O governo francês continua mobilizado para bloquear a ratificação do acordo entre União Europeia e Mercosul, disse a ministra do Comércio do país, Sophie Primas, durante sessão de perguntas de parlamentares ao governo.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
“Se este acordo é bom para o comércio, não é bom para a agricultura e o ambiente”, afirmou ela, notando que é preciso convencer os legisladores europeus de que há outro arranjo possível.
Saiba como o clima irá se comportar nesta quinta-feira (31) em todo o Brasil:
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Sul
A infiltração marítima favorece pancadas de chuva entre o leste de Santa Catarina e do Paraná, e no litoral norte do Rio Grande do Sul. No interior da região e nas demais áreas do estado gaúcho, o sol predomina, com temperaturas mais elevadas.
Sudeste
O tempo instável persiste em boa parte da região. Há previsão de pancadas de chuva com trovoadas entre o Espírito Santo e o centro-norte de Minas Gerais, onde não se descarta chuva forte em alguns períodos do dia. Na metade sul de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e na faixa leste e litoral paulista, são esperadas pancadas de chuva isoladas. No interior de São Paulo e em parte do Triângulo Mineiro, o tempo permanece firme.
Centro-Oeste
O tempo segue firme, com sol entre poucas nuvens em Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. Em Mato Grosso e na metade norte de Goiás, o sol aparece entre nuvens e há previsão de chuva a qualquer hora, que pode ser forte, principalmente sobre Mato Grosso. As temperaturas permanecem altas, com sensação de calor, especialmente em Mato Grosso do Sul.
Nordeste
Áreas de instabilidade provocam pancadas de chuva no sul, sudoeste e oeste da Bahia, sul do Piauí e do Maranhão. No litoral de Pernambuco e da Paraíba pode chover de forma isolada, enquanto nas demais áreas da região o tempo se mantém firme.
Norte
O tempo estará mais fechado, com possibilidade de chuva forte em alguns períodos na metade leste do Amazonas, Rondônia, centro-sul do Pará e em Tocantins. Não há previsão de chuva em Belém, no Pará, e em Macapá, no Amapá.
Nesta quarta-feira (30), a delegação da Aprosoja Mato Grosso deu andamento à agenda de compromissos na China, com o compromisso de estreitar parcerias e compartilhar conhecimentos. Os encontros concentraram-se na realização de pesquisas conjuntas sobre as características dos solos e as variações climáticas que impactam a produtividade agrícola em Mato Grosso.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Agenda da associação
O dia iniciou no Escritório de Assuntos Exteriores e no Departamento de Agricultura de Harbin, um dos principais centros de produção de grãos da China. A delegação foi recebida por Kai Li, do Departamento de Relações Exteriores, e Li Zhijia, vice-diretor do Departamento de Agricultura.
Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT, apresentou a entidade, com destaque às práticas sustentáveis, principais projetos e os desafios no armazenamento de grãos no Brasil. Ele convidou as autoridades chinesas a conhecer os Centros de Tecnologias do Conhecimento do Agronegócio (CTECNOs) para avaliar a qualidade e sustentabilidade do grão brasileiro.
Outro tema discutido foi a proposta de um intercâmbio direto de informações entre Harbin e Mato Grosso sobre dados de produção, já que a fonte atual é o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Queremos entender como as diferenças climáticas entre Brasil e China impactam a produtividade dos grãos e estamos abertos para parecerias de pesquisas”, afirmou Li Zhijia.
A comitiva também visitou a Jiusan Group, uma das maiores empresas de processamento de soja da China. Liu Yueshu destacou a relevância do Brasil como fornecedor, afirmando que cerca de 70% da soja importada vem do país, devido ao seu alto teor de proteína, essencial para o processamento. Durante a visita, Ge Shufeng sublinhou a importância de conhecer as práticas sustentáveis do Brasil para garantir segurança nas compras.
A agenda incluiu uma visita à Yihai Kerry Arawana Holdings Co, empresa que processa milho, soja, trigo e amendoim. Fernando Ferri, vice-presidente sul da Aprosoja MT, expressou orgulho ao ver a soja mato-grossense processada para o mercado chinês. “É gratificante saber que nossa produção chega à mesa do consumidor no maior mercado do mundo”, ressaltou.
Nathan Belusso, diretor-financeiro da Aprosoja MT, enfatizou a importância de alianças estratégicas para fortalecer o mercado mato-grossense, especialmente em uma província que é um celeiro agrícola da China, onde se concentram muitas indústrias de soja.
Durante a missão, a delegação da Aprosoja MT planeja convidar empresas e cooperativas que investem na China para discutir como podem contribuir para melhorar o sistema de armazenamento das produções no Brasil.
O mercado brasileiro da soja deve ter um dia de preços firmes nesta quarta-feira (30). A Bolsa de Mercadorias de Chicago apresenta ganhos moderados, enquanto o dólar segue forte frente ao real, próximo a R$5,80 nesta manhã. Nesse cenário, negócios pontuais devem ser fechados.
Na terça-feira (29), o mercado brasileiro não registrou grandes negócios. Os preços internos ficaram mistos, com algumas praças com firmeza, enquanto a disponibilidade do produto continua escassa e os produtores estão focados no plantio.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Preços da soja no Brasil
Passo Fundo (RS): R$ 134,00/saca de 60 kg
Missões (RS): R$ 133,00/saca
Porto de Rio Grande (RS): R$ 142,00/saca
Cascavel (PR): R$ 139,00/saca
Porto de Paranaguá (PR): R$ 144,00/saca
Rondonópolis (MT): R$ 147,00/saca (preço anterior de R$ 149,00)
Dourados (MS): R$ 140,00/saca
Rio Verde (GO): R$ 134,00/saca
Chicago
Os contratos futuros da soja para novembro/24 apresentam alta de 0,28%, a US$ 9,68 por bushel. O mercado tenta uma recuperação técnica após quatro pregões consecutivos de queda, quando foi pressionado pela ampla oferta do grão.
O cenário externo também favorece a correção, com o avanço do petróleo em Nova York e a desaceleração do dólar frente a outras moedas. Além disso, o movimento positivo é reforçado por relatos de redução nas exportações do Brasil, maior exportador global, e pelo aumento das importações europeias.
Câmbio
O dólar comercial opera com alta de 0,35%, a R$5,7827. O Dollar Index registra alta de 0,10%, a 104,290 pontos.
O setor lácteo brasileiro projeta um 2025 positivo, mas com alguns desafios para a manutenção da rentabilidade da atividade no médio prazo. A projeção alicerçada em estudos capitaneados pela Embrapa Gado de Leite foi debatida na manhã desta terça-feira (29/10) entre lideranças do setor industrial e dos produtores gaúchos durante reunião mensal do Conseleite, na sede do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS), em Porto Alegre (RS).
Em uma apresentação densa e repleta de reflexões que dialogam com a realidade do Rio Grande do Sul, o economista e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, alertou que a estabilidade dos preços do leite vem sendo mantida por um crescimento econômico projetado em 3% do PIB para 2024, sustentado pela expansão do crédito, consumo das famílias e gastos do governo. No entanto, um arrojo maior nos investimentos é necessário para sustentar o desenvolvimento no longo prazo, alerta Carvalho. No setor lácteo, há ameaças reais no horizonte, entre elas, está a falta de competitividade do leite brasileiro frente aos importados, que seguem ingressando no Brasil a taxas crescentes. A apresentação do especialista foi viabilizada por meio de parceria entre o Conseleite, Sindilat/RS e a Fecoagro.
Com produção estagnada, o mercado brasileiro torna-se um prato cheio para a produção externa. De janeiro a setembro de 2024, a importação de lácteos cresceu 6%. Um cenário motivado apenas por questões de mercado uma vez que, enquanto o preço do leite em pó no Brasil é de R$ 27,87, o importado chega ao Brasil a R$ 20,28. “A importação tende a seguir elevada, pois o produto importado está mais competitivo. A medida do governo para limitar a importação tirou o laticínio da jogada, mas as compras seguem via tradings e varejistas”, disse citando também a abertura de um nicho de companhias que vêm operando no porcionamento de produtos para redistribuição no mercado interno. “O que preocupa é que nossa produção está perdendo participação no abastecimento doméstico”, alertou.
O segredo para o equilíbrio está em tornar a produção nacional mais competitiva, reduzindo custos de produção. Um modelo que, segundo o presidente do Sindilat/RS, Guiherme Portella, já foi exitoso ao fundamentar a expansão do setor avícola brasileiro. “Com base na redução de custos por quilo, se conseguiu elevar o consumo interno, expandir produção e, só então, achar o caminho das exportações”, comparou. Segundo ele, a tendência deve estar atrelada à valorização do produtor eficiente, independentemente do tamanho e produção mensal.
Outra potencialidade indicada pelo pesquisador da Embrapa é a exploração de nichos de maior valor agregado e que trabalhem o consumo dentro da fatia populacional que o Brasil dispõe hoje, com boa parte da população mais velha. Com o baixo crescimento demográfico e com a renda relativamente estagnada na última década, o caminho é explorar potencialidade e funcionalidades, criando demandas em novas faixas de idade e renda. “Aqui temos o papel da inovação e a possibilidade de trabalhar itens diferentes para rendas diferentes. É importante explorar nichos de mercado e inovar, para melhorar as vendas”.
Segundo ele, a rentabilidade das operações com produtos como leite UHT e queijo muçarela vem reduzindo no tempo, sendo necessários importantes ganhos de eficiência na indústria para manter rentabilidade, citando características intrínsecas do mercado lácteo que o colocam nessa situação, como alta pulverização industrial, baixo poder de negociação e achatamento de margens no setor.
Riscos do clima
Glauco Carvalho apresentou dados que confirmam o impacto dos episódios climáticos na produção brasileira. Segundo ele, as enchentes no Rio Grande do Sul promoveram um declínio imediato de 750 mil litros/dia na bacia leiteira gaúcha no mês de maio. O impacto foi continuado e, apesar do patamar de produção ter se recuperado, verifica-se, no campo, uma difícil retomada. O principal motivo é a falta de comida abundante para acelerar a produção das vacas, o que indica que a coleta a pleno só deve ocorrer em um novo ciclo de produção de forragens.
Os impactos climáticos na produção não se limitaram ao RS. De acordo com dados da Embrapa, no mês de setembro, houve aumentos de até 3°C na temperatura em um cinturão que cruza o Brasil de Sul e Norte. “Isso teve muito impacto na produção nos últimos meses”, salientou o especialista, sinalizando que a situação deve se normalizar no próximo trimestre com temperaturas e precipitações mais próximas da média histórica.
As chuvas ocorridas em importantes regiões produtoras de café em outubro promoveram uma boa florada nas lavouras, melhorando as expectativas de produtores para a safra 2025/26.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Segundo pesquisadores do Cepea, o momento agora é de intensificar os tratamentos visando transformar a maior quantidade possível dessas flores em carga para o ano que vem. Para que o pegamento ocorra de forma satisfatória, é fundamental a continuidade das chuvas.
Caso contrário, pesquisadores do Cepea explicam que pode haver o abortamento das flores e dos chumbinhos, acarretando em mais perdas significativas de café na próxima temporada.
Exportadores dos Estados Unidos relataram venda de 273.048 toneladas de milho para destinos não revelados, com entrega em 2024/25, informou nesta quarta-feira (30), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O ano comercial 2024/25 começou em 1º de setembro de 2024.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Os exportadores dos EUA são obrigados a relatar qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity feita em um único dia ou vendas de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino até o dia seguinte.
Levantamento da empresa Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicou queda de produtividade por hectare na cana-de-açúcar colhida na região centro-sul do país, com média de 69,7 toneladas por hectare (t/ha) em setembro de 2024, em relação ao mesmo mês de 2023, quando houve média de 83,4 t/ha.
Nesta semana, a entidade patronal União da Indústria de Cana-de-açúcar e Biotecnologia (Unica) apontou adiantamento da colheita no estado, com 12 unidades finalizando a moagem até a segunda quinzena de outubro. No mesmo período da safra anterior, quatro usinas haviam concluído a moagem.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
A empresa, que faz monitoramento para o desenvolvimento de tecnologias no setor, observou ganho discreto na qualidade da matéria-prima por meio da medição de Açúcar Total Recuperável (ATR) na safra, ligeiramente acima em 2024, com 136,71 kg por tonelada de cana colhida.
A Unica observou melhoria mais acelerada entre seus associados, com 160,30 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar este ano contra 149,84 kg por tonelada na safra 2023/2024 – variação positiva de 6,98%. No acumulado da safra, o indicador foi de 142,23 kg de ATR por tonelada, alta de 1,03% em relação ao mesmo período no ano passado.
A Unica informou que operaram na primeira quinzena de outubro 255 unidades produtoras na região centro-sul, sendo 236 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período, na safra 23/24, operaram 259 unidades produtoras.
A associação mostrou ainda que, na primeira quinzena de outubro, as unidades produtoras da região centro-sul processaram 33,83 milhões de toneladas, enquanto na safra anterior haviam processado 32,93 milhões. O aumento foi de 2,75%.
No acumulado da safra 2024/2025 até 16 de outubro, a moagem atingiu 538,85 milhões de toneladas, 2,36% a mais do que os 526,43 milhões de toneladas registrados no mesmo período do ciclo anterior. Especialistas consultados pela Agência Brasil atribuíram o aumento a um adiantamento na colheita, medida usada para evitar perdas maiores na produtividade.
Diminuição esperada
Segundo Maximiliano Salles Scarpari, pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o monitoramento realizado pelo projeto PrevClimaCana, do qual participa, indicava resultado abaixo de 2023 já no primeiro trimestre.
Ele destacou que o déficit já era anormal desde dezembro de 2023 e se acentuou no período entre março e outubro de 2024, sendo o mais longo medido pelo IAC desde 1934, quando começou a série do instituto. Como o ano de 2023 teve boa oferta hídrica e uma relação alta de tonelada de cana por hectare, a quebra de safra ficou mais evidente ainda com a seca extrema deste ano.
Maximiliano explicou que o aumento da moagem é uma estratégia comum do setor, que adequa a colheita para aproveitar o momento mais favorável, alterando o planejamento dentro da safra.
“As usinas vão antecipando áreas, e o rendimento da colheita dentro da safra foi bom. Para o futuro, a tendência é que terão mais tempo para se preparar para a próxima safra, com manutenção de equipamentos de colheita e moagem”, afirmou o pesquisador, destacando que a manutenção de um cenário de seca deve levar a uma segunda safra afetada, pois a brotação, que já começa agora, teve impacto.
A extensão desse dano, porém, só será mensurável a partir de meados de dezembro e, de forma mais clara, no final do primeiro trimestre de 2025.
“A cana este ano foi praticamente colhida, por ter sido um ano de déficit hídrico alto. Poucas áreas ainda não foram colhidas, e a tendência é de fechamento com t/ha baixa, o que, a depender do estoque, pode impactar os preço de açúcar e álcool. Isso não tem como reverter, mas pode ser amenizado com técnicas de irrigação”, completou Scarpari.
Tal estratégia, porém, dependerá de concessão de novas outorgas de uso de água que, ao menos em São Paulo, têm sido autorizadas de maneira criteriosa e dando preferência ao uso no abastecimento das cidades.
Para os produtores, acrescenta, uma alternativa que tem sido discutida e mesmo aconselhada é o uso de seguros paramétricos pelos produtores, baseados em critérios de produtividade, seja na quantidade (para t/ha) ou qualidade (para ATR). Essa medida amenizou o impacto, principalmente frente às queimadas, às quais o setor atribuiu impacto da ordem de R$ 1 bilhão em prejuízos neste ano.
Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa
Preparação da cana
As variedades de cana brasileiras são selecionadas para tolerar cenário de seca, segundo o pesquisador Vinicius Bufon, da Empresa brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Meio Ambiente).
Como mais da metade da produção da matéria-prima ocorrem em áreas de cerrado ou de transição para cerrado, com chuvas e estiagens concentradas e oscilando em período de cinco a sete meses, a planta é bastante rústica e sobrevive à intempérie, mas “sempre haverá redução do potencial produtivo como consequência. Isso agrava à medida que a produção de cana migra para o cerrado mais interior, mas também nas regiões produtoras tradicionais, à medida que as mudanças climáticas trazem eventos de seca mais frequentes e mais intensos”, alerta Bufon.
Ele lembrou que uma seca como a deste ano pode gerar perdas ainda maiores, o que ocorreu em algumas usinas acompanhadas, onde se perdeu mais de 15 t/ha entre 2023 e 2024. Há tecnologias, com aplicação recomendada para as lavouras, que podem amenizar o cenário, em especial a adoção de irrigação em parte da produção.
“O sistema irrigado de produção pode ser adotado, principalmente, em duas modalidades. A primeira é a irrigação de salvamento, que entrega uma única aplicação de água, imediatamente após a colheita, de cerca de 30 a 60 milímetros (mm). Isso corresponde a aproximadamente 4% da demanda hídrica da cultura durante uma safra, mas tem grande efeito em garantir a brotação. A segunda alternativa, chamada de irrigação deficitária, ou irrigação por déficit controlado, entrega de 20% a 25% da demanda hídrica da cultura durante a safra”, defende.
A diferença, segundo o pesquisador, é que o método de irrigação de salvamento pode ser adotado em 30% a 50% da lavoura, especialmente nos canaviais colhidos de maio a setembro, período mais seco, enquanto a técnica de irrigação deficitária poderia ser adotada em 5% a 15% da lavoura, sobretudo nos canaviais com solo mais limitante, mais arenoso, no período de 15 de julho a 15 de setembro, historicamente o mais crítico em regiões de cerrado.
“O restante do canavial, de 40% a 70%, poderia ficar estritamente dependentes da chuva, mas colhido nas pontas mais úmidas da safra, de março a maio e de setembro a novembro”, completa.
A Embrapa não recomenda o uso de irrigação plena em nenhuma hipótese e sempre após análise dos órgãos de controle, o que tem favorecido o reconhecimento das técnicas de produção irrigada como ferramenta sustentável mundialmente.
“A pressão inflacionária vivida em cada um desses eventos de seca tende a acelerar o processo. E essa expectativa não é só brasileira. O mundo espera muito do Brasil para suprir a crescente demanda mundial por segurança alimentar e biocombustíveis, por exemplo. Felizmente, temos tecnologia sustentável para ofertar, temos agricultores inovadores e competentes, e esperamos que o arcabouço de políticas públicas e linhas de financiamento possam criar estímulos e segurança jurídica necessários para o produtor tomar o risco do investimento que, apensar de muito viável, demanda muito investimento”, recomendou Bufon.
As outorgas de exploração foram suspensas em alguns períodos críticos, principalmente em São Paulo, e a recuperação do nível dos poços nos principais aquíferos não tem ocorrido todos os anos, como destacou a reportagem da Agência Brasil.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Seane Lennon
O Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) projeta um aumento de 6% a 7% nas vendas de flores durante o Dia de Finados deste ano, em comparação com a mesma data de 2023. O principal fator por trás desse crescimento é a expectativa de um menor número de viagens, já que o feriado ocorre em um sábado, sem possibilidade de emenda dos dias de folga, o que deve aumentar as visitas aos cemitérios. Finados, que representa 3% do total anual de vendas do setor.
Segundo o diretor do Ibraflor, Renato Opitz, embora as novas gerações não visitem os cemitérios com a mesma frequência que seus pais e avós, as homenagens aos entes queridos continuam sendo feitas de outras formas. Muitos optam por colocar flores em jardins, locais frequentados pelos falecidos, ou em ambientes domésticos, como ao lado de porta-retratos e quadros, em uma maneira mais íntima de relembrar os entes queridos.
Essa mudança no comportamento dos consumidores está impulsionando transformações no mercado de floricultura, que precisa se adaptar às novas demandas e formas de celebração. Ainda assim, o Dia de Finados mantém sua relevância, movimentando a produção e o comércio de flores em todo o país, conforme apontou o Ibraflor.
Renato Opitz ressalta que há uma boa oferta de produtos, com crisântemos, kalanchoes e calandivas permanecendo entre as flores mais procuradas para a data. No entanto, ele destaca o aumento na demanda por rosas em vaso neste ano.
A nova diretoria que liderará a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) para o biênio 2025/2026, foi escolhida nesta terça-feira (29) pelos cotonicultores associados.
A eleição ocorreu em assembleia e contou com chapa única, na qual Alessandra Zanotto Costa foi eleita presidente, tendo Paulo Almeida Schmidt como primeiro vice-presidente.
Alessandra, que até então ocupava o cargo de primeira vice-presidente, sucede Luiz Carlos Bergamaschi na presidência.
“Esse é o primeiro passo de um caminho que espero percorrer ao lado de muita gente que esteve e estará ao meu lado daqui em diante. Quero fazer uma gestão agregadora, onde os associados tenham um canal de comunicação cada vez mais acessível e que a Abapa seja um apoio importante, não somente para a sustentabilidade da cultura, mas também para os negócios da região, ” afirmou a nova presidente.
Luiz Carlos Bergamaschi e Alessandra Zanotto | Foto: Divulgação/ Abapa
Ela também ressaltou a importância de ouvir os associados. “Acredito que todos os que farão parte dessa diretoria terão esse cuidado, o de ouvir com muita atenção o que os associados anseiam para garantirmos a prosperidade no setor algodoeiro baiano. Vamos juntos atuar de forma coletiva com todos os nossos principais stakeholders: as instituições irmãs, as empresas parceiras, a sociedade, o governo e a imprensa. Para mim, ocupar esse lugar é um privilégio e uma honra, e vai ser sinônimo de cuidado e de trabalho intenso para o crescimento de todos. “, disse.
Resultados do Biênio 2023/2024
Durante a assembleia, foram também apresentados os resultados das ações, projetos e programas realizados no último biênio (2023/2024), sob o comando do presidente Luiz Carlos Bergamaschi.
Em sua fala, Bergamaschi ressaltou os retornos obtidos em frentes como os programas de capacitação para trabalhadores do setor agrícola, ações de sustentabilidade, projetos de expansão do mercado de algodão baiano e a construção da nova sede e do novo laboratório de análises de fibras da Abapa, destacando o apoio recebido.
“Reafirmo que o nosso papel na associação é defender o produtor, o associado. Agradeço profundamente ao apoio recebido dos conselhos gestor, consultivo e fiscal. Este é também o momento de reconhecer o trabalho dos colaboradores e parceiros históricos. Tivemos muitas melhorias e os resultados foram apresentados e comprovados, tudo isso graças ao empenho de uma equipe comprometida. Todo esse apoio durante a gestão teve como foco fortalecer e demonstrar que a agricultura brasileira se pauta pela responsabilidade e credibilidade”, afirmou Bergamaschi.
Nova diretoria
Alessandra Zanotto, é a segunda mulher a ocupar o principal cargo da instituição. A primeira foi a produtora rural, Isabel da Cunha nos biênios 2011/2012 e 2013/2014.
A nova diretoria da Abapa, que inicia seu mandato em 2025, ficou composta com os seguintes conselhos:
Diretor:
• Presidente: Alessandra Zanotto Costa
• Primeiro Vice-presidente: Paulo Almeida Schmidt
• Segundo Vice-presidente: Douglas Orth
• Primeira Secretária: Patrícia Kioko Portolese Morinaga
• Segunda Secretária: Ana Paula Franciosi
• Primeira Tesoureira: Elisa Zancanaro Zanella
• Segunda Tesoureira: Liliana de Oliveira Zempulski
Fiscal:
• Primeiro Titular: Miguel da Cunha Gonçalves Prado
• Segundo Titular: Cézar Augusto Tumelero Busato
• Terceiro Titular: Rodolfo Thiago Mengarda
• Primeiro Suplente: João Antonio Gorgen
• Segundo Suplente: Marcelo Leomar Kappes
• Terceiro Suplente: Douglas Daniel Di Domenico
Consultivo:
• Arlindo de Azevedo Moura
• Celestino Zanella
• Isabel da Cunha
• João Carlos Jacobsen Rodrigues
• Júlio Cézar Busato
• Luiz Carlos Bergamaschi
• Walter Yukio Horita
Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!