segunda-feira, julho 27, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas aliviam seca e beneficiam solos para grãos de inverno na Europa


Antigo furacão Kirk causa chuvas intensas e alívio parcial da seca na Europa





Foto: Divulgação

De acordo com o boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado nesta quarta-feira (16) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas generalizadas continuam em grande parte da Europa, embora áreas de seca persistam nas regiões agrícolas do sudeste. As precipitações variaram de 15 a 100 mm, atingindo desde a Inglaterra e França até a Europa central, trazendo alívio para os solos destinados aos grãos de inverno, especialmente em Portugal e Espanha.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

A umidade do solo nessas regiões melhorou após semanas de tempo chuvoso, com parte das precipitações resultantes dos remanescentes do antigo furacão Kirk, que trouxe chuvas fortes e ventos intensos para a Península Ibérica e partes da França. Algumas áreas, como o norte da Itália, registraram volumes de chuva entre 50 e 170 mm, causando inundações localizadas e atrasando o trabalho de campo, conforme os dados do USDA.

De acordo com o “Weekly Weather and Crop Bulletin”, apesar das chuvas abundantes, algumas áreas agrícolas, como a Polônia e os Estados Bálticos, tiveram condições mais secas e favoráveis, com precipitações de 2 a 15 mm, favorecendo o plantio das safras de inverno e outros trabalhos sazonais. No entanto, bolsões de seca voltaram a preocupar o Vale do Rio Danúbio, principalmente na Hungria e, em menor escala, no sudoeste da Romênia.

As temperaturas também variaram, com registros de até 4°C acima do normal no sudeste europeu, substituindo a recente onda de frio que havia atingido a região.





Source link

News

‘É a música do fascismo brasileiro’



O ex-ator da Globo Pedro Cardoso, conhecido por interpretar Agostinho Carrara na série “A Grande Família”, fez críticas severas à música sertaneja atual em uma entrevista à Rádio Bandeirantes no dia 21 de setembro. As declarações começaram a ganhar repercussão nesta quarta-feira, 16 de outubro, e provocaram reações de artistas e fãs do gênero nas redes sociais.

Durante a entrevista, Cardoso questionou a autenticidade do sertanejo contemporâneo, afirmando que ele se distanciou das tradições e temas originais do gênero. Segundo o ator, o sertanejo tradicional falava sobre a vida no sertão e as dificuldades do campo, enquanto as músicas atuais se concentram em temas mais superficiais.

“Acho injusto chamar isso de sertanejo. Sertanejo é: ‘no rancho fundo, bem pra lá do fim do mundo’. Isso é sertanejo”, afirmou Cardoso. “O único assunto que eles têm [hoje] é a questão da masculinidade e da fidelidade feminina”.

O ator classificou o sertanejo atual como “a música do fascismo brasileiro”. Segundo ele, o gênero é vazio de conteúdo e se repete em temáticas limitadas. “É uma música vazia de interesse teórico, sobre assunto nenhum. É uma música sobre ser corno ou não ser corno”, afirmou.

Cardoso também fez observações sobre a influência da cultura norte-americana no sertanejo atual, sugerindo que o gênero foi “importado” e moldado para atender ao mercado, alegando que o sertanejo moderno perdeu suas características genuinamente brasileiras.





Source link

News

BNDES aprova R$ 258 mi para centro de inovação e desenvolvimento da macaúba para combustíveis



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 257,9 milhões para a Acelen implantar um centro de inovação tecnológica – o Acelen Agripark – focado em pesquisa e desenvolvimento da cultura da macaúba, planta nativa brasileira de alto poder energético. 

A unidade faz parte do projeto integrado da empresa para produção de diesel renovável (RD – renewable diesel) e combustível sustentável de aviação (SAF – sustainable aviation fuel) baseado no desenvolvimento da cultura da macaúba, incluindo a sua domesticação e o cultivo em terras degradadas. Esse é o primeiro financiamento do BNDES voltado ao desenvolvimento de SAF, considerado o “combustível do futuro”.

Com recursos do Programa BNDES Mais Inovação, a operação visa aumentar a produtividade e a competitividade em um setor de potencial exportador. O projeto permitirá o desenvolvimento de novas mudas de macaúba e a seleção dos maciços com maior potencial de produção de óleo e estruturação de banco de germoplasma. A tecnologia permitirá a seleção das melhores plantas para a produção de sementes, clonagem e melhoramento genético.

“Ao financiar o primeiro projeto de SAF no Brasil, o BNDES, no governo do presidente Lula, mantém sua contribuição relevante para transição energética, incentivando iniciativas que tenham impacto social, ambiental e desenvolvimento tecnológico”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Em Montes Claros (MG), o centro de inovação será responsável por toda pesquisa e desenvolvimento necessários para suportar o projeto da biorrefinaria de combustíveis. A estrutura terá capacidade de germinação de 1,7 milhão de sementes por mês e produção de 10,5 milhões de mudas da planta por ano.

A localização foi escolhida por possuir boa infraestrutura e ser próxima dos maciços naturais de macaúba, contribuindo para a competitividade. Na operação da nova unidade, está prevista a criação de 240 novas posições de trabalho.

“Com essa iniciativa, o Brasil dá um passo importante para se tornar um grande produtor de combustível sustentável de aviação e se colocar no mundo como um líder da transição climática”, afirma a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, destacando que todo projeto será executado em terras degradadas desde 2007.

“Apoiamos um projeto ambicioso, com muita tecnologia e com forte impacto social, que pode transformar economicamente uma região e fortalecer a imagem do Brasil como parte da solução de descarbonização do mundo”, afirma a diretora.

O centro de inovação tecnológica faz parte de um projeto integrado da Acelen com investimento total estimado em US$ 2,7 bilhões, proporcionando a produção de 20 mil barris/dia de combustível renovável, captura de quase 60 milhões de toneladas de CO2 equivalente e geração de mais de 90 mil empregos.

A estratégia, inédita para o uso da macaúba, prevê ainda o cultivo de 180 mil hectares em Minas Gerais e na Bahia. Além disso, 20% da produção total dos combustíveis serão oriundos da agricultura familiar, beneficiando mais de dez mil famílias em sua área de atuação.

Para o CEO da Acelen, Luiz de Mendonça, o Acelen Agripark reforça o potencial da inovação agroindustrial do país, o que tornará a empresa uma das grandes produtoras de combustíveis renováveis do mundo.

“Nascemos com o propósito de participar ativamente e acelerar a transição energética global, e agora, apostamos fortemente no agro. Em um ecossistema robusto e integrado formado por uma equipe altamente qualificada e parceiros experientes, vamos oferecer ao mundo uma solução viável e inovadora, sustentável de ponta a ponta”, afirma o executivo.



Source link

News

Quantos contêineres o maior porto do Brasil movimenta?



O Porto de Santos é, atualmente, responsável por cerca de 30% das exportações brasileiras. O local acaba de bater novo recorde de movimentação de contêineres em 2024, rompendo a casa dos quatro milhões de TEU (twenty-foot equivalent unity, medida padrão do contêiner de 20 pés).

Em toneladas, a movimentação também rompeu marcas anteriores, com 44,5 milhões de toneladas neste tipo de modalidade, entre janeiro e setembro deste ano.

O crescimento do movimento de contêineres no Porto de Santos foi de 15,8% em relação a 2023, quando o total foi de 3,5 milhões de TEU entre janeiro e setembro. Assim, foram cerca de 1,2 milhão de unidades a mais que passaram pelo parque portuário santista no período.

De acordo com o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, ao se considerar a movimentação em toneladas, o aumento no ano foi de 21,6%. Isso porque em 2023, foram registradas 36,57 milhões de toneladas de carga nos contêineres, enquanto em 2024 já são 44,47 milhões.

Maior valor agregado

As mercadorias em contêineres têm maior valor agregado que as transportadas a granel, de acordo com Pomini. Entretanto, mesmo os produtos que partem – em sua maioria – a granel são beneficiados.

Exemplo disso é o açúcar, 2ª carga mais movimentada em Santos, da qual 12,5% foram embarcadas em contêineres (2,6 milhões num total de 20,8 milhões).

Considerando apenas o mês de setembro, também recorde, o aumento em relação a 2023 foi de 21,7%. Foram 483,6 mil TEU contra 397,5 mil no ano passado.

O Porto de Santos segue como principal porto da América do Sul, 43º do mundo em movimentação de contêineres e o segundo da América Latina, abaixo apenas de Colón, no Canal do Panamá, onde 86% do movimento é de transbordo.



Source link

News

Presidente da Aprosoja-RS conta como está o plantio do grão no estado; novembro trará alívio



O plantio da soja no Rio Grande do Sul está liberado desde o dia 1º de outubro. Em entrevista ao Soja Brasil, Ireneu Orth, presidente da Aprosoja RS, analisa o cenário atual da semeadura, especialmente após o aparecimento das chuvas.

Orth ressalta que, apesar do impacto das chuvas em algumas áreas, o efeito sobre o plantio é mínimo. “Houve prejuízos localizados, mas o forte do plantio ocorre em novembro”, explica. Ele observa que as expectativas para o aumento da semeadura são positivas assim que a colheita do trigo for concluída.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

O presidente observa que na região de Lagoa Vermelha a semeadura ainda é escassa, com pouco ou nada plantado, enquanto nas Missões o percentual plantado não ultrapassa 3% a 4%. Orth atribui essa situação à colheita do trigo, ainda está em andamento e impacta a janela de plantio da soja.

“A chuva atrapalha especialmente onde o trigo está mais maduro, levando a prejuízos em algumas áreas. Assim que a colheita for concluída, esperamos um aumento no plantio de soja durante o próximo mês, sendo o período mais forte para a semeadura no estado”, afirma.

Apesar dos desafios, Orth reitera que o plantio de soja pode ser realizado com sucesso nas próximas semanas, desde que os produtores estejam atentos às condições climáticas e ao cronograma de colheita das culturas de inverno.



Source link

News

Venda de fazenda dedicada à pesquisa do café ameaça futuro da cultura, fiz Faesp


A possível venda de parte da Fazenda Santa Elisa, pertencente ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC), preocupa a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

Por meio do presidente da entidade, Tirso de Salles Meirelles, foi enviado um ofício ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfatizando a apreensão sobre o negócio.

A transação faz parte de estudos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado para avaliar a viabilidade comercial de áreas pertencentes à pasta.

Herança genética do café

Mapa define direcionamento de recursos do Funcafé para safra 2023/2024Mapa define direcionamento de recursos do Funcafé para safra 2023/2024

A Faesp argumenta que a propriedade abriga um dos mais importantes bancos de germoplasma de café do Brasil e do mundo.

“Trata-se de uma área que reúne todo o conjunto de material genético que compõe a base da herança genética do café no país, o que, segundo o documento enviado ao governador, é fundamental para a continuidade das pesquisas e desenvolvimento de novas variedades da cultura”, diz a nota.

Segundo a Federação, a Fazenda Santa Elisa tem papel central diante da importância histórica do café no fortalecimento da economia nacional, uma vez que “90% das cultivares de café produzidas no Brasil são resultado de pesquisas realizadas nesta unidade do IAC”, conforme consta no ofício.

“Vale destacar que o café da Colômbia, que é uma referência no mercado internacional, é fruto das pesquisas do IAC. O Instituto faz um trabalho grandioso, que precisa ser preservado. Temos expectativa de que o governador reveja essa proposta”, afirmou Meirelles.

Transferência da pesquisa

A venda da área impacta a sustentabilidade e competitividade da cafeicultura brasileira, adverte a entidade.

“Além disso, a Faesp avalia que a eventual transferência das pesquisas para outra localidade seria um processo dispendioso e demorado, comprometendo os avanços científicos em desenvolvimento. A entidade defende que decisões sobre a venda de bens públicos considerem não apenas os aspectos financeiros, mas também os impactos sociais, econômicos e ambientais a longo prazo”.

Por fim, o ofício solicita ao governador que reconsidere a possibilidade da venda da área e que preserve a unidade de pesquisa do IAC.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Seca ameaça colheitas de trigo na Rússia e Ucrânia


Metade ocidental da Ucrânia e Rússia se recupera com chuvas





Foto: Canva

Segundo o boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado nesta quarta-feira (16) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), um bloqueio atmosférico de alta pressão, que havia persistido por semanas no oeste da Rússia, começou a se deslocar para o leste, mantendo a seca em áreas orientais, mas permitindo que chuvas atingissem a metade ocidental da região. Pouca ou nenhuma precipitação foi observada no leste da Ucrânia e no oeste da Rússia, exceto por leves chuvas de 2 a 12 mm ao longo da costa russa do Mar Negro, no final do período de monitoramento.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

A seca severa e extrema continua a impactar as principais áreas de cultivo de trigo de inverno no oeste da Rússia e no leste da Ucrânia, onde as precipitações dos últimos 90 dias somam menos de 25% do esperado. O trigo de inverno, normalmente plantado entre o final de agosto e setembro, tem sido severamente afetado, com muitos produtores optando por pulverizar as safras ou adiar o plantio para a primavera, mudando para cultivos de verão.

De acordo com o “Weekly Weather and Crop Bulletin”, por outro lado, as chuvas se intensificaram e se expandiram nas regiões ocidentais, com volumes variando de 10 a 100 mm, beneficiando a Moldávia, o sudoeste da Ucrânia e o noroeste da Rússia. Com isso, as perspectivas para as colheitas de inverno são mais otimistas nessas áreas.

Ainda assim, o Índice de Saúde da Vegetação (VHI), obtido por satélite, continua mostrando condições ruins a péssimas no leste da Ucrânia e em grande parte da Rússia. Já na Moldávia e no oeste da Ucrânia, as recentes e contínuas chuvas contribuíram para uma recuperação no vigor das culturas, conforme os dados do USDA.





Source link

News

Banco do Brasil libera R$ 1,5 bilhão pelo RenovAgro no 1º trimestre da safra



Desde o lançamento do Plano Safra 2024/2025, no início de julho, o Banco do Brasil somou R$ 1,5 bilhão em financiamento por meio do RenovAgro – Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis.

O montante representa aproximadamente 80% de todo o volume contratado pelo sistema financeiro nessa modalidade nos três primeiros meses da atual safra.

O RenovAgro oferece juros a partir de 7% ao ano, prazo de até 12 anos para reembolso e carência de até três anos, a depender do item financiado, e é destinado a produtores rurais e cooperativas de produção. O programa abrange investimentos sustentáveis para redução das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a recuperação de pastagens, lavouras e áreas degradadas, implantação e melhoramento de planos de manejo florestal sustentável e plantio direto, além de regularização ambiental de propriedades rurais.

A modalidade apoia também os produtores que tiveram suas propriedades impactadas pelos recentes incêndios em vários estados, possibilitando a recuperação de áreas e correção de solos e a retomada das atividades e produção.

“Com essa atuação, em alinhamento com os programas do governo federal, o Banco do Brasil reforça sua proximidade com os produtores rurais e a sua posição de liderança e de maior parceiro da agricultura familiar e empresarial, apoiando as melhores práticas no campo e o aumento da produção agropecuária em bases sustentáveis, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico e ambiental”, afirma o vice-presidente de Agronegócio e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Luiz Gustavo Braz Lage.

Para contratar, o produtor deve procurar uma agência do Banco do Brasil.



Source link

News

setor agrícola ainda dependente de rodovias



A oferta ferroviária no Brasil não tem acompanhado o crescimento acelerado da produção agrícola, mantendo o setor dependente principalmente do transporte rodoviário. Em 2023, apenas 18,5% dos produtos movimentados pelas ferrovias foram de origem agrícola, destacando a urgência de investimentos e modernização da malha ferroviária no país.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Essa realidade foi tema de discussão recente no Senado, com foco na necessidade de expansão e modernização das ferrovias para atender à crescente demanda do agronegócio. A assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Elisângela Pereira Lopes, ressaltou que, apesar do crescimento da produção agrícola, a participação do setor nas ferrovias permanece estagnada. “Desde 2010, a movimentação de produtos agropecuários nas linhas férreas representa apenas 19% do total transportado”, afirmou.

Uma das grandes esperanças para melhorar essa logística está no Centro-Oeste, onde a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a Ferrovia Norte-Sul prometem facilitar o escoamento da produção de grãos até os portos. Outro destaque é a Ferrogrão, com 933 km de extensão, que conectará o Mato Grosso aos terminais de Santarém, no Pará. Segundo especialistas, essa nova ferrovia pode reduzir o custo do frete em até 40%, otimizando o transporte de grãos em uma das regiões mais produtivas do país.

A expectativa é que, até 2034, o Mato Grosso atinja uma produção de 149 milhões de toneladas de grãos, tornando inviável a dependência exclusiva do transporte rodoviário. “Precisamos de um transporte de grande capacidade, e a Ferrogrão se apresenta como uma solução promissora”, destacou Elisângela.



Source link

News

Tomate industrial deve recuperar 10% da produção após perdas por chuvas e pragas


Com a fase de colheita do tomate industrial praticamente concluída, a Tomate BR divulga novo balanço da safra esperada para 2024.

De acordo com a entidade, a produção do alimento deve se recuperar em 10% neste ano, retomando os patamares registrados em 2022.

Isso acontece após as adversidades climáticas vividas pelo setor no início deste ano, como chuvas intensas durante a etapa de transplante das mudas e a proliferação de pragas, acelerada pelas altas temperaturas.

Área de tomate em 2024

Com uma área cultivada de 18,7 mil hectares, a safra de 2024 pode totalizar quase 1,7 milhão de toneladas, de acordo com o levantamento realizado pela associação em outubro.

O diretor da Tomate BR, Vlamir Breternitz, já considera o período como mais um ano desafiador aos produtores, embora tenha sido um pouco melhor que 2023.

“O ano passado representou um cenário sem precedentes, por isso, quando falamos que a safra de 2024 vai se recuperar em 10%, não podemos afirmar como algo tão positivo. É na verdade um pequeno fôlego a este mercado”.

Segundo ele, assim como em outros tipos de lavoura, as mudanças climáticas se tornaram um complicador à produtividade.

“No início do ano tivemos chuvas intensas que interferiram no transplante das mudas, atrasando o cronograma e reduzindo algumas áreas. Junto a isso, a proliferação de pragas, como a mosca branca, ganhou força em virtude das altas temperaturas e algumas lavouras tiveram que ser erradicadas”, conta.

Impacto dos incêndios florestais

MPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndiosMPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndios
Foto: Valter Campanato

Embora os incêndios florestais não tenham afetado diretamente as áreas de cultivo do tomate industrial, Breternitz aponta uma preocupação de como essas ocorrências podem impactar a produtividade da safra prevista para 2025.

“Sem dúvida é um cenário alarmante, mas pensando no tomate industrial, o maior impacto ainda pode estar por vir. As secas e o calor já estão interferindo nas lavouras e as maiores preocupações são referentes ao armazenamento de água, à preservação da mata ciliar e ao abastecimento dos lençóis freáticos”.

De acordo com o diretor, se as chuvas não vierem em quantidade significativa nos próximos meses, o suficiente para repor os reservatórios, pode não ser possível cultivar em certas áreas e as pragas podem vir de forma ainda mais intensa do que o registrado no início deste ano.



Source link