Setor de seguro rural busca novo modelo para ampliar proteção no campo

O evento “Semeando Resiliência e Prosperidade”, realizado em Brasília, abordou o futuro do seguro rural no Brasil, destacando a necessidade de um novo modelo financeiro para o setor. A iniciativa é uma parceria entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e a Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), com o objetivo de reverter a queda na área segurada e criar soluções sustentáveis para o campo.
Queda na área segurada
Nos últimos anos, a área protegida por seguro rural no Brasil encolheu drasticamente, com apenas 3% da área agrícola total atualmente coberta. O aumento de eventos climáticos extremos e cortes nos subsídios do governo são fatores que contribuíram para essa situação.
Propostas em discussão
Durante o evento, foram apresentadas propostas para salvar o agronegócio de insolvências, incluindo:
- Criação de um fundo de catástrofe para cobertura de riscos em eventos climáticos extremos.
- Previsibilidade orçamentária para blindar recursos da subvenção federal ao seguro.
- Incentivos ao produtor, como taxas de juros menores e prioridade no crédito rural.
Expectativas para o futuro
A senadora Teresa Cristina, autora do PL 2951 de 2024, que visa modernizar o seguro rural, expressou otimismo quanto à aprovação da proposta. Ela destacou a importância de criar uma cultura de seguro de renda no Brasil, além de um seguro climático.
A FPA continua a intensificar negociações com o governo para ajustar a medida provisória que trata da renegociação das dívidas rurais, considerada uma solução ampla para o endividamento dos produtores. O setor aguarda medidas concretas do governo federal para evitar impactos bilionários no agronegócio nos próximos anos.
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