sexta-feira, julho 24, 2026

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Brasil não pode ficar refém da relação com EUA, afirma ministro da Agricultura



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil tem de respeitar a posição mais protecionista do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mas que não deve ficar refém dessa relação.

“Ele fez uma campanha numa plataforma mais protecionista. Queremos ter relações comerciais com toda a América do Sul, com os Estados Unidos, com a Europa, mas também não precisamos ficar reféns dessa situação. O fortalecimento do Brics e o fortalecimento dos países do Sul Global são fundamentais para ampliarmos as nossas negociações”, disse Favaro a jornalistas no Uruguai, onde cumpriu agenda na quarta-feira (6).

Fávaro afirmou ter “quase convicção” de que algumas declarações e posições de Trump tendem a ficar restritas ao período eleitoral. “A eleição talvez exacerbe algumas manifestações, mas a realidade governando é outra. Por isso, eu tenho certeza que os Estados Unidos continuarão tendo um protagonismo importante para o mundo, para a América Latina, para a Ásia e para o Oriente Médio na nova gestão de Donald Trump”, observou.

Para o ministro, uma ampliação das relações diplomáticas e comerciais do Brasil com os países do Sul Global “supera qualquer protecionismo” a ser adotado por outros países. “Neste Sul Global, temos grande densidade populacional com Índia, China, Japão, toda a Ásia, além de todo o Oriente Médio com países com muitos recursos. E temos a América do Sul com grande densidade populacional e países bem estabilizados”, ponderou.

Fávaro voltou a afirmar que vê necessidade de a União Europeia (UE) “despertar” para maior diálogo com países de fora do bloco. “O tempo dos países colonizadores ficou para trás. Nós queremos ter uma excelente relação com a comunidade europeia, defendemos a formalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, mas que isso seja feito de forma respeitosa e que garanta a soberania de todos os países”, disse.

Para o ministro, tanto no acordo entre os blocos quanto em outras políticas públicas medidas unilaterais e de transgressão da soberania nacional não serão bem-sucedidas. “Vejo com bons olhos a manifestação positiva da União Europeia em voltar a discutir o tema da lei antidesmatamento, uma legislação aprovada de forma unilateral, desrespeitosa e transgredindo a soberania dos nossos países”, criticou Favaro. “Mas só o fato de eles concordarem em rediscutir é a consciência de que avançaram demais”, acrescentou.

O Brasil, apoiado pelos demais países da América do Sul, pediu à Comissão Europeia a prorrogação e revisão da nova lei ambiental do bloco, que proíbe a importação de commodities ligadas a desmatamento a partir de dezembro de 2020. O adiamento da entrada em vigor da lei, previsto para 31 de dezembro, depende ainda da validação do Conselho e do Parlamento Europeu.

Fávaro afirmou que a contrariedade do Brasil em relação à lei europeia não se deve “à falta de respeito ao meio ambiente ou práticas sustentáveis na produção”. “Queremos e já estamos com várias políticas de boas práticas de sustentabilidade em todos os nossos países (da América do Sul), mas queremos discutir com eles sentados à mesa e não sendo de cima para baixo, de forma unilateral”, disse.



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Negacionismo climático de Trump pode beneficiar agro brasileiro, diz Apex



Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil no mundo, perdendo apenas para a China. A eleição do presidente norte-americano Donald Trump, confirmada nessa quarta-feira (6), deve acirrar as relações entre as duas maiores economias do mundo.

Essa é a avaliação do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), Jorge Viana.

Além disso, para ele, o novo mandatário da Casa Branca já demonstrou em seu mandato anterior (2017 a 2021) que vai na contramão do mundo ao não reconhecer os impactos das mudanças climáticas.

“Os eventos extremos climáticos estão afetando a produção agrícola nos Estados Unidos, inclusive favorecendo o Brasil no caso do algodão e do milho”.

Para Viana, o posicionamento de Trump a respeito de como enfrentar os efeitos do aquecimento global tendem a gerar desafios aos líderes globais, incluindo ao Brasil, que agora chefia o G20.

Segundo ele, além disso, outro desafio ao país se dará no ano que vem, quando o presidente Lula deve presidir os Brics, bloco que conta, entre outros países, com Rússia, China e Índia, concorrentes diretos dos Estados Unidos.

Assim, mesmo que os desafios aumentem, Viana acredita que cabe ao Brasil focar no apoio a quem quer plantar, produzir e exportar. “É isso o que a Apex está fazendo aqui na Ásia, que é o grande mercado comprador do mundo, com mais de 1/3 da população do planeta, três bilhões de pessoas e um PIB de 30 trilhões de dólares”, diz Viana, em relação à missão da Apex Brasil no Sudeste Asiático.



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Dourados (MS) ultrapassa 80% no plantio de soja; veja os dados da semeadura



O plantio da safra de soja 2024/25 em Dourados, sul de Mato Grosso do Sul, atingiu 85% da área de 223 mil hectares planejada para esta temporada. Apesar das chuvas irregulares na região, elas têm sido suficientes para manter boas condições de umidade, essenciais para o desenvolvimento das lavouras.

No município, as plantas seguem em bom crescimento, entre as fases de germinação e desenvolvimento vegetativo. A expectativa é que o plantio seja concluído até o fim dessa semana.

Além disso, as previsões climáticas para novembro indicam chuvas mais regulares, o que ajudará a normalizar o regime de precipitações na região e beneficiará ainda mais o desenvolvimento das lavouras.

Números estimados em Mato Grosso do Sul

De acordo com o levantamento da Safras & Mercado, a área de soja cultivada no estado de Mato Grosso do Sul deve atingir 4,350 milhões de hectares na safra 2024/25, o que representa um aumento de 1,9% em relação aos 4,290 milhões de hectares plantados na temporada anterior. Até o dia 1º de novembro, o plantio no estado atingiu 65% da área prevista, superior aos 50% registrados na semana anterior aos 59% no mesmo período de 2023. A média histórica para o período nos últimos cinco anos é de 56,8%.

A produção estimada para a safra de soja de 2024/25 é de 15,582 milhões de toneladas, o que representaria um aumento de 19,3% em relação ao número de 13,062 milhões de toneladas da safra passada. O rendimento médio das lavouras deve ser de 3.600 quilos por hectare, superior aos 3.060 quilos por hectare obtidos no ano anterior.



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Tendências globais de equipamentos agrícolas na EIMA 2024



Em 2023, as exportações globais de tratores totalizaram US$ 23 bilhões



A produção global de máquinas agrícolas alcançou um pico de US$ 210 bilhões em 2021
A produção global de máquinas agrícolas alcançou um pico de US$ 210 bilhões em 2021 – Foto: Pixabay

Durante a EIMA 2024, a Agrievolution, coalizão de 13 associações globais, apresentou as principais tendências do setor de equipamentos agrícolas e produção. O Secretário-Geral Charlie O’Brien e o Presidente Ignacio Ruiz destacaram o crescimento regional diversificado na produção de culturas, que impulsiona a mecanização, mas também apontaram as flutuações na demanda por equipamentos, afetada pela instabilidade econômica, com altas taxas de juros e inflação. 

Entre as tendências globais de longo prazo, o número de estabelecimentos e funcionários no setor de máquinas agrícolas aumentou entre 2011 e 2021, especialmente na Ásia, enquanto a Europa viu uma queda. A produção global de máquinas agrícolas alcançou um pico de US$ 210 bilhões em 2021, com US$ 80 bilhões em exportações, com a Europa permanecendo um ator-chave no mercado. Em 2023, as exportações globais de tratores totalizaram US$ 23 bilhões, com um potencial de crescimento de 37%. Outros equipamentos, como semeadoras, colheitadeiras e pulverizadores, também mostraram grande potencial de expansão.

A situação regional foi abordada, com destaque para a recuperação da agricultura na Argentina após a seca de 2023, com aumentos significativos nas vendas de tratores e pulverizadores em agosto. Contudo, o mercado argentino enfrenta incertezas políticas. Na China, a demanda por tratores grandes está em declínio, refletindo preços baixos dos grãos e menor poder de compra. Já na França, a escassez de cereais causou uma queda nas vendas de equipamentos, com uma previsão de redução de 15% em 2024, com uma leve recuperação em 2025. 

Nos Estados Unidos, a queda na renda líquida das fazendas e o estoque de equipamentos usados estão impactando negativamente o mercado, com uma previsão de queda nas vendas. As perspectivas globais para o setor de máquinas agrícolas permanecem mistas, com algumas regiões em recuperação e outras enfrentando desafios contínuos.

 





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Ciclone bomba deve levar tempestades e ventania a região brasileira



Após uma semana de chuvas intensas no Sul do país, a promessa é de precipitações ainda mais fortes a partir da próxima terça-feira (12) por conta da possível formação de um ciclone bomba no Oceano Atlântico, próximo ao litoral da Região.

Esse fenômeno ocorre quando há uma queda rápida da pressão atmosférica no centro de um sistema ciclônico, uma condição conhecida como ciclogênese explosiva.

Para que seja classificado como “ciclone bomba”, ele precisa ter uma queda de 24 milibares ou mais em 24 horas. Esse processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes, criando um forte gradiente de pressão que intensifica o ciclone rapidamente.

Características do ciclone

De acordo com a Climatempo, esse tipo de sistema costuma apresentar características específicas:

  • Intensificação rápida: uma queda de 24 milibares em 24 horas
  • Ventos intensos: a baixa pressão gera ventos muito fortes e chuvas intensas, embora a previsão indique que a chuva não deva afetar diretamente o Brasil

Impactos no Brasil

Os modelos meteorológicos apontam que, embora o sistema não deva atingir o território brasileiro diretamente, ele pode contribuir para o aumento da intensidade dos ventos em grande parte do Sul durante seu processo de intensificação.

Esse fenômeno pode trazer rajadas de vento significativas para regiões próximas ao litoral, afetando principalmente o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Segundo a Climatempo, as condições do ciclone estão sendo acompanhadas de perto, uma vez que sistemas meteorológicos podem sofrer variações significativas durante seu desenvolvimento.

Contudo, as principais ferramentas meteorológicas, como o GFS (modelo norte-americano) e o ECMWF (europeu), seguem indicando a intensificação do sistema sobre o mar na próxima terça-feira, mantendo a expectativa de um ciclone bomba.



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Exportações de carne de frango crescem em volume e receita em outubro



As exportações brasileiras de carne de frango, considerando o produto in natura e o processado, registrou alta de 15,4% em outubro, de acordo com levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Ao todo, foram embarcadas 463,5 mil toneladas no décimo mês deste ano, contra 401,7 mil toneladas no mesmo período do ano anterior.

De acordo com a entidade, a alta em receita foi ainda mais expressiva, chegando a 25%, com US$ 904,4 milhões registrados em outubro deste ano, contra US$ 723,5 milhões no mesmo mês de 2023.

Exportações de carne de frango no ano

No acumulado entre janeiro e outubro, as comercializações de carne de frango ao exterior somam alta de 2%, com 4,38 milhões de toneladas, ante 4,29 milhões de toneladas em 2023. De acordo com a ABPA, a receita acumulada no período chegou a US$ 8,177 bilhões, saldo 1,5% menor em relação ao ano anterior, com US$ 8,301 bilhões.

Na análise por destinos, a China (principal importador) registrou elevação de 30,4% em outubro, com 53,5 mil toneladas neste ano. Em seguida, estão:

  • Japão: 39,9 mil toneladas (+19,2%);
  • México: 35 mil toneladas (+21,6%);
  • Emirados Árabes Unidos: 31 mil toneladas (-11,7%); e
  • Filipinas: 24,6 mil toneladas (73,9%)

Crescimento estratégico

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avalia que houve notável crescimento em diversos mercados estratégicos, que são destinos de produtos com alto valor agregado, casos de China, Japão e União Europeia, com crescimento acima de dois dígitos no mês.

“Parte do expressivo crescimento da receita em outubro se deve a esse movimento de comércio. O mercado global também segue pressionado por questões relacionadas à Influenza Aviária. Como a produção industrial do Brasil é livre da enfermidade, os exportadores avícolas seguem com elevada demanda”, afirma.

De acordo com a Associação, entre os estados que mais exportaram o produto em outubro, destacam-se:

  • Paraná: 190 mil toneladas (+14,3% em relação ao ano anterior);
  • Santa Catarina: 105,5 mil toneladas (+27,1%);
  • Rio Grande do Sul: 56 mil toneladas (-2,8%);
  • São Paulo: 28,7 mil toneladas (+13%); e
  • Goiás: 18,9 mil toneladas (+6%).



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Entidades do agro defendem continuidade dos incentivos fiscais em São Paulo



O agronegócio paulista, representado por diversas entidades, manifestou profunda preocupação com a possível extinção dos incentivos fiscais de ICMS, em uma nota dirigida ao governador do estado de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas.

As entidades ressaltam que a manutenção desses incentivos é essencial para assegurar a competitividade, sustentabilidade e desenvolvimento do setor, além de garantir a preservação de investimentos e a geração de empregos em várias regiões do estado.

A recente aprovação da Emenda Constitucional 132/2023, que introduz o princípio da tributação no destino, é vista como um avanço na modernização do sistema tributário nacional. No entanto, a retirada dos incentivos fiscais em um momento de transição pode ser considerada um retrocesso, comprometendo os esforços para aumentar a arrecadação durante a adaptação ao novo sistema.

Os representantes do agronegócio apontaram que outros estados têm mantido e até ampliado seus incentivos fiscais para atrair investimentos e fortalecer suas economias. A eliminação dos incentivos em São Paulo poderia enfraquecer a posição do estado no cenário nacional do agronegócio.

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A nota também menciona a apreensão gerada pelas discussões em torno da revisão de benefícios tributários, lembrando que os ajustes fiscais de 2020 tiveram um impacto negativo significativo no setor. Diversos segmentos, como a produção de insumos, alimentos e energia, dependem dos incentivos para manter sua viabilidade e competitividade.

O agronegócio representa cerca de 13,5% do PIB do estado e gerando 14,3% dos empregos formais. A não prorrogação dos incentivos fiscais poderia resultar em aumento nos preços dos alimentos, queda na produção e diminuição das margens dos produtores. A expectativa é que a cobrança de ICMS sobre a energia elétrica consumida nas propriedades rurais, atualmente isenta, afete negativamente todos os produtores.

De acordo com estimativas, o fim da isenção sobre os insumos pode levar a um aumento significativo nos preços dos produtos, resultando em uma inflação de 6,48% nos supermercados de São Paulo, impactando especialmente as famílias de menor renda.

Por fim, o agronegócio paulista solicita ao governador a manutenção dos incentivos fiscais até 31 de dezembro de 2032, a fim de garantir uma transição adequada para o novo regime tributário e evitar distorções econômicas que comprometam tanto o setor agrícola quanto as cadeias produtivas relacionadas. Essa prorrogação proporcionará segurança jurídica, estimulará novos investimentos e garantirá a competitividade do agronegócio no estado.

A nota em defesa da manutenção dos incentivos fiscais para o agronegócio paulista foi assinada por diversas entidades representativas do setor, incluindo:

Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp); Associação Brasileira do Agronegócio (Abag); Associação dos Produtores, Beneficiadores; Exportadores e Industrializadores de Amendoim do Brasil (Abex-BR); Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo); Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda); Associação Misturadores de Adubo do Brasil (AMA); Associação Paulista de Avicultura (APA); Associação Paulista de Supermercados (Apas); Associação dos Produtores e Distribuidores de Hortifruti do Estado de São Paulo (Aphortesp); Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia); Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram); CropLife Brasil, Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor); Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort); Associação Brasileira de Insumos para Agricultura Sustentável (Inpas); Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp); e os sindicatos da indústria de laticínios (Sindleite); da indústria de carnes (Sindicarnes) e da indústria de doces e conservas alimentícias (Sidocal).



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‘Prezo pela união das mulheres no campo’, diz a produtora de soja que cresceu no meio rural



Com as mãos sujas de terra e o coração no campo desde pequena, a produtora de soja Anna Paula Nunes, de 55 anos, cresceu em meio à rotina de seu pai nas atividades agrícolas e sabia, desde cedo, que sua trajetória seria no meio rural. Com dois filhos, Anna Paula é filha de pais agricultores e hoje lidera a quarta geração da família à frente da propriedade em Boa Esperança do Sul, no interior de São Paulo. ”Eu nasci na fazenda, então sempre soube que meu lugar seria lá”, afirma.

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Plantando história

Há cerca de 15 anos, Anna Paula começou a escrever sua história com a soja. Natural de Araraquara, ela sempre teve o desejo de plantar soja, mas, inicialmente, a sua região não parecia ser propícia para isso. “Sempre tive vontade de plantar soja, mas a minha região não era ideal para isso. Resolvi arriscar e fui pioneira no plantio de soja aqui em Araraquara”, conta ela, com o orgulho de quem fez do impossível uma realidade.

Antes de embarcar na jornada de empreendedora rural, Anna Paula se dedicou aos estudos e se aprofundou no uso de tecnologias agrícolas. “Eu aprendi muito sobre tecnologia antes de começar. O conhecimento sobre como usar a tecnologia na agricultura foi fundamental para a minha história”, diz.

Negócios da família

A sua trajetória no campo começou há mais de 30 anos, quando ela passou a assumir os negócios da família. “Desde pequena, eu ficava na fazenda com meu pai, mas há uns 25, 30 anos, comecei a realmente estar à frente dos negócios”, revela. E como toda história de sucesso, a caminhada não foi fácil. Como mulher no setor agropecuário, ela enfrentou inúmeros desafios, mas o amor pelo que faz sempre foi mais forte. “Quando a gente faz o que ama, os obstáculos parecem menores. Claro, sempre tem desafios, mas a força para continuar vem dessa paixão. Foi isso que me impulsionou”, reflete.

Anna Paula é uma defensora da união no setor agropecuário, especialmente entre as mulheres. “Eu gosto de compartilhar estratégias e ideias com outras mulheres do agro. Acredito muito na força da união entre os produtores e, como mulher, prezo ainda mais pela união das mulheres no campo”, comenta com entusiasmo.

Hoje, ela é responsável pelo cultivo de cerca de 700 hectares de soja na safra de verão e também planta milho, sorgo e girassol na safrinha. Para ela, o uso de tecnologias avançadas é essencial. “Trabalho com tecnologias de plantio direto, que incluem mapeamento de solo, análise de pulverização e colheita. Tudo isso mapeado e com insumos de alta qualidade, como adubo e sementes adaptados ao clima. É uma maneira de garantir que a produção seja cada vez mais eficiente e sustentável”, explica.

O clima como desafio

Apesar de sua trajetória positiva, o clima tem sido um desafio crescente. “O maior obstáculo que enfrento hoje é o clima. Tivemos um ano muito difícil, com poucas chuvas e temperaturas muito altas, o que fez com que nossa produção caísse significativamente”, relata. No entanto, ela acredita que a tecnologia e a inovação são a chave para minimizar os impactos climáticos. “Para superar os desafios impostos pelo clima, é preciso estar sempre à frente, utilizando as novas tecnologias de maquinários e insumos que ajudam as culturas a resistir melhor ao calor e à seca”, afirma.

Ela tem experimentado novas formas de cultivo, com técnicas de plantio direto com outros métodos de manejo, o que tem mostrado bons resultados. “Temos dois tipos de plantio: o plantio direto, mais tecnológico, e o plantio em áreas que exigem um manejo mais rústico. Essa combinação de tecnologias e técnicas tem nos trazido bons resultados, mesmo com o clima desafiador”, diz.



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AgroNewsPolítica & Agro

Feira mundial de máquinas acontece em Bolonha


A 46ª edição da Exposição Internacional de Máquinas Agrícolas (EIMA) começou em Bolonha, reunindo mais de 1.750 indústrias, com cerca de 700 expositores internacionais de 50 países. O evento, organizado em 14 setores e cinco mostras temáticas, que são “Componentes”, “Digital”, “Energia”, “Verde” e “Hidrotech” e destaca tecnologias inovadoras que tornam a agricultura mais eficiente e sustentável, promovendo avanços em máquinas, veículos e sistemas digitais de ponta. 

Simona Rapastella, Diretora Geral da FederUnacoma, afirmou que a EIMA traz soluções tecnológicas para enfrentar desafios globais, como o crescimento populacional, mudanças climáticas e proteção da biodiversidade. Ela ressaltou que a feira se tornou um espaço de inovação agrícola que busca aliar produtividade à preservação ambiental, oferecendo tecnologias agro-mecânicas avançadas.

“Crescimento populacional, mudanças climáticas, emissões poluentes, bem-estar animal e proteção da biodiversidade são questões cruciais para o futuro do Planeta e só podem ser enfrentadas com tecnologias agro-mecânicas de nova geração”, comenta.

A exposição inclui mais de 60.000 modelos de veículos e equipamentos que ocupam todos os pavilhões e áreas externas do centro de exposições de Bolonha, com demonstrações ao vivo. Neste ano, o evento enfatiza o uso de Inteligência Artificial, Big Data e robótica, permitindo o monitoramento climático, controle de territórios e melhoria na gestão de cadeias agroindustriais.

Rapastella conclui que a mecanização moderna não só atende às necessidades ambientais, mas também integra a agricultura em um sistema colaborativo que envolve consumidores, instituições e o setor educacional, consolidando a EIMA como uma verdadeira “Fábrica de Inovação”.

“A mecanização moderna permite, assim, que as empresas permaneçam competitivas e acompanhem as necessidades ecológicas do Planeta e permite que a agricultura seja incluída em um macro-sistema que envolve todos, desde consumidores até instituições, e até o mundo escolar e de formação”, conclui.

 





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com demanda aquecida, Chicago chega ao intervalo em alta



A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja está registrada com preços mais altos neste início de novembro. O mercado se beneficia da sólida demanda global pela soja dos Estados Unidos, sustentada por exportações semanais robustas. Além disso, a queda do dólar em relação às outras moedas tem impulsionado ainda mais o sentimento positivo entre os investidores.

De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as exportações líquidas norte-americanas de soja para a temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, atingiram 2.037.200 toneladas na semana encerrada em 31 de outubro. A China, maior comprador global da oleaginosa, liderou as importações, adquirindo 1.222.700 toneladas. Os números ficaram dentro das expectativas do mercado, que previam exportações entre 1,2 milhão e 2,2 milhões de toneladas.

A recuperação no câmbio, com a queda consistente do dólar frente a outras divisas, também tem favorecido as transações no mercado internacional, tornando a soja americana mais competitiva no exterior. Com isso, o cenário permanece favorável para a continuidade do fluxo de vendas e a manutenção de preços elevados.

Os investidores estão atentos à divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, previsto para esta sexta-feira (8). As estimativas do mercado indicam uma possível revisão nos números de estoques e produção de soja nos Estados Unidos para a temporada 2024/25. De acordo com analistas, espera-se que os estoques finais de soja no país fiquem em torno de 535 milhões de bushels, ligeiramente abaixo dos 550 milhões estimados no relatório de outubro.

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Produção do grão

Para a produção, a previsão é de uma safra de 4,553 bilhões de bushels, abaixo dos 4,582 bilhões estimados no mês anterior. No cenário global, os estoques finais de soja para a temporada 2024/25 devem somar 134 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 134,7 milhões indicados no mês passado.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros de soja com vencimento em janeiro de 2025 estavam cotados a US$ 10,13 3/4 por bushel, marcando uma alta de 10 centavos de dólar por bushel ou 0,99%. A posição para março de 2025 era negociada a US$ 10,24 por bushel, com um ganho de 9,25 centavos de dólar por bushel ou 0,91%.

Farelo

No mercado de farelo de soja, os contratos para dezembro de 2024 subiram para US$ 299,70 por tonelada, um avanço de US$ 1,30 ou 0,43%. Já o óleo de soja para o mesmo mês registrou queda de 1,05%, sendo negociado a 46,83 centavos de dólar por libra-peso, com uma leve elevação de 0,49 centavo de dólar.

As informações são da Safras & Mercado.



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