quinta-feira, julho 16, 2026

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‘Se não serve a francês, não servirá aqui’



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, endossou o posicionamento de entidades do setor produtivo e da indústria brasileira de carnes de sugerir o não fornecimento de carnes ao Carrefour também no Brasil, após a suspensão da compra de proteínas animais do Mercosul pelas unidades francesas do grupo.

“Me surpreende a presidência local aqui no Brasil dizendo ‘não, nós vamos continuar comprando porque nós sabemos que tem boa procedência. Quem não quer comprar é a matriz lá, a França’. Ora, se não serve ao francês, não vai servir aos brasileiros. Então, que não se forneça carne nem para o mercado desta marca aqui no Brasil”, disse Fávaro a jornalistas na noite da quinta-feira (21), em evento de comemoração de dez anos da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Na quarta-feira (20), o CEO mundial do Carrefour, Alexandre Bompard, afirmou, em comunicado nas suas redes sociais, que a varejista se compromete a não vender carnes do Mercosul, independentemente dos “preços e quantidades de carne” que esses países possam oferecer. Na quinta, o Carrefour França afirmou que o veto à venda de carnes do Mercosul é válido apenas para as unidades da rede varejista naquele país, enquanto o Grupo Carrefour Brasil afirmou que “nada muda nas operações no país”.

O ministro afirmou que não se trata de um boicote ao grupo, mas que o Brasil tem de ter soberania. “Já vi o movimento por parte dos próprios produtores de carne, com o qual me solidarizo, que é um absurdo a empresa dizer que quem não quer comprar é a matriz, é a França. Aqui a carne dos brasileiros serve para o Carrefour. Não, não é assim não”, criticou Fávaro. “Tenham respeito pela nossa construção. Achei uma atitude louvável da indústria brasileira de falar: então, não vou fornecer também (à marca no Brasil). Uma atitude que mostra a soberania e o respeito à legislação brasileira tem o meu apoio”, acrescentou Favaro.

Na quinta, seis entidades do agronegócio se manifestaram repudiando a decisão do Carrefour, afirmando que se o grupo “entende que o Mercosul não é fornecedor à altura do mercado francês – que não é diferente do espanhol, belga, árabe, turco, italiano -, as entidades assinadas consideram que, se não serve para abastecer o Carrefour no mercado francês, não serve para abastecer o Carrefour em nenhum outro país”.

O ministro disse, ainda, que “custa acreditar que está ocorrendo uma ação orquestrada por parte das empresas francesas”, mas que também não acredita em coincidências, citando um caso semelhante envolvendo o fornecimento de soja à francesa Danone no fim de outubro.

“Agora, o Carrefour, uma ação como essa. O Brasil não se nega a discutir sustentabilidade com ninguém, em nenhum lugar do mundo. Um governo e um país que têm compromisso com respeito ao meio ambiente, com a rastreabilidade, com a boa sanidade, com todos princípios ESG mas de forma alguma, será atacada a nossa soberania. Isso é irretocável”, defendeu Fávaro, citando as legislações rigorosas adotadas no País.

Por fim, o ministro disse crer que as empresas francesas “vão repensar o que estão falando da produção brasileira”.



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EUA vendem 549,6 mil de t de trigo da safra 2024/25, diz USDA


Exportadores dos Estados Unidos relataram vendas de 549,6 mil toneladas de trigo da safra 2024/25, na semana encerrada em 14 de novembro, já descontados os cancelamentos, informou nesta quinta-feira, 21, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume representa alta de 45% ante a semana anterior e de 29% em relação à média das quatro semanas prévias.

Os principais compradores na semana foram Coreia do Sul (200,1 mil t), México (91 mil t), Indonésia (73 mil t), Japão (64,7 mil t) e destinos não revelados (56,2 mil t), que compensaram os cancelamentos de ilhas das Antilhas (28,8 mil t) e Tailândia (13 t).

Para o ano comercial 2025/26 não foram relatadas vendas.

O total vendido ficou dentro do esperado por analistas, que estimavam vendas de 250 mil toneladas a 600 mil toneladas.

Na semana, os embarques somaram 133,9 mil toneladas, menor volume reportado no ano comercial, com recuo de 56% ante a semana anterior e de 49% diante da média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos foram Coreia do Sul (55,7 mil t), Venezuela (33,7 mil t), México (22,1 mil t), Taiwan (20,7 mil t) e Vietnã (1,2 mil t).



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ANP aprova acordo de cooperação com Serpro no âmbito do RenovaBio


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou um acordo de cooperação entre a agência e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), no âmbito do RenovaBio. O objetivo é simplificar o relacionamento entre os órgãos para o gerenciamento da plataforma dos Créditos de Descarbonização, Cbio.

Segundo a ANP, o acordo visa a cooperação, “resultando no desenvolvimento evolutivo, operacionalização e governança da Plataforma Cbio, e criando soluções que garantam a execução do RenovaBio nos seus três eixos estratégicos: metas de descarbonização, certificação de biocombustíveis e lastro do crédito de descarbonização”.

A Plataforma Cbio é uma ferramenta do Serpro para a prestação de serviços de informática relativos à geração das informações necessárias para emissão de Cbios mediante pagamento pelos produtores e importadores de biocombustíveis certificados (emissores primários). A cobrança do serviço pelo Serpro é realizada por nota fiscal eletrônica.

Os Cbios são ativos ambientais emitidos por produtores de biocombustíveis em quantidade proporcional à nota de eficiência de sua produção certificada e do volume de biocombustível comercializado. Um Cbio equivale a uma tonelada de gases de efeito estufa não emitidos na atmosfera devido ao uso de biocombustível em substituição aos combustíveis fósseis.

Os créditos são comercializados pelos produtores de biocombustíveis na B3, a serem adquiridos pelas distribuidoras para cumprimento de suas metas individuais, ou mesmo por terceiros não obrigados interessados nessa comercialização.



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Corte de gastos: pacote será anunciado até terça, diz Haddad


O pacote de corte de gastos obrigatórios será anunciado até terça-feira (26), disse nesta quinta-feira (21) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Na segunda-feira (25) pela manhã, disse o ministro, a equipe econômica repassará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a minuta dos atos, que envolvem o envio ao Congresso de pelo menos uma proposta de emenda à Constituição e de um projeto de lei complementar.

A reunião final com Lula, informou Haddad, está marcada para as 10h de segunda, no Palácio do Planalto. De acordo com o ministro, apenas detalhes dos textos a serem enviados serão definidos, e Lula fechou a agenda da manhã de segunda-feira para dedicar-se exclusivamente ao assunto.

“Nós vamos bater com ele [Lula] a redação de um ou outro detalhe, inclusive o acordo que foi feito com [o Ministério da Defesa], que ele soube só informalmente por mim hoje. Nós vamos bater com ele a redação e, ao fim da reunião de segunda-feira, nós estaremos prontos para divulgar. Aí faremos isso na própria segunda ou na terça. É uma decisão que a comunicação [do governo] vai tomar, mas os atos já estão limitados”, declarou Haddad.

O ministro da Fazenda reiterou que a equipe econômica adiantou algumas medidas aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e para os líderes dos partidos da base aliada. Sem informar números sobre o impacto das medidas, Haddad afirmou que o pacote é suficiente para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal.

“O arcabouço fiscal é uma regra que é excelente para nós mirarmos o equilíbrio orçamentário e trabalhar nossa trajetória da dívida [púbica], retomada em algum momento da queda de juros, em algum momento do futuro próximo, para que nós tenhamos tranquilidade de continuar crescendo com a inflação dentro da meta, mirando o centro, que é isso que nós queremos. Então, até terça-feira, a gente tem uma definição”, destacou o ministro.

Sobre o corte de gastos na previdência dos militares, Haddad disse que a economia será de um pouco mais de R$ 2 bilhões por ano. “É difícil fazer o cálculo porque os dados não ficam disponíveis para o Planejamento e para o MGI [Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos] conforme a folha de servidores. Mas o impacto é um pouco superior a isso, mas essa é a ordem de grandeza”, comentou.

Nesta tarde, Haddad se reuniria com Lula para fechar o pacote, mas o encontro foi adiado para segunda-feira porque uma reunião do presidente com a indústria do varejo se estendeu além do previsto. Por volta das 18h, Haddad reuniu-se com os ministros da Junta de Execução Orçamentária (JEO) para definir o tamanho do bloqueio de gastos a ser anunciado nesta sexta-feira (22).

A JEO é composta pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelos ministros da Casa Civil, Rui Costa; do Planejamento e Orçamento (Simone Tebet); e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo sobe em Chicago, mas embarques dos EUA decepcionam o mercado



As cotações do trigo em Chicago apresentaram leve alta nesta semana




Foto: Canva

As cotações do trigo em Chicago apresentaram leve alta nesta semana, impulsionadas por movimentos de mercado e expectativas de safra. Segundo dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o contrato do primeiro mês, que chegou a atingir US$ 5,30/bushel no dia 14/11, encerrou a quinta-feira (21/11) cotado a US$ 5,48/bushel.

No campo, o plantio do trigo de inverno nos Estados Unidos atingiu 94% até o dia 17/11, abaixo da média histórica de 96%. Do total semeado, 84% germinaram, com 49% avaliados como estando em condições de boas a excelentes, 36% regulares e 15% classificados entre ruins e muito ruins.

Entretanto, os embarques semanais frustraram expectativas. Na semana encerrada em 14/11, os Estados Unidos exportaram 196.281 toneladas de trigo, volume abaixo do esperado pelo mercado. No acumulado do ano comercial, as vendas externas somam 10,3 milhões de toneladas, um aumento de 31% em relação ao mesmo período de 2023, conforme análise da CEEMA.

Apesar do desempenho positivo nas exportações totais, os volumes recentes podem pressionar as cotações nos próximos dias, especialmente diante de uma safra com indicadores de produtividade abaixo do ideal em algumas áreas-chave de produção.





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Plantio da soja chega a 72% da área prevista na Bahia


A semeadura da soja no Oeste da Bahia para a safra 2024/25 atingiu 72%, o equivalente a 1,5 milhão de hectares da área total prevista de 2,129 milhões de hectares.

As informações são do último boletim divulgado pelo núcleo de agronegócio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Segundo o relatório, o ritmo acelerou na última semana devido às condições climáticas favoráveis em todas as regiões monitoradas.

Com isso, muitas propriedades já finalizaram ou estão próximas de concluir o plantio.

Para as próximas semanas, a expectativa é de finalização das atividades em algumas regiões, visto que o clima favorável está garantindo o progresso das operações.

A título de comparação, na safra anterior (2023/24), o plantio no mesmo período atingiu 31,2% de área.

Controle fitossanitário

Apesar do avanço significativo do plantio da soja, o relatório chama atenção para a presença, em áreas pontuais, de pragas em algumas regiões, como percevejos, lagartas e tamanduá-da-soja.

De acordo com a Aiba, o manejo integrado de pragas e um acompanhamento detalhado são essenciais para garantir o desenvolvimento das lavouras.

O boletim afirma ainda que, por enquanto, não há registros de ferrugem asiática na região.

No entanto, os produtores continuam atentos, realizando o monitoramento constante e adotando práticas preventivas para evitar a proliferação do patógeno.

Soja - bioinsumoSoja - bioinsumo
Foto: divulgação/Innova Agrotecnologia

Segundo a entidade, essa situação reflete um cenário de boa organização e preparação por parte dos produtores, que estão se antecipando aos desafios de mais uma nova safra.


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Milho firma ganhos e busca recuperação técnica em Chicago



Os contratos do milho operam com preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Mesmo diante da menor demanda pelo cereal norte-americano, o mercado busca uma recuperação técnica após as perdas do pregão anterior, consolidando-se em território positivo.

Contudo, a valorização do dólar frente a outras moedas e a queda nos preços do petróleo em Nova York restringem ganhos mais expressivos.

Até o momento, a posição dezembro/24 ainda acumula 0,2% de perdas semanais. Os contratos com vencimento em dezembro operam cotados a US$ 4,28 3/4 por bushel, alta de 2 centavos de dólar, ou 0,46%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (21), o milho fechou com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pelo quadro fundamental de ampla oferta global, com destaque para as safras abundantes dos Estados Unidos e da América do Sul. Os investidores realizaram lucros e o dólar forte pesou negativamente.

Na sessão, os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,26 3/4 por bushel, baixa de 3,50 centavos de dólar, ou 0,81%, em relação ao fechamento anterior. A posição março de 2025 fechou a sessão a US$ 4,36 1/4 por bushel, recuo de 3,75 centavos de dólar, ou 0,85%, em relação ao fechamento anterior.



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Chicago opera com leve perda, pressionada por dólar e melhores lavouras no Brasil



Os contratos da soja em grão registram preços levemente mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado tenta prolongar as perdas pelo quarto pregão consecutivo, pressionado pelas melhores condições das lavouras no Brasil e pela forte valorização do dólar em relação a outras moedas, o que reduz a competitividade da oleaginosa dos Estados Unidos.

Por outro lado, um movimento de recuperação técnica diante das perdas recentes limita uma queda mais acentuada das cotações. Até o momento, a posição janeiro/25 registra uma retração semanal de 2,2%.

Os contratos com vencimento em janeiro de 2025 operam cotados a US$ 9,77 1/2 por bushel, baixa de 0,25 centavo de dólar, ou 0,02%, em relação ao fechamento anterior. Ontem (21), a soja fechou no território negativo.

Apesar dos sinais positivos de demanda pelo produto americano, o bom desenvolvimento das lavouras no Brasil e os recentes acordos comerciais fechados entre chineses e brasileiros colocaram pressão sobre as cotações.

O sentimento em Chicago é que o novo governo Trump tende a prejudicar as vendas de soja dos Estados Unidos à China. E os sinais de aproximação dos asiáticos com o Brasil acirraram essa desconfiança.

O mercado também teme pela demanda interna pela soja. As primeiras sinalizações são de que Trump não vai investir ou incentivar a produção de biocombustíveis, outro fator de pressão.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 12,75 centavos de dólar, ou 1,28%, a US$ 9,77 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,85 1/4 por bushel, com perda de 14 centavos, ou 1,40%.



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Petrobras prevê investimento de US$ 111 bilhões entre 2025 e 2029


O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nessa quinta-feira (21) o Plano de Negócios 2025-2029 (PN 2025-29). A previsão é que haja investimentos de US$ 111 bilhões no período, sendo US$ 98 bilhões na carteira de projetos em implantação e US$ 13 bilhões na carteira de projetos em avaliação.

Do valor total de US$ 111 bilhões, a previsão é de que US$ 77 bilhões sejam investidos em exploração e produção, US$ 20 bilhões em refino, transporte e comercialização, US$ 11 bilhões em gás e energias de baixo carbono e US$ 3 bilhões na parte corporativa.

Segundo a companhia, este ano o plano foi dividido em duas partes: o PE 2050, que propõe refletir sobre o futuro do planeta e como a empresa quer ser reconhecida em 2050 e o PN 2025-29, com metas de curto e médio prazo.

O planejamento da Petrobras estima que o fornecimento de energia nesse período passe de 4,3 exajoules (EJ) em 2022 para 6,8 EJ em 2050, o que manteria a companhia como responsável por 31% da oferta primária de energia do Brasil. A Petrobras também tem o objetivo de neutralizar suas emissões operacionais até 2050.

A estatal declara que “concentrará esforços no aproveitamento dessas oportunidades do mercado de óleo e gás, com foco em reposição de reservas, na produção crescente com menor pegada de carbono e na ampliação da oferta de produtos mais sustentáveis e de maior qualidade no seu portfólio”.

Segmentação

No segmento de exploração e produção (E&P), cerca de 60% devem ser destinados aos ativos do pré-sal. Segundo a companhia, há projetos grandes de revitalização (Revits) para aumentar os fatores de recuperação em campos maduros, especialmente na Bacia de Campos.

No segmento de Refino, Transporte, Comercialização, Petroquímica e Fertilizantes (RTC), a nova previsão de investimentos corresponde a um aumento de 17% em relação ao plano anterior. O objetivo é aumentar a capacidade do parque da Petrobras, ampliar a oferta de produtos de alta qualidade, como diesel S10 e lubrificantes, e de combustíveis de baixo carbono. Estima-se um aumento na capacidade de destilação de 1.813 mil barris por dia (bpd) para 2.105 mil bpd.

Os projetos de gás natural e energia (G&E) preveem o desenvolvimento de duas usinas termelétricas (UTEs) no Complexo de Energia Boaventura em Itaboraí (RJ), sendo a implementação desses projetos condicionada ao sucesso em leilões futuros de reserva de capacidade de energia.

Há indicativo de investimentos de US$ 16,3 bilhões em transição energética, que levam em conta as iniciativas de baixo carbono. Elas englobam projetos em energias de baixo carbono, para descarbonização das operações e pesquisa e desenvolvimento (P&D) que permeia todos os segmentos. Esse volume corresponde a um aumento de 42% em relação ao plano anterior.



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CMN libera contratação de crédito para bovinocultura por cooperativa familiar



O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a contratação de crédito de investimento para a cadeia da bovinocultura por cooperativas da agricultura familiar. A medida consta da resolução 5.183/2024 aprovada nesta quinta-feira (21) em reunião ordinária do colegiado. Em nota à imprensa, o Ministério da Fazenda afirmou que a medida visa “estimular a busca por soluções estruturais para a cadeia produtiva da bovinocultura, especialmente a pecuária leiteira”.

Com a nova regra, cooperativas e cooperados da agricultura familiar poderão acessar linhas de crédito de investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para financiamento de tanques de resfriamento de leite e ordenhadeiras; sêmen, óvulos e embriões para melhoramento genético da pecuária bovina, inclusive quanto aos serviços de inseminação artificial e transferência de embriões; formação e recuperação de pastagens, capineiras e demais espécies forrageiras, produção e conservação de forragem, silagem e feno destinados à alimentação animal; e aquisição de tratores e implementos associados, desde que destinados às finalidades à formação e recuperação de pastagens e conservação de forragem.

O CMN também autorizou a contratação de novos créditos de custeio e investimento para assentados da reforma agrária. Esses financiamentos poderão ser contratados por meio da linha de crédito do Pronaf A e Pronaf A/C com condições especiais e temporárias para beneficiários que já tenham atingido o limite de crédito anteriormente previsto, explicou a Fazenda na nota.

Assentados da reforma agrária que contratarem o crédito de custeio e/ou investimento terão bônus de adimplência (rebate) de 25% sobre cada parcela do valor total paga até a data de seu vencimento. As novas operações poderão ser contratadas até 30 de junho de 2027. “Esses créditos têm sido fundamentais para o fortalecimento da atividade produtiva do público assentado da reforma agrária. No entanto, muitos beneficiários que já atingiram os limites atuais de crédito ainda continuam tendo problemas para fornecer garantias reais para acesso ao crédito do Pronaf com risco das instituições financeiras. Com a retomada dos investimentos no desenvolvimento dos assentamentos da reforma agrária, coordenado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), os novos créditos contribuirão para que os assentados desenvolvam suas atividades agropecuárias com mais segurança e sustentabilidade”, disse o ministério.



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