quinta-feira, julho 16, 2026

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Garantia para crédito a produtores afetados pela enchente



A iniciativa faz parte do conjunto de ações do BB para apoiar a recuperação do estado



O uso do FGO foi viabilizado pelo aporte de R$ 600 milhões realizado pelo Governo Federal
O uso do FGO foi viabilizado pelo aporte de R$ 600 milhões realizado pelo Governo Federal – Foto: Pixabay

O Banco do Brasil (BB) lançou uma solução inédita ao disponibilizar o Fundo de Garantia de Operações (FGO) para cobrir até 100% das contratações das linhas Pronaf Mais Alimentos e Pronamp Investimento. A medida é voltada a produtores rurais do Rio Grande do Sul que sofreram perdas materiais nas enchentes de maio de 2024, em municípios com estado de calamidade ou emergência reconhecidos pelo Governo Federal, com base na Medida Provisória 1.216, na Lei 14.981 e portarias correlatas.  

A iniciativa faz parte do conjunto de ações do BB para apoiar a recuperação do estado, que incluem ajuda humanitária, prorrogação de dívidas e concessão de crédito emergencial. Até agora, foram liberados R$ 1,1 bilhão em empréstimos com subvenção federal, beneficiando mais de 9 mil agricultores familiares e médios produtores. Além disso, no Plano Safra 2023/24, o BB já desembolsou mais de R$ 11 bilhões no RS, abrangendo linhas voltadas à cadeia produtiva do agronegócio e ao financiamento de títulos.  

O uso do FGO foi viabilizado pelo aporte de R$ 600 milhões realizado pelo Governo Federal, o que facilita a constituição de garantias e amplia o acesso ao crédito para produtores que enfrentam dificuldades financeiras. A iniciativa já gerou resultados, com as primeiras operações contratadas e grande aceitação pelos clientes.  

Segundo Luiz Gustavo Braz Lage, vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do BB, “essa solução inovadora de crédito rural amparado no fundo garantidor, já tendo sido contratadas as primeiras operações nesta modalidade, gerando ótima receptividade e satisfação pelos clientes. O FGO impulsiona o crédito e a atuação do BB no âmbito das ações governamentais de apoio, atendendo as demandas dos produtores rurais para desenvolver os investimentos necessários para a continuidade das atividades e dos negócios”. Mais informações podem ser obtidas nas agências do BB no estado.  

 





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Wall Street fecha em alta, enquanto Dow Jones e S&P 500 atingem picos em uma…


Logotipo Reuters

Por Abigail Summerville

(Reuters) – Os principais índices de Wall Street fecharam em alta em negociações voláteis nesta quinta-feira, com os índices Dow Jones e S&P 500 atingindo os maiores níveis em uma semana.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,53%, para 5.948,48 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq teve variação positiva de 0,04%, para 18.974,23 pontos. O Dow Jones subiu 1,06%, para 43.869,31 pontos.

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42 entidades da cadeia produtiva do Brasil repudiam fala de CEO da França



Representantes de 42 entidades ligadas ao setor agropecuário brasileiro manifestaram, neste sábado (23), repúdio à decisão do Carrefour na França de suspender a compra de carnes produzidas no Mercosul. Em carta aberta, organizações como OCB, Abiec, Fiesp, Faep, Aprosoja-MT e Aprosoja-MS afirmam que a medida é infundada, desconsidera os princípios do livre mercado e desvaloriza a qualidade e a sustentabilidade das carnes brasileiras.

O texto destaca que o Brasil é líder mundial na exportação de carne bovina e de frango, atendendo a mais de 160 países, incluindo mercados exigentes como União Europeia, Estados Unidos e Japão. A produção nacional, segundo a carta, segue rigorosos controles sanitários e padrões de qualidade reconhecidos globalmente.

As entidades ressaltam os avanços do setor pecuário brasileiro, que aumentou a produtividade em 172% nos últimos 30 anos, enquanto reduziu a área de pastagem em 16%. O compromisso com práticas sustentáveis e a legislação ambiental rigorosa também foram destacados. O documento menciona que as áreas preservadas pela agropecuária brasileira somam 282,8 milhões de hectares, o equivalente a mais de quatro vezes o território da França.

A carta argumenta que a exclusão dos produtos do Mercosul limita o acesso dos consumidores europeus a alimentos de alta qualidade e sustentáveis, além de poder gerar inflação e aumentar as emissões de carbono devido à menor eficiência no transporte de produtos locais.

“Se a carne brasileira não é considerada adequada para abastecer o mercado francês, fica difícil compreender como ela seria adequada para outros mercados”, aponta o texto. As entidades reforçam o compromisso com a produção responsável e cobram transparência e cooperação de empresas globais como o Carrefour, que têm operações significativas no Brasil e dependem da produção nacional para abastecer outros mercados globais.

Leia o documento na íntegra

Carta aberta de representantes da cadeia produtiva brasileira em resposta ao CEO do Carrefour sobre carnes produzidas no Mercosul

Nós, as entidades representativas da cadeia produtiva brasileira, manifestamos nosso profundo repúdio às declarações recentes sobre a suspensão da compra de carnes do Mercosul pelas lojas Carrefour na França. Consideramos esta posição não apenas infundada, mas também desprovida de coerência com os princípios do livre mercado, da sustentabilidade e da cooperação internacional.

A decisão anunciada demonstra uma abordagem protecionista que contradiz o papel de uma empresa global com operações em mercados diversos e interdependentes. Tal posicionamento, além de desvalorizar a qualidade e a sustentabilidade das carnes produzidas nos países do Mercosul, prejudica o diálogo e a parceria necessária para enfrentar desafios globais como a segurança alimentar.

O Brasil, por sua vez, é referência mundial na produção e exportação de proteínas animais. Somos líderes globais na exportação de carne bovina e de frango, e nossa produção é amplamente reconhecida pela excelência, sendo abastecida por rigorosos controles sanitários e padrões de qualidade que atendem a mais de 160 países, incluindo mercados exigentes como União Europeia, Estados Unidos, Japão e China.

Nos últimos 30 anos, a pecuária brasileira aumentou sua produtividade em 172%, enquanto reduziu a área de pastagem em 16%. Esses avanços foram possíveis graças a um compromisso contínuo com a inovação, eficiência produtiva e práticas sustentáveis. Além disso, nossa legislação ambiental é uma das mais rigorosas do mundo, assegurando o equilíbrio entre produção agropecuária e preservação dos recursos naturais.

As áreas dedicadas à preservação da vegetação nativa pelo agro brasileiro somam 282,8 milhões de hectares, representando 33,2% do território do Brasil. Para se ter uma ideia, essa área equivale a um pouco mais de quatro vezes o território da França ou quase oito vezes o território da Alemanha. O Brasil preserva mais do que o dobro da área destinada à preservação ambiental em comparação com a França, um dado que questiona a postura crítica do Carrefour em relação à nossa produção.

A exclusão injustificada de produtos do Mercosul do mercado francês não apenas subestima a relevância de nossas exportações, mas também limita o acesso dos consumidores europeus a produtos de alta qualidade, mais seguros e sustentáveis. Além disso, tal atitude pode gerar inflação e aumentar as emissões de carbono devido ao transporte de mercadorias locais menos eficientes.

Se uma carne brasileira não serve para abastecer o Carrefour na França, é difícil entender como ela poderia ser considerada adequada para abastecer qualquer outro mercado. Afinal, se o Brasil, com suas práticas sustentáveis, sua legislação ambiental rigorosa e sua vasta área de preservação, não atenderia aos critérios do Carrefour para o mercado francês, então, provavelmente, não atenderia aos critérios de nenhum outro país.

Reafirmamos nosso compromisso com a produção responsável, sustentável e orientada para atender às necessidades dos mercados globais. Consideramos que empresas globais como o Carrefour, que operam amplamente no Brasil e dependem de sua produção para abastecer mercados de todo o mundo, devem atuar com base em princípios de cooperação, transparência e respeito ao livre mercado.

Subscrevem o presente documento:

  1. ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne
  2. ABIFUMO – Associação Brasileira da Indústria do Fumo
  3. ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
  4. ABIOGÁS – Associação Brasileira do Biogás
  5. ABIOVE – Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais
  6. ABISOLO – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal
  7. ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal
  8. ABRAPA – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão
  9. ABRAFRIGO – Associação Brasileira de Frigoríficos
  10. ABRAFRUTAS – Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados
  11. ABRAMILHO – Associação Brasileira dos Produtores de Milho
  12. ABRASEM – Associação Brasileira de Sementes e Mudas
  13. ABRASS – – Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja
  14. ABCS – Associação Brasileira dos Criadores de Suínos
  15. ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
  16. ACRIMAT – Associação dos Criadores de Mato Grosso
  17. ADIAL – Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás
  18. AMA BRASIL – Associação dos Misturadores de Adubo do Brasil
  19. ANAPA – Associação Nacional dos Produtores de Alho
  20. ANDAV – Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários
  21. APROSOJA/MS – Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul
  22. APROSOJA/MT – Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso
  23. AIPC – Associação das Indústrias Processadoras de Cacau
  24. BIOSUL – Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul
  25. CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil
  26. CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
  27. CITRUSBR – Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos
  28. CLB – CropLife Brasil
  29. FAMASUL – Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul
  30. FAEP – Federação da Agricultura do Estado do Paraná
  31. FEPLANA – Federação dos Plantadores de Cana do Brasil
  32. FIEMT – Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso
  33. FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
  34. SINDAG – Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola
  35. SINDAN – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal
  36. SINDIRAÇÕES – Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal
  37. SINDIVEG – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal
  38. SRB – Sociedade Rural Brasileira
  39. SUCOS BR – Associação dos Fabricantes de Sucos do Brasil
  40. UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar
  41. VIVA LÁCTEOS – Associação Brasileira de Laticínios
  42. OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras



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AgroNewsPolítica & Agro

Umidade insuficiente do solo impacta plantio de soja



Preço médio da soja tem leve recuo no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (21), o ritmo de semeadura da soja foi diretamente impactado pela umidade do solo no Rio Grande do Sul, que apresentou variações em decorrência da distribuição irregular das chuvas no Estado. Até o momento, a área semeada corresponde a 50% do total projetado, estimado em 6.811.344 hectares.

Em regiões onde o solo apresentou níveis insuficientes de umidade, o plantio foi suspenso temporariamente. Nas localidades que receberam chuvas leves, os trabalhos continuaram com poucas interrupções. As áreas semeadas até o início de novembro mostram germinação uniforme e desenvolvimento inicial satisfatório, enquanto as semeadas mais recentemente apresentam emergência irregular, dependendo de precipitações para estabilizar o crescimento das plantas.

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Nas áreas mais secas, sementes depositadas fora da profundidade ideal não completaram o processo de embebição, mas não apresentam sinais de deterioração. A reposição hídrica é crucial para garantir a germinação e o bom desenvolvimento das lavouras.

A aplicação de herbicidas para o manejo pré-plantio e pré-emergente foi limitada em algumas áreas devido a ventos constantes e à baixa umidade relativa do ar durante períodos do dia. Mesmo assim, os produtores mantêm a expectativa de atingir uma produtividade média estimada em 3.179 kg/ha.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos de soja apresentou leve queda de 0,42% na última semana, passando de R$ 129,41 para R$ 128,87, conforme o levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar.





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Suspensão de fornecimento de carnes já atinge 150 lojas do grupo Carrefour



Frigoríficos brasileiros pararam de fornecer carnes ao Grupo Carrefour no Brasil – formado por Carrefour, Sam’s Clube e Atacadão – na última quarta-feira (20), após a decisão da rede na França de não vender mais o produto do Mercosul. A interrupção no fornecimento já atinge 150 lojas da rede no Brasil e a estimativa do mercado é de que em até três dias haja desabastecimento total dos supermercados do grupo já que se trata de mercadoria resfriada e/ou congelada. Segundo fontes, a decisão da indústria foi endossada pelo governo, que cobrou do setor uma “ação enérgica” contra o boicote da empresa.

Entre os frigoríficos que aderiram à interrupção estão a JBS, a Marfrig e o Masterboi. Somente a Friboi, marca de carnes bovinas da JBS, responde por 80% do volume fornecido ao grupo de origem francesa, sendo que na rede Atacadão o fornecimento da marca é de 100%. Fontes da indústria disseram à reportagem que em 30% a 40% das gôndolas do Grupo Carrefour já se percebe desabastecimento do produto.

A articulação da indústria foi imediata à declaração do Alexander Bompard, o CEO do Carrefour que anunciou na quarta-feira que a rede pararia de vender carne do Mercosul nas lojas francesas. Um dos frigoríficos cancelou no mesmo dia o envio de caminhões que abasteceriam 50 unidades do Carrefour. De acordo com as fontes, não há quebra de contrato porque a maior parte dos acordos é firmada no mercado à vista.

Na quinta-feira (21), autoridades do governo acionaram empresas de carnes pedindo “ações energéticas” contra o boicote. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomaram conhecimento da interrupção de fornecimento e apoiaram as medidas duras. Segundo interlocutores, diante da interrupção de fornecimento ao Carrefour, a diretoria do grupo pediu ao presidente da Friboi, Renato Costa, a retomada das entregas. Costa, conforme relataram fontes à reportagem, condicionou a retomada a uma retratação do grupo em nível global. A principal queixa da indústria é que, além do boicote, a qualidade e a sanidade da carne brasileira foram questionadas.

Uma outra fonte classifica a represália dos frigoríficos brasileiros como “ações individuais de algumas empresas”. Uma das entidades exportadoras de carne chegou a acionar associadas sobre essa mobilização, mas não recebeu confirmação. “As empresas estão articulando a reação privadamente, com o apoio do governo”, disse a fonte. “O Grupo Carrefour depende do nosso abastecimento.”

O Carrefour nega o desabastecimento, mas não comentou sobre a interrupção da entrega pela indústria. Procuradas, a JBS e a Marfrig não comentaram o assunto. Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que não vai se manifestar.



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Federação de Hotéis e Restaurantes de SP organiza boicote ao Carrefour



A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) convocou empresários de hotelaria e de alimentação fora do lar a se engajarem em um boicote ao Carrefour, até que a rede mude oficialmente o posicionamento quanto à venda de carne proveniente do Mercosul em suas lojas na França. A medida se estende, ainda, às redes Atacadão e Sam’s Club, que pertencem ao grupo.

“Somos mais de 500 mil empresas, apenas no estado de São Paulo, que deixarão de comprar do Carrefour, enquanto insistir em desqualificar nossa carne, questionando uma qualidade comprovada globalmente. Solicitamos o engajamento e a adesão das empresas de Hotelaria e de Alimentação neste movimento, até que a varejista volte atrás deste posicionamento errôneo e desrespeitoso”, diz a entidade.

A medida ocorre após o CEO global da rede de supermercados, Alexandre Bompard, declarar que a varejista francesa não vai mais vender carnes do Mercosul nas lojas da França, independentemente dos preços e das quantidades que os respectivos países possam oferecer.

Para a federação, a decisão do Carrefour é “estritamente protecionista e desrespeitosa” quanto ao juízo de valor que está fazendo da qualidade das carnes provenientes do Brasil, bem como “prejudicial a toda a cadeia produtiva nacional”.

A mobilização da Federação vai ao encontro do que também estão fazendo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e outras entidades do setor produtivo.

“O Carrefour, que se beneficia do mercado brasileiro, operando como a maior rede varejista do país, com mais de 500 lojas, deveria demonstrar mais respeito aos produtos que enriquecem seus acionistas. É inaceitável que uma empresa que prospera em solo brasileiro adote práticas que desconsideram a qualidade e o trabalho árduo dos nossos produtores”, diz a Fhoresp.



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AgroNewsPolítica & Agro

Competição com soja e falta de estrutura freiam plantio de pinus


O cultivo de Pinus no Rio Grande do Sul está em um momento crítico, com estagnação na implantação de novas áreas e tendência de redução, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar. Na região de Passo Fundo, o setor opera com a madeira remanescente de estoques limitados, enquanto alguns bosques continuam sendo comercializados para empresas de Santa Catarina.

Na região de Santa Maria, a área plantada em 2022 foi estimada pelo IBGE em 9.400 hectares, principalmente concentrada nos municípios de Cachoeira do Sul, São Francisco de Assis e São Vicente do Sul. O uso da madeira, destinado principalmente à produção de tábuas, ripas e itens de construção civil, é mais restrito que o do eucalipto, e a ausência de um polo madeireiro estruturado dificulta o processamento adequado do Pinus.

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Enquanto a colheita das áreas plantadas avança, o ritmo de novos plantios não acompanha a demanda. Mesmo com o surgimento de medidas legais menos restritivas para o licenciamento de projetos de silvicultura, a concorrência por terras destinadas à cultura da soja é um dos principais entraves para a retomada do plantio em maior escala.

Os preços da madeira de Pinus variam de acordo com o local e o diâmetro das toras. Em Cachoeira do Sul, o Pinus em pé na floresta com diâmetro entre 7 e 40 cm é vendido a R$ 50,00/m³, enquanto toras maiores, acima de 40 cm, podem atingir R$ 350,00/m³. Em Jaguari, as toras de diâmetro acima de 30 cm alcançam R$ 250,00/m³ na floresta e R$ 400,00/m³ quando entregues no pátio do consumidor.

Em Santiago, a madeira com diâmetros a partir de 15 cm tem preços de R$ 200,00/m³, mas toras maiores, acima de 30 cm, podem ultrapassar R$ 300,00/m³.





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Confira como foi a semana da soja no Brasil; mercado tem poucos negócios



O mercado brasileiro de soja enfrentou uma semana de baixos negócios e preços em queda, acompanhando o movimento da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), onde os contratos atingiram mínimas históricas. Mesmo com o dólar acima de R$ 5,80, as cotações domésticas seguiram a tendência de baixa dos mercados internacionais.

Cotações pelo Brasil

  • Passo Fundo (RS): de R$ 135,00 para R$ 131,00 por saca de 60 kg
  • Cascavel (PR): queda de R$ 140,00 para R$ 136,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): queda de R$ 154,00 para R$ 147,00
  • Porto de Paranaguá (PR): redução de R$ 145,00 para R$ 142,00 por saca

A queda nos preços reflete a pressão de fatores globais e o cenário de ampla oferta. A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) também registrou perdas. Na manhã de sexta-feira, 22 de novembro, os contratos de soja com vencimento em janeiro de 2025 estavam cotados a US$ 9,76 por bushel, uma queda de 2,53% na semana.

Fatores que afetam o mercado da soja

O avanço da safra de soja no Brasil contribui para uma previsão de oferta, enquanto a boa colheita nos Estados Unidos também pressiona os preços para baixo. As incertezas políticas nos EUA, especialmente com a possibilidade de uma nova gestão de Donald Trump, aumentam a preocupação no mercado da soja. A escalada da guerra comercial com a China e a retirada de incentivos à produção de biodiesel podem reduzir a demanda pela soja americana e afetar ainda mais os preços.

Câmbio

A recente alta do dólar, acima de R$ 5,80, ajuda a amenizar os impactos sobre os preços da soja no Brasil. No entanto, o principal fator que influencia as cotações é a ampla oferta global, com produção recorde no Brasil e nos EUA, além das incertezas econômicas e políticas internacionais, que criam um cenário de baixa nos preços.

Perspectivas da soja para 2025

A ABIOVE projeta números recordes para o complexo da soja em 2025, com produção estimada em 167,7 milhões de toneladas e esmagamento de 57 milhões de toneladas. As exportações de soja devem alcançar 104,1 milhões de toneladas, com o farelo chegando a 22,9 milhões de toneladas e o óleo de soja mantendo-se em torno de 1 milhão de toneladas. As exportações totais do complexo devem gerar receitas de US$ 50,8 bilhões.

Até setembro de 2024, o Brasil manteve sua produção de soja em 153,3 milhões de toneladas, com esmagamento de 54,5 milhões de toneladas. A produção de farelo e óleo de soja permaneceu estável.



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Terminal de contêineres de R$ 1,6 bi em Pernambuco quer competir com Porto de Santos



A APM Terminals Suape lançou nesta sexta-feira (22) sua pedra fundamental no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco. O evento marca o início da construção do terminal de contêineres que, com investimento de R$ 1,6 bilhão ainda na primeira fase, terá porte suficiente para disputar partes das rotas que hoje estão concentradas no Porto de Santos, o maior do país, de acordo com a empresa.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o novo terminal de impulsionará a internacionalização da economia do estado. “Poderemos ter um crescimento superior a 40% no volume de importações e exportações”, disse.

As obras preparatórias estavam em curso desde o início deste ano, período em que foram feitos os trabalhos de demolição das antigas edificações. Agora, a APM Terminals, que faz parte do grupo Maersk, está finalizando a escolha das empresas que serão responsáveis pela construção do cais, pátio e prédios. As operações de cargas no novo terminal devem ser iniciadas no segundo semestre de 2026.

A avaliação do diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, Daniel Rose, é de que, além de haver tendência natural de crescimento da demanda por movimentação de cargas nos próximos anos, já há déficit de capacidade nos portos brasileiros, o que aponta para uma quase natural busca pelos serviços que serão oferecidos no novo terminal. “Com o início das operações, ampliaremos a capacidade de movimentação de contêineres em 55%”, afirma Daniel Rose.

O diretor de investimentos para as Américas da APM Terminals, Leonardo Levy, diz que a operadora portuária considera o Nordeste estratégico e de enorme potencial para a logística do país.

“O terminal vai ajudar o Nordeste como um todo a ser mais competitivo lá fora. E servirá para que os importadores e exportadores tenham mais opções. Quanto mais opções tiverem, quanto mais concorrência existir, melhor é para todos”, defende.

Entre os cenários projetados por Leonardo Levy está o de atrair rotas que saem da Europa e até mesmo da Ásia. “Poderá fazer sentido para algumas linhas de navegação em vez de irem para Santos, por exemplo, virem para Suape, desde que tenha um terminal com capacidade e eficiência”, diz Rose.

Além de atender a navegação de longo curso, o terminal também se dedicará a se tornar atrativo para a cabotagem, que é a navegação entre os portos brasileiros.

Terminal 100% eletrificado

Conforme a APM Terminals, suas instalações em Suape formarão o primeiro terminal portuário 100% eletrificado da América Latina. Já foram investidos R$ 241 milhões em 28 equipamentos eletrificados, incluindo dois guindastes STS e sete RTGs com controle remoto. O maquinário escolhido é capaz de atender às novas gerações de navios do mercado.

A diferença em relação aos demais terminais está concentrada nos veículos que circulam dentro do terminal. Isso porque os guindastes da maioria dos portos já são elétricos. Já nas instalações da APM Terminals, também serão elétricos os caminhões, empilhadeiras e demais veículos.

“O custo de compra do maquinário totalmente elétrico é mais alto hoje em dia. Já o custo de manutenção a expectativa é de que seja menor. Então o custo de operação deve ficar também menor no longo prazo”, afirma Daniel Rose.

O entendimento do grupo multinacional é de que há apelo de mercado pela adoção da infraestrutura eletrificada diante das metas internacionais de redução de emissões de gases poluentes.



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Mercado do boi gordo encerra semana com alta



Semana foi marcada por altas nas cotações




Foto: Canva

Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a semana finaliza com altas nas cotações do mercado bovino, impulsionadas pela oferta enxuta e pela demanda aquecida, especialmente para o boi China e as categorias de fêmeas. De acordo com análises, o boi comum registrou um acréscimo de R$2,00/@, enquanto a novilha teve uma alta de R$3,00/@. Já a vaca gorda manteve os preços estáveis. As escalas de abate, em grande parte das indústrias, ganharam alívio devido ao feriado, garantindo programação média para uma semana.

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No Norte do Mato Grosso, os preços do boi permaneceram estáveis, mas as fêmeas apresentaram um movimento de alta significativo: R$5,00/@ para vacas e novilhas. Já na região Sudoeste, o boi gordo teve incremento de R$2,00/@, enquanto as cotações de fêmeas permaneceram inalteradas. Nas regiões de Cuiabá e Sudeste de Mato Grosso, os preços seguiram estáveis para todas as categorias.

No Rio Grande do Sul, na região de Pelotas, houve altas pontuais: o boi gordo subiu R$0,10/kg, enquanto a novilha registrou aumento de R$0,20/kg. Já a vaca gorda manteve estabilidade nos preços. Na região Oeste do estado, todas as categorias apresentaram aumento. Tanto o boi gordo quanto a novilha gorda subiram R$0,10/kg, enquanto a vaca gorda registrou alta de R$0,20/kg, conforme apontou o informativo.





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