sexta-feira, julho 24, 2026

Agro

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Boi: negócios já chegam à marca dos R$ 330/arroba



Levantamentos do Cepea já apontam negócios na marca de R$ 330,00/arroba no estado de São Paulo, com o Indicador do Boi Gordo Cepea/B3, que representa negócios no mercado spot paulista com bois a partir de 16 arrobas, fechando a R$ 320,90 nessa terça-feira (5) – valor à vista e livre de Funrural. 

Ao longo de outubro, o Indicador Cepea/B3 acumulou ganho de 16%, à média de R$ 301,13, valor elevado na série deflacionada, mas ainda abaixo das cotações prevalecentes entre meados de 2020 e de 2022. 

Em novembro/20, foi alcançada a máxima da série deflacionada do Indicador Cepea/B3, de R$ 354,54. Segundo pesquisadores do Cepea, com a volta do período das chuvas, a oferta para abate deve se recuperar à medida que as pastagens também se recuperam e os animais ganham peso. 

No atacado da Grande SP, a carne com osso continua em alta, ainda conforme pesquisas do Cepea. No acumulado de outubro, o aumento da carcaça casada de boi foi de 17%. Neste começo de novembro, a média do “boi casado” opera na casa dos R$ 22,00/quilo.



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Suínos: preços atingem máximas nominais


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Foto: Governo Federal

Os preços do suíno vivo e da carne vêm subindo com mais força neste começo de novembro, atingindo as máximas nominais das séries históricas do Cepea, iniciadas em 2022 para o animal e em 2009 para a carcaça. 

Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem sobretudo da maior demanda doméstica típica desse período do mês (pagamento dos salários). 

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Além disso, a procura externa pela carne suína também segue aquecida, levando agentes da indústria a intensificar a busca por novos lotes de animais em peso ideal para abate.

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Mercado de leite desacelera, mas cenário segue positivo



Mercado de leite e derivados apresentou comportamento distinto ao longo do mês




Foto: Pixabay

O mercado de leite e derivados apresentou comportamento distinto ao longo do mês de outubro. O leite UHT foi o derivado mais afetado, com maior pressão de vendas na indústria. Para o consumidor final, a alta de preços do UHT em 12 meses foi de12,9%, enfraquecendo a demanda. Queijo muçarela também desacelerou de preços, ainda que em ritmo inferior.

O mercado de leite em pó fracionado seguiu mais firme, já que vários laticínios reduziram sua participação no mix de fabricação, em função da concorrência com o produto importado. Naturalmente, com o retorno do período chuvoso e crescimento da safra, os preços tendem a desacelerar nos próximos meses.

As sinalizações dos Conseleites para o pagamento do leite entregue em outubro indicaram movimentos distintos, com alta no RS e em SC e recuo no PR e MG. Apesar deste movimento contraditório, as cotações mostraram enfraquecimento na comparação com os indicadores do mês anterior. 





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Brasil abre mercado em Singapura para exportação de lagostas vivas



O governo brasileiro anunciou com satisfação a recente aprovação sanitária pelo governo de Singapura, permitindo a exportação de lagostas vivas do Brasil para o país. Esta nova autorização representa um marco importante para o agronegócio brasileiro, que alcança sua 195ª abertura de mercado em 2024, totalizando 273 aberturas em 61 destinos desde o início do ano.

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A autorização para as lagostas vivas complementa a abertura anterior, em fevereiro, do mercado de Singapura para carnes e produtos derivados de ovinos, além de extrato de carne bovina. Nos primeiros nove meses de 2024, Singapura já importou aproximadamente US$ 540 milhões em produtos agrícolas do Brasil, evidenciando o potencial do mercado brasileiro na área de exportação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Federarroz vê cenário de oportunidades e desafios para o arroz brasileiro com eleição de Donald Trump nos EUA



Federarroz destaca o potencial para o arroz brasileiro




Foto: Pixabay

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) avaliou o impacto da reeleição de Donald Trump para o agronegócio, especialmente para o mercado de arroz. Com a expectativa de um fortalecimento das políticas de apoio aos agricultores norte-americanos, como maior acesso a crédito e seguros agrícolas, o setor agropecuário dos EUA deve ganhar mais competitividade global, o que pode representar desafios ao arroz brasileiro, que já enfrenta altos custos de produção e restrições impostas por políticas internas e pressões externas.

No entanto, o novo cenário pode trazer oportunidades, especialmente na América Central e Caribe. A possibilidade de manutenção ou ampliação de embargos comerciais dos EUA contra países como Cuba e Nicarágua abre uma janela para o Brasil expandir sua presença nessas regiões. A Federarroz destaca o potencial para o arroz brasileiro consolidar-se em mercados como o México, que tem sido pouco expressivo na balança comercial brasileira do arroz. Essa abertura pode impulsionar as exportações brasileiras e auxiliar na recuperação de mercados essenciais para o setor.

Outro fator importante é o fortalecimento do dólar frente ao real, que pode alcançar valores acima de R$ 6,00. Isso favoreceria as exportações brasileiras de arroz, tornando o produto nacional mais competitivo em relação ao norte-americano. Atualmente, com o arroz dos EUA recém-colhido e o Brasil na entressafra, a diferença de preço entre os produtos dos dois países é de apenas US$ 1,00 por saca de 50 kg. Para o primeiro semestre de 2025, a Federarroz projeta um cenário de ampla oferta no Mercosul, com a colheita estimada em cerca de 16 milhões de toneladas, o que pode contribuir para fortalecer as exportações brasileiras.

Além disso, a intensificação da guerra comercial entre EUA e China, caso continue no novo mandato de Trump, pode beneficiar o Brasil, com a China ampliando suas importações de commodities brasileiras, inclusive arroz.


 





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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia e clima no futuro do agro



Redução do impacto ambiental é um dos objetivos



A tecnologia, como a agricultura regenerativa e a análise de dados, tem sido essencial para aumentar a produtividade
A tecnologia, como a agricultura regenerativa e a análise de dados, tem sido essencial para aumentar a produtividade – Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro enfrenta desafios crescentes com os impactos das mudanças climáticas, especialmente nas regiões de fronteira entre a Amazônia e o Cerrado, onde, segundo a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, a viabilidade de 74% das terras agrícolas pode estar comprometida até 2060. Em meio a esse cenário, o Rabobank, atuando no Brasil há mais de 35 anos, tem desempenhado um papel significativo no apoio ao setor com soluções financeiras e estratégicas voltadas para uma transição sustentável.

Em outubro, Els Kamphof, membro do Conselho Global do Rabobank, visitou operações no Brasil e se impressionou com as tecnologias sustentáveis adotadas pelos produtores locais. Kamphof destacou a importância da inovação brasileira em práticas agrícolas sustentáveis, que servem de exemplo global para impulsionar o crescimento do setor em direção a um futuro mais resiliente e equilibrado.

A tecnologia, como a agricultura regenerativa e a análise de dados, tem sido essencial para aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental. O Rabobank tem incentivado a disseminação dessas práticas, reforçando a necessidade de unir sustentabilidade ambiental e financeira para impulsionar mudanças significativas no sistema alimentar.

Além do valor econômico, o agronegócio brasileiro é crucial para a segurança alimentar mundial, posicionando o país como um dos maiores exportadores agrícolas. Segundo Kamphof, o avanço tecnológico e as práticas sustentáveis adotadas no Brasil fazem do setor um modelo a ser seguido, destacando seu papel como motor de inovação para enfrentar desafios globais.

 





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Trump eleito e Selic em 11,25%; o que vem por aí



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca o aumento da Selic para 11,25% e os impactos da vitória de Trump nas eleições americanas, que reacendem o Trump trade e elevam o dólar globalmente.

No Brasil, a volatilidade se mantém com atenção às medidas fiscais de Haddad.



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Chuva forte e nebulosidade tomam conta do país; confira a previsão



Novembro está sendo marcado pelas pancadas de chuva. As cinco regiões brasileiras convivem com precipitações a qualquer momento nesta quinta-feira (7). Confira:

Sul

A chuva aumenta em boa parte da faixa Sul da Região. A condição climática será de muita nebulosidade nos três estados, com previsão de chuva de moderada a forte intensidade. Nesse contexto, a única área que fica fora é a região Sul do Rio Grande do Sul, onde o sol predomina.

Sudeste

A chuva avança novamente sobre o estado de São Paulo e a faixa oeste de Minas Gerais, com muita nebulosidade e chuva ao longo do dia. Nas demais áreas, incluindo a faixa central e leste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o sol aparece entre muitas nuvens, com previsão de pancadas isoladas de chuva.

Centro-Oeste

A chuva continuará presente nos quatro estados da região, com muita nebulosidade e fortes pancadas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Nordeste

O tempo permanece instável na faixa sul do Maranhão, Piauí e no oeste da Bahia, com previsão de pancadas de chuva de forte intensidade. Nas demais áreas, o sol predomina, com previsão de pancadas isoladas apenas entre o litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte.

Norte

A chuva estará presente sobre o Amazonas, no sul do Pará, em Tocantins, no leste do Acre, além de em Rondônia e Roraima, com previsão de pancadas de forte intensidade ao longo do dia. Nas demais áreas, o sol aparece, mas há previsão de pancadas isoladas à tarde devido ao calor e à umidade da região.



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AgroNewsPolítica & Agro

Câmara debate renegociação de dívidas de produtores gaúchos



Resolver a situação do agro gaúcho é essencial



O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) também fez duras críticas à resposta das autoridades
O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) também fez duras críticas à resposta das autoridades – Foto: Agencia Brasil

A Comissão de Agricultura e a comissão externa da Câmara dos Deputados discutiram, nesta terça-feira (5), a renegociação das dívidas dos produtores rurais do Rio Grande do Sul, fortemente impactados pelas enchentes de maio. O deputado Afonso Hamm (PP-RS), da Frente Parlamentar da Agropecuária, destacou o desespero dos produtores e pediu urgência na extensão dos prazos de pagamento e no acesso ao crédito para garantir a próxima safra.

Durante o debate, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) elogiou a união dos parlamentares gaúchos, mas criticou a falta de sensibilidade das autoridades em Brasília. Ele reforçou a importância de ouvir diretamente os agricultores e enfatizou que o setor agropecuário gaúcho é vital para a economia nacional. Para ele, resolver a situação do agro gaúcho é essencial.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) também fez duras críticas à resposta das autoridades, destacando que os produtores não foram responsáveis pelas perdas e precisam de um fundo garantidor para continuar trabalhando. Segundo ele, as promessas feitas até agora são insuficientes diante das perdas bilionárias, e cobrou medidas concretas para auxiliar os agricultores.

“O produtor tem ouvido discursos vazios e desrespeitosos. Promessas como o repasse de R$ 400 milhões são insuficientes frente às perdas bilionárias. Esses discursos nos agridem, porque, na verdade, escondem um disfarce”, declarou.

Representantes de entidades, como Graziele de Camargo, do Movimento SOS Agro RS, lamentaram a burocracia que tem dificultado o acesso ao crédito. A coordenadora ressaltou que os agricultores precisam de soluções reais e imediatas para recuperar suas produções.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Empréstimos bancários chineses em setembro devem aumentar com apoio político


Logotipo Reuters

PEQUIM, 9 de outubro (Reuters) – Os novos empréstimos em yuan da China provavelmente aumentaram em setembro em relação a agosto, mostrou uma pesquisa da Reuters na quarta-feira, à medida que o banco central intensifica o estímulo para impulsionar a economia em dificuldades em direção à meta de crescimento deste ano.

Os bancos provavelmente emitiram 1,87 trilhão de yuans (US$ 264,75 bilhões) em novos empréstimos líquidos em yuans no mês passado, mostrou a mediana das estimativas de 16 economistas.
Isso mais que dobraria os 900 bilhões de yuans emitidos em agosto, mas ficaria aquém dos 2,31 trilhões de yuans emitidos no mesmo mês do ano anterior.

Em um esforço para estimular a economia em declínio, o banco central revelou no final de setembro seu pacote de estímulo monetário mais agressivo desde a pandemia da COVID-19, juntamente com amplo suporte ao mercado imobiliário, incluindo cortes nas taxas de hipotecas.

O banco central prometeu mais flexibilização da política monetária.

Os líderes chineses também se comprometeram a implementar “gastos fiscais necessários” para atingir a meta de crescimento deste ano de cerca de 5%.

Na terça-feira, o chefe do planejador estatal da China disse que o país estava “totalmente confiante” em atingir a meta de crescimento de 2024, mas se absteve de introduzir medidas fiscais mais fortes, decepcionando os investidores que apostaram que mais apoio político seria necessário para que a economia voltasse a se recuperar.

Os empréstimos em yuan pendentes provavelmente aumentaram 8,3% em setembro em relação ao ano anterior, mostrou a pesquisa, abaixo dos 8,5% em agosto. O número previsto marcaria um novo recorde de baixa, destacando a fraca confiança das famílias e das empresas, apesar das taxas de juros mais baixas.

Os principais índices de Wall Street fecharam em alta na terça-feira, com os investidores mudando seu foco para os próximos dados de inflação e o início da temporada de lucros do terceiro trimestre.

O crescimento da oferta de moeda M2 em setembro foi de 6,4%, um pouco acima dos 6,3% de agosto.

Qualquer aceleração na emissão de títulos do governo para reanimar a economia pode ajudar a impulsionar o crescimento no financiamento social total (TSF), uma medida ampla de crédito e liquidez. O crescimento do TSF em circulação desacelerou para 8,1% em agosto, de 8,2% em julho.

O Ministério das Finanças da China detalhará planos de estímulo fiscal para impulsionar a economia em uma entrevista coletiva no sábado, informou o principal escritório de informações do governo na quarta-feira, sinalizando políticas mais enérgicas para reativar o crescimento.

Os governos locais emitiram 2,83 trilhões de yuans em títulos especiais, ou 90% desses títulos usados ​​para construção de projetos neste ano, até o final de setembro, disse o planejador estadual.

Além disso, o governo central emitiu 1 trilhão de yuans em títulos especiais de ultralongo prazo planejados para este ano para financiar grandes projetos, de acordo com o planejador estatal.

Em setembro, o TSF provavelmente saltou de 3,03 trilhões de yuans em agosto para 3,73 trilhões de yuans, mostrou a pesquisa.

A previsão é que os dados sejam divulgados entre 10 e 15 de outubro.
($1 = 7,0633 yuan renminbi chinês)

Reportagem de Ella Cao e Kevin Yao; Edição de Kim Coghill





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