quinta-feira, julho 30, 2026

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Alteração da tarifa de importação do nitrato de amônio é repudiada por entidade



A possível alteração da alíquota de importação do nitrato de amônio, matéria-prima utilizada para produção de fertilizantes nitrogenados, passando de zero para 15% é “um grande retrocesso” e contribui para o “aumento de custo do fertilizante no Brasil”. A posição é da Associação dos Misturadores de Adubos (AMA Brasil).

A entidade congrega mais de 60 misturadores de fertilizantes em todo o território nacional e participa do recebimento de 91% dos produtos importados através de diversos portos, visto que apenas 9% do insumo advém de produção nacional.

“Há, no Brasil, uma única produtora do Nitrato de Amônio – NCM 31.02.03.00, situada em Piaçaguera (Cubatão-SP), que tem limitação na logística de distribuição, realizada basicamente por rodovia”, diz a nota da Associação.

Assim, trata-se de uma “multinacional que se limita a produzir 416.000 toneladas/ano em sua unidade fabril, sendo que destina apenas 35% deste montante à utilização de fertilizantes agrícolas”.

Importância do nitrato de amônio

O nitrato de amônio é utilizado, principalmente, nas culturas de cana-de-açúcar e café. O Brasil possui um consumo anual de 1.500.000 de toneladas dessa matéria prima, sendo 85% importadas e apenas 15% de produção nacional.

“A ação de alteração de alíquota de importação visa unicamente o nitrato de amônio, o que acarretará, na cadeia final, significativo aumento de custos para as culturas agrícolas dependentes do referido fertilizante, sem trazer sequer um planejamento estruturante de fabricação no Brasil. Desta forma, esse aumento provocará única e exclusivamente impactos econômicos negativos ao agricultor”, defende a AMA Brasil.

Para a entidade, a demanda só vai contabilizar maiores margens de lucro do produtor de matéria prima local, ou seja, à referida empresa multinacional – que produz, em suas unidades mundiais, mais de 3 milhões de toneladas/ano do insumo -, “gerando transferência de divisas para o exterior, e mais impactante, sem previsão de investimentos para aumento da produção nacional”, diz a nota.

Quem é a favor da alíquota?

O pedido de aumento das tarifas de importação de produtos químicos, entre eles o nitrato de amônio, parte da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

A entidade fez o pedido ao Comitê de Comércio Exterior, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A solicitação da Abiquim parte de uma busca para retomar a capacidade de utilização das fábricas petroquímicas do Brasil, que enxergam concorrência desleal com os produtos advindos de fora, principalmente da Ásia.



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‘Apesar do enfraquecimento do furacão Milton, há riscos de inundações’



O furacão Milton, que chegou à costa da Flórida na noite desta quarta-feira (9), tocou o solo com ventos de 205 km/h, sendo classificado inicialmente como categoria 5. No entanto, após passar pela Baía de Tampa e seguir em direção a Orlando, o fenômeno foi rebaixado para categoria 1 na madrugada de quinta-feira (10), com ventos de 145 km/h. Mesmo com o enfraquecimento, os impactos do furacão ainda são graves, e as autoridades seguem em alerta máximo devido aos riscos de inundações e tornados.

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Análise meteorológica

O meteorologista Arthur Müller enfatizou que, apesar da redução na intensidade do furacão, os efeitos colaterais ainda são preocupantes. “Embora Milton tenha se enfraquecido e avançado em direção ao Oceano Atlântico, o sistema ainda traz instabilidade significativa. Não podemos descartar a formação de tornados, além de tempestades severas com potencial de granizo,” afirmou Müller. Ele também ressaltou a quantidade extraordinária de chuvas em algumas áreas: “Os acumulados de chuva já superaram 300 mm em certos pontos, o que representa meses de precipitação concentrados em poucas horas.”

Müller ainda explicou que, embora o furacão tenha perdido força, a situação continua delicada. “A tempestade foi enorme, com cerca de 600 km de diâmetro. Embora não tenha sido o maior furacão já registrado, ele apresentou uma intensificação extremamente rápida. Milton saltou de categoria 2 para 5 em menos de três horas, algo raríssimo,” observou o meteorologista. Segundo Müller, esse rápido fortalecimento foi alimentado pelas altas temperaturas do oceano, que chegaram a 31°C no Golfo do México.

Impactos e evacuações

Mais de 1 milhão de pessoas foram obrigadas a evacuar suas casas e procurar abrigos seguros. Até o momento, foram confirmadas 10 mortes, e a situação mais crítica ocorre nas áreas de Tampa e Orlando, onde inundações repentinas foram relatadas. O condado de Hillsborough, que inclui Tampa, ainda enfrenta alertas de inundação, com fortes chuvas que continuam a castigar a região.

O furacão também provocou uma série de tornados ao longo da Treasure Coast, no sudeste da Flórida, causando danos severos e deixando as autoridades em alerta para novos eventos de tempestades. “Os ventos terrestres podem gerar novos tornados, então a população precisa continuar atenta,” reforçou Arthur Müller.

O que esperar nas próximas horas

Embora o furacão tenha se deslocado para o Oceano Atlântico e esteja se afastando da costa, os meteorologistas alertam que os efeitos ainda serão sentidos nas próximas 24 horas. “As chuvas ainda representam um grande risco, e os ventos fortes continuam a ser uma ameaça. Os serviços de emergência já estão atuando nas áreas mais atingidas, mas o cenário ainda é de apreensão,” finalizou Müller.

Com as autoridades em estado de alerta máximo, as ordens de evacuação continuam em vigor para as regiões mais vulneráveis. Serviços de emergência e resgate estão sendo mobilizados, enquanto a população tenta lidar com os estragos causados por Milton, o furacão que marcou um dos eventos mais intensos da temporada.



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Chuva alivia secura e ajuda no plantio da soja no Paraná, mas ainda há desafios



O plantio da soja na região de Francisco Beltrão, no Paraná, já atingiu mais de 40% da área planejada, segundo dados da Safras & Mercado. De acordo com Agustinho Girardello, engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), os agricultores estão iniciando a semeadura assim que completam a colheita do trigo, em uma área total estimada de 310 mil hectares.

As condições das lavouras são positivas, com 60% das plantas em germinação e 40% em desenvolvimento vegetativo. Girardello mostrou-se otimista, ressaltando que as condições climáticas têm sido favoráveis, com chuvas regulares ajudando no progresso do cultivo.

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Situação no estado

O cultivo de soja no Paraná já está em andamento, com a liberação da cultura em todas as regiões. No sudoeste, onde o plantio é antecipado, o avanço é visível, beneficiado pelas chuvas de setembro. Em Maringá, as precipitações também trouxeram alívio, embora ainda existam desafios a serem enfrentados pelos produtores.

Zezé Sismeiro, diretor da Aprosoja-PR, comentou sobre a situação econômica: “Os custos elevados continuam a pressionar a lucratividade. Enquanto o preço da saca de soja caiu, os custos de insumos, maquinário, peças e óleo diesel não acompanharam essa queda.”

O que se espera?

No ciclo anterior, o Paraná colheu 18,3 milhões de toneladas de soja, uma queda em relação ao ano anterior. Apesar do início promissor da nova safra, os agricultores permanecem cautelosos devido aos altos custos que afetam suas margens de lucro.

Alguns agricultores que semearam em condições secas têm conseguido resultados satisfatórios, mas muitos enfrentam um plantio mais lento nas áreas que recentemente liberaram o vazio sanitário. A expectativa de uma melhora persiste, mas os produtores continuam lidando com incertezas no processo de semeadura.



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AgroNewsPolítica & Agro

produção de amendoim enfrenta atraso na colheita


Desempenho da safra de amendoim fica atrás do esperado em outubro





Foto: Canva

De acordo com o boletim semanal “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de amendoim no país tem enfrentado um ritmo mais lento que o habitual. Até o dia 6 de outubro, apenas 19% da área plantada de amendoim havia sido colhida, o que representa um atraso de cinco pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado e 10 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos.

O atraso no ritmo da colheita foi observado em 7 dos 8 estados avaliados, destacando um cenário de desempenho abaixo da média histórica. Além disso, 50% da área de amendoim foi classificada como em boas a excelentes condições, uma queda de 2 pontos percentuais em comparação à semana anterior, mas igual ao registrado no mesmo período de 2023.

No mesmo período, os produtores de beterraba nos EUA haviam colhido 23% da safra, superando em 4 pontos percentuais o progresso do ano anterior, embora ainda abaixo da média de cinco anos. Já a colheita de girassol avançou de forma mais modesta, com 4% da safra colhida até 6 de outubro, um ponto percentual acima do ano anterior, mas três pontos percentuais atrás da média histórica.





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Polícia Federal investiga incêndios criminosos no Pantanal



A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quinta-feira (10), três mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Arraial São João, criada para combater os crimes de incêndio, desmatamento, exploração ilegal de terras da União, associação criminosa, entre outros, na região de Corumbá, em Mato Grosso do Sul.

As investigações da polícia apontam que a área atingida pelos incêndios é um alvo comum dos criminosos e que essa mesma área acaba sendo, posteriormente, usada para grilagem, com a realização de fraudes junto aos órgãos governamentais. Há, também, indícios de uso da área devastada para manejo de gado irregular proveniente da Bolívia.

“A perícia da Polícia Federal identificou que aproximadamente 30 mil hectares do bioma Pantanal foram queimados por ação dos investigados. A catástrofe ganhou grande repercussão, tendo em vista que o ápice das queimadas ocorreu no final de semana do Arraial São João, tradicional festa junina de Corumbá, revelando imagens impactantes enquanto a margem do Rio Paraguai ardia em chamas”, informou a PF.

Ainda segundo a polícia, os investigados poderão responder pelos crimes de provocar incêndio em mata ou floresta, desmatar e explorar economicamente área de domínio público, falsidade ideológica, grilagem de terras e associação criminosa.



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Às vésperas do USDA, mercado da soja deve ter dia lento



O mercado brasileiro da soja deve apresentar um dia de poucos negócios, com os participantes atentos ao relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e ao avanço do plantio da nova safra. Segundo levantamento da Safras & Mercado, Chicago e o dólar operam em leve baixa, o que tende a esfriar as negociações.

Na quarta-feira, os preços se mostraram firmes, impulsionados pela valorização de Chicago e pela alta do dólar. No entanto, as transações foram limitadas, com os produtores retendo suas vendas na expectativa de preços mais altos. Atualmente, as ofertas no mercado estão voltadas para pagamentos mais alongados, enquanto os vendedores buscam liquidez imediata.

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Em diferentes regiões, os preços da soja apresentaram alta. Confira:

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Na região das Missões (RS), a cotação foi de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), os preços subiram de R$ 140,00 para R$ 142,00
  • Em Cascavel (PR), a saca valorizou de R$ 137,00 para R$ 139,00
  • No Porto de Paranaguá (PR) o preço aumentou de R$ 141,00 para R$ 144,00
  • Em Rondonópolis (MT) e Dourados (MS), os preços passaram de R$ 134,00 para R$ 136,00
  • Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00

Chicago

Os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,16 3/4 por bushel, apresentando uma desvalorização de 0,34% em relação ao dia anterior. O mercado enfrenta pressão negativa devido à previsão de chuvas no Brasil e à expectativa de clima mais seco no centro dos Estados Unidos nos próximos 31 a 60 dias, o que deve favorecer a colheita.

Os agentes estão se posicionando para o relatório do USDA, que será divulgado na sexta-feira (11).

USDA

O USDA deverá revisar para baixo suas estimativas de safra e estoques finais de soja dos Estados Unidos para 2024/25. O relatório mensal de outubro, que abrange oferta e demanda americana e mundial, será divulgado na sexta-feira, às 13h.

Analistas esperam que os estoques americanos fiquem em 542 milhões de bushels para 2024/25, uma redução em relação à previsão anterior de 550 milhões. A produção deve ser revisada para 4,572 bilhões de bushels, levemente abaixo dos 4,586 bilhões previstos em setembro.

No contexto global, os estoques finais esperados para 2024/25 são de 134,3 milhões de toneladas, ligeiramente inferiores aos 134,6 milhões do mês passado. Para 2023/24, a expectativa é de 112,2 milhões, também abaixo dos 112,3 milhões indicados anteriormente.



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Previsão aponta temporais e ventos de 70 km/h no Nordeste



Saiba como o clima irá se comportar nesta sexta-feira (11) em todo o Brasil:

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Sul

Os maiores volumes de chuva continuam concentrados no extremo sul, leste e na serra do Rio Grande do Sul, além do centro-leste e litoral de Santa Catarina e do Paraná. O sol aparece no interior da região, mas pode chover em forma de pancadas com raios e ventos moderados a fortes.

Sudeste

Tempo instável com céu mais encoberto e chuva forte no centro-leste e litoral de São Paulo, centro-sul e leste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A condição de chuva forte continua em quase todas as áreas da região, aumentando no Grande Rio e em Vitória. O sol aparece um pouco mais e chove com potencial para pancadas no noroeste paulista e no norte de Minas Gerais.

Centro-Oeste

Dia abafado e com chance de pancadas de chuva em quase todas as áreas da região. A chuva pode vir em forma de temporais isolados no sul de Goiás e no oeste de Mato Grosso, com risco de trovoadas. O sol ainda aparece em todas as demais áreas, e pode chover com moderada a forte intensidade no Distrito Federal, em Goiânia, Campo Grande e Cuiabá.

Nordeste

A chuva aumenta no oeste e sul da Bahia, podendo vir em forma de pancadas mais fortes, com raios e ventos de até 70 km/h. Chove de maneira moderada em Salvador. A previsão ainda é de tempo firme e seco na maior parte do interior da região nordeste.

Norte

Dia mais instável no Acre, sudoeste e sul do Amazonas e no estado de Rondônia; o tempo fica mais encoberto, com risco de alguns temporais. Chove com moderada a forte intensidade no sul do Tocantins. Tempo firme em Manaus, Boa Vista, Belém e Macapá.



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Fórum SC e o Agro 5.0 debate o futuro do agro no estado



Com o tema Transformação Digital e o Futuro do Agronegócio em Santa Catarina, em 31 de outubro acontece mais uma edição do Fórum Santa Catarina e o Agro 5.0. O encontro vai reunir lideranças, produtores, técnicos e especialistas em uma reflexão sobre o uso das novas tecnologias e as boas práticas que devem ser adotadas em um mundo cada vez mais conectado. O encontro faz parte do projeto que discute os desafios e oportunidades da produção agrícola e pecuária do estado.

O evento coloca em pauta a inovação como estratégia e ferramenta para um agronegócio mais eficiente e competitivo.  A proposta é entender como as cadeias produtivas do agro têm usado, ou não, inteligência artificial, internet das coisas e conectividade para garantir mais sustentabilidade e governança ao seu negócio. Diferencial competitivo em qualquer atividade produtiva, a tecnologia pode ser uma aliada inclusive no desafio da sucessão, no campo e no mercado, defendem os especialistas.

Giovani Ferreira, diretor executivo da operação Sul do Canal Rural, explica que a tomada de decisão no campo tem ficado cada vez difícil, agora não mais pela falta de informação, mas pelo excesso de informação e tecnologias disponíveis no ambiente do agronegócio. O desafio, destaca, é customizar, adaptar esse universo à realidade de cada produtor e às necessidades de cada cadeia produtiva, respeitando as diversas características culturais, econômicas, sociais e fundiárias.

Presença confirmada no fórum, Fernando Gomes de Oliveira, especialista em inovação disruptiva e transformação digital, vai tratar em sua apresentação sobre o futuro do agro, sobre como se preparar para a tomada de decisão na era e na velocidade da tecnologia e inovação. Complementar à palestra de Fernando, o evento vai trazer cases associados a outras temáticas discutidas durante o projeto Santa Catarina e o Agro 5.0, como sucessão, qualificação, diversificação, infraestrutura e cooperativismo.

Em sua 7ª edição, o projeto é uma realização do Canal Rural em parceria com as principais de entidades de representação do agronegócio catarinense, como Fecoagro, Ocesc/Sescoop, Faesc/Senar, Sindicarne/ACAV, governo do estado, através da Secretaria de Agricultura e Pesca e Assembleia Legislativa de Santa Catarina. 

Visita Técnica

Para a parte da manhã, os organizadores do evento programaram uma visita técnica nas imediações de Criciúma. A intenção é ter uma manhã experiencial em uma típica propriedade rural de Santa Catarina, e conhecer na prática algumas das temáticas que motivam a realização do projeto, neste caso a diversificação, agroindústria, sucessão, inovação e tecnologia.

Ao final da visita os organizadores vão oferecer um almoço temático, à base de carne suína e de frango, duas importantes cadeia produtivas do estado. Como sobremesa, inclusive, será servido um gelato produzido à base de leite de ovelha, como forma de ilustrar a verticalização na produção de ovinos, atividade no interior catarinense. A visita será na área da Família Dagostim, a 20 minutos de Criciúma, e requer inscrição prévia.

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Serviço:

VISITA TÉCNICA + ALMOÇO TEMÁTICO (*)

Data: 31/out

Hora: 10 horas

Local: Família Dagostim

Município: Criciúma (20 min da cidade)

(*) Para participar da visita técnica e almoço é necessário fazer inscrição antecipada, até 25/out, através do e-mail [email protected]

FÓRUM SANTA CATARINA E O AGRO 5.0 (*)

Data: 31/0ut

Hora: 14 horas

Local: ACIC

Cidade: Criciúma (SC)

(*) O fórum é presencial e também terá transmissão ao VIVO pela TV e YouTube do Canal Rural.



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furacão Milton deve prejudicar recuperação de pomares da Flórida



Os pomares de laranja da Flórida, que estavam em fase de recuperação desde que foram atingidos pelo furacão Ian, em 2022, correm o risco de ver esses avanços revertidos, já que o furacão Milton deve ter trazido ventos com velocidade de mais de 200 km/h ao atingir a costa na madrugada desta quinta-feira (10). A enorme tempestade deve derrubar frutos da safra atual e pode causar danos às árvores, que levarão anos para serem substituídas.

“Este é um dos períodos mais difíceis que a indústria já enfrentou”, disse Matt Joyner, chefe da Florida Citrus Mutual, que representa entre 1,5 mil e 2 mil produtores de citros no estado.

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Os pomares, já bastante debilitados, estavam se recuperando de danos causados por doenças como o greening e uma série de furacões poderosos nos últimos anos.

Para o ano comercial 2023/24, que terminou em 31 de julho, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que a produção total de laranjas foi de 17,96 milhões de caixas. Isso representa aumento de 14% em relação ao ano anterior, mas menos da metade da produção antes do Ian, que já era a mais baixa desde 1945.

Grandes tempestades têm atingido a Flórida com frequência, dando pouco tempo para os produtores respirarem. É difícil prever o quanto o Milton vai atrasar a produção no ano comercial 2024/25, mas os citricultores estão se preparando para o pior. A produção nos pomares de laranja da Flórida caiu cerca de 60% após o furacão Irma, em 2017, e o Ian, em 2022, disse Joyner.

O furacão Milton deve ter tocado o solo no coração da área de citros da Flórida. Quatro dos cinco principais condados produtores – Polk, DeSoto, Highlands e Hardee – estão no caminho dos piores ventos da tempestade, disse ontem o Centro Nacional de Furacões. Os cinco principais condados concentram 71% da produção de citros do estado, de acordo com um relatório do USDA em agosto.

A produção da Flórida também foi prejudicada pelo greening nos últimos 15 a 20 anos. A doença bacteriana retarda o crescimento das árvores e estraga os frutos. Não há cura conhecida, mas produtores de citros finalmente conseguiram implementar tratamentos que, no mínimo, retardam a proliferação da doença.

No caso de fortes tempestades, no entanto, não há muito que os produtores de citros possam fazer para proteger seus pomares. “Não podemos proteger as árvores do vento”, disse Joyner.

A temporada de furacões no Atlântico vai de junho a novembro, atingindo seu ponto mais alto em setembro e outubro – um momento vulnerável do ciclo de crescimento das laranjas. A colheita de laranjas precoces começa neste mês. Isso significa que as tempestades nesta época do ano tendem a derrubar frutos prontos das árvores.

Os contratos futuros de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ), que são negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), atingiram um recorde histórico de 506 centavos de dólar por libra-peso no fim de agosto.

A alta ocorreu após o Furacão Beryl, de categoria 5, ter se formado no fim de junho – o furacão mais forte a se formar tão cedo na temporada. As laranjas produzidas na Flórida são usadas principalmente na fabricação de suco. Fonte: Dow Jones Newswires.



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Frango: SC exporta 23,1% mais carne e tem melhor desempenho em 5 anos



A exportação de carne de frango in natura e industrializada de Santa Catarina em setembro alcançou 105,6 mil toneladas, avanço de 25,3% em relação a agosto e de 23,1% em comparação com setembro de 2023, informou, em nota, o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) de Santa Catarina. Esse volume é o maior desempenho mensal desde maio de 2019.

No total, Santa Catarina exportou 173,6 mil toneladas de carnes em setembro, que compreende frangos, suínos, perus, patos e marrecos e bovinos, entre outras, o que representou aumento de 13,8% na comparação aos embarques do mês anterior e de 17% em relação do registrado em igual mês de 2023.

Em receita, o estado faturou US$ 386,7 milhões em setembro, avanço de 16,9% em relação a agosto e de 26,4% na comparação com setembro de 2023. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Ainda conforme o relatório, Santa Catarina foi responsável por 23,4% da receita gerada pelas exportações brasileiras de carne de frango de janeiro a setembro de 2024.

Em relação à carne suína, o estado exportou 61,4 mil toneladas em setembro, entre proteína in natura, industrializada e miúdos, queda de 0,7% ante agosto e alta de 10,1% ante setembro/2023.

A receita no mês passado alcançou US$ 150,4 milhões, alta de 0,1% ante agosto e de 18% ante setembro/2023.

Suínos

Segundo o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, a expectativa para a carne suína este ano é positiva. “Caso o ritmo de embarques se mantenha ao longo dos próximos meses, o Estado deve bater um novo recorde de exportações”, avalia.



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