quarta-feira, julho 15, 2026

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Ministério da Agricultura anuncia reestruturação do Inmet, que vira secretaria



O Ministério da Agricultura formalizou na quinta-feira (28), a reestruturação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que vai virar uma secretaria da pasta. A proposta será levada ao Ministério da Gestão e Inovação e regulamentada por decreto presidencial, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em coletiva de imprensa após evento de comemoração de 115 anos do instituto.

A reestruturação do instituto vai incluir investimento na modernização e em novas estações meteorológicas, estimado inicialmente em R$ 160 milhões e podendo chegar a R$ 200 milhões.

Atualmente, o Inmet é uma autarquia vinculada ao Ministério da Agricultura como departamento atrelado à Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI).

O ministério apresentou na quinta o planejamento estratégico para o instituto no período de 2025 a 2031. “Havia um déficit histórico de tecnologia e infraestrutura no Inmet. O presidente Lula determinou a modernização do Inmet. O Inmet vai se tornar o melhor instituto meteorológico da América Latina”, afirmou Fávaro a jornalistas.

O novo planejamento do instituto tem como objetivo a ampliação da utilização de dados meteorológicos na agropecuária e no suporte à tomada de decisão no campo, a reformulação da comunicação dos produtos e serviços prestados pelo Inmet e o fortalecimento da pesquisa aplicada e a inovação dos processos e serviços.

O plano foi elaborado com apoio técnico da Agência de Internacionalização e de Inovação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Aginova/UFMS).

Fávaro detalhou que a compra de estações meteorológicas para o Inmet está em andamento, além da modernização das atuais, sendo que algumas já têm dez anos.

“As atuais receberão upgrade de tecnologia e as estações analógicas sairão de funcionamento, cerca de 170 hoje. Chegaremos a 1 mil estações todas com o mesmo padrão de tecnologia. Queremos ampliar o Inmet e potencializar a coleta de dados e informações por meio das 27 Superintendências Federais de Agricultura (SFAs)”, disse o ministro.

Atualmente, o Inmet tem 10 unidades, sendo 6 distritos e 4 polos meteorológicos e passará a contar com 27 unidades de apoio meteorológico nas SFAs, com deslocamento de servidores para as superintendências. As portarias foram assinadas pelo ministro também na quinta-feira.

Em uma próxima etapa, a modernização do instituto vai passar também pelo investimento na cobertura por radares meteorológicos e até mesmo de supercomputadores para armazenamento de dados. “O presidente Lula determinou a modernização do Inmet e logo levou à Casa Civil. Tenho certeza que o Inmet será o melhor instituto da América Latina”, afirmou Fávaro.

De acordo com o ministro, a transformação do Inmet em uma secretaria não vai implicar grandes mudanças na estrutura da pasta, mas necessária, para mostrar a relevância do Inmet por causa da importância que tem diante das mudanças climáticas. “Hoje podemos divergir de quais estratégias tomar para enfrentamento das mudanças climáticas, mas ninguém acredita mais que as mudanças climáticas não existem. O primeiro passo da política pública para o enfrentamento de mudanças climáticas é ter previsão climática, rápida e precisa”, observou Fávaro.

O ministro citou, ainda, que o aprimoramento das ferramentas de previsões meteorológicas pode ser aproveitado também no modelo de seguro rural, a partir das estimativas de tendência de intempéries climáticas.



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Ariane Benedito é nova apresentadora do podcast Diário Econômico



O Diário Econômico PicPay, um dos maiores podcasts de economia e negócios do país, terá uma nova apresentadora a partir da próxima segunda-feira (2). Ariane Benedito, recém-contratada como economista-chefe, assume o microfone para conduzir os ouvintes pelas principais notícias e análises que impactam o mercado financeiro, a economia global e do Brasil.

Acumulando mais de 1 milhão de reproduções e ultrapassando a marca de 550 episódios publicados, o podcast se consolidou como referência entre os morning calls no Brasil, com mais de 30 mil inscritos em todas as plataformas.

Apresentado de forma simples e objetiva, os episódios lançados de segunda a sexta-feira trazem informações essenciais para começar o dia bem informado, em apenas cinco minutos. O Canal Rural dispobiliza diariamente o Diário Econômico em seu site e no YouTube.

Quem é Ariane Benedito

Com ampla experiência no mercado financeiro, Ariane Benedito reforça o programa com sua sólida trajetória em análise macroeconômica e gestão de portfólios. A economista é especialista em mercado de capitais e tem certificação CFG da Anbima.

Antes de ingressar no PicPay, foi economista-chefe e sócia da comunidade de investidores Eai Invest, uma ação da InvestSmartXP, e também atuou como economista e diretora de Relação com Investidores da Esh Capital. Na CM Capital, foi estrategista-chefe e responsável pela elaboração do modelo de fiscal da corretora.

Além da nova apresentadora, o Diário Econômico estreia uma nova identidade visual e sonora, mais modernas. O programa está disponível nas principais plataformas de podcast: Spotify, YouTube, Apple Podcasts e Amazon Music.



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AgroNewsPolítica & Agro

Demanda e clima podem impulsionar preços



Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas



Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas
Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas – Foto: Pixabay

A Hedgepoint Global Markets destaca que a estrutura macroeconômica global atual não é favorável ao mercado de commodities, incluindo o açúcar, mas fatores específicos podem gerar movimentos altistas no setor. Apesar de fundamentos estáveis, a escassez esperada para o quarto trimestre de 2024 pode ser menos severa do que o inicialmente previsto, o que reduz a pressão de alta no curto prazo.  

Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas, que deve ter impacto significativo no mercado global no primeiro trimestre de 2025. A redução nos embarques do segundo maior exportador mundial pode pressionar os preços, especialmente em um contexto de aumento da demanda global por açúcar refinado.  

No Brasil, a safra no Centro-Sul está sendo cuidadosamente monitorada devido à deterioração das condições climáticas. Se a situação climática se agravar, a oferta pode ser comprometida, gerando uma alta nos preços no curto prazo. Esses fatores tornam os fluxos comerciais potencialmente altistas, apesar do cenário macroeconômico desafiador.  

Assim, o mercado de açúcar segue em um equilíbrio delicado, influenciado por variáveis globais e locais. A Hedgepoint alerta para a necessidade de atenção a esses fatores no planejamento comercial de produtores e distribuidores. De acordo com Lívea Coda, analista de Açúcar e Etanol da Hedgepoint Global Markets, “embora os fundamentos sejam estáveis, a escassez de oferta no 4° trimestre de 2024 pode ser menor que o previsto, com o México apresentando um início positivo de temporada e o Brasil mantendo forte participação”.

“A demanda por açúcar bruto será decisiva para os preços, e eventuais problemas no desenvolvimento da safra 25/26 do Centro-Sul brasileiro, ou maior urgência na demanda global podem levar a uma tendência altista”, conclui.

 





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Soja em Chicago cai na reabertura; confira detalhes do grão



Os contratos da soja em grão na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registram preços mais baixos na sessão eletrônica de hoje, com o mercado apresentando volatilidade após a reabertura das atividades, que haviam sido suspensas devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.

Logo após a retomada dos negócios, os contratos subiram inicialmente, impulsionados por sinais de forte demanda pela soja americana. A venda semanal superou as expectativas do mercado e novas vendas foram anunciadas por exportadores privados. No entanto, esse movimento foi seguido por uma realização de lucros, que pressionou os preços para baixo.

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos, relativas à temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 2.490.500 toneladas na semana encerrada em 21 de novembro. A China foi o principal destino, com 1.087.000 toneladas importadas. Para a temporada 2025/26, mais 18.000 toneladas foram exportadas, com analistas prevendo exportações totais entre 1,6 milhão e 2,4 milhões de toneladas quando somadas as duas temporadas.

Além disso, os exportadores privados dos EUA informaram ao Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) a venda de 151.700 toneladas de soja, destinadas a mercados não revelados para a temporada 2024/25. Também foi reportada uma venda adicional de 840.000 toneladas para destinos não divulgados, com entrega prevista para a mesma temporada.

Os contratos com entrega em janeiro de 2025 estão cotados a US$ 9,86 3/4 por bushel, uma queda de 2,00 centavos de dólar (ou 0,2%) em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março de 2025 operam com recuo de 3,50 centavos de dólar (ou 0,35%), sendo negociados a US$ 9,93 1/2 por bushel.



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Plantio da soja na Argentina ultrapassa 40%



Segundo o levantamento semanal divulgado pelo Ministério da Economia da Argentina, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, o plantio da soja da safra 2024/25 alcançou 47% da área total projetada para a temporada no país, que soma 17,914 milhões de hectares. O avanço no processo de semeadura representa uma aceleração em relação à semana anterior, quando o índice estava em 36%.

O crescimento na atividade de plantio de soja para a safra 2024/25 é visto como um bom indicativo para o setor agrícola da Argentina. O avanço atual no processo de semeadura sugere uma recuperação nas condições agrícolas da região, com perspectivas mais otimistas para a produção de soja neste ciclo.

A diferença entre o ritmo de plantio atual e o do mesmo período da safra passada também chama atenção. Na temporada 2023/24, o plantio atingia 46% da área prevista, que era de 16,564 milhões de hectares. Já para a safra 2024/25, a área destinada ao cultivo é maior, totalizando 17,914 milhões de hectares, mas o progresso nas lavouras já superou o ritmo registrado no ano anterior. O avanço, embora ligeiro, é um sinal de que as condições de clima e solo, além das estratégias adotadas pelos produtores.



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Região do Brasil que mais cresceu em 2023 teve desempenho puxado pelo agro; veja qual foi



A atividade econômica do Centro-Oeste cresceu 5,9% em 2023, a maior alta entre as cinco regiões do Brasil, segundo o Boletim Regional do Banco Central (BC). Na sequência, aparecem Norte (4,2%), Sul (3,6%), Sudeste (2,6%) e Nordeste (2,4%).

Segundo o BC, as diferenças em estruturas produtivas entre as regiões explicam 18% da dispersão nas taxas de crescimento entre estados. “As diferenças de estrutura produtiva ajudam a explicar o maior crescimento do Centro-Oeste e do Norte, e o menor crescimento do Sudeste”, diz o relatório.

O maior peso relativo e a forte expansão da agropecuária justificam o desempenho do Centro-Oeste em 2023, segundo o BC. A autoridade monetária também cita positivamente a continuidade do crescimento da indústria de transformação na região, que teve o melhor desempenho regional pelo segundo ano consecutivo.

Na região Norte, o destaque foi a recuperação da indústria extrativa da retração vista em 2022, quando houve um arrefecimento da demanda internacional por minério de ferro. O Sul foi puxado pela agropecuária, que se recuperou da queda de 2022, e pela aceleração do setor de serviços.

O Nordeste desacelerou em relação ao ano anterior, puxado pela indústria e serviços. A desaceleração da atividade no Sudeste, em contrapartida, foi puxada exclusivamente por São Paulo, com o segundo pior desempenho entre dos os estados brasileiros. Rio, Espírito Santo e Minas Gerais tiveram o quarto, quinto e sexto melhores desempenhos, respectivamente.



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Embrapa realiza sorteio público para prenchimento de vagas de concurso



Nesta terça-feira (3), às 11h, a Embrapa realiza uma sessão pública, com transmissão on-line, para sorteio de vagas reservadas a pessoas negras e pardas (PNPs) e pessoas com deficiência (PCDs). O certame visa o preenchimento de vagas e formação de cadastro reserva para o concurso público 1/2024 da Embrapa.

Após o sorteio público, as informações serão encaminhadas para composição do edital.

Assim que finalizadas as tramitações necessárias, o edital será publicado no Diário Oficial da União e no site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do certame.

Sorteio público – concurso Embrapa 1/2024

  • Data: 3/12/2024
  • Horário: 11h
  • Local: Sede da Embrapa – Sala Paule Jeanne, Parque Estação Biológica s/n, Asa Norte, Brasília – DF
  • Acompanhe on-line aqui
  • Divulgação da ata: após a realização do sorteio e redação da ata, com disponibilização em www.embrapa.br/concurso-2024



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AgroNewsPolítica & Agro

Nova cultivar de amora-preta promete sabor mais doce



Nova cultivar de amora-preta desenvolvida para o consumo in natura




Foto: Silvio Alves

A Embrapa apresentou a BRS Terena, uma nova cultivar de amora-preta desenvolvida para o consumo in natura. Com sabor mais doce, baixa acidez e alta capacidade de conservação pós-colheita, a BRS Terena é uma aposta para agricultores das regiões Sul, Sudeste e algumas áreas do Nordeste. A nova variedade pode produzir até 1,8 kg de frutas por planta, com um potencial de lucro líquido de até R$ 30 mil por hectare.

De acordo com a pesquisadora Maria do Carmo Bassols Raseira, da Embrapa Clima Temperado, o sabor da BRS Terena é um diferencial: “A proporção de açúcar em relação à acidez é quase o dobro da cultivar Tupy, resultando em uma fruta ideal para o consumo in natura”. Além disso, testes de conservação indicam que a nova cultivar mantém sua qualidade por até 10 dias em armazenamento refrigerado, superando outras variedades.

Destaque para o manejo e lançamento

A cultivar também oferece benefícios operacionais, como menor densidade de espinhos, facilitando o manejo. A BRS Terena será lançada oficialmente em 27 de novembro, durante o Dia de Campo na Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, em Vacaria (RS).

Com um nome que homenageia o povo indígena Terena, a nova variedade é resultado de décadas de pesquisa e colaboração entre os centros da Embrapa Clima Temperado e Embrapa Uva e Vinho.





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Pecuária tem alta em todos os segmentos no mês; boi já subiu 10% e bezerro, 14%



Pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que todos os segmentos da cadeia pecuária acumulam alta de preços em novembro, refletindo o cenário de oferta inferior à demanda.

Até a última terça-feira (26), o indicador do boi gordo Cepea/B3 subiu 10,5%, chegando à média de R$ 352 nessa data.

No mesmo período, o bezerro e o boi magro no estado de São Paulo se valorizaram 14,4%, passando para respectivos R$ 2.608,14 e R$ 4.166,85.

Também até o dia 26, o preço da carcaça casada bovina acumulava aumento de 9,2%, fechando em R$ 23,92 nessa terça.

Segundo pesquisadores do Cepea, nesta semana, agentes ligados à comercialização da carne com osso demostraram alguma dificuldade para continuidade dos repasses dos aumentos da arroba. Até o momento, porém, esse fator não teve força para pressionar nem as cotações no atacado, nem o mercado de animais para abate.



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Cooperativa se antecipa e vai distribuir em dezembro R$ 185,8 milhões a associados



A Coamo, cooperativa com atuação no Paraná, Santa Catarina e em Mato Grosso do Sul, anunciou que distribuirá R$ 185,8 milhões em sobras.

“A antecipação será paga a partir de 10 de dezembro conforme a movimentação de cada associado na comercialização de soja, trigo, milho e insumos. Estão sendo antecipados R$ 0,70 para a soja, R$ 0,20 para o milho, R$ 0,20 para o trigo e 1,5% para os insumos”, disse a Coamo em nota.

O restante das sobras será distribuído aos mais de 32,8 mil cooperados após a realização da Assembleia Geral Ordinária (AGO), em fevereiro de 2025.

A Credicoamo também anunciou R$ 45 milhões que serão antecipados no dia 12 de dezembro.



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