quinta-feira, julho 16, 2026

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Chuvas deixam uma pessoa morta em Uberlândia, no Triângulo Mineiro



A Defesa Civil de Minas Gerais confirmou, neste domingo (24), a morte de uma pessoa em decorrência das chuvas no estado. Durante a madrugada, chuvas intensas, acompanhadas de vendaval, atingiram o município de Uberlândia, no Triângulo MIneiro, onde uma mulher de 28 anos foi arrastada pela enxurrada após sair do seu veículo, que estava sendo alagado.

Vários pontos da Avenida Rondon Pacheco foram danificados, diversos carros foram arrastados pela enxurrada, houve a queda de um muro e pequenos deslizamentos. A situação, no momento, está sob controle. “Os serviços de energia elétrica, abastecimento de água, internet e telefonia não foram afetados. Não há comunidades ilhadas nem rodovias obstruídas”, diz comunicado da entidade.

Além do óbito registrado hoje, desde o dia 22 de setembro 140 pessoas ficaram desabrigadas e 293 foram desalojadas de suas residências em 13 municípios de Minas Gerais.

A Defesa Civil orienta que a população se inscreva no sistema de alertas meteorológicos. Basta enviar uma mensagem de texto (SMS) com o CEP do local desejado para o número 40199.

Previsão para próximas 24 h

Nas próximas 24 horas, a previsão é de céu encoberto a nublado, com pancadas de chuva e trovoadas nas regiões do noroeste, norte e Vale do Jequitinhonha. No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e na Central Mineira, o céu ficará nublado a parcialmente nublado, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Nas demais regiões, o céu será nublado a parcialmente nublado, com possibilidade de chuva isolada nas regiões do Rio Doce, Mucuri, Zona da Mata e Metropolitana.

As temperaturas permanecerão estáveis, com máxima de 32 °C. A mínima terá ligeiro declínio, chegando a 10 °C. Em Belo Horizonte, a previsão é de céu nublado a parcialmente nublado, com possibilidade de chuva isolada. As temperaturas também se manterão estáveis na capital, com máxima de 27 °C e mínima de 15 °C.

“A Defesa Civil de Minas Gerais monitora todos os eventos associados ao período chuvoso e está pronta para apoiar os municípios nas ações de resposta, como a decretação de situação de anormalidade, distribuição de ajuda humanitária, elaboração de planos de trabalho para captação de recursos para reconstrução, entre outras medidas”, disse o órgão.



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Inflação e gastos públicos: o que esperar do próximo ano?


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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A inflação brasileira tem mostrado sinais de persistência, com o IPCA acumulando alta de 4,76% nos últimos 12 meses. Embora a política restritiva do Banco Central esteja em vigor, encaminhando-se para mais uma alta da taxa básica de juros, os preços continuam pressionados. A última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) está marcada para ocorrer entre os dias 10 e 11 de dezembro.

O cenário levanta questionamentos sobre o papel da política fiscal e os impactos dos gastos públicos sobre a inflação. Quais as estratégias para equilibrar as contas públicas neste contexto? Segundo o professor de economia da USP, Simão Silber, o controle das despesas é essencial para conter pressões inflacionárias, que seguirão relevantes em 2024 e 2025.

“Aumento de gastos públicos, especialmente em um cenário de economia aquecida, é como jogar gasolina na fogueira da inflação”, alerta. Ele destaca que, com o crescimento econômico acima do potencial (3,2% ao ano) e uma taxa de desemprego baixa, o governo deve evitar ampliar despesas.

De acordo com Silber, o cenário internacional também contribui para o agravamento. Com o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, o aumento dos gastos públicos no país e a alta de impostos de importação podem pressionar o Federal Reserve (Fed) a elevar juros, fortalecendo o dólar e depreciando moedas emergentes, como o real.

E o arcabouço fiscal?

O governo enfrenta o desafio de equilibrar as contas públicas enquanto mantém programas sociais essenciais. A “queda de braço”, inclusive, foi um dos entraves para o anúncio de um pacote efetivo no corte de gastos.

Outro ponto relevante é o impacto do arcabouço fiscal, que, na visão do economista, perdeu a eficácia. “O arcabouço morreu. Não tem efeito nenhum”, afirma Silber. O novo arcabouço fiscal foi aprovado no ano passado e estabelece limites para o resultado primário e o crescimento dos gastos públicos.

Para Silber, medidas estruturais, como as reformas administrativa e previdenciária, são as únicas capazes de viabilizar um controle inflacionário sustentável. “Atualmente, 97% da receita tributária já possui destinação constitucional, limitando o espaço para cortes ou ajustes significativos”, explica.

Futuro dos juros

No curto prazo, o mercado já projeta que o Copom deve elevar a taxa básica de juros de 11,25% para 11,75% ao ano na última reunião de 2024. Na avaliação do professor de economia da USP, o movimento busca reduzir a demanda agregada, mas “há uma inconsistência simultânea da política fiscal e monetária do país”.

Para 2025, o cenário será desafiador, com pressões internas e externas exigindo coordenação entre política fiscal e monetária. Silber conclui que o principal desafio está no campo fiscal: evitar o crescimento das despesas e negociar com o Congresso e o Judiciário reformas que contenham a expansão de gastos obrigatórios.

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Frente fria traz tempo severo na semana e há alerta de temporais; veja previsão



Confira a previsão do tempo para a semana de 25 a 29 de novembro em todas as regiões do Brasil. Frente fria traz possibilidade de temporais em diversas áreas. A análise é da Climatempo e do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Sul

A semana começa sem chuvas significativas na maior parte da região. Ventos úmidos provocam garoa isolada no litoral de Santa Catarina e Paraná, enquanto o sol predomina nas capitais, com temperaturas mínimas mais baixas no início do dia, subindo gradativamente à tarde.

A partir de quarta-feira (27), uma frente fria avança, trazendo acumulados de 50 a 70 mm em cinco dias, com risco de tempo severo, incluindo queda de granizo e rajadas de vento acima de 70 km/h entre quarta e quinta-feira (28).

Após a passagem do sistema, o clima será mais frio, mas sem formação de geadas. A precipitação favorece a umidade do solo, mas dificulta tratamentos fitossanitários.

Sudeste

A semana será marcada por pouca chuva na maior parte da região. As temperaturas começam mais baixas no sul de Minas Gerais e em São Paulo, mas sobem ao longo da semana.

Pancadas isoladas devem ocorrer no leste e noroeste de Minas, sul do Espírito Santo e sul e litoral norte do Rio de Janeiro.

Uma frente fria deve atingir São Paulo e o Triângulo Mineiro a partir de quinta-feira, com acumulados de até 50 mm, contribuindo para a umidade do solo.

No Rio de Janeiro, Espírito Santo e restante de Minas Gerais, os volumes de chuva serão menores (20 a 30 mm), favorecendo o trabalho no campo.

Centro-Oeste

A segunda-feira (25) será de mais períodos de sol na região, com pancadas de chuva e sensação de abafamento em Mato Grosso.

Sol e pancadas à tarde podem vir acompanhadas de trovoadas no norte e noroeste de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.

Nos próximos cinco dias, a chuva deve variar entre 40 e 80 mm, mantendo a umidade do solo e beneficiando produtores, especialmente em Mato Grosso do Sul, que enfrentou clima mais seco anteriormente.

Há risco de temporais, com rajadas de vento de 40 a 60 km/h, podendo afetar lavouras.

Nordeste

Na segunda-feira, haverá chuva forte no sul do Maranhão, centro-leste e sul do Piauí, e no norte e noroeste da Bahia. A umidade aumenta em Pernambuco, Alagoas e Sergipe; Salvador (BA) segue com chuva persistente.

Em cinco dias, os maiores volumes (até 100 mm) se concentram na Bahia, centro-sul do Maranhão e Piauí, favorecendo a safra 2024/2025. No interior de Pernambuco, sul do Ceará e faixa litorânea leste, os acumulados ficam entre 15 e 20 mm, ajudando a aliviar o calor e reduzindo o risco de incêndios.

Outras áreas devem ter clima quente e seco, com máximas de até 38 °C.

Norte

A semana começa com tempo abafado e pancadas de chuva em todos os estados da região. Há risco de temporais no Acre, sul do Amazonas e Tocantins.

No centro-norte do Amazonas, Roraima, Amapá e litoral do Pará, há previsão de pancadas mais fortes.

O acumulado em cinco dias deve variar entre 50 e 70 mm em Rondônia, Amazonas, Acre, Roraima, centro-sul do Pará e Tocantins, ajudando na umidade do solo e nas safras de verão.

No centro-norte do Pará e no Amapá, a previsão é de acumulados entre 20 e 25 mm. A situação dos rios melhora gradativamente, mas ainda está longe da normalidade.



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Armazenagem cresce no Brasil, mas Abimaq alerta para risco de colapso pós-colheita


A capacidade de armazenagem agrícola nacional avançou nos seis primeiros meses do ano. O crescimento registrado foi de 5,4%, chegando a 222,3 milhões de toneladas, de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de estabelecimentos de armazenagem cresceu 3,5% em relação ao último semestre de 2023, totalizando 9.424 unidades armazenadoras mapeadas.

A pesquisa também revelou que, dentre os produtos agrícolas, cinco concentram 96,1% do total estocado (em toneladas):

  • soja: 43,3 milhões
  • milho: 32,7 milhões
  • arroz: 5 milhões
  • trigo: 2,6 milhões e
  • café: 0,8 milhão
silo, armazém, armazenagem
Foto: Agência IBGE Notícias

Safra cheia pode levar a colapso na armazenagem

Apesar do acréscimo identificado pelo IBGE, a infraestrutura de estocagem brasileira continua deficitária. O presidente da Câmara Setorial de Equipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Paulo Bertolini, revela a gravidade do cenário para o agronegócio.

“A Abimaq tem avisado isso para o governo, principalmente, num risco de um colapso logístico pós-colheita e isso é muito iminente. E, se São Pedro der um empurrãozinho, de ter uma colheita boa no Brasil inteiro, há um risco muito sério de um colapso”, afirma.

Nesta safra 2024-2025, as condições climáticas devem ser favoráveis às culturas no campo. A última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a produção de grãos aumentará 8%, totalizando 322,5 milhões de toneladas. Isso pode agravar o déficit da armazenagem. Para amenizar o quadro, é necessário um plano robusto de financiamento.

“Só para acompanhar o crescimento da produção brasileira, que cresce em média 10 milhões de toneladas a cada ano, seria necessário investir R$ 15 bilhões anualmente em armazenagem, isso é só para acompanhar, não é para tirar o déficit que já existe e está aí na casa dos R$ 120 bilhões”, afirma Bertolini.

O governo federal destinou R$ 7,8 bilhões do atual Plano Safra ao Programa para a Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), os recursos superaram em 17,4% o montante da temporada 23-24, quando foram liberados R$ 6,6 bilhões. A iniciativa foi elogiada por diversos setores do agronegócio, mesmo que ainda distante do ideal.

Para Bertolini, as linhas de crédito devem estimular a instalação de silos dentro das propriedades, o que reduz a dependência dos produtores rurais por armazéns da indústria. Ele ressalta também a importância da redução da burocracia para implantação dessas estruturas nas fazendas.

“Às vezes, você tem um trator que custa R$ 2 milhões, uma colheitadeira de R$ 2 milhões e para você conseguir um financiamento nesse valor, basta um aval. Já para construir uma estrutura de silo é (preciso) hipoteca, licença de instalação ambiental, licença prévia de instalação e, depois, licença de operação. É uma complicação enorme que dificulta muito a vida desse agricultor”, diz o presidente da câmara setorial.



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Deputado quer comissão externa para ‘colocar dedo na ferida’ do Carrefour



Lideranças do agronegócio estão indignadas com a decisão do Carrefour de boicotar a carne do Mercosul. Parlamentares do setor já começaram a planejar uma retaliação. O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), diretor de Política Agrícola e ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), vocaliza essa insatisfação. Ele vai apresentar ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), um requerimento para instalar uma comissão externa da Casa com o objetivo de “colocar o dedo na ferida” da empresa.

Na justificativa para criar a comissão, Moreira diz que é preciso avaliar a conduta e as denúncias contra o Carrefour no Brasil. O deputado afirma que há antecedentes “graves” da rede de supermercados francesa no país ligados a violações raciais, ambientais e trabalhistas.

“É uma atitude absolutamente irresponsável, falaciosa e discriminatória, em uma clara afronta protecionista ao setor agropecuário brasileiro”, disparou Moreira, ao comentar fala do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, sobre a decisão do Carrefour de deixar de vender carnes dos países que fazem parte do Mercosul. Ele diz também que as declarações do empresário são “extremamente lamentáveis” e ferem os princípios do diálogo e da cooperação internacional.

O deputado argumenta que o Brasil tem uma das legislações mais rigorosas do mundo no que diz respeito ao controle ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Segundo ele, esses padrões certificam a qualidade dos produtos. “Além disso, causa estranheza a despreocupação do Sr. Bompard com as operações da empresa no Brasil, já que 80% do abastecimento interno é realizado por fornecedores brasileiros.”

A reação do parlamentar ocorre após Bompard ter divulgado nesta quarta-feira (20), comunicado nas suas redes sociais no qual afirma que a varejista se comprometeu a não vender carnes do Mercosul, independentemente dos “preços e quantidades de carne” que esses países possam oferecer. A carta assinada por Bompard foi endereçada ao presidente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Operadores Agrícolas (FNSEA), Arnaud Rousseau, e, segundo ele, a decisão foi tomada após ouvir o “desânimo e a raiva” dos agricultores franceses, que protestam contra a proposta de acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

Em nota divulgada na última quinta-feira (21), o Carrefour afirmou que o veto à venda de carnes do Mercosul só vale para supermercados da rede na França. “Em nenhum momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise”, afirma a empresa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Saiba os vencedores do Concurso NossoCafé 2024


Cerimônia realizada durante a Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte (MG), premiou os campeões nacionais das categorias “Café Natural” e “Café Cereja Descascado”

A Yara anunciou os vencedores da oitava edição do Concurso NossoCafé, competição anual que avalia cafés especiais com o objetivo de estimular a produção nacional de alta qualidade, reforçando a importância da nutrição equilibrada em todo o ciclo produtivo da cultura. Em cerimônia realizada durante a Semana Internacional do Café (SIC), que acontece de 20 a 22 de novembro, em Belo Horizonte (MG), a companhia premiou os dois vencedores nacionais: Bioma Café, de Campos Altos (MG), na categoria “Café Natural”, e João Newton Reis Teixeira, de Santo Antônio do Amparo (MG), na categoria “Cereja Descascado”.

“Estamos muito felizes em anunciar os vencedores do Concurso NossoCafé 2024. A cada edição, trabalhamos para elevar a produção brasileira de cafés para um próximo nível de qualidade, eficiência, produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. Durante a SIC, também vamos mostrar o trabalho feito ao longo dos anos focado em pesquisa, inovação e sustentabilidade”, afirma Vinícius Giroto, Especialista Agronômico para Café na Yara Brasil.

Nesta oitava edição, o concurso, de forma inédita, realizou etapas prévias e elegeu ganhadores em quatro regiões diferentes do país, totalizando oito vencedores. Os campeões nacionais foram definidos entre os oito vencedores regionais. O concurso NossoCafé também reconheceu como produtor mais sustentável a Bioma Café. Para isso, os dados das propriedades dos oito finalistas foram analisados pela plataforma “Champer”, solução digital lançada pela Yara em 2024. A plataforma mensura a sustentabilidade na produção do café, reunindo e analisando informações do campo que permitem o acompanhamento de diversos indicadores, como os de produtividade e de práticas de agricultura regenerativa.

Todos os vencedores regionais ganharam a viagem para participar da Semana Internacional do Café (SIC) e terão parte de sua produção adquirida pela Yara. Os dois campeões nacionais terão parte das suas produções distribuídas pela Yara em 2025 e poderão escolher entre uma viagem de 6 dias para a Colômbia para conhecer a propriedade do ganhador do Yara Champion, versão colombiana do Concurso NossoCafé, ou optar por uma consultoria técnica ou de Marketing no valor de R$ 10.000,00. Além da premiação, os vencedores nacionais e regionais poderão estampar as embalagens dos cafés campeões e terão os lotes adquiridos pela Yara por um valor acima do praticado pelo mercado.

Presença na Semana Internacional do Café

Durante a SIC, a Yara promoveu o painel “Revolução Verde: Exemplos da Nova Economia Sustentável”, com a participação de Marcelo Altieri, presidente da Yara Brasil; Carlos Augusto Rodrigues de Mello, presidente da Cooxupé; e Silvia Pizzol, diretora do Cecafé. O encontro abordou a importância da sustentabilidade e inovação no setor cafeeiro, com foco em práticas de baixa emissão de carbono e o uso de fertilizantes de menor pegada.

Yara e Cooxupé, no início do mês, deram um passo importante ao oferecer para um grupo de produtores o primeiro lote do fertilizante lower carbon, insumo nitrogenado feito a partir de matriz renovável, com uma redução de até 90% em sua pegada de carbono. A aplicação desse fertilizante tem um impacto esperado de até 40% de redução da pegada de carbono do grão de café. Para essa parceria, anunciada na SIC em 2022, o presidente da Yara fez, ao final do painel, a entrega de placa simbólica ao presidente da Cooxupé, como parte do compromisso firmado de fornecimento de fertilizante de menor pegada de carbono.

A Yara participa também de palestra técnicas, abordando questões como a importância do uso da fertirrigação como forma de redução de impactos gerados por estresse abiótico, o crescente uso de fertilizantes de matriz orgânica e de insumos de menor pegada de carbono.

Detalhes sobre o Concurso

O Concurso NossoCafé avalia quesitos como equilíbrio, sabor, acidez e doçura e está aberto a todas as propriedades cafeeiras que utilizaram o Programa Nutricional NossoCafé da Yara durante a safra. Ele está dividido em duas etapas. A primeira, consiste na realização da inscrição no site, seguida pelo envio do café para análise. As amostras são classificadas de acordo com protocolos e avaliação da BSCA (Brazilian Specialty Coffee Association). Os produtores selecionados para a segunda fase deverão apresentar uma nova amostra, que será classificada por uma comissão julgadora, também conforme a metodologia da BSCA. São aceitas apenas amostras de café da espécie Coffea arábica L.

“Outra novidade desta edição é que convidamos diferentes elos da cadeia de valor do café, como grandes cafeterias e traders, para participarem do processo de avaliação das amostras nas duas etapas. Desta forma, estamos promovendo conexões entre os produtores e potenciais compradores dos grãos, potencializando a integração da cadeia de valor e empoderando esse produtor”, complementa Vinícius.

Vencedores Regionais

Matas de Minas & Espírito Santo

Categoria Cereja Descascado: Ercilei José de Oliveira

Categoria Natural: Renato Barroso de Assumpção

Cerrado Mineiro e Mogiana Paulista

Categoria Cereja Descascado: Bioma Café

Categoria Natural: Bioma Café

Sul de Minas e São Paulo

Categoria Cereja Descascado: João Newton Reis Teixeira

Categoria Natural: Sebastião Daniel da Silva

Paraná e Sul de São Paulo

Categoria Cereja Descascado: Pedro Alves de Souza

Categoria Natural: Sirlene Soares dos Santos Souza





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CEO do grupo francês Tereos se posiciona contra acordo entre Mercosul e União Europeia



Em postagem nas redes sociais, o CEO do grupo sucroalcooleiro francês Tereos, Olivier Leducq, se posicionou contra a aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul sob os termos atuais. De acordo com ele, o texto criaria uma “concorrência desleal” entre os produtos agrícolas franceses e os do bloco do qual o Brasil faz parte.

“No momento em que nossos colaboradores estão focados na implementação de práticas de agricultura regenerativa, como nossas exportações agrícolas conseguirão fazer frente à concorrência desleal de produtos importados que não cumprem as mesmas normas ambientais e sociais?”, disse ele em postagem no LinkedIn.

O executivo disse ser contra a assinatura do acordo no estado atual, posição endossada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que alega buscar proteção ao setor agrícola do país.

“Apelamos à França para que continue a apoiar essa posição e a mobilizar outros Estados-membros para garantir que este acordo não seja imposto pela Comissão Europeia”, diz Leducq. “Os impactos no setor sucroalcooleiro seriam significativos. E não vale brandir cláusulas-espelho como garantia de proteção: elas são inexequíveis.”

A Tereos é sediada na França, mas tem operações em outros países. No Brasil, é dona do açúcar Guarani, e é a segunda maior produtora de açúcar do País.

Procurada, a Tereos afirmou que a postagem do CEO se refere apenas “à necessidade de uma discussão mais aprofundada sobre as diferenças regulatórias que impactam a competitividade econômica entre os dois blocos comerciais”. De acordo com a empresa, não foi um questionamento à qualidade dos produtos ou ao comprometimento do Brasil e do Mercosul com práticas sustentáveis.

“O Grupo Tereos tem orgulho de sua presença mundial e de suas operações no Brasil, onde atua há mais de 24 anos no processamento de matérias-primas vegetais. Mais de 60% de sua produção total no País é exportada, respaldada por rigorosas certificações internacionais de qualidade e sustentabilidade socioambiental”, disse a companhia, que afirmou ainda seguir comprometida com as normas e legislações das regiões em que opera.

Em alguns comentários, o CEO da Tereos afirmou não ter se referido a um único país. “É importante esclarecer que as preocupações expressas no post não são sobre a qualidade da agricultura brasileira, mas sim sobre a disparidade entre padrões ambientais e sociais entre a União Europeia e países do Mercosul, entre eles o Brasil”, afirmou ele em uma das respostas.

A postagem de Leducq foi feita em paralelo à repercussão do anúncio do presidente do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, de que a rede não venderá carnes procedentes do Mercosul em suas lojas na França. O anúncio provocou uma crise, e como mostrou o Broadcast, levou frigoríficos brasileiros a suspenderem entregas para o Carrefour Brasil, uma das maiores operações do Grupo no mundo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Importação de etanol anidro para o Nordeste cresce



A maior parte das importações deve vir do Golfo americano



A maior parte das importações deve vir do Golfo americano
A maior parte das importações deve vir do Golfo americano – Foto: Divulgação

Grandes grupos produtores do setor de etanol estão avaliando a importação de até 150.000 m³ de etanol anidro para o Nordeste nos próximos meses, segundo a consultoria Argus. A possibilidade torna-se particularmente atrativa para empresas beneficiadas por regimes fiscais de isenção de imposto de importação, ampliando sua competitividade em um cenário de déficit regional significativo na oferta do produto.  

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, em 2023, a produção de etanol anidro no Nordeste alcançou 1,07 milhão de m³, frente a um consumo de 2,5 milhões de m³, resultando em um déficit de 1,43 milhão de m³. Já entre janeiro e agosto de 2024, a produção somou apenas 321.000 m³, enquanto o consumo atingiu 1,7 milhão de m³, mantendo um déficit expressivo de 1,3 milhão de m³. Esse desequilíbrio reforça a necessidade de importar volumes adicionais para atender à demanda.  

A maior parte das importações deve vir do Golfo americano, com envios escalonados previstos até março de 2025. A estratégia é sustentada pela tendência de queda nos preços do etanol norte-americano nos próximos meses, tornando a importação mais competitiva que a origem no Centro-Sul do Brasil, onde os custos do produto são mais elevados. Além disso, os Estados Unidos seguem como o principal fornecedor de etanol anidro para o Nordeste em 2024, seguidos pelo Paraguai.  

A Argus destaca que, para empresas que precisam cumprir contratos na região, importar o produto pode ser a solução mais vantajosa economicamente. A combinação de déficit regional, preços competitivos do mercado internacional e benefícios tributários reforça a estratégia de importação, que deve moldar o mercado de combustíveis nordestino nos próximos meses.

 





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Rio Iguaçu recebe 1,3 milhão de peixes nativos em ação de repovoamento



O Rio Iguaçu, no Paraná, será repovoado com 1,3 milhão de peixes de espécies nativas como parte da segunda etapa do projeto Rio Vivo. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e executada pela Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca (SBHP). A soltura é 18% superior ao total de peixes lançados na fase inicial, entre 2021 e 2022, que contabilizou 1,1 milhão de exemplares.

A ação teve início no dia 15 de novembro com o lançamento de 100 mil peixes no Rio Ivaí, em Mirador, na região noroeste do Paraná. No total, 2,626 milhões de peixes serão soltos em rios estaduais nesta fase, incluindo as bacias dos rios Iguaçu, Ivaí, Piquiri e Tibagi. A meta do projeto é repovoar as bacias com 10 milhões de peixes até 2026, priorizando espécies como traíra, lambari, dourado e pintado.

O investimento para o atual ciclo é de R$ 557,8 mil. Os peixes são soltos em estágio juvenil, garantindo maior taxa de sobrevivência em comparação aos alevinos. A proposta também contempla a preservação das bacias hidrográficas e o equilíbrio ecológico das regiões envolvidas.

Criado em 2021, o Rio Vivo é considerado o maior programa de repovoamento de peixes do Paraná. Além da conservação ambiental, o projeto promove educação ambiental com comunidades locais.

O Rio Iguaçu, que nasce em Curitiba e deságua no Rio Paraná, representa 28% da área do estado e abriga importantes usinas hidrelétricas, como Salto Segredo, Foz do Areia e Baixo Iguaçu. Sua bacia hidrográfica também são importantes para a geração de energia, turismo e pesca esportiva no Paraná.

*sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Cebola registra queda, mas tomate sobe 17% em outubro



Alta foi impulsionada por oscilações na oferta




Foto: Divulgação

Hortaliças como alface, batata, cebola e cenoura apresentaram queda nos preços durante o mês de outubro, conforme o 11º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (22). Em contraste, o tomate registrou aumento no valor médio ponderado.

A alface teve uma redução de 1,02% na média ponderada em relação a setembro, marcando o segundo mês consecutivo de variações distintas nas Ceasas analisadas. Já o preço da batata caiu continuamente desde julho, embora ainda esteja acima do registrado em outubro de 2023.

Para a cebola, os preços recuaram expressivamente, com uma queda de 25,22% na média ponderada, reflexo de uma oferta abundante nas principais centrais de abastecimento. A cenoura também seguiu a tendência de queda, com redução de 5,17% em relação ao mês anterior. Por outro lado, o tomate teve alta de 17,27% em outubro, impulsionado por oscilações na oferta. Condições climáticas adversas, como calor e chuvas intensas, influenciaram diretamente a maturação e a colheita, resultando em variações de disponibilidade do produto.





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