quarta-feira, julho 22, 2026

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Rabobank prevê Selic em 13% até 2025



Rabobank projeta que o Copom deve elevar a Selic em 50 pontos-base



As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram
As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram – Foto: Canva

O Rabobank destacou em análise recente que o Comitê de Política Monetária (Copom) optou, de forma unânime, por elevar a taxa Selic em 50 pontos-base, alcançando 11,25%. A decisão reflete uma preocupação crescente com a inflação, que continua a subir no horizonte relevante de política monetária. De acordo com o Copom, a projeção de inflação para o segundo trimestre de 2026 aumentou em 10 pontos-base, situando-se agora em 3,6% — 60 pontos-base acima da meta, mesmo levando em conta as expectativas de elevação da Selic para 12,50% até a reunião de junho de 2025, conforme o Focus.

As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram, respectivamente, em 20 pontos-base, para 4,6% e 4,1%, e em 10 pontos-base no horizonte relevante de 2026, com 3,6% de inflação projetada. Isso indica um ambiente inflacionário mais resistente, sugerindo que o Copom talvez precise ajustar a Selic a um patamar mais elevado de 13,00%, em vez de 12,50%, para que a inflação retorne a níveis próximos a 3,0% no horizonte de política.

Com base nisso, é possível afirmar que o Rabobank projeta que o Copom deve elevar a Selic em 50 pontos-base nas próximas três reuniões, com uma última elevação de 25 pontos-base em maio de 2025. Segundo a análise, o ritmo de aumento da taxa básica é uma tentativa de ancorar as expectativas inflacionárias e corrigir o cenário de deterioração. A ata desta reunião, que será divulgada na próxima terça-feira, deverá trazer mais detalhes sobre a reação do Banco Central frente à sua análise inflacionária e as condições econômicas.

 





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Cotação do trigo apresenta leve alta em Chicago


Segundo o informativo semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), nesta semana, as cotações do trigo subiram de forma moderada na Bolsa de Chicago. O bushel para o primeiro mês encerrou a US$ 5,71 na quinta-feira (7), em comparação com US$ 5,70 na semana passada. Em outubro, o preço médio do cereal atingiu US$ 5,85 por bushel, o que representou um aumento de 2,6% em relação a setembro, mas ficou praticamente inalterado em relação ao mesmo mês de 2022, quando o valor médio atingiu US$ 5,72 por bushel.

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Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de inverno progrediu, ocupando 87% da área prevista até o dia 3 de novembro. Ficando um pouco abaixo da média histórica de 89% para este período. No que diz respeito à qualidade das plantações, 41% foram classificadas como excelentes ou boas, 36% regulares e 23% como ruins ou muito ruins.

No cenário internacional, o mercado aguarda com expectativa o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Embora as eleições presidenciais nos Estados Unidos tenham ocorrido no dia 5 de novembro, as cotações do trigo não sofreram um grande impacto até o momento.

Contudo, um elemento que tem causado instabilidade no mercado mundial de trigo é a possível imposição de restrições à exportação pela Rússia. A Rusgrain, União de Produtores e Exportadores de Grãos da Rússia, declarou que “…de agora em diante, apenas empresas de grãos russas poderão vender diretamente  a compradores soberanos. As novas regras excluem revendedores internacionais, a  menos que tenham acordos de longo prazo com empresas russas” .

De acordo com a análise do Ceema com base em informações da Reuters, “essa medida excluiria alguns grandes comerciantes internacionais de oferecer trigo  russo, embora não seja publicamente conhecido quem não pode mais fazê-lo, já que a  lista de empresas estrangeiras aprovadas com acordos de compra nunca foi tornada  pública. Estas novas restrições à exportação podem causar atritos com importadores,  incluindo aliados políticos como o Egito, que enfrentariam contas mais altas pelas  importações de alimentos, disseram traders”.

 





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USDA revisa os números da soja: Confira


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou em novembro as projeções globais para a soja, ajustando produção e estoques finais de grandes produtores. A produção mundial foi reduzida de 428,92 milhões para 425,4 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais caíram de 134,65 milhões para 131,74 milhões de toneladas. 

No Brasil, maior exportador global, a produção foi mantida em 169 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais recuaram de 34,01 milhões para 33,51 milhões de toneladas, e as exportações foram ajustadas para 105,5 milhões. 

Nos Estados Unidos, a estimativa de produção caiu de 124,7 milhões para 121,4 milhões de toneladas, com a produtividade recuando de 59,5 para 57,95 sacas por hectare. Dessa forma, os estoques finais foram reduzidos de 14,97 milhões para 12,8 milhões de toneladas, e as exportações ajustadas para 49,67 milhões de toneladas, refletindo menor disponibilidade para o mercado externo.

Na Argentina, a produção manteve-se em 51 milhões de toneladas, mas os estoques finais caíram de 29,35 milhões para 28,98 milhões de toneladas. As exportações se mantiveram em 4,5 milhões de toneladas, mostrando estabilidade apesar dos desafios climáticos e logísticos.

A China manteve a produção projetada em 20,7 milhões de toneladas, com estoques finais de 46,01 milhões e importações em 109 milhões de toneladas, refletindo sua alta dependência da soja externa para atender a demanda interna. Esse forte nível de importações continua sustentando o mercado global, influenciando diretamente os maiores exportadores, como o Brasil e os EUA.

 





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Fim da vacinação contra aftosa abrirá mercado externo para suínos, diz Iagro



A retirada da vacinação contra a febre aftosa em suínos pode abrir as portas do setor para o mercado internacional, permitindo o atendimento das demandas globais. Essa é a avaliação da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro).

De acordo com o órgão, a suinocultura no estado vive um momento promissor de expansão. Contudo, atualmente, a produção de lá é destinada apenas ao mercado interno.

Para o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, as mudanças na suinocultura estadual estão apenas começando. “Eu vejo como um grande momento da suinocultura. Em Brasília, já está em discussão o pleito de livre de aftosa, sem vacinação. Será julgado em maio de 2025 e tenho certeza de uma coisa: no momento que for anunciado, nossa suinocultura passará a vender para o mundo inteiro. O setor terá um crescimento extremamente expressivo a partir do ano que vem”, afirmou.

Em 2023, Mato Grosso do Sul abateu 3,22 milhões de suínos, posicionando-se entre os cinco maiores abatedores do país, atrás de Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. O estado possui aproximadamente 101,8 mil matrizes suínas, com previsão de aumento para 152 mil nos próximos três anos.

Retirada da vacina

Para a diretora da Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (Asumas), Eleiza Morais, as iniciativas voltadas para a sanidade animal, como a retirada da vacina, posicionam Mato Grosso do Sul como referência sanitária e atrai novos investidores.

“A retirada da vacina foi uma porta infinita para o Mato Grosso do Sul. Desde quando o estado começou a trabalhar nisso, vimos um movimento muito grande de todos os estados e várias empresas querendo vir para cá”, disse.

Para ela, é possível até dobrar o número de matrizes, pois o cenário é muito promissor. “Essa questão da aftosa foi fundamental para atrair mais investidores e negócios para o estado. É a peça principal para o desenvolvimento da nossa suinocultura”.



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Como a Selic impactou o mercado da soja?


Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado de soja brasileiro vem apresentando oscilações em função de fatores econômicos como o câmbio e a taxa Selic.

Conforme dados da CEEMA, a moeda brasileira, que chegou a atingir R$ 5,90 após as eleições nos Estados Unidos, recuou para R$ 5,67 na última quarta-feira, impulsionada pela elevação da Selic para 11,25% ao ano e pela expectativa de medidas de controle fiscal ainda nesta semana. Com esse recuo, há uma tendência de ajuste nos preços da soja, que podem cair nos próximos dias caso o câmbio se estabilize em trajetória descendente.

Atualmente, a média gaúcha para o saco de soja está em R$ 129,23, com as principais regiões trabalhando entre R$ 127,00 e R$ 130,00 por saco. Outras regiões do país registraram preços entre R$ 122,50 e R$ 142,00. Apesar das oscilações, as expectativas para a safra 2024/25 permanecem otimistas, com projeções entre 166 e 172 milhões de toneladas, a depender do clima nas áreas produtoras. Segundo o CEEMA, o retorno das chuvas tem acelerado o plantio nas principais regiões, embora a falta de chuva ainda preocupe algumas áreas do Rio Grande do Sul.

O plantio já cobriu 54% da área esperada até 31 de outubro, um dos ritmos mais rápidos da história, ficando atrás apenas do ciclo 2018/19. O Mato Grosso, líder no cultivo, já atingiu 80% da área planejada, praticamente recuperando o atraso inicial, enquanto o Rio Grande do Sul registra 10% da área plantada, abaixo da média histórica de 16%. No Paraná, o plantio já alcançou 85%, com 4% das lavouras em estágio de floração.

Para novembro, o CEEMA projeta uma queda nas exportações brasileiras de soja, estimando vendas de 2,45 milhões de toneladas, uma retração de 45% em relação ao mês anterior e de 47% em comparação a novembro de 2023. A entrada dos Estados Unidos no mercado, após uma safra recorde de 124 milhões de toneladas, deve impactar as exportações brasileiras, direcionando a demanda global para o produto norte-americano.





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Veja como os preços da arroba do boi terminaram nesta semana



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços mais altos no decorrer da sexta-feira (8). No entanto, de acordo com a consultoria Safras & Mercado, o dia no geral foi arrastado em termos de negociações, com algumas indústrias ausentes da compra de gado.

“O fato é que as escalas de abate seguem apertadas, na pior posição para a atual temporada. Desta forma, o mais provável é que os preços permaneçam em alta em um horizonte próximo”, avalia o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.

De acordo com ele, as exportações seguem agressivas, justificando o comportamento das indústrias exportadoras, em especial aquelas habilitadas a exportar para a China.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 334
  • Goiás: R$ 323,75
  • Minas Gerais: R$ 322,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 324,55
  • Mato Grosso: R$ 313,99

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços acomodados ao longo da sexta-feira, e o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia.

“Ressaltando que as proteínas concorrentes tendem a ganhar espaço na mesa da população em função do encarecimento da carne bovina no varejo, em especial a carne de frango“, disse Iglesias.

O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 24,00 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 19,50 por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 18,20, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,05%, sendo negociado a R$ 5,7355 para venda e a R$ 5,7334 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7269 e a máxima de R$ 5,7906. Na semana, a moeda teve desvalorização de 2,29%.



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Carrapatos causam perdas de 1,7 milhão de toneladas de carne por ano ao Brasil, diz Fepagro



O Rio Grande do Sul conta com, aproximadamente, 12 milhões de cabeças de gado. Pelo clima úmido e perfil genético do rebanho, majoritariamente composto por taurinos, as infestações de carrapatos são mais comuns.

De acordo com a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), o impacto é significativo, visto que animais livres de parasitas podem ganhar até 40 quilos a mais em 26 semanas de pastejo.

A entidade aponta que, extrapolando esses dados para o rebanho nacional, estima-se uma perda de 1,7 milhão de toneladas de carne bovina por ano, o que representa cerca de 15% da produção brasileira.

Prejuízos aos pecuaristas

Em termos econômicos, outros estudos apontam que as pragas geram aos pecuaristas do país perdas estimadas em US$ 6,8 bilhões anuais.

Isso porque os prejuízos determinados por carrapatos resultam tanto de sua ação direta, como irritação, espoliação de sangue e tecidos nos animais parasitados, quanto dos efeitos indiretos, relacionados aos custos de tratamento, transmissão de doenças e danos ao couro.

O carrapato Rhipicephalus microplus, por exemplo, que figura entre os principais a afetar o rebanho gaúcho, de acordo com a Fepagro, apresenta ciclo de vida prolongado na pastagem e transmite agentes causadores da Tristeza Parasitária Bovina, além de favorecer o desenvolvimento de miíases por meio de lesões cutâneas.

Para combater o parasita em território gaúcho, o veterinário da Vetoquinol Saúde Animal Felipe Pivoto, defende a criação de um calendário sanitário, visto que o clima no Rio Grande do Sul permite a ação de mais de três gerações do parasita por ano.



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dia é movimentado, mas com pouca disponibilidade do grão



O mercado brasileiro de soja registrou um aumento nas movimentações nesta sexta-feira, mas com volumes ainda baixos devido à limitada disponibilidade do grão. Os preços oscilaram de estáveis a mais altos, dependendo da localidade e das condições de mercado.

Com a volatilidade do mercado de Chicago, que apresentou firmeza em alguns momentos, e o dólar operando de maneira semelhante, o dia trouxe algumas oportunidades favoráveis para o comércio. Nos portos, o preço chegou a atingir R$ 150 por saca, mas com pagamento previsto para janeiro, o que limitou as transações.

Preços nas principais praças de comercialização:

  • Passo Fundo (RS): o preço manteve-se estável em R$ 137,00
  • Missões (RS): também se estabilizou em R$ 136,00
  • Porto de Rio Grande (RS): o preço teve uma leve valorização, subindo de R$ 145,00 para R$ 145,50
  • Cascavel (PR): O preço aumentou um pouco, passando de R$ 139,00 para R$ 141,00
  • Porto de Paranaguá (PR): O preço subiu ligeiramente, de R$ 146,00 para R$ 147,00
  • Rondonópolis (MT): O preço manteve-se estável em R$ 154,00
  • Dourados (MS): o preço registrou um pequeno aumento, de R$ 140,00 para R$ 143,00

Chicago

Os contratos futuros de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com alta nesta sexta-feira. O dia iniciou sob pressão, com o mercado com parte dos ganhos acumulados durante a semana, mas o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) provocou uma virada em território positivo. O contrato de janeiro registrou uma alta semanal de 2,13%.

USDA

De acordo com o USDA, a safra de soja nos Estados Unidos para a temporada 2024/25 deve ficar em 4,461 bilhões de bushels (121,4 milhões de toneladas), abaixo da expectativa de 4,553 bilhões (123,9 milhões de toneladas). A redução nos estoques finais de soja foi projetada para 470 milhões de bushels.

Expectativas

A estimativa para a safra global de soja foi reduzida para 425,4 milhões de toneladas, uma leve queda em relação à previsão anterior de 428,9 milhões de toneladas. Para o Brasil, o USDA manteve a previsão de produção para 2024/25 em 169 milhões de toneladas, enquanto para a Argentina, a estimativa foi revisada para 51 milhões de toneladas.

As exportações de soja do Brasil para 2023/24 permanecem estimadas em 112 milhões de toneladas, com uma leve queda prevista para 2024/25.

Câmbio

O dólar comercial fechou em alta de 1,05%, sendo negociado a R$ 5,7355 para venda e a R$ 5,7334 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 5,7269 e a máxima de R$ 5,7906. Na semana, o dólar registrou uma desvalorização de 2,29%.



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Conflito geopolítico pode custar à economia global US$ 14,5 trilhões em 5…


Logotipo Reuters

LONDRES, 9 de outubro (Reuters) – A economia global pode enfrentar perdas de US$ 14,5 trilhões em um período de cinco anos devido a um hipotético conflito geopolítico que afete as cadeias de suprimentos, disse o mercado de seguros Lloyd’s of London (SOLYD.UL) na quarta-feira.

O impacto econômico resultaria de danos severos à infraestrutura na região do conflito e do potencial comprometimento das rotas de navegação, disse o Lloyd’s em um comunicado.

As guerras na Ucrânia e em Gaza já perturbaram as rotas de navegação no Mar Negro e no Mar Vermelho.

“Com mais de 80% das importações e exportações mundiais — cerca de 11 bilhões de toneladas de mercadorias — no mar a qualquer momento, o fechamento de grandes rotas comerciais devido a um conflito geopolítico é uma das maiores ameaças aos recursos necessários para uma economia resiliente”, disse Lloyd’s.

A possibilidade de tal conflito geopolítico era um risco sistêmico — ou de baixa probabilidade, mas de alto impacto —, disse o Lloyd’s.

O Lloyd’s disse que também pesquisou outros riscos sistêmicos potenciais em parceria com o Centro de Estudos de Risco de Cambridge, incluindo ataques cibernéticos e eventos climáticos extremos.

Reportagem de Carolyn Cohn, edição de Sinead Cruise e Ros Russell

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O clima nas áreas produtoras da soja: quando e onde chove?



Conforme dados da previsão do tempo, as chuvas das últimas semanas contribuíram para a reposição hídrica do solo, especialmente nas áreas de soja do Centro-Oeste, norte do Paraná e Triângulo Mineiro. No entanto, algumas regiões, como o norte de Minas Gerais e a faixa leste do Matopiba, ainda sofrem com a falta de precipitações para garantir um bom início da safra.

Nos próximos cinco dias, uma frente fria que avança deve trazer chuva para o norte de Minas Gerais, além da Bahia, Piauí e Maranhão. O esperado é que os acumulados de chuva fiquem entre 30 a 50 mm até segunda e terça-feira, o que ajudará o produtor a dar início à safra 2024/25.

A previsão também indica que as chuvas atingirão outras áreas do interior de Pernambuco, Tocantins, sul do Maranhão e sul da Bahia, com volumes que podem ultrapassar os 70 mm em algumas regiões. Já no norte do Pará, as chuvas se concentrarão no Centro-Sul do estado, com acumulados de até 30 mm. No entanto, as precipitações ainda não devem alcançar cidades como Paragominas e Santarém.

Previsão de 14 a 18 de novembro

Entre os dias 14 e 18 de novembro, a previsão aponta para um tempo mais firme nas regiões da soja no Centro-Sul do Brasil, o que não deve impactar a umidade do solo, favorecendo o avanço dos trabalhos agrícolas, especialmente no Sul, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul.

Por outro lado, em Mato Grosso e Minas Gerais, as chuvas continuam e devem permanecer intensas. Em algumas áreas do Oeste de Mato Grosso, o volume acumulado pode ultrapassar os 150 mm, o que pode afetar o andamento dos trabalhos em campo.

Apesar disso, a umidade do solo será benéfica para as lavouras. No Matopiba, as chuvas persistem, com volumes de 20 a 50 mm nos próximos cinco dias, o que deve ajudar a regular a umidade do solo e dar impulso ao plantio na região.



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