terça-feira, julho 14, 2026
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Seca nas regiões centrais avança e Inmet aponta risco para 2ª safra de milho


Seca nas regiões centrais avança e Inmet aponta risco para 2ª safra de milho

O trimestre julho-agosto-setembro deve aprofundar a tendência de seca nas regiões centrais do país, com impactos sobre a segunda safra de milho e a renovação das pastagens, segundo o Boletim Agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), publicado nesta terça-feira (14). Ao mesmo tempo, o instituto prevê continuidade de chuvas fortes em áreas das regiões Norte e Sul e no litoral do Nordeste.

De acordo com o Inmet, a precipitação deve ficar abaixo da média climatológica em grande parte da Região Norte nos próximos meses. No norte do Amazonas, o desvio pode chegar a 100 milímetros (mm) abaixo da média. A temperatura também deve permanecer acima do padrão histórico, com anomalias de até 2 graus Celsius (°C) em Amazonas, Acre, Pará, Roraima, Tocantins e no norte de Rondônia.

Mesmo com esse cenário, o boletim indica que os elevados níveis de armazenamento de água no solo em parte dessas áreas favorecem as lavouras de milho segunda safra e sorgo em maturação e colheita entre julho e agosto, com redução da umidade dos grãos, ampliação das janelas operacionais e preservação da qualidade do produto. Em setembro, porém, o déficit hídrico pode atingir 130 mm em Tocantins, Amapá e sudeste do Pará, com impacto sobre lavouras tardias de milho e pastagens.

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Em junho, as chuvas ficaram concentradas no norte da Região Norte, na faixa litorânea do Nordeste e em parte da Região Sul, com volumes acima de 150 mm e armazenamento de água no solo superior a 70% da capacidade de água disponível (CAD). Já em áreas de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, norte de Minas Gerais, Espírito Santo, interior do Nordeste, sul do Pará e de Rondônia, os acumulados ficaram abaixo de 40 mm. Nessas áreas, além do sudeste do Pará, o armazenamento no solo está abaixo de 15% da CAD.

No Centro-Oeste, a umidade relativa do ar mais baixa favorece o algodão em maturação, principalmente em Goiás, mas amplia o risco de perda de produtividade no milho segunda safra. No Nordeste, o avanço do déficit hídrico exige atenção para milho e feijão terceiras safras em sistema de sequeiro, sobretudo em fases reprodutivas e de enchimento de grãos. Para o algodão, o boletim projeta ganho de qualidade.

Na Região Sul, as chuvas beneficiam as lavouras de milho no Paraná e o desenvolvimento das culturas de inverno, mas a frequência dos eventos, associada à menor radiação solar, favorece doenças fúngicas e pode reduzir as janelas para tratos culturais, como aplicação de fertilizantes e defensivos.

O boletim também prevê temperaturas acima da média no Sudeste, com boas condições para cafeicultura, hortaliças e culturas de inverno irrigadas, além de maior demanda sobre os reservatórios. Segundo o Inmet, o padrão de chuvas no Sul tem relação com o El Niño, cuja atuação deve se manter até fevereiro de 2027.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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