segunda-feira, julho 27, 2026

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Mel de açaí ganha destaque por benefícios à saúde e sabor sofisticado


O mel de abelhas africanizadas (Apis mellifera L.), produzido a partir da florada do açaizeiro, possui elevados níveis de compostos bioativos derivados da palmeira amazônica. Essas substâncias são reconhecidas por ter um papel importante na promoção e manutenção da saúde humana.

A descoberta é resultado da análise e comparação de méis com origens em diferentes regiões do Brasil e abre caminho para a valorização de um produto da sociobiodiversidade amazônica.

Para ser considerado um mel monofloral, o produto do trabalho das abelhas deve ter na sua origem a predominância de néctar da flor de uma determinada espécie vegetal. A legislação brasileira estabelece como critério para essa classificação a presença de pólen de uma única espécie superior a 45% em uma amostra de mel. 

Essa concentração em um tipo de florada confere ao mel características únicas no sabor, aroma e cor, além de propriedades funcionais específicas. No caso do mel de açaí, as amostras coletadas no município de Breu Branco (PA) e Santa Maria (PA) foram analisadas e comparadas com méis monoflorais de quatro origens: mel de aroeira, de Minas Gerais; mel de cipó-uva, do Distrito Federal; mel de Timbó, do Rio Grande do Sul; e mel do mangue, do Pará.

Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

De acordo com o pesquisador Daniel Santiago, da Embrapa Amazônia Oriental (PA) e um dos autores, a escolha desses méis para comparação se deve às propriedades funcionais e à presença de compostos bioativos que eles possuem, em especial o mel de aroeira, um dos mais valorizados do País.

Benefícios à saúde

As análises revelaram que o mel de açaí possui elevada capacidade antioxidante. Entre as amostras, o mel monofloral da palmeira amazônica superou em quatro vezes o mel de aroeira na avaliação dessa atividade.

“Isso sugere que os méis compostos predominantemente da florada do açaizeiro têm uma capacidade antioxidante mais forte, provavelmente devido a maiores concentrações de polifenóis e outros compostos bioativos”, afirmam os autores.

O professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) Nilton Muto, explica que os compostos bioativos, como os polifenóis presentes no mel de açaí, são substâncias encontradas em alimentos e, embora não sejam consideradas nutrientes essenciais (como vitaminas ou minerais), podem ter efeitos benéficos para a saúde. Eles ocorrem naturalmente em pequenas quantidades em plantas e animais e podem influenciar funções biológicas e processos metabólicos no organismo.

“Os polifenóis são uma classe de compostos bioativos e atuam como antioxidantes, neutralizando os radicais livres, e podem ter propriedades anti-inflamatórias, anticancerígenas e cardioprotetoras”, afirma Muto.

De acordo com a literatura científica, a maior concentração de compostos bioativos está relacionada à coloração do mel para um tom mais escuro. E isso se verificou na coloração das amostras de méis de açaí, que variaram de âmbar a âmbar escuro. No entanto, outros fatores também podem influenciar a coloração escura do mel, como os processos de desumidificação e a maturação do produto. “No caso do mel de açaí, ele fica escuro, quase totalmente negro, o que acaba se tornando um atrativo para o produto”, avalia o professor.

Fotos: Vinícius Braga/Embrapa

Quanto ao sabor do mel de açaí, o professor afirma que o produto foi muito bem avaliado pelos grupos de voluntários e analistas sensoriais. Ele não chega a ser tão doce quanto os demais e possui notas de café. “É um mel diferenciado. Acredito que será muito bem aceito pelo público em geral e facilmente incorporável na gastronomia”, observa o professor.

As análises da pesquisa também confirmaram a presença de vários compostos bioativos que a literatura científica relaciona a propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas, antimicrobianas e antitumorais no mel de açaí. Segundo Muto, a verificação dessas capacidades já é objeto de outras pesquisas em andamento.


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Frente fria, ciclone e chuva intensa vão marcar a semana; veja a previsão do tempo



A próxima semana será marcada por mudanças significativas no tempo em várias regiões do Brasil. A previsão indica a formação de um ciclone extratropical no Sul, além de temporais no Centro-Oeste e Norte. Chuvas intensas também estão previstas no Sudeste e Nordeste, o que pode beneficiar a agricultura, mas também trazer riscos de ventos fortes e alagamentos.

Confira as previsões por região, com informações do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, e da Climatempo.

Sul

A semana começa com chuvas leves no oeste de Santa Catarina e no sudoeste, norte e leste do Paraná. O tempo firme prevalece no Rio Grande do Sul, com temperaturas mais amenas nas capitais Florianópolis e Curitiba.

No entanto, a partir de quarta-feira (23), um ciclone extratropical se formará próximo à faixa leste do Rio Grande do Sul, avançando para o oceano e trazendo temporais para os três estados da região.

Rajadas de vento acima de 70 km/h e queda de granizo podem ocorrer, com risco de danos em lavouras e estruturas agrícolas, além de possíveis quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia.

A previsão é de chuvas entre 20 e 50 mm no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o que ajudará a manter a umidade do solo sem prejudicar os trabalhos agrícolas.

No norte do Paraná, o acumulado pode ultrapassar 100 mm, beneficiando o início da semeadura da safra 2024/2025.

Sudeste

A circulação atmosférica estimula a formação de nuvens carregadas, com o sol aparecendo de forma mais tímida em São Paulo, centro-norte do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Pode ocorrer chuva em forma de pancadas, com potencial para temporais localizados.

O tempo ficará mais fechado no norte do Espírito Santo e interior de Minas Gerais, com chuvas persistentes.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuvas varia de 40 a 60 mm em toda a região, favorecendo a reposição hídrica e o início da safra 2024/2025.

A partir de quinta-feira (24), uma nova frente fria deve trazer temporais para São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul de Minas Gerais, com ventos que podem passar de 70 km/h, podendo causar transtornos e queda de energia.

Centro-Oeste

A circulação de ventos mantém o tempo instável, com nuvens carregadas e chuva forte no noroeste e leste de Goiás, e no leste e norte de Mato Grosso. O sol aparece mais no Mato Grosso do Sul, com pancadas de chuva à tarde em algumas áreas.

A previsão alerta para temporais entre quarta e quinta-feira, com risco de queda de granizo e ventos acima de 70 km/h em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

O volume de chuva nos próximos cinco dias pode chegar a 70 mm em algumas áreas, o que contribuirá para a recuperação das pastagens e a manutenção da umidade do solo.

Nordeste

A semana será marcada por umidade e chuvas fortes no sul do Maranhão, Piauí e nas regiões oeste e sul da Bahia. As cidades baianas de Ilhéus, Barreiras e Porto Seguro, assim como Balsas (MA), terão tempo instável e encoberto.

No litoral de Alagoas, Pernambuco e Paraíba, há previsão de chuva moderada, enquanto Teresina (PI) e São Luís (MA) terão tempo firme.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuvas no sul da Bahia pode atingir 40 mm, enquanto no litoral de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte os volumes variam entre 5 e 10 mm.

No interior do Maranhão, Piauí e Ceará, as temperaturas podem chegar a 39 °C, aumentando o risco de incêndios.

Norte

A região terá risco elevado de temporais no Amazonas, Tocantins, sul do Pará e Acre, com a semana começando abafada e com possibilidade de chuva forte e trovoadas.

O centro-norte do Pará, norte de Roraima e Amapá terão uma semana mais seca.

O acumulado de chuvas na região varia entre 30 e 50 mm, o que ajudará na recuperação das pastagens e na implementação da safra 2024/2025. No entanto, os rios da região continuam em níveis baixos, com recuperação projetada somente para o início de 2024.



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Governos podem ficar proibidos de dar incentivo fiscal



Municípios, estados e o próprio governo federal poderão ser proibidos de conceder ou ampliar benefícios tributários se, ao fim de cada ano, não tiverem recursos suficientes no caixa para honrar com os chamados restos a pagar (RAP). O endurecimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) pode impactar cerca de 300 cidades que, atualmente, não respeitam esse equilíbrio.

A mudança, patrocinada pelo Ministério da Fazenda, foi aprovada pelo Senado no projeto de lei que trata da renegociação de dívidas dos estados. Se for chancelada dessa forma pela Câmara, a nova regra começaria a valer a partir de 2027.

De acordo com dados do Tesouro Nacional, em 2023, 307 municípios apresentaram insuficiência em caixa para arcar com os RAP processados (despesas empenhadas e liquidadas que não foram pagas no exercício) e 77 com os não processados (gastos empenhados não liquidados). O volume de entes atingidos pela medida pode ser ainda maior, segundo especialistas, já que o projeto de lei determina a necessidade de haver recursos também para “as demais obrigações financeiras”.

A insuficiência de caixa no poder público revela que uma administração tem gastos previstos sem ter, contudo, lastro financeiro para arcar com as despesas. Quando atinge uma situação séria de déficit financeiro, a máquina começa a entrar em colapso, com o atraso de pagamentos, do 13º salário de servidores, chegando a afetar até remunerações mensais e fornecedores, em contextos mais graves.

Para tentar evitar tal situação, a proposta inserida no PL da dívida dos Estados enrijece uma regra que atualmente só funciona para o último ano de mandato de chefes de Executivos. A LRF veda que, nos últimos oito meses do mandato, o prefeito ou o governador, por exemplo, contraia uma obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente ainda naquele ano, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para isso. Com o novo texto proposto, esse cuidado deverá ser anual.

“A partir de 1º de janeiro de 2027, se verificado, ao final de um exercício, que a disponibilidade de caixa não é suficiente para honrar os compromissos com Restos a Pagar processados e não processados inscritos e com as demais obrigações financeiras, aplica-se imediatamente ao respectivo Poder ou órgão, até a próxima apuração anual, a vedação à concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária”, diz o texto chancelado pelos senadores.

Além disso, o PL prevê que, se o caixa insuficiente perdurar por dois anos, a lista de restrições aumentará. A prefeitura, o estado ou a União não poderão conceder aumento a servidores, criar cargos e alterar uma estrutura de carreira que implique em alta de despesa.

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que a proposta foi uma “batalha” encampada pelo órgão para evitar que o problema financeiro dos entes gere um “colapso” na prestação de serviços públicos. Por isso, para ele, a mudança vai além de uma melhora fiscal. Ele afirmou que, nas situações em que o saldo de caixa bruto é inferior ao volume de restos a pagar processados, a administração pública pode estar à beira do colapso.

“Chega num cenário que implode. E isso infelizmente ainda acontece”, disse Ceron. Ele ainda observou que a regra só começará a valer em 2027 para que os entes possam se preparar. Segundo o secretário, houve uma “compreensão” do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sobre o tema, além de uma concordância dos estados. “Foi um avanço importante”, disse.

Um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que, de 1888 municípios com dados divulgados do primeiro semestre, 26 apresentaram disponibilidade de caixa insuficiente para arcar com a despesa dos restos a pagar. O estado com mais municípios nessa situação é Minas Gerais, que totaliza oito prefeituras, seguido do Maranhão, com cinco.

Com problemas financeiros há alguns anos, o governo estadual mineiro também tem problemas em manter as contas equilibradas. De acordo com o Relatório de Gestão Fiscal do Estado, em 2019, quando a situação era mais crítica, a disponibilidade de caixa líquida chegou a ficar deficitária em R$ 21,4 bilhões. Em 2023, o rombo ficou em R$ 5,1 bilhões.

Entre as cinco maiores economias estaduais, o Rio Grande do Sul repete a condição, com a disponibilidade de caixa líquida negativa em R$ 836 milhões no ano passado. O estado já está em Regime de Recuperação Fiscal (RRF), enquanto Minas está em processo de adesão.

Para o consultor de Orçamento e Fiscalização da Câmara, Ricardo Volpe, o endurecimento da regra, ao incentivar o equilíbrio anual para o caixa, é importante para tornar a previsão que já existe na LRF mais factível. “É uma medida importante. É mais factível do que exigir que esse equilíbrio aconteça só no último ano de mandato”, afirmou.

O descontrole sobre restos a pagar também tem outras implicações. Além de empurrar débitos para os próximos exercícios sem que necessariamente haja disponibilidade financeira, o volume crescente de RAPs é uma forma de gestores “rolarem” dívidas e melhorarem artificialmente o resultado primário do ano, já que somente os gastos pagos são computados nesse indicador.

“Os RAPs crescentes podem ser uma forma de empurrar despesas para frente, ajudando a melhorar o resultado primário”, apontou um técnico do Tribunal de Contas da União (TCU) reservadamente à reportagem.



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Eleições americanas e crise no Oriente Médio: o que esperar?



Em novembro, o mundo ficará sabendo se a maior economia do mundo voltará a ser comandada por Donald Trump, do Partido Republicano, ou pela democrata e atual vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris. As eleições americanas estão marcadas para ocorrer em 5 de novembro, mas apesar da data oficial, eleitores de alguns estados e do Distrito de Colúmbia já podem votar presencialmente ou enviar seus votos pelo correio. 

Nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil, é permitido antecipar o voto com as regras para o voto antecipado variando conforme a legislação de cada estado, de acordo com a Constituição americana.

Para o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, as decisões tomadas pelos próximos ocupantes da Casa Branca podem influenciar diretamente setores estratégicos, como o agronegócio brasileiro. Segundo ele, o desfecho das eleições americanas terá um peso importante nas relações comerciais entre os dois países. 

Relações comerciais em jogo

Os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás da China. “No primeiro governo de Donald Trump, vimos medidas que impactaram diretamente o setor siderúrgico brasileiro. Apesar do Brasil não ser um alvo direto, ele pode ser afetado por elevações gerais de tarifas, especialmente no setor agropecuário”, diz. 

Entretanto, o economista pondera que os Estados Unidos, por serem grandes produtores agrícolas, representam uma fatia pequena das exportações primárias brasileiras. Campos Neto explica que itens como carnes, sucos e açúcares são mais relevantes, mas é improvável que sejam alvo de medidas protecionistas, uma vez que o país precisa manter o suprimento interno de alimentos.

“Além do risco de medidas protecionistas, as escolhas no campo fiscal e o impacto sobre a dívida dos Estados Unidos podem influenciar diretamente o crescimento da maior economia do mundo”, explica. Ele ressalta ainda que, caso ocorra uma nova pressão inflacionária e uma manutenção dos juros altos, isso pode se traduzir em um dólar mais valorizado e em taxas de juros elevadas também no Brasil, complicando ainda mais o desempenho da economia brasileira.

Conflito no Oriente Médio e preço do petróleo

Em meio a esse cenário, há o crescimento da tensão no Oriente Médio com o aumento dos confrontos entre Irã, Hezbollah e Israel. A recente troca de ataques entre esses atores reacendeu preocupações internacionais, especialmente após o Irã intensificar sua participação no conflito e o Hezbollah, apoiado pelo regime iraniano, lançar ofensivas contra Israel. 

Após a intensificação do conflito, o preço do petróleo já começou a registrar oscilações, o que, segundo o economista, pode impactar os custos de produção agrícola no Brasil. “O petróleo ainda é um insumo relevante, e a escalada do conflito pode afetar a oferta da commodity”, afirma. No entanto, ele acredita que, no médio prazo, o mercado de petróleo deve registrar um excesso de oferta, o que pode limitar aumentos significativos de preço.

Perspectivas para o agronegócio

De maneira geral, o economista enxerga o atual cenário internacional como desafiador para o agronegócio brasileiro. 

“Um mundo com maiores tensões geopolíticas e protecionismo não é positivo para países emergentes como o Brasil, que são mais suscetíveis a crises globais. O aumento da volatilidade cambial, por exemplo, pode trazer dificuldades no planejamento financeiro de produtores, criando descompassos entre a compra de insumos e a venda da produção”, finaliza.



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Comitiva visita Índia para aprimorar a produção de seda brasileira



Uma comitiva com integrantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Casa Civil, da Fundação Araucária e da Associação Brasileira da Seda visitou durante esta semana propriedades de produção e indústrias da seda na Índia. O objetivo é conhecer modelos que possam ser implantados ou adaptados para melhoria dessa cadeia no Paraná.

Nesta segunda-feira (14), o grupo visitou um mercado de casulos de seda em Ramanagara, no estado de Karnataka, no Sul da Índia. No estabelecimento estão expostos produtos de 34 indústrias. “É a democracia da comercialização, em que os preços são estabelecidos em um painel tendo como base a qualidade dos casulos apresentados”, disse o secretário de estado da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, que lidera a comitiva.

Posteriormente estiveram em uma indústria construída pelo filho de um sericicultor, que conseguiu subsídio governamental de 75% para instalar os equipamentos. Essa indústria dá suporte para cerca de 5 mil sericultores indianos. O dia foi encerrado em um instituto de pesquisas e treinamento industrial na cadeia da produção de seda.

“É uma mudança de concepção no funcionamento dessa cadeia, em relação àquilo que a gente tem no estado. É um modelo de produção diferente do nosso e que pode nos ajudar em muito no avanço”, afirmou o secretário. “Estou muito surpreso com o que vi no campo, a qualidade dos amorais, a produção e principalmente com o modelo de atividade”.

A sericicultura é uma das atividades importantes da agropecuária indiana. Ela se estende por todo o território, envolvendo aproximadamente 100 mil produtores, sobretudo em pequenas propriedades. O país é o segundo maior produtor de seda do mundo, atrás apenas da China, movimentando cerca de US$ 16 bilhões.

Seda no Paraná

O Paraná está consolidado como líder nacional na produção de casulo de bicho-da-seda, atividade exercida por pequenos produtores rurais que se dedicam à cultura como diversificação agrícola para geração de renda. O Paraná produz aproximadamente 86% da seda do Brasil, seguido por São Paulo (10%) e Mato Grosso (4%). A produção paranaense é exportada para países como França, Itália, Japão, Índia e China.

Em 2023 a sericicultura rendeu ao estado R$ 39,2 milhões, com a produção de 1,4 mil toneladas, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral). O município de Nova Esperança, no Noroeste, considerado capital nacional da seda, lidera a produção, com 138,8 toneladas de casulos produzidos em 277,6 hectares, que geraram um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 4,1 milhões no ano passado.

Dos 399 municípios paranaenses, 153 atuam com a sericicultura. A atividade envolve cerca de 1,3 mil produtores no estado.


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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do leite longa vida sobe 25% no Paraná


Queda nas importações de derivados do leite favorece produtores





Foto: Pixabay

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 11 a 17 de outubro, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná registrou uma queda nas importações de lácteos em 2024.

Entre janeiro e setembro, o estado importou 6,1 mil toneladas de produtos derivados do leite, como leite em pó e queijo muçarela. Esse volume representa uma redução de 42% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram importadas 10,6 mil toneladas.

Essa queda nas importações trouxe alívio para os produtores locais, que em setembro receberam, em média, 16,8% a mais por litro de leite entregue às indústrias. No entanto, para o consumidor final, o impacto foi um aumento nos preços de derivados do leite no varejo. O leite longa vida, por exemplo, teve uma alta de 25,5% em comparação a setembro do ano anterior, agravada pela menor captação de leite durante o período, conforme dados do boletim.





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Como foi a semana da soja? Projeções apontam alta nas exportações



Com o retorno das chuvas, o plantio da soja avançou no Brasil nesta semana. Após um período de especulações, a perspectiva inicial é de uma safra recorde, estimada por Safras & Mercado em mais de 172 milhões de toneladas. Esse cenário otimista também reflete nas exportações, que devem apresentar um crescimento significativo no próximo ano.

As exportações de soja do Brasil estão projetadas para totalizar 107 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 10% em relação aos 97 milhões de toneladas esperados para 2024. Essa previsão faz parte do quadro de oferta e demanda divulgado pela Safras & Mercado, mantendo os números da estimativa anterior, apresentada em 19 de julho.

Além disso, a consultoria indica um esmagamento de 55,5 milhões de toneladas em 2025, comparado a 54,6 milhões de toneladas em 2024, com a previsão para o próximo ano permanecendo inalterada. O número anterior de Safras para 2024 era de 54,3 milhões de toneladas.

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Importação

A expectativa de importação de soja também se mantém estável em 150 mil toneladas para 2025, enquanto para 2024 a projeção foi ligeiramente reduzida de 970 mil para 950 mil toneladas.

Para a temporada de 2025, a oferta total de soja deverá crescer 11%, alcançando 175,22 milhões de toneladas, com a demanda total projetada em 166 milhões de toneladas, aumentando 7% em relação ao ano anterior. Esse cenário resultará em um aumento significativo nos estoques finais, que devem elevar-se em 181%, passando de 3,285 milhões para 9,215 milhões de toneladas.

Farelo da soja

A produção de farelo de soja está prevista para ser de 42,7 milhões de toneladas em 2025, apresentando um crescimento de 2%. As exportações devem cair 2%, totalizando 22 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 20,3 milhões de toneladas, um aumento de 8%. Os estoques de farelo deverão crescer 18%, atingindo 2,65 milhões de toneladas.

Óleo da soja

Quanto ao óleo de soja, a produção deve crescer 1%, alcançando 11,13 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 1 milhão de toneladas, representando uma queda de 20%. O consumo interno deve subir 5%, totalizando 10,3 milhões de toneladas, com o uso para biodiesel aumentando em 13%, para 6 milhões de toneladas. No entanto, a previsão é de que os estoques de óleo recuem 35%, para 275 mil toneladas.



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Por que as galinhas põem ovos de tamanhos diferentes?



Mesma granja, mesma galinha, mas ovos de tamanhos diferentes. Por que isso acontece? Esse tipo de variação é comum, mas pode estar ligada a diversos fatores, que vão desde a genética até o ambiente em que as aves são criadas.

Aos criadores, compreender essas diferenças ajuda a garantir o rendimento médio e a qualidade na produção.

Idade das galinhas x tamanho dos ovos

A zootecnista da Tijuca Alimentos, Rebeca Horn Vasconcelos, afirma que um dos principais determinantes para o tamanho dos ovos é a idade da galinha. “As mais jovens geralmente produzem ovos menores, enquanto as aves mais velhas tendem a pôr ovos maiores com o passar do tempo”, conta.

Assim, de acordo com ela, o ciclo produtivo da ave impacta diretamente no tamanho e na frequência com que ela bota. “Isso é uma resposta natural do organismo da ave à maturidade reprodutiva”.

Genética e alimentação da ave

Outro fator importante é a genética da ave. “Raças diferentes têm capacidades distintas de produção de ovos, tanto em quantidade quanto em tamanho”, destaca a veterinária.

Algumas raças de galinhas são conhecidas por botar ovos grandes, como as da raça rhode island red, enquanto outras, como as bantam, produzem ovos menores.

“Galinhas que recebem uma dieta rica em proteínas e nutrientes essenciais, como cálcio e fósforo, tendem a produzir ovos de melhor qualidade e maior tamanho”, diz a zootecnista.

O equilíbrio nutricional ajuda na formação da casca e no desenvolvimento do ovo, refletindo diretamente em seu tamanho.

Ambiente e manejo

Condições ambientais, como o clima e o manejo, influenciam a produção. “Em períodos de estresse, seja pelo calor excessivo, barulho ou pela falta de espaço adequado, as galinhas podem pôr ovos menores. Da mesma forma, quando estão em um ambiente adequado, elas produzem ovos maiores e mais consistentes”, afirma.

De acordo com Rebeca, a variação no tamanho dos ovos é um fenômeno natural e multifatorial. “Entender essas variáveis permite aos criadores de aves ajustar práticas de manejo e melhorar a produção, mantendo a qualidade e o bem-estar das galinhas”.

Contudo, a especialista faz questão de destacar a qualidade invariável da proteína. “O importante é que, independentemente do tamanho, o valor nutricional dos ovos é muito semelhante, desde que sejam de qualidade e bem armazenados”.



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Produtores de leite no RS ganham nova ferramenta para planejamento de preços


Os produtores de leite do Rio Grande do Sul agora contam com uma nova ferramenta para estimar o preço que será pago pelo litro de leite. A calculadora virtual, validada pelo Conseleite, foi desenvolvida com o objetivo de fornecer mais informações para o planejamento da atividade leiteira e auxiliar o produtor na organização de suas contas.

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Há 50 anos, a atividade leiteira é parte essencial da Fazenda Griebeler, localizada em Montenegro, no Vale do Caí. O local, que começou com apenas uma vaca, hoje conta com 65 vacas em lactação, produzindo cerca de 1.300 litros de leite por dia.

Apesar da qualidade do rebanho e do trabalho árduo da família Griebeler, o preço do leite ainda é um desafio. Segundo o produtor Gediel Griebeler, “o preço reagiu no último mês, com um aumento de 12 centavos, mas ainda está bem defasado em relação aos custos de produção”.

Em setembro, o preço pago pelo litro de leite no Rio Grande do Sul foi de R$ 2,53, um dos valores mais baixos do Brasil, enquanto a média nacional calculada pelo Cepea ficou em R$ 2,76.

A calculadora virtual surge como uma solução para o planejamento financeiro dos produtores. Com ela, é possível inserir dados específicos da produção e obter uma estimativa do valor que será recebido. Allan Tormen, presidente do Conseleite-RS, explica que a ferramenta considera variáveis como qualidade e volume de leite, oferecendo uma visão mais precisa para o produtor.

Além de ser gratuita e de fácil acesso, a calculadora não armazena dados, garantindo a segurança das informações. Essa novidade promete ser uma aliada importante para o produtor rural, permitindo que ele tenha maior controle sobre seus custos e investimentos no longo prazo.

Os produtores podem acessar a ferramenta pelo site oficial do Conseleite (conseleite.com.br/calculadora) e começar a fazer suas estimativas de maneira prática e eficiente.



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Agricultor colhe abóbora com peso superior a dois bois e vence concurso



Em média, um gado bovino adulto pesa cerca de 510 quilos. Agora imagine colher uma abóbora com impressionantes 1.115,8 quilos. Foi o que aconteceu com Peter Holst Olsen, um agricultor dinamarquês.

Ele participou do concurso “Halloween at Tivoli”, em Copenhague, capital do país europeu e, não a toa, venceu a competição, realizada na última terça-feira (15). Além disso, um novo recorde foi estabelecido: maior abóbora entre os países nórdicos.

Isso porque, por mais majestosa que seja, o fruto ainda não superou o recorde mundial, mas chegou perto.

Tradição cultural

Tradição em várias partes do mundo, as competições de abóboras gigantes atraem não apenas agricultores, mas também entusiastas que tentam superar marcas históricas a cada ano.

Além de premiação em dinheiro e reconhecimento internacional, o concurso fomenta a troca de conhecimentos entre os competidores a respeito das melhores técnicas de cultivo.

Recorde mundial de abóbora gigante

Em outubro de 2023, o agricultor Travis Ginger, do estado de Minnesota, no Meio-Oeste dos Estados Unidos, quebrou o recorde mundial com uma abóbora de 1.246,93 quilos em uma feira na Califórnia.

A façanha não apenas o colocou nos livros de recordes, mas também lhe rendeu um prêmio de US$ 30 mil (aproximadamente R$ 170 mil). Antes disso, o recorde pertencia ao italiano Stefano Cutrupi, que em 2021 colheu uma abóbora de 1.225 quilos.



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