quarta-feira, julho 22, 2026

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Vendas de milho sobem nos EUA


De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas semanais de milho para exportação apresentaram um aumento significativo na última semana de outubro, enquanto as vendas de trigo e soja registraram quedas.

Entre os dias 25 a 31 de outubro, as vendas de milho para exportação alcançaram 2,77 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 18% em relação à semana anterior e à média dos últimos cinco anos. O México liderou as compras, com 1,4 milhão de toneladas, seguido por um país não identificado, com 673.500 toneladas, e o Japão, com 296.200 toneladas. Outros destinos importantes incluíram a Colômbia, com 155.200 toneladas, e Portugal, com 87.900 toneladas. As exportações da semana totalizaram 917.600 toneladas, um aumento de 17% em relação à semana anterior.

Por outro lado, as vendas de trigo para exportação caíram 9% em comparação com a semana passada e 20% em relação à média, somando 374.700 toneladas métricas. O México foi o maior comprador, com 105.800 toneladas, seguido por um país não identificado, com 73.000 toneladas, e a Tailândia, com 55.000 toneladas. As exportações totais de trigo caíram para 236.900 toneladas, atingindo um novo mínimo no ano de comercialização, com uma queda de 3% em relação à semana anterior.

As vendas de soja também apresentaram uma redução de 10%, totalizando 2,04 milhões de toneladas, mas ainda representando um aumento de 10% em relação à média das quatro semanas anteriores. A China foi o maior comprador, com 1,22 milhão de toneladas, seguida por um país não identificado, com 152.100 toneladas. Outras compras destacadas vieram do Egito (120.500 toneladas), Turquia (109.600 toneladas) e Japão (103.600 toneladas). As exportações de soja dos EUA caíram para 2,42 milhões de toneladas, uma redução de 1% em relação à semana anterior.

 





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Fazendas do grupo Mitsubishi adotam biofertilizantes para soja e milho



A Agrex do Brasil, subsidiária da Mitsubishi Corporation, está aplicando práticas inovadoras em suas seis fazendas voltadas à produção de soja e milho, localizadas nos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí. A empresa, com sede em Goiânia (GO), tem priorizado o uso exclusivo de biofertilizantes como parte de uma estratégia para reduzir o impacto ambiental e promover a sustentabilidade na agricultura.

Durante uma visita às fazendas da Agrex no Maranhão, Rafael Villarroel, diretor de operações da organização, avaliou as práticas sustentáveis adotadas nas lavouras. Segundo ele, o uso de fertilizantes biológicos está alinhado aos objetivos da empresa de impulsionar uma agricultura de baixo impacto ambiental.

“As fazendas estão comprometidas com o uso de biofertilizantes, o que reforça nosso compromisso com a sustentabilidade”, afirmou Villarroel.

Além dos biofertilizantes, as fazendas da Agrex contam com biofábricas próprias para a produção de insumos biológicos e adotam a cobertura do solo com consórcios de gramíneas, uma prática que associa culturas diversas para melhorar o rendimento e a conservação do solo.

As propriedades também utilizam energia solar, contribuindo para uma menor emissão de carbono.

A implementação dessas práticas rendeu às fazendas a certificação RTRS (Round Table on Responsible Soy), um reconhecimento internacional de responsabilidade socioambiental na produção de soja.

A inovação tecnológica é outro pilar nas operações da Agrex. A empresa utiliza a tecnologia digital 4.0, que engloba a automação e integração de dados para otimizar os processos e elevar a eficiência.

As fazendas contam ainda com maquinários de última geração e monitoramento georreferenciado, que permite o acompanhamento das operações em tempo real.

“Com o monitoramento digital e o georreferenciamento, garantimos que nossas atividades de plantio e colheita ocorram 24 horas, atingindo a máxima produtividade de cada safra”, afirma Villarroel.



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Desafios e caminhos para inovar no Brasil


Segundo Pompeo Scola, administrador, psicólogo e CEO da aceleradora Cyklo Agrictech, empreender e inovar no Brasil é uma tarefa complexa, especialmente frente aos desafios de um cenário em transformação constante (Scola, 2024). Ele argumenta que os modelos e ferramentas de apoio ao empreendedorismo, desenvolvidos nas últimas quatro décadas, vêm perdendo eficácia. 

“O primeiro passo é saber onde buscar boas oportunidades de inovação. Se for um projeto que será iniciado do zero, como inovação aberta ou uma startup, é importante focalizar em áreas pouco exploradas como o agronegócio, qualidade de vida, ESG (Ambiental, Social e Governança) ou sustentabilidade. Que são frentes onde se tem grandes oportunidades para desenvolvimento. Agora, se for uma inovação incremental, ou seja, dentro de um negócio já existente, é preciso olhar detalhadamente os processos da empresa, principalmente os que se relacionam com clientes e fornecedores. Considerar tempo, custo envolvido, quantidade de pessoas, nível de satisfação e volume, que como indicadores podem ajudar a encontrar boas oportunidades”

Além disso, o aumento das informações digitais e do uso de big data amplia as possibilidades de inovação, oferecendo um campo fértil para novos negócios baseados em dados, altamente atrativos para empresas e órgãos de pesquisa. Ele destaca que a inovação precisa se alinhar aos interesses do cliente e do mercado, priorizando escalabilidade e relevância da solução, fatores que aumentam as chances de sucesso do projeto.

A fase de aceleração e captação de investimento exige cautela: Scola alerta que o mercado está menos disposto a financiar projetos que queimam caixa sem estratégia de retorno clara, especialmente em mercados saturados (os “oceanos vermelhos”). Uma abordagem eficiente seria adotar custos variáveis, como profissionais em tempo parcial, para otimizar o retorno do investimento.

“Estes são alguns dos muitos pontos que passam a inovação e seus projetos e que devem estar no radar de todo bom empreendedor, esteja ele começando ou em pleno crescimento ou consagrado. Buscar conhecimento e orientação é sempre o melhor caminho para o sucesso na inovação”, conclui.

 





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Vitória de Trump adiciona viés de queda para soja



Cenário permanece incerto após eleição nos EUA




Foto: Pixabay

De acordo com a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) desta quinta-feira (7), o mercado da soja registrou elevação nos preços nesta semana na Bolsa de Chicago, com o bushel para o primeiro mês cotado em US$ 10,15, comparado aos US$ 9,82 da semana anterior. Esse aumento foi impulsionado pela valorização de 7% no óleo de soja durante a semana. Em outubro, o bushel teve uma média de US$ 10,02, o que representou uma queda de 1,2% em relação a setembro e um recuo em comparação com outubro do ano anterior, quando a média era de US$ 12,84/bushel.

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A análise da Ceema destacou que o mercado esteve sob influência das eleições presidenciais nos Estados Unidos, realizadas em 5 de novembro, além da expectativa pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), previsto para 8 de novembro. A vitória de Donald Trump adiciona um viés baixista para a soja, uma vez que o ex-presidente já sinalizou a possibilidade de medidas protecionistas contra a China, o que poderia reduzir as importações chinesas de soja americana. Entre 2017 e 2020, durante o primeiro mandato de Trump, houve represálias comerciais da China que impactaram o mercado de soja dos EUA.

Nos EUA, a colheita da soja avançava rapidamente, alcançando 94% da área até 3 de novembro, bem acima da média histórica de 85% para o período. No Paraguai, onde a expectativa de safra total está em 10,5 milhões de toneladas, segundo a StoneX (enquanto o USDA estima mais de 11 milhões de toneladas), 12% da nova safra 2024/25 já foi comercializada antecipadamente.





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Frente fria passa a impactar duas regiões do país; veja os impactos



O Sul e Sudeste do país está sendo afetado por chuvas intensas nos últimos dias. Agora, a isso se soma uma frente fria que pode intensificar ainda mais as precipitações e, de quebra, derrubar temperaturas. Veja a previsão do tempo para este sábado:

Sul

A chuva começa a diminuir em grande parte da Região. Contudo, há chance de chuvisco nos litorais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, assim como em parte do noroeste do Paraná. Apesar do amanhecer mais encoberto, o sol aparece entre nuvens nas demais áreas e o tempo fica firme.

Sudeste

A frente fria vai continuar provocando bastante instabilidade entre São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, com predomínio de muitas nuvens no céu e chuva persistente. Temporais ainda podem acontecer no Grande Rio, em Belo Horizonte e em Vitória.

Centro-Oeste

Deslocamento da frente fria no Sudeste ainda deve estimular nuvens carregadas desde o nordeste de Mato Grosso do Sul até Goiás e o estado de Mato Grosso. O sábado será de sol entre nuvens e condição de chuva a qualquer momento, com risco ainda alto para temporais. O sol aparece um pouco mais no centro e noroeste sul-matogrossense, mas pode chover à tarde com risco de pancadas.

Nordeste

A chuva se espalha um pouco mais sobre o sul do Maranhão, Piauí, oeste e sul da Bahia, podendo acontecer em forma de pancadas com moderada intensidade. Dia de sol e pancadas mais rápidas no litoral do Nordeste. Manhã e tarde mais ensolarada em Teresina e São Luís, sem chuva nas duas capitais.

Norte

Tempo instável no Tocantins, sul do Pará, no Acre, Amazonas e em Roraima. Nessas regiões, pode chover forte a qualquer momento com chance de temporais. Sol e calor, com pancadas mais irregulares entre a tarde e a noite no leste e norte do Amapá. Tempo firme no litoral do Pará.



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Preços do milho seguem firmes no Brasil


Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (7), o preço do milho permanece estável no Brasil. A média de preço no Rio Grande do Sul fechou a semana em R$ 65,94 por saca, enquanto em outras regiões do país os valores variaram entre R$ 53,00 e R$ 72,00 por saca. O indicador de milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) registrou uma alta de 13,4% em outubro, fechando o mês a R$ 72,94/saca, seu maior valor desde abril de 2023.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o plantio da safra de verão do milho alcançou 42,1% da área esperada até 3 de novembro, ligeiramente acima dos 40,2% registrados no mesmo período do ano anterior. O Paraná lidera a semeadura, com 97% da área plantada, seguido por Santa Catarina (90%) e Rio Grande do Sul (83%). Segundo a Conab, 12,1% das áreas já estão em fase de emergência, 85,4% em desenvolvimento vegetativo e 2,5% em floração. Analistas privados, no entanto, estimam um avanço maior, com 59% da área já plantada no Centro-Sul até o final de outubro, segundo a AgRural.

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De acordo com a análise, para a segunda safra de milho (safrinha) de 2024/25, a StoneX projeta uma produção de 101,5 milhões de toneladas, 8,4% acima do volume colhido na safra anterior. A área plantada deve aumentar 0,8%, o que pode elevar a produção total para 128,5 milhões de toneladas, incluindo a safra de verão. Com isso, o estoque final de milho no país pode alcançar 19,5 milhões de toneladas, possivelmente pressionando os preços em 2024. A StoneX projeta exportações de 37,5 milhões de toneladas para a safra 2023/24.

No Mato Grosso, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) sinalizou uma possível redução na área de plantio da safrinha, estimada em 6,79 milhões de hectares, devido ao atraso no plantio da soja. A expectativa é que a semeadura do milho ainda ocorra dentro da janela ideal.

No campo das exportações, o Brasil exportou 6,4 milhões de toneladas de milho em outubro, abaixo das 8,4 milhões registradas no mesmo mês do ano anterior. O milho americano, atualmente o mais barato do mundo, vem pressionando o mercado brasileiro, reduzindo o volume exportado do país. Em novembro, espera-se uma nova queda nas exportações brasileiras, com embarques estimados em 4,2 milhões de toneladas, frente aos 7 milhões de toneladas registrados em novembro de 2023. Até novembro de 2024, as exportações brasileiras devem totalizar 33,5 milhões de toneladas, abaixo dos 50 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2023, marcando o fim da recente liderança brasileira no mercado mundial de milho, conforme apontaram os dados do Ceema.





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Rabobank prevê Selic em 13% até 2025



Rabobank projeta que o Copom deve elevar a Selic em 50 pontos-base



As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram
As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram – Foto: Canva

O Rabobank destacou em análise recente que o Comitê de Política Monetária (Copom) optou, de forma unânime, por elevar a taxa Selic em 50 pontos-base, alcançando 11,25%. A decisão reflete uma preocupação crescente com a inflação, que continua a subir no horizonte relevante de política monetária. De acordo com o Copom, a projeção de inflação para o segundo trimestre de 2026 aumentou em 10 pontos-base, situando-se agora em 3,6% — 60 pontos-base acima da meta, mesmo levando em conta as expectativas de elevação da Selic para 12,50% até a reunião de junho de 2025, conforme o Focus.

As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram, respectivamente, em 20 pontos-base, para 4,6% e 4,1%, e em 10 pontos-base no horizonte relevante de 2026, com 3,6% de inflação projetada. Isso indica um ambiente inflacionário mais resistente, sugerindo que o Copom talvez precise ajustar a Selic a um patamar mais elevado de 13,00%, em vez de 12,50%, para que a inflação retorne a níveis próximos a 3,0% no horizonte de política.

Com base nisso, é possível afirmar que o Rabobank projeta que o Copom deve elevar a Selic em 50 pontos-base nas próximas três reuniões, com uma última elevação de 25 pontos-base em maio de 2025. Segundo a análise, o ritmo de aumento da taxa básica é uma tentativa de ancorar as expectativas inflacionárias e corrigir o cenário de deterioração. A ata desta reunião, que será divulgada na próxima terça-feira, deverá trazer mais detalhes sobre a reação do Banco Central frente à sua análise inflacionária e as condições econômicas.

 





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Cotação do trigo apresenta leve alta em Chicago


Segundo o informativo semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), nesta semana, as cotações do trigo subiram de forma moderada na Bolsa de Chicago. O bushel para o primeiro mês encerrou a US$ 5,71 na quinta-feira (7), em comparação com US$ 5,70 na semana passada. Em outubro, o preço médio do cereal atingiu US$ 5,85 por bushel, o que representou um aumento de 2,6% em relação a setembro, mas ficou praticamente inalterado em relação ao mesmo mês de 2022, quando o valor médio atingiu US$ 5,72 por bushel.

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Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de inverno progrediu, ocupando 87% da área prevista até o dia 3 de novembro. Ficando um pouco abaixo da média histórica de 89% para este período. No que diz respeito à qualidade das plantações, 41% foram classificadas como excelentes ou boas, 36% regulares e 23% como ruins ou muito ruins.

No cenário internacional, o mercado aguarda com expectativa o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Embora as eleições presidenciais nos Estados Unidos tenham ocorrido no dia 5 de novembro, as cotações do trigo não sofreram um grande impacto até o momento.

Contudo, um elemento que tem causado instabilidade no mercado mundial de trigo é a possível imposição de restrições à exportação pela Rússia. A Rusgrain, União de Produtores e Exportadores de Grãos da Rússia, declarou que “…de agora em diante, apenas empresas de grãos russas poderão vender diretamente  a compradores soberanos. As novas regras excluem revendedores internacionais, a  menos que tenham acordos de longo prazo com empresas russas” .

De acordo com a análise do Ceema com base em informações da Reuters, “essa medida excluiria alguns grandes comerciantes internacionais de oferecer trigo  russo, embora não seja publicamente conhecido quem não pode mais fazê-lo, já que a  lista de empresas estrangeiras aprovadas com acordos de compra nunca foi tornada  pública. Estas novas restrições à exportação podem causar atritos com importadores,  incluindo aliados políticos como o Egito, que enfrentariam contas mais altas pelas  importações de alimentos, disseram traders”.

 





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USDA revisa os números da soja: Confira


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou em novembro as projeções globais para a soja, ajustando produção e estoques finais de grandes produtores. A produção mundial foi reduzida de 428,92 milhões para 425,4 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais caíram de 134,65 milhões para 131,74 milhões de toneladas. 

No Brasil, maior exportador global, a produção foi mantida em 169 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais recuaram de 34,01 milhões para 33,51 milhões de toneladas, e as exportações foram ajustadas para 105,5 milhões. 

Nos Estados Unidos, a estimativa de produção caiu de 124,7 milhões para 121,4 milhões de toneladas, com a produtividade recuando de 59,5 para 57,95 sacas por hectare. Dessa forma, os estoques finais foram reduzidos de 14,97 milhões para 12,8 milhões de toneladas, e as exportações ajustadas para 49,67 milhões de toneladas, refletindo menor disponibilidade para o mercado externo.

Na Argentina, a produção manteve-se em 51 milhões de toneladas, mas os estoques finais caíram de 29,35 milhões para 28,98 milhões de toneladas. As exportações se mantiveram em 4,5 milhões de toneladas, mostrando estabilidade apesar dos desafios climáticos e logísticos.

A China manteve a produção projetada em 20,7 milhões de toneladas, com estoques finais de 46,01 milhões e importações em 109 milhões de toneladas, refletindo sua alta dependência da soja externa para atender a demanda interna. Esse forte nível de importações continua sustentando o mercado global, influenciando diretamente os maiores exportadores, como o Brasil e os EUA.

 





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Fim da vacinação contra aftosa abrirá mercado externo para suínos, diz Iagro



A retirada da vacinação contra a febre aftosa em suínos pode abrir as portas do setor para o mercado internacional, permitindo o atendimento das demandas globais. Essa é a avaliação da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro).

De acordo com o órgão, a suinocultura no estado vive um momento promissor de expansão. Contudo, atualmente, a produção de lá é destinada apenas ao mercado interno.

Para o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, as mudanças na suinocultura estadual estão apenas começando. “Eu vejo como um grande momento da suinocultura. Em Brasília, já está em discussão o pleito de livre de aftosa, sem vacinação. Será julgado em maio de 2025 e tenho certeza de uma coisa: no momento que for anunciado, nossa suinocultura passará a vender para o mundo inteiro. O setor terá um crescimento extremamente expressivo a partir do ano que vem”, afirmou.

Em 2023, Mato Grosso do Sul abateu 3,22 milhões de suínos, posicionando-se entre os cinco maiores abatedores do país, atrás de Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. O estado possui aproximadamente 101,8 mil matrizes suínas, com previsão de aumento para 152 mil nos próximos três anos.

Retirada da vacina

Para a diretora da Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (Asumas), Eleiza Morais, as iniciativas voltadas para a sanidade animal, como a retirada da vacina, posicionam Mato Grosso do Sul como referência sanitária e atrai novos investidores.

“A retirada da vacina foi uma porta infinita para o Mato Grosso do Sul. Desde quando o estado começou a trabalhar nisso, vimos um movimento muito grande de todos os estados e várias empresas querendo vir para cá”, disse.

Para ela, é possível até dobrar o número de matrizes, pois o cenário é muito promissor. “Essa questão da aftosa foi fundamental para atrair mais investidores e negócios para o estado. É a peça principal para o desenvolvimento da nossa suinocultura”.



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