quinta-feira, julho 30, 2026
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Etanol lidera queda dos combustíveis em julho, aponta monitor da Veloe e Fipe


Etanol lidera queda dos combustíveis em julho, aponta monitor da Veloe e Fipe

Os preços médios dos combustíveis caíram em julho em cinco dos seis produtos acompanhados pelo Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A maior queda foi a do etanol hidratado, com recuo de 2,3% ante junho. Diesel comum, diesel S-10 e gasolinas também registraram baixa, enquanto o Gás Natural Veicular (GNV) subiu 4,0%.

Na média nacional, o etanol hidratado foi cotado a R$ 4,163 por litro. O diesel S-10 fechou julho em R$ 6,981 por litro, e o diesel comum, em R$ 6,833. A gasolina aditivada teve média de R$ 6,821 por litro, enquanto a gasolina comum ficou em R$ 6,693. O GNV foi comercializado, em média, a R$ 4,846 por metro cúbico.

Entre os estados, o Distrito Federal registrou o menor preço médio da gasolina comum, a R$ 6,319 por litro. No etanol, Mato Grosso apresentou a menor média, a R$ 3,847. No diesel, o menor preço médio do S-10 foi observado no Rio Grande do Sul, a R$ 6,506, e o Paraná liderou no diesel comum, a R$ 6,353. No GNV, as menores médias ficaram em Alagoas, com R$ 4,271, Espírito Santo, com R$ 4,406, e Bahia, com R$ 4,449.

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Segundo o monitor, a queda de julho foi influenciada pela maior oferta doméstica de etanol, pela transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo ao mercado interno e pela retirada parcial de medidas de amortecimento. O levantamento também aponta um mercado ainda sensível ao petróleo, ao câmbio e a tensões geopolíticas.

No acumulado de 2026 até julho, o etanol recua 7,0%, enquanto o diesel S-10 sobe 13,0% e o diesel comum, 11,6%. A gasolina comum avança 6,6%, e a aditivada, 6,1%. Na comparação com julho de 2025, o etanol cai 2,2%, enquanto diesel, gasolinas e GNV seguem acima dos níveis de um ano antes.

O destaque do mês foi o Indicador de Custo-Benefício Flex, que caiu para 66,7% na média das unidades da Federação, o menor nível da série iniciada em janeiro de 2017. Com o resultado abaixo da referência de 70%, o etanol ampliou a vantagem econômica frente à gasolina comum, especialmente em estados produtores ou próximos aos principais centros de oferta do biocombustível.

Fonte: Estadão Conteúdo

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