terça-feira, julho 14, 2026

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Abiove avaliará alterações na Moratória da Soja



Na próxima semana, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) realizará uma reunião para discutir alterações na Moratória da Soja. A proposta é revisar a forma como a moratória é monitorada, passando de uma análise a nível de fazendas inteiras para uma avaliação mais detalhada por campo individual. Isso permitiria que os produtores escolhessem quais áreas de suas terras estariam em conformidade com os critérios estabelecidos.

Em resposta à discussão, a Abiove reafirmou seu compromisso com a defesa da Moratória da Amazônia, destacando que continua a buscar um equilíbrio entre as necessidades dos agricultores e as demandas do mercado, propondo ajustes ao modelo atual para aprimorar a fiscalização e a conformidade.

No mês passado, o estado de Mato Grosso se posicionou contra as empresas que aderem à moratória, aprovando uma lei estadual que retira incentivos fiscais de empresas que aplicam a Moratória da Soja ou firmam acordos comerciais que contrariem a legislação nacional, a Constituição Federal ou o Código Florestal Brasileiro.

A legislação de preservação ambiental no bioma amazônico exige que os proprietários de terras mantenham 80% de suas propriedades preservadas, com apenas 20% para o uso agrícola. A maioria dos produtores apoia a aplicação da lei, reconhecendo que o desmatamento ilegal não só prejudica o meio ambiente, mas também impacta a imagem do Brasil e a competitividade do agronegócio.



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Embrapa abre concurso público com 1.027 vagas e salários de até R$ 12,8 mil



A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou, nesta sexta-feira (6), um novo concurso público com 1.027 vagas para os cargos de assistente, técnico, analista e pesquisador. A organização ficará a cargo do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

As inscrições estarão abertas de 16 de dezembro de 2024 a 7 de janeiro de 2025 e podem ser feitas pelo site do Cebraspe. As provas objetivas e discursivas estão previstas para 23 de março de 2025, sendo realizadas em todas as capitais brasileiras e nas cidades onde a Embrapa possui unidades.

Salários-base

Os cargos têm remunerações atrativas, variando conforme o nível de escolaridade e a função:

  • Pesquisador – Classe B: R$ 12.814,61;
  • Analista – Classe B: R$ 10.921,33;
  • Técnico – Classe B: R$ 5.556,81;
  • Assistente – Classe C: R$ 2.186,19.

Vagas e áreas de atuação

As oportunidades abrangem 189 áreas e subáreas, alinhadas às demandas estratégicas da empresa. Os candidatos devem escolher a área desejada durante a inscrição e poderão ser alocados em qualquer unidade da Embrapa com vagas disponíveis.

A Embrapa possui uma sede em Brasília (DF) e 43 unidades descentralizadas distribuídas pelo Brasil.

Das 1.027 vagas oferecidas, 719 serão destinadas à ampla concorrência, 205 para pessoas pretas ou pardas (PPP) e 103 para pessoas com deficiência (PCD).

Exigências e etapas do processo seletivo

Os cargos disponíveis exigem diferentes níveis de escolaridade:

  • Pesquisador: formação mínima de mestrado;
  • Analista: curso superior completo;
  • Técnico: nível médio;
  • Assistente: nível fundamental incompleto.

O processo seletivo inclui etapas específicas para cada carreira, com avaliações objetivas e discursivas, além de análise curricular e outras etapas, dependendo do cargo escolhido.

Áreas de destaque

Além das áreas tradicionais, como advocacia, melhoramento genético e entomologia, o concurso oferece vagas em áreas emergentes, como biologia sintética, ciências ômicas, ciência de dados, nanotecnologia e governança sustentável (ESG).

Declarações das lideranças

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou a importância do certame para renovar o quadro de funcionários da empresa. “Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a renovação e a valorização de profissionais qualificados, alinhados à nossa missão de promover inovação e excelência”, afirmou.

Selma Beltrão, diretora de Administração, ressaltou a relevância do concurso, que acontece após 15 anos. “A realização do concurso da Embrapa vem repleta de expectativas de que, em breve, contaremos com mais profissionais e novos perfis que contribuam para os desafios atuais e futuros da empresa e para o necessário avanço da pesquisa agropecuária tropical”, disse.

Informações adicionais

Os interessados podem acessar o edital completo no site do Cebraspe. O certame representa uma oportunidade histórica para quem deseja ingressar em uma das instituições mais relevantes para a pesquisa agropecuária no Brasil.



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Acordo Mercosul-UE pode ajudar PIB do Brasil a crescer mais, afirma Alckmin



O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, vice-presidente Geraldo Alckmin, destacou nesta sexta-feira (6) os impactos econômicos que serão gerados para o Brasil a partir do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia – que ainda depende da conclusão de uma série de etapas para entrar em vigor. Alckmin citou o potencial de o tratado ajudar a reduzir a inflação e aumentar o crescimento do PIB brasileiro.

Segundo o ministro, as negociações tiveram o apoio das associações representativas da Indústria (CNI), do Comércio (CNC) e da Agricultura (CNA).

“Pode ajudar a fazer o PIB do Brasil crescer mais, as exportações brasileiras crescerem mais, a renda e o emprego crescer mais e derrubar a inflação. Então é uma agenda extremamente positiva, e depois de anos e anos de negociação, finalmente se celebra o anúncio deste acordo”, disse Alckmin a jornalistas.

Segundo estudo divulgado pelo governo, o acordo vai gerar para o Brasil um efeito positivo de 0,34% sobre o PIB (R$ 37 bilhões), com aumento de 0,76% nos investimentos (R$ 13,6 bilhões), uma redução de 0,56% no nível de preços ao consumidor e aumento de 0,42% nos salários reais. Os desvios porcentuais foram estimados para o ano de 2044, e os valores em reais consideram o ano base de 2023.

A referência a 2044 é feita porque, em modelos de equilíbrio geral, os impactos nas variáveis macroeconômicas são normalmente feitos para 20 anos, tempo suficiente para considerar que a economia estaria totalmente ajustada às novas circunstâncias, explicou uma fonte à reportagem.

Segundo Alckmin, estudos também mostraram que as exportações para a União Europeia poderão crescer na agricultura 6,7%, 14,8% nos serviços e 26,6% na indústria de transformação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de milho projeta produtividade elevada em áreas irrigadas



Plantio do milho atinge 90% da área prevista no RS




Foto: Agrolink

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, no Rio Grande do Sul, o plantio do milho avançou para 90% da área projetada para a safra 2024/2025. Atualmente, 40% das lavouras estão em fase vegetativa, 25% em florescimento, 34% em enchimento de grãos, e 1% já alcançou a maturação.

As precipitações ocorridas entre 20 de novembro e 1º de dezembro ajudaram a melhorar os níveis de umidade do solo, trazendo alívio aos produtores. No entanto, a estiagem no início de novembro provocou impactos em áreas que enfrentaram déficit hídrico entre o final de outubro e meados de novembro. Nessas regiões, as perdas de produtividade são consolidadas e variam de acordo com a intensidade e a duração do estresse hídrico. Ainda assim, caso o regime de chuvas permaneça favorável, a expectativa é de que a produção deste ano supere a safra anterior.

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Nas áreas irrigadas, o cenário é mais otimista, com potencial produtivo elevado. A alta disponibilidade de radiação solar durante o dia e as temperaturas amenas à noite favorecem o desenvolvimento das plantas, sustentando boas perspectivas para a colheita.

As práticas de manejo variam de acordo com o estágio de desenvolvimento das lavouras. Nas áreas em semeadura, germinação e desenvolvimento inicial, os produtores têm realizado adubações e controle de plantas daninhas. Em casos pontuais, inseticidas e fungicidas são aplicados quando há necessidade de controle. Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 748.511 hectares, com uma produtividade média esperada de 7.116 kg/ha.

O preço médio da saca de 60 kg de milho registrou uma leve queda de 0,25% em relação à semana anterior, passando de R$ 68,17 para R$ 68,00, de acordo com o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Produtores e pesquisadores apresentam relatório de gestão integrada dos recursos hídricos


Um relatório sobre a Gestão dos Recursos Hídricos Superficiais e Subterrâneos no Oeste da Bahia, foi apresentado por produtores rurais e pesquisadores aos promotores públicos do estado da Bahia e aos técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). 

A reunião para a apresentação dos resultados do projeto foi realizada nesta quinta-feira (5), com representantes das associações Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) em Salvador (BA).

De acordo com as entidades, esta também foi considerada a primeira reunião do grupo de trabalho, capitaneada pela Sema, que vai possibilitar uma integração para geração de dados consolidados sobre a Gestão dos Recursos Hídricos Superficiais e Subterrâneos no Oeste da Bahia.

Executores da pesquisa de monitoramento no Oeste, os pesquisadores das universidades federais de Viçosa (UFV) e do Rio de Janeiro (UFRJ), Everardo Mantovani, Marcos Heli, Michel Castro e Gerson Cardoso, levaram os resultados dos monitoramentos do regime de chuvas e das águas superficiais e subterrâneas do Aquífero Urucuia. 

Cooperação

Dentro do convênio de cooperação técnica já firmado entre a Sema, Inema, Aiba e UFV, foi estabelecida a proposta de atualização do plano de trabalho para o próximo ano.

Um dos objetivos é aumentar a periodicidade dos encontros técnicos para avançar nas próximas etapas do projeto de monitoramento dos recursos hídricos.

reunião de apresentação dos resultados do monitoramento e gestão dos recursos hídricos do oeste da bahiareunião de apresentação dos resultados do monitoramento e gestão dos recursos hídricos do oeste da bahia
Foto: Divulgação

Os esforços também se concentrarão na instalação de estações pluviométricas e fluviométrica para medir os índices de precipitação de chuvas e os níveis dos rios da região.

O Inema apresentou a estrutura de monitoramento do estado, reforçando a importância da ampliação da infraestrutura na região. 

A diretora-geral do Inema, Maria Amélia Lins, defende a gestão integrada dos dados coletados sobre os recursos hídricos da região, que deve ser disponibilizada em portal eletrônico, evidenciando o trabalho já desenvolvido pelo órgão na disponibilização dos dados hidrológicos do estado.

“É muito importante este convênio de cooperação para aumentar a estrutura de monitoramento e que esses dados a serem divulgados em um portal como forma de gerar mais transparência e credibilidade e amparar novos estudos e políticas públicas”, afirma.

No encontro, a Sema, representada pelo chefe de gabinete, André Ferraro, também acredita na parceria com o setor produtivo para ampliar e modernizar a rede hidrológica e o fornecimento de dados para melhor gerenciamento e monitoramento das águas no oeste.

Com a participação dos promotores, Augusto Matos, Eduardo Bittencourt e Luciana Khoury, a segunda etapa de apresentações do projeto se aprofundou na importância da fiscalização e do diálogo na gestão dos recursos hídricos, reforçando a necessidade de um manejo sustentável para enfrentar desafios, como a escassez hídrica.

O encontro, segundo os presentes, foi considerado um marco na busca por soluções inovadoras e sustentáveis para a preservação ambiental e o equilíbrio do desenvolvimento no estado. 

Além de Júlio Busato, a Abapa foi representada pela vice-presidente, Alessandra Zanotto Costa, que assumirá a entidade no biênio 2025/26. “Estes dois encontros, com os órgãos ambientais e com o Ministério Público, demonstram o quanto nós produtores contribuímos com pesquisas sérias e dados confiáveis sobre tudo o que cerca o nosso negócio”, afirma.

Também participaram do evento, o presidente da Aiba, Odacil Ranzi, e o vice-presidente, Moisés Schmidt, também executores do projeto do estudo do potencial hídrico do oeste da Bahia, inspirado em Nebraska, nos Estados Unidos, um grande pólo agrícola, considerado um modelo de gestão dos recursos hídricos compatibilizado com o uso na agricultura. 

Entusiasta e defensor do projeto, o deputado estadual, Eduardo Salles, acompanhou a comitiva na articulação entre o setor produtivo e o poder público.

Pela Aiba, também acompanharam os encontros a gerente de sustentabilidade da entidade, Éneas Porto; a especialista em recursos hídricos da Aiba, Glaucia Araújo e as analistas ambientais, Raquel Paiva e Lívia Ribeiro. Pela Abapa, o gerente executivo, Gustavo Prado, e a coordenadora de sustentabilidade, Yanna Costa.


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acordo prevê tarifa zero para frutas, café e outros produtos brasileiros, além de cotas importantes



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, classificou nesta sexta-feira (6), o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia como “muito importante” para a agropecuária brasileira.

“Hoje é um dia histórico para a diplomacia, em especial, a brasileira. Um dia histórico, graças à interferência e à dedicação do presidente Lula, conseguimos formalizar o acordo entre Mercosul e União Europeia. Buscávamos esse acordo há 25 anos, que é muito importante para a nossa agropecuária”, afirmou Fávaro em vídeo publicado nas redes sociais.

O anúncio da conclusão definitiva do tratado comercial foi feito durante a Cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. Os textos acordados serão divulgados nos próximos dias, segundo o Ministério da Agricultura. O tratado ainda precisará ser traduzido, revisado juridicamente, assinado e ratificado pelos Parlamentos dos países do Mercosul e da União Europeia (UE).

Para Fávaro, o acordo vai permitir maior “liberdade comercial” para exportação de produtos agropecuários do Brasil. “Esse acordo prevê, por exemplo, tarifa zero para frutas, café e outros produtos brasileiros e cotas importantes (com tarifas reduzidas) para exportação de açúcar, carne de frango, carne bovina e etanol”, detalhou o ministro.

Segundo Fávaro, o Brasil vai mostrar a sua competência com o acordo, podendo acessar mercado relevante, como a União Europeia. “O presidente Lula se dedicou, todos nós trabalhamos e o resultado está aí. Com a tradução do acordo, a implementação dele nos próximos meses, vamos aproveitar as oportunidades econômicas. O Brasil e o Mercosul ganham muito com esse acordo formalizado”, concluiu.





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atenção às chuvas intensas previstas!



Nesta semana, a previsão do tempo para as regiões produtoras de soja no Brasil indica uma tendência de boas condições para o manejo da lavoura em diversas áreas. Mas, atenção à previsão do tempo, pois há alerta para fortes chuvas que devem atingir algumas regiões, com risco de alagamentos e danos às atividades agrícolas.

O tempo pelo Brasil

No Centro-Oeste e Sudeste, as condições climáticas são favoráveis para os produtores da soja, com boa umidade do solo e chuvas moderadas previstas para os próximos dias. A expectativa é de acumulados de até 30 mm, o que irá auxiliar nos trabalhos de campo, como a aplicação de adubação e outros manejos necessários. Essas regiões devem aproveitar o período para avançar nas atividades agrícolas, pois há previsão de uma nova frente fria com chuvas a partir da próxima semana, que poderá trazer mais umidade.

Em Mato Grosso do Sul, as chuvas retornaram, mas algumas áreas, principalmente na fronteira com o Uruguai, ainda enfrentam um cenário mais seco. No Centro-Norte de Minas Gerais, a situação também é favorável, mas o estado da Bahia e partes do Piauí precisam de mais chuvas, especialmente no Centro-Norte do Maranhão. O Centro-Sul do Pará também apresenta mudanças no clima, com chuvas chegando a essas áreas, mas o produtor da faixa norte do estado ainda aguarda um aumento na precipitação.

Muita chuva na lavoura de soja!

No entanto, o destaque da previsão fica por conta das fortes chuvas previstas para o Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e extremo Sul de São Paulo. Para o final de semana, a previsão aponta para acumulados que podem superar 200 mm em algumas áreas. Esse volume elevado de chuva pode prejudicar as atividades de campo, ocasionando alagamentos, deslizamentos de terra e até transbordamento de rios, colocando em risco a infraestrutura e as lavouras.

A previsão é ainda mais preocupante para regiões como o Sul do Rio Grande do Sul, Norte de Santa Catarina e Estado do Paraná, onde o volume de precipitação pode superar 250 a 300 mm em um curto período, o que representa um risco de enchentes e danos consideráveis para a produção agrícola. Além disso, a chuva será acompanhada de granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h, aumentando ainda mais os riscos de danos às lavouras e à infraestrutura local.



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Tereza Cristina diz esperar que agora acordo Mercosul-UE realmente caminhe



A ex-ministra da Agricultura e senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que espera que agora o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) “realmente caminhe”. “Estamos prontos no Senado Federal para examinar o anúncio de Montevidéu, que contempla as negociações de 2023”, afirmou a senadora em publicação na rede social X, antigo Twitter.

A declaração da ministra ocorre após o acordo também ter tido sua conclusão anunciada em 2019, mas não avançar nas fases seguintes.

O anúncio da conclusão definitiva do tratado comercial foi feito nesta sexta-feira durante a Cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. Os textos acordados serão divulgados nos próximos dias, segundo o Ministério da Agricultura.

O tratado ainda precisará ser traduzido, revisado juridicamente, assinado e ratificado pelos Parlamentos dos países do Mercosul e da União Europeia (UE).

Tereza Cristina participou, na época como ministra, ativamente das negociações do capítulo agrícola em 2019.

“Nunca é tarde para se ouvir a verdade – os europeus admitem que o Acordo Mercosul-UE é bom para a Europa e nenhum padrão na qualidade de alimentos será quebrado. É um ganha-ganha. Sabemos desde 2019, quando fechamos em Bruxelas a parte comercial do tratado, traduzido e revisado durante dois anos – e que depois ficou emperrado pelo que chamo de protecionismo verde”, afirmou a senadora.

A senadora também transcreveu a fala da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na qual ela disse que o “acordo é uma vitória para a Europa”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de feijão enfrenta impacto da seca no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, a produção de feijão da primeira safra está sendo impactada pela irregularidade hídrica no Rio Grande do Sul. A escassez de chuvas resultou em desuniformidade no desenvolvimento das lavouras, com variações expressivas no potencial produtivo, especialmente nas áreas de sequeiro.

A semeadura foi concluída nas regiões que adotam o sistema de duas safras e está prestes a começar nos Campos de Cima da Serra, área responsável por cerca de 40% do cultivo e 50% da produção estadual de feijão na primeira safra. Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 28.896 hectares, com produtividade média prevista de 1.864 kg/ha.

Nas lavouras de sequeiro, o déficit hídrico gerou queda de folhas, flores e falhas na fecundação. Em contrapartida, as lavouras irrigadas têm apresentado desenvolvimento satisfatório.

Na região de Ijuí, 21% das lavouras estão em fase vegetativa, 35% em floração, 35% em enchimento de grãos, 7% em maturação, e 2% já foram colhidas. O uso de inseticidas tem sido necessário para controlar pragas como lagartas e percevejos. Em Pelotas, a semeadura atingiu 73% da área projetada, com 69% das plantas em estádio vegetativo, 22% em florescimento e 9% em enchimento de grãos.

Na região de Santa Maria, o regime de chuvas é favorável. Em Nova Palma, principal município produtor, 15% das lavouras estão em floração, 35% em formação de vagens, 40% em enchimento de grãos e 10% em maturação.

Já em Soledade, onde 98% das lavouras estão em fase reprodutiva, o déficit hídrico também trouxe perdas de produtividade. A região enfrenta aumento de doenças como antracnose e de pragas como tripes e ácaros, favorecidas pelo clima seco.

A comercialização do feijão sofreu desvalorização no Estado. O preço médio da saca de 60 kg caiu 8,88% em relação à semana anterior, passando de R$ 298,57 para R$ 272,06.





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Antes de assinatura, acordo Mercosul-UE passará por revisão legal e tradução para 25 línguas



Após concluir as negociações do Acordo de Parceria, anunciado nesta sexta-feira (6), Mercosul e União Europeia ainda precisam vencer algumas etapas para que o tratado entre os blocos entre efetivamente em vigor.

“As partes pacificaram o entendimento em todos os textos, seja nos temas objeto de reabertura, seja naquelas pendências que persistiam desde 2019. A conclusão das negociações, contudo, não produz efeitos jurídicos imediatos, que ocorrem apenas com a assinatura e entrada em vigor do acordo”, informou o governo brasileiro em documento divulgado nesta sexta-feira.

A partir de agora, Mercosul e União Europeia iniciam a preparação dos textos para a assinatura, passando pelas seguintes etapas:

Em estágio avançado, acordo será revisado para assegurar a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural.

Tradução

Após a revisão legal, o acordo é traduzido do inglês para as 23 línguas oficiais da União Europeia e as duas línguas oficiais do Mercosul, português e espanhol.

Assinatura

Concluídas as etapas de revisão e tradução, o acordo estará pronto para ser assinado, com a manifestação formal das partes por sua aceitação.

Internalização

Com o acordo assinado, ele será submetido a processos internos de aprovação nos países que formam os dois blocos. No Brasil, esse caminho envolve os Poderes Executivo e Legislativo, com necessidade de aprovação do Congresso Nacional.

Ratificação

Com a finalização dos trâmites internos, as partes fazem uma notificação e ratificam o compromisso de cumprir o acordo.

Vigência

O acordo entrará em vigor e produzirá efeitos jurídicos no primeiro dia do mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos.

O acordo de parceria entre os blocos estabelece a possibilidade de vigência bilateral. Assim, bastaria que a União Europeia e o Brasil – ou qualquer outro País do Mercosul – concluam o processo de ratificação para a sua entrada em vigor bilateralmente entre tais partes.

Longo período de negociação

As tratativas para o fechamento do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que reunirá 700 milhões de consumidores, se estenderam ao longo de 25 anos.

As discussões para o tratado tiveram grande avanço em 2019, quando houve um “acordo político”, que acabou emperrado pela resistência de diversos países europeus, notadamente a França, que enfatizou as críticas a questões ambientais.



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