quinta-feira, julho 16, 2026

Agro

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Focos de raiva bovina aumentam no Paraná e se alastram por 45 municípios



Focos de raiva no rebanho bovino do Paraná tiveram aumento de 39% este ano em comparação a 2023. Até o momento, foram 206 notificações, contra 148 do último período.

Já foram registrados casos da doença em 45 municípios do estado, a maioria na região oeste. O município de Cascavel lidera em número de reportes, com 105 ocorrências, seguido por Laranjeiras do Sul, com 27, e Ponta Grossa, com 19.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) alerta que o risco é de perda total em pequenas propriedades e que a vacinação regular é a medida mais eficiente de prevenção.

O órgão implementou ações para controlar a raiva bovina, como a delimitação de áreas de perifoco, imunização emergencial e o controle de morcegos, os principais transmissores.

Obrigação em notificar casos de raiva

A coordenadora do programa de controle da raiva da Adapar, Elzira Jorge Pierre, alerta que o produtor tem a obrigação de notificar a Agência sobre a presença de animais com sintomatologia nervosa em sua propriedade.

Segundo ela, o primeiro sintoma é perceptível quando os animais infectados se isolam do rebanho e começam a ter dificuldade de locomoção, além de demonstrarem salivação excessiva.

“Até que eles caem e não conseguem mais se levantar. Apresentam movimentos de pedalagem com os membros anteriores e voltam a cabeça para trás. O animal não consegue mais se alimentar e nem tomar água, ou seja, a morte vem com grande sofrimento, sendo que a maioria morre em uma semana”.

Doença pode infectar todos os mamíferos

A raiva é transmitida principalmente pelo morcego hematófago, que se alimenta de sangue, e afeta todos os mamíferos, incluindo bovinos e humanos.

Elzira reforça que além de a notificação de casos suspeitos e a adoção de práticas preventivas serem essenciais para proteger a saúde animal, também são primordiais à saúde pública.

“Nós já tivemos casos de produtores de pequenas leiterias que entre os dez animais que tinham, perderam oito. Ao perder um animal na fase adulta de produção, até repor esse rebanho, é uma conta que não vale a pena, ainda mais pelo preço da vacina ser tão barato”.



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Motorista registra tornado em fazenda na Bahia



Um tornado foi registrado por um motorista na tarde desta segunda-feira (25), em uma fazenda na zona rural de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.

De acordo com Wellerson Lucas, autor do vídeo, foi a primeira vez em que viu esse tipo de fenômeno meteorológico.

“Logo quando eu cheguei na fazenda por volta de umas três horas eu tinha visto, só que estava pequeno e ainda comentei com o pessoal lá”, disse.

Wellerson contou que seguia para o centro da cidade e se assustou quando viu a formação, que ele imaginava ser um redemoinho, ficar ainda maior.

“Só que na hora de ir embora estava muito grande, fiquem meio assustado e filmei e coloquei no status do WhatsApp. Logo em seguida fiz outro vídeo e fui embora, mas logo sumiu, mas demoro um pouco”, disse.

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, explica que o fenômeno é um tornado por causa dos ventos mais fortes que aparecem ao lado de tempestades formadas principalmente com nuvens cumulonimbus, como a que aparece à direita do vídeo gravado por Wellerson na Fazenda Zanotto.

“Apesar de ser um tornado fraco, o redemoinho não tem tanta intensidade”, explica Muller.

Chuvas no Matopiba

Desde o último fim de semana que toda a região do Matopiba tem recebido preciptações. De acordo com Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas devem continuar até a próxima quinta-feira (28).

Além disso, um alerta de perigo potencial para chuvas intensas deve permanecer atá amanhã (27), às 10 da manhã.

As precipitações podem variar entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos de 40 a 60 km/h.

De acordo com o Inmet, nesta segunda-feira (25), Uruçuí, no Piauí, foi o município que mais choveu no Brasil com 162 milímetros.

No Oeste da Bahia, Barreiras, também registrou um grande volume de chuva com 75,6 milímetros em 24 horas.


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saiba como lucrar com promoções e criatividade


Faltam poucos dias para a tão esperada Black Friday, a data é uma das mais movimentadas do comércio, atraindo milhões de consumidores que buscam descontos, e os micro e pequenos produtores rurais também podem aproveitar.

O período pode ser uma ótima oportunidade para conquistar novos clientes, impulsionar as vendas e valorizar os itens naturais e artesanais. 

Luís Felipe Paes Leme, produtor rural há 15 anos, pela primeira vez, vai aderir à Black Friday em seus negócios, no Sítio do Bicho Sem Vergonha ,que fica em Itamonte, Minas Gerais. 

Leme, cria cordeiros das raças lacaune e texel para o abate, vende os cortes para restaurantes, mercados e recebe encomendas para entregas em domicílio em alguns estados do país. Além dos cortes, o produtor fabrica no sítio produtos como kaftas e hambúrgueres de cordeiro, entre outros produtos como mel, queijos e geleias. 

Homem em pé com pacotes de carne processadas em cada uma das mãosHomem em pé com pacotes de carne processadas em cada uma das mãos
Luís Felipe Paes Leme, produtor rural do Sítio do Bicho Sem Vergonha (MG).
Foto: Arquivo Pessoal

“Vamos entrar na Black Friday com dois produtos: Kafka e hambúrguer. Então, quem comprar um pacote com 5 espetos de kafta de cordeiro, ganhará desconto de 40% no segundo pacote,” disse Leme. 

Ele destacou também, que a mesma promoção será aplicada nos hambúrgueres com 130g. Todos produzidos artesanalmente. 

“As ofertas estarão disponíveis  exclusivamente no dia 29 de novembro e enquanto durarem os estoques com entregas apenas na zona sul do Rio de Janeiro, na Capital Paulista e na região das Águas, em Minas Gerais. As encomendas podem ser feitas pelas redes sociais,” afirmou o produtor rural. 

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Com organização e estratégias bem planejadas, o empreendedor do campo pode explorar a data e ter resultados expressivos, conforme orienta Luís Adriano Alves Pinto, consultor de negócios do Sebrae-SP. 

Homem em pé, ao lado de um banner, em que está escrito Sebrae Homem em pé, ao lado de um banner, em que está escrito Sebrae
Luís Adriano Alves Pinto, consultor de negócios do Sebrae-SP. Foto: Arquivo Pessoal

“Quem não se atentou a esse período, ainda pode participar com base na produção disponível. O planejamento deve começar pela definição do que será oferecido como, por exemplo, montar cestas de café da manhã com frutas, compotas e conservas”, destacou Pinto. 

Confira algumas dicas do especialista do Sebrae

1. Aproveite o estoque existente

Utilize produtos disponíveis, como frutas frescas, conservas e compotas. Montar kits ou cestas variadas pode atrair mais consumidores. 

“Pense em cestas para o almoço ou jantar com uma diversidade de folhas como alface, rúcula, chicória, couve etc., coloque legumes como cenoura, beterraba, batata-doce e  cará. Compotas, conservas e/ou ainda molhos podem sofisticar a cesta”.

2. Invista em combos estratégicos

Inclua um item de maior valor e complemente com outros produtos diversificados. Essa prática agrega valor ao kit e ajuda a escoar o estoque.

“O ideal é colocar um produto diferenciado no centro do kit, combo ou  cesta –  apenas uma unidade. Os demais itens podem estar em maior quantidade, mas deve-se prezar sobretudo pela diversidade”.

3. Divulgue nas redes sociais e WhatsApp

Crie posts visuais simples para apresentar a mercadoria, destacando o que há de melhor nos produtos como qualidade, frescor e sustentabilidade. Ofereça facilidades para conquistar mais clientes.

“Uma ideia, é organizar os produtos e colocar em uma arte com as vantagens e os diferenciais dos produtos, destacando formas de pagamento e os benefícios extras como, por exemplo, a importância de  um alimento fresco à saúde”.

4. Planeje descontos sem ter prejuízo

Calcule o lucro antes de definir os descontos. Por exemplo, se o lucro esperado for de 20%, reserve 5% desse valor para bonificar cestas maiores.

“Caso o produtor deseje oferecer descontos maiores como, por exemplo, nas compras acima de R$50 ou em cestas mais volumosas, recomenda-se não ultrapassar 50% do lucro para evitar prejuízos”, finaliza Pinto. 

Se a data é boa para o comércio, pode ser ainda melhor para o micro e pequeno produtor rural. Então, que tal aproveitar o dia 29 de novembro com criatividade e explorar novas possibilidades? Abra suas porteiras, porque bons negócios geram excelentes resultados!





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Frigoríficos liberam entrega de carne ao Carrefour após retratação



A retratação do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, com relação à qualidade da carne brasileira e o respeito às normas de produção, foi suficiente para que os frigoríficos do país liberassem a entrega do produto às lojas do grupo em território nacional.

“A agroindústria no Brasil recebe com satisfação o pedido de desculpas e o reconhecimento da excelência do produto e do produtor brasileiro por parte do CEO Global do Carrefour, Alexandre Bompard. Esperamos que, com isso, as operações da rede francesa sejam reestabelecidas”, destacou em nota a Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carnes (Abiec).

Fontes da indústria garantem que os frigoríficos brasileiros retomarão ainda nesta terça-feira (26) as vendas de carne às unidades do grupo no país – que engloba as marcas Carrefour, Atacadão e Sam’s Club.

O pedido de desculpas e o reconhecimento das qualidades das carnes brasileiras é suficiente para “repor as coisas em seu devido lugar”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em vídeo divulgado pela entidade.

O dirigente afirma que o Carrefou demorou para dar uma resposta à declaração de Alexandre Bompard. “Mas o pedido de desculpas mostra ao mundo que o Brasil está atento na defesa das suas proteínas. Veio atrasado, mas [ainda] em boa hora para repor a verdade, de que as nossas carnes do Mercosul, e do Brasil especialmente, são boas e têm qualidade, sanidade, sustentabilidade e, ainda por cima, sabor”, disse Santin.



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excelência da carne brasileira é reconhecida após pedido de desculpas do Carrefour



A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) emitiu uma nota oficial nesta terça-feira (26) manifestando satisfação com o pedido de desculpas do CEO Global do Carrefour, Alexandre Bompard, e seu reconhecimento da qualidade da carne brasileira. A reação ocorre após a polêmica decisão do Carrefour na França de suspender a compra de carnes provenientes do Mercosul, justificada por apoio aos agricultores franceses.

Na nota, a Abiec destacou a excelência da agroindústria brasileira, que, segundo a entidade, atende aos mais rigorosos padrões sanitários, ambientais e de qualidade exigidos pelos mercados internacionais. “Esperamos que, com isso, as operações da rede francesa sejam reestabelecidas”, afirma o texto.

Contexto do impasse

O pedido de desculpas do Carrefour foi feito após críticas de entidades do agronegócio e da suspensão do fornecimento de carne por frigoríficos brasileiros às lojas do grupo no Brasil. Alexandre Bompard havia anunciado em suas redes sociais o compromisso de não comercializar carne do Mercosul nas unidades francesas do Carrefour, como forma de solidariedade aos produtores locais diante do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

A decisão gerou forte reação do setor agropecuário brasileiro, com manifestações contrárias do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de associações como a Abiec. Em resposta, o Carrefour divulgou nota informando que mantém a compra de carne brasileira para abastecer suas operações no país, reafirmando seu compromisso de longo prazo com a agroindústria local.

Excelência da carne brasileira

A Abiec aproveitou a oportunidade para reafirmar que a agroindústria brasileira é referência global, sendo exportadora de carne para mais de 160 países.

“A defesa enfática do setor será sempre o nosso foco. A agroindústria brasileira é exemplo de produtividade e compromisso absoluto com o consumidor, esteja ele no Brasil ou em qualquer outro país do mundo”, reforça a nota.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agroindústria registra alta em 2024



As perspectivas para o próximo trimestre são otimistas



As perspectivas para o próximo trimestre são otimistas
As perspectivas para o próximo trimestre são otimistas – Foto: Divulgação

De acordo com pesquisa do FGVAgro, o setor agroindustrial brasileiro apresentou um crescimento de 1,6% no volume de produção em setembro de 2024, na comparação com o mesmo mês de 2023. Esse desempenho foi impulsionado exclusivamente pelo segmento de Produtos Não-Alimentícios, que avançou 4,5% no período. Por outro lado, o segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas teve uma queda de 0,7%, reflexo da redução na produção de alimentos de origem vegetal.  

As perspectivas para o próximo trimestre são otimistas, com o FGVAgro projetando uma expansão de 3,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Se essa estimativa se confirmar, a agroindústria deve encerrar 2024 com crescimento acumulado de 2,7% em comparação a 2023. Ambos os segmentos devem contribuir para esse desempenho positivo: Produtos Alimentícios e Bebidas com alta anual estimada de 2,9%, enquanto Produtos Não-Alimentícios devem crescer 2,5%.  

Entretanto, o estudo destaca que a taxa de câmbio é uma variável crítica no modelo de projeção e, devido à sua alta volatilidade, ainda há incertezas em relação ao fechamento do ano. Embora a previsão inicial seja de uma expansão de 2,7%, revisões futuras podem ajustar esse número para algo em torno de 2,5%. Mesmo com essa possível revisão, o crescimento projetado continua a indicar um ano positivo para a agroindústria, refletindo sua importância na economia brasileira.  

O desempenho do setor ressalta a resiliência e diversificação da agroindústria, que segue se destacando mesmo diante de desafios econômicos globais e oscilações cambiais. A combinação entre a força dos Produtos Não-Alimentícios e a recuperação projetada para o segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas reforça o papel estratégico do setor no desenvolvimento do país.  

 





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Fávaro recebe carta de desculpas assinada pelo CEO do Carrefour na França



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que recebeu formalmente uma carta assinada pelo diretor-presidente do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, publicada nesta terça-feira (26), endereçada ao ministro Carlos Fávaro, esclarecendo sua declaração em apoio aos agricultores franceses e reconhecendo a alta qualidade, o respeito às normas e o sabor da carne brasileira.

“Sabemos que a agricultura brasileira fornece carne de alta qualidade, respeito às normas e sabor. Se a comunicação do Carrefour França gerou confusão e pode ter sido interpretada como questionamento de nossa parceria com a agricultura brasileira e como uma crítica a ela, pedimos desculpa”, diz trecho do documento.

Em nota oficial sobre a ação do Carrefour, o ministério afirma que o Brasil tem um sistema de rigoroso de defesa agropecuária que o posiciona como o principal exportador de carne de aves e bovina do mundo. “O Mapa reitera os elevados padrões de qualidade, sanidade e sustentabilidade da produção agropecuária brasileira”, diz o texto.

Assim, o Mapa enaltece o trabalho desempenhado pelo setor, a gestão ativa das associações e seus associados na defesa de uma produção de excelência que chega às mesas de consumidores em mais de 160 países do mundo.

A pasta também afirma na nota que trabalha sempre no intuito de esclarecer os fatos para que “declarações equivocadas coloquem em dúvida um trabalho de defesa agropecuária de alto nível e de uma produção de alta qualidade e comprometida com uma das legislações ambientais mais rigorosas do planeta”.

Além da carta de desculpas endereçada a Fávaro, o Grupo Carrefour da França também emitiu uma comunicação de imprensa se retratando sobre a produção agropecuária do Brasil, que contém algumas das informações presentes do documento enviado ao ministro

Confira a carta do Carrefour enviada a Fávaro

Ao Excelentíssimo Ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil,
Senhor Carlos Fávaro,

A declaração de apoio do Carrefour França aos produtores agrícolas franceses causou discordâncias no Brasil. Como Diretor-Presidente do Grupo Carrefour e amigo de longa data do país, venho, respeitosamente, esclarecê-la.

O Carrefour é um grupo descentralizado e enraizado em cada país onde está presente, francês na França e brasileiro no Brasil.

Na França, o Carrefour é o primeiro parceiro da agricultura francesa: compramos quase toda a carne que necessitamos para as nossas atividades na França, e assim seguiremos fazendo. A decisão do Carrefour França não teve como objetivo mudar as regras de um mercado amplamente estruturado em suas cadeias de abastecimento locais, que segue as preferências regionais de nossos clientes. Com essa decisão, quisemos assegurar aos agricultores franceses, que atravessam uma grave crise, a perenidade do nosso apoio e das nossas compras locais.

Do outro lado do Atlântico, no Brasil, compramos dos produtores brasileiros quase toda a carne que necessitamos para as nossas atividades, e seguiremos fazendo assim. São os mesmos valores de criar raízes e parceria que inspiram há 50 anos nossa relação com o setor agropecuário brasileiro, cujo profissionalismo, cuidado à terra e produtores conhecemos.

O Grupo Carrefour Brasil é profundamente brasileiro, com mais de 130.000 colaboradores, se desenvolveu e continua se desenvolvendo sob minha presidência em parceria com produtores e fornecedores do Brasil, valorizando o trabalho do setor produtivo e sempre em benefício de nossos clientes. Nos últimos anos, o Grupo Carrefour Brasil acelerou seu desenvolvimento, dobrando tanto o volume de seus investimentos no país quanto suas compras da agricultura brasileira. Mais amplamente, o Brasil é o país em que o Carrefour mais investiu sob minha presidência, o que confirma nossa ambição e nosso comprometimento com o país. Assim seguiremos prestigiando a produção e os atores locais e fomentando a economia do Brasil.

Sabemos que a agricultura brasileira fornece carne de alta qualidade, respeito às normas e sabor. Se a comunicação do Carrefour França gerou confusão e pode ter sido interpretada como questionamento de nossa parceria com a agricultura brasileira e como uma crítica a ela, pedimos desculpas.

O Carrefour está empenhado em trabalhar, na França e no Brasil, em prol de uma agricultura próspera, seguindo nosso propósito pela transição alimentar para todos. Asseguro, Senhor Ministro, nosso compromisso de longo prazo ao lado da agricultura e dos produtores brasileiros.

Aproveito a oportunidade para renovar os protestos de estima e consideração.

Atenciosamente,
Alexandre Bompard Diretor-Presidente do Grupo Carrefour



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‘Ninguém ganhará guerra comercial’ depois de ameaça de tarifas de Trump



A embaixada da China em Washington reagiu à ameaça do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa adicional de 10% sobre todas as importações chinesas.

O porta-voz Liu Pengyu enfatizou que uma guerra comercial não traria vencedores e destacou o caráter mutuamente benéfico das relações econômicas entre os dois países.

A declaração surge após Trump afirmar que as tarifas serão aplicadas caso a China não tome medidas mais rígidas para interromper o fluxo de drogas ilegais, como o fentanil, para os Estados Unidos.

Liu refutou a acusação de negligência por parte da China no combate ao tráfico de precursores do fentanil, argumentando que o país já tomou ações concretas após acordos entre os presidentes Xi Jinping e Joe Biden. Ele destacou que autoridades chinesas têm informado regularmente os EUA sobre os avanços em operações relacionadas à repressão de narcóticos.

Pequim também argumenta que tais ações demonstram seu compromisso em conter o problema, desmentindo alegações de conivência.

A crise do fentanil, uma das principais causas de mortes por overdose nos EUA, foi um ponto central na relação bilateral. A cooperação sino-americana nesse tema tem avançado desde que os dois países decidiram retomar esforços conjuntos no ano anterior. Entre as iniciativas, destacam-se investigações conjuntas e o fortalecimento do controle sobre o comércio de produtos químicos utilizados na produção da droga.

Nos últimos meses, a China intensificou ações contra o tráfico de drogas. Em junho, promotores chineses pediram que as autoridades locais priorizassem o combate ao narcotráfico.

Em agosto, após reuniões bilaterais sobre narcóticos, o país anunciou o endurecimento no controle de três substâncias químicas essenciais para a fabricação do fentanil. Essas medidas são parte de um esforço mais amplo para atender às exigências americanas de maior rigor na fiscalização e repressão ao tráfico.

Embora Pequim tenha implementado novas regulamentações e intensificado a cooperação com os EUA, permanece a tensão causada pela retórica de Trump, que acusa a China de não agir com a devida seriedade no combate ao problema.

No entanto, líderes chineses defendem que o progresso na relação comercial e no controle de drogas deve ser baseado em respeito e benefício mútuos, evitando discursos que prejudiquem as negociações.

Essa abordagem mais firme dos EUA pode agravar as tensões comerciais e econômicas com a China, especialmente considerando o momento delicado para a economia chinesa, marcada por desafios no setor imobiliário e queda na demanda interna.

Apesar disso, a China reafirma sua disposição para cooperação, buscando preservar a estabilidade econômica global e minimizar os impactos de disputas tarifárias e diplomáticas.



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AgroNewsPolítica & Agro

chave do sucesso no agronegócio



Outro ponto vital é o gerenciamento de riscos



Outro ponto vital é o gerenciamento de riscos
Outro ponto vital é o gerenciamento de riscos – Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro foi responsável por 24% do PIB nacional em 2023, de acordo com o Cepea/Esalq/USP em parceria com a CNA. Esse desempenho destaca a importância do setor na geração de empregos, no equilíbrio da balança comercial e no abastecimento alimentar. Contudo, o sucesso dessa cadeia produtiva está diretamente ligado a uma logística eficiente. André Pimenta, CEO da Motz, transportadora digital que facilita o trabalho de caminhoneiros e embarcadores, reforça que investir em segurança e eficiência na cadeia de suprimentos é essencial para garantir crescimento sustentável.

Segundo o especialista, quatro pilares são indispensáveis para uma gestão logística eficaz. O primeiro é a eficiência na cadeia de suprimentos, que deve ser ágil e confiável, garantindo que a produção agrícola seja transportada sem grandes atrasos ou perdas. No agronegócio, a colaboração entre as empresas é crucial, pois a eficiência de cada uma impacta o resultado das demais, explica ele.

Outro ponto vital é o gerenciamento de riscos, especialmente em um país que depende fortemente de rodovias e portos para escoar a produção agrícola. Com uma safra de grãos projetada para 323,3 milhões de toneladas em 2024/2025, segundo a Embrapa, estratégias como escolha de modais adequados, uso de tecnologias de rastreamento e práticas logísticas qualificadas são essenciais para evitar prejuízos.

O treinamento da equipe também é fundamental. Dados da ABRALOG apontam que a capacitação contínua pode reduzir em até 25% os acidentes. Produtos como grãos e fertilizantes exigem cuidados específicos, e profissionais preparados garantem a integridade das cargas e a eficiência do transporte.

 





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Carrefour da França publica nota de retratação ao Brasil



O Grupo Carrefour da França divulgou nesta terça-feira (26) um comunicado oficial em resposta às críticas geradas por declarações de Alexandre Bompard, CEO da empresa na França, sobre o compromisso de não comercializar carne do Mercosul no mercado francês. A nota busca apaziguar as tensões e destaca o compromisso da rede varejista com os agricultores tanto na França quanto no Brasil.

No comunicado, o grupo afirma que a decisão de priorizar carnes francesas visa assegurar apoio aos produtores locais, enfrentando dificuldades econômicas, mas que isso não representa uma oposição à agricultura brasileira. “Carrefour é o maior parceiro da agricultura francesa. […] Essa decisão legitima o apoio aos agricultores franceses, mergulhados em uma grave crise, garantindo a continuidade das nossas compras locais”, diz a nota.

O Carrefour reforça que mantém seu compromisso de longo prazo com os produtores brasileiros, destacando que a maior parte da carne vendida no Brasil é de origem local. “Há 50 anos, nossa relação com o setor agrícola brasileiro é inspirada por valores de parceria e profissionalismo”, afirma o texto.

A polêmica

As declarações de Bompard, publicadas em redes sociais, sinalizaram uma ação de solidariedade aos agricultores franceses contra o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo o CEO, a iniciativa buscava “inspirar” outras empresas do setor a adotar medidas semelhantes, criando um movimento em prol das carnes de origem francesa.

A resposta gerou repercussão no Brasil, com manifestações contrárias do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de entidades do agronegócio. Alguns frigoríficos brasileiros anunciaram a interrupção do fornecimento de carne para as lojas do Carrefour no Brasil, em represália ao que classificaram como uma atitude protecionista e desrespeitosa à carne brasileira.

Carrefour afirma que não questiona qualidade da carne do Brasil

Na tentativa de amenizar o impacto, o Carrefour afirma que o anúncio não questiona a qualidade ou os padrões sanitários da carne brasileira, que considera de alta qualidade e sabor. “Somos o maior parceiro e promotor histórico da agricultura brasileira. […] Continuaremos a valorizar as cadeias agrícolas brasileiras como temos feito há quase 50 anos”, diz o comunicado.

O impasse ocorre em um momento delicado, às vésperas da possível assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, previsto para dezembro, e acende debates sobre protecionismo e práticas de mercado.


Leia a íntegra do texto publicado pelo Carrefour da França

Comunicado do Grupo Carrefour

Nossa declaração de apoio ao setor agrícola francês, feita na última quarta-feira a respeito do acordo de livre-comércio com o Mercosul, gerou no Brasil discordâncias que é nossa responsabilidade esclarecer.

Nunca colocamos a agricultura francesa em oposição à agricultura brasileira. Nossos dois países, pelos quais temos grande apreço, compartilham o amor pela terra, pela sua cultura e pela boa alimentação.

Na França, o Carrefour é o principal parceiro da agricultura francesa. Compramos quase exclusivamente carne de origem francesa e continuaremos a fazê-lo. A decisão do Carrefour França não tem como objetivo mudar as regras de um mercado francês que já é amplamente estruturado em torno de suas cadeias locais de abastecimento. Essa decisão visa, legitimamente, assegurar aos agricultores franceses, que enfrentam uma grave crise, a continuidade de nosso apoio e de nossas compras locais.

Do outro lado do Atlântico, compramos quase a totalidade da carne brasileira no Brasil e continuaremos a fazê-lo. São os mesmos valores de parceria e compromisso que inspiram, há 50 anos, nossa relação com o setor agrícola brasileiro, cujo profissionalismo e apego à terra e à pecuária reconhecemos e valorizamos diariamente.

Lamentamos que nossa comunicação tenha sido percebida como uma ruptura em nossa parceria com a agricultura brasileira ou uma crítica a ela.

Estamos orgulhosos de ser o principal parceiro e promotor histórico da agricultura brasileira. Melhor do que ninguém, conhecemos as normas seguidas pela carne brasileira, sua alta qualidade e seu sabor. Continuaremos a valorizar as cadeias produtivas agrícolas do Brasil, como temos feito ao longo de quase 50 anos. Com nosso desenvolvimento, contribuímos para o avanço dos produtores agrícolas brasileiros, em uma lógica que sempre foi pautada pelo diálogo construtivo.

O grupo Carrefour está comprometido em atuar, tanto na França quanto no Brasil, em prol de uma agricultura responsável e próspera, seguindo sua missão de promover a transição alimentar para todos.



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