quarta-feira, julho 15, 2026
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Varejo avança lentamente na venda de ovos livres de gaiolas


Varejo avança lentamente na venda de ovos livres de gaiolas

A transição do varejo supermercadista brasileiro para a comercialização de ovos produzidos por galinhas criadas em sistemas livres de gaiolas segue em ritmo lento. Dados da terceira edição do Observatório do Ovo indicam que 64% das empresas que informaram seus porcentuais de comercialização não registraram avanço no último ano, mesmo com a meta de migração até 2030 assumida por parte do setor.

O levantamento foi produzido pela organização Alianima. Nove empresas responderam ao questionário, sendo oito com compromisso público de vender exclusivamente ovos livres de gaiolas e uma sem metas conhecidas, o Assaí.

Entre os grandes grupos do varejo, os resultados foram mistos. O GPA reduziu a participação de ovos livres de gaiolas de 44% para 41% na comparação com a edição anterior. O Carrefour passou de 21,4% para 20,2%, e a Cencosud, de 14,4% para 14,2%. Já o Assaí elevou o porcentual de 7% para 8%.

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Algumas redes já concluíram a transição. Casa Santa Luzia, St. Marche, Cia Beal de Alimentos (Festval) e Empório Varanda comercializam exclusivamente ovos livres de gaiolas e passaram a integrar a categoria premium do levantamento.

Entre as empresas ainda em processo de migração, o Oba Hortifruti atingiu 85% de participação e lidera o ranking do varejo, seguido pelo Hippo, com 78%. O Big Box ampliou sua fatia de 31% para 35%, enquanto o São Vicente passou de 25% para 28%.

Segundo o estudo, o principal obstáculo para acelerar a transição continua sendo o custo. Cerca de 67% das redes apontaram o preço de aquisição dos ovos livres de gaiolas como o maior desafio para ampliar a oferta. Na sequência, aparecem a baixa familiaridade dos consumidores com o tema e as dificuldades de abastecimento em determinadas regiões do País, ambas citadas por 44% das respondentes.

Os dados do Observatório do Ovo mostram avanço concentrado em poucas redes, ao mesmo tempo em que a maior parte das empresas consultadas mantém ritmo abaixo do esperado para a migração prevista até 2030.

Fonte: Estadão Conteúdo

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