sexta-feira, julho 17, 2026

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Milho misto na B3: Entenda



O contrato de janeiro/25 fechou a R$ 72,92



Apesar do otimismo com a demanda, as cotações dos principais contratos futuros na B3 recuaram
Apesar do otimismo com a demanda, as cotações dos principais contratos futuros na B3 recuaram – Foto: Divulgação

Conforme dados da TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho na B3 apresentaram fechamento misto nesta terça-feira (19), refletindo o avanço acelerado do plantio no Brasil e sinais de firme demanda interna e externa. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio da primeira safra de milho já alcançou 52,4%, superando os 49% registrados no mesmo período do ano passado. Esse progresso, aliado à grande demanda interna e preços nacionais acima de Chicago e outras origens, projeta um aumento no volume disponível do grão no país.  

Outro fator positivo foi a reversão do atraso no plantio da soja, que abriu espaço para uma janela adequada ao plantio do milho safrinha, garantindo boas perspectivas para o próximo ciclo. No mercado externo, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) revisou para cima a estimativa de exportações brasileiras de milho em novembro, de 5,37 milhões para 5,57 milhões de toneladas, embora o volume ainda fique ligeiramente abaixo das 5,66 milhões de toneladas exportadas em outubro.  

Apesar do otimismo com a demanda, as cotações dos principais contratos futuros na B3 recuaram. O contrato de janeiro/25 fechou a R$ 72,92, com baixa de R$ 0,88 no dia e acumulando queda de R$ 3,82 na semana. Já o vencimento março/25 encerrou a R$ 73,83, com queda diária de R$ 0,78 e semanal de R$ 2,90. O contrato de maio/25 também recuou, fechando a R$ 72,22, registrando baixas de R$ 0,45 no dia e R$ 1,67 na semana.  

O cenário reflete uma combinação de fatores: o avanço no plantio e a expectativa de oferta maior no Brasil pressionaram os contratos mais curtos, enquanto a firmeza na demanda, tanto doméstica quanto internacional, aponta para um mercado ainda aquecido no médio prazo. 

 





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negociações variam entre os estados


Segundo informações da TF Agroeconômica, o plantio de milho no Rio Grande do Sul avançou apenas 1% na última semana. No mercado, os preços mantiveram-se estáveis: Santa Rosa com R$ 73,00 a saca; Não-Me-Toque, R$ 74,00; Marau e Gaurama também a R$ 74,00; Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 75,00, enquanto Montenegro apresentou o maior valor, R$ 77,00. Vendedores pedem valores mais altos, começando em R$ 80,00 no FOB interior e R$ 82,00 CIF fábricas. Negociações pontuais ocorreram em Palmeira das Missões e Erechim, com 300 toneladas a R$ 75,00 e 500 toneladas a R$ 75,50 para entrega imediata.  

Em Santa Catarina, os produtores ainda evitam fechar negócios, com pedidas pelo menos R$ 2,00 acima das ofertas. Compradores indicaram preços de R$ 72,00 no interior e R$ 73,00 a R$ 75,00 CIF fábricas, enquanto transações de até 2 mil toneladas foram realizadas a R$ 75,00/76,00 no CIF meio-oeste. Chapecó teve indicações de R$ 74,00; Campos Novos, R$ 75,00; Rio do Sul, R$ 76,00; e Videira, R$ 73,00. No porto, os valores ficaram em R$ 67 para outubro e R$ 69 para novembro, sem novos negócios após o feriado.  

No Paraná, o plantio está praticamente concluído, conforme a Conab e o Deral. O mercado local registrou maior movimentação no oeste do estado, com a saca FOB negociada a R$ 70,00 no mercado spot, para embarque imediato e pagamento em 30 dias.  

No Mato Grosso do Sul, o Valor Bruto de Produção (VBP) apresentou queda de 10%, refletindo a lentidão nas negociações. Em Maracaju, os preços foram de R$ 53,00 (+R$ 1,00), Dourados a R$ 54,00 (+R$ 1,00), Naviraí a R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciaram ofertas FOB a R$ 52,00, concentrando pedidas em R$ 55,00 no interior e R$ 58,00 no FOB, com indicações nos portos a partir de R$ 60,00.

 





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COP29 foca no papel das cooperativas no combate às mudanças climáticas



Nesta quarta-feira, se comemora o Dia Internacional da Agricultura. A data faz parte da programação da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), em Baku, no Azerbaijão.

O evento abordou a importância do cooperativismo no setor. De acordo com o coordenador de Relações Governamentais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, o cooperativismo desempenha um papel de desenvolvimento social e econômico especialmente importante no Brasil.

“Nossas cooperativas representam mais de um milhão de produtores rurais e eles fazem parte do nosso cotidiano porque de tudo o que a gente come no dia a dia em nossas refeições, metade vem de cooperativas, desde o cafezinho, do leite, passando pelo arroz, feijão pela carne, então as cooperativas têm esse papel muito importante para o desenvolvimento do país”.

As cooperativas atuam diretamente no campo e facilitam a comunicação com o produtor rural, o que permite um relacionamento mais próximo com o campo, levando discussões sobre sustentabilidade a quem planta e colhe.

A gerente de ESG (Environmetal, Social e Governance) da Cooperativa Cooxupé, Natália Fernandes Carr fala, por exemplo, do projeto Gerações, que tem o foco de ir além da lavoura. Assim, o corpo técnico da cooperativa se dirige à propriedade rural e busca encontrar pontos de melhoria, traçando um plano de ação com 118 requisitos para que o produtor evolua indíces de cultivo e gestão sustentáveis.

Número de cooperativas no mundo

Dados da OCB mostram que ao redor do mundo existem mais de três milhões de cooperativas com cerca de um bilhão de membros, o que corresponde a 12% da humanidade.

No Brasil, existem mais de 4.500 cooperativas, sendo que entre as agrícolas, 71,2% são voltadas à agricultura familiar.

“Uma vez que qualifico o meu agricultor a fazer um plantio com uma planta de cobertura, a fazer uma integração lavoura-pecuária-floresta, a adotar um plantio a partir de um diagnóstico por imagens de Vant [veículo aéreo não tripulado], usando um algoritmo que vai fazer um controle de fluxo de enxurrada, que vai maximizar as linhas de plantio e reduzir o consumo de combustíveis fósseis, tudo isso gera uma economia para o agricultor, para o bolso. No entanto, acima de tudo, gera uma economia para o meio ambiente”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus, Matheus Kfouri Marinho.

O painel ministrado na COP 29 sobre o tema mostrou que o cooperativismo vai muito além do lucro, servindo como ferramenta de desenvolvimento social das comunidades.

“Na Cooxupe, temos o núcleo de educação ambiental, em que a gente apoia a comunidade para que eles possam entender como cuidar do meio ambiente. É um local onde a gente pode também ensinar ações, modos de realmente reduzir o impacto negativo das mudanças climáticas. Também é onde a gente produz as nossas mudas de espécies nativas. Fazemos o fornecimento gratuito para os nossos cooperados para que eles possam continuar preservando a área deles […]”, diz a gerente de ESG da cooperativa.


A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal



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Ministério e Abiec rechaçam declaração do CEO do Carrefour que quer boicotar carnes do Mercosul



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu nota oficial nesta quarta-feira (20) rechaçando o comentário feito em redes sociais pelo presidente da rede de supermercados Carrefour da França, Alexandre Bompard, de que a gigante do varejo não mais iria comercializar carnes provenientes do Mercosul (veja abaixo).

“O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reitera a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais. Diante disso, rechaça as declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, quanto às carnes produzidas pelos países do Mercosul”, traz a nota da pasta.

Em postagem publicada em redes sociais, Bompard reproduz uma carta enviada ao presidente dos sindicatos agrícolas da França, Arnaud Rousseau. No texto, ele diz que, em solidariedade aos agricultores do país frente à proposta de acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul, o Carrefour “quer formar uma frente unida com o mundo agrícola e assume o compromisso de não vender carne do Mercosul”.

O presidente do Carrefour da França ainda afirma que espera “inspirar” outras empresas do setor agroalimentar e criar um movimento mais amplo de solidariedade no país, em favor das carnes de origem francesa.

Ministério defende produção de carne do Brasil

Na nota comentando a postagem, o órgão brasileiro ressalta o trabalho do sistema de defesa agropecuária brasileiro, que garantiria ao país o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo, mantendo relações comerciais com aproximadamente 160 países.

“Atendendo aos padrões mais rigorosos, inclusive para a União Europeia, que compra e atesta, por meio de suas autoridades sanitárias, a qualidade e sanidade das carnes produzidas no Brasil há mais de 40 anos”, continua o texto.

O ministério acrescenta que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e atua com transparência no setor. “Apresentou à União Europeia propostas de modelos eletrônicos que contemplam as etapas iniciais do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), demonstrando compromisso com uma produção rastreável e transparente, sendo que os modelos privados de rastreabilidade são amplamente reconhecidos e aprovados pelos mercados europeus”.

O Mapa também lamenta que “questões protecionistas influenciem negativamente o entendimento de consumidores”, sem critérios técnicos que justifiquem as declarações do presidente da empresa francesa.

“O posicionamento do Mapa é de não acreditar em um movimento orquestrado por parte de empresas francesas visando dificultar a formalização do Acordo Mercosul – União Europeia, debatido na reunião de cúpula do G20 nesta semana. O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros”.

Por fim, a nota oficial reitera o compromisso da agropecuária brasileira com qualidade, sanidade e sustentabilidade dos alimentos aqui produzidos, e que contribuem com a segurança alimentar e nutricional de todo o mundo.

Abiec se posiciona sobre declaração do CEO do Carrefour

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) lamentou, em nota, a declaração do CEO do Carrefour. “Tal posicionamento vai contra os princípios do livre mercado e é contraditório, vindo de uma empresa que opera cerca de 1.200 lojas no Brasil, abastecidas majoritariamente com carnes brasileiras, reconhecidas mundialmente por qualidade e segurança”.

O texto afirma que, ao adotar um discurso protecionista em defesa dos produtores franceses, a rede de supermercados fragiliza seu próprio negócio e expõe o mercado europeu a riscos de abastecimento, já que a produção local não supre a demanda interna.

“O Brasil é líder global em exportação de carne bovina, com o maior rebanho comercial do mundo, produção sustentável e rigorosos controles sanitários que garantem qualidade para mais de 160 países. Nos últimos 30 anos, a pecuária brasileira aumentou sua produtividade em 172%, reduzindo a área de pastagem em 16%, demonstrando compromisso com eficiência e sustentabilidade”, segue o texto da associação.

A nota da Abiec afirma que decisões como essa não prejudicam apenas o Brasil, mas também a França, que dependeria de diversas commodities brasileiras. “Em um mundo de desafios crescentes para a segurança alimentar global, o diálogo e a cooperação são mais urgentes do que nunca.”

ApexBrasil defende produção do Mercosul

Também por nota, a ApexBrasil considerou “lamentável” a declaração de Bompard. “Em nossa missão de promover as exportações brasileiras, temos participado dos esforços do governo e do setor privado que tornaram o Brasil e seus parceiros do Mercosul os principais fornecedores de proteína animal do mundo, assegurando a segurança alimentar de populações dos mais diversos países”, diz o texto da entidade. 

A ApexBrasil lembra que o país segue os mais rigorosos padrões sanitários e ambientais para garantir a qualidade da proteína animal brasileira que é vendida ao exterior. 

“Muito estranhamos tal movimento por parte da gigante do varejo francês, em meio a pressões protecionistas em seu país, no momento em que Mercosul e União Europeia estão próximos de fechar o ambicionado acordo que formará o maior mercado do planeta, beneficiando enormemente as populações dos países signatários”, traz o texto.

A entidade conclui a nota afirmando que “é preciso que sejam rechaçadas as suspeitas infundadas e de viés protecionista lançadas sobre a carne do Brasil e dos demais países do Mercosul”.  





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Câmara aprova regulamentação do mercado de carbono, e projeto vai à sanção



A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (19) o projeto que regulamenta o mercado de carbono no Brasil, com a instituição do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). O texto havia voltado para nova votação dos deputados após análise do Senado Federal e agora vai à sanção presidencial.

A Câmara rejeitou uma das mudanças feitas pelo Senado, ao retomar a obrigatoriedade de que as seguradoras, sociedades de capitalização e resseguradores locais invistam em ativos ambientais no mínimo 1% por ano dos recursos de suas reservas técnicas e de provisões. Os senadores haviam retirado essa obrigatoriedade a apenas autorizado a aplicação de até 0,5% dessas verbas.

De acordo com o relator, o deputado Aliel Machado (PV-PR), a decisão foi tomada nesta terça-feira, no colégio de líderes.

“Essa mudança é para que, num projeto paralelo, seja feita a alteração apenas da porcentagem, para que não haja discussão jurídica de incompatibilidade, já que o texto retorna do Senado”, afirmou. “Aprovaremos dessa maneira, e num projeto já acordado, se restabelecerá a alíquota definida pelo Senado, de 0,5%.”

Com o SBCE, as empresas vão poder compensar a emissão de gases poluentes comprando créditos de carbono, ligados a iniciativas ambientais. Um ato do Executivo poderá estabelecer regras de funcionamento dos órgãos que compõem a governança do SBCE, que será composto pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, por seu órgão gestor e pelo Comitê Técnico Consultivo Permanente.

Na regulamentação, deverá ser definido um teto para a emissão de gás carbônico em determinadas atividades produtivas. Para que uma empresa ultrapasse esse montante máximo, precisará comprar cotas de outra que não tenha usado todo o seu limite, no chamado comércio de permissões de emissões. Dessa forma, nunca haverá aumento efetivo da emissão de carbono. Essas cotas poderão ser negociadas pelas companhias brasileiras também no exterior.

Quando uma empresa tiver limite disponível para a liberação de gases poluentes, poderá transformar esse direito em um crédito de carbono, ativo que será negociado e poderá ser comprado por outra companhia que já atingiu o teto e precise de mais cotas. Essas operações serão tributadas, o que resultará em arrecadação de impostos.

O sistema divide esse mercado entre dois setores, o regulado e o voluntário – o agronegócio está no segundo. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) comemorou a votação. “Contemplar os produtores como responsáveis por essas vendas é trazer justiça e garantia do direito de propriedade”, disse o presidente da bancada do agro, Pedro Lupion (PP-PR).



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Capacidade de moagem de trigo diminui lucratividade?



No Paraná, a moagem cresceu 48.141 toneladas em 2023



O crescimento no número de moinhos, no entanto, intensificou a competição
O crescimento no número de moinhos, no entanto, intensificou a competição – Foto: Canva

De acordo com informações da TF Agroeconômica e dados divulgados pela Epagri-SC com base em levantamentos da ABITRIGO, o Brasil registrou um aumento na capacidade instalada de moagem de trigo em 2023. O número de moinhos passou de 144 para 147, mas essa expansão pode estar reduzindo a rentabilidade do setor. Enquanto estados como o Paraná e o Rio Grande do Sul apresentaram aumento na capacidade instalada e no volume de moagem, regiões como o Norte e Nordeste tiveram quedas no processamento, reforçando a concentração da atividade em estados do Sul do país.  

No Paraná, a moagem cresceu 48.141 toneladas em 2023, apesar da redução de um moinho. Já o Rio Grande do Sul registrou um aumento significativo de 230.966 toneladas, com a abertura de seis novos moinhos. Em Santa Catarina, a moagem subiu 26.702 toneladas, mantendo os 13 moinhos existentes. No entanto, estados como São Paulo e as regiões Norte e Nordeste apresentaram queda no volume de moagem, com retrações de 28.422 toneladas e 85.900 toneladas, respectivamente. O Brasil, no total, alcançou uma variação positiva de 250.888 toneladas em 2023, totalizando 12.816.808 toneladas.  

O crescimento no número de moinhos, no entanto, intensificou a competição no mercado, pressionando margens de lucro. Segundo análise da TF Agroeconômica, os novos entrantes e os grandes players têm adotado uma estratégia de redução de preços para consolidar participação de mercado. Essa disputa agressiva, descrita como uma “guerra suicida”, beneficia os compradores com maior poder de barganha, mas ameaça a sustentabilidade do setor.  

Diante desse cenário, especialistas sugerem que os moinhos adotem uma abordagem colaborativa para evitar margens negativas, relembrando o exemplo do setor de café nos anos 1980-1990, que superou desafios semelhantes. A busca por uma solução coletiva poderia não apenas restaurar a saúde financeira do setor, mas também fortalecer sua competitividade no longo prazo.

 





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Ministério da Agricultura confirma abertura de 4 mercados da China para produtos brasileiros



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta quarta-feira (20) que a China abriu quatro mercados para produtos da agropecuária brasileira entre os acordos firmados mais cedo pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping. Já havia sido antecipada na terça-feira (19) a abertura para importação de sorgo, gergelim e uva fresca do Brasil e nesta manhã houve a conformação da abertura de quatro mercados, incluindo a farinha de peixe, utilizada para ração animal. Desde 2023, o Brasil já conquistou 281 mercados agropecuários.

De acordo com o Mapa, os quatro protocolos firmados com a Administração Geral de Aduana da China (GACC) estabelecem os requisitos fitossanitários e sanitários para a exportação dos produtos e a pauta diversificada vai beneficiar produtores de diferentes regiões do Brasil, já que uvas frescas, gergelim, sorgo e farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal poderão ser comercializados na China.

O ministro Carlos Fávaro, que participou da cerimônia, destacou a boa relação diplomática entre os dois países. “O Brasil já se mostrou um país confiável na posição de maior fornecedor de alimentos e energia renovável e podemos continuar ampliando cada vez mais as parcerias, pois temos gente vocacionada, tecnologia e condições de intensificar nossa produção com sustentabilidade”, destacou.

A estimativa da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa é de que, considerando a demanda chinesa por produtos e a participação do Brasil nesses mercados, o potencial comercial é de cerca de US$ 450 milhões por ano. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, pondera que, se levar em conta outras variantes de mercado, esse potencial comercial ultrapassa os US$ 500 milhões anuais.

Ainda segundo Rua, só os quatro produtos fruto do acordo firmado nesta quarta-feira, 20, representam US$ 7 bilhões em importações para a China. O País é o maior importador de gergelim do mundo e o Brasil ocupa a sétima posição nas exportações desse produto.

A China também é o maior importador de farinha de pescado do mundo. Para este produto e para o sorgo, o Brasil ainda pode ampliar sua participação nas exportações. No caso das uvas frescas, a China é um grande consumidor de uvas premium e importou mais de US$ 480 milhões deste produto no ano passado.

De acordo com o Mapa, as uvas frescas de mesa devem ser exportadas, majoritariamente, dos Estados de Pernambuco e da Bahia. “Pomares, casas de embalagem e instalações de tratamento a frio devem cumprir boas práticas agrícolas e ser registrados no Mapa”, diz a Pasta.

Para as empresas exportadoras de farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal é preciso implementar o sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) ou sistema de gerenciamento com base nos princípios da APPCC, ter sistema para garantir o recall e a rastreabilidade dos produtos, com aprovação do lado brasileiro e registro pelo lado chinês, que terá validade de 5 anos.

As matérias-primas devem ser provenientes de pescado (exceto mamíferos marinhos) capturados na zona marítima doméstica ou em mar aberto e da criação de pescado em cativeiro, ou de subprodutos de pescado provenientes de estabelecimentos que manuseiam pescado para consumo humano.



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Brasil e China assinam 37 acordos bilaterais, com destaque para o agro



Em meio à visita de Estado do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil, nesta quarta-feira (20), os governos dos dois países assinaram 37 novos acordos bilaterais.

Entre os acordos estão as aberturas de mercado do país asiático para as compras brasileiras de sorgo, gergelim, uvas frescas e farinha de peixe, coproduto utilizado na fabricação de ração animal.

O líder chinês foi recebido com honras militares pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva, no Palácio da Alvorada, residência oficial. Eles se reuniram a portas fechadas com a participação de diversos ministros de cada lado.

Segundo a Presidência da República, os atos assinados abrangem, além da agricultura, as áreas de comércio, investimentos, infraestrutura, indústria, energia, mineração, finanças, ciência e tecnologia, comunicações, desenvolvimentos sustentável, turismo, esportes, saúde, educação e cultura.

Maior parceira comercial

Em discurso, Lula ressaltou que, apesar de distantes na geografia, há meio século China e Brasil cultivam uma amizade estratégica, baseada em interesses compartilhados e visões de mundo próximas.

“A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009. Em 2023, o comércio bilateral atingiu recorde histórico de US$ 157 bilhões. O superávit com a China é responsável por mais da metade do saldo comercial global brasileiro”, destacou o presidente.

De acordo com o seu discurso, a China também figura como uma das principais origens de investimentos no Brasil.

“Empresas chinesas vêm participando de licitações de projetos de infraestrutura e têm sido parceiras em empreendimentos como a construção de usinas hidrelétricas e ferrovias. Isso representa emprego, renda e sustentabilidade para o Brasil. Indústrias brasileiras também estão ampliando sua presença na China, como a WEG, a Suzano e a Randon. Ao mesmo tempo, o agronegócio continua a garantir a segurança alimentar chinesa. O Brasil é, desde 2017, o maior fornecedor de alimentos para a China”, acrescentou o presidente.

Aprofundamento de cooperações

A agenda de Xi Jinping em Brasília ocorre na sequência da participação dele na Cúpula de Líderes do G20, realizada no Rio de Janeiro e que foi encerrada na última terça-feira (19).

“Vamos aprofundar a cooperação em áreas prioritárias como economia, comércio, finanças, ciência e tecnologia, infraestrutura e proteção ambiental. E reforçar a cooperação em áreas emergentes como transição energética, economia digital, inteligência artificial e mineração verde”, afirmou o presidente chinês, também em declaração à imprensa.

No fim da tarde, um jantar será servido ao chinês no Palácio Itamaraty, sede da diplomacia brasileira. Xi Jinping deve deixar o Brasil na manhã desta quinta-feira (21). A visita, segundo o governo brasileiro, é uma sequência da visita que Lula fez à China em abril de 2023 e também ocorre em celebração aos 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países.



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Tecnologia e EPIs: aliados na segurança



A topografia é um exemplo de área transformada por inovações tecnológicas



“Vale ressaltar que essa modernização não acaba com a necessidade do uso de equipamentos de proteção individual"
“Vale ressaltar que essa modernização não acaba com a necessidade do uso de equipamentos de proteção individual” – Foto: Divulgação

A modernização tecnológica nas últimas décadas trouxe avanços significativos, simplificando processos burocráticos, automatizando atividades e promovendo maior precisão e agilidade no trabalho. Além disso, a digitalização de informações e o uso de sistemas de segurança têm protegido dados de pessoas, empresas e instituições.

Para Rogério Neves, CEO da CPE Tecnologia, esses avanços também impactam a segurança dos profissionais. Ele destaca que funções antes arriscadas estão sendo automatizadas, reduzindo a exposição dos trabalhadores a situações perigosas. Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que, em 2023, houve 500 mil acidentes de trabalho no Brasil, número inferior aos 612,9 mil registrados em 2022, movimento que pode estar relacionado ao uso crescente de tecnologias.

A topografia é um exemplo de área transformada por inovações tecnológicas. Recursos modernos permitem análises de terrenos, mapeamentos precisos em 3D e monitoramento remoto, otimizando a eficiência e a segurança das operações. Segundo Neves, ferramentas como essas são essenciais para tomadas de decisão mais assertivas, além de fomentar a modernização de profissões por meio de capacitações.

“Vale ressaltar que essa modernização não acaba com a necessidade do uso de equipamentos de proteção individual, os chamados EPIs. Além disso, é importante que sejam promovidos treinamentos constantes para evitar situações de risco. A tecnologia, sem dúvida, tem contribuído muito, mas os cuidados devem permanecer sempre. Com a inteligência artificial, podemos esperar por novidades em breve, não apenas na topografia, mas em variadas atividades econômicas, o que é fundamental para o desenvolvimento de um país”, conclui;

 





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Frente fria deve levar tempestades a dois estados do Sudeste


Nesta quinta-feira (21), uma frente fria se formará no litoral da Região Sudeste, trazendo instabilidade significativa ao Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Além disso, um cavado (sistema que intensifica a variabilidade dos ventos em altos níveis da atmosfera) também atuará e deve transportar a umidade presente na faixa norte do Brasil para a faixa sudeste, potencializando ainda mais as condições para chuvas volumosas.

De acordo com o mapa de acumulados de chuva (imagem abaixo) entre quinta e segunda-feira (25), os volumes variam entre 60 mm e 80 mm na maior parte dos territórios carioca e capixaba.

mapa chuvamapa chuva
Foto: Climatempo

O destaque fica para o sul do Espírito Santo, onde os acumulados podem ultrapassar 150 mm – faixa identificada em vermelho na imagem acima. Este cenário, motivado pela frente fria e pelo cavado, requer atenção especial devido ao risco de alagamentos e deslizamentos.

Chuva na cidade do Rio de Janeiro

A chuva na capital carioca será progressiva ao longo dos próximos dias:

  • Quinta-feira (21): nebulosidade predominante, com breves aberturas de sol e acumulado de 15 mm. A temperatura máxima será de 28°C.
  • Sexta-feira (22): chuva ganha força com alerta para temporais; acumulado esperado de 40 mm. Dia de muita nebulosidade. A temperatura máxima será de 24°C.
  • Sábado (23): as precipitações começam a diminuir, mas ainda serão presentes, com acumulado esperado de 15 mm. O dia seguirá nublado. A temperatura máxima será de 23°C.
  • Domingo (24): O sol volta a aparecer, mas o tempo permanece instável, com previsão de pancadas isoladas de chuva de cerca de 5 mm. A temperatura máxima será de 25°C.

Previsão para Vitória

Em Vitória, o cenário também será de instabilidade, com destaque para volumes expressivos de chuva no sábado:

  • Quinta-feira (21): muita nebulosidade e chuva, com acumulado de 15 mm. A temperatura máxima será de 31°C.
  • Sexta-feira (22): o sol aparece pela manhã, mas a chuva retorna com força na tarde e noite (15 mm). A temperatura máxima será de 28°C.
  • Sábado (23): o dia será crítico, com acumulado previsto de 80 mm. Nebulosidade predominante e chuva constante, sem aberturas de sol. A temperatura máxima será de 25°C.
  • Domingo (24): o sol volta a aparecer, mas o tempo permanece instável, com pancadas isoladas na parte da tarde (2 mm). A temperatura máxima será de 26°C.



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