sexta-feira, julho 17, 2026

Agro

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ABPA critica protecionismo após fala de CEO do Carrefour



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reagiu a declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, sobre carnes produzidas nos países-membros do Mercosul. Em nota divulgada nas redes sociais, Bompard afirmou que as carnes desses países não respeitam os critérios e normas exigidos pelo mercado francês.

A ABPA classificou a declaração como infundada e argumentou que os produtos brasileiros atendem rigorosamente às exigências sanitárias dos países importadores. Segundo a entidade, as exportações brasileiras garantem alta qualidade e seguem as determinações das autoridades dos mercados de destino.

Para a associação, a manifestação do executivo reflete uma tentativa protecionista que prejudica o equilíbrio de mercado francês, impactando consumidores com preços mais altos e restringindo o acesso de classes menos favorecidas. “O protecionismo, além de injustificado, contraria princípios de sustentabilidade, promovendo maior emissão de gases e pressão inflacionária”, destacou a ABPA.

A entidade também criticou a posição do Carrefour, afirmando que, como uma organização global com forte presença no Brasil, a empresa deveria atuar com base nos princípios de competitividade e respeito ao livre mercado.

Posicionamento do Carrefour

Atendendo a pedido da reportagem, a companhia no Brasil retornou uma nota com o posicionamento do Carrefour França. O informe de dois parágrafos afirma que a medida anunciada pelo CEO local se aplica apenas às lojas daquele país. “Em nenhuma momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise”, diz a nota.

A empresa também informa que as unidades dos demais países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, não sofrerão alterações quanto às aquisições de carne do Mercosul.

Leia a nota na íntegra:

Posicionamento do Carrefour França

O Carrefour França informa que a medida anunciada ontem, 20/11, se aplica apenas às lojas na França. Em nenhum momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise.

Todos os outros países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, continuam a operar sem qualquer alteração e podem continuar adquirindo carne do Mercosul. Nos outros países, onde há o modelo de franquia, também não há mudanças.



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Entidades do agro pedem urgência na aprovação do PL dos bioinsumos



Uma carta assinada por 56 entidades do agro foi entregue recentemente ao deputado federal Sérgio Souza (MDB/PR), relator do Projeto de Lei 658/2021, que visa regulamentar o uso dos bioinsumos no Brasil.

O pedido das entidades, que inclui produtores rurais e representantes da indústria, destaca a necessidade urgente de aprovação do projeto, que tramita atualmente na Câmara dos Deputados.

Urgência na aprovação

O prazo para aprovação do PL é uma das maiores preocupações dos signatários da carta. Caso o projeto não seja sancionado ainda este ano, a partir de 2025 a produção de bioinsumos “on farm” (produzidos nas propriedades para uso próprio) será ilegal, o que pode gerar uma insegurança jurídica significativa para muitas empresas.

Atualmente, produtores têm o respaldo legal para produzir bioinsumos em suas propriedades, mas, sem uma legislação própria, essa prática será passível de punição, o que pode levar a implicações legais graves para os agricultores.

Desafios para os produtores da soja

A falta de uma legislação clara sobre os bioinsumos também tem gerado incertezas no agro. Muitos produtos são registrados como biofertilizantes, conforme a Lei dos Fertilizantes, mas, caso algum estudo científico prove que o produto também tem efeito no controle de pragas, a empresa responsável poderá ser multada e sua produção embargada, devido à regulamentação vigente sobre agrotóxicos. O cenário já afeta as indústrias brasileiras que têm investido na produção de insumos para uso próprio, com o risco de enfrentarem sanções pela falta de registros adequados.

Atualmente, a legislação sobre agrotóxicos trata os bioinsumos conforme suas funções, o que exige múltiplos registros para os mesmos produtos, encarecendo desnecessariamente o processo para as empresas. A proposta do PL 658/2021 visa simplificar essa regulamentação, permitindo o registro único para os bioinsumos, independentemente de sua função, o que ajudaria a reduzir a burocracia e acelerar o processo de comercialização desses produtos no mercado.

Proposta da CropLife

A principal controvérsia que divide as entidades do agro está na proposta da CropLife Brasil, que defende que todos os novos bioinsumos e suas formulações sejam obrigatoriamente avaliados por três órgãos: Ministério da Agricultura, Ibama e Anvisa. As entidades que assinam a carta se posicionam contra essa proposta, argumentando que não seria necessário consultar todos os órgãos para cada modificação de formulação. Segundo elas, o Ministério da Agricultura deveria ser o órgão responsável, como já ocorre com outros produtos, como fertilizantes e medicamentos veterinários.

Rumo à aprovação do PL

Apesar das divergências, a adesão de 56 entidades ao pedido de urgência para aprovação do PL 658/2021 demonstra a unidade do setor agropecuário e agroindustrial em torno da necessidade de uma regulamentação clara e eficiente. As entidades ressaltam que a aprovação do projeto trará segurança jurídica tanto para os produtores quanto para as indústrias, além de reduzir a dependência do Brasil de produtos importados e evitar a concentração da produção nas mãos de grandes empresas de pesticidas.



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importação de milho e trigo cai, enquanto cresce a de soja



As importações chinesas de milho somaram 250 mil toneladas em outubro, queda de 87,7% ante outubro do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês). Em valores, as importações de milho no décimo mês do ano totalizaram US$ 62,286 milhões.

No acumulado do ano até outubro, a China importou 13,03 milhões de toneladas do cereal, recuo de 29,9% na comparação com igual período de 2023.

Aquisições de trigo pela China

As compras da China de trigo alcançaram 220 mil toneladas em outubro, volume 66,2% inferior ao registrado em outubro de 2023. O valor do mês corresponde a US$ 71,016 milhões. Contudo, até outubro, as importações somaram 10,96 milhões de toneladas, alta de 1,2% ante igual período do ano passado.

Soja

Segundo o Gacc, a China importou 8,09 milhões de toneladas de soja no décimo mês do ano, alta de 56,8% ante o volume de outubro de 2023. No total, as importações de soja totalizaram US$ 3,917 bilhões no mês passado. No acumulado do ano, até outubro, as importações somaram 89,94 milhões de toneladas, avanço de 11,2% em comparação com o volume do ano anterior.

Em relação ao derivado da oleaginosa, os chineses importaram 20 mil toneladas de óleo de soja em outubro, volume 49,9% menor do que o registrado em outubro de 2023. Em valores, no mês, as importações somaram US$ 15,01 milhões. Entre janeiro e outubro, as importações somaram 270 mil toneladas, queda de 1,4% ante igual período de 2023.

Outros produtos

A China importou 110 mil toneladas de algodão em outubro, 63,3% abaixo do volume de outubro de 2023. No acumulado do ano, as compras chinesas somaram 2,37 milhões de toneladas, avanço de 71,4% ante o ano anterior.

De óleo de palma, as importações da China atingiram 250 mil toneladas em outubro de 2024, volume 51,3% menor do que o importado em outubro do ano passado. Em 2024, as importações somam 2,31 milhões de toneladas, recuo de 35,9% ante um ano atrás.

De lácteos, 190 mil toneladas foram importadas pela China no décimo mês do ano, 10,2% abaixo do volume de outubro do ano anterior. No acumulado de 2024, até agora, as importações somaram 2,12 milhões de toneladas, queda de 12,9% na comparação anual.

As importações chinesas de açúcar somaram 540 mil toneladas em outubro, queda de 42% ante igual mês de 2023. Ainda assim, no acumulado do ano, o volume importado sobe 12,6%, para 3,42 milhões de toneladas.

As compras de fertilizantes em outubro foram de 1,1 milhão de toneladas, queda de 5,9% ante o décimo mês do ano passado. Até outubro, as importações somaram 11,48 milhões de toneladas, avanço de 10,2% ante igual período do ano passado.

As importações chinesas de carne bovina totalizaram 240 mil toneladas em outubro, alta de 6% em comparação com igual mês do ano anterior. No acumulado do ano, até o décimo mês, foram reportadas compras de 2,34 milhões de toneladas, aumento de 3,6% em relação a 2023.

De carne suína, os chineses importaram 90 mil toneladas no mês passado, volume 1,6% abaixo do registrado em outubro do ano passado. Entre janeiro e outubro, as importações tiveram queda de 34,9%, para 890 mil toneladas.



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IA pode elevar comércio global em 14 pontos percentuais até 2040, diz OMC



A inteligência artificial (IA) pode impulsionar o comércio global até 2040, mas sua efetividade dependerá da capacidade de países adotarem a tecnologia de modo conjunto, avalia a Organização Mundial do Comércio (OMC), em relatório divulgado nesta quinta-feira (21).

Segundo o documento, o melhor cenário requer a participação conjunta de economias desenvolvidas e emergentes, sendo capaz de aumentar o comércio global em 14 pontos percentuais até 2040. Do contrário, um cenário de “divergência tecnológica” pode reduzir pela metade os ganhos do comércio com inteligência artificial, a um aumento de 7% até 2040.

A organização projeta que a adoção de inteligência artificial pode reduzir custos, melhorar a produtividade entre setores e reconstruir padrões tradicionais do comércio global. Somente o comércio de serviços digitais deve crescer 18% até 2040, estima a OMC. O relatório prevê ainda que podem ser criadas novas categorias de bens relacionadas a IA, como veículos elétricos (EVs, em inglês) e robôs.

“Em outras palavras, falhar em difundir tecnologias de IA entre diferentes economias pode significar deixar de lado muitos dos ganhos potenciais”, afirmou a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, em nota. “Além disso, a inteligência artificial pode apoiar a transição verde ao otimizar recursos e reduzir a pegada de carbono de cadeias de suprimento.”

Entre as possíveis utilidades da IA no comércio global, a OMC pontua a melhora de processos logísticos, facilitação do gerenciamento de cadeias de suprimento e diminuição de barreiras linguísticas em controles de fronteira.

Ferramentas com IA podem, por exemplo, providenciar análises de dados em tempo real, insights preditivos e automatizar alguns processos de tomada de decisão.



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AgroNewsPolítica & Agro

excesso de oferta reduz preços da batata e cebola



Cenoura e alho mantêm estabilidade




Foto: Pixabay

O mais recente levantamento de preços realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), entre 4 e 15 de novembro, trouxe um cenário misto para os valores das hortaliças no entreposto de Contagem da CeasaMinas. Entre as principais mudanças, destacam-se elevações nos preços de alguns produtos e quedas em outros, refletindo as dinâmicas de oferta e demanda no mercado.

Entre as hortaliças analisadas, apenas o alho e a cenoura mantiveram preços estáveis durante o período. Já a abóbora moranga, abobrinha italiana e o tomate registraram aumento nas cotações:

Tomate: A alta foi motivada pelo fim da temporada de inverno nas regiões produtoras, o que impactou negativamente a oferta. Quedas influenciadas por maior oferta

Por outro lado, hortaliças como batata, cebola, chuchu, pimentão e quiabo apresentaram queda nos preços. Os fatores principais foram o excesso de oferta e condições climáticas favoráveis:

Batata: As fortes chuvas recentes nas regiões produtoras aumentaram a quantidade disponível no mercado, somadas ao início da colheita no Sul do país.

Cebola: A queda é atribuída à maior oferta de produtos de alta qualidade, favorecida pelo clima seco durante o período de desenvolvimento da hortaliça.

Os dados analisados abrangem apenas o período até 14 de novembro, já que o feriado do dia 15 interrompeu a coleta de preços na CeasaMinas.





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declaração traz prejuízos à reputação da carne do Brasil, diz associação de criadores de angus



A declaração do CEO do Carrefour da França, de que a gigante do varejo deixaria de comprar carnes do Mercosul, trouxe grande preocupação à Associação Brasileira de Angus e Ultrablack. Em nota, a entidade comenta que a postagem publicada em redes sociais por Alexandre Bompard acarreta “sérios prejuízos à imagem e à reputação da proteína brasileira”.

De acordo com o texto emitido pela entidade, além de improcedente, a declaração é ainda mais grave partindo de executivo de companhia global com ampla atuação no Brasil.

A associação afirma que estimula os criadores a investir em melhoramento genético, qualidade, padronização e sustentabilidade, para oferecer aos consumidores um produto diferenciado, que atenda a altos padrões de excelência.

“Quando líderes mundiais discutem a fome e a ampliação do acesso de mais e melhores alimentos, medidas protecionistas como a anunciada pelo executivo colocam em risco esses esforços”, diz a nota, completando que a expectativa é de prevaleça “o respeito à proteína produzida pelo Mercosul, ao trabalho de milhares de pessoas e ao livre mercado”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cenário positivo para o milho


Segundo a Análise do Especialista divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (18), na última semana, a região Sul do Brasil teve condições climáticas favoráveis para o milho da primeira safra, com boa umidade no solo, permitindo o avanço do plantio. Apesar da pressão dos preços em Chicago, os valores domésticos do milho no Brasil apresentaram certa resistência. Isso ocorreu devido à desvalorização do real frente ao dólar, que oferece suporte aos preços internos, e ao ritmo lento da comercialização pelos produtores.

O desenvolvimento acelerado da safra brasileira de soja e a recente alta nos preços do milho estão levando o mercado a rever suas projeções para o plantio da segunda safra do cereal em 2024/25. Inicialmente, esperava-se uma redução na área plantada devido às cotações desvalorizadas, mas a recuperação nos preços pode reverter essa tendência, especialmente nas regiões sulistas.

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De acordo com a análise, as cotações do milho registraram disparadas no mercado disponível e uma boa recuperação no futuro, mudando o panorama que se desenhava há dois meses. Com a janela ideal de plantio prevista para grande parte do país e sem sinais de aumento expressivo nos custos de produção, as expectativas são de um bom desempenho em volume para a segunda safra do cereal.

De acordo com estimativas iniciais, a área plantada para a safra 2024/25 seria de 3,756 milhões de hectares, o que representaria uma redução de 5,2% em relação à safra anterior. Essa retração era atribuída às baixas cotações do milho, que levaram muitos agricultores a optarem por outras culturas mais rentáveis. Contudo, o recente aumento nos preços pode levar a uma ampliação da área plantada, sobretudo no Sul do país.

A demanda doméstica continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no mercado físico. A valorização do boi gordo e os aumentos nos preços da carne suína e de aves são os grandes propulsores dessa tendência.

Apesar de uma breve queda nos preços na última semana, o cenário geral permanece positivo para o milho no Brasil, com expectativas de uma nova semana favorável ao cereal, conforme a análise da Grão Direto.





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confira cenário macroeconômico na análise do especialista do PicPay



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que políticas inflacionárias de Trump elevam juros e incertezas nos EUA, enquanto Europa e China enfrentam crescimento fraco.

No Brasil, a deterioração fiscal pressiona o mercado, com a Selic podendo alcançar 14%, caso os cortes de gastos não avancem.



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Soja fecha em baixa em Chicago


As cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia em baixa nesta terça-feira, pressionadas pelo avanço do plantio no Brasil e pelas condições climáticas favoráveis em diversas regiões da América Latina. De acordo com o último relatório da Conab, o plantio da safra brasileira alcançou 73,8% da área planejada, superando os 65,4% registrados no mesmo período do ano passado.

Esse progresso representa uma mudança significativa, de atraso para adiantamento na semeadura, o que aumenta as expectativas de uma safra abundante. Além disso, a Abiove estimou um aumento de 9,4% no volume colhido para a temporada 2024/25, reforçando a pressão sobre os preços.  

O contrato de soja para novembro de 2024, referência para a safra brasileira, registrou queda de 1,11%, ou $ -11,25 cents por bushel, encerrando o dia a $ 998,50. Já o contrato para janeiro de 2025 recuou 1,03%, ou $ -10,50 cents por bushel, finalizando a $ 1008,50. No segmento de derivados, o farelo de soja para dezembro caiu 0,59%, ou $ -1,7 por tonelada curta, fechando a $ 288,6. O óleo de soja para o mesmo mês apresentou retração de 1,49%, ou $ -0,68 por libra-peso, encerrando a $ 44,84.  

A retração nos preços reflete o impacto direto das boas condições de plantio e do clima favorável nas regiões produtoras. O ritmo acelerado de semeadura no Brasil reduz incertezas no mercado, enquanto as perspectivas de aumento na produção consolidam uma oferta robusta para a próxima temporada. Além disso, a regularidade das chuvas em áreas estratégicas tem garantido condições ideais para o desenvolvimento das lavouras, contribuindo para a pressão negativa sobre as cotações.  

O mercado permanece atento à evolução da safra brasileira e à situação climática na América Latina, fatores cruciais para as tendências de preços da soja. Caso as condições climáticas continuem favoráveis e o ritmo de plantio se mantenha acelerado, é provável que as cotações sigam pressionadas nas próximas semanas.

 





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Mercado de soja no Brasil: Atualização por estados



No Mato Grosso do Sul, a umidade melhorou



Em Santa Catarina, o plantio avançou significativamente
Em Santa Catarina, o plantio avançou significativamente – Foto: Nadia Borges

De acordo com informações da TF Agroeconômica, o plantio e os preços da soja no Brasil apresentaram variações significativas nos estados produtores nesta semana. No Rio Grande do Sul, o ritmo de plantio voltou a desacelerar, com preços no porto fixados em R$ 143,00 para entrega e pagamento em 29 de novembro. No interior, os valores oscilaram entre R$ 134,00 em Santa Rosa e São Luiz e R$ 135,50 em Cruz Alta e Passo Fundo. Em Panambi, os preços pagos ao produtor recuaram para R$ 125,00 a saca.

Em Santa Catarina, o plantio avançou significativamente, com 55% da área prevista já semeada, segundo a Epagri. As lavouras estão em fase vegetativa, com 99% em boas condições, favorecidas pelas chuvas regulares. No porto, a soja foi negociada a R$ 143,00, enquanto em Chapecó o valor ficou em R$ 135,50. No Paraná, as chuvas irregulares mantiveram o mercado cauteloso. No Porto de Paranaguá, a soja CIF foi indicada a R$ 142,00, com entrega e pagamento em dezembro. No interior, Cascavel registrou R$ 138,00 para retirada imediata e Ponta Grossa apresentou preços balcão de R$ 134,00.

No Mato Grosso do Sul, a umidade melhorou e o estado é o quarto mais avançado no plantio de soja nesta temporada. Em Dourados, o preço FOB foi indicado a R$ 137,00, mas sem acordos concretizados. Já o Mato Grosso segue como destaque nacional, com o segundo plantio mais adiantado. Em Primavera do Leste, a saca FOB com embarque imediato recuou R$ 2, para R$ 142,00, com baixa disposição de venda. Outras praças apresentaram valores como R$ 143,50 em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum e R$ 141,50 em Rondonópolis e Campo Verde.





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