quinta-feira, julho 16, 2026

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Demanda por seguro pecuário dão salto neste ano, diz seguradora do BB



A Brasilseg, seguradora do grupo Banco do Brasil (BB), viu as contratações de seguros para a pecuária e florestal crescerem, respectivamente, 134% e 719% entre janeiro e agosto em comparação com igual período do ano passado. Conforme nota da Brasilseg, os serviços integram o portfólio de seguro rural da companhia.

Enquanto a modalidade direcionada para florestas protege plantações de eucalipto, pinus, seringueira e outras espécies arbóreas plantadas com finalidades comerciais, o seguro pecuário garante o pagamento do faturamento do rebanho, a compra de suplementos alimentares para os animais e indeniza o produtor nos casos em que a pastagem é inviabilizada para nutrição animal devido a incêndios ou secas atípicas.

Com o aumento das contratações, a área de pastagem protegida aumentou de 4 mil hectares para mais de 10 mil hectares no país, diz a nota.

O superintendente executivo de negócios e soluções rurais da Brasilseg, Paulo Hora, ressalta, contudo, que se trata de produtos novos na carteira da empresa e que, apesar do crescimento relativo expressivo no período, “ainda é muito incipiente a contratação de seguros nos sistemas agroflorestais e na cadeia pecuária no Brasil, principalmente se comparado com os seguros para grãos nas lavouras, em especial, soja e milho, o que é uma oportunidade a médio prazo”.



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FPA cobra ações no Congresso contra barreiras comerciais francesas ao agro brasileiro



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) iniciou uma ofensiva no Congresso contra os boicotes de empresas francesas ao agronegócio brasileiro. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) apresentou nesta segunda (25) requerimento de convite ao embaixador da França no Brasil, Emmanuel Lenain, para uma audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Em nota, a entidade diz que o objetivo é “obter esclarecimentos sobre a postura da França em relação ao Acordo Mercosul-União Europeia e à decisão do Carrefour de boicotar carnes do bloco”.

Coordenadora política da FPA, Tereza Cristina classifica as atitudes como “protecionismo disfarçado de preocupação ambiental”. Para ela, o Brasil já adota padrões ambientais, como o Código Florestal, e lidera práticas de produção sustentável globalmente. A senadora pretende acelerar a tramitação do projeto de lei sobre reciprocidade ambiental, que estabelece critérios similares aos impostos pela União Europeia para as importações brasileiras.

“Se a Europa quer impor barreiras comerciais ao Brasil, devemos adotar medidas equivalentes para produtos europeus. Não podemos aceitar que interesses protecionistas prejudiquem nossa soberania e nosso setor produtivo”, enfatiza Tereza Cristina.

O projeto é uma das prioridades da bancada do agro para esse último trimestre. O projeto exige os mesmos critérios de redução de emissão de carbono exigidos do Brasil para exportação para importação de produtos. O foco é a União Europeia. O tema será alvo de uma audiência pública na primeira semana de dezembro deste ano, diz a entidade.

Na Câmara dos Deputados, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) protocolou um pedido de criação de uma comissão externa para investigar as ações do Carrefour, afirmando que a varejista “fere princípios de cooperação internacional”. Moreira ainda cita na justificativa “antecedentes” nas operações da rede de supermercados no Brasil. Em 2023, um casal negro foi agredido pela equipe de segurança do Carrefour.

Além disso, a Comissão de Agricultura e Pecuária trabalha para convocar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a fim de detalhar as ações do Itamaraty frente ao boicote e às negociações do acordo Mercosul-União Europeia.

“O objetivo é que o embaixador exponha as ações do Itamaraty a respeito do boicote de carnes ao Carrefour e fale sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o qual a França já adiantou que não irá assinar,” afirmou o deputado federal Evair de Melo (PP-ES).



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produção de laranja e bergamota enfrenta baixa perspectiva



Excesso de chuvas reduz produção, mas manejo adequado projeta recuperação




Foto: Seane Lennon

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, a região administrativa de Lajeado enfrenta os desafios da entressafra de laranja e bergamota. Em municípios como Pareci Novo, Bom Princípio e São José do Hortêncio, que juntos somam 1.320 hectares de bergamota, 658 hectares de laranja e 187 hectares de limão, a atenção está voltada para o manejo e a formação de frutos das próximas safras.

A safra de bergamota foi encerrada em municípios como Pareci Novo, onde os pomares agora passam por poda com desbaste interno, facilitando a entrada de luz solar e a ventilação, essenciais para a prevenção de doenças fúngicas. Em Bom Princípio, as variedades de laranja Valência e do Céu do Cedo registraram baixa perspectiva de produção devido à intensa floração na primavera, que resultou em baixo pegamento de frutos.

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Por outro lado, variedades como laranja de Umbigo e bergamota Ponkan, com floração mais tardia, apresentaram melhores resultados. Muitos produtores estão recorrendo à adubação foliar para estimular a brotação e melhorar a produtividade.

A produção de limão Tahiti ainda é baixa, mas os preços seguem em alta, favorecendo os produtores. As práticas de manejo, como o uso de fertilizantes químicos e cama aviária curtida, estão praticamente encerradas, enquanto o monitoramento dos pomares continua intensivo.

Apesar do temor de estiagem nos próximos meses, os produtores da região não demonstram preocupação significativa. Em São José do Hortêncio, as perdas nas variedades precoces de bergamota e laranja, causadas pelo excesso de chuvas durante a floração, foram parcialmente compensadas pelo aumento nos preços, que trouxe alívio financeiro aos agricultores.





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Oscilações climáticas marcarão o verão


O verão de 2025 não deverá repetir as ondas de calor intensas registradas no último verão, mas trará maior variação de temperatura e chuvas nas diversas regiões do país. A previsão é da Climatempo, que destaca a importância de empresas e órgãos públicos acompanharem as mudanças climáticas de curto prazo para planejar suas atividades.  

De acordo com Ana Clara Marques, meteorologista da Climatempo, o próximo verão terá picos de calor mais moderados e maior oscilação climática. “O próximo verão não será tão quente como o último, que bateu recordes de calor. Haverá alguns picos de temperaturas altas, mas depois elas diminuirão, com variações mais frequentes. As chuvas também terão maior oscilação e há a expectativa de longos períodos chuvosos ao longo do verão”, afirma Ana Clara Marques, meteorologista da Climatempo”, explica.  

Na Região Sudeste, espera-se um verão mais chuvoso e abafado, com menos dias ensolarados. No Sul, as chuvas serão irregulares, mas picos de calor nas capitais são previstos. No Norte, o verão terá chuvas regulares, beneficiando a navegabilidade dos rios após um ano crítico. Já no Nordeste, o início das chuvas será atrasado, mas ganhará intensidade no final da estação.  

No agronegócio, produtores de milho e soja do Centro-Oeste enfrentam um clima mais ameno, porém com períodos prolongados de invernadas que podem impactar o desenvolvimento das culturas. Ajustes no planejamento climático serão essenciais para mitigar riscos e aproveitar as oportunidades.  

“A previsão é de temperaturas mais amenas em relação ao último ano, e de menor probabilidade de que haja duas semanas, por exemplo, de temperaturas elevadas. O clima vai oscilar mais, embora, na média, deva manter o comportamento de verão”, avalia Ana Clara.

 





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Queda nos Treasuries, máximas históricas nas bolsas e IPCA-15 agitam mercado



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca a reação positiva à nomeação de Scott Bessent nos EUA, com queda nos Treasuries e máximas históricas nas bolsas. No Brasil, o IPCA-15 de novembro preocupa ao indicar inflação acima da meta, reforçando apostas de alta na Selic.



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Boi gordo abre a semana em alta



Boi gordo e “boi China” registram alta




Foto: Kadijah Suleiman

Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, o mercado de proteínas animais iniciou a semana com alta nas cotações do boi gordo e do “boi China”, reflexo de menor oferta e maior demanda. O preço do boi gordo subiu R$3,00/@, enquanto o “boi China” apresentou valorização de R$5,00/@. A cotação da vaca também registrou aumento de R$2,00/@. Por outro lado, o preço da novilha permaneceu estável.

Na região do Triângulo Mineiro, o movimento de alta foi semelhante, com acréscimos de R$3,00/@ no boi comum e R$5,00/@ na novilha. Já o “boi China” registrou aumento menor, de R$2,00/@.

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No mercado atacadista, a menor oferta de carne bovina com osso impulsionou as cotações. A carcaça do boi capão e do boi inteiro casados subiu 0,7%. O corte dianteiro 1×1 do boi capão teve aumento de 1,5%, enquanto a novilha casada registrou alta de 0,9%. Em contrapartida, o preço da vaca casada caiu 0,7%.

O mercado de carnes alternativas também registrou oscilações. A carcaça de suíno especial apresentou alta de 2,0%, enquanto a cotação do frango médio especial recuou 1,0%, conforme apontou o informativo.





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Mês de outubro tem queda no valor no valor das exportações, mas com maior volume, diz Farsul


A Farsul divulgou, nesta segunda-feira (25), os resultados das exportações gaúchas do mês de outubro. Na comparação com setembro de 2024, houve queda de 1,3% no valor das exportações, mas um aumento de 11% no volume.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, também houve queda, de 10% no valor total, de US$ 1,6 bilhão para US$ 1,5 bilhão. O volume exportado, entretanto, aumentou no agregado, passando de 2,4 milhão de toneladas em outubro de 2023 para 2,6 milhões de tonelada em julho de 2024, um aumento de 8%.

Em setembro, o estado do Rio Grande do Sul exportou um total de US$ 2,3 bilhões, sendo que o agro respondeu por US$ 1,5 bilhões deste montante, ou seja, 66%. Em volume, o agronegócio representou 91% do total exportado. As exportações do agro gaúcho, no acumulado de janeiro a outubro de 2024 totalizaram US$ 12,4 bilhões, valor 7,5% inferior ao exportado no mesmo período de 2023. Já no volume, o total exportado foi de 19,6 milhões de toneladas, aumento de 2% em relação ao mesmo período de 2023.

Os principais parceiros comerciais do estado no período foram a Ásia (sem o Oriente Médio), com US$ 934 milhões e 1,9 milhão de toneladas, e a Europa, que atingiu US$ 230 milhões, sendo US$ 186 milhões para a União Europeia. Em seguida temos o Oriente Médio com US$ 130 milhões, América do Sul com US$ 95 milhões, África com US$ 52 milhões, América do Norte com US$ 45 milhões, América Central e Caribe com US$ 32 milhões e Oceania com US$ 1,3 milhões.

Quanto aos países, a China aparece em primeiro lugar com US$ 742 milhões e participação de 48,8% no valor. Em segundo lugar temos o Irã com 3,5%, França com 3,2%, Bélgica com 2,5% e Estados Unidos com 2,4%.

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Colheita de soja avança nos EUA



Brasil expande área cultivada da soja




Foto: Divulgação

Segundo a análise de novembro do Global Crop Monitor (GEOGLAM), a colheita de soja avança em ritmo acelerado nas principais regiões produtoras do mundo, com destaque para os Estados Unidos e Brasil. Nos EUA, a colheita está próxima da conclusão e ocorre mais rapidamente que o habitual, impulsionada por condições climáticas excepcionais. O país deve atingir um recorde histórico nos rendimentos nacionais.

No Canadá, os resultados variam conforme a região: rendimentos acima da média foram registrados em Ontário e Manitoba, enquanto Saskatchewan apresentou números abaixo da média. Na China, a colheita está finalizando sob condições amplamente favoráveis.

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A Índia segue com a colheita em andamento, em condições climáticas favoráveis, e registra um aumento na área semeada em relação ao ano passado. Já na Ucrânia, rendimentos abaixo da média foram observados em áreas centrais, orientais e sulistas, devido ao clima quente e seco, embora a região oeste apresente melhores resultados.

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No Brasil, as chuvas regulares beneficiaram a semeadura nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, acelerando as atividades. Contudo, no norte, o processo ainda está no início, com agricultores aguardando chuvas consistentes. A área total de plantio no país deve superar a da temporada passada, consolidando sua posição como um dos maiores produtores globais de soja.





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Potencial do milho silagem se mantém elevado no Rio Grande do Sul



As perdas estão concentradas em lavouras de sequeiro




Foto: Nadia Borges

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (21) pela Emater/RS, o potencial produtivo do milho silagem segue elevado no Rio Grande do Sul, mesmo com o baixo índice de chuvas registrado em novembro. As perdas estão concentradas em lavouras de sequeiro, que enfrentaram períodos prolongados de estiagem. Atualmente, 65% das plantações estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto 35% estão em fases reprodutivas.

Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 357.311 hectares no estado, com uma produtividade média estimada de 39.457 kg/ha.

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Sobre o milho-verde, os produtores da região administrativa de Erechim se preparam para o início da colheita, previsto para o final de novembro. Já em Cruzeiro do Sul, na região de Lajeado, as primeiras áreas de milho-verde começaram a ser colhidas.

O rendimento inicial está alinhado às expectativas, com 40 mil espigas por hectare, equivalentes a 13 toneladas por hectare. Essas áreas, livres de pragas e doenças, não sofreram com estresse hídrico até o momento. A produção está sendo colhida em parcelas programadas, e os produtores estão recebendo R$ 0,60 por espiga nas primeiras remessas.





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CEO do Carrefour França é pressionado e deve assinar carta de retratação



A diretoria da rede de supermercados Carrefour foi pega de surpresa com a dimensão que a fala do CEO da empresa na França, Alexandre Bompard, causou no Brasil.

Em carta direcionada aos agricultores franceses, o executivo havia afirmado que a empresa não mais compraria carne do Mercosul. A justificativa era de que os países do bloco não cumpriam os requisitos sanitários e ambientais necessários.

Porém, o setor brasileiro se levantou e afirmou que a declaração se tratava de protecionismo disfarçado de preocupação ambiental.

Assim, após diversas entidades do setor no Brasil expressarem repúdio e os maiores frigoríficos do país, como JBS e Marfrig, paralisarem o envio do produto à rede varejista, um pedido de desculpas parece estar prestes a ser anunciado por Bompard, afirmando que a rede voltará a adquirir carne da região.

Na noite desta segunda-feira, o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, ressaltou que a embaixada francesa no Brasil está intermediando com o Carrefour “uma fala de retratação”.

Em entrevista à TV Globo, o ministro afirmou que “o embaixador francês se ofereceu, falando com o nosso secretário de relações internacionais, para ser um intermediador de uma proposta para apaziguar este assunto”.

A falta de carne já começa a ser sentida nas gôndolas dos supermercados da rede. No país, o grupo Carrefour também opera com as lojas Atacadão e Sam’s Club.

O Brasil é, inclusive, o segundo maior mercado da empresa no mundo. Entre janeiro e setembro deste ano, foram cerca de R$ 95 bilhões em faturamento. O montante perde apenas para a França, país-sede do grupo, onde a receita gira em torno de R$ 200 bilhões.



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