segunda-feira, julho 13, 2026

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Caiado é condenado por abuso de poder político e pode ficar inelegível


O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) tornou o governador do estado, Ronaldo Caiado, inelegível por oito anos por abuso de poder político nas eleições municipais de 2024. Na mesma sentença, a Justiça Eleitoral goiana cassou o registro da chapa do prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel, que foi apoiado por Caiado na disputa pelo comando da capital.

Os dois são filiados ao partido União Brasil. A medida não afeta o mandato atual de Caiado, que vai até 2026.

A decisão de primeira instância é da juíza Maria Umbelina Zorzetti, da 1ª Zona Eleitoral de Goiânia, e ainda cabem recursos ao próprio TRE-GO, em segunda instância, e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como a sentença não possui execução imediata, Mabel e a vice-prefeita eleita, Cláudia Lira (Avante), conhecida como Coronel Cláudia, poderão ser diplomados e tomar posse, até que o processo esteja finalizado (transitado em julgado).

Para a magistrada, o governador Ronaldo Caiado utilizou o Palácio das Esmeraldas, sede do governo estadual, para promover eventos de campanha em apoio a Sandro Mabel. A denúncia foi apresentada pela coligação do candidato Fred Rodrigues (PL), derrotado no segundo turno das eleições. Os eventos aconteceram nos dias 7 e 9 de outubro, após o primeiro turno, e reuniram vereadores eleitos e lideranças políticas locais.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) também se manifestou favoravelmente à condenação.

A defesa de Caiado confirmou que vai recorrer da decisão. Em nota, os advogados Alexandre Alencastro Veiga Hsiung e Anna Vitória Gomes Caiado consideraram incorreta a análise dos fatos e desproporcional a aplicação da pena de inelegibilidade.

“O evento apurado na ação, ocorrido na residência oficial do governador, teve como propósito homenagear os vereadores eleitos em Goiânia e iniciar uma relação institucional entre o Executivo estadual e o Legislativo municipal. Não houve, na ocasião, nenhum caráter eleitoral: não se pediu voto, não foram mencionadas eleições e não havia adereços de campanha”, diz a nota.

“A defesa, portanto, reafirma que não houve ilícito eleitoral, o qual, se tivesse ocorrido, ensejaria, no máximo, a aplicação de uma multa”, acrescentam os advogados de Caiado.

Sandro Mabel também entrará com recurso. Em nota, a defesa reforçou que “não houve qualquer irregularidade na conduta apontada, tratando-se apenas de uma reunião política realizada na residência do governador, sem desvio de finalidade ou mesmo sem a gravidade que justifique o desfecho apresentado na sentença”.

Os advogados Dyogo Crosara, Talita Hayasaki e Wandir Allan argumentam que a análise da juíza se baseou em “premissas equivocadas” e que não condizem com a jurisprudência do TSE e do TRE goiano. “Ressaltamos que toda decisão judicial em matéria eleitoral deve ser pautada por uma análise objetiva da gravidade dos fatos, algo que não se evidencia no presente caso”, diz a nota.



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‘Meu pai é o meu professor’, relata produtor de soja do RS que cultiva ao lado da família


A história de Vinicíus Viegas Deleski com a soja começou há 11 anos. Apesar de seu pai já plantar o grão há muito tempo, foi nesse período que o então sojicultor deu início à trajetória com a commodity

Morador de Tapes (RS), ele sempre esteve muito próximo da vida rural, pois desde pequeno, acompanhava seu pai, Divino Luiz Zimieski Deleski, na lavoura, que também cultivava arroz, milho, tabaco e criação de gado.

”Desde pequeno, eu sempre gostei muito desse trabalho no campo. Meu pai me deixava operar o trator, o que despertou o meu interesse pela área. Isso me motivou a aprender mais sobre o processo de produção e a continuar nesse ramo”, lembra Vinícius.

Hoje, ele e seu pai trabalham juntos no interior de Tapes, onde se dedicam tanto ao cultivo de soja quanto à pecuária. Para ele, a parceria com o pai vai além de um vínculo familiar, sendo também uma forte troca de aprendizado e experiência. ”Meu pai é meu professor e parceiro de trabalho. Sempre aprendi com ele, e até hoje, seguimos juntos, discutindo ideias e tomando decisões sobre a lavoura”, diz o produtor.

Ele lembra que, com o tempo, os desafios foram surgindo, principalmente em relação às questões climáticas e à oscilação do preço do produto no mercado. ”A cada nova safra, sempre encontramos algum desafio diferente, seja no clima, com períodos de seca ou chuvas excessivas, ou até mesmo com os preços na hora da comercialização. Esse é um dos maiores desafios da agricultura, mas procuramos nos adaptar e seguir em frente”, explica.

Rumo ao sucesso da lavoura de soja

Comparado ao ano anterior, o cultivo da soja nesta safra está dentro das expectativas. ”A área plantada já recebeu boas chuvas, o que tem contribuído para uma boa germinação das plantas. Estamos confiantes que, se o clima continuar colaborando, a produtividade será boa”, afirma. Para ele, o acompanhamento constante das condições climáticas e a previsão do tempo são essenciais para o sucesso da lavoura.

Estratégia e práticas adotadas

Foto: Vinicius Viegas Deleski

Entre as práticas adotadas na propriedade, a rotação de culturas com soja e arroz é uma das mais importantes. “A rotação de culturas ajuda a melhorar a qualidade do solo e controla algumas plantas daninhas e pragas. Também procuramos sempre estar atualizados com as novas tecnologias, investindo em máquinas que nos ajudam a otimizar o tempo e o trabalho no campo”, diz Vinicíus. A inovação é algo que ele destaca como fundamental para aumentar a eficiência e reduzir os custos de produção. “Com a tecnologia, conseguimos ser mais rápidos e precisos, o que faz toda a diferença em uma lavoura de soja.”

Lado a lado

Atualmente, a família cuida de uma área de 300 hectares de soja, e o trabalho é feito apenas Vinicius e seu pai, não têm funcionários contratados, no entanto, possuem parcerias, como mecânicos, consultores, caminhoneiros e demais profissionais que ajudam na engrenagem do negócio. “Na parte do plantio e colheita somos apenas nós dois, mas estamos acostumados. Apesar de ser um trabalho intenso, conseguimos administrar bem as tarefas, dividindo as responsabilidades e otimizando o tempo”, comenta. A rotina, que exige muito esforço e dedicação, é compensada pelo amor que ambos têm pela agricultura.

O futuro e o cultivo de soja

Deleski segue confiando no trabalho em família e acredita que, com o conhecimento adquirido ao longo dos anos e o comprometimento com a inovação, o cultivo de soja tem um futuro promissor na propriedade. “Cada safra é uma nova oportunidade de aprender, crescer e melhorar. O mais importante é continuar trabalhando com seriedade e paixão pelo que fazemos”, finaliza.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cafeicultores registram recorde no poder de compra em 2024



Melhora no poder de compra dos cafeicultores é reflexo da valorização do café




Foto: Pixabay

O poder de compra dos cafeicultores brasileiros em relação aos insumos agrícolas, especialmente fertilizantes, atingiu o patamar mais alto da série histórica iniciada em 2008, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Na parcial de dezembro, produtores do Sul de Minas Gerais necessitam de apenas 1,59 saca de café arábica tipo 6 para adquirir uma tonelada de ureia, marcando um cenário extremamente favorável.

De acordo com o levantamento, a melhora no poder de compra dos cafeicultores é reflexo da expressiva valorização do café ao longo de 2024. Os preços elevados estão relacionados aos desafios produtivos enfrentados por grandes players como Brasil e Vietnã, que reduziram a oferta e pressionaram os estoques globais.

Mesmo com os preços em alta no mercado internacional, a demanda pelo café segue robusta, impulsionada por consumidores em mercados tradicionais e emergentes. Esse cenário garante um equilíbrio favorável aos produtores, que têm aproveitado o aumento na rentabilidade para investir em insumos estratégicos.

A análise do Cepea destaca que o atual momento é uma oportunidade única para os cafeicultores fortalecerem suas operações, sobretudo com a aquisição de insumos a custos relativamente acessíveis, garantindo maior eficiência produtiva para os próximos ciclos.





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Câmara avança em projeto para modernizar fiscalização agropecuária no Brasil


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que promete fortalecer o Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Criado em 1998, o sistema é responsável pela fiscalização de produtos agropecuários em portos, aeroportos internacionais e postos de fronteira, mas até agora vinha operando com base em normas infralegais.

O projeto, que ainda será debatido em outras comissões e no plenário, busca dar mais robustez legal ao Vigiagro, modernizando procedimentos e garantindo maior eficiência no controle de produtos como animais, vegetais, sementes e embalagens de madeira.

Por que isso importa?

O Vigiagro tem um papel fundamental na proteção do mercado agropecuário brasileiro, impedindo a entrada de produtos fora dos padrões sanitários e de qualidade exigidos, a saída de mercadorias que possam comprometer a credibilidade das exportações brasileiras, diminuindo riscos à saúde animal e vegetal por meio de medidas preventivas e fiscalização rigorosa.

A deputada Daniela Reinehr (PL-SC), relatora do projeto, destacou que a legislação atual é insuficiente para lidar com o alto volume do comércio exterior do agronegócio brasileiro. “A proposta moderniza o Vigiagro, tornando os procedimentos mais racionais, diminuindo custos e aumentando a competitividade”, afirmou.

Deputada federal Daniela Reinehr (PL-SC) durante a discussão do projeto

Mudanças propostas

  • Multas mais severas: Quem for flagrado sem os certificados sanitários adequados pode pagar multas que variam de R$ 14.120 a R$ 150 mil, dependendo da gravidade.
  • Medidas preventivas: Infrações ou riscos poderão levar à apreensão, lacre e até destruição de produtos perigosos.
  • Estrutura reforçada: Portos e aeroportos deverão oferecer infraestrutura adequada para o trabalho dos fiscais agropecuários, incluindo instalações e equipamentos específicos para descarte seguro de resíduos de risco.

Impacto no agronegócio brasileiro

A inclusão do Vigiagro na legislação é vista como um passo estratégico para fortalecer o setor. Com a nova regulamentação, o governo espera simplificar processos, reduzir o tempo de liberação de cargas e melhorar a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Os recursos arrecadados com multas serão destinados a campanhas de educação sanitária e à capacitação de servidores, ampliando a eficiência do sistema.

Próximos passos

O projeto será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para votação no Plenário da Câmara. Caso aprovado, ainda precisará passar pelo Senado antes de virar lei.



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Lavouras de soja em MG: boas condições de desenvolvimento



O cultivo de soja em Minas Gerais segue com perspectivas positivas para a safra 2024/25, com previsão de aumento tanto na área plantada quanto na produção. Segundo a Safras & Mercado, a área de cultivo no estado deve ocupar 2,35 milhões de hectares, um aumento de 4,4% em relação à safra passada, com a semeadura já concluída em 100% da área até o início de dezembro.

A produção de soja no estado é esperada para atingir 8,979 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 7,8% em relação ao número de 8,328 milhões de toneladas da safra anterior. O rendimento médio projetado é de 3.840 quilos por hectare, superando os 3.720 quilos por hectare registrados na temporada passada. As boas condições climáticas e o manejo eficiente nas lavouras são os principais fatores para esse aumento na produtividade.

Noroeste de MG

No município de Unaí, no noroeste de Minas Gerais, as lavouras de soja também apresentam boas condições de desenvolvimento. De acordo com o departamento técnico da Cooperativa Agrícola de Unaí (Coagril), as lavouras de sequeiro, ocupando 200 mil hectares, estão divididas entre as fases de floração (80%) e crescimento vegetativo (20%). Já as lavouras irrigadas por pivô, em uma área de 100 mil hectares, estão entre as fases de enchimento de grãos e floração.

As chuvas seguem regulares na região, apesar de uma semana de tempo firme. No entanto, as previsões indicam que a área deve receber boas precipitações nos próximos dias, o que favorece o desenvolvimento das plantas. Os produtores de Unaí estão confiantes quanto à produtividade, com expectativas de colher 3.900 quilos por hectare para a safra 2024/25.

Embora as lavouras enfrentem desafios típicos de pragas, como a mosca-branca, o percevejo marrom e as lagartas, os produtores de Unaí têm conseguido manter o controle dessas ameaças de forma eficaz, o que contribui para o bom desempenho das lavouras na região.



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feira na Coreia do Sul pode render US$ 28,5 milhões ao Brasil



Uma delegação de empresários brasileiros do setor de cafés especiais faturou US$ 6,126 milhões em negócios presencialmente e pode render mais US$ 22,350 milhões nos próximos 12 meses, o que geraria um total de US$ 28,5 milhões ao país, com a participação na Café Show Seoul 2024, principal evento do segmento na Coreia do Sul, que ocorreu de 6 a 9 de novembro, na capital do país.

A iniciativa, que compõe as ações do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, foi uma realização da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

“O mercado sul-coreano é maduro e estratégico para os cafés especiais brasileiros, por isso, é importante marcarmos presença e reforçarmos a imagem do Brasil como líder global da produção desse setor e fortalecer conexões com os agentes da Coreia do Sul. O desempenho deste ano é superior ao que obtivemos no ano passado, quando foram concretizados US$ 22,4 milhões em negócios”, disse em comunicado o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela.

Em 2023, a Coreia do Sul importou 964.302 sacas de 60 dos cafés do Brasil, o que lhe concedeu o posto de 12º lugar no ranking dos principais parceiros comerciais do produto nacional, conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Neste ano, de janeiro a outubro, os sul-coreanos já importaram 888.982 sacas, mantendo a 12ª colocação na tabela das exportações brasileiras.

Taiwan

O roteiro dos brasileiros pela Ásia também incluiu a participação, entre 15 e 18 de novembro, na Taiwan International Coffee Show 2024, realizada em Taipé, capital taiwanesa. Segundo a BSCA, com estande e ações similares às realizadas na Coreia, os empresários brasileiros fizeram 30 contatos comerciais – dez novos -, que podem render US$ 6 milhões até dezembro de 2025.



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Operação identifica leite com soda cáustica, água oxigenada e até pelos



O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) deflagrou, hoje (11), a 13ª fase da Operação Leite Compensado contra a adulteração de produtos lácteos em uma fábrica da Dielat localizada em Taquara, na região metropolitana de Porto Alegre.

A investigação do MP indica que houve a adição de soda cáustica e água oxigenada em produtos comercializados pela empresa como leite UHT, leite em pó e compostos lácteos. Essas substâncias são perigosas à saúde e usadas para reprocessar produtos vencidos e recuperar itens deteriorados. Além disso, foram detectados “pelos indefinidos” e pontos de sujeira dentro de embalagens.

Agentes cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em empresas e residências na cidade de São Paulo e de quatro municípios gaúchos: Taquara, Parobé, Três Coroas e Imbé. Foram presos o químico, o sócio-proprietário da indústria e dois gerentes. A ofensiva teve a colaboração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e contou também com o apoio da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

Os produtos da Dielat são comercializados no Brasil e também são exportados para a Venezuela. A empresa já venceu licitações para fornecer laticínios a escolas e a outros órgãos públicos.

Ao menos sete cidades gaúchas tiveram leite fornecido pela Dielat para merenda escolar, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), entre elas Alvorada, Canela, Gravataí, Ivoti, Porto Alegre, Taquara e Viamão. Recentemente, a empresa foi vencedora de um certame para distribuir produtos derivados do leite para escolas de um município paulista.

Alquimista

Quase 12 anos depois da primeira fase e pouco mais de sete anos após a 12ª etapa, o MP-RS prendeu novamente o químico industrial conhecido entre os fraudadores como o “alquimista” ou o “mago do leite”. Ele já havia sido alvo da quinta fase da operação, em 2014, quando foi descoberta a sua participação na adição de soda cáustica, bicarbonato de sódio e água oxigenada nos produtos de uma indústria em Imigrante, no Vale do Taquari. A Dielat teria contratado o químico para assessorar a produção.

O promotor de Justiça Mauro Rockenbach, da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre comentou a prisão. “Era para ele estar usando tornozeleira eletrônica, era para sair a condenação dele, mas enquanto essas questões básicas não ocorrem, o que ele faz? Adultera leite e pior, aprimora seus mecanismos de ação, já que tem a fórmula exata da quantidade de soda cáustica para uma quantidade exata de litros de leite, fazendo com que os ajustes não sejam detectados nos exames”, ressalta Rockenbach.

Sofisticação

De acordo com o promotor, as fraudes estão mais sofisticadas, permitindo que substâncias como soda cáustica e água oxigenada escapem de detecções iniciais da fiscalização de órgãos ligados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Além de ajustar o pH e mascarar a acidez do leite, essas substâncias são usadas para reprocessar produtos vencidos e recuperar itens deteriorados, o que representa graves riscos à saúde, incluindo potencial carcinogênico. A denúncia de 2024 se confirmou um novo risco”, afirma o promotor.

Próximos passos

Exames minuciosos estão sendo realizados para identificar com exatidão os lotes contaminados. As autoridades destacam a importância de intensificar a fiscalização para impedir que práticas desse tipo continuem a comprometer a saúde da população.

Em nota, a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) lamentou as notícias envolvendo a empresa Dielat. A entidade reafirma que o leite gaúcho mantém elevados padrões de qualidade e destaca que tais adulterações não têm origem nas propriedades rurais ou nos produtores que cuidam com zelo de suas vacas e de todo o processo produtivo.

Já o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) repudiou com veemência a informação e exigiu que o caso seja apurado com rigor, e os responsáveis penalizados. “Qualquer ação adotada no intuito de burlar o sistema posto é rechaçada em coro por todos os agentes do setor produtivo e deve ser punida”, encerra o comunicado do Sindilat.



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PIB do agro pode crescer 5% em 2025 diz CNA, que alerta para desafios



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) projeta um crescimento de até 5% no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro em 2025, impulsionado pelo aumento da produção agrícola e pela recuperação da agroindústria exportadora. A previsão foi divulgada nesta quarta-feira (11).

Segundo a CNA, o avanço do PIB será liderado pela produção de grãos e pela recuperação da agroindústria.

Mas fatores como valorização do dólar, manutenção da taxa Selic em patamar elevado e a implantação da Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR) são obstáculos que podem impactar os custos e a competitividade dos produtos brasileiros no mercado global.

A valorização do dólar é vista como uma faca de dois gumes: enquanto favorece a exportação de commodities agrícolas, aumenta os custos de insumos importados, como fertilizantes e tecnologias agrícolas.

Já a política monetária deve continuar restritiva, com a Selic projetada em 13,5% para o fim de 2025, o que dificulta o acesso ao crédito rural. O orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), por sua vez, continuaria insuficiente, com previsão de R$ 1,06 bilhão, frente a uma demanda de R$ 4 bilhões.

Inflação e recuperação

A inflação dos alimentos deve desacelerar para 5,75% em 2025, comparada aos 8,49% estimados para 2024, em função da recuperação agrícola.

A CNA estima que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 4,59%, acima do teto da meta de inflação.

Já o Valor Bruto da Produção (VBP) do setor deve crescer 7,4%, totalizando R$ 1,43 trilhão, puxado pela alta de 9,2% na receita da pecuária e recuperação agrícola de 5,8%.

Logística e exportações

No comércio exterior, a CNA aponta que o câmbio elevado deve beneficiar as exportações, mas a demanda global continua instável devido a tensões geopolíticas. A China, principal parceira comercial do Brasil, enfrenta redução no crescimento econômico, enquanto a Europa aumenta barreiras regulatórias aos produtos brasileiros.

No setor logístico, o Brasil avança em projetos de hidrovias e ferrovias. A Ferrovia Transnordestina, com previsão de conclusão em 2026, e o leilão da Ferrogrão são apostas para melhorar o escoamento da produção e reduzir custos logísticos.

Sustentabilidade e desafios regulatórios

Outro ponto de atenção é o cumprimento do Código Florestal e a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR), considerados entraves estruturais que demandam soluções urgentes.

A CNA reforça que esses aspectos precisam de avanços para garantir a sustentabilidade da produção agropecuária e fortalecer a imagem do Brasil no mercado internacional.

Valor Bruto da Produção

Neste ano, o Valor Bruto da Produção (VBP) está estimado em R$ 1,34 trilhão, o que representa um leve aumento de 0,3% em relação ao ano anterior. O resultado é puxado pela receita agrícola de R$ 886,55 bilhões, mesmo com redução projetada de 2,5%. Já a receita pecuária deve crescer 6,2%, atingindo R$ 453,3 bilhões.

Para 2025, a expectativa é de crescimento de 7,4% comparado a 2024, totalizando uma receita de R$ 1,43 trilhão. De acordo com a CNA, o segmento agrícola deve alcançar R$ 937,55 bilhões, mostrando a recuperação da produção após a quebra de safra em 2024.

Já o VBP da pecuária deve crescer 9,2%, alcançando R$ 495,13 bilhões, com destaque para a bovinocultura de corte, que deve registrar, puxada pelos preços, crescimento de 20,9%.

Agricultura

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa para a safra de grãos 2024/2025 é de um recorde de 322,53 milhões de toneladas, alta de 8,2% ou 24,6 milhões de toneladas em relação à safra 2023/24.

A projeção reflete uma pequena elevação na área plantada (+1,9%) e recuperação da produtividade média.

Pecuária

A produção nacional de leite deve crescer 1,5% em 2025, resultado da desaceleração econômica e das importações do produto que bateram recorde no início de 2024.

A alimentação concentrada mais acessível para os animais deve contribuir para esse aumento modesto da produção.



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Cresce previsão de exportação de soja, farelo e milho em dezembro



A exportação de soja do Brasil em dezembro foi revisada para 1,57 milhão de toneladas, um aumento de 330 mil toneladas em relação à previsão anterior de 1,24 milhão de toneladas, segundo dados atualizados semanalmente pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Para o milho, a estimativa subiu para 3,96 milhões de toneladas, 370 mil toneladas a mais do que os 3,59 milhões previstos na semana passada. Já para o farelo de soja, a projeção foi ajustada para 1,9 milhão de toneladas, crescimento de 460 mil toneladas frente aos 1,44 milhão estimados anteriormente.

Entre 8 e 14 de dezembro, os portos brasileiros devem embarcar 424,79 mil toneladas de soja, 358,76 mil toneladas de farelo de soja e 1,12 milhão de toneladas de milho, conforme programação portuária. Para o trigo, o embarque semanal está estimado em 29,27 mil toneladas.

No acumulado de 2024 até novembro, o Brasil exportou 97,40 milhões de toneladas de soja, queda de 3,87% em relação às 101,31 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2023.

As exportações de milho somaram 38,02 milhões de toneladas, recuo de 8,05% ante as 41,36 milhões de toneladas do ano anterior. O farelo de soja, por sua vez, totalizou 22,94 milhões de toneladas, uma leve alta de 2,62% frente aos 22,35 milhões de toneladas acumuladas até novembro de 2023.



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SP anuncia nesta 5ª pacote de R$ 340 milhões para o agro



O governo de São Paulo anuncia nesta quinta-feira (12) à tarde, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, um pacote de ações em favor do agronegócio paulista que soma R$ 340 milhões.

Entre as ações, estão o anúncio de uma linha de crédito para irrigação pelo Programa Irriga + SP, parceria entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Desenvolve SP, a premiação do “Município Agro – Ranking Paulista” para 117 municípios e a entrega do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de número 100 mil, informou o governo em nota.

Outro anúncio será o valor do Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro).

Esses recursos serão destinados a investimentos em infraestrutura logística do agronegócio do estado de São Paulo.



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