quinta-feira, julho 30, 2026

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Comércio recua 0,3% em agosto, mas acumula alta em 2024


Em agosto deste ano, as vendas do comércio varejista no Brasil recuaram 0,3% em comparação a julho. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo aponta, por outro lado, um crescimento de 5,1% em relação a agosto do ano passado e uma alta acumulada também de 5,1% ao longo dos oito primeiros meses de 2024. Já nos últimos 12 meses, o resultado acumulado é um crescimento de 4,0%.

Gerente da PMC, Cristiano Santos explica que a variação negativa no comércio varejista em agosto demonstrou estabilidade no setor, diante do crescimento em julho. “O comportamento do comércio em 2024 ainda é positivo, apenas em junho tivemos resultado efetivamente negativo (-0,9%). O aspecto negativo do resultado de agosto é o fato de quatro das oito atividades pesquisadas terem registrado queda significativa, três ficarem estáveis e só uma ter apresentado alta”.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de rendas reduziu 0,8% de julho para agosto. Em comparação, no mesmo período em 2023 houve um aumento de 3,1%. 

Setores
Em relação às atividades, sete das oito avaliadas pela PMC sofreram redução. Foram elas: outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,9%), livros, revistas e papelaria (2,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,0%) e móveis e eletrodomésticos (1,6%) tiveram as maiores quedas. 

Outros setores com queda no volume de venda foram tecidos, vestuários e calçados (0,4%), combustíveis e lubrificantes (0,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%). Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria foi o único setor que teve expansão entre julho e agosto de 2024, de 1,3%.

“As lojas de departamento são o principal tipo de empresa atuante no setor de Outros artigos de uso pessoal e doméstico. Elas tiveram, em 2023, um ano muito turbulento, com registros de problemas contábeis afetando alguns dos principais players desse mercado, fazendo com que revisassem seus balanços patrimoniais. Isso provocou ajustes em toda a cadeia produtiva, levando à redução do número de lojas físicas. O aumento da competição com outros nichos e a sazonalidade de promoções também influenciaram a queda no volume de vendas em agosto”, avalia Santos.

Estados
Nas unidades federativas, entre julho e agosto de 2024, 17 dos 26 estados tiveram desempenho negativo no volume de vendas. Os piores resultados foram Minas Gerais, com queda de 2,4%, Tocantins, com 2,0% e Rondônia, com 1,8%. Por outro lado, Roraima (2,2%), Ceará (2,1%) e Bahia (1,3%) foram os estados que se destacaram com resultados positivos, registrando aumentos.

Cenário semelhante se manteve no comércio varejista ampliado. Em 16 estados foram registrados menor volume de vendas, com destaque para Mato Grosso do Sul, com redução de 4,5%, Minas Gerais, de 2,9% e Acre, de 2,5%.

Enquanto isso, os estados do Rio Grande do Sul (1,9%), Rio Grande do Norte (1,3%) e Roraima (1,3%) encerraram o mês de agosto com resultados positivos. Amapá e Distrito Federal foram as unidades federativas a registrar estabilidade (0,0%) de acordo com a pesquisa.





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dois fatores indicam continuidade de alta nos preços



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços em alta. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, dois fatores sugerem pela continuidade deste movimento de valorização:

  • A atual posição das escalas de abate, que seguem na pior posição na atual temporada;
  • A demanda extremamente aquecida, em especial quando se trata de exportações

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: ficou em R$ 299
  • Goiás: R$ 279
  • Minas Gerais: R$ 289
  • Mato Grosso do Sul: R$ 295
  • Mato Grosso: R$ 269

Mercado atacadista

O mercado atacadista segue com preços firmes. O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,00 por quilo. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 18,00 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,97%, sendo negociado a R$ 5,5865 para venda e a R$ 5,5844 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5320 e a máxima de R$ 5,5988.



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Excesso de umidade tem beneficiado feijão e prejudicado arroz no RS



A cultura do arroz está em fase inicial de semeadura no Rio Grande do Sul, de acordo com boletim da Emater/RS-Ascar. Porém, o avanço da área está limitado pela ocorrência frequente de chuvas nas regiões leste e sul do estado.

Essas condições dificultam o manejo adequado do solo e o acesso de maquinário em razão da umidade excessiva nos talhões.

“A oeste, onde os intervalos entre as chuvas foram mais longos, e os volumes menores, o plantio tem progredido de maneira satisfatória, aproveitando as condições mais secas e estáveis dos terrenos em implantação”, diz o órgão.

O Instituto Rio Grandense de Arroz (Irga) projeta área de 948.356 hectares cultivados. A Emater, por sua vez, estima produtividade de 8.478 kg/ha (141,3 sacas).

Semeadura de feijão avança

O plantio da primeira safra de feijão avançou no Rio Grande do Sul na última semana, aponta a Emater-RS. De acordo com o órgão, durante o ciclo da cultura, as condições climáticas têm sido favoráveis ao seu crescimento devido à manutenção da umidade do solo e aos elevados índices de radiação solar.

“Predomina o desenvolvimento vegetativo, representando 97% das lavouras, e 3% iniciaram a fase de florescimento”.

O boletim informa que, durante a semana, os produtores realizaram manejos diferenciados, como adubação nitrogenada em cobertura, controle de plantas daninhas e aplicação de fungicidas, conforme o estágio da cultura.

Para a safra 2024/25 no estado, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 28.896 hectares de feijão, com produtividade estimada em 1.702 kg/ha (28,3 sacas).



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Na véspera do USDA, soja tem dia de poucos negócios no Brasil. Confira os preços


O mercado brasileiro da soja apresentou um dia fraco em termos de negócios, com preços em queda, ainda que leve. Segundo a Safras & Mercado, os agentes do setor permanecem fora do mercado, concentrados no plantio e aguardando o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã.

Veja os preços do grão

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Na região das Missões (RS), o preço recuou de R$ 134,00 para R$ 133,00 a saca
  • No Porto de Rio Grande (RS), o valor passou de R$ 142,00 para R$ 141,50
  • Em Cascavel (PR), a saca desvalorizou de R$ 139,00 para R$ 138,50
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço diminuiu de R$ 144,00 para R$ 143,00
  • Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 136,00
  • Em Dourados (MS), o preço também se manteve em R$ 136,00
  • Em Rio Verde (GO), a saca desvalorizou de R$ 132,00 para R$ 131,00

Chicago

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa na quinta-feira. O mercado foi pressionado pela previsão de chuvas no Brasil, que beneficiam o plantio, e pela expectativa de uma produção recorde nos Estados Unidos, com o avanço da colheita.

Os agentes já estão ajustando suas carteiras em relação ao relatório do USDA, que será publicado na sexta-feira. Espera-se que o Departamento reduza suas estimativas para a safra e os estoques finais de soja nos Estados Unidos para 2024/25.

Analistas consultados pelas agências internacionais projetam estoques americanos de 542 milhões de bushels para 2024/25, abaixo dos 550 milhões previstos em setembro. A produção esperada é de 4,572 bilhões de bushels, comparada aos 4,586 bilhões apontados anteriormente.

No cenário global, o mercado antecipa estoques finais de 134,3 milhões de toneladas para 2024/25, uma leve queda em relação aos 134,6 milhões de setembro. Para a safra de 2023/24, a expectativa é de 112,2 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 112,3 milhões indicadas no mês passado.

Os exportadores privados dos Estados Unidos relataram a venda de 166.000 toneladas de soja em grãos para a China, com entrega programada para a temporada 2024/25.

USDA

O USDA divulgou na segunda-feira um relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de soja. Até 6 de outubro, 47% da área havia sido colhida, comparado aos 26% da semana anterior e aos 37% do mesmo período do ano passado. A média histórica é de 34%.

Sobre as condições das lavouras americanas de soja, 63% foram classificadas como boas ou excelentes, enquanto 26% estão em situação regular e 11% em condições ruins ou muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 64%, 25% e 11%, respectivamente.

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos para a temporada 2024/25, iniciada em 1º de setembro, totalizaram 1.264.300 toneladas na semana encerrada em 3 de outubro. Para a temporada 2025/2026, as exportações foram negativas em 8.400 toneladas, com analistas prevendo volumes entre 1,2 milhão e 1,8 milhão de toneladas somados às duas temporadas.

Contratos da soja em grão

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com queda de 5,50 centavos de dólar, ou 0,53%, a US$ 10,14 3/4 por bushel. A posição de janeiro teve cotação de US$ 10,31 1/2 por bushel, com perda semelhante.

Nos subprodutos, o farelo com entrega em dezembro fechou em baixa de US$ 5,10, ou 1,58%, a US$ 316,10 por tonelada. Já o óleo, com vencimento em dezembro, encerrou a 43,76 centavos de dólar, com alta de 0,70 centavo, ou 1,62%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,03%, negociado a R$ 5,5844 para venda e a R$ 5,5824 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5664 e a máxima de R$ 5,6044.



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No Rio Grande do Sul, plantio da soja ainda está em fase inicial



Com o fim do vazio sanitário, período que proibiu o cultivo da soja no Rio Grande do Sul até 30 de setembro, a janela para o plantio, segundo o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), começou em 1º de outubro. Este é o marco da Safra 2024/2025 no estado.

De acordo com informações da Safras & Mercado, a semeadura no estado ainda se encontra em fase inicial, principalmente em pequenas áreas que, em sua maioria, são experimentais ou escalonadas, sem significância estatística. Os produtores estão concentrados na preparação do solo e na dessecação da vegetação, garantindo um bom início para as lavouras.

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Projeções

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a área cultivada deve chegar a 6.811.344 hectares, representando um aumento de 1,54% em relação à safra anterior. A produtividade média projetada é de 3.179 kg/ha, com uma produção estimada em 21.652.404 toneladas.

Esse crescimento acontece mesmo diante de dificuldades, como o endividamento de alguns produtores, a escassez de custeio e o aumento dos custos de seguros, resultado de frustrações em safras passadas.

As informações são do boletim semanal da Emater/RS.



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É necessário mitigar os impactos do clima, afirma produtor da soja de MG



O clima em Minas Gerais apresenta desafios para a semeadura da soja, como altas temperaturas e chuvas irregulares, gerando preocupação entre os agricultores. Eles buscam soluções para garantir a produtividade das lavouras. Um exemplo é Wander Lúcio Rodrigues Alves, diretor da Aprosoja-MG e produtor em Patos de Minas, que destaca a importância de práticas agrícolas para mitigar os impactos climáticos.

Wander destaca o plantio direto e a adubação verde com culturas como trigo, brachiaria e milheto. “Essas técnicas melhoram a qualidade do solo, conservam a umidade e reduzem a erosão”, explica. O uso de bioestimuladores de enraizamento e aminoácidos, aliado à agricultura de precisão, promove um desenvolvimento mais saudável das plantas e colheitas mais robustas.

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Sobre as chuvas esperadas para o fim do mês, Wander afirma que a preparação para o plantio está tranquila. “O plantio direto facilita o processo, pois a terra permanece coberta por palha.” Isso permite que, mesmo após fortes chuvas, o plantio ocorra sem complicações, evitando atolamentos nos discos da plantadeira e garantindo eficiência.

Apesar da liberação do plantio de soja em Minas Gerais desde 30 de setembro, os produtores ainda enfrentam dificuldades. Luiz Carlos Saad, vice-presidente da Aprosoja Minas Gerais, alerta sobre a gravidade da estiagem: “Desde março, lidamos com uma seca severa que impactou a produção da safrinha.” Diante dessas adversidades, agricultores como Wander buscam alternativas e inovações para garantir a produtividade das lavouras.



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Fiscalização apreende 95 mil garrafas de cachaça e R$ 3,2 milhões em cobre no mesmo dia



Fiscalização apreendeu 95.232 garrafas de cachaça em Santarém, no Baixo Amazonas, na última quarta-feira (9). A carga foi avaliada em R$ 257.076,66.

A operação partiu da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) do Tapajós, que apreendeu um veículo bitrem, que partiu de Anápolis, Goiás, com destino a Manaus, no Amazonas, com a documentação irregular.

Durante a abordagem da equipe, o condutor apresentou uma nota fiscal referente à carga de cachaça e um passe fiscal de trânsito emitido pela Sefa/PA, que deveria ser baixado na saída do estado. Ao analisar os documentos, os fiscais constataram que a empresa destinatária, localizada em Manaus, havia sido recentemente constituída.

Para garantir a idoneidade da operação, a Sefa entrou em contato com a Secretaria da Fazenda do Amazonas (Sefaz/AM). A empresa foi investigada e suspensa por não ter sido localizada, conforme informou Maycon Freitas, coordenador da unidade Tapajós.

Empresas de fachada e evasão fiscal

De acordo com o fiscal de receitas estaduais, a prática de criar empresas de fachada para evitar o recolhimento de impostos sobre bebidas alcoólicas é comum, devido à alta carga tributária sobre o setor.

Em razão disso, foi emitido um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 175.152,50, referente ao imposto e multa.

Fiscalização apreende cobre

Ainda na quarta-feira, a Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito da Sefa de Serra do Cachimbo, em Novo Progresso, sudoeste do Pará, apreendeu 37,3 toneladas de concentrado de cobre.

A carga, avaliada em R$ 3.277.280,03, estava sendo transportada de Itaituba, no Pará, para Rondonópolis, Mato Grosso, sendo a segunda apreensão de minério realizada naquela semana.

Durante a fiscalização, o motorista apresentou documentos fiscais referentes ao concentrado de cobre, que seria utilizado para formar um lote de exportação. No entanto, os fiscais constataram que o regime especial de exportação do contribuinte havia sido revogado, impossibilitando a operação.

Com isso, foi lavrado um TAD no valor de R$ 550.583,04, referente ao imposto e multa, conforme explicou Roberto Mota, coordenador da unidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de sorgo avança nos EUA


Safra de sorgo no Texas acelera colheita





Foto: Pixabay

O boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que a colheita do sorgo nos EUA tem avançado de forma constante. Em 6 de outubro, 80% da área plantada de sorgo no país já estava madura, um progresso de 2 pontos percentuais em relação ao ano passado e 4 pontos percentuais à frente da média dos últimos cinco anos.

A colheita da safra de 2024 também apresentou avanços, com 43% da área já colhida até a mesma data, superando o desempenho do ano anterior em 2 pontos percentuais e ficando 3 pontos à frente da média de cinco anos. No Texas, estado que lidera a produção de sorgo, 93% da área plantada foi colhida, 6 pontos percentuais à frente do ano passado e 5 pontos à frente da média.

A condição da safra de sorgo também se manteve estável, com 45% da área classificada como boa a excelente, mesmo índice da semana anterior, mas 3 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo período do ano passado.





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Alteração da tarifa de importação do nitrato de amônio é repudiada por entidade



A possível alteração da alíquota de importação do nitrato de amônio, matéria-prima utilizada para produção de fertilizantes nitrogenados, passando de zero para 15% é “um grande retrocesso” e contribui para o “aumento de custo do fertilizante no Brasil”. A posição é da Associação dos Misturadores de Adubos (AMA Brasil).

A entidade congrega mais de 60 misturadores de fertilizantes em todo o território nacional e participa do recebimento de 91% dos produtos importados através de diversos portos, visto que apenas 9% do insumo advém de produção nacional.

“Há, no Brasil, uma única produtora do Nitrato de Amônio – NCM 31.02.03.00, situada em Piaçaguera (Cubatão-SP), que tem limitação na logística de distribuição, realizada basicamente por rodovia”, diz a nota da Associação.

Assim, trata-se de uma “multinacional que se limita a produzir 416.000 toneladas/ano em sua unidade fabril, sendo que destina apenas 35% deste montante à utilização de fertilizantes agrícolas”.

Importância do nitrato de amônio

O nitrato de amônio é utilizado, principalmente, nas culturas de cana-de-açúcar e café. O Brasil possui um consumo anual de 1.500.000 de toneladas dessa matéria prima, sendo 85% importadas e apenas 15% de produção nacional.

“A ação de alteração de alíquota de importação visa unicamente o nitrato de amônio, o que acarretará, na cadeia final, significativo aumento de custos para as culturas agrícolas dependentes do referido fertilizante, sem trazer sequer um planejamento estruturante de fabricação no Brasil. Desta forma, esse aumento provocará única e exclusivamente impactos econômicos negativos ao agricultor”, defende a AMA Brasil.

Para a entidade, a demanda só vai contabilizar maiores margens de lucro do produtor de matéria prima local, ou seja, à referida empresa multinacional – que produz, em suas unidades mundiais, mais de 3 milhões de toneladas/ano do insumo -, “gerando transferência de divisas para o exterior, e mais impactante, sem previsão de investimentos para aumento da produção nacional”, diz a nota.

Quem é a favor da alíquota?

O pedido de aumento das tarifas de importação de produtos químicos, entre eles o nitrato de amônio, parte da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

A entidade fez o pedido ao Comitê de Comércio Exterior, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A solicitação da Abiquim parte de uma busca para retomar a capacidade de utilização das fábricas petroquímicas do Brasil, que enxergam concorrência desleal com os produtos advindos de fora, principalmente da Ásia.



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‘Apesar do enfraquecimento do furacão Milton, há riscos de inundações’



O furacão Milton, que chegou à costa da Flórida na noite desta quarta-feira (9), tocou o solo com ventos de 205 km/h, sendo classificado inicialmente como categoria 5. No entanto, após passar pela Baía de Tampa e seguir em direção a Orlando, o fenômeno foi rebaixado para categoria 1 na madrugada de quinta-feira (10), com ventos de 145 km/h. Mesmo com o enfraquecimento, os impactos do furacão ainda são graves, e as autoridades seguem em alerta máximo devido aos riscos de inundações e tornados.

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Análise meteorológica

O meteorologista Arthur Müller enfatizou que, apesar da redução na intensidade do furacão, os efeitos colaterais ainda são preocupantes. “Embora Milton tenha se enfraquecido e avançado em direção ao Oceano Atlântico, o sistema ainda traz instabilidade significativa. Não podemos descartar a formação de tornados, além de tempestades severas com potencial de granizo,” afirmou Müller. Ele também ressaltou a quantidade extraordinária de chuvas em algumas áreas: “Os acumulados de chuva já superaram 300 mm em certos pontos, o que representa meses de precipitação concentrados em poucas horas.”

Müller ainda explicou que, embora o furacão tenha perdido força, a situação continua delicada. “A tempestade foi enorme, com cerca de 600 km de diâmetro. Embora não tenha sido o maior furacão já registrado, ele apresentou uma intensificação extremamente rápida. Milton saltou de categoria 2 para 5 em menos de três horas, algo raríssimo,” observou o meteorologista. Segundo Müller, esse rápido fortalecimento foi alimentado pelas altas temperaturas do oceano, que chegaram a 31°C no Golfo do México.

Impactos e evacuações

Mais de 1 milhão de pessoas foram obrigadas a evacuar suas casas e procurar abrigos seguros. Até o momento, foram confirmadas 10 mortes, e a situação mais crítica ocorre nas áreas de Tampa e Orlando, onde inundações repentinas foram relatadas. O condado de Hillsborough, que inclui Tampa, ainda enfrenta alertas de inundação, com fortes chuvas que continuam a castigar a região.

O furacão também provocou uma série de tornados ao longo da Treasure Coast, no sudeste da Flórida, causando danos severos e deixando as autoridades em alerta para novos eventos de tempestades. “Os ventos terrestres podem gerar novos tornados, então a população precisa continuar atenta,” reforçou Arthur Müller.

O que esperar nas próximas horas

Embora o furacão tenha se deslocado para o Oceano Atlântico e esteja se afastando da costa, os meteorologistas alertam que os efeitos ainda serão sentidos nas próximas 24 horas. “As chuvas ainda representam um grande risco, e os ventos fortes continuam a ser uma ameaça. Os serviços de emergência já estão atuando nas áreas mais atingidas, mas o cenário ainda é de apreensão,” finalizou Müller.

Com as autoridades em estado de alerta máximo, as ordens de evacuação continuam em vigor para as regiões mais vulneráveis. Serviços de emergência e resgate estão sendo mobilizados, enquanto a população tenta lidar com os estragos causados por Milton, o furacão que marcou um dos eventos mais intensos da temporada.



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