O avanço da semeadura da soja na região Oeste da Bahia, atingiu cerca de 1,8 milhão de hectares, equivalente a 86,5% da área total prevista de 2,129 milhões de hectares.
As informações são do último boletim de safras divulgado pelo Núcleo de Agronegócio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
De acordo com o documento, o ritmo acelerou na última semana devido à permanência das condições climáticas favoráveis em todas as regiões monitoradas.
Com isso, muitas propriedades já finalizaram ou estão próximas de concluir o plantio, otimizando a janela de cultivo da oleaginosa.
Para as próximas semanas, a expectativa é de finalização das atividades em algumas regiões, visto que o clima favorável está garantindo o progresso das operações.
Em comparação com a safra anterior, o plantio da safra 2024/25 está a uma diferença de 48,1% do que o mesmo período da safra 2023/24.
À época o número era de 38,4% conforme gráfico abaixo:
Foto: Divulgação/ Aiba
Monitoramento
No entanto, o monitoramento das áreas já semeadas de soja se tornou uma prioridade devido à presença de pragas em algumas regiões, como lagartas e percevejos, em áreas pontuais.
Além disso, por enquanto, não há registros de ferrugem asiática na região, mas os produtores continuam atentos, realizando o monitoramento constante e adotando práticas preventivas para evitar a proliferação do patógeno.
Essa situação reflete um cenário de boa organização e preparação por parte dos produtores, que estão se antecipando aos desafios de mais uma nova safra, informa o documento.
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta quarta-feira que recebeu autorização do governo da Bósnia e Herzegovina para venda de carne de aves.
“Essa abertura, que deverá contribuir para aumentar o fluxo comercial entre os dois países, é mais uma demonstração da confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil”, disse a pasta, em nota.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também celebrou a nova abertura de mercado. “O mercado bósnio é uma oportunidade de alta relevância para os exportadores brasileiros. Há demanda por produtos avícolas com padrões de qualidade elevados, e a necessidade de complementaridade à produção local […]”, disse o presidente da entidade, Ricardo Santin.
País dos Balcãs com renda per capita de cerca de US$ 8,5 mil (dados do Banco Mundial), a Bósnia e Herzegovina possui 3,2 milhões de habitantes – em sua maioria, residentes na zona rural.
Conforme dados da Faostat, o consumo de carne de frango no país é de 19,7 quilos anuais por pessoa, um dos mais elevados da região, com um consumo total de 72 mil toneladas por ano. Desse total, 13,3 mil toneladas foram importadas – em especial, de países europeus.
Exportação de carne de frango brasileira
Foto: Freepik
Entre janeiro e outubro de 2024, as exportações brasileiras de carne de frango somaram US$ 8,17 bilhões, equivalentes a 4,38 milhões de toneladas, de acordo com o Mapa.
O Brasil é, atualmente, o terceiro maior produtor mundial e maior exportador do produto no mundo, abastecendo cerca de 170 países com essa proteína animal.
Com a nova conquista, o agronegócio brasileiro alcança sua 204ª abertura de mercado neste ano, totalizando 282 aberturas em 62 destinos desde o início de 2023.
O plantio da soja no Brasil avança e já atinge 83,3% das áreas previstas, um ritmo superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a semeadura estava em 75%. O progresso é notável em estados como São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, que estão prestes a concluir os trabalhos de campo. No entanto, o clima continua sendo um fator importante para o desenvolvimento das lavouras, com destaque para as condições de umidade do solo e os desafios que surgem devido à falta de luminosidade.
Um novo cenário
Embora as lavouras de soja tenham enfrentado dificuldades em Mato Grosso no início da temporada, com a falta de chuvas, agora a preocupação é a falta de luz do sol, já que a região tem enfrentado vários dias de tempo nublado. O fator afeta o desenvolvimento das plantas, que dependem de boa luminosidade para um crescimento saudável. Em Goiás e outras partes do Centro-Oeste, o cenário é mais positivo, com boa umidade do solo, o que está ajudando as lavouras a se desenvolverem adequadamente.
O que vem por aí?
Em relação à previsão climática, o cenário é otimista para a soja. O meteorologista Arthur Miller, do Canal Rural, afirmou que, apesar da chuva constante nas regiões de Mato Grosso e Goiás, o clima está contribuindo de forma geral para uma boa produção. A expectativa é de que, após uma breve trégua de chuvas no Nordeste, o clima mais úmido se intensifique novamente em dezembro, com mais frentes frias e corredores de umidade se formando e trazendo chuvas volumosas para várias regiões produtoras.
As chuvas também devem se concentrar no Sul e Sudeste, onde as condições estão melhorando, especialmente no Rio Grande do Sul, que vinha enfrentando falta de precipitação. A previsão é de chuvas no estado, o que deve ajudar a melhorar a umidade do solo, que estava abaixo do ideal. Além disso, o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul também devem receber chuvas importantes, com volumes que podem superar 100 mm em 5 dias. Isso pode até prejudicar o trabalho no campo, mas, de modo geral, a umidade do solo será benéfica para as lavouras.
Dezembro: o que esperar do plantio da soja?
O mês de dezembro será marcado por um clima mais úmido, com frentes frias se deslocando pela Região Sul e mais chuvas previstas para o Centro-Oeste e Nordeste. Em Mato Grosso, espera-se que as chuvas diminuam um pouco, dando uma trégua aos produtores, especialmente a partir da segunda quinzena do mês. No Rio Grande do Sul, as previsões indicam volumes de chuva de até 70 mm, com uma janela de tempo firme entre os dias 4 e 12 de dezembro.
A chuva intensa que atingirá o interior de São Paulo e o Paraná nos próximos dias pode gerar algumas dificuldades nas lavouras, como o aumento do risco de encharcamento e a interrupção das atividades de campo. No entanto, para o Brasil como um todo, a tendência é que as condições climáticas se mantenham favoráveis à soja, com a expectativa de uma safra promissora, desde que os produtores consigam gerenciar bem os riscos associados ao excesso de umidade.
Apesar dos desafios, o clima favorável e a boa umidade do solo indicam que a soja deve continuar se desenvolvendo bem nas principais regiões produtoras. O monitoramento constante das condições climáticas será essencial para garantir que o avanço da safra não seja comprometido.
Verminose é o nome popular para as doenças causadas por parasitas que vivem no interior de seu hospedeiro.
Segundo o médico-veterinário Marcos Malacco, estudos demonstram que esses vermes são capazes de causar prejuízos de, aproximadamente, US$ 7 bilhões ao ano na pecuária brasileira.
De acordo com ele, os números comprovam a importância da adoção de medidas de controle efetivas. “Contudo, mais de 90% dos casos de verminose em bovinos aqui no Brasil são de manifestação subclínica, ou seja, os animais não aparentam que têm um problema”.
Assim, o veterinário detalha que apenas cerca de 10% dos animais vão apresentar sinais clássicos de verminose, como abdomem estendido; anemia; a chamada papeira, que é o edema submandibular; além de diarreia e mal desempenho.
Melhor momento para o controle de verminoses
Segundo Malacco, diversos estudos realizados pela Embrapa e várias universidades espalhadas pelo Brasil demonstram que existem momentos fundamentais para o controle e combate dos males causados pelos parasitos.
“Agora, por exemplo, é um momento crucial para o controle das verminoses, especialmente nos animais na fase de recria, mas também é importante fazer nas vacas do periparto e, talvez, até um tratamento nos touros para eles estarem bem preparados para a estação reprodutiva. Existem épocas que chamamos de estratégicas para o tratamento, como no início e final do período chuvoso e na metade do período seco do ano. Essas são épocas consideradas estratégicas e devem ser respeitadas, principalmente na recria”.
Diferenças de sensibilidade
O veterinário destaca que existem diferenças na sensibilidade dos animais aos efeitos negativos das verminoses de acordo com a categoria. “Os animais adultos sofrem muito menos os efeitos maléficos em comparação com os animais em recria, os adolescentes”.
Assim, o veterinário ressalta que, no caso do gado de corte, animais a partir do quarto mês de idade até os dois anos e meio, fase caracterizada pelo pleno desenvolvimento corporal, é a mais suscetível às consequências dos vermes.
“Conhecer o ciclo de vida desses parasitas é essencial. Todo e qualquer parasita tem uma fase que ocorre no organismo que é chamada de fase parasitária e uma outra fase que acontece no meio ambiente, na pastagem, que é a fase não parasitária. Pelo menos 95% da carga parasitária global, total, encontra-se na pastagem, no ambiente em forma de ovos e larvas, e apenas 5% é encontrado nos animais”.
De acordo com Malacco, estudos epidemiológicos mostram que existem determinadas épocas do ano que é extremamente importante realizar tratamentos para baixar o máximo possível a carga parasitária no ambiente.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse querer fechar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia ainda este ano.
Segundo ele, a posição contrária da França não será determinante para inviabilizar a assinatura. “Se a França não quiser, eles não apitam mais nada”, afirmou o presidente em evento com líderes do setor industrial. Ele disse querer fechar o acordo ainda neste ano.
“Para superar essa pauta, que estou há 23 anos”, afirmou Lula, durante a abertura do Encontro Nacional da Indústria (Enai).
A série ‘Mato Grosso Clima e Mercado‘, promovida pela Aprosoja MT, segue com sua cobertura das realidades enfrentadas pelos produtores rurais do estado. Dessa vez, a equipe visita a região de Itiquira, onde os produtores compartilham os desafios climáticos e de logística que impactam diretamente as lavouras. A principal preocupação deste ano foi o atraso nas chuvas, que afetou o início do plantio da soja e a janela para o milho safrinha.
O clima e o impacto na soja
Segundo os produtores locais, o clima apresentou um comportamento atípico. Normalmente, as chuvas começam a cair em setembro, o que permite iniciar o plantio da soja nesse período. No entanto, em 2024, a primeira chuva significativa só ocorreu em 10 de outubro, gerando um atraso de cerca de uma semana no plantio. Esse atraso impacta a produtividade, a logística e a programação das aplicações de insumos, especialmente na última aplicação de fungicida.
Por outro lado…
Apesar do atraso, a maioria das lavouras está dentro da normalidade. No entanto, o atraso no plantio pode gerar desafios futuros, como o impacto na aplicação de fungicidas e o manejo de pragas. A região de Itiquira enfrenta uma pressão com a presença de algumas pragas, como percevejos e lagartas, mas nada fora do esperado para a época do ano. A preocupação maior, no entanto, está no efeito do atraso nas chuvas sobre a soja e, principalmente, sobre o milho safrinha.
A região de Itiquira também enfrenta um desafio de armazenagem, pois o número de armazéns na localidade é limitado. Muitos produtores da região contam com armazenagem própria, o que ajuda a aliviar a pressão logística. No entanto, os produtores sem armazém sofrem com as dificuldades de armazenar a produção, principalmente devido ao baixo número de unidades de armazenagem na região.
A armazenagem própria é vista como uma estratégia fundamental para minimizar os impactos da sazonalidade de preços, já que permite ao produtor vender sua soja de forma mais pausada, aproveitando os melhores momentos do mercado.
A Aprosoja MT segue atenta aos desafios dos produtores rurais em todo o estado, oferecendo apoio e insights para inovação no campo. O programa é uma plataforma importante para compartilhar as dificuldades do setor, ao mesmo tempo em que aponta caminhos para melhorar a produtividade e a sustentabilidade agrícola.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo suas estimativas para os embarques de soja e milho em novembro, conforme dados atualizados na terça-feira (26).
A exportação de milho foi ajustada para 5,1 milhões de toneladas, uma redução de 470 mil toneladas em relação à projeção da semana passada, de 5,57 milhões de toneladas.
O volume projetado é 27,1% inferior ao registrado em novembro de 2023, quando o Brasil exportou 6,99 milhões de toneladas do grão.
Para a soja, a nova estimativa aponta embarques de 2,46 milhões de toneladas, queda de 340 mil toneladas frente à previsão anterior de 2,80 milhões de toneladas. Esse volume é 46,5% menor do que o exportado no mesmo mês de 2023, quando os embarques somaram 4,6 milhões de toneladas.
Os embarques de farelo de soja, por outro lado, permanecem estáveis, com expectativa de 1,92 milhão de toneladas, em linha com os números registrados no mesmo período do ano passado (1,93 milhão de toneladas).
Na semana de 24 a 30 de novembro, os portos brasileiros devem embarcar 660.840 toneladas de soja, 735.468 toneladas de farelo de soja, 1.470.926 toneladas de milho e 95.000 toneladas de trigo, conforme a programação portuária.
No acumulado do ano até novembro, o Brasil exportou 96,01 milhões de toneladas de soja, 34,24 milhões de toneladas de milho e 21,16 milhões de toneladas de farelo de soja. Apesar da queda em novembro, os números reforçam a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de grãos.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta quarta-feira (27), que o comércio internacional é uma guerra, e que quer que o agronegócio brasileiro cause raiva em políticos franceses. Ele deu a declaração em um contexto de tensão entre os produtores de carne do Brasil e o Carrefour.
A rede francesa de supermercados disse dias atrás que deixaria de vender carne do Mercosul no país europeu. “Nossos agricultores não querem morrer e nossos pratos não são latas de lixo”, chegou a dizer o deputado francês da UDR, de direita, Vincent Trébuchet.
O caso mobilizou o agronegócio e o governo brasileiro em uma rara convergência entre Lula e o setor, majoritariamente bolsonarista. “Eu quero que o agronegócio continue crescendo e causando raiva num deputado francês que hoje achincalhou os produtos brasileiros”, afirmou o presidente da República.
Segundo ele, será fechado o acordo entre Mercosul e União Europeia mesmo se a França não quiser – o protecionismo agrícola do país é o principal entrave.
“Comércio é uma guerra”, disse Lula. Segundo ele, “nenhum país do mundo falará bem dos nossos produtos”.
Lula também defendeu encontros empresariais em países como Índia, Japão e Vietnã para diversificar os negócios brasileiros no exterior e atrair investimentos.
Utilização adequada desses insumos resulta não só em maior uniformidade
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Foto: Divulgação
O uso de adubos especiais tem se mostrado cada vez mais essencial para o cultivo de hortaliças e frutas de alta qualidade. Desenvolvidos com fórmulas balanceadas de macro e micronutrientes, esses fertilizantes atendem às exigências nutricionais específicas de cada cultura, favorecendo o desenvolvimento saudável das plantas e garantindo uma produção mais uniforme.
Produtores de hortifrúti têm observado melhorias nas suas colheitas após a aplicação de adubos especializados. A utilização adequada desses insumos resulta não só em maior uniformidade dos frutos, mas também na redução das perdas durante a produção e no aumento do valor agregado dos produtos. A nutrição correta é fundamental para garantir que os produtos atendam aos elevados padrões de qualidade exigidos pelos mercados nacional e internacional.
Em um cenário de crescente demanda por hortaliças e frutas brasileiras, a eficiência dos adubos especiais tem sido apontada como um fator importante para manter a competitividade e a rentabilidade do setor. Com o aumento das exportações de hortifrutigranjeiros, o investimento em fertilizantes de alto desempenho surge como uma estratégia importante para garantir não apenas a sustentabilidade da produção, mas também a satisfação dos consumidores em diversos mercados.
Além de promover um aumento na produtividade, os fertilizantes especiais ajudam a melhorar a resistência das plantas a doenças e pragas, contribuindo para a sustentabilidade ambiental. A utilização desses insumos reduz a necessidade de tratamentos químicos, promovendo uma produção mais ecológica e segura para os consumidores.
“Me apaixonei pelo agronegócio.” Essa é a frase que resume a trajetória de Vanessa Bomm, arquiteta de formação e produtora de soja que, por escolha, decidiu se arriscar no mundo do pai e se apaixonou pelo campo. No início, a agricultora, natural de Palotina, conciliava sua rotina entre obras e lavouras, dois universos distintos, mas ainda predominantemente dominados por homens.
Após 20 anos de profissão como arquiteta, Vanessa decidiu trocar a fita métrica pelas máquinas. “Quando entrei no mundo do plantio, sabia que estava entrando em um grupo muito masculino e estava acostumada a lidar com isso, porque nas obras a maioria eram homens”, diz a produtora.
Aprendizado semeado
Foto: Vanessa Bomm
Há sete anos, Vanessa semeia a soja na propriedade de sua família, no município de Terra Roxa. Neta de italianos vindos do Rio Grande do Sul, ela sempre teve uma conexão com o campo, embora tenha iniciado sua trajetória profissional em outra área. Quando seu pai a convidou para se juntar a ele na lavoura, ela não hesitou. Ouviu o chamado do patriarca e não pensou duas vezes. Mergulhou de cabeça.
Desde então, Vanessa tem vivido e aprendido o ritmo e os desafios do agro e as coisas têm caminhado de forma promissora. Com muito trabalho e dedicação, ela ajudou a consolidar o sucesso da propriedade. “Estamos passando por anos com desafios. Nem sempre conseguimos demonstrar uma grande produção, mas sabemos que não perderemos tudo se adotarmos práticas sustentáveis e outras estratégias.”
Para ela, o segredo está em adaptar-se às dificuldades do clima e do solo, sem deixar de lado uma abordagem responsável e inovadora para garantir a produtividade e a longevidade da lavoura.
Sustentabilidade adotada pela produtora de soja
Vanessa diz que mesmo com muitos desafios, como o clima e as condições do solo, a adoção de práticas mais sustentáveis tem mostrado resultados positivos na lavoura de soja+. “Hoje, técnicas como o plantio de cobertura e a diversificação de raízes têm contribuído para reduzir os impactos no ambiente e criar um sistema produtivo mais resiliente.” Segundo a produtora, as práticas melhoram a qualidade do solo e ajudam a manter a água no solo e a reduzir a erosão, tornando o sistema agrícola mais robusto. Descarbonizacao de carbono, sequestro de carbono.
A produtora faz parte do Programa PRO Carbono, iniciativa da Bayer, voltada à inovação para uma agricultura sustentável. Algumas ferramentas, desenvolvidas em parceria com a Embrapa, se destacam pela criação de técnicas de baixa emissão e sequestro de carbono, além de quantificar os benefícios ambientais.
E o controle de pragas não fica de fora! O plantio de cobertura, com plantas como aveia, nabo, trigo mourisco, sorgo, milheto e capins braquiária e crotalária, além de controlar pragas de maneira ecológica, protege o solo contra a erosão, melhora a retenção de água e cria um ambiente mais saudável para o crescimento das culturas.
Quando Vanessa entrou para o universo do agro, pôde perceber a dimensão do setor e sua importância para o Brasi. A produtora também destacou a transformação tecnológica que a agricultura está vivendo, com o uso crescente de agricultura digital e tecnologias como o feed view para monitoramento das lavouras.
“No ano em que entrei na fazenda, pude visualizar o impacto dessas inovações no campo. Com o auxílio dessas ferramentas, consegui perceber o desempenho de cada talhão, facilitando o manejo e a tomada de decisões mais assertivas”, detalha Vanessa.
No pódio do agro
Em outubro deste ano, a produtora de soja conquistou o primeiro lugar no Prêmio Mulheres do Agro 2024, na categoria Grande Propriedade. Essa é uma premiação que reconhece as contribuições das mulheres no setor agropecuário. O reconhecimento, que celebra o impacto feminino no agro, marca um dos maiores feitos na trajetória de Vanessa que, ao longo dos anos, tem se dedicado a transformar o campo por meio de práticas sustentáveis, inovação tecnológica e um trabalho que integra tradição e modernidade no agronegócio.