segunda-feira, julho 27, 2026

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Pesquisas procuram encontrar variedades de citros tolerantes à seca


Os desafios para se ter uma boa produção de laranja são grandes. Além das doenças, na qual o greening é o grande destaque, fatores climáticos também são preponderantes para o sucesso ou insucesso de um pomar de citros. A queda na safra de 2024 se deve, dentre outros fatores, ao longo período de estiagem observado no cinturão citrícola.

Mitigar problemas relacionados aos períodos de seca é o objetivo de diversas pesquisas realizadas em parceria entre Fundecitrus, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fundação Coopercitrus Credicitrus e Instituto Agronômico (IAC). Um desses trabalhos é realizado em Bebedouro (SP), local em que estão plantadas algumas variedades de porta-enxertos que já dão indícios de vigor em meio à seca.

O pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Eduardo Girardi, explica que essas variedades podem ser tolerantes à seca, para dispensar o uso da irrigação, ou mais responsivas nas áreas irrigadas. “Temos aqui 27 experimentos, muitos deles híbridos do tipo citrandarin, desenvolvidos pela Embrapa ou pelo Instituto Agronômico. Alguns deles vêm demonstrando alta tolerância à seca, comparável ao limão Cravo, enquanto outros são muito sensíveis”, completa.

O pesquisador também afirma que esse tipo de pesquisa é bastante importante para o cinturão citrícola e para as áreas de expansão. “Com esse tipo de trabalho é possível trazer novas opções de recomendações, e isso dará ao citricultor a possibilidade de buscar mais sustentabilidade. São opções que o produtor que não consegue irrigar poderá ter, ou quando ele até consegue irrigar, mas o volume de água não é muito grande”, afirma Girardi. O estudo permite ainda identificar os porta-enxertos mais apropriados para o manejo irrigado, pois são aqueles que sentem a seca primeiro.

As variedades do experimento com copa de laranja Pera IAC em Bebedouro foram plantadas em maio de 2022, com um espaçamento de 6,5 por 2,5 metros. No total, existem 27 porta-enxertos na área. “Além de alguns controles comerciais, como Cravo, Swingle e trifoliata, ele reúne alguns híbridos originados ou da Embrapa, ou do IAC, quase todos eles citrandarins, que são cruzamentos de tangerina com trifoliata. Além disso, temos outros híbridos, alguns vigorosos, outros mais ananicantes ou semiananicantes”, detalha o pesquisador.

Por fim, Girardi reforça a importância da parceria entre instituições na realização do estudo. “É muito importante essa parceria que existe entre as instituições, essa junção de conhecimentos é essencial na realização desse trabalho que ainda está em fase inicial, mas que certamente trará resultados”, finaliza Girardi.





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Bioeconomia amazônica: um caminho imprescindível para o desenvolvimento sustentável


A Amazônia se encontra em um momento crítico. Apesar de sua abundante biodiversidade, riqueza cultural e valor ambiental incalculável, enfrenta ameaças sérias que colocam em risco seu futuro e o das comunidades que dependem dela. Os altos índices de pobreza, a desigualdade e os desafios ambientais comprometem o progresso de seus habitantes e sua capacidade de acessar alimentos seguros e nutritivos.

Esse vasto território, que abrange Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, não é apenas uma fonte de recursos naturais, mas também o lar de 50 milhões de pessoas, mais de 400 povos indígenas e diversas comunidades tradicionais.

As soluções para os desafios da Amazônia não devem vir apenas de fora, mas, fundamentalmente, devem surgir do coração das próprias comunidades. São elas que possuem o conhecimento local e a força para propor ações em direção a um futuro sustentável.

É aqui que ganha relevância o conceito de bioeconomia amazônica, que propõe aproveitar de forma sustentável e inclusiva os recursos naturais da região, beneficiando as populações locais. Embora seja uma proposta promissora, o caminho inclui diversos desafios. Os riscos climáticos, o desmatamento e as desigualdades agravam as dificuldades para estabelecer um modelo econômico que funcione tanto para as pessoas quanto para a natureza.

Não podemos permitir a continuidade de modelos de negócios que sacrificam a biodiversidade e os recursos naturais, pois, inevitavelmente, estaremos diante de um colapso irreversível. Por isso, é crucial promover mecanismos que possibilitem o desenvolvimento econômico sustentável, melhorando o acesso a alimentos, aumentando a renda, criando empregos e elevando as condições de vida.

O evento “Diálogos Amazônicos”, organizado pelo governo do Brasil com apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), há um ano em Belém, abriu as portas para que múltiplos setores – academia, sociedade civil, setor público, setor privado, povos indígenas – discutissem como enfrentar esse desafio.

Como resultado, oito países assinaram a Declaração de Belém, com 113 objetivos para avançar em direção ao desenvolvimento sustentável da região. A conclusão foi clara: a bioeconomia pode ser um pilar fundamental, mas exige uma abordagem integrada e multissetorial.

A FAO, em conjunto com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), continua a trabalhar para garantir a segurança alimentar e nutricional, reduzir a pobreza e fortalecer cadeias de valor sustentáveis na região, por meio de ações voltadas a melhorar a produtividade, gerar bens públicos e impulsionar a bioeconomia, oferecendo perspectivas de um futuro melhor.

Por meio da iniciativa Mão de Mão, a FAO promove um programa de investimentos com três componentes: fortalecer os bens públicos e a formulação de políticas; garantir o acesso a serviços digitais e conectividade; e desenvolver cadeias de valor sustentáveis, especialmente na gestão de bacias hidrográficas e recursos pesqueiros.

A bioeconomia amazônica não é apenas um modelo econômico; é uma oportunidade de reforçar nossa relação com a natureza, reconhecendo a Amazônia como um patrimônio que devemos proteger e valorizar.

Avançar nesse caminho requer uma abordagem intersetorial com a participação de comunidades, governos, setor privado e financeiro e a academia.

Mario Lubetkin é subdiretor-geral e representante regional da FAO para América Latina e o CaribeMario Lubetkin é subdiretor-geral e representante regional da FAO para América Latina e o Caribe
Foto: FAO

*Mario Lubetkin é subdiretor-geral e representante regional da FAO para América Latina e o Caribe


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Brasil lança nova plataforma para exportações no Sial Paris



A ApexBrasil inaugurou oficialmente neste domingo (20) o Pavilhão Brasil no Salon International de l’Alimentation (Sial Paris), um dos maiores eventos globais de alimentação.

Durante o evento, que contou com a presença de autoridades e empresários, a agência também lançou a plataforma digital Buy Brazil, criada para conectar exportadores brasileiros a compradores internacionais. A iniciativa já conta com mais de 100 empresas, facilitando o acesso ao mercado externo.

Com um número recorde de 192 empresas brasileiras, a participação no Sial Paris representa uma oportunidade estratégica para expandir a visibilidade do agronegócio e das exportações do país.

Segundo Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, foram investidos quase R$ 30 milhões na participação brasileira, com expectativa de negócios superiores a US$ 2,5 bilhões. “Estamos fortes em um dos mais importantes eventos de alimentos do mundo, e o Brasil voltou com recorde de empresas”, afirmou Viana.

O setor de proteínas animais, representado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), também marcou forte presença, com projeções otimistas para o aumento das exportações de carnes bovina, suína e de aves. As entidades agradeceram o apoio contínuo da ApexBrasil no crescimento do setor. Em 2023, o setor bovino já alcançou exportações de US$ 9 bilhões, um aumento de 26% em volume.

Segundo a ApexBrazil, outro destaque foi a participação de empresas lideradas por mulheres. Das 192 empresas brasileiras presentes, 55 são lideradas por mulheres empreendedoras, reforçando a diversidade do setor no cenário internacional. Segundo Daniela Ferreira, diretora da Up4Market, o apoio da ApexBrasil tem sido essencial para que pequenas empresas se internacionalizem.

Buy Brazil lançada no Sial Paris

A plataforma Buy Brazil promete aumentar a visibilidade global dos produtos brasileiros, promovendo um diretório de exportadores e facilitando a criação de parcerias comerciais internacionais.

“Estamos entusiasmados em lançar a Buy Brazil. Essa plataforma é uma ferramenta poderosa para conectar compradores internacionais com os melhores exportadores brasileiros, ajudando a construir parcerias de sucesso no comércio global”, disse Jorge Viana.



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Após acidente doméstico, Lula cancela ida a reunião do Brics na Rússia


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou sua ida a Kazan, na Rússia, para participar da 16ª Cúpula de líderes do Brics. Ele sofreu uma queda neste sábado (19), bateu a cabeça e levou cinco pontos. A equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, de Brasília, que o atendeu após o acidente, recomendou que ele evitasse viagens de longa distância.

Conforme o boletim médico do hospital, o acidente não foi grave e o presidente “pode exercer suas demais atividades”.

O embarque para a Rússia seria hoje (20), às 17h. Sua participação será agora feita por videoconferência, informou a Presidência da República.

Brics

O encontro ao qual Lula não comparecerá presencialmente será o primeiro com a participação dos novos países-membros do bloco desde a admissão da Arábia Saudita, Egito, Irã, Etiópia e Emirados Árabes. A cúpula vai de 22 a 24 de outubro.

Apesar de não ter uma pauta específica, o embaixador Eduardo Paes Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty, disse que o tema principal do encontro deve ser a criação de um modelo de adesão aos Brics por parte dos chamados “países parceiros”. A categoria de participação tem as mesmas prerrogativas dos países-membros, com direitos plenos.

“É nisso que é consumido o nosso trabalho neste semestre, quais são os critérios para essa modalidade, e há uma expectativa de que, aprovada essa modalidade, possa ser feito um anúncio dos países que seriam convidados para integrar essa categoria”, disse Saboia.

Entre os outros temas que deverão ser abordados no encontro estão a crise do Oriente Médio, operação política e financeira dentro do bloco, além da análise dos relatórios do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) – comandado pela ex-presidente Dilma Rousseff -, do Conselho Empresarial do Brics e da Aliança Empresarial das Mulheres.

O governo russo informou que 32 países confirmaram presença no evento, com a presença de 24 líderes de Estado. Dos dez países-membros do bloco, oito contarão com seus representantes máximos, com a exceção agora do presidente do Brasil e da Arábia Saudita, que enviará seu ministro de Relações Exteriores.

No encontro, deve ser anunciada também uma declaração cujo teor é o fortalecimento do multilateralismo para um “desenvolvimento global justo e seguro”.

A partir do próximo ano, o Brasil assumirá a presidência do Brics, que tem comando rotativo pro tempore com mandatos de um ano.



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Reserva aumenta taxa de sobrevivência de tartarugas e registra eclosão de 147 ovos


A temporada de eclosão dos ovos de quelônios (tartarugas) começou nas Unidades de Conservação do Amazonas.

Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Amapá, na comunidade Rio Novo, em Manicoré (a 332 km de Manaus), os primeiros 147 ovos de cágados (Podocnemis unifilis e Podocnemis erytrocephala) já eclodiram.

A eclosão é a primeira monitorada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) na Reserva. A RDS tornou-se a 24ª Unidade de Conservação a realizar o trabalho de monitoramento de quelônios. O local escolhido para essa atividade está localizado no km 360 da BR-319.

Segundo o gestor da RDS, Rosivan Moura, a comunidade recebe diversas pressões e ameaças ambientais. Banhado pelo Rio Novo, o local é utilizado como meio de acesso até o interior da reserva, onde há histórico de caça predatória de ovos de quelônios.

“A ideia de trazer a primeira chocadeira para cá foi de tentar sensibilizar e ter um monitoramento dessa área com uma presença maior do governo do estado, dos órgãos de fiscalização, bem como uma participação mais ativa dos parceiros de trabalho, para que nós possamos minimizar os impactos que essa área vem sofrendo”, explicou o gestor.

Montagem da chocadeira de tartarugas

Foto: Noir Miranda/Sema

A supervisora do Consórcio Concremat/Hollus e gestora ambiental do DNIT, Karen De Santis, explica como foi processo de planejamento. “Nas reuniões, fomos vendo as necessidades, quais apoios seriam necessários, e chegamos no resultado da montagem da chocadeira, por meio de parceria com a empresa que faz a manutenção da BR-319”.

A capacitação para os trabalhos foi realizada pelos técnicos em monitoramento ambiental da Sema, que unem o conhecimento técnico-científico ao conhecimento popular. Foram ensinados os métodos de coleta, identificação da desova e a maneira correta de depositar os ovos na chocadeira.

Ataque de jacaré

O pescador e primeiro morador do trecho do meio da BR-319, Paulo Nazareth, afirma que tentou trabalhar no monitoramento por conta própria há 20 anos, mas não obteve sucesso. “No tempo que meu filho adoeceu precisei ir para Manaus, tinha um cercado para proteger os cágados. Mas como não tinha ninguém para cuidar deles, um jacaré entrou, arrombou a cerca, e levou os tracajás chocados todos embora”, contou.

Segundo especialistas e técnicos da Sema, a taxa de sobrevivência do quelônio manejado é de 15% a 20%, sendo que, na natureza, esta taxa é entre 0,5% a 2%.

“Enquanto eu existir nesse lugar e for vivo, a minha obrigação é fazer isso. Porque a gente convive com a natureza, e a gente sente muito a perda de um animal desse. A gente vê que está diminuindo as tartarugas. Então temos que trabalhar para recuperar. Têm nossos filhos, nossos netos, a nossa família e eles precisam disso”, completou o pescador.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Viu esta? Propriedade de Pelé e sítio de ‘A Fazenda’ estão à venda


O mercado de imóveis rurais de luxo no Brasil ganhou novos destaques, com o anúncio de venda de duas propriedades famosas: o sítio onde foi gravado o reality show “A Fazenda” (na foto acima) e a fazenda que pertenceu ao rei do futebol, Pelé.

As informações são do Portal Chaozão e a reportagem, originalmente escrita por Henrique Almeida, ficou entre as mais lidas do Canal Rural na última semana.

O sítio do programa televisivo, localizado em Itu, São Paulo, está disponível por R$ 7 milhões. O imóvel oferece uma estrutura preparada para turismo e criação de equinos. O local foi palco de diversas edições da atração e, além do apelo midiático, é considerado ideal para atividades de lazer.

Fazenda de Pelé

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Foto: Divulgação Chaozão

Outra propriedade que chama atenção é a fazenda de Pelé, situada em Juquiá, também no estado de São Paulo. Avaliada em R$ 35 milhões, a fazenda tem 661 hectares e é descrita como um local com grande potencial para atividades turísticas e comerciais, além de oferecer uma ampla estrutura para pecuária e agricultura.

De acordo com Geórgia Oliveira, CEO do Portal Chaozão, a compra de propriedades como essas exige não apenas um investimento financeiro considerável, mas também uma compreensão clara sobre o manejo e os custos operacionais de grandes fazendas.

Para os interessados, a lista destaca outras propriedades de alto valor no Brasil, mostrando que o setor de imóveis rurais de luxo segue em alta, com opções que atendem tanto a investidores quanto a quem busca um refúgio no campo sem abrir mão de conforto e infraestrutura.



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Probióticos ajudam a controlar doenças e promovem crescimento em mudas de café


Estudos recentes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), do Instituto Biológico de São Paulo (IB) e da Embrapa indicam que probióticos podem ser aliados importantes no controle de doenças e na promoção do crescimento de mudas de café.

Testes com dois probióticos comerciais formulados com Bacillus (Colostrum BIO 21 MIX e Colostrum BS), mostraram redução significativa na severidade de doenças do cafeeiro como ferrugem, mancha de phoma e mancha aureolada. Além disso, esses probióticos estimularam o desenvolvimento das mudas do cafeeiro.

De acordo com Guilherme de Freitas, que concluiu seu mestrado pela Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, os probióticos foram particularmente eficazes contra a ferrugem do cafeeiro, reduzindo sua severidade em até 95% nas mudas.

O produto Colostrum BIO 21 MIX contém uma mistura de Bacillus subtilis e várias bactérias do ácido lático (Lactobacillus spp, Enterococcus faecium e Pediococcus acidilactici entre outras) enquanto o Colostrum BS é composto apenas por células de Bacillus subtillis.

Além do controle de doenças, explica Freitas, os probióticos promoveram o crescimento das mudas de café, aumentando a massa fresca e seca da parte aérea, o volume radicular e a área foliar, o que pode estar relacionado à produção de fitohormônios pelas bactérias, bem como ao aumento na disponibilidade de nutrientes como fósforo e potássio do solo.

Foto: Carlos Alberto Meira/Embrapa

Wagner Bettiol, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP), destaca que a aplicação de probióticos também foi eficaz no controle de outras doenças. No caso da mancha de phoma, os probióticos Colostrum BIO 21 MIX e Colostrum BS reduziram a severidade em até 79%, enquanto para a mancha aureolada, a redução chegou a 56%.

Ferrugem impõe perdas de até 50%

O café, uma das culturas de maior importância nacional, é suscetível ao ataque de doenças que afetam diretamente a sua produtividade. Altos índices de severidade da ferrugem, principal doença da cultura, podem resultar em perdas de produção que variam de 35% a 50%, afirma a pesquisadora do Instituto Biológico Flavia Patrício, que também participou da pesquisa.

Ela conta que o uso de consórcios microbianos, como o presente no BIO 21 MIX, mostra-se promissor, pois combina microrganismos que atuam de forma sinérgica. A sua aplicação preventiva pode oferecer uma alternativa sustentável ao uso de agrotóxicos, contribuindo para a sanidade e a produtividade das plantações de café, uma vez que não existe produto biológico recomendado para o controle da mancha de phoma até o momento, de acordo com o Agrofit 2023. Contudo, há necessidade de se comprovar a sua eficiência no campo e a sua viabilidade econômica.

Como funcionam os probióticos nos cafezais

As bactérias do ácido lático produzem compostos como ácidos acético, lático e propiônico que são considerados determinantes na atividade antifúngica. Após serem administrados, os probióticos competem e impedem a adesão dos patógenos, produzem compostos antimicrobianos e estimulam a proliferação da microflora benéfica, além de também atuarem modulando o sistema imunológico do hospedeiro, no caso, o cafeeiro.

A utilização desses consórcios pode melhorar a saúde e a vitalidade das mudas de café desde as fases iniciais do cultivo, preparando-as para um crescimento mais vigoroso e sustentável quando transplantadas para o campo, estratégia que pode contribuir para o aumento da produtividade.

“Vale ressaltar também que as bactérias do ácido lático presentes nos probióticos são reconhecidas como seguras conforme estabelecido pela Administração Federal de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), e pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), portanto, podem ter maior agilidade para serem registrados para o segmento agrícola, ao serem comparados com produtos formulados com outras espécies ainda não estudadas”, explica Freitas.


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Deserto coberto por painéis solares na China traz benefícios ecológicos e melhora ambiente local



O desenvolvimento de parques solares em áreas desérticas tem se mostrado benéfico para o meio ambiente, conforme revela um estudo realizado na China. A pesquisa, publicada pela Nature, avaliou os efeitos ecológicos do Parque Fotovoltaico de Gonghe, no deserto de Qinghai.

A instalação fotovoltaica apresentou condições ambientais melhores dentro do parque em comparação com áreas de transição e fora do parque. A avaliação demonstrou que a presença dos painéis solares influenciou positivamente o microclima, o solo e a biodiversidade local.

Além de melhorar a qualidade ambiental da área, o parque contribuiu para a regulação do solo e microclima, bem como para a restauração da vegetação.

Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que as usinas solares não só desempenham um papel importante na mitigação da crise energética global, como também ajudam a melhorar a ecologia das áreas desérticas.

Além disso, a pesquisa sugere que as instalações fotovoltaicas em regiões áridas podem reduzir as emissões de carbono e gerar benefícios socioeconômicos ao promover o uso eficiente da terra.

Estudo do efeito dos painéis solares no deserto

Foi utilizando na pesquisa o modelo DPSIR (Driving-Pressure–Status–Impact-Response) para medir o impacto ambiental. O modelo é usado para avaliar as interações entre fatores ambientais, sociais e econômicos, descrevendo como as atividades humanas (força motriz) geram pressões sobre o meio ambiente, alterando seu estado, causando impactos e demandando respostas para mitigar esses efeitos.

O estudo destacou a necessidade de um monitoramento contínuo para garantir a segurança dos ecossistemas e o crescimento sustentável da indústria fotovoltaica. Isso é fundamental para maximizar os benefícios ambientais e minimizar possíveis impactos negativos no futuro.



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Chuvas em MG, RJ e SP superam média do mês todo em 24h; há mais risco de tempestade


Nas últimas 24 horas, várias localidades brasileiras foram afetadas por chuvas de extrema intensidade com volumes que, em alguns casos, superaram a média climatológica de todo o mês de outubro.

Segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as regiões mais afetadas foram Minas Gerais, Rio De Janeiro e São Paulo, com destaque para Itajubá (MG), que registrou 144 mm de chuva.

O município mineiro registrou em apenas 24 horas um volume de chuva superior à média a para todo o mês de outubro, que é de 118,4 mm. Isso significa que, em um único dia, a cidade recebeu mais chuva do que normalmente ocorre ao longo de todo o mês, evidenciando a intensidade do evento.

Em Mangaratiba (RJ), o acumulado de 119,7 mm se aproxima da média climatológica de outubro, que é de 129 mm. Por sua vez, Jales, no interior de São Paulo, registrou 99,8 mm de chuva nas últimas 24 horas, volume que também está muito próximo da média climatológica de outubro, que é de 106 mm.

Outras localidades afetadas

Além desses destaques, cidades como Santa Rita do Sapucaí (MG), que acumulou 141,8 mm, e Campos do Jordão (SP), com várias estações registrando entre 85 mm e 96 mm, também enfrentaram volumes expressivos de chuva, que podem trazer transtornos para a população local, como alagamentos e deslizamentos de terra.

Veja lista dos maiores volumes de chuva nas últimas 24h

  • Itajubá (MG) – 144 mm
  • Santa Rita do Sapucaí (MG) – 141,8 mm
  • Mangaratiba (RJ) – 119,7 mm
  • Itajubá – São Vicente (MG) – 105,8 mm
  • Jales (SP) – 99,8 mm
  • Maria da Fé – MG – 98,2 mm
  • Santa Rita do Sapucaí – Vista Alegre (MG) – 97 mm
  • Campos do Jordão – Vila Abernéssia (SP) – 96,7 mm
  • Campos do Jordão – Bela Vista (SP) – 95,4 mm
  • Itaguaí (RJ) – 91,2 mm
  • Piquete (SP) – 90,4 mm
  • Campos do Jordão – Monte Carlo (SP) – 89,2 mm
  • Campos do Jordão – Alto da Boa Vista (SP) – 87,8 mm
  • Três Corações (MG) – 86 mm
  • Campos do Jordão – Sabesp – Vila Britânia (SP) – 85,6 mm
  • Cachoeira Paulista (SP) – 85,2 mm
  • São José do Rio Preto (SP) – 84,2 mm
  • Careaçu (MG) – 81,8 mm
  • Lambari (MG) – 81,8 mm
  • Pouso Alegre – Cidade Jardim (MG) – 77,6 mm
  • Cruzeiro (SP) – 76,6 mm
  • Pouso Alegre – Faisqueira (MG) – 76,4 mm
  • Queimados (RJ) – 76,4 mm
  • Rio de Janeiro – Jacarepaguá (RJ) – 76 mm
  • Lavras da Mangabeira (CE) – 75,2 mm
  • Canas (SP) – 73,4 mm
  • Mendes (RJ) – 72,4 mm
  • Passa-Vinte (MG) – 72 mm
  • Lavrinhas (SP) – 71,6 mm
  • Avaré – Jardim Bom Sucesso II (SP) – 71,4 mm
  • Barra do Piraí (RJ) – 71 mm
  • Avaré – Jurumirim (SP) – 70,8 mm

Chuva alivia em SP, mas continua em MG e RJ

Neste domingo (20), o tempo segue instável em amplas áreas do Sudeste. A chuva seguirá concentrada em Minas Gerais e Rio de Janeiro, com perigo para tempestades (temporal e chuva volumosa) ao longo do dia. Essas áreas já receberam elevados volumes de chuva neste sábado (19) e continuam com tempo instável.

A chuva alivia em boa parte de São Paulo, ficando mais intensa na faixa de divisa com Minas e Rio de Janeiro. A chuva mais forte deve começar a migrar para o Espírito Santo, com alerta para temporais em todo estado ao longo deste domingo.



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Mel de açaí ganha destaque por benefícios à saúde e sabor sofisticado


O mel de abelhas africanizadas (Apis mellifera L.), produzido a partir da florada do açaizeiro, possui elevados níveis de compostos bioativos derivados da palmeira amazônica. Essas substâncias são reconhecidas por ter um papel importante na promoção e manutenção da saúde humana.

A descoberta é resultado da análise e comparação de méis com origens em diferentes regiões do Brasil e abre caminho para a valorização de um produto da sociobiodiversidade amazônica.

Para ser considerado um mel monofloral, o produto do trabalho das abelhas deve ter na sua origem a predominância de néctar da flor de uma determinada espécie vegetal. A legislação brasileira estabelece como critério para essa classificação a presença de pólen de uma única espécie superior a 45% em uma amostra de mel. 

Essa concentração em um tipo de florada confere ao mel características únicas no sabor, aroma e cor, além de propriedades funcionais específicas. No caso do mel de açaí, as amostras coletadas no município de Breu Branco (PA) e Santa Maria (PA) foram analisadas e comparadas com méis monoflorais de quatro origens: mel de aroeira, de Minas Gerais; mel de cipó-uva, do Distrito Federal; mel de Timbó, do Rio Grande do Sul; e mel do mangue, do Pará.

Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

De acordo com o pesquisador Daniel Santiago, da Embrapa Amazônia Oriental (PA) e um dos autores, a escolha desses méis para comparação se deve às propriedades funcionais e à presença de compostos bioativos que eles possuem, em especial o mel de aroeira, um dos mais valorizados do País.

Benefícios à saúde

As análises revelaram que o mel de açaí possui elevada capacidade antioxidante. Entre as amostras, o mel monofloral da palmeira amazônica superou em quatro vezes o mel de aroeira na avaliação dessa atividade.

“Isso sugere que os méis compostos predominantemente da florada do açaizeiro têm uma capacidade antioxidante mais forte, provavelmente devido a maiores concentrações de polifenóis e outros compostos bioativos”, afirmam os autores.

O professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) Nilton Muto, explica que os compostos bioativos, como os polifenóis presentes no mel de açaí, são substâncias encontradas em alimentos e, embora não sejam consideradas nutrientes essenciais (como vitaminas ou minerais), podem ter efeitos benéficos para a saúde. Eles ocorrem naturalmente em pequenas quantidades em plantas e animais e podem influenciar funções biológicas e processos metabólicos no organismo.

“Os polifenóis são uma classe de compostos bioativos e atuam como antioxidantes, neutralizando os radicais livres, e podem ter propriedades anti-inflamatórias, anticancerígenas e cardioprotetoras”, afirma Muto.

De acordo com a literatura científica, a maior concentração de compostos bioativos está relacionada à coloração do mel para um tom mais escuro. E isso se verificou na coloração das amostras de méis de açaí, que variaram de âmbar a âmbar escuro. No entanto, outros fatores também podem influenciar a coloração escura do mel, como os processos de desumidificação e a maturação do produto. “No caso do mel de açaí, ele fica escuro, quase totalmente negro, o que acaba se tornando um atrativo para o produto”, avalia o professor.

Fotos: Vinícius Braga/Embrapa

Quanto ao sabor do mel de açaí, o professor afirma que o produto foi muito bem avaliado pelos grupos de voluntários e analistas sensoriais. Ele não chega a ser tão doce quanto os demais e possui notas de café. “É um mel diferenciado. Acredito que será muito bem aceito pelo público em geral e facilmente incorporável na gastronomia”, observa o professor.

As análises da pesquisa também confirmaram a presença de vários compostos bioativos que a literatura científica relaciona a propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas, antimicrobianas e antitumorais no mel de açaí. Segundo Muto, a verificação dessas capacidades já é objeto de outras pesquisas em andamento.


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