quarta-feira, julho 15, 2026

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Abelhas sem ferrão ajudam a aumentar produtividade de açaí em até 70%



A Embrapa vai apoiar uma atividade recente na Ilha do Marajó (PA), com grande potencial de geração de renda aos agricultores: a meliponicultura. A criação de abelhas nativas, sem ferrão, ajuda a conservar espécies ameaçadas pela atividade humana, ao mesmo tempo em que aumenta a produtividade dos açaizais entre 30% e 70%, a depender da espécie e da distância das colmeias em relação às flores do açaizeiro.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Daniel Santiago Pereira, as abelhas sem ferrão têm um vínculo com a cultura do açaí. “Uma boa parte delas são abelhas pequenas, então conseguem polinizar as flores dos açaizeiros. Existe uma relação antiga entre as populações da região e as abelhas, mas esse conhecimento foi perdido por uma série de fatores”, diz.

O pesquisador acrescenta que, entre as diversas espécies de abelhas nativas, muitas exclusivas da Ilha do Marajó, algumas produzem méis com propriedades bioativas diferentes das encontradas nos mais conhecidos, o que pode ter um grande apelo de mercado.

O apoio da pesquisa virá da Semar Digital, o Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Agricultura Digital, liderado pela Embrapa e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“A conectividade vem para facilitar a interação com o maior número possível de produtores, possibilitando que esse conhecimento possa ser novamente apropriado por essas populações”, acredita Pereira.

Atualmente, a Embrapa Amazônia Oriental disponibiliza duas aplicações digitais voltadas à melipolinicultura. O Infobee agrega informações sobre as diferentes espécies e formas de manejo. Já o Zapbee usa inteligência artificial para permitir que melipolinicultores possam tirar dúvidas pelo Whatsapp com um robô sobre a criação de abelhas, tanto nativas quanto introduzidas.

“Estamos aprimorando a tecnologia para que as pessoas possam mandar mensagens de voz e receberem as respostas também em áudio, facilitando o acesso mesmo para aqueles com baixa escolaridade”, afirma Michell Costa, analista da Embrapa Amazônia Oriental.



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Dólar preocupa o setor agropecuário



No mercado interno, o impacto será severo para a economia geral



"A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção"
“A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção” – Foto: Pixabay

Conforme destacou Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT) e do Instituto do Agronegócio, o dólar alcançou ontem (28) a marca histórica de R$ 6,003 na venda, um feito inédito desde sua introdução em 1994. Esse aumento reflete a reação negativa do mercado ao pacote econômico anunciado pelo ministro da Fazenda, que inclui medidas como cortes de R$ 70 bilhões em investimentos para 2025 e 2026, mudanças no abono salarial e a criação de uma alíquota de até 10% para rendimentos acima de R$ 600 mil anuais.  

Embora a alta do dólar possa sugerir vantagens para os produtores rurais, devido ao impacto positivo nos preços das commodities como carne, soja, milho e trigo, Rezende alerta para um efeito contrário. “A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção agropecuária com o aumento do combustível, insumos agrícolas, fertilizantes, etc etc. no qual a produção agropecuária depende desses produtos importados”, destacou.  

Além disso, o cenário global de oferta abundante de soja, com previsões de alta produtividade nos Estados Unidos (125 milhões de toneladas) e colheitas robustas no Brasil, Argentina e Paraguai, deverá limitar os preços internacionais dessas commodities. Esse excesso de oferta, segundo Rezende, tende a pressionar ainda mais os valores domésticos no início de 2025, ampliando as dificuldades dos produtores.  

Segundo ele, o mercado interno, o impacto será severo para a economia geral, com aumento nos preços de alimentos, transporte, serviços essenciais como saúde e educação, e maior custo do crédito devido à alta das taxas de juros.

 





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uma visita à Castelverde Holstein


No coração da região conhecida pela excelência na produção de lácteos, a Fazenda Castelverde Holstein se destaca como um exemplo de como a combinação de tecnologia, dedicação humana e respeito à sustentabilidade pode transformar a pecuária moderna. Com produção média de 130 mil litros de leite por vaca, a propriedade é um marco na região de Cremona, na Itália

Tradição e inovação

Marco Quaini, representante legal da fazenda, detalha a filosofia da Castelverde: “Nosso objetivo é produzir leite de alta qualidade, com elevados níveis de gordura e proteínas. Trabalhamos com dedicação, utilizando tecnologia como sensores para monitoramento de alimentação e detecção de cio, mas acreditamos que a paixão pelo campo é insubstituível.”

A fazenda, que atualmente ordenha 400 vacas duas vezes ao dia em uma sala de ordenha dupla com 20 lugares, planeja ampliar para três ordenhas diárias no próximo ano. Essa expansão é reflexo de um compromisso com a eficiência e a produtividade, sem abrir mão de práticas sustentáveis.

Sustentabilidade como pilar central

Um dos grandes diferenciais da Castelverde é o uso do biogás. “Produzimos energia limpa reciclando esterco e outros resíduos. Isso não apenas alimenta nossos campos com fertilizantes naturais, mas também fecha um ciclo de produção que beneficia o meio ambiente”, explica Quaini. Esse modelo, além de reduzir custos, reforça o compromisso com a sustentabilidade.

Inspiração Internacional

A fazenda também atrai produtores de diferentes partes do mundo, como Armando de Paula Carvalho Filho, que veio do Paraná, Brasil. Durante a visita, Armando destacou: “A Castelverde é um exemplo de como unir tecnologia e tradição. Aprendi muito sobre gestão de custos e sustentabilidade, conhecimentos que levarei para o Brasil.”

A visita a uma fazenda tão bem estruturada, com um gado voltado tanto para pistas quanto para produção de leite, é muito gratificante para nós. Isso mostra que é possível conciliar beleza e produtividade em sistemas pecuários,” destacou Armando de Paula Carvalho Filho, produtor rural do Paraná. Segundo ele, a experiência italiana traz reflexões importantes para os produtores brasileiros.

Apesar de reconhecer o alto nível técnico da pecuária leiteira italiana, Carvalho Filho enfatizou as vantagens competitivas do Brasil. “Temos um clima abençoado, que nos torna mais competitivos do que muitos outros lugares no mundo. Embora enfrentemos desafios como catástrofes climáticas, nosso potencial produtivo supera diversas regiões internacionais,” afirmou.

Sobre as perspectivas para o mercado em 2025, o produtor alertou para um cenário de desafios. “Entraremos no próximo ano com preços do leite melhores do que os de 2024, o que é positivo no curto prazo. No entanto, isso pode fomentar um aumento na produção, pressionando a oferta e levando à queda dos preços posteriormente,” explicou.

Carvalho Filho também apontou preocupações com o ambiente econômico brasileiro. “Com câmbio e juros em alta, a economia pode entrar em recessão, afetando o consumo de lácteos. Essa combinação de fatores exige cautela dos produtores na gestão de seus sistemas de produção e planejamento para o futuro.

Desafios e perspectivas

Marco Quaini e Matteo Bosio compartilham os desafios enfrentados. “O preço do leite é definido pelos clientes, não por nós. Isso exige um controle rigoroso dos custos para manter a lucratividade”, afirma Bosio. Ainda assim, eles mantêm uma visão otimista: “A dedicação e o amor pelo que fazemos são fundamentais para superar qualquer dificuldade.”

Oportunidades e conexões

Antonio Monge, analista de mercado da ITA – Italian Trade Agency no Brasil, destacou a importância da visita: “Tivemos uma oportunidade única de aprender com uma das maiores produtoras de leite da região. A Castelverde é um exemplo de sofisticação e alta tecnologia, da ordenha ao produto final.”

A Castelverde Holstein é um modelo de como a produção agropecuária pode ser lucrativa, inovadora e sustentável. Para os produtores brasileiros que buscam aumentar a eficiência e a qualidade de seus produtos, a troca de experiências oferecida pela Castelverde é uma valiosa fonte de inspiração.

*O Portal Agrolink viajou a convite da ITA – Italian Trade Agency





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Óleo de lúpulo pode melhorar aroma de cervejas artesanais, diz estudo



Nos últimos anos, o mercado de cervejas artesanais tem ganhado destaque no Espírito Santo. Isso até impulsionou a criação de uma rota de turismo na região serrana do estado, voltada para os apreciadores da bebida. Pensando em aprimorar características como aroma e sabor, Mila Marques Gamba, doutora em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), desenvolveu um estudo com a adição de óleo essencial de lúpulo às bebidas.

A pesquisa recebeu um investimento de R$ 27,2 mil. O projeto busca atender às demandas do mercado por produtos de qualidade superior, alinhando ciência e tradição. Os recursos da pesquisa foram provenientes da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), por meio de parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no edital CNPq/Fapes nº 11/2019 do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (PDCTR).

Gamba lembra que o lúpulo é o principal ingrediente da cerveja, por conferir amargor e aromas característicos à bebida. Os compostos responsáveis pelo amargor são as resinas fixadas a temperaturas altas, já para os aromas, os compostos encarregados são os óleos essenciais, que são muito voláteis, e as altas temperaturas podem fazê-los evaporar ou degradar, comprometendo a função de aroma.

Diante desse cenário, o objetivo geral foi avaliar o efeito da adição de óleo essencial de lúpulo nas cervejas artesanais.

“O grande desafio na produção da cerveja é mesclar a fixação do amargor e a preservação do aroma já que necessitam de condições de processamento diferentes. Então, o óleo essencial de lúpulo vai ser uma prática viável para melhorar o aroma das cervejas artesanais”, diz a pesquisadora.

Ela conta que, ao longo do projeto, foram sendo adicionados novos objetivos, como definir a formulação final da cerveja, a partir dos resultados do teste com escala do ideal, desenvolver rótulos para cervejas artesanais, além de avaliar sua influência na aceitação sensorial e a discriminação das cervejas artesanais pelo teste triangular. Os testes foram realizados com centenas de consumidores.

“Com a adição de 0,0025 ml de óleo essencial de lúpulo, a cerveja artesanal do tipo americana IPA melhorou o aroma e intensificou o sabor, sem alterar as características físico químicas da cerveja. A embalagem e a comunicação clara também influenciaram positivamente na percepção dos consumidores, sendo essenciais para o sucesso no mercado das cervejas artesanais”, aponta a pesquisadora.

Apesar do custo elevado para produzir cervejas com o óleo essencial de lúpulo, visto que, atualmente, há apenas um fornecedor no país, e o processo de extração é caro, com rendimento baixo, Gamba acredita que existe mercado consumidor.

“Acredito que tem, porque o ‘boom’ de cervejarias artesanais está presente. Só aqui no Estado a gente tem várias cervejarias artesanais, tanto na região Serrana, quanto na região do Caparaó, e na região da Grande Vitória também. E os consumidores querem isso, buscam novas experiências. Estão dispostos a pagar mais por um produto diferenciado”, afirma a pesquisadora.


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386 tartarugas chinesas são apreendidas pelo Vigiagro



Há indícios de que os répteis seriam utilizados na medicina tradicional chinesa




Foto: Mapa

O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Aeroporto Internacional de Guarulhos realizou uma importante apreensão nesta quarta-feira (27). Uma bagagem contendo 386 tartarugas de casco mole chinesas foi interceptada enquanto os animais agonizavam devido às precárias condições de transporte. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a entrada de animais silvestres no Brasil sem autorizações e certificações zoossanitárias é rigorosamente proibida por questões sanitárias.

A equipe do Vigiagro inicialmente acreditou que a carga poderia conter caranguejos ou peixes frescos. No entanto, ao abrir a bagagem, deparou-se com centenas de filhotes de tartarugas. De acordo com o Mapa, há indícios de que os répteis seriam utilizados na medicina tradicional chinesa, uma prática que, ao longo dos séculos, tem empregado tartarugas para o tratamento de diversas doenças e enfermidades.

Risco à biodiversidade e sanções aplicadas

A entrada de espécies exóticas no país é regulamentada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Animais que não possuem a documentação adequada estão sujeitos a apreensão e outras penalidades. No caso das tartarugas, a falta de autorização levou à aplicação de uma multa de R$ 72 mil ao responsável pelo transporte, que foi liberado após os procedimentos legais.

Preocupante crescimento do contrabando de tartarugas

O crescimento econômico da China tem elevado a preocupação internacional com o risco de extinção de tartarugas em regiões asiáticas. A busca por espécies silvestres para usos medicinais e alimentícios intensifica o contrabando de animais, gerando impactos negativos à biodiversidade global.

 





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clima desafia, mas produção do RS mantém qualidade e busca expansão


Pensar em azeite de oliva no Brasil era uma realidade inimaginável há poucos anos. A cultura tem grande destaque e tradição em países como Espanha, Grécia e Itália, e encontrou no clima tropical bons resultados. Os primeiros cultivos de olivais no Rio Grande do Sul – hoje o maior estado produtor, responsável por cerca de 70% do total – datam da década de 1950.

O embaixador Batista Luzardo plantou em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, 72 mil plantas, sendo este por um período o maior olival do Brasil. Na época, a Secretaria da Agricultura gaúcha examinou em laboratório a azeitona e o azeite produzidos, verificando que não eram inferiores aos italianos. A partir de então, a pasta passou a incentivar o plantio de olivas no estado.

Foto: Motion Array

Mas foi só em 2005 que o espaço de pesquisa foi ampliado. A Embrapa Clima Temperado implantou 25 unidades experimentais de observação; cada uma era composta por três árvores de 30 cultivares, totalizando 90 plantas. No projeto, também foi realizado o zoneamento climático para a cultura no Rio Grande do Sul, assim como a implantação de um banco de germoplasma com 56 cultivares definidas e dez acessos não definidos, além de identificar e monitorar as principais pragas e doenças que atacam a cultura.

Os olivais começaram a dar resultados. Nesses quase vinte anos de cultivo, novas áreas e regiões ganharam pomares. De acordo com a Radiografia da Agropecuária Gaúcha, atualmente são 6,2 mil hectares plantados, sendo metade já em produção. Na safra 23/24 foram produzidos 193,1 mil litros de azeite. A extração do azeite é feita em 25 lagares espalhados pelas regiões produtivas.

As maiores plantações estão nos municípios de Encruzilhada do Sul, Pinheiro Machado, Canguçu, Caçapava do Sul, São Sepé, Cachoeira do Sul, Santana do Livramento, Bagé, São Gabriel, Viamão e Sentinela do Sul. Desde 2019 uma lei estadual criou a “Rota das Oliveiras”, englobando 40 municípios, e busca fomentar e promover o cultivo dos olivais. Como entraves ainda estão o alto custo inicial do investimento e o tempo para começar a produzir, em média a partir do quinto ano.

Clima desafia safra

O recorde de produção de azeites gaúchos ocorreu no ciclo 2022/23, quando foram extraídos 580 mil litros. No ciclo passado, o estado teve redução de 67% na produção. A causa foi um ciclone que ocorreu em setembro, com elevadíssimos volumes de chuvas, afetando a floração.

Para 2024/25 há nova expectativa de baixa, em função das enchentes de maio e do clima chuvoso de setembro.

A produtora Rosane Coradini Abdala, de Caçapava do Sul (RS), destaca que é necessário mais investimento em pesquisa para buscar variedades mais adaptadas aos problemas climáticos do estado.

“No ano que vem já observamos que teremos safra baixa, aquém do que foram as anteriores. Já buscamos junto às entidades recursos para pesquisa para termos variedades mais adaptadas ao nosso clima. Em Portugal, por exemplo, são plantadas variedades de solo ácido, que é o nosso caso aqui. Também tem variedades que convivem melhor com umidade, o que é um problema nosso também”, ressalta.

Festa celebra o azeite

Neste fim de semana, a cidade de Caçapava do Sul, na Campanha, uma das maiores produtoras de azeite do estado, recebe a 3ª Festa do Azeite de Oliva. O evento começou na sexta-feira (29) e vai até o domingo (1°), no Largo Farroupilha.

No local, há exposição de azeites locais, artesanato e produtos da agricultura familiar típicos do município, um dos mais antigos do Rio Grande do Sul e considerado um Geoparque Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), a cidade é uma das que mais investe no oliviturismo, outro aspecto importante da cultura. Turistas podem conhecer olivais, vivenciar a colheita e se hospedar em pousadas que ficam nas propriedades. Neste ano o evento acontece mais tarde em função da calamidade que o estado viveu.

“Não poderíamos deixar de realizar para não perder a identidade, esse fortalecimento dessa atividade. Mantemos firme nosso propósito de qualidade e Caçapava do Sul é um centro de divulgação e premiação. Com o turismo agregamos valor e já há interesse de expansão e criação de novas marcas”, aponta o presidente da entidade, Renato Fernandes.

Qualidade e excelência

Foto: Abrazeite

São mais de 100 marcas de azeite de oliva existentes no território gaúcho. Dessas, pelo menos 11 se destacaram com premiações em concursos pelo mundo, por conta da qualidade dos produtos.

Agora, entidades representativas do setor buscam esclarecer ao consumidor a diferença entre os azeites importados e os nacionais. O Ibraoliva trabalha para a retirada da palavra “extravirgem” dos rótulos dos azeites importados.

“Acho que tivemos um ganho institucional. O governo reconheceu essa questão. São azeites virgens e não extravirgens, e temos muitas falsificações (cerca de 80% do que entra). Nisso, este ano foi positivo. Mas vai entrar mais azeite importado no Brasil porque nós produzimos cerca de 1,5% da demanda do nosso consumo interno e ainda teremos safra menor. Temos uma preocupação com a qualidade do que vai chegar aqui”, detalha a produtora Rosane.

Desde 2021m a análise sensorial de azeites de oliva auxilia na constatação de fraudes. O painel funciona no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária no Rio Grande do Sul (LFDA-RS) e tem o reconhecimento do Conselho Oleícola Internacional (COI).

O painel sensorial é formado por um grupo de pessoas treinadas regularmente para provar um azeite de oliva e identificar nele aromas e sabores. A ação é complementar a análises laboratoriais físico-químicas e é fundamental para determinar se um azeite de fato é extravirgem ou não.



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Fenasoja celebra marco histórico da agricultura


Em 2024, o Brasil celebra o centenário do plantio comercial de soja, um marco na história da agricultura e da economia nacional. A jornada dessa cultura, que começou em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, transformou-se em um dos pilares do agronegócio brasileiro, impulsionando avanços em tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento social. Como parte das comemorações, a cidade sedia a 24ª Feira Nacional da soja (Fenasoja), entre os dias 29 de novembro e 8 de dezembro, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson.

Reconhecida como a maior feira multissetorial do Brasil, a Fenasoja desempenha um papel estratégico no fomento de negócios, pesquisa e inovação, além de consolidar a região noroeste do estado como referência no agronegócio. Nesta edição especial, o evento destaca os 100 anos da soja no país, celebrando o impacto dessa cultura na geração de riqueza e no desenvolvimento humano, social e geográfico do Brasil.

Uma história que começou em Santa Rosa

A trajetória da soja no Brasil remonta a 1924, quando o pastor Albert Lehenbauer trouxe sementes dos Estados Unidos e iniciou o cultivo em Santa Rosa. Inicialmente, a ideia era utilizar a planta para rotação de culturas, adubação verde e alimentação animal, contribuindo para a fertilidade do solo e a sustentabilidade das pequenas propriedades da região. O plantio, que começou de forma modesta, prosperou ao longo dos anos, beneficiado pela adaptação da planta ao clima e solo locais.

Com o tempo, o cultivo da soja em Santa Rosa atraiu o interesse de agrônomos, pesquisadores e cooperativas agrícolas, tornando-se um exemplo para outras regiões do Brasil. O sucesso da cultura foi um divisor de águas para a agricultura nacional, consolidando o Rio Grande do Sul como pioneiro nesse segmento.

Legado e perspectivas futuras

Hoje, a soja representa cerca de um terço do setor agropecuário brasileiro e é essencial para o desenvolvimento econômico do país. “A Fenasoja não é apenas uma celebração do passado; é uma oportunidade de projetar o futuro dessa cultura que revolucionou o Brasil,” destacou o governador Eduardo Leite durante o lançamento do evento. Ele também ressaltou a expectativa de que 2024 marque a maior safra de soja da história do Rio Grande do Sul.

Ao longo de cem anos, a soja deixou de ser apenas uma cultura agrícola para se tornar um símbolo de progresso, inovação e resiliência. A Fenasoja 2024 promete não apenas celebrar esse legado, mas também inspirar novos caminhos para o agronegócio e para as comunidades que têm na soja a base de seu desenvolvimento.





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Dólar fecha em R$ 6 nesta sexta-feira (29.11)



Dia foi de volatilidade intensta




Foto: Pixabay

O dólar encerrou o último pregão de novembro, nesta sexta-feira (29), cotado a R$ 6, após um dia de volatilidade intensa em que chegou ao recorde histórico de R$ 6,11 durante a manhã. Essa marca reflete o nervosismo dos mercados em meio às incertezas fiscais no Brasil, influenciadas pelas novas medidas anunciadas pelo governo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou na quinta-feira (28) um pacote fiscal que promete cortes significativos no orçamento, totalizando R$ 70 bilhões em 2025 e 2026, com uma projeção de R$ 327 bilhões até 2030. O anúncio intensificou as preocupações dos investidores, que questionam a viabilidade de alcançar equilíbrio nas contas públicas sem prejudicar o crescimento econômico.

Logo na abertura dos negócios desta sexta, o dólar superou os R$ 6, mostrando a pressão acumulada desde a divulgação das medidas. A instabilidade também foi sentida no mercado de ações, com o índice Bovespa recuando ao longo do dia, à medida que investidores buscaram proteção em ativos mais seguros.

Além das questões internas, o cenário externo contribuiu para o movimento de alta. Nos Estados Unidos, dados robustos da economia reforçaram a possibilidade de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve, tornando os ativos em dólar ainda mais atrativos e desvalorizando moedas emergentes como o real.





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leve alta nas cotações de Chicago


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (28), apontou leve alta nas cotações da soja durante a semana em Chicago, marcada pelo feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. O bushel da oleaginosa encerrou a quarta-feira (27) cotado a US$ 9,88, acima dos US$ 9,77 registrados na semana anterior, indicando estabilidade no mercado do grão.

Em contrapartida, o cenário para os subprodutos apresenta maior volatilidade. O óleo de soja, que havia alcançado 46,30 centavos de dólar por libra-peso no início de novembro, recuou para 40,75 centavos, registrando a menor cotação desde setembro. Já o farelo de soja, em queda há dois meses, oscilou entre US$ 280,00 e US$ 290,00 por tonelada curta, mantendo abaixo da marca de US$ 300,00 desde o final de outubro, conforme a análise.

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Segundo os dados do Ceema, os mercados estão atentos ao plantio da nova safra sul-americana e às condições climáticas que influenciam o cultivo. Outro fator de impacto é a política monetária dos Estados Unidos, especialmente em relação aos juros futuros, contexto potencializado pela posse do presidente eleito Donald Trump, prevista para janeiro.

No cenário internacional, a União Europeia destacou com um aumento de 7% nas importações de soja no ano comercial 2024/25, iniciado em julho. Até 24 de novembro, foram adquiridas 4,95 milhões de toneladas, sendo o Brasil responsável por 2,46 milhões de toneladas, representando um crescimento de 37,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As importações europeias de farelo de soja também subiram 25%, alcançando 7,64 milhões de toneladas, das quais o Brasil contribuiu com quase 50%, seguido pela Argentina (38,9%). Por outro lado, as compras de óleo de palma caíram 18%, totalizando 1,26 milhão de toneladas. Outro destaque foi a canola, com importações europeias de 2,4 milhões de toneladas, marcando um aumento de 8% em relação ao ano anterior.





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Exportações brasileiras de milho recuaram em novembro


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na última quinta-feira (28), aponta estabilização nos preços do milho no Brasil. Após semanas de alta, os valores interromperam sua ascensão devido à redução da demanda local e à entrada do triguilho (trigo para ração) no mercado. Os preços oscilaram entre R$ 55,00 e R$ 71,00 por saca, com média de R$ 68,17 no Rio Grande do Sul.

Apesar da estabilidade, os valores seguem significativamente superiores aos de 2023. Em algumas regiões, como o Mato Grosso, o milho disponível alcançou R$ 57,17 por saca, representando uma elevação de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O plantio da safra de verão atingiu 59% da área prevista no Brasil, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre os estados mais adiantados estão Paraná (99%), Santa Catarina (98%), São Paulo (90%) e Rio Grande do Sul (85%). Entretanto, o Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades devido à falta de chuvas em várias regiões, conforme a análise.

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Divergências entre estatísticas oficiais e privadas marcam o acompanhamento do plantio. Dados da consultoria AgRural, por exemplo, indicam que o plantio no Centro-Sul já atingiu 93%. A discrepância ocorre porque a Conab considera também o Norte e Nordeste, enquanto a iniciativa privada foca exclusivamente no Centro-Sul. Segundo a Conab, das áreas já semeadas, 12,3% estão em fase de emergência, 66,1% em desenvolvimento vegetativo, 18,2% em floração e 3,4% em enchimento de grãos., conforme apontou o Ceema..

As exportações brasileiras de milho recuaram em novembro. Nos primeiros 14 dias úteis do mês, o país exportou 3,46 milhões de toneladas, uma média diária 33,2% inferior à registrada em novembro de 2023. A projeção é de que o Brasil encerre o ano com 38 milhões de toneladas exportadas, uma queda expressiva em relação aos mais de 50 milhões do ano anterior.

O preço médio da tonelada do milho brasileiro no mercado internacional foi de US$ 210,30, apresentando recuo de 7,2% em relação a novembro de 2023.





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