sábado, julho 25, 2026

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seca extrema derruba produtividade e usinas antecipam colheita


Levantamento da empresa Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicou queda de produtividade por hectare na cana-de-açúcar colhida na região centro-sul do país, com média de 69,7 toneladas por hectare (t/ha) em setembro de 2024, em relação ao mesmo mês de 2023, quando houve média de 83,4 t/ha.

Nesta semana, a entidade patronal União da Indústria de Cana-de-açúcar e Biotecnologia (Unica) apontou adiantamento da colheita no estado, com 12 unidades finalizando a moagem até a segunda quinzena de outubro. No mesmo período da safra anterior, quatro usinas haviam concluído a moagem.

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A empresa, que faz monitoramento para o desenvolvimento de tecnologias no setor, observou ganho discreto na qualidade da matéria-prima por meio da medição de Açúcar Total Recuperável (ATR) na safra, ligeiramente acima em 2024, com 136,71 kg por tonelada de cana colhida.

A Unica observou melhoria mais acelerada entre seus associados, com 160,30 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar este ano contra 149,84 kg por tonelada na safra 2023/2024 – variação positiva de 6,98%. No acumulado da safra, o indicador foi de 142,23 kg de ATR por tonelada, alta de 1,03% em relação ao mesmo período no ano passado.

A Unica informou que operaram na primeira quinzena de outubro 255 unidades produtoras na região centro-sul, sendo 236 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período, na safra 23/24, operaram 259 unidades produtoras.

A associação mostrou ainda que, na primeira quinzena de outubro, as unidades produtoras da região centro-sul processaram 33,83 milhões de toneladas, enquanto na safra anterior haviam processado 32,93 milhões. O aumento foi de 2,75%.

No acumulado da safra 2024/2025 até 16 de outubro, a moagem atingiu 538,85 milhões de toneladas, 2,36% a mais do que os 526,43 milhões de toneladas registrados no mesmo período do ciclo anterior. Especialistas consultados pela Agência Brasil atribuíram o aumento a um adiantamento na colheita, medida usada para evitar perdas maiores na produtividade.

Diminuição esperada 

Segundo Maximiliano Salles Scarpari, pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o monitoramento realizado pelo projeto PrevClimaCana, do qual participa, indicava resultado abaixo de 2023 já no primeiro trimestre.

Ele destacou que o déficit já era anormal desde dezembro de 2023 e se acentuou no período entre março e outubro de 2024, sendo o mais longo medido pelo IAC desde 1934, quando começou a série do instituto. Como o ano de 2023 teve boa oferta hídrica e uma relação alta de tonelada de cana por hectare, a quebra de safra ficou mais evidente ainda com a seca extrema deste ano.

Maximiliano explicou que o aumento da moagem é uma estratégia comum do setor, que adequa a colheita para aproveitar o momento mais favorável, alterando o planejamento dentro da safra.

“As usinas vão antecipando áreas, e o rendimento da colheita dentro da safra foi bom. Para o futuro, a tendência é que terão mais tempo para se preparar para a próxima safra, com manutenção de equipamentos de colheita e moagem”, afirmou o pesquisador, destacando que a manutenção de um cenário de seca deve levar a uma segunda safra afetada, pois a brotação, que já começa agora, teve impacto.

A extensão desse dano, porém, só será mensurável a partir de meados de dezembro e, de forma mais clara, no final do primeiro trimestre de 2025.

“A cana este ano foi praticamente colhida, por ter sido um ano de déficit hídrico alto. Poucas áreas ainda não foram colhidas, e a tendência é de fechamento com t/ha baixa, o que, a depender do estoque, pode impactar os preço de açúcar e álcool. Isso não tem como reverter, mas pode ser amenizado com técnicas de irrigação”, completou Scarpari.

Tal estratégia, porém, dependerá de concessão de novas outorgas de uso de água que, ao menos em São Paulo, têm sido autorizadas de maneira criteriosa e dando preferência ao uso no abastecimento das cidades.

Para os produtores, acrescenta, uma alternativa que tem sido discutida e mesmo aconselhada é o uso de seguros paramétricos pelos produtores, baseados em critérios de produtividade, seja na quantidade (para t/ha) ou qualidade (para ATR). Essa medida amenizou o impacto, principalmente frente às queimadas, às quais o setor atribuiu impacto da ordem de R$ 1 bilhão em prejuízos neste ano.

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

Preparação da cana

As variedades de cana brasileiras são selecionadas para tolerar cenário de seca, segundo o pesquisador Vinicius Bufon, da Empresa brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Meio Ambiente).

Como mais da metade da produção da matéria-prima ocorrem em áreas de cerrado ou de transição para cerrado, com chuvas e estiagens concentradas e oscilando em período de cinco a sete meses, a planta é bastante rústica e sobrevive à intempérie, mas “sempre haverá redução do potencial produtivo como consequência. Isso agrava à medida que a produção de cana migra para o cerrado mais interior, mas também nas regiões produtoras tradicionais, à medida que as mudanças climáticas trazem eventos de seca mais frequentes e mais intensos”, alerta Bufon.

Ele lembrou que uma seca como a deste ano pode gerar perdas ainda maiores, o que ocorreu em algumas usinas acompanhadas, onde se perdeu mais de 15 t/ha entre 2023 e 2024. Há tecnologias, com aplicação recomendada para as lavouras, que podem amenizar o cenário, em especial a adoção de irrigação em parte da produção.

“O sistema irrigado de produção pode ser adotado, principalmente, em duas modalidades. A primeira é a irrigação de salvamento, que entrega uma única aplicação de água, imediatamente após a colheita, de cerca de 30 a 60 milímetros (mm). Isso corresponde a aproximadamente 4% da demanda hídrica da cultura durante uma safra, mas tem grande efeito em garantir a brotação. A segunda alternativa, chamada de irrigação deficitária, ou irrigação por déficit controlado, entrega de 20% a 25% da demanda hídrica da cultura durante a safra”, defende.

A diferença, segundo o pesquisador, é que o método de irrigação de salvamento pode ser adotado em 30% a 50% da lavoura, especialmente nos canaviais colhidos de maio a setembro, período mais seco, enquanto a técnica de irrigação deficitária poderia ser adotada em 5% a 15% da lavoura, sobretudo nos canaviais com solo mais limitante, mais arenoso, no período de 15 de julho a 15 de setembro, historicamente o mais crítico em regiões de cerrado.

“O restante do canavial, de 40% a 70%, poderia ficar estritamente dependentes da chuva, mas colhido nas pontas mais úmidas da safra, de março a maio e de setembro a novembro”, completa.

A Embrapa não recomenda o uso de irrigação plena em nenhuma hipótese e sempre após análise dos órgãos de controle, o que tem favorecido o reconhecimento das técnicas de produção irrigada como ferramenta sustentável mundialmente.

“A pressão inflacionária vivida em cada um desses eventos de seca tende a acelerar o processo. E essa expectativa não é só brasileira. O mundo espera muito do Brasil para suprir a crescente demanda mundial por segurança alimentar e biocombustíveis, por exemplo. Felizmente, temos tecnologia sustentável para ofertar, temos agricultores inovadores e competentes, e esperamos que o arcabouço de políticas públicas e linhas de financiamento possam criar estímulos e segurança jurídica necessários para o produtor tomar o risco do investimento que, apensar de muito viável, demanda muito investimento”, recomendou Bufon.

As outorgas de exploração foram suspensas em alguns períodos críticos, principalmente em São Paulo, e a recuperação do nível dos poços nos principais aquíferos não tem ocorrido todos os anos, como destacou a reportagem da Agência Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Venda de flores pode aumentar até 7% para o Dia de Finados



Dia de Finados representa 3% do total anual de vendas do setor




Foto: Seane Lennon

O Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) projeta um aumento de 6% a 7% nas vendas de flores durante o Dia de Finados deste ano, em comparação com a mesma data de 2023. O principal fator por trás desse crescimento é a expectativa de um menor número de viagens, já que o feriado ocorre em um sábado, sem possibilidade de emenda dos dias de folga, o que deve aumentar as visitas aos cemitérios. Finados, que representa 3% do total anual de vendas do setor.

Segundo o diretor do Ibraflor, Renato Opitz, embora as novas gerações não visitem os cemitérios com a mesma frequência que seus pais e avós, as homenagens aos entes queridos continuam sendo feitas de outras formas. Muitos optam por colocar flores em jardins, locais frequentados pelos falecidos, ou em ambientes domésticos, como ao lado de porta-retratos e quadros, em uma maneira mais íntima de relembrar os entes queridos.

Essa mudança no comportamento dos consumidores está impulsionando transformações no mercado de floricultura, que precisa se adaptar às novas demandas e formas de celebração. Ainda assim, o Dia de Finados mantém sua relevância, movimentando a produção e o comércio de flores em todo o país, conforme apontou o Ibraflor.

Renato Opitz ressalta que há uma boa oferta de produtos, com crisântemos, kalanchoes e calandivas permanecendo entre as flores mais procuradas para a data. No entanto, ele destaca o aumento na demanda por rosas em vaso neste ano.





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Abapa elege nova diretoria para o biênio 2025/2026


A nova diretoria que liderará a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) para o biênio 2025/2026, foi escolhida nesta terça-feira (29) pelos cotonicultores associados.

A eleição ocorreu em assembleia e contou com chapa única, na qual Alessandra Zanotto Costa foi eleita presidente, tendo Paulo Almeida Schmidt como primeiro vice-presidente.

Alessandra, que até então ocupava o cargo de primeira vice-presidente, sucede Luiz Carlos Bergamaschi na presidência.

“Esse é o primeiro passo de um caminho que espero percorrer ao lado de muita gente que esteve e estará ao meu lado daqui em diante. Quero fazer uma gestão agregadora, onde os associados tenham um canal de comunicação cada vez mais acessível e que a Abapa seja um apoio importante, não somente para a sustentabilidade da cultura, mas também para os negócios da região, ” afirmou a nova presidente.

Luiz Carlos Bergamaschi e Alessandra Zanotto | Foto: Divulgação/ Abapa

Ela também ressaltou a importância de ouvir os associados. “Acredito que todos os que farão parte dessa diretoria terão esse cuidado, o de ouvir com muita atenção o que os associados anseiam para garantirmos a prosperidade no setor algodoeiro baiano. Vamos juntos atuar de forma coletiva com todos os nossos principais stakeholders: as instituições irmãs, as empresas parceiras, a sociedade, o governo e a imprensa. Para mim, ocupar esse lugar é um privilégio e uma honra, e vai ser sinônimo de cuidado e de trabalho intenso para o crescimento de todos. “, disse.

Resultados do Biênio 2023/2024

Durante a assembleia, foram também apresentados os resultados das ações, projetos e programas realizados no último biênio (2023/2024), sob o comando do presidente Luiz Carlos Bergamaschi.

Em sua fala, Bergamaschi ressaltou os retornos obtidos em frentes como os programas de capacitação para trabalhadores do setor agrícola, ações de sustentabilidade, projetos de expansão do mercado de algodão baiano e a construção da nova sede e do novo laboratório de análises de fibras da Abapa, destacando o apoio recebido.

“Reafirmo que o nosso papel na associação é defender o produtor, o associado. Agradeço profundamente ao apoio recebido dos conselhos gestor, consultivo e fiscal. Este é também o momento de reconhecer o trabalho dos colaboradores e parceiros históricos. Tivemos muitas melhorias e os resultados foram apresentados e comprovados, tudo isso graças ao empenho de uma equipe comprometida. Todo esse apoio durante a gestão teve como foco fortalecer e demonstrar que a agricultura brasileira se pauta pela responsabilidade e credibilidade”, afirmou Bergamaschi.

Nova diretoria

Alessandra Zanotto, é a segunda mulher a ocupar o principal cargo da instituição. A primeira foi a produtora rural, Isabel da Cunha nos biênios 2011/2012 e 2013/2014.

A nova diretoria da Abapa, que inicia seu mandato em 2025, ficou composta com os seguintes conselhos:

Diretor:

• Presidente: Alessandra Zanotto Costa

• Primeiro Vice-presidente: Paulo Almeida Schmidt

• Segundo Vice-presidente: Douglas Orth

• Primeira Secretária: Patrícia Kioko Portolese Morinaga

• Segunda Secretária: Ana Paula Franciosi

• Primeira Tesoureira: Elisa Zancanaro Zanella

• Segunda Tesoureira: Liliana de Oliveira Zempulski

Fiscal:

• Primeiro Titular: Miguel da Cunha Gonçalves Prado

• Segundo Titular: Cézar Augusto Tumelero Busato

• Terceiro Titular: Rodolfo Thiago Mengarda

• Primeiro Suplente: João Antonio Gorgen

• Segundo Suplente: Marcelo Leomar Kappes

• Terceiro Suplente: Douglas Daniel Di Domenico

Consultivo:

• Arlindo de Azevedo Moura

• Celestino Zanella

• Isabel da Cunha

• João Carlos Jacobsen Rodrigues

• Júlio Cézar Busato

• Luiz Carlos Bergamaschi

• Walter Yukio Horita


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exportações têm leve impulso; spot segue lento



As exportações de arroz ganharam um leve impulso ao longo da última semana, segundo apontam levantamentos do Cepea

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Conforme o Centro de Pesquisas, a demanda externa se expandiu para outras microrregiões do Rio Grande do Sul, principalmente na Fronteira Oeste e na Campanha, diante da retração vendedora nas proximidades do porto de Rio Grande. 

Já o mercado spot de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue com as negociações em ritmo lento. Pesquisadores explicam que agentes mostram preferência por comercializar o produto já depositado e, com isso, se mantêm afastados de compras externas. 

Parte dos produtores, por sua vez, está concentrada nas atividades de campo envolvendo a nova safra, diminuindo as vendas ao mercado interno. Outros estão no aguardo de uma maior definição nas cotações, ainda de acordo com levantamentos do Cepea.



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Espanha contabiliza 60 mortes após enchentes devastadoras da tempestade Dana



A tempestade Dana (Depressão Isolada em Níveis Altos) trouxe destruição em várias regiões da Espanha, especialmente no sul e leste do país, resultando em mais de 60 mortes confirmadas e centenas de pessoas resgatadas de enchentes e inundações severas, segundo informações da Deutsche Welle.

Na Comunidade Valenciana e em Málaga, as chuvas intensas transformaram ruas em rios, arrastaram veículos e obrigaram autoridades a usarem helicópteros para salvar moradores isolados em áreas de risco.

As autoridades ativaram avisos de perigo extremo (alerta vermelho) em diversas províncias, enquanto o governo espanhol mobilizou um comitê de crise, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, para coordenar os esforços de resgate e minimizar os impactos.

As tempestades ocorrem após uma severa seca, com cientistas apontando o aumento de eventos climáticos extremos como uma consequência das mudanças climáticas, agravadas por atividades humanas como o desenvolvimento urbano e o desmatamento.



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Brasil anuncia abertura de mercado no Gabão para sementes de milho, sorgo, braquiária e soja



O governo brasileiro anunciou, em nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a aprovação da proposta fitossanitária pelo Gabão para exportação de sementes de milho, sorgo, braquiária e soja.

A decisão representa um avanço importante para o agronegócio brasileiro, que atinge sua 191ª abertura de mercado em 2024 e soma um total de 269 novas aberturas em 61 países desde o início de 2023.

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O Gabão é um mercado em expansão para o agronegócio brasileiro. Apenas entre janeiro e setembro deste ano, as importações gabonesas de produtos agrícolas do Brasil já ultrapassaram US$ 49 milhões, superando os US$ 46 milhões registrados em 2023.

Esse crescimento reflete o esforço contínuo do Mapa e do MRE na promoção de parcerias internacionais, ampliando a presença do Brasil no cenário global de exportação agrícola.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço ao produtor se mantém em alta em setembro



Valorização do leite cru em setembro se explica pela maior competição dos laticínios


Foto: Divulgação

Como esperado pelos agentes do setor, o preço do leite captado em setembro seguiu em alta. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que, em setembro, a “Média Brasil” fechou a R$ 2,8657/litro, 3,3% acima da do mês anterior e 33,8% maior que a registrada em setembro/23, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de setembro). Apesar de o preço do leite pago ao produtor acumular avanço real de 36,4% desde o início de 2024, a média de janeiro a setembro deste ano (de R$ 2,58/litro) é 4,7% inferior à do mesmo período de 2023.

A valorização do leite cru em setembro se explica pela maior competição dos laticínios e cooperativas na compra de matéria-prima – num contexto em que a oferta vinha crescendo de forma lenta, devido ao clima mais seco (sobretudo no Sudeste e Centro-Oeste) e aos estoques de lácteos em volumes abaixo do normal.





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Produção de grãos no Brasil deve crescer 27% em dez anos, impulsionada por soja, milho e trigo



A produção de grãos no Brasil deverá alcançar 379 milhões de toneladas nos próximos dez anos, marcando um crescimento de 27%, de acordo com o estudo Projeções do Agronegócio 2023/2024 a 2033/2034, divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Embrapa. A soja, o milho de segunda safra e o trigo continuam como principais impulsionadores desse crescimento.

Com a área plantada projetada para expandir em 15,5%, o Brasil atingirá 92,2 milhões de hectares cultivados, destacando a produtividade e o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas como fatores chave para essa expansão sustentável.

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Entre os produtos de destaque, a soja deve crescer 25,1%, enquanto o milho de segunda safra, o feijão e o trigo também terão aumentos significativos. Para o diretor de Análise Econômica do Mapa, Silvio Farnese, “o apoio a áreas de baixa produtividade é essencial para sustentar o aumento da produção e garantir sustentabilidade ao setor”.

O estudo projeta que a produção de soja atingirá 199,4 milhões de toneladas, enquanto o milho alcançará 153,1 milhões de toneladas, atendendo tanto à demanda interna quanto às exportações. No café, o crescimento esperado é de 31,9%, atingindo uma produção de 72 milhões de sacas, sustentada por um aumento na demanda interna e internacional.

Além dos grãos, a produção de proteínas animais também deve se expandir. O estudo aponta um crescimento de 28,4% na produção de aves, seguido por suínos (27,5%) e bovinos (10,2%). As exportações de carne brasileira, apoiadas por novos acordos comerciais, devem crescer, fortalecendo a posição do Brasil no mercado internacional.

A publicação completa está disponível no site do Ministério da Agricultura e Pecuária.



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Lácteos: setor vê 2025 positivo, mas com desafios para garantir rentabilidade



O setor lácteo brasileiro previu hoje que 2025 será positivo, mas com alguns desafios para a manutenção da rentabilidade da atividade no médio prazo.

Em reunião em Porto Alegre entre lideranças do setor industrial e dos produtores gaúchos, durante encontro mensal do Conseleite, o economista e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, disse que a estabilidade dos preços do leite vem sendo mantida por um crescimento econômico projetado em 3% do PIB para 2024, sustentado pela expansão do crédito, consumo das famílias e gastos do governo.

“No entanto, um arrojo maior nos investimentos é necessário para sustentar o desenvolvimento no longo prazo”, alertou Carvalho em nota do Conseleite.

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“A importação tende a seguir elevada, pois o produto importado está mais competitivo. A medida do governo para limitar a importação tirou o laticínio da jogada, mas as compras seguem via tradings e varejistas”, disse o pesquisador. “O que preocupa é que nossa produção está perdendo participação no abastecimento doméstico”, alertou.

De janeiro a setembro de 2024, a importação de lácteos cresceu 6%. A avaliação do setor é de que a importação reflete questões de mercado uma vez que, enquanto o preço do leite em pó no Brasil é de R$ 27,87, o importado chega ao Brasil a R$ 20,28.

Para o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, é preciso tornar a produção doméstica mais competitiva e citou o exemplo do setor avícola: “Com base na redução de custos por quilo, se conseguiu elevar o consumo interno, expandir produção e, só então, achar o caminho das exportações”, comparou.

Ainda conforme o comunicado, Glauco Carvalho apresentou dados que confirmam o impacto dos episódios climáticos na produção brasileira. Segundo ele, as enchentes no Rio Grande do Sul promoveram um declínio imediato de 750 mil litros/dia na bacia leiteira gaúcha no mês de maio. “O impacto foi continuado e, apesar do patamar de produção ter se recuperado, verifica-se, no campo, uma difícil retomada. O principal motivo é a falta de comida abundante para acelerar a produção das vacas, o que indica que a coleta a pleno só deve ocorrer em um novo ciclo de produção de forragens.”

Os impactos climáticos na produção não se limitaram ao Rio Grande do Sul. De acordo com dados da Embrapa, em setembro, houve aumentos de até 3ºC na temperatura em um cinturão que cruza o Brasil de Sul e Norte.

“Isso teve muito impacto na produção nos últimos meses”, salientou o especialista, sinalizando que a situação deve se normalizar no próximo trimestre com temperaturas e precipitações mais próximas da média histórica.



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Galo segura empate com o River e está na final da Libertadores


O Atlético-MG é o primeiro finalista da edição 2024 da Copa Libertadores da América. A vaga na decisão veio após o Galo segurar um empate sem gols com o River Plate (Argentina), na noite desta terça-feira (29) em pleno estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires.

A equipe mineira chegou à sua segunda final de Copa Libertadores graças à vantagem construída na partida de ida das semifinais, na qual derrotou o River por 3 a 0 em Belo Horizonte. Agora o Atlético-MG aguarda o confronto entre Botafogo e Peñarol (Uruguai), na próxima quarta-feira (30), para conhecer o seu adversário na decisão. O alvinegro venceu o confronto de ida por 5 a 0.

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O torcedor do River Plate fez uma grande festa no Monumental de Núñez para tentar apoiar a sua equipe, que precisava ao menos marcar três gols para conseguir decidir a classificação na cobrança de pênaltis. Porém, a equipe comandada pelo técnico argentino Gabriel Milito mostrou coragem e maturidade para lidar com a pressão criada pelo adversário. O grande destaque foi o goleiro Everson, que realizou defesas difíceis, em especial na etapa final.

A decisão da Copa Libertadores será disputada no dia 30 de novembro, no Estádio Monumental de Nuñez.



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