terça-feira, julho 14, 2026

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acordo prevê tarifa zero para frutas, café e outros produtos brasileiros, além de cotas importantes



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, classificou nesta sexta-feira (6), o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia como “muito importante” para a agropecuária brasileira.

“Hoje é um dia histórico para a diplomacia, em especial, a brasileira. Um dia histórico, graças à interferência e à dedicação do presidente Lula, conseguimos formalizar o acordo entre Mercosul e União Europeia. Buscávamos esse acordo há 25 anos, que é muito importante para a nossa agropecuária”, afirmou Fávaro em vídeo publicado nas redes sociais.

O anúncio da conclusão definitiva do tratado comercial foi feito durante a Cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. Os textos acordados serão divulgados nos próximos dias, segundo o Ministério da Agricultura. O tratado ainda precisará ser traduzido, revisado juridicamente, assinado e ratificado pelos Parlamentos dos países do Mercosul e da União Europeia (UE).

Para Fávaro, o acordo vai permitir maior “liberdade comercial” para exportação de produtos agropecuários do Brasil. “Esse acordo prevê, por exemplo, tarifa zero para frutas, café e outros produtos brasileiros e cotas importantes (com tarifas reduzidas) para exportação de açúcar, carne de frango, carne bovina e etanol”, detalhou o ministro.

Segundo Fávaro, o Brasil vai mostrar a sua competência com o acordo, podendo acessar mercado relevante, como a União Europeia. “O presidente Lula se dedicou, todos nós trabalhamos e o resultado está aí. Com a tradução do acordo, a implementação dele nos próximos meses, vamos aproveitar as oportunidades econômicas. O Brasil e o Mercosul ganham muito com esse acordo formalizado”, concluiu.





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atenção às chuvas intensas previstas!



Nesta semana, a previsão do tempo para as regiões produtoras de soja no Brasil indica uma tendência de boas condições para o manejo da lavoura em diversas áreas. Mas, atenção à previsão do tempo, pois há alerta para fortes chuvas que devem atingir algumas regiões, com risco de alagamentos e danos às atividades agrícolas.

O tempo pelo Brasil

No Centro-Oeste e Sudeste, as condições climáticas são favoráveis para os produtores da soja, com boa umidade do solo e chuvas moderadas previstas para os próximos dias. A expectativa é de acumulados de até 30 mm, o que irá auxiliar nos trabalhos de campo, como a aplicação de adubação e outros manejos necessários. Essas regiões devem aproveitar o período para avançar nas atividades agrícolas, pois há previsão de uma nova frente fria com chuvas a partir da próxima semana, que poderá trazer mais umidade.

Em Mato Grosso do Sul, as chuvas retornaram, mas algumas áreas, principalmente na fronteira com o Uruguai, ainda enfrentam um cenário mais seco. No Centro-Norte de Minas Gerais, a situação também é favorável, mas o estado da Bahia e partes do Piauí precisam de mais chuvas, especialmente no Centro-Norte do Maranhão. O Centro-Sul do Pará também apresenta mudanças no clima, com chuvas chegando a essas áreas, mas o produtor da faixa norte do estado ainda aguarda um aumento na precipitação.

Muita chuva na lavoura de soja!

No entanto, o destaque da previsão fica por conta das fortes chuvas previstas para o Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e extremo Sul de São Paulo. Para o final de semana, a previsão aponta para acumulados que podem superar 200 mm em algumas áreas. Esse volume elevado de chuva pode prejudicar as atividades de campo, ocasionando alagamentos, deslizamentos de terra e até transbordamento de rios, colocando em risco a infraestrutura e as lavouras.

A previsão é ainda mais preocupante para regiões como o Sul do Rio Grande do Sul, Norte de Santa Catarina e Estado do Paraná, onde o volume de precipitação pode superar 250 a 300 mm em um curto período, o que representa um risco de enchentes e danos consideráveis para a produção agrícola. Além disso, a chuva será acompanhada de granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h, aumentando ainda mais os riscos de danos às lavouras e à infraestrutura local.



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Tereza Cristina diz esperar que agora acordo Mercosul-UE realmente caminhe



A ex-ministra da Agricultura e senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que espera que agora o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) “realmente caminhe”. “Estamos prontos no Senado Federal para examinar o anúncio de Montevidéu, que contempla as negociações de 2023”, afirmou a senadora em publicação na rede social X, antigo Twitter.

A declaração da ministra ocorre após o acordo também ter tido sua conclusão anunciada em 2019, mas não avançar nas fases seguintes.

O anúncio da conclusão definitiva do tratado comercial foi feito nesta sexta-feira durante a Cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. Os textos acordados serão divulgados nos próximos dias, segundo o Ministério da Agricultura.

O tratado ainda precisará ser traduzido, revisado juridicamente, assinado e ratificado pelos Parlamentos dos países do Mercosul e da União Europeia (UE).

Tereza Cristina participou, na época como ministra, ativamente das negociações do capítulo agrícola em 2019.

“Nunca é tarde para se ouvir a verdade – os europeus admitem que o Acordo Mercosul-UE é bom para a Europa e nenhum padrão na qualidade de alimentos será quebrado. É um ganha-ganha. Sabemos desde 2019, quando fechamos em Bruxelas a parte comercial do tratado, traduzido e revisado durante dois anos – e que depois ficou emperrado pelo que chamo de protecionismo verde”, afirmou a senadora.

A senadora também transcreveu a fala da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na qual ela disse que o “acordo é uma vitória para a Europa”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de feijão enfrenta impacto da seca no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, a produção de feijão da primeira safra está sendo impactada pela irregularidade hídrica no Rio Grande do Sul. A escassez de chuvas resultou em desuniformidade no desenvolvimento das lavouras, com variações expressivas no potencial produtivo, especialmente nas áreas de sequeiro.

A semeadura foi concluída nas regiões que adotam o sistema de duas safras e está prestes a começar nos Campos de Cima da Serra, área responsável por cerca de 40% do cultivo e 50% da produção estadual de feijão na primeira safra. Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 28.896 hectares, com produtividade média prevista de 1.864 kg/ha.

Nas lavouras de sequeiro, o déficit hídrico gerou queda de folhas, flores e falhas na fecundação. Em contrapartida, as lavouras irrigadas têm apresentado desenvolvimento satisfatório.

Na região de Ijuí, 21% das lavouras estão em fase vegetativa, 35% em floração, 35% em enchimento de grãos, 7% em maturação, e 2% já foram colhidas. O uso de inseticidas tem sido necessário para controlar pragas como lagartas e percevejos. Em Pelotas, a semeadura atingiu 73% da área projetada, com 69% das plantas em estádio vegetativo, 22% em florescimento e 9% em enchimento de grãos.

Na região de Santa Maria, o regime de chuvas é favorável. Em Nova Palma, principal município produtor, 15% das lavouras estão em floração, 35% em formação de vagens, 40% em enchimento de grãos e 10% em maturação.

Já em Soledade, onde 98% das lavouras estão em fase reprodutiva, o déficit hídrico também trouxe perdas de produtividade. A região enfrenta aumento de doenças como antracnose e de pragas como tripes e ácaros, favorecidas pelo clima seco.

A comercialização do feijão sofreu desvalorização no Estado. O preço médio da saca de 60 kg caiu 8,88% em relação à semana anterior, passando de R$ 298,57 para R$ 272,06.





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Antes de assinatura, acordo Mercosul-UE passará por revisão legal e tradução para 25 línguas



Após concluir as negociações do Acordo de Parceria, anunciado nesta sexta-feira (6), Mercosul e União Europeia ainda precisam vencer algumas etapas para que o tratado entre os blocos entre efetivamente em vigor.

“As partes pacificaram o entendimento em todos os textos, seja nos temas objeto de reabertura, seja naquelas pendências que persistiam desde 2019. A conclusão das negociações, contudo, não produz efeitos jurídicos imediatos, que ocorrem apenas com a assinatura e entrada em vigor do acordo”, informou o governo brasileiro em documento divulgado nesta sexta-feira.

A partir de agora, Mercosul e União Europeia iniciam a preparação dos textos para a assinatura, passando pelas seguintes etapas:

Em estágio avançado, acordo será revisado para assegurar a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural.

Tradução

Após a revisão legal, o acordo é traduzido do inglês para as 23 línguas oficiais da União Europeia e as duas línguas oficiais do Mercosul, português e espanhol.

Assinatura

Concluídas as etapas de revisão e tradução, o acordo estará pronto para ser assinado, com a manifestação formal das partes por sua aceitação.

Internalização

Com o acordo assinado, ele será submetido a processos internos de aprovação nos países que formam os dois blocos. No Brasil, esse caminho envolve os Poderes Executivo e Legislativo, com necessidade de aprovação do Congresso Nacional.

Ratificação

Com a finalização dos trâmites internos, as partes fazem uma notificação e ratificam o compromisso de cumprir o acordo.

Vigência

O acordo entrará em vigor e produzirá efeitos jurídicos no primeiro dia do mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos.

O acordo de parceria entre os blocos estabelece a possibilidade de vigência bilateral. Assim, bastaria que a União Europeia e o Brasil – ou qualquer outro País do Mercosul – concluam o processo de ratificação para a sua entrada em vigor bilateralmente entre tais partes.

Longo período de negociação

As tratativas para o fechamento do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que reunirá 700 milhões de consumidores, se estenderam ao longo de 25 anos.

As discussões para o tratado tiveram grande avanço em 2019, quando houve um “acordo político”, que acabou emperrado pela resistência de diversos países europeus, notadamente a França, que enfatizou as críticas a questões ambientais.



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Para Milei, Mercosul nasceu para aprofundar laços comerciais, mas virou ‘uma prisão’



Para o presidente da Argentina, Javier Milei, o Mercosul tornou-se uma prisão para os países membros, apesar de ter sido criado com a intenção de estreitar o comércio no continente. O tom crítico ao bloco permeou o discurso do líder argentino durante a rodada de pronunciamentos feitos após o anúncio do Acordo de Parceria entre Mercosul e União Europeia nesta sexta-feira (6).

“O Mercosul, que nasceu com a ideia de aprofundar nossos laços comerciais, se converteu em uma prisão que não permite que seus países membros aproveitara suas vantagens comparativas e potencial exportador”, afirmou Milei.

Segundo o líder, os resultados do bloco foram contrários aos pretendidos, com encarecimento na exportação e dos produtos internos. “As instituições não podem ser avaliadas por suas intenções, mas sim pelos resultados”.

Neste cenário, Milei defendeu a busca por uma nova fórmula para o Mercosul, que beneficie a todos, permitindo que os membros comercializem mais e melhor. “Queremos autonomia, mas sem deixar de respeitar os acordos, porque é o comércio que gera prosperidade e permitirá acabar com o grande flagelo latino-americano: a pobreza”, reforçou.

O presidente da Argentina disse ainda que os últimos 20 anos de política econômica deixaram o país em um poço profundo, atribuindo parte disto às políticas do Mercosul. “A consolidação em um bloco comum não só nos impediu de crescer, mas também prejudicou”, avaliou.

“Este problema não é novo, mas se continuarmos tapando o sol com as mãos, se tornará cada vez mais difícil de solucionar”, complementou Milei.



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a trajetória do grão no país



Neste início de dezembro, a Fenasoja celebra o centenário do plantio da soja no Brasil, marcando a trajetória de uma cultura que se consolidou como um dos pilares do agronegócio nacional. Inicialmente cultivada para alimentação animal, a soja viu sua produtividade crescer gradativamente, impulsionada pela crescente demanda global por óleos e proteínas vegetais.

A soja e o desenvolvimento regional

A soja desempenhou um papel determinante no desenvolvimento socioeconômico do Rio Grande do Sul, primeiro estado a receber os grãos da oleaginosa. Com o passar do tempo, a região se tornou pioneira na instalação de indústrias de maquinários agrícolas e esmagadoras de soja no país, além de avançar em tecnologias de produção.

A cultura se expandiu para o Centro-Oeste, o que demandou pesquisas para a adaptação da soja às novas condições climáticas. No Sul, a variação na duração do dia ao longo do ano é um desafio, enquanto na linha do Equador há maior estabilidade entre dia e noite. Isso exigiu o desenvolvimento de variedades adaptadas a essas condições.

Avanços nas tecnologias de sementes

A expansão para áreas tropicais envolveu desafios como a melhoria dos solos do cerrado e o controle de pragas e doenças. Nesse contexto, os avanços em genética e manejo foram essenciais para garantir a adaptabilidade da soja e aumentar seu potencial produtivo. As inovações no desenvolvimento de cultivares resistentes aos principais desafios da agricultura tropical e adaptadas às condições regionais têm sido fundamentais para a continuidade da expansão da cultura.

Diferentes finalidades

A soja é reconhecida pela sua importância na alimentação humana e animal, devido ao seu alto teor de proteínas e propriedades funcionais. Na dieta humana, substitui a proteína animal em produtos como leite de soja, tofu, farinha de soja e carnes vegetais. Na nutrição animal, é essencial na produção de rações para aves, suínos e bovinos.

Além disso, a soja tem diversos outros usos na indústria e na geração de energia. O óleo de soja é utilizado em produtos alimentícios, cosméticos, tintas e plásticos. Também é uma importante matéria-prima na produção de biodiesel, um dos combustíveis do futuro, e seus resíduos, como farelo e bagaço, são usados para a produção de biogás.



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Em leilão histórico, garanhão quarto de milha passa a valer R$ 160 milhões



O garanhão Genesis 66, destaque da raça quarto de milha, foi responsável por um marco histórico no primeiro leilão do Monte Sião Haras, realizado no início desta semana no hotel Rosewood São Paulo.

Metade dos direitos do animal foi vendida a um fundo de investimento por R$ 80 milhões, pagos em 50 parcelas de R$ 1,6 milhão. Dessa forma, o Genesis 66 passa a ser avaliado em R$ 160 milhões, maior valor já registrado para um cavalo no país.

Marcos históricos

O evento atingiu um valor total arrecadado de R$ 174 milhões, considerado o maior leilão em arrecadação na história do Brasil. O garanhão Genesis 66 também garantiu ao Monte Sião Haras o título de maior venda de quarto de milha no país.

O leilão ainda apresentou outros exemplares de genética superior, como Crystalized Whizkey, Troia Apollo MRL, Dinastia Apollo Roxo e Go Girl Toro LM, entre outros animais reconhecidos pela habilidade, beleza e desempenho excepcionais.

O leilão contou com a participação de vendedores renomados, como Haras Za, Haras Esperança, Rancho Onça Parda, Fazenda Sapucaia, entre outros. Para a CEO do grupo Monte Sião, Dalide Corrêa, o sucesso do leilão reflete a dedicação do haras em genética e manejo de alto padrão, além de destacar o valor do mercado de equinos no Brasil.

Ela qualificou o evento como “histórico”, marcando novo capítulo no segmento de equinos no país. “Este momento histórico só foi possível graças à parceria de criadores que acreditam na força do setor. “Cada animal apresentado aqui não representa apenas genética e desempenho de alto padrão, mas também o esforço e a dedicação incansáveis de criadores que acreditam na força do nosso mercado”, afirmou Dalide.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cultivo de tomate avança com boas condições climáticas



Preço do produto desagrada a parte dos agricultores.




Foto: Divulgação

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas das últimas semanas, com altas temperaturas, forte insolação e chuvas pontuais, têm favorecido o cultivo de tomate em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. As lavouras mostram bom desenvolvimento, mas o preço do produto desagrada a parte dos agricultores.

Na região de Caxias do Sul, as condições climáticas beneficiaram a maturação dos frutos e o transplantio das mudas para as lavouras tardias, que devem se estender até meados de janeiro. As mudas enxertadas, fornecidas por viveiros especializados, estão sendo comercializadas a R$ 2,70 por unidade.

As lavouras de ciclo intermediário apresentam ótimo vigor, boa sanidade e estão no início da frutificação. Já as lavouras precoces estão em plena colheita, com frutos de excelente aparência e coloração. O tomate do grupo longa vida é comercializado na propriedade por R$ 75,00 a caixa de 22 kg.

Na região de Santa Rosa, o desenvolvimento também segue satisfatório, com a maturação das primeiras pencas em andamento. No entanto, os produtores relatam descontentamento com o preço do produto, atualmente vendido a R$ 4,00/kg, considerado baixo e com pouca demanda no mercado.





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Acordo Mercosul-UE é oportunidade histórica para diversificar exportações, avalia CNI



A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera o Acordo de Associação Mercosul-União Europeia, oficializado nesta sexta-feira (6), um marco estratégico para o Brasil.

A entidade destaca que a parceria é uma resposta aos desafios de modernização industrial, diversificação das exportações e maior integração às cadeias globais de valor.

O acordo estabelece uma das maiores áreas de integração econômica do mundo, abrangendo mais de 750 milhões de consumidores, 17% da economia global e 30% das exportações mundiais de bens. Segundo a CNI, a medida aumentará o acesso preferencial do Brasil ao mercado mundial de 8% para 37%.

De acordo com o presidente da CNI, Ricardo Alban, a abertura do mercado europeu pode ajudar a reverter a reprimarização das exportações nacionais. “Aproximadamente 97% das exportações industriais brasileiras ao bloco terão tarifa zero assim que o acordo entrar em vigor, incentivando a exportação de produtos de maior valor agregado e promovendo o fortalecimento da indústria nacional em mercados competitivos”, afirmou Alban.

Sustentabilidade e crescimento econômico

Negociado sob princípios de equilíbrio e sustentabilidade, o acordo busca fomentar o crescimento econômico de longo prazo. A parceria foi reiniciada em 2023 após um período de estagnação nas discussões devido a preocupações ambientais. Com a reabertura das negociações, as partes chegaram a um consenso para abordar essas questões.

“A inserção internacional alinhada à agenda de crescimento inclusivo e sustentável reforça a competitividade global do Brasil, diversifica nossas exportações e amplia a base de parceiros comerciais”, pontuou Alban.

Impacto no emprego

A CNI também destaca o impacto positivo do acordo na geração de empregos. Em 2023, a cada R$ 1 bilhão exportado para a União Europeia, foram gerados 21,7 mil empregos no Brasil, um número superior ao de outros mercados, como o chinês, que criou 14,4 mil empregos por bilhão de reais exportado.

Reposicionamento global

A CNI avalia que o acordo Mercosul-UE é uma oportunidade histórica para reposicionar o Brasil no comércio global. Além de estimular a produtividade e a competitividade da indústria, a parceria deverá consolidar a presença brasileira em cadeias globais de valor, promovendo ganhos econômicos e sociais de longo prazo.



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