terça-feira, julho 14, 2026

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Viu isto? Polícia apreende aviões e dezenas de veículos de quadrilha que deu golpe de R$ 40 mi em produtores


Uma megaoperação realizada pela Polícia Civil de Goiás desmantelou uma quadrilha que aplicava golpes milionários em produtores rurais. A ação, chamada de Operação Deméter, resultou na apreensão de 468 veículos, dois aviões, sete imóveis e no bloqueio de contas bancárias que somam cerca de R$ 19 milhões. A notícia foi uma das mais lidas no portal do Canal Rural na última semana.

As investigações começaram em junho, após a denúncia de que um corretor de grãos em Rio Verde (GO) teria aplicado um golpe e fugido do país. Desde então, a Polícia Civil identificou 13 vítimas e prejuízos estimados em R$ 40 milhões.

alguns dos veículos apreendidos em poder dos criminososalguns dos veículos apreendidos em poder dos criminosos
Foto: Policia Civil de Goiás

A organização criminosa era especializada em crimes como sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e estelionato. Os mandados judiciais foram cumpridos nos dias 28 e 29 de novembro, em cidades goianas como Morrinhos, Goiânia, Santo Antônio da Barra e Montividiu, além de uma operação internacional nos Estados Unidos. Dois investigados permanecem foragidos.

O nome “Deméter” faz referência à deusa grega da agricultura, destacando que as vítimas da quadrilha eram produtores rurais. Segundo a Polícia Civil, a operação foi coordenada pelo Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais de Rio Verde (8ª DRP).



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“Acordo Mercosul e UE é marco histórico”, diz ABIEC



“Pelo alcance desta conquista, agradecemos os esforços continuados”



Segundo a entidade, o tratado reforça a complementaridade entre as produções das nações envolvidas
Segundo a entidade, o tratado reforça a complementaridade entre as produções das nações envolvidas – Foto: Pixabay

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) celebrou a concretização do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul, após 25 anos de negociações. Em nota oficial, a entidade destacou que a formalização do tratado representa um marco diplomático histórico, com potencial para transformar de maneira duradoura as relações comerciais entre as duas regiões.  

A ABIEC, que integra o Foro Mercosul da Carne (FMC) junto a representantes das cadeias produtivas de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, tem defendido a oficialização do acordo há mais de duas décadas. A associação expressou gratidão aos esforços do Governo Brasileiro, do Itamaraty e das entidades governamentais e diplomáticas de todos os países do Mercosul para alcançar essa conquista.  

Segundo a entidade, o tratado reforça a complementaridade entre as produções das nações envolvidas. No caso do setor de carne bovina brasileiro, a ABIEC manifestou o desejo de ampliar parcerias com o setor europeu, sinalizando o alinhamento estratégico entre os dois mercados.  

Apesar de o acordo ainda não entrar em vigor imediatamente, a sua assinatura é considerada um avanço significativo para a integração econômica entre Mercosul e União Europeia. A ABIEC ressaltou que aguarda com expectativa os próximos desdobramentos do tratado e suas implicações para o comércio global.

“Pelo alcance desta conquista, agradecemos os esforços continuados do Governo Brasileiro e do Itamaraty, bem como das entidades governamentais e diplomáticas de todos os países do bloco. Importante salientar que o acordo visa a complementaridade da produção, entre as nações do Mercosul e da Europa. Em específico, o setor da carne bovina no Brasil reforça o seu desejo de parceria com o mesmo setor na Europa. Embora sua entrada em vigor não seja imediata, a assinatura do acordo já representa um avanço significativo”, diz a nota.

 





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Folha da fruta-do-conde tem substância que combate dores, inflamações e artrite, mostra pesquisa


Pesquisadores identificaram nas folhas da árvore da fruta-do-conde ou pinha (Annona squamosa) uma substâncias com ação analgésica, anti-inflamatória, anti-hiperalgésica (combate à dor persistente) e antiartrítica.

Os resultados da investigação, apoiada pela Fapesp por meio de cinco projetos, foram divulgados na revista Pharmaceuticals.

O trabalho envolveu cientistas das universidades Federal da Grande Dourados (UFGD), Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp). O grupo avaliou o extrato metanólico da planta (o metanol é usado como solvente e depois removido por evaporação, obtendo-se um extrato seco) e uma substância isolada denominada palmatina.

Antiviral e anti-inflamatória

A Annona squamosa já é usada em diversos países com fins medicinais e é empregada na medicina popular para tratar dor e artrite substânciasA Annona squamosa já é usada em diversos países com fins medicinais e é empregada na medicina popular para tratar dor e artrite substâncias
Foto: Marcos José Salvador/Fapesp

Como explicam os autores, a annona squamosa já é usada em diversos países com fins medicinais e é empregada na medicina popular para tratar dor e artrite. Foram observadas diversas propriedades farmacológicas, por exemplo, gastroprotetora, antibacteriana, antiviral e anti-inflamatória.

Ela representa uma possível opção aos principais tratamentos farmacológicos para dor, os analgésicos opioides e os anti-inflamatórios não esteroides, cujo uso prolongado pode causar vários efeitos colaterais, como dependência, úlceras e eventos trombóticos cardiovasculares.

Também pode ser alternativa aos principais medicamentos contra inflamação, como os análogos dos glicocorticoides e os anti-inflamatórios não esteroides, que em tratamentos crônicos podem levar à insuficiência adrenal e resistência à insulina, entre outros problemas.

“Em vista disso, o objetivo do estudo foi investigar o potencial analgésico, antiartrítico e anti-inflamatório do extrato metanólico e da palmatina, obtidos a partir da annona squamosa”, conta o professor titular do Departamento de Biologia Vegetal da Unicamp e coautor da pesquisa, Marcos José Salvador.

Testes em camundongos

Para isso, as folhas da planta passaram por um processo de secagem e foram transformadas em pó. Então, extraíram-se as substâncias que seriam analisadas.

O extrato metanólico e o alcaloide palmatina foram administrados oralmente em camundongos, sendo estudados em diferentes modelos experimentais, incluindo pleurisia (inflamação das pleuras, membranas que revestem os pulmões e a parede torácica) induzida por uma substância chamada carragenina; inflamação articular induzida por zimosana; e hiperalgesia mecânica (sensibilidade elevada a estímulos dolosos) induzida por TNF (fator de necrose tumoral, proteína sinalizadora produzida por células de defesa e que desempenha papel crucial na regulação da resposta imune).

“Os resultados mostraram que o extrato metanólico e a palmatina extraídos da a. squamosa têm potencial analgésico e anti-inflamatório. A palmatina tem ainda propriedades anti-hiperalgésicas, que podem envolver a inibição da via mediada pelo fator de necrose tumoral”, explica Salvador. “Concluímos também que a palmatina pode ser um dos constituintes responsáveis pelas propriedades antiartríticas da planta.”

Necessidade de novos estudos

As conclusões obtidas na análise são muito relevantes e ajudam a comprovar os efeitos terapêuticos das amostras analisadas e a elucidar seus mecanismos de ação, que ainda não foram totalmente esclarecidos. Entretanto, novos estudos precisam ser feitos antes que possam ser utilizados na prática para o tratamento de doenças.

“Mais estudos são necessários para avaliar se, em outras formulações, seriam alterados os efeitos e as propriedades farmacocinéticas da palmatina”, afirma o pesquisador, ressaltando também ser necessárias novas pesquisas para avaliar a toxicidade dos compostos e as doses necessárias para obter o efeito terapêutico para uso clínico.

O artigo Analgesic and Anti-Arthritic Potential of Methanolic Extract and Palmatine Obtained from Annona squamosa Leaves pode ser lido aqui.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Anemia ferropriva em suínos pode ser prevenida



“Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro”



"Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro"
“Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro” – Foto: Embrapa – MORÉS, Nelson

A anemia ferropriva é uma condição comum em leitões recém-nascidos, especialmente em sistemas de produção intensiva, onde o acesso ao Ferro natural é limitado. De acordo com Marcella Vilhena, médica-veterinária e gerente de marketing da Syntec, o Ferro é essencial para a formação da hemoglobina, proteína que transporta oxigênio no sangue. A deficiência desse mineral pode causar fraqueza, palidez e baixo ganho de peso, comprometendo o crescimento e a saúde dos animais.

Nas primeiras semanas de vida, o colostro das matrizes fornece quantidades limitadas de ferro, insuficientes para as necessidades dos leitões. Por isso, a suplementação desse mineral logo após o nascimento é imprescindível. O ferro pode ser administrado por injeções ou suplementação na ração ou líquidos, garantindo não apenas a prevenção da anemia, mas também o fortalecimento do sistema imunológico e a melhoria na eficiência alimentar.

Além de prevenir problemas de saúde nos animais, a suplementação de ferro contribui para a produtividade e a rentabilidade das granjas, promovendo um melhor desempenho zootécnico. Para atender essa necessidade, a Syntec disponibiliza o Dosefer, um medicamento injetável que combina Ferro Elementar e Vitamina B12, indicado para tratar anemias causadas por déficit nutricional, doenças parasitárias e outras condições que afetam a saúde dos suínos.

“Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro – que é o primeiro leite materno – é limitada, o que torna esses animais vulneráveis à deficiência. Em consequência, a falta desse nutriente pode causar a anemia ferropriva, que pode causar alguns sintomas característicos como fraqueza, palidez e baixo ganho de peso, prejudicando o bem-estar animal”, esclarece Marcella.

 





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Embrapa moderniza plataforma interativa sobre logística para o agro


A Embrapa lançou na última semana uma nova versão do Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária Brasileira (Site-MLog). A apresentação da plataforma ocorreu durante reunião da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio (CTLog) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na sede da Embrapa Territorial, em Campinas, São Paulo.

Gratuita e acessível pelo portal da Embrapa, a ferramenta oferece informações atualizadas sobre dez cadeias produtivas: algodão, bovinos, café, cana-de-açúcar, galináceos, laranja, madeira para papel e celulose, milho, soja e suínos.

Mapas e gráficos

Macrologística Agropecuária EmbrapaMacrologística Agropecuária Embrapa
Foto: Reprodução

Capaz de gerar milhares de mapas e gráficos sobre a produção e a exportação dessas cadeias, o Site-MLog agora inclui painéis interativos que permitem análises personalizadas sobre produção, exportação, armazenagem, processamento e demanda por insumos agrícolas.

A primeira versão do sistema foi criada em 2018, a pedido do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para integrar dados que antes estavam dispersos em bancos de diferentes fontes.

“A grande vantagem do Site-MLog é a economia de tempo e a padronização das informações, que agora estão organizadas e acessíveis em uma única interface. Isso facilita análises rápidas e estratégias mais eficientes para o setor agropecuário”, afirma o chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti.

Séries históricas e concentrações regionais

Na nova versão, os dados de produção agropecuária estão disponíveis em uma série histórica que vai de 1990 a 2023. É possível visualizar no mapa ou em uma tabela qual o volume e valor obtido em cada microrregião do país. O mesmo painel apresenta um mapa com a concentração espacial da produção, organizando as localidades em quatro grupos, chamados de quartéis.

Um exemplo é o dado de concentração da produção de milho: apenas quatro microrregiões são responsáveis por 25% de toda a produção nacional. Na criação de bovinos, a concentração é um pouco menor; ainda assim, um quarto da produção está em apenas 21 das 557 microrregiões brasileiras.

O sistema também permite obter esse indicador no contexto de apenas uma unidade federativa ou uma das cinco grandes regiões. Por exemplo, a microrregião de Bauru não está no grupo das que respondem por 25% da produção nacional de bovinos; mas, quando se considera apenas o estado de São Paulo, figura entre as quatro que concentram um quarto do rebanho.

“Esse indicador de concentração ajuda a definir prioridades para políticas públicas e investimentos privados. Ele permite identificar quais áreas merecem atenção especial, seja para fomentar a produção ou melhorar a infraestrutura existente”, explica o analista da Embrapa André Farias.

“Por exemplo, alguém pode fazer uma simples seleção e obter as regiões que concentram 25%, 50% e 75% da produção de soja no Brasil. A partir desses cenários, pode-se estabelecer uma estratégia diferenciada de investimento para a cultura, com redução de tempo e de recursos empregados”, detalha Farias.

Monitoramento de rotas e subprodutos na plataforma

Exportação histórica de soja no Porto de Paranaguá.Exportação histórica de soja no Porto de Paranaguá.
Foto: Ivan Bueno/Embrapa

Na área dedicada à exportação, o usuário encontra o volume e o valor da exportação agropecuária registrado em cada microrregião do país, para os dez produtos que integram o Site-MLog, entre 1997 e 2023. Também estão disponíveis dados por subproduto. Por exemplo, a microrregião do sudoeste de Goiás colocou 10 milhões de toneladas de soja no mercado internacional, no ano de 2023, o que gerou US$ 5,3 bilhões.

Desse volume, 12% foram exportados na forma de farelo e 1,8% como óleo de soja. O sistema ainda mostra qual o volume e valor exportado por porto ou terminal de escoamento, bem como os países de destino. O Porto de Santos é ponto de partida da maior parte das cargas para oito das dez cadeias produtivas. Galináceos e suínos são exceção e têm grande parcela dos embarques nos portos da região Sul, onde também está concentrada a produção.

Bacias logísticas

Com os dados de produção e exportação do Site-MLog, a Embrapa Territorial analisou por qual porto cada microrregião brasileira exportadora embarca grãos (soja e milho) para o mercado internacional. A partir dessa informação, delimitou oito bacias logísticas, áreas do território nacional que preferencialmente enviam cargas para o exterior pelo mesmo terminal marítimo.

Assim, é possível visualizar, facilmente, no mapa, que até mesmo municípios no extremo oeste de Mato Grosso, quase na fronteira com a Bolívia, exportam preferencialmente pelo porto de Santos. Já para o extremo norte do estado, a rota para os portos do Pará e Amapá mostrou-se mais atrativa.

O conceito das bacias logísticas foi desenvolvido na primeira versão do Site-MLog. A nova plataforma traz a configuração atualizada com dados de 2023. Para o chefe-geral do centro de pesquisa, o conceito e a delimitação das bacias logísticas estão entre as principais contribuições da ferramenta.

Spadotti destaca que essas análises são fundamentais para planejar melhorias na infraestrutura logística. “A partir da configuração dessas bacias logísticas, identificamos os principais gargalos no escoamento de grãos para a exportação e pudemos propor a priorização de obras para solucioná-los”, conta.

Armazenagem e processamento

Uma das principais inovações da nova versão do Site-MLog é a localização dos estabelecimentos nos quais parte da produção é estocada ou processada. Os mapas identificam armazéns, usinas de açúcar e etanol, frigoríficos e outros estabelecimentos que processam carnes, além de beneficiadoras de algodão, milho e soja.

A filtragem de informações no painel permite saber que a maior parte dos armazéns do Nordeste é do tipo convencional, mas a capacidade instalada está concentrada nos de categoria graneleiro e nas baterias de silos.

A microrregião de Barreiras (BA) tem a maior quantidade de armazéns: são 449 unidades. Neles, é possível estocar até 5,2 milhões de toneladas de grãos. O sistema apresenta o nome, tipo, endereço e capacidade instalada de cada um deles.

Navegando pelos painéis sobre as estruturas de processamento, o usuário descobre que há 22 usinas produtoras de etanol de milho em operação no país, além de 11 projetadas e 9 em processo de autorização para construção. Diferentemente das que processam apenas cana-de-açúcar, elas estão concentradas na Região Centro-Oeste.

A analista da Embrapa Jaudete Daltio conta que a armazenagem já estava presente nos estudos logísticos da primeira versão do Site-MLog e, agora, esses dados são apresentados também na forma de painéis dinâmicos. O objetivo é ampliar o entendimento sobre os caminhos dos produtos até o destino. “Mostramos o que uma localidade produziu e para onde está exportando, mas e o meio do caminho? O tema era, de fato, muito relevante”, declara.

Farias avalia que regiões com mais estruturas de estocagem e processamento oferecem aos agricultores e pecuaristas melhores condições de negociar sua produção. “Ter uma condição adequada de armazenagem permite que os produtores tenham condição de escolher o período favorável à comercialização.

Da mesma forma, as unidades de beneficiamento representam uma possibilidade de ganho e de agregação de valor aos produtos. Regiões que não têm essas estruturas ficam mais condicionadas a uma única via e isso pode trazer vulnerabilidade. Por isso, nessa segunda versão da plataforma, representamos essa diversidade e complexidade da logística da agropecuária, que não é apenas produção, nem apenas levar ao porto”, explica.

Demanda por nutrientes agrícolas

A eficiência da logística agropecuária também é importante para o suprimento de insumos no campo, em especial os nutrientes agrícolas. Pela primeira vez, o Site-MLog apresenta um mapa interativo com a quantidade demandada de calcário, gesso e nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) de sete culturas agrícolas: algodão, café, cana-de-açúcar, eucalipto, laranja, milho e soja.

O analista da Embrapa Rafael Mingoti conta que as estimativas de demanda foram feitas considerando não só o volume de produção de cada microrregião, mas também a taxa de exportação de nutrientes, com base em dados retirados de artigos científicos.

“As estimativas foram feitas com o método científico, baseado em indicadores de pesquisa, mostrando a quantidade de nutrientes que se deve repor no solo após o cultivo. Esse levantamento feito para tantas culturas e para o Brasil todo é inédito”, destaca. O Sistema apresenta também mapas indicando onde há disponibilidade de nutrientes no território nacional para atender a demanda.

O Site-MLog conta ainda com uma área de estudos logísticos, com publicações técnicas e científicas, e análises feitas pela Embrapa Territorial a partir da ferramenta, desde 2018.

Plataforma: dados brutos em mapas interativos

Desde a primeira versão, a construção do Site-MLog envolve muito mais do que coletar informações e disponibilizá-las em uma única plataforma. O tratamento dos dados brutos exige análises cuidadosas e discussões de equipe para padronizar unidades de medida, agregar categorias e fazer adaptações. A série histórica do painel de produção começa em 1990 e a de exportação, em 1997.

Nesse longo período, houve alterações de metodologia na obtenção dos dados pelos institutos de pesquisa, países foram desmembrados ou unificados, entre outras mudanças. Tudo isso precisa ser tratado para que seja possível estabelecer comparações.

A apresentação dos dados sobre exportação já existia na primeira versão, mas a maneira como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) os disponibiliza mudou. A forma como os dados são disponibilizados mudou ao longo do tempo, o que trouxe um desafio para a equipe. “Isso trouxe um complicador: como manter as possibilidades de análises que tínhamos com dados que agora são diferentes”, conta Daltio.

Outra mudança importante está na forma de apresentar o destino das exportações. A primeira versão considerava apenas os portos, que eram 15. Agora, passaram a ser contempladas todas as unidades em que a Receita Federal registra saída de produtos para o mercado internacional, o que inclui municípios fronteiriços e outros pontos de escoamento.

A analista da Embrapa detalha que “todo esse esforço é um trabalho de formiguinha. Quando você pega o volume dos dados, os registros puros de exportação, você só tem uma planilha. O nosso papel é qualificar esses números e espacializar em mapas, para apresentar uma ferramenta que permita ao usuário transformá-los em informação que apoie sua tomada de decisão”.



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mais do que um incômodo para cães e gatos



Esses insetos têm um ciclo de vida de cerca de quatro meses



Esses insetos têm um ciclo de vida de cerca de quatro meses
Esses insetos têm um ciclo de vida de cerca de quatro meses – Foto: Pixabay

As pulgas são um dos ectoparasitas mais desafiadores para tutores de cães e gatos, causando problemas que vão além da dermatite alérgica. Segundo a médica-veterinária Patrícia Guimarães, da Vetoquinol Saúde Animal, essas infestações podem prejudicar tanto a saúde dos pets quanto a de seus tutores, devido à capacidade das pulgas de transmitir parasitas intestinais, como o Dipylidium caninum, uma zoonose.  

Esses insetos têm um ciclo de vida de cerca de quatro meses, com apenas 5% das pulgas adultas no corpo do animal e 95% nas formas imaturas espalhadas pelo ambiente. Além disso, as pulgas podem detectar vibrações e calor para saltar sobre os animais, iniciando sua alimentação à base de sangue, que provoca coceira, vermelhidão e até fraqueza.  

Outro aspecto preocupante é o papel das pulgas como hospedeiras intermediárias de parasitas. Ao se coçar, o pet pode ingerir o inseto infectado, permitindo que vermes eclodam em seu intestino, gerando sintomas como cólicas, diarreia e perda de peso.  Para controle eficaz, produtos como a coleira Frontmax® são recomendados. Resistente e à prova d’água, ela oferece proteção contra pulgas, carrapatos e o vetor da leishmaniose por até oito meses, destacando-se como uma solução prática para tutores preocupados com o bem-estar dos pets.  

 “Pulgas Ctenocephalides spp. infectadas podem facilmente transmitir larvas de vermes, como o Dipylidium caninum para cães e gatos. No momento em que o animal se coça como reação instintiva às picadas, ele pode acabar ingerindo o inseto. Depois, o verme eclode no intestino delgado do novo hospedeiro, desenvolvendo quadros clínicos que variam entre assintomáticos à cólicas, diarreia com muco, desconforto e prurido na região anal, perda de peso, entre outros”, completa a especialista da Vetoquinol.

 





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Nutrição foliar aumenta produtividade em até 30%


Segundo o engenheiro agrônomo Bruno Neves, gerente de portfólio da Kimberlit Agrociência, os fertilizantes foliares estão se consolidando como uma ferramenta indispensável na agricultura moderna. A técnica, que complementa a nutrição radicular, destaca-se por sua eficiência em condições adversas, como estresse ambiental e baixa disponibilidade de nutrientes no solo.

De acordo com Neves, a aplicação de nutrientes via folhas permite respostas mais rápidas em comparação ao método convencional pelo solo. “Essa abordagem reduz perdas como lixiviação, volatilização e adsorção, otimizando a absorção pelas plantas, especialmente de micronutrientes”, afirma o especialista.

A evolução dos fertilizantes foliares vai além dos nutrientes básicos. Produtos modernos incluem substâncias biofisiológicas, como aminoácidos e reguladores vegetais, que ajudam as plantas a superar estresses abióticos, como seca e altas temperaturas. “Os aminoácidos livres de alta qualidade são fundamentais para melhorar a eficiência metabólica das plantas e promover maior produtividade”, explica Neves.

Além disso, a aplicação foliar é particularmente vantajosa em momentos críticos do ciclo de cultivo, como a floração e a frutificação. “Reguladores como auxinas e giberelinas desempenham papéis essenciais na divisão celular, no enraizamento e na arquitetura da planta, impactando diretamente na qualidade e no volume da colheita”, complementa.

Segundo estudos mencionados por Bruno Neves, a utilização de fertilizantes foliares pode elevar a produtividade em até 30%, dependendo da cultura e das condições ambientais. Essa eficiência agronômica também reduz o impacto ambiental, já que permite a aplicação de menores volumes de produtos, sem comprometer os resultados.

O engenheiro destaca que, apesar de ainda gerar dúvidas entre agricultores, a prática tem embasamento científico sólido e deve ser vista como parte de um manejo integrado eficiente. “A combinação de nutrientes essenciais com tecnologias avançadas permite que as plantas expressem todo seu potencial genético, promovendo maior produtividade e sustentabilidade”, conclui.





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Mercado da soja tem semana lenta; confira a análise completa



O mercado brasileiro da soja registrou mais uma semana marcada pela lentidão nas negociações e pela dificuldade em estabelecer bases de preços, com uma diferença significativa entre as ofertas dos compradores e as expectativas dos vendedores.

Já no mercado externo, os contratos de soja em Chicago demonstraram uma leve recuperação, embora moderada, enquanto o dólar apresentou um pequeno recuo, permanecendo em torno de R$ 6,00.

No Brasil, os produtores estão concentrados no acompanhamento da fase final do plantio, com expectativas positivas para a safra. O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, e o otimismo é grande quanto à possibilidade de uma safra recorde, com estimativas superiores a 170 milhões de toneladas.

De acordo com o último relatório de Safras & Mercado, divulgado nesta sexta-feira (6), 95,6% da produção projetada da safra 2023/24 de soja já foi negociada. Esse número representa um pequeno avanço em relação ao mês anterior (8 de novembro), quando a comercialização estava em 92,6%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a negociação estava em 92,7%, e a média de comercialização nos últimos cinco anos para o período é de 95%.

Considerando a estimativa de uma safra de 171,78 milhões de toneladas, Safras & Mercado projeta uma comercialização antecipada de 31,2%, o que corresponde a aproximadamente 53,6 milhões de toneladas. Em 2023, o percentual de comercialização antecipada era de 27%, enquanto a média histórica para o período é de 35,5%. No relatório anterior, o número era de 28,2%.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá fazer apenas ajustes pontuais nas estimativas de estoques mundiais e norte-americanos de soja no relatório de dezembro, que será divulgado na próxima terça-feira, 10, às 14h. Analistas consultados pelas agências internacionais esperam que os estoques americanos de soja para a temporada 2024/25 fiquem em 471 milhões de bushels, levemente acima dos 470 milhões de bushels previstos pelo USDA em novembro.

Em relação à oferta e demanda mundial, o mercado aposta em estoques finais para a safra 2024/25 de 133 milhões de toneladas, um aumento em relação aos 131,7 milhões previstos em novembro. Para a safra 2023/24, a expectativa do mercado é de estoques finais de 112,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 112,4 milhões indicados no mês passado.

Perspectivas para o mercado interno e externo

O ritmo lento da comercialização da soja no mercado interno reflete o foco dos produtores nas lavouras, que estão em fase de desenvolvimento. O clima favorável e as expectativas de uma safra recorde indicam que a tendência é de uma maior concentração da soja nas propriedades, o que pode influenciar a oferta interna no curto prazo.

Por outro lado, os dados do USDA e as estimativas globais de oferta e demanda também sinalizam uma possível redução dos estoques finais, tanto nos Estados Unidos quanto no mercado mundial, o que pode pressionar os preços no mercado internacional, dependendo da evolução da demanda global.

No entanto, o cenário de preços distantes entre compradores e vendedores no mercado brasileiro segue desafiador, com muitos produtores aguardando uma definição mais clara das tendências de preços antes de se comprometerem com novas vendas. A atenção do setor continua voltada para a safra que está por vir, com o mercado externo ainda se ajustando às condições de oferta e demanda.



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Preços da soja sobem com câmbio elevado


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) divulgou nesta quinta-feira (05) uma análise indicando que os preços da soja no Brasil subiram ligeiramente na última semana, impulsionados por um câmbio elevado, que ficou acima de R$ 6,00 por dólar em grande parte do período. A média gaúcha foi de R$ 129,33 por saco, com variações entre R$ 127,00 e R$ 129,00 nas principais praças do estado. No restante do país, os valores oscilaram entre R$ 126,50 e R$ 142,00 por saco.

A produção nacional de soja para a nova safra deve alcançar um volume histórico, estimado entre 166 e 171 milhões de toneladas, segundo consultorias e órgãos oficiais. Com isso, espera-se que as exportações para 2024/25 fiquem entre 103 e 107 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais devem saltar de 2,1 milhões de toneladas, em 2023/24, para 6,1 milhões no próximo ano, mesmo com exportação recorde e demanda interna projetada em 60 milhões de toneladas.

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Segundo os dados do Ceema, no Rio Grande do Sul, a safra atual deve superar 21,6 milhões de toneladas, um aumento de 18,6% em relação à produção prejudicada do ciclo anterior, segundo a Emater. O plantio foi realizado em 6,8 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 53 sacos por hectare, 13,2% a mais que na safra passada.

Já no Mato Grosso do Sul, as chuvas recentes permitiram o encerramento do plantio. A área semeada cresceu 6,8%, e a produtividade deve alcançar 51,7 sacos por hectare, o que resultará em uma produção final de 13,9 milhões de toneladas.

Com a colheita iniciando em janeiro no Norte e Centro-Oeste, o clima será decisivo para confirmar ou não o novo recorde de produção. Caso se confirme, é provável que os preços sofram pressão de baixa. Atualmente sustentados pelo câmbio elevado, os valores podem recuar para a faixa entre R$ 100,00 e R$ 125,00 por saco caso o dólar volte ao patamar de R$ 5,00.

Outro fator de incerteza para o mercado é o impacto político internacional, especialmente com a possível posse de Donald Trump nos Estados Unidos a partir de 20 de janeiro de 2024, o que pode influenciar as cotações globais.





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Alerta máximo para chuva muito volumosa em Santa Catarina e Paraná


Volumes de chuva muito elevados voltam a ser observados na região Sul. Os acumulados em 24 horas, considerando o período entre o começo da tarde da sexta-feira (6) e o início da tarde deste sábado (7) superaram 150 mm em alguns locais, de acordo com a Climatempo.

Muitas áreas registraram pelo menos 90 mm neste período, o que representa metade da média normal de chuva para o mês de dezembro em algumas localidades. Segundo cálculos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o período de 1991 a 2020, as médias de precipitação para dezembro no Sul variam de 180 mm a 220 mm em grande parte da região.

Acumulados de chuva em 24h

Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Paraná

  • 174,4 mm Laranjeiras do Sul
  • 149,2 mm Cantagalo
  • 107,6 mm Itapecuru
  • 100,3 mm Pato Branco
  • 102 mm Guarapuava
  • 96,3 mm Almirante Tamandaré
  • 96,3 mm São José dos Pinhais
  • 93,4 mm Foz do Iguaçu

Santa Catarina

  • 203 mm Dionísio Cerqueira
  • 134,4 mm Lindóia do Sul
  • 124 mm Joinville
  • 115,0 mm Campo Erê
  • 113,6 mm Xaxim
  • 111,8 mm Irani
  • 107,6 mm Caçador
  • 107,6 mm Araquari
  • 106 mm Novo Horizonte
  • 103,6 mm São Francisco do Sul

Rio Grande do Sul

  • 112,8 mm Horizontina
  • 97,6 mm Palmeiras das Missões
  • 94,6 mm Passo Fundo
  • 92 mm Redentora

No Paraná, destaca-se o grande volume de chuva na capital, Curitiba, onde vários locais acumularam mais de 70 mm no período entre aproximadamente 14 horas da sexta e 14 do sábado. Nesse período, os maiores valores foram 86,2 mm na região de Cachoeira; 79,8 mm na região de Umbará; 77,8 mm em São Braz; 77,2 mm em Santa Felicidade; e 72,6 mm em Vista Alegre.

Alerta para muita chuva continua neste domingo

A chuva bastante volumosa neste fim de semana já estava sendo esperada, conforme alertas emitidos anteriormente pela Climatempo.

O deslocamento de uma frente fria pela costa da região Sul, a presença de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai e a incidência de ventos quentes e úmidos, vindos da região Norte estimularam a formação das nuvens muito carregadas que provocam a chuva forte desde a última sexta-feira,.

Mas o alerta para a chuva volumosa continua valendo para este domingo (8), especialmente para o Paraná e Santa Catarina. Vários áreas paranaense, do norte catarinense e do Vale do Itajaí poderão acumular de 50 mm a 100 mm apenas durante esse dia

A chuva mais volumosa está sendo prevista para o sudoeste e centro-sul do Paraná, onde pode chover até mais de 100 mm ao longo deste domingo. A previsão vale para a região de Foz do Iguaçu.

As regiões metropolitanas de Curitiba e de Florianópolis estão dentro da área de risco de chuva muito volumosa. A quantidade de chuva deve diminuir em Florianópolis na segunda-feira (9), mas em Curitiba o risco de chuva muito volumosa permanece.

No Rio Grande do Sul, ainda pode chover com moderada a forte intensidade em alguns locais do extremo norte do estado, na divisa com Santa Catarina.

Alerta de deslizamento e enxurradas

Nas áreas em laranja no mapa abaixo, o Cemaden considera alto o risco de deslizamento de terra neste domingo, além de quedas de barreira às margens de estradas e rodovias no Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Norte Catarinense e Grande Curitiba.

O órgão também considera alto o risco de ocorrência de enxurradas, alagamentos generalizados e inundações em pequenas bacias na região serrana, Vale do Itajaí, Sul e Norte Catarinense e na região metropolitana de Curitiba, no Paraná.



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