPs

Além disso, o governo trabalha para aprovar no Congresso Nacional uma nova lei de parcerias público-privadas (PPPs) e um novo processo de licenciamento no país.

O ministro também mencionou os projetos na área de infraestrutura, como a Nova Indústria Brasil, que visa fortalecer a indústria nacional até 2033, e iniciativas no modal ferroviário para melhorar a integração do Brasil com os países do Mercosul.



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escalas de abate e demanda extremamente aquecida colocam os preços em alta


O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços em alta. O ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate, que seguem na pior posição na atual temporada.

“Somado a isso, o cenário é pautado por uma demanda extremamente aquecida, em especial quando se trata de demanda internacional. Como se sabe, a dinâmica das exportações globais coloca o Brasil em uma posição de amplo destaque, com grande potencial para fornecimento do produto”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 288,52

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista apresenta forte alta dos preços para a carne bovina. De acordo com Iglesias, além da demanda aquecida, precisa ser mencionado que as indústrias se deparam com algum aperto em seus estoques, algo natural diante de uma oferta mais restrita de animais para o abate.

“Por outro lado, a carne bovina tende a perder competitividade no curto prazo, em especial para proteínas de menor valor agregado, a exemplo do ovo, embutidos e da carne de frango”, assinalou o analista.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,00 por quilo, alta de R$ 0,50. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 18,00 por quilo, alta de R$ 1,50. A ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo, alta de R$ 1,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,97%, sendo negociado a R$ 5,5865 para venda e a R$ 5,5844 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5320 e a máxima de R$ 5,5988.



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AgroNewsPolítica & Agro

Seca severa ameaça safras de inverno na Rússia e Ucrânia


Clima extremo acelera colheita, mas dificulta novo plantio





Foto: Divulgação

De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), um bloqueio atmosférico sobre o oeste da Rússia manteve um padrão climático estável na região, com calor e secura persistentes, registrando temperaturas de 3 a 7°C acima da média. Esse cenário climático acelerou a colheita das safras de verão, mas agravou a seca em áreas centrais da Ucrânia e no oeste da Rússia, prejudicando o plantio e o desenvolvimento das safras de inverno. Em algumas localidades, a precipitação dos últimos 90 dias foi inferior a 25% do normal, com o menor volume de chuvas dos últimos 30 anos.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

No entanto, chuvas provenientes do oeste melhoraram as condições de umidade do solo em algumas áreas, como na Moldávia (10-30 mm), oeste da Ucrânia (25-65 mm) e Bielorrússia (10-25 mm), beneficiando o plantio das safras de inverno, especialmente no norte dessas regiões.

Ao final da semana, o Índice de Saúde da Vegetação (VHI), obtido via satélite, apontou um estado de vigor fraco a crítico para as lavouras na maior parte da Ucrânia e da Rússia. Em contraste, a Moldávia e o oeste da Ucrânia apresentaram melhora no índice, resultado das recentes chuvas que ajudaram a aliviar a seca.





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Chuva acima ou abaixo da média? Inmet te mostra previsão até dezembro



O Boletim Agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem como objetivo levar até aos usuários informações climáticas direcionadas às atividades do campo.

Nesta edição, o documento traz a previsão para as cinco regiões para os meses de outubro, novembro e dezembro. Confira:

Sul

A previsão indica condições favoráveis para chuvas acima ou próximas da média no Rio Grande do Sul, enquanto, no Paraná e em Santa Catarina, as precipitações devem ficar abaixo da média.

O boletim destaca que a temperatura do ar deve se manter acima da média histórica em grande parte da região, especialmente no Paraná, no oeste de Santa Catarina e no noroeste do Rio Grande do Sul.

Para os próximos meses, o balanço hídrico prevê níveis elevados de umidade no solo na maior parte da Região Sul, em função das chuvas recentes. No entanto, o centro-sul do Rio Grande do Sul, níveis mais baixos de umidade no solo em dezembro podem ser registrados.

Sudeste

A previsão para o trimestre aponta chuvas próximas ou abaixo da média na maior parte da região, exceto no Espírito Santo e Rio de Janeiro, onde as precipitações podem ficar ligeiramente acima da média devido à passagem de frentes frias.

As temperaturas devem permanecer acima da média histórica nos próximos meses, especialmente no oeste de Minas Gerais e no norte de São Paulo, durante o mês de outubro.

Há uma tendência de redução do armazenamento hídrico no solo em grande parte da região durante outubro, com exceção do sul e leste de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde os níveis de umidade podem continuar elevados.

Já a partir de novembro, espera-se aumento dos níveis de umidade do solo em toda a região, exceto no noroeste de São Paulo, que deverá manter níveis baixos de armazenamento.

Centro-Oeste

A previsão do Inmet para o trimestre indica chuvas próximas ou abaixo da média em grande parte da região. As temperaturas devem continuar acima da média climatológica nos próximos meses, com a possibilidade de dias de calor intenso em algumas áreas, devido à presença de massas de ar seco e quente.

Com a diminuição das chuvas e a elevação das temperaturas ao longo de outubro, espera-se uma redução dos níveis de água no solo em quase toda a região, exceto no sul de Mato Grosso do Sul. Entretanto, a partir de novembro, o retorno das chuvas poderá aumentar os níveis de umidade do solo em grande parte da região.

Norte

A previsão climática indica chuvas próximas ou abaixo da média nos próximos meses em grande parte da região. No entanto, em áreas de Roraima e Acre, os totais de chuva poderão ficar acima da média histórica.

As temperaturas médias devem se manter acima da climatologia em toda a região, embora haja uma leve queda em relação ao mês anterior devido ao retorno gradual das chuvas.

Já no mês de outubro, os níveis de umidade no solo devem permanecer baixos em grande parte da região. Para novembro, espera-se uma elevação nos níveis de água no solo, exceto no nordeste da Amazônia, centro-norte do Pará e Amapá, onde os níveis ainda permanecerão baixos.

Por fim, em dezembro, o armazenamento hídrico deve aumentar em grande parte da região com o retorno mais consistente das chuvas.

Nordeste

A previsão indica chuvas abaixo da média climatológica na maior parte da Região Nordeste, com algumas precipitações chegando ao sul da Bahia.

Quanto às temperaturas, devem ficar acima da média histórica em toda a região, especialmente no interior, devido à diminuição das chuvas nos próximos meses.

Para os próximos três meses, prevê-se baixos níveis de água no solo na maior parte da região. No entanto, no sul da Bahia, os níveis de umidade do solo devem aumentar gradualmente com o retorno das chuvas.



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Frentes frias trazem chuva forte e risco de alagamentos


Nos próximos dias, a região Sul continuará sob forte influência de sistemas meteorológicos que têm causado chuvas volumosas e ventos intensos. Segundo a Climatempo, a combinação de uma baixa pressão no Paraguai e um cavado (área alongada de baixa pressão na atmosfera), somada à passagem de frentes frias, mantém a instabilidade climática na região.

Uma frente fria passa pela região nesta quarta-feira (9) e uma outra está prevista para sexta-feira (11), fazendo com que a previsão aponte para chuvas intensas e ventos fortes persistam até o fim da semana.

Acumulado de chuva esperado até sexta-feira na rgião Sul. Fonte: Climatempo.

No Rio Grande do Sul, os acumulados de chuva já são significativos. Cidades como Erechim registraram 40,8 mm em 48 horas, e a Defesa Civil emitiu alertas para volumes entre 70 e 120 mm nas regiões noroeste, norte, nordeste e litoral morte.

A população é orientada a tomar precauções, evitando áreas sujeitas a alagamentos e deslizamentos. Além disso, o vento deve se intensificar, com rajadas que podem chegar a 90 km/h no litoral norte e 70 km/h em outras regiões do estado.

Chuva no Paraná

No Paraná, a previsão é de acumulados de até 120 mm na faixa sul até sexta-feira (11). No extremo oeste do estado pode chover ainda mais, agravando riscos de alagamentos e deslizamentos de terra. Também pode haver forte ventania em todo o Paraná, com rajadas de 40 a 50 km/h.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, pode haver chuva de até 200 mm até sexta-feira em áras como Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, litoral norte e partes do litoral e planalto sul. Já o oeste catarinense e o planalto norte podem recever de 100 a 150 mm de chuva no período.

Na sexta, a circulação marítima perde força, mas a formação e avanço de uma frente fria provoca chuva e tempestades, que começam pelo oeste na madrugada e se estendem ao restante do estado no decorrer do dia. No fim de semana, a frente fria se afasta do estado, estabilizando o tempo.



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Indústria apoia acordo Mercosul-UE, que favorecerá ambas as regiões, diz Fiesp



O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, abriu nesta quarta-feira (9) o fórum de empresas brasileiras e italianas reiterando o apoio da entidade à conclusão do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

“Estamos conscientes dos desafios, mas queremos dizer que a indústria é favorável à conclusão e acreditamos que vamos chegar a bom termo, o que vai favorecer a indústria europeia e empresas de ambas as regiões”, declarou no encontro realizado na sede da entidade.

A ocasião também contou com a presença do vice primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, e do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

O presidente da Fiesp disse ainda que a União Europeia e o Mercosul têm oportunidade de liderar o mundo em direção a metodologias e métricas comuns de medições de pegada de carbono nos processos industriais.

Além disso, destacou que os exportadores brasileiros de alimentos estão se adaptando para atender ao rigor da lei de antidesmatamento europeia.



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Área da soja em MT deve crescer 33% em dez anos, diz Imea



A área destinada ao cultivo da soja em Mato Grosso, principal produtor do Brasil, deve atingir 16,62 milhões de hectares na safra 2033/34, um crescimento de 33,18% em relação à anterior. As informações são da Reuters e se baseiam em um estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que aponta a conversão de pastagens em lavouras como o principal motor dessa expansão.

Esse aumento representa uma taxa média anual de crescimento de 2,91%, inferior à média de 3,99% da última década. O Imea explica que a desaceleração se deve à extensa área já ocupada pela soja, que exige uma expansão em valores absolutos para manter o ritmo anterior.

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Além da conversão de áreas, melhorias na produtividade também impulsionarão a produção. A previsão é que, em 2033/34, a produtividade média atinja 64,71 sacas por hectare, um aumento de 24,06% em relação à safra 2023/24, que foi afetada pela seca.

O estudo do Imea, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), destaca a importância do setor para a economia local e nacional. O monitoramento das condições climáticas e das práticas agrícolas será essencial para o sucesso desse crescimento projetado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima seco na Índia beneficia safras de algodão e arroz


Colheita de óleo de palma avança com chuvas leves na Ásia





Foto: Arquivo

De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a retirada da monção do sudoeste no sul da Ásia começou a avançar de forma mais sazonal após semanas de progressão lenta. O clima mais seco predominou na maior parte da Índia, com chuvas acima de 25 mm concentradas no sul e nordeste do país. Essas condições mais secas favoreceram a maturação das safras de kharif, como algodão e arroz, especialmente nos estados do norte. No sul, as chuvas beneficiaram as safras plantadas tardiamente. Enquanto isso, Bangladesh registrou de 50 a 150 mm de chuva, mantendo o solo excessivamente úmido em importantes regiões produtoras de arroz, com a monção do sudoeste podendo se estender até a segunda metade de outubro.

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Na China, uma frente fria que se deslocou pela metade oriental do país trouxe fortes chuvas, de 25 a 100 mm ou mais, da Planície do Norte ao Vale do Yangtze. Embora essas precipitações tenham sido benéficas para o início do cultivo de inverno, elas afetaram negativamente a colheita das safras de verão. A frente fria também trouxe alívio após um longo período de calor atípico, reduzindo as temperaturas para níveis mais sazonais. No norte de Heilongjiang, houve uma geada no final da temporada, um pouco mais cedo que o normal, mas sem impacto significativo sobre as culturas de milho e soja.

No Sudeste Asiático, o tufão Krathon permaneceu próximo à costa norte das Filipinas, com ventos que chegaram a 130 nós no meio da semana. Apesar de o tufão não ter tocado diretamente as Filipinas, ele trouxe ventos fortes e chuvas torrenciais para o norte do país, ultrapassando 300 mm em algumas áreas. Esses efeitos prejudicaram a colheita do arroz em algumas regiões, mas os danos foram localizados. Em Mindanao, chuvas mais leves (25 a 100 mm) favoreceram o desenvolvimento do arroz e do milho. Já na Tailândia, chuvas intensas (mais de 175 mm) aumentaram os níveis dos reservatórios, essenciais para a irrigação na estação seca. Em contrapartida, trechos da Malásia e Indonésia tiveram chuvas mais amenas, permitindo a colheita normal de óleo de palma, exceto em algumas áreas onde chuvas torrenciais ultrapassaram 150 mm.





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