terça-feira, julho 14, 2026

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Banco do Brasil lança operações do Pronaf B com recursos do FCO no Centro-Oeste



O Banco do Brasil iniciou as contratações do Pronaf B, utilizando recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), para apoiar pequenos agricultores e microempreendedores rurais de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

A medida tem potencial de beneficiar mais de 15 mil famílias, incluindo assentados, comunidades indígenas, quilombolas, mulheres e jovens. Além do crédito, a iniciativa oferece assistência técnica para planejamento, orientação educativa e financeira, promovendo a inclusão bancária e o fortalecimento da agricultura familiar na região.

Pronaf B: condições e objetivos

O Pronaf B é destinado a famílias com renda bruta anual de até R$ 50 mil. Com taxa de juros de 0,5% ao ano e prazo de pagamento de até três anos, o programa viabiliza investimentos em infraestrutura e atividades produtivas, como extrativismo, pesca e aquicultura, em pequenas propriedades.

O financiamento pode ser contratado por meio de parceiros agro do Banco do Brasil, como Emater, sindicatos, associações rurais e cooperativas de agricultura familiar. Essa rede amplia a capilaridade de atendimento, permitindo que os financiamentos sejam acessíveis conforme as necessidades dos produtores.

“O Banco do Brasil reforça seu compromisso com o crescimento e fortalecimento do meio rural, ampliando alternativas de crédito e assistência técnica para os agricultores familiares. Essa iniciativa impulsiona a geração de renda e a qualidade de vida no campo”, destacou Luiz Gustavo Braz Lage, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco.

Informações e acesso

Os produtores interessados podem procurar as agências do Banco do Brasil ou os correspondentes bancários da instituição em todo o Centro-Oeste para obter mais informações sobre as condições de crédito e contratação.



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Avanço no plantio de soja no RS; confira os dados da semeadura



O plantio de soja no Rio Grande do Sul atingiu 80% da área prevista, de acordo com o boletim semanal da Emater/RS. Na semana passada, a área plantada era de 64%, e no mesmo período do ano passado, o índice era de 70%. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 82%.

Nos últimos dias de novembro, o avanço da semeadura foi praticamente ininterrupto nas principais regiões do estado, favorecido pelas boas condições climáticas, especialmente pela umidade adequada do solo, que havia sido um fator limitante anteriormente.

A Emater/RS observou que, nas áreas com cobertura de palhada, a umidade do solo foi mantida por um período mais longo, facilitando o plantio. Em contrapartida, nas parcelas de preparo convencional, houve uma rápida perda de umidade devido à exposição direta do solo aos ventos e altas temperaturas.

A chuva do dia 1º de dezembro, com volumes maiores e maior abrangência territorial, ajudou a melhorar as condições para a germinação e emergência das plantas de soja, mesmo em áreas que estavam mais secas ou com umidade reduzida. As lavouras em estágio vegetativo já mostram sinais de recuperação, com folhas mais expandidas, principalmente nas localidades que foram beneficiadas pelas chuvas de 19 e 20 de novembro.

Em relação ao controle fitossanitário, foram realizadas operações de controle de plantas daninhas, com alguns produtores também iniciando aplicações preventivas de fungicidas. No Planalto Médio, foram observadas incidências de lagartas de solo e diabrotica em lavouras em estágios iniciais, o que exige atenção no manejo fitossanitário.



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Ciclone e chuvas de até 300 mm põem áreas em alerta; saiba quais



A região Sul do Brasil está em alerta para a formação de um ciclone extratropical e a ocorrência de chuvas volumosas, principalmente entre sexta-feira (8) e domingo (10). Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o fenômeno deve impactar principalmente Santa Catarina e Paraná, além de áreas do Rio Grande do Sul, trazendo riscos de alagamentos, deslizamentos de terra e transbordamento de rios menores.

A partir da sexta à tarde, um cavado deve levar temporais para o Rio Grande do Sul, com possibilidade de queda de granizo e rajadas de vento de mais de 100 km/h. O fenômeno vai ajudar a gerar uma frente fria, trazendo tempo severo, que vai permanecer estacionária na região, por conta do ciclone formado na altura do Uruguai.

A previsão é de que a chuva acumulada chegue a 300 mm em algumas áreas, com destaque para o sul do Paraná, Planalto Norte e oeste e extremo oeste de Santa Catarina, além de regiões na divisa entre os dois estados.

O solo saturado, devido à umidade acumulada, aumenta o potencial para transtornos.

Rajadas de vento e granizo

Müller alerta que, além das chuvas, o ciclone trará rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h e queda de granizo.

A frente fria estacionária sobre a região, em combinação com o transporte de umidade vindo da Amazônia — o chamado “rio voador” —, intensificará o volume de chuvas, especialmente no sábado e no domingo.

Riscos e cuidados

Os principais riscos são os alagamentos em áreas urbanas e deslizamentos em regiões com relevo acentuado.

“Embora não seja o mesmo cenário de abril e maio no Rio Grande do Sul, os acumulados previstos para 48 horas são significativos e podem causar transtornos pontuais, especialmente em Santa Catarina e Paraná”, diz o meteorologista.

Após o fim de semana, a previsão indica que o tempo deve melhorar gradativamente na próxima semana, com tendência de condições mais estáveis, o que permitirá a retomada das atividades agrícolas na região.

Recomendações

Müller reforça a importância de disseminar os alertas, especialmente para quem tem familiares ou atividades no Sul. “É fundamental avisar sobre o risco de tempo severo, garantindo a segurança de todos”.



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Quais as vantagens ao agro brasileiro no acordo entre Mercosul e União Europeia?



As negociações para o acordo Mercosul-União Europeia já duram mais de duas décadas. No entanto, agora, existem claros sinais de que o tratado comercial entre os blocos, que prevê redução de tarifas comerciais e acesso privilegiado de commodities entre os países dos dois continentes, está prestes a ser assinado.

Isso porque a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, chegou em Montevidéu, no Uruguai, nesta quinta-feira (5), onde participará de reunião que deve anunciar a conclusão do do tratado comercial entre as duas regiões.

De acordo com o sócio-diretor da Agroicone Rodrigo Lima, é importante lembrar que em acordos comerciais entre países, há sempre o ganhar e perder, visto que as nações precisam abreir concessões.

“A agropecuária do Mercosul, por exemplo, conquistou algumas cotas preferenciais de acesso ao mercado europeu. Em relação à carne bovina, essa cota é de 99 mil toneladas, sendo o Brasil responsável por 28.5 mil toneladas dessa cota”, afirma.

Lima lembra que esse volume, diante das 2,2 milhões de toneladas da proteína animal que o Brasil embarcou ao mundo em 2023, é irrelevante. “Contudo, se trata de acesso preferencial ao mercado europeu, de carne de alta qualidade, ou seja, não é necessariamente o volume ou o valor de carne que servirá como grande diferencial para as exportações agrícolas brasileiras, mas sim o acesso facilitado e preferencial a esse mercado”.

Além disso, o sócio-diretor da Agroicone destaca que a relação direta com os europeus servirá, também, para a solução de eventuais problemas sanitários, fitossanitários e ambientais entre as partes, estabelecendo um canal de negociações direto sem a necessidade de intermediação da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Para ele, ainda que o protecionismo europeu seja intenso, capitaneado, principalmente, pela França, o maior problema a UE é o comérdio intrabloco, entre os países que compõem o bloco, visto que, no caso da carne, só importam de outros lugares do globo cerca de 5% do que consomem.



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AgroNewsPolítica & Agro

Sorgo-biomassa é alternativa para geração de energia


O sorgo-biomassa vem se destacando em nível global como alternativa sustentável para a geração de energia. No Brasil, apesar do grande potencial para cultivo dessa planta, a alta umidade e a baixa densidade da biomassa dificultam o transporte e a queima, prejudicando a logística de transporte, armazenamento e automação pela indústria. A Embrapa vem trabalhando, desde 2014, para oferecer ao setor soluções que amenizem esse problema e contribuam para a transição energética no País. Entre elas, apresentadas na publicação “Sorgo-biomassa como alternativa à madeira para geração de energia”, destacam-se a compactação dessa biomassa em briquetes ou pellets e o uso de cultivares de alto desempenho agronômico, entre outras. 

Segundo a pesquisadora da Embrapa Florestas (PR) Marina Morales, uma das autoras da publicação, “ao caracterizar a biomassa do sorgo, identificamos a necessidade de secagem e densificação para otimização do seu uso. Começamos, então, a fazer briquetes e pellets, tecnologias já consolidadas no Brasil, que consistem em reduzir o volume, aumentando a quantidade de biomassa por metro cúbico. Com isso, é possível otimizar a logística de transporte, armazenamento e automação pela indústria. Quanto à secagem, a biomassa que não é seca fora do forno, será seca dentro dele”.

Outra recomendação dos cientistas é o uso de genótipos com alto desempenho agronômico, como o híbrido BRS 716, desenvolvido pela Embrapa e já em comercialização no Brasil. Estudos realizados em parceria entre unidades da Empresa — Florestas, Agrossilvipastoril (MT) e Milho e Sorgo (MG) —, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), comprovaram várias vantagens da espécie, como a capacidade de se adaptar a diferentes condições edafoclimáticas, poder calorífico desejável, grande produção de biomassa por hectare e a possibilidade de cultivo mecanizado, desde o plantio até a colheita.

De acordo com o pesquisador Flavio Tardin, os estudos da Embrapa com o sorgo-biomassa foram idealizados em 2014, frente a um iminente apagão energético em Mato Grosso. “Verificamos que a pesquisa precisava ser feita pensando em biomassas alternativas à madeira, uma vez que seria difícil convencer produtores da região a trocar suas lavouras anuais de alto retorno econômico, como algodão, soja e milho, por florestas plantadas para fins energéticos que levam até seis anos para colheita”, explica.

O Brasil, um dos maiores consumidores de biomassa para geração de energia, enfrenta pressões para reduzir o uso de combustíveis fósseis, que são responsáveis por altas emissões de carbono. A energia gerada a partir de carvão mineral, gás natural e petróleo, além de finita, apresenta volatilidade de preços e impactos ambientais significativos. “Nesse contexto de busca por fontes renováveis e sustentáveis, a alta produtividade do sorgo-biomassa e seu uso estratégico na forma densificada se mostram como alternativas viáveis à madeira, especialmente em regiões onde o cultivo de espécies florestais enfrenta desafios”, observa Tardin, também autor da publicação.

Produção de briquetes mostra bom resultado em escala industrial

Dados da pesquisa indicaram que a substituição de até 66% da biomassa florestal por sorgo-biomassa densificado em processos de queima pode manter o conteúdo energético equivalente ao da queima de madeira, com teores de cinzas abaixo de 3%. “Nada impede a queima de briquetes e pellets de sorgo-biomassa puro; entretanto, para início de testes na indústria, indicamos alimentar o forno com a mescla de 66% de briquete de sorgo e 34% de cavaco. Experimentalmente, nessas proporções obtivemos um poder calorífico equivalente ao da madeira. Isso abre um leque de possibilidades para as indústrias que buscam diversificar suas fontes de energia e segurança energética”, aponta Morales.

Os primeiros testes em escala industrial para produção de briquetes com o sorgo-biomassa foram realizados em outubro deste ano e mostraram bons resultados. A empresa Calmais, parceira da Embrapa, conseguiu densificar o sorgo-biomassa puro em uma briquetadeira industrial. “O briquete está se formando bem, sem fragmentação, o que indica resultados promissores com essa nova matéria-prima”, diz Tardin.

A empresa começou a pesquisar, há alguns anos, possíveis variedades de plantas para geração de energia e hoje, com o uso de irrigação por pivôs, tem sua própria produção de sorgo-biomassa para fins energéticos. “Plantamos eucalipto na região, que não deu muito resultado porque o solo é raso e a cultura tem uma exigência elevada. O sorgo-biomassa mostra um potencial muito positivo devido à baixa necessidade de água e tolerância ao estresse hídrico, quando comparado a outras culturas. Somos mineradores e a assessoria técnica da Embrapa nos ajuda a encurtar caminhos e minimizar riscos”, destaca o proprietário da Calmais, Antônio Holanda Neto.

A gramínea tem sido usada nas duas fábricas montadas pela empresa, sendo uma para densificação de biomassa (produção de briquetes com sorgo), que abastece a outra para alimentação dos fornos voltados à produção de cal. “O objetivo é oferecer uma cal diferenciada ao mercado, já que a tradicional é produzida com uso de combustíveis derivados do petróleo. Esse produto atende às práticas ESG (sigla em inglês para governança social, ambiental e corporativa), que demandam cada vez mais as empresas no País”, pontua Holanda Neto.

Ele explica ainda que novos testes serão feitos com o sorgo associado a biomassas residuais, como a quenga de coco (casca mais dura), casca da castanha de caju, e de coco babaçu, abundantes na região do Ceará. “Nós, da Embrapa, iremos caracterizar energeticamente essas biomassas, visando otimizar essas queimas puras ou em mesclas”, contam Morales e Tardin.

O estudo da Embrapa sobre o sorgo-biomassa como alternativa à madeira para geração de energia é um passo importante em direção a um futuro mais sustentável. Com suas características únicas e adaptabilidade, essa gramínea pode não apenas atender à crescente demanda por energia renovável, mas também contribuir para a segurança energética do Brasil. “Se houver um déficit de madeira, mas tivermos uma matéria-prima que cresce em 180 dias ou menos, como é o caso do sorgo-biomassa, estaremos promovendo segurança energética com essa biomassa alternativa”, afirma Morales.

Apesar das inúmeras vantagens, o sorgo-biomassa ainda enfrenta desafios. A pesquisa e o desenvolvimento dessa cultura no Brasil têm apenas 14 anos, e é necessário um investimento contínuo em tecnologia e conhecimento para maximizar seu potencial. Além disso, a aceitação do mercado e a adaptação das indústrias para utilizar essa nova fonte de energia são fatores que precisam ser considerados.

À medida que o mundo avança em direção a uma matriz energética mais limpa e sustentável, o sorgo-biomassa se posiciona como uma solução viável e promissora, capaz de transformar o cenário energético do País e garantir um futuro mais verde para as próximas gerações. A pesquisa e o desenvolvimento contínuos nessa área serão fundamentais para consolidar o sorgo-biomassa como uma alternativa real e eficaz à madeira na geração de energia.





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‘Inaceitável’, diz presidente da França sobre proposta de acordo da UE com Mercosul


O governo do presidente da França, Emmanuel Macron, reiterou que o projeto de acordo entre a União Europeia e o Mercosul é inaceitável.

“Continuaremos a defender incansavelmente a nossa soberania agrícola”, diz o registro na rede social X.

A França volta a marcar sua posição em relação ao tratado no momento em que os dois blocos econômicos estariam próximos de fechar o acordo.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, participará da reunião dos países do Mercosul nesta sexta-feira (6), em Montevidéu, em uma viagem vista como um sinal de que o bloco e Mercosul pretendem anunciar a conclusão do acordo de comércio entre as duas regiões.



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Homem é preso após saltar de caminhão com quase 4 t de maconha escondida em carga de arroz



Um homem de 36 anos foi preso pela Polícia Militar Rodoviária em São Paulo ao ser flagrado transportando quase quatro toneladas de maconha escondidas em uma carga de arroz.

A apreensão aconteceu nesta quinta-feira (4), na Rodovia Assis Chateaubriand, na cidade de Pirapozinho, região de Presidente Prudente, no interior paulista.

Uma equipe de policiais realizava o policiamento no local quando deu sinal de parada a um caminhão com semirreboque. O motorista tentou fugir dos militares, chegando a saltar do veículo em movimento. Um dos agentes conseguiu assumir a direção do caminhão e estacioná-lo em segurança.

Enquanto isso, o restante da equipe ia em busca do suspeito, que foi detido pouco depois. Durante as buscas, foram encontrados diversos fardos de maconha. Ao todo, 3,9 toneladas da droga foram apreendidas.

O caso foi encaminhado à Polícia Federal de Presidente Prudente. O homem permanece à disposição da Justiça.



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As práticas de manejo do solo para o bom desenvolvimento da soja



Nesta quinta-feira (5), é celebrado o Dia Mundial do Solo, data instituída pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) com o compromisso de conscientizar sobre a importância da preservação e manejo sustentável do solo, essencial para a sustentabilidade ambiental e a produtividade de culturas como a soja.

Para atingir a alta produtividade, o manejo adequado do solo é fundamental e garante uma safra de sucesso. O planejamento estratégico e a adoção de práticas sustentáveis são fundamentais para otimizar a produtividade e preservar a saúde do solo a longo prazo.

A importância da umidade para a soja

A soja é uma cultura tropical que exige cuidados específicos nas fases iniciais de crescimento. A umidade do solo, especialmente durante o plantio e germinação, é um dos fatores mais críticos para garantir uma boa produtividade. Quando o solo está muito seco, a germinação das sementes pode ser prejudicada, e o crescimento das plantas pode ser comprometido, afetando negativamente a safra. Por outro lado, um solo excessivamente úmido pode levar ao encharcamento, o que também dificulta o enraizamento e o desenvolvimento saudável da planta.

Por isso, é essencial monitorar a umidade de forma constante. Um equilíbrio hídrico é necessário para garantir que a radícula da soja se desenvolva corretamente e as raízes possam explorar os nutrientes de maneira eficiente. Esse cuidado é fundamental para que as plantas cresçam fortes e saudáveis, possibilitando o aproveitamento máximo do potencial produtivo.

A adoção dos produtores nas práticas sustentáveis

Produtores como Vanderlei José de Campos Jr., do Paraná, têm buscado soluções inovadoras para aumentar a rentabilidade de suas lavouras sem prejudicar a saúde do solo. Vanderlei investe em tecnologias e práticas agrícolas que atendem aos desafios modernos da agricultura, com ênfase no uso responsável dos recursos naturais. Seu sucesso está baseado em estratégias bem definidas, como a adubação de precisão e o plantio cuidadoso, sempre alinhando o equilíbrio entre a produtividade e a preservação.

A produtora de soja Vanesa Bomm também adota uma abordagem responsável, adaptando-se aos desafios climáticos e às condições para garantir a sustentabilidade de suas lavouras. Para ela, o segredo da alta produtividade está em práticas como o plantio de cobertura e a diversificação das raízes. Essas técnicas têm mostrado resultados positivos, aprimorando a qualidade do solo, ajudando a reter água e reduzindo a erosão, o que torna o sistema agrícola mais eficiente a longo prazo.

Para garantir a sustentabilidade do solo, a sojicultora Anna Paula Nunes destaca a importância do uso de tecnologias avançadas. Ela adota o plantio direto, com mapeamento de solo, análise de pulverização e colheita, monitorando tudo isso e utilizando insumos de alta qualidade, como adubo e sementes adaptadas ao clima.

Tecnologia e controle de pragas

Além de beneficiar a saúde do solo, o plantio de cobertura desempenha um papel importante no controle ecológico de pragas. O uso de plantas como aveia, nabo, trigo mourisco, sorgo, milheto, braquiária e crotalária contribui para a criação de um ambiente saudável para o crescimento das culturas e protege o solo contra a erosão. As práticas sustentáveis ajudam a reduzir os impactos ambientais e são essenciais para manter a produtividade de forma ecológica.

Além disso, campo da sustentabilidade, tecnologias como as calculadoras de pegada de carbono estão ganhando destaque. Sistemas avançados de medição, como a “Footprint PRO Carbono”, ajudam a calcular as emissões de gases de efeito estufa na produção de soja, desde o plantio até a colheita.

A mensuração da pegada de carbono é uma prática crescente na agricultura, com o compromisso de proporcionar uma visão mais clara do impacto ambiental. A Footprint PRO Carbono, ferramenta desenvolvida pela Bayer em parceria com a Embrapa, mede as emissões nas lavouras de soja, adaptada ao sistema agrícola brasileiro. A tecnologia monitora a pegada de carbono ao longo de toda a cadeia produtiva, visando reduzir as emissões e melhorar as práticas agrícolas.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Brasil e China estão perto de acordo em miúdos suínos e pescados, dizem fontes


Logotipo Reuters

 

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O Brasil está perto de finalizar protocolos para exportação de miúdos suínos e peixes à China, em processos que abririam mercados com alto potencial, disseram à Reuters duas pessoas a par do assunto.

Os acordos só não foram assinados na visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Brasília, nesta semana, porque algumas análises técnicas não foram concluídas a tempo, disse uma das pessoas, na condição de anonimato.

“Os dois estão bastante avançados, estamos esperando a conclusão das análises técnicas. Não temos como prever ainda quando será a assinatura, mas não deve demorar”, afirmou.

No caso dos miúdos, a eventual abertura seria “disruptiva” para a cadeia de produção de suínos brasileira, disse a fonte.

“São produtos que a China valoriza muito e o Brasil não tem hábito de consumir”, acrescentou a pessoa.

Ela explicou que o foco inicial são os “miúdos vermelhos”, que incluem coração, fígado, rins, pulmões, miolo, língua e esôfago.

Devido ao baixo consumo desses miúdos no Brasil, os preços são pouco remuneradores para a indústria local, mas com valores competitivos na China.  

O Brasil, quarto exportador global de carne suína, exportou em 2023 cerca de 1,2 milhão de toneladas, mas o volume de miúdos somou pouco mais de 100 mil toneladas, para todos os destinos, segundo dados oficiais.

As questões técnicas para a formalização do protocolo incluem o reconhecimento pela China de que outros Estados brasileiros, além de Santa Catarina, são livres de febre aftosa sem vacinação.

A entrada de Paraná e Rio Grande do Sul no rol dos Estados reconhecidos poderia aumentar a oferta para exportação de miúdos à China –os dois Estados nacionais estão entre os poucos com reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), mas não pela China.

Atualmente, apenas Santa Catarina pode exportar miúdos e carne com osso para a China, segundo a fonte.

“Estamos trabalhando para os outros Estados que foram reconhecidos livres pela OMSA, para também poder exportar carne com osso e miúdos.”

“Hoje esses outros Estados exportam, no caso de suínos, por exemplo, apenas carne sem osso.”

O processo de abertura do mercado de miúdos suínos acontece em momento em que a China abriu uma investigação antidumping sobre a carne suína e miúdos suínos da União Europeia, maior exportador do produto ao país asiático, em resposta às restrições europeias às exportações de veículos elétricos chineses.

Se a China decidir levar adiante e colocar uma tarifa (antidumping) na carne da UE, os preços europeus vão ficar “inviáveis”, disse a fonte, lembrando que 80% do que a China compra vem da Europa, um mercado que poderia vir, ao menos em parte, para o Brasil.

Em receitas, as importações chinesas totais de carne suína, incluindo vísceras, somaram 6 bilhões de dólares em 2023, sendo que a Espanha respondeu por cerca de 1,5 bilhão de dólares e o Brasil por pouco mais de 1 bilhão de dólares. Holanda e Dinamarca exportaram o equivalente a mais de 500 milhões de dólares cada, segundo dados da alfândega chinesa.

PESCADO

O protocolo para exportações de peixes brasileiros para a China deverá envolver a pesca extrativa, um mercado que pode somar 1 bilhão de dólares, segundo a fonte.

Assim como o acordo em miúdos suínos, o referente a pescado estaria entre os protocolos mais próximos de serem assinados.

Na quarta-feira, o Brasil anunciou que entre os pactos comerciais já firmados para exportação estão aqueles que incluem farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal.

No mesmo dia, Brasil e China firmaram acordos para abrir mercados na China a uvas frescas, gergelim e sorgo.

No sorgo, o movimento da China acontece antes da posse de Donald Trump, que pode implementar tarifas contra produtos chineses que seriam passíveis de retaliações em mercadorias agrícolas dos EUA, como o sorgo.

O mercado de sorgo pode chegar a 500 milhões de dólares, se a questão tarifária surgir, disse a fonte.

(Por Lisandra Paraguassu)





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França reage ao acordo Mercosul-UE: ‘defenderemos nossa soberania agrícola’



O governo do presidente da França, Emmanuel Macron, reiterou que o projeto de acordo entre a União Europeia e o Mercosul é inaceitável. “Continuaremos a defender incansavelmente a nossa soberania agrícola”, diz o registro na rede social X.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, chegou em Montevidéu, no Uruguai, nesta quinta-feira, onde participará da reunião dos países do Mercosul na sexta (6), em uma viagem vista como um sinal de que o bloco e o Mercosul pretendem anunciar a conclusão do acordo de comércio entre as duas regiões.

Em postagem, o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckimin, deu às boas-vindas a ela, afirmando que “o Mercosul e a União Europeia nunca estiveram tão próximos. A integração dos nossos mercados e a reafirmação dos nossos compromissos democráticos nos levarão mais longe juntos”.

Vale lembrar que a oposição da França ao acordo não tem o poder de cancelar as negociações.

Isso acontece porque a Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, com sede em Bruxelas, na Bélgica, tem autonomia para ratificar o tratado, visto que possui mandato dos países-membros.

Além disso, outros países do bloco europeu, como Alemanha, Espanha e Itália são declaradamente favoráveis ao acordo.





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