quinta-feira, julho 16, 2026

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BNDES aprova financiamento de R$ 363,8 milhões para Grupo Hypera Pharma


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta sexta-feira, 22, ter aprovado um financiamento de aproximadamente R$ 363,8 milhões para o Grupo Hypera Pharma investir em inovação e expansão de suas operações.

Os recursos serão destinados à implantação, em sua subsidiária Brainfarma, de uma planta-piloto, fábrica de medicamentos oncológicos e centro de pesquisa e desenvolvimento, além de uma unidade para a produção de um Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), princípio ativo do Buscopan.

O financiamento foi aprovado no âmbito do programa BNDES Mais Inovação e da linha incentivada para inovação. Os recursos correspondem a cerca de 88% do total a ser investido no projeto.

“Voltados ao mercado institucional, que atende hospitais, clínicas e unidades de saúde públicas e privadas, os laboratórios de P&D e a planta piloto de medicamentos biológicos devem inserir o grupo em mercados de maior valor e complexidade, avançando no domínio de tecnologias e terapias de ponta, contribuindo para o acesso a medicamentos no Brasil, atendendo a mercados privados e públicos (SUS) por meio de Parcerias para Desenvolvimento Produtivo (PDPs) e Parcerias para o Desenvolvimento de Inovação Local (PDILs) junto a instituições públicas brasileiras”, justificou o banco de fomento, em nota distribuída à imprensa.

O BNDES estima que os investimentos gerem mais de 500 novos empregos diretos qualificados, sendo quase 200 em Pesquisa e Desenvolvimento. A empresa beneficiada calcula ainda que sejam criados mais de 1,6 mil empregos indiretos após a conclusão dos projetos.

“Temos um déficit enorme no setor farmacêutico e a pandemia deixou essa situação ainda mais evidente. Por isso, o BNDES está avançando em políticas públicas e no fomento ao setor. Este ano, batemos recorde de aprovações para a saúde, o que é essencial para a indústria contratar e desenvolver medicamentos, beneficiando a população e viabilizando um complexo industrial resiliente, capaz de reduzir as vulnerabilidades do SUS e ampliar o acesso da população”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota à imprensa.

O BNDES informa que, de janeiro de 2023 até outubro de 2024, as aprovações de crédito do banco para o complexo industrial da saúde somaram R$ 5,2 bilhões. De janeiro a outubro deste ano, as aprovações para o complexo industrial da saúde somaram R$ 3,2 bilhões, montante que excede em 60% o total apurado em 2023.

No segmento da indústria farmacêutica, o total aprovado nos primeiros sete meses de 2024 alcançou R$ 2,1 bilhões, 33% superior ao registrado em todo o ano de 2023, quando somou R$ 1,51 bilhão.



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VBP agropecuária deve crescer 7,6% em 24/25, prevê ministério


O valor bruto da produção (VBP) agropecuária deve crescer 7,6% na safra 2024/25 ante a temporada anterior, alcançando R$ 1,31 trilhão, estima o Ministério da Agricultura.

Do montante total, R$ 874,80 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 67,7% do total e incremento estimado de 6,7% ante o ciclo anterior.

Outros R$ 435,05 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 32,6% do total e alta de 9,5% contra 2023/24. As projeções são as primeiras do ministério quanto ao valor da produção para a safra atual.

VBP das culturas

Na agricultura, o maior crescimento de VBP, de 23,7%, é projetado para as lavouras de laranja, somando R$ 35,66 bilhões na temporada 2024/25.

O VBP da soja da safra atual deve crescer 16,5%, para R$ 339,25 bilhões (38,8% do total), enquanto o faturamento bruto das lavouras de café tende a avançar 16,1%, para R$ 83,92 bilhões (9,6%).

O VBP das lavouras de uva é estimado em R$ 10,20 bilhões, alta de 13,7% em um ano-safra. O faturamento das lavouras de arroz, por sua vez, tende a crescer 8,1%, para R$ 27,1 bilhões.

“Para as culturas de laranja e café, a evolução dos preços foi o fator mais relevante nestes resultados e, para a soja e o arroz, foi o crescimento da produção a maior influência”, avaliou o ministério em nota.

Produção bovina

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Foto: Gabriel Faria/Embrapa

Na pecuária, a cadeia de suínos tende a ter o melhor desempenho porcentual, com aumento estimado de 19,5%, para um VBP projetado em R$ 62,74 bilhões.

Já a produção bovina segue liderando o faturamento bruto da pecuária, com R$ 180,48 bilhões estimados, alta de 18,8% em um ano.

Já o valor bruto da produção da cadeia leiteira pode subir 4,9%, para R$ 69,05 bilhões, prevê o ministério. “Nos rebanhos pecuários, a melhoria dos preços é fator o mais significativo no resultado”, observou a pasta.

O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 19 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.



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Vagas imediatas para o setor de energia renovável



As vagas possuem requisitos



As vagas possuem requisitos
As vagas possuem requisitos – Foto: Divulgação

A Raízen, uma das principais empresas do Brasil no setor de bioenergia, anunciou a abertura de 22 vagas para o Programa Comercial Experience, voltado para profissionais com perfil de liderança e alto desempenho comercial. As oportunidades são para o cargo de Gerente de Território, nas modalidades pleno e sênior, e visam reforçar a estratégia de crescimento da empresa, com foco no setor de energia renovável. As vagas estão distribuídas por diversos estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

O Gerente de Território será responsável pela implementação de planos de vendas e estratégias de prospecção de novos negócios, com objetivo de expandir a carteira de clientes e maximizar resultados. A função também envolve atuar como elo comercial entre a Raízen e seus revendedores, assegurando a satisfação das necessidades do mercado.

Os requisitos para as vagas incluem ensino superior completo, CNH categoria B, e disponibilidade para viagens. Além disso, são desejáveis conhecimentos avançados em Excel, experiência em negociação e relacionamento com clientes, e vivência em gestão de contratos. A Raízen oferece uma remuneração competitiva, com benefícios como plano de saúde, odontológico, seguro de vida, previdência privada, vale-alimentação, vale-transporte e refeitório no local.

O processo seletivo será composto por inscrição, avaliação de perfil, apresentação em vídeo, dinâmica de grupo com case técnico e entrevista com a liderança, permitindo à Raízen avaliar as competências dos candidatos de forma detalhada.

 





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O que esperar do mercado brasileiro da soja? Confira as projeções



O mercado brasileiro da soja deve enfrentar uma sexta-feira (22) com poucos negócios e preços oscilando entre estabilidade e leves recuos. A expectativa é de que a semana termine com um cenário de transações limitadas, devido a uma combinação de fatores que impactam as cotações, como o desempenho do mercado internacional e as condições climáticas no Brasil.

A commodity apresenta perspectiva de retração, impactada pela queda nas cotações de Chicago e pela continuidade da colheita no Brasil. O ritmo de negócios segue lento, com preços mistos nas principais praças do país, refletindo a pressão externa e as condições locais de produção.

Na última quinta-feira, o mercado foi marcado por movimentação reduzida, com estabilidade em algumas regiões e leves quedas em outras. A cotação da soja mostrou tendência de baixa, pressionada pelas quedas nos preços internacionais, mas as regiões de maior produção continuam sendo monitoradas com cautela.

Contratos futuros da soja

A bolsa de Chicago continua negativa, com o contrato de soja para janeiro de 2025 cotado a US$ 9,76 1/4 por bushel, refletindo uma queda de 0,15% sobre o dia anterior. Essa desvalorização externa pressiona os preços no Brasil, embora as boas condições climáticas e a alta do dólar, que abriu a R$ 5,8123, ajudem a mitigar os impactos da baixa nas cotações internacionais.

No final de novembro e início de dezembro, o mercado brasileiro deve continuar com movimentação restrita, com os produtores focados na finalização do plantio. Apesar da competitividade das lavouras brasileiras, a pressão externa e os desafios logísticos, como os custos de frete, devem pesar sobre os preços. O clima favorável e a tendência de alta do dólar podem atenuar as quedas nas cotações, mas não se espera grande mudança no curto prazo.



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Projeto autoriza uso do fungicida carbendazim em defensivos agrícolas



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de decreto legislativo (PDL) 312/22, que autoriza o uso do fungicida carbendazim em defensivos agrícolas no Brasil.

Na prática, o PDL anula a resolução 739/22, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que decidiu pela redução gradual do carbendazim em lavouras brasileiras, até a conclusão do processo de reavaliação toxicológica do produto, iniciado em 2019.

O carbendazim está entre os 20 defensivos agrícolas mais usados no país, de acordo com a Anvisa. O produto é amplamente usado em plantações de algodão, cana-de-açúcar, cevada, cítricos (laranja, limão), feijão, maçã, milho, soja e trigo. No entanto, um relatório elaborado por técnicos da agência aponta evidências de que o carbendazim é cancerígeno, sendo impossível definir uma dosagem segura para o uso do produto.

Autor do projeto que anula a decisão da Anvisa, o deputado Jose Mario Schreiner (MDB-GO) considera a suspensão repentina da importação, produção, distribuição e comercialização do carbendazim no país um problema para toda a cadeia produtiva do agronegócio.

De acordo com a relatora, deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), o uso do carbendazim contribui significativamente para a manutenção da produtividade agrícola, que se faz ainda mais crucial em um momento de crescentes desafios alimentares globais.

“A suspensão abrupta da produção, importação e uso deste ingrediente, sem um plano de substituição, pode causar interrupções significativas na cadeia de suprimentos agrícolas, com aumento de custos de produção e preços de alimentos”, disse.

Boldrin acredita que a decisão da Anvisa foi tomada sem estudos técnicos e científicos robustos que embasem a proibição. Ela disse que a proibição contraria a lei que criou a agência (lei 9.782/99), que prevê estudos de impacto econômico e técnico no setor regulado e de impacto na saúde pública.

“Os impactos potenciais dessa proibição na cadeia produtiva agrícola, no meio ambiente e na economia do país como um todo necessitam de um exame detalhado, baseado em evidências científicas e em análises de impacto econômico”, afirma.

O projeto ainda será analisado na Câmara dos Deputados pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para o Plenário.



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Gilberto Fontoura recebe reconhecimento em Caçapava/RS


Nesta sexta-feira, 22 de novembro, o presidente da Cotrisul, Gilberto Dickel da Fontoura, será homenageado como Cidadão Caçapavano em uma cerimônia solene na Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul. Natural de Panambi, mas com raízes firmes no município, onde cresceu e iniciou sua carreira, Fontoura expressou gratidão pela honraria.

“Com muita satisfação e alegria recebo essa homenagem do município. Passei o final da minha vida de estudante e o início da minha trajetória profissional aqui. Sou muito agradecido a todos por este reconhecimento”, afirmou Gilberto, emocionado com a oportunidade de retribuir ao lugar onde construiu sua história. Desde que ingressou na Cotrisul em 1981 como repositor de mercadorias no supermercado Cotrisuper, Gilberto desempenhou diversas funções na Cooperativa, acumulando experiência e contribuindo para o crescimento do agronegócio da região. Sob sua gestão, a cooperativa expandiu sua capacidade de operação, saindo de 60 mil para mais de 600 mil toneladas de grãos recebidos anualmente.

“A agricultura é cheia de desafios, especialmente por ser tão dependente do clima. Mas, com uma equipe competente e de boa índole, conseguimos superar obstáculos e alcançar grandes conquistas”, destacou Gilberto. Ele também enfatizou o papel estratégico da Cotrisul no desenvolvimento regional. “Confirmamos a importância de ter uma cooperativa forte como a nossa, que oferece suporte técnico aos produtores. Isso aumenta a produtividade e orienta práticas ambientalmente corretas, essenciais para o futuro do setor”, ressaltou.

Foco no futuro: rastreabilidade e sustentabilidade

De olho no mercado internacional, a Cotrisul tem implementado medidas para atender às crescentes exigências de rastreabilidade e sustentabilidade. “O mercado de grãos hoje exige rastreabilidade, e a Cotrisul já está tomando providências para garantir isso. Assim, conseguimos oferecer aos clientes internacionais a segurança de que o produto vem de lavouras com práticas sustentáveis”, explicou Gilberto. Além disso, ele destacou os esforços da cooperativa para apoiar os cooperados na recuperação após três anos de clima adverso. “Nossa prioridade é dar suporte para que os produtores retomem a capacidade de produção com firmeza. Após esse período difícil, queremos ajudar a aumentar a produtividade nas mesmas áreas, sempre com foco na sustentabilidade”, afirmou.

Reconhecimento 

A homenagem foi proposta pelo vereador Sílvio Tolfo Tondo, que destacou a relevância do trabalho de Gilberto e da Cotrisul para a economia e a sociedade local. “Gilberto, junto com a equipe da Cotrisul, desempenha um papel crucial no assessoramento aos produtores rurais. Isso fomenta o crescimento econômico e a geração de renda em nossa comunidade”, afirmou o parlamentar.

Para Gilberto, a honraria é uma confirmação do impacto positivo de seu trabalho na região. “A Cotrisul sempre esteve presente na evolução dos produtores, oferecendo insumos, assistência técnica e até crédito quando necessário. Essa união entre a cooperativa e os produtores é o que nos permite superar adversidades”, concluiu.

MAIS

A sessão solene acontecerá às 19h30min na Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul e contará com a presença de autoridades, associados e representantes do setor. 





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‘Se não serve a francês, não servirá aqui’



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, endossou o posicionamento de entidades do setor produtivo e da indústria brasileira de carnes de sugerir o não fornecimento de carnes ao Carrefour também no Brasil, após a suspensão da compra de proteínas animais do Mercosul pelas unidades francesas do grupo.

“Me surpreende a presidência local aqui no Brasil dizendo ‘não, nós vamos continuar comprando porque nós sabemos que tem boa procedência. Quem não quer comprar é a matriz lá, a França’. Ora, se não serve ao francês, não vai servir aos brasileiros. Então, que não se forneça carne nem para o mercado desta marca aqui no Brasil”, disse Fávaro a jornalistas na noite da quinta-feira (21), em evento de comemoração de dez anos da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Na quarta-feira (20), o CEO mundial do Carrefour, Alexandre Bompard, afirmou, em comunicado nas suas redes sociais, que a varejista se compromete a não vender carnes do Mercosul, independentemente dos “preços e quantidades de carne” que esses países possam oferecer. Na quinta, o Carrefour França afirmou que o veto à venda de carnes do Mercosul é válido apenas para as unidades da rede varejista naquele país, enquanto o Grupo Carrefour Brasil afirmou que “nada muda nas operações no país”.

O ministro afirmou que não se trata de um boicote ao grupo, mas que o Brasil tem de ter soberania. “Já vi o movimento por parte dos próprios produtores de carne, com o qual me solidarizo, que é um absurdo a empresa dizer que quem não quer comprar é a matriz, é a França. Aqui a carne dos brasileiros serve para o Carrefour. Não, não é assim não”, criticou Fávaro. “Tenham respeito pela nossa construção. Achei uma atitude louvável da indústria brasileira de falar: então, não vou fornecer também (à marca no Brasil). Uma atitude que mostra a soberania e o respeito à legislação brasileira tem o meu apoio”, acrescentou Favaro.

Na quinta, seis entidades do agronegócio se manifestaram repudiando a decisão do Carrefour, afirmando que se o grupo “entende que o Mercosul não é fornecedor à altura do mercado francês – que não é diferente do espanhol, belga, árabe, turco, italiano -, as entidades assinadas consideram que, se não serve para abastecer o Carrefour no mercado francês, não serve para abastecer o Carrefour em nenhum outro país”.

O ministro disse, ainda, que “custa acreditar que está ocorrendo uma ação orquestrada por parte das empresas francesas”, mas que também não acredita em coincidências, citando um caso semelhante envolvendo o fornecimento de soja à francesa Danone no fim de outubro.

“Agora, o Carrefour, uma ação como essa. O Brasil não se nega a discutir sustentabilidade com ninguém, em nenhum lugar do mundo. Um governo e um país que têm compromisso com respeito ao meio ambiente, com a rastreabilidade, com a boa sanidade, com todos princípios ESG mas de forma alguma, será atacada a nossa soberania. Isso é irretocável”, defendeu Fávaro, citando as legislações rigorosas adotadas no País.

Por fim, o ministro disse crer que as empresas francesas “vão repensar o que estão falando da produção brasileira”.



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EUA vendem 549,6 mil de t de trigo da safra 2024/25, diz USDA


Exportadores dos Estados Unidos relataram vendas de 549,6 mil toneladas de trigo da safra 2024/25, na semana encerrada em 14 de novembro, já descontados os cancelamentos, informou nesta quinta-feira, 21, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume representa alta de 45% ante a semana anterior e de 29% em relação à média das quatro semanas prévias.

Os principais compradores na semana foram Coreia do Sul (200,1 mil t), México (91 mil t), Indonésia (73 mil t), Japão (64,7 mil t) e destinos não revelados (56,2 mil t), que compensaram os cancelamentos de ilhas das Antilhas (28,8 mil t) e Tailândia (13 t).

Para o ano comercial 2025/26 não foram relatadas vendas.

O total vendido ficou dentro do esperado por analistas, que estimavam vendas de 250 mil toneladas a 600 mil toneladas.

Na semana, os embarques somaram 133,9 mil toneladas, menor volume reportado no ano comercial, com recuo de 56% ante a semana anterior e de 49% diante da média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos foram Coreia do Sul (55,7 mil t), Venezuela (33,7 mil t), México (22,1 mil t), Taiwan (20,7 mil t) e Vietnã (1,2 mil t).



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ANP aprova acordo de cooperação com Serpro no âmbito do RenovaBio


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou um acordo de cooperação entre a agência e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), no âmbito do RenovaBio. O objetivo é simplificar o relacionamento entre os órgãos para o gerenciamento da plataforma dos Créditos de Descarbonização, Cbio.

Segundo a ANP, o acordo visa a cooperação, “resultando no desenvolvimento evolutivo, operacionalização e governança da Plataforma Cbio, e criando soluções que garantam a execução do RenovaBio nos seus três eixos estratégicos: metas de descarbonização, certificação de biocombustíveis e lastro do crédito de descarbonização”.

A Plataforma Cbio é uma ferramenta do Serpro para a prestação de serviços de informática relativos à geração das informações necessárias para emissão de Cbios mediante pagamento pelos produtores e importadores de biocombustíveis certificados (emissores primários). A cobrança do serviço pelo Serpro é realizada por nota fiscal eletrônica.

Os Cbios são ativos ambientais emitidos por produtores de biocombustíveis em quantidade proporcional à nota de eficiência de sua produção certificada e do volume de biocombustível comercializado. Um Cbio equivale a uma tonelada de gases de efeito estufa não emitidos na atmosfera devido ao uso de biocombustível em substituição aos combustíveis fósseis.

Os créditos são comercializados pelos produtores de biocombustíveis na B3, a serem adquiridos pelas distribuidoras para cumprimento de suas metas individuais, ou mesmo por terceiros não obrigados interessados nessa comercialização.



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Corte de gastos: pacote será anunciado até terça, diz Haddad


O pacote de corte de gastos obrigatórios será anunciado até terça-feira (26), disse nesta quinta-feira (21) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Na segunda-feira (25) pela manhã, disse o ministro, a equipe econômica repassará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a minuta dos atos, que envolvem o envio ao Congresso de pelo menos uma proposta de emenda à Constituição e de um projeto de lei complementar.

A reunião final com Lula, informou Haddad, está marcada para as 10h de segunda, no Palácio do Planalto. De acordo com o ministro, apenas detalhes dos textos a serem enviados serão definidos, e Lula fechou a agenda da manhã de segunda-feira para dedicar-se exclusivamente ao assunto.

“Nós vamos bater com ele [Lula] a redação de um ou outro detalhe, inclusive o acordo que foi feito com [o Ministério da Defesa], que ele soube só informalmente por mim hoje. Nós vamos bater com ele a redação e, ao fim da reunião de segunda-feira, nós estaremos prontos para divulgar. Aí faremos isso na própria segunda ou na terça. É uma decisão que a comunicação [do governo] vai tomar, mas os atos já estão limitados”, declarou Haddad.

O ministro da Fazenda reiterou que a equipe econômica adiantou algumas medidas aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e para os líderes dos partidos da base aliada. Sem informar números sobre o impacto das medidas, Haddad afirmou que o pacote é suficiente para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal.

“O arcabouço fiscal é uma regra que é excelente para nós mirarmos o equilíbrio orçamentário e trabalhar nossa trajetória da dívida [púbica], retomada em algum momento da queda de juros, em algum momento do futuro próximo, para que nós tenhamos tranquilidade de continuar crescendo com a inflação dentro da meta, mirando o centro, que é isso que nós queremos. Então, até terça-feira, a gente tem uma definição”, destacou o ministro.

Sobre o corte de gastos na previdência dos militares, Haddad disse que a economia será de um pouco mais de R$ 2 bilhões por ano. “É difícil fazer o cálculo porque os dados não ficam disponíveis para o Planejamento e para o MGI [Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos] conforme a folha de servidores. Mas o impacto é um pouco superior a isso, mas essa é a ordem de grandeza”, comentou.

Nesta tarde, Haddad se reuniria com Lula para fechar o pacote, mas o encontro foi adiado para segunda-feira porque uma reunião do presidente com a indústria do varejo se estendeu além do previsto. Por volta das 18h, Haddad reuniu-se com os ministros da Junta de Execução Orçamentária (JEO) para definir o tamanho do bloqueio de gastos a ser anunciado nesta sexta-feira (22).

A JEO é composta pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelos ministros da Casa Civil, Rui Costa; do Planejamento e Orçamento (Simone Tebet); e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.



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