segunda-feira, julho 13, 2026

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Alta no dólar aquece vendas de soja no Mato Grosso



Comercialização de soja supera 99% no estado




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização da safra de soja 2023/24 em Mato Grosso atingiu 99,23% da produção até novembro de 2024. O avanço foi de 0,69 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior e ficou 1,19 p.p. acima da média histórica.

A demanda interna manteve-se aquecida ao longo do mês, mas parte dos produtores preferiu esperar por melhores preços para negociar o restante da produção. O preço médio da oleaginosa fechou em R$ 139,32 por saca, uma valorização de 0,29% em relação a outubro, reflexo da oferta restrita no estado.

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Para a safra 2024/25, a comercialização chegou a 41,09% da produção estimada, um avanço de 2,74 p.p. em comparação ao mês anterior. As condições favoráveis das lavouras incentivaram os produtores a retomar a venda de grandes volumes.

A valorização do dólar também contribuiu para o aumento das cotações da soja. O preço médio negociado no estado foi de R$ 111,68 por saca em novembro, uma alta de 0,62% em relação ao mês anterior, conforme os dados do Imea.





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MDIC inicia investigação por dumping nas exportações de leite em pó de Argentina e Uruguai



A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) iniciou investigação sobre dumping nas exportações de leite em pó – integral ou desnatado – da Argentina e do Uruguai para o Brasil.

A denúncia foi protocolada no órgão em agosto deste ano pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU), a análise dos elementos de prova de dumping considerou o período de janeiro de 2023 a dezembro de 2023. Já o período de análise de dano considerou o período de janeiro de 2021 a dezembro de 2023.

A CNA afirma que protocolou a petição no MDIC com o objetivo de averiguar a ocorrência de práticas desleais de comércio de leite em pó por parte da Argentina, que responde por metade do volume importado pelo Brasil.

“(…) O surto de importações levou à confederação a alertar o Poder Executivo na busca de ações de defesa comercial, especialmente quando da incidência do Programa de Impulso Tambero, que concedeu subsídios diretos à produção de leite argentino, gerando artificialidade na competitividade de preços”, informou a entidade em nota.



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Ministério da Agricultura busca investimentos para reabilitação de pastagens



A delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou da 16ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP 16 – UNCCD), em Riade, na Arábia Saudita, com um objetivo: atrair investimentos para o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD).

Na reunião foram discutidas parcerias focadas na reabilitação de pastagens degradadas, alinhando desenvolvimento agrícola, sustentabilidade ambiental e segurança alimentar.

Cooperação e sustentabilidade

O encontro destacou oportunidades de cooperação para transformar pastagens degradadas em áreas produtivas, utilizando tecnologias sustentáveis e práticas que reforcem a segurança alimentar global. Essa iniciativa tem potencial para beneficiar o Brasil e os países parceiros, fortalecendo cadeias produtivas sustentáveis.

Reuniões paralelas

Além desse encontro, a comitiva brasileira tem agendadas reuniões bilaterais com instituições públicas e privadas sauditas para ampliar a promoção do PNCPD, destacando o Brasil como referência em práticas agropecuárias sustentáveis.



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exportações desaceleram em novembro, mas receita sobe 25%



As exportações brasileiras de carne bovina (in natura e processada) desaceleraram em novembro, após meses de crescimento acelerado. O volume exportado somou 279.229 toneladas, representando um aumento de 9% em relação a novembro de 2023, quando foram exportadas 256.069 toneladas.

Os preços médios pagos pelo produto brasileiro, no entanto, avançaram, subindo de US$ 3.909 por tonelada em 2023 para US$ 4.469 em 2024. Com isso, a receita do setor alcançou US$ 1,247 bilhão no mês, alta de 25% sobre o mesmo período do ano anterior.

Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Alta no volume de carne exportada no ano

De janeiro a novembro de 2024, o Brasil exportou 2,94 milhões de toneladas de carne bovina, crescimento de 30,8% em comparação ao mesmo período de 2023, quando o volume foi de 2,25 milhões de toneladas.

A receita acumulada atingiu US$ 12,021 bilhões, alta de 23,25%. Apesar do aumento no volume e na receita, o preço médio de exportação em 2024 (US$ 4.077) ficou 5,8% abaixo do registrado no ano anterior (US$ 4.328).

Mudanças no mercado internacional

A China, principal destino da carne bovina brasileira, registrou aumento no volume importado, mas reduziu sua participação relativa no total exportado pelo Brasil. Entre janeiro e novembro de 2024, o país asiático comprou 1,21 milhão de toneladas (+11%) com receita de US$ 5,424 bilhões (+3,7%). No entanto, sua participação caiu de 48,4% para 41,1% no volume e de 53,6% para 45,1% na receita.

Os Estados Unidos consolidaram sua posição como o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, com aumento expressivo de 69,6% no volume importado (493.462 toneladas) e 57,7% na receita (US$ 1,489 bilhão). A participação dos EUA no total exportado pelo Brasil subiu de 12,9% em 2023 para 16,7% em 2024.

Os Emirados Árabes Unidos e o Chile também apresentaram desempenhos notáveis. Os Emirados Árabes mais que dobraram suas importações, adquirindo 129.952 toneladas (+103,3%) com receita de US$ 588,8 milhões (+110,2%). Já o Chile registrou um aumento de 3,3% no volume (96.896 toneladas) e 3,8% na receita (US$ 461,2 milhões).

No acumulado do ano, 108 países ampliaram suas compras de carne bovina brasileira, enquanto 63 reduziram.



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Após chuvas, produtores de soja do Paraná previnem pragas



Com o fim do plantio da safra de grãos de verão no Paraná, a soja segue como a principal cultura do estado, com a maior parte das lavouras já em fase reprodutiva. Embora as chuvas intensas recentes tenham chegado em um momento crítico, favorecendo a normalização do desenvolvimento das plantas, algumas áreas registraram perdas irreversíveis, conforme aponta o último boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral).

Segundo o Climatempo, agora, com o plantio concluído, a atenção dos produtores se volta para a prevenção de pragas. Um dos principais focos de cuidados é a ferrugem asiática, uma das doenças mais temidas pela soja. No entanto, a alta incidência de chuvas tem dificultado o controle da doença, já que as precipitações intensas e frequentes dificultam a aplicação de defensivos agrícolas nas lavouras.

Previsão do tempo e a lavoura de soja

A previsão para os próximos dias indica um cenário de intensificação do tempo seco, com elevação das temperaturas no Paraná. A expectativa é que os períodos de sol e seca favoreçam a retomada das atividades no campo, permitindo a aplicação de tratamentos e o controle das pragas, fundamentais para garantir a boa produtividade da soja.

Com o aumento das temperaturas e a redução das chuvas, o desafio agora será manter as lavouras livres de pragas e doenças até a colheita. O produtor de soja do Paraná segue atento, buscando alternativas para proteger sua produção e minimizar os impactos climáticos no rendimento da safra.



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os avanços do funding agro


Na manhã desta quarta-feira, 11 de dezembro, o talk show “A Voz do Mercado” reuniu especialistas e líderes do setor agropecuário para discutir os avanços e desafios no financiamento do agronegócio brasileiro. Realizado na sede da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo, e transmitido ao vivo pelo canal do Portal Agrolink no YouTube, o evento trouxe à tona debates essenciais sobre a evolução de instrumentos financeiros como a Cédula de Produto Rural (CPR) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Sob a mediação de Ivan Wedekin e Suelen Farias, o evento destacou o tema central “CPR 30 | Títulos 20 anos – A Revolução do Funding Agro”. Os convidados compartilharam suas experiências e perspectivas sobre como esses instrumentos têm moldado o acesso ao crédito e impulsionado o crescimento do setor.

A CPR: um divisor de águas no agro

Roberto (Bob) Machado, ex-diretor do Banco do Brasil e idealizador da CPR, trouxe uma análise detalhada sobre a importância desse instrumento financeiro. Segundo ele, a CPR não apenas revolucionou o financiamento rural, mas também criou uma ponte vital entre o campo e o mercado de capitais.

“A CPR foi criada em um momento de escassez de recursos. Nosso objetivo era simplificar e centralizar as garantias em um único documento, permitindo ao produtor rural acessar mercados e reduzir riscos”, explicou Machado. Ele ainda destacou que, ao longo dos anos, o instrumento passou a atender demandas mais complexas. “Hoje, a CPR é um ativo que se conecta diretamente ao mercado de capitais, algo impensável há 30 anos.”

O papel transformador da CPR financeira

Victoria de Sá, sócia-fundadora da Vert Securitizadora, destacou a evolução da CPR para atender às necessidades de um mercado mais dinâmico. “Quando a CPR nasceu, seu foco principal era a produção. Hoje, com a introdução da CPR Financeira, conseguimos conectar o setor produtivo diretamente ao mercado de capitais, proporcionando liquidez e diversificação de investimentos”, afirmou.

Ela também apontou os desafios do momento: “Precisamos avançar na regulamentação e ajustar as taxas de retorno para encontrar um equilíbrio saudável entre investidores e produtores. O FIAGRO tem grande potencial, mas ainda requer amadurecimento em termos de estrutura e transparência.”

Barter e a democratização do crédito

Fernando Pimentel, sócio-diretor da Agrometrika e da Agrosecurity, ressaltou o impacto do sistema de Barter e da CPR na democratização do acesso ao crédito. “Antes da CPR, as operações de Barter enfrentavam inseguranças jurídicas e resistências de grandes tradings. Hoje, o cenário é outro: a CPR se consolidou como uma ferramenta essencial para conectar o mercado de capitais às necessidades do campo”, explicou Pimentel.

Pimentel também destacou como o Barter permite maior previsibilidade para o produtor: “Com o Barter, o agricultor pode travar custos e acessar insumos de forma mais planejada, o que é essencial em tempos de incerteza climática e de mercado.”

Desafios e oportunidades no funding agro

Durante o debate, os participantes discutiram questões críticas para o futuro do financiamento agropecuário. Ivan Wedekin enfatizou a necessidade de maior capacitação dos agentes financeiros: “O agronegócio tem características cíclicas que precisam ser compreendidas por quem está do outro lado da mesa de negociação. Sem essa visão, criam-se ruídos que prejudicam o fluxo de capital.”

Suelen Farias complementou, destacando a importância de parcerias estratégicas: “Estamos vivenciando uma revolução no financiamento agropecuário. Instrumentos como a CPR e o FIAGRO têm sido fundamentais para fortalecer a relação entre produtores, investidores e o mercado de capitais. Precisamos continuar promovendo essa integração.”

Impacto para o futuro

“A Voz do Mercado” se consolidou como um importante palco para reflexão e discussão sobre o futuro do financiamento agropecuário no Brasil. Para produtores, investidores e profissionais do setor, o evento reafirmou a importância de inovações financeiras para sustentar o crescimento e a competitividade do agronegócio brasileiro.

Como enfatizou Roberto Machado: “O futuro do funding agro está em criar soluções que sejam tão inovadoras quanto as práticas agrícolas no campo. Este é o verdadeiro espírito do agronegócio brasileiro.”

Assista a edição na íntegra: clique aqui.





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projeto para transporte de equídeos é aprovado



A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, nesta terça-feira (10), o Projeto de Lei nº 1632/2023, que institui o Passaporte Equestre Paulista. A nova ferramenta promete melhorar o transporte de equídeos no estado, substituindo a tradicional Guia de Trânsito Animal (GTA) para criadores com animais devidamente identificados e com exames válidos.

São Paulo abriga cerca de 240 mil equinos cadastrados — 30% do rebanho nacional —, e será o pioneiro na implementação desse modelo, que simplifica o trânsito de cavalos e outros equinos dentro do estado.

Como funciona?

O Passaporte Equestre será emitido diretamente pelo aplicativo da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), dispensando a emissão física da GTA e o uso do sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave). Além disso, o Gedave foi otimizado, permitindo agora que os criadores solicitem a GTA para transporte interestadual diretamente no sistema, eliminando a necessidade de autorizações presenciais em unidades de defesa agropecuária.

Vantagens para os criadores

Com o passaporte, os criadores poderão transportar seus cavalos para áreas livres dentro do estado durante todo o período de validade dos exames e atestados de vacinação. Entre os benefícios estão a redução de burocracia, economia de custos, proteção do animal, facilitando o comércio exterior garantindo a rastreabilidade sem comprometer a saúde do rebanho.



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Caiado é condenado por abuso de poder político e pode ficar inelegível


O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) tornou o governador do estado, Ronaldo Caiado, inelegível por oito anos por abuso de poder político nas eleições municipais de 2024. Na mesma sentença, a Justiça Eleitoral goiana cassou o registro da chapa do prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel, que foi apoiado por Caiado na disputa pelo comando da capital.

Os dois são filiados ao partido União Brasil. A medida não afeta o mandato atual de Caiado, que vai até 2026.

A decisão de primeira instância é da juíza Maria Umbelina Zorzetti, da 1ª Zona Eleitoral de Goiânia, e ainda cabem recursos ao próprio TRE-GO, em segunda instância, e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como a sentença não possui execução imediata, Mabel e a vice-prefeita eleita, Cláudia Lira (Avante), conhecida como Coronel Cláudia, poderão ser diplomados e tomar posse, até que o processo esteja finalizado (transitado em julgado).

Para a magistrada, o governador Ronaldo Caiado utilizou o Palácio das Esmeraldas, sede do governo estadual, para promover eventos de campanha em apoio a Sandro Mabel. A denúncia foi apresentada pela coligação do candidato Fred Rodrigues (PL), derrotado no segundo turno das eleições. Os eventos aconteceram nos dias 7 e 9 de outubro, após o primeiro turno, e reuniram vereadores eleitos e lideranças políticas locais.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) também se manifestou favoravelmente à condenação.

A defesa de Caiado confirmou que vai recorrer da decisão. Em nota, os advogados Alexandre Alencastro Veiga Hsiung e Anna Vitória Gomes Caiado consideraram incorreta a análise dos fatos e desproporcional a aplicação da pena de inelegibilidade.

“O evento apurado na ação, ocorrido na residência oficial do governador, teve como propósito homenagear os vereadores eleitos em Goiânia e iniciar uma relação institucional entre o Executivo estadual e o Legislativo municipal. Não houve, na ocasião, nenhum caráter eleitoral: não se pediu voto, não foram mencionadas eleições e não havia adereços de campanha”, diz a nota.

“A defesa, portanto, reafirma que não houve ilícito eleitoral, o qual, se tivesse ocorrido, ensejaria, no máximo, a aplicação de uma multa”, acrescentam os advogados de Caiado.

Sandro Mabel também entrará com recurso. Em nota, a defesa reforçou que “não houve qualquer irregularidade na conduta apontada, tratando-se apenas de uma reunião política realizada na residência do governador, sem desvio de finalidade ou mesmo sem a gravidade que justifique o desfecho apresentado na sentença”.

Os advogados Dyogo Crosara, Talita Hayasaki e Wandir Allan argumentam que a análise da juíza se baseou em “premissas equivocadas” e que não condizem com a jurisprudência do TSE e do TRE goiano. “Ressaltamos que toda decisão judicial em matéria eleitoral deve ser pautada por uma análise objetiva da gravidade dos fatos, algo que não se evidencia no presente caso”, diz a nota.



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‘Meu pai é o meu professor’, relata produtor de soja do RS que cultiva ao lado da família


A história de Vinicíus Viegas Deleski com a soja começou há 11 anos. Apesar de seu pai já plantar o grão há muito tempo, foi nesse período que o então sojicultor deu início à trajetória com a commodity

Morador de Tapes (RS), ele sempre esteve muito próximo da vida rural, pois desde pequeno, acompanhava seu pai, Divino Luiz Zimieski Deleski, na lavoura, que também cultivava arroz, milho, tabaco e criação de gado.

”Desde pequeno, eu sempre gostei muito desse trabalho no campo. Meu pai me deixava operar o trator, o que despertou o meu interesse pela área. Isso me motivou a aprender mais sobre o processo de produção e a continuar nesse ramo”, lembra Vinícius.

Hoje, ele e seu pai trabalham juntos no interior de Tapes, onde se dedicam tanto ao cultivo de soja quanto à pecuária. Para ele, a parceria com o pai vai além de um vínculo familiar, sendo também uma forte troca de aprendizado e experiência. ”Meu pai é meu professor e parceiro de trabalho. Sempre aprendi com ele, e até hoje, seguimos juntos, discutindo ideias e tomando decisões sobre a lavoura”, diz o produtor.

Ele lembra que, com o tempo, os desafios foram surgindo, principalmente em relação às questões climáticas e à oscilação do preço do produto no mercado. ”A cada nova safra, sempre encontramos algum desafio diferente, seja no clima, com períodos de seca ou chuvas excessivas, ou até mesmo com os preços na hora da comercialização. Esse é um dos maiores desafios da agricultura, mas procuramos nos adaptar e seguir em frente”, explica.

Rumo ao sucesso da lavoura de soja

Comparado ao ano anterior, o cultivo da soja nesta safra está dentro das expectativas. ”A área plantada já recebeu boas chuvas, o que tem contribuído para uma boa germinação das plantas. Estamos confiantes que, se o clima continuar colaborando, a produtividade será boa”, afirma. Para ele, o acompanhamento constante das condições climáticas e a previsão do tempo são essenciais para o sucesso da lavoura.

Estratégia e práticas adotadas

Foto: Vinicius Viegas Deleski

Entre as práticas adotadas na propriedade, a rotação de culturas com soja e arroz é uma das mais importantes. “A rotação de culturas ajuda a melhorar a qualidade do solo e controla algumas plantas daninhas e pragas. Também procuramos sempre estar atualizados com as novas tecnologias, investindo em máquinas que nos ajudam a otimizar o tempo e o trabalho no campo”, diz Vinicíus. A inovação é algo que ele destaca como fundamental para aumentar a eficiência e reduzir os custos de produção. “Com a tecnologia, conseguimos ser mais rápidos e precisos, o que faz toda a diferença em uma lavoura de soja.”

Lado a lado

Atualmente, a família cuida de uma área de 300 hectares de soja, e o trabalho é feito apenas Vinicius e seu pai, não têm funcionários contratados, no entanto, possuem parcerias, como mecânicos, consultores, caminhoneiros e demais profissionais que ajudam na engrenagem do negócio. “Na parte do plantio e colheita somos apenas nós dois, mas estamos acostumados. Apesar de ser um trabalho intenso, conseguimos administrar bem as tarefas, dividindo as responsabilidades e otimizando o tempo”, comenta. A rotina, que exige muito esforço e dedicação, é compensada pelo amor que ambos têm pela agricultura.

O futuro e o cultivo de soja

Deleski segue confiando no trabalho em família e acredita que, com o conhecimento adquirido ao longo dos anos e o comprometimento com a inovação, o cultivo de soja tem um futuro promissor na propriedade. “Cada safra é uma nova oportunidade de aprender, crescer e melhorar. O mais importante é continuar trabalhando com seriedade e paixão pelo que fazemos”, finaliza.



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Cafeicultores registram recorde no poder de compra em 2024



Melhora no poder de compra dos cafeicultores é reflexo da valorização do café




Foto: Pixabay

O poder de compra dos cafeicultores brasileiros em relação aos insumos agrícolas, especialmente fertilizantes, atingiu o patamar mais alto da série histórica iniciada em 2008, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Na parcial de dezembro, produtores do Sul de Minas Gerais necessitam de apenas 1,59 saca de café arábica tipo 6 para adquirir uma tonelada de ureia, marcando um cenário extremamente favorável.

De acordo com o levantamento, a melhora no poder de compra dos cafeicultores é reflexo da expressiva valorização do café ao longo de 2024. Os preços elevados estão relacionados aos desafios produtivos enfrentados por grandes players como Brasil e Vietnã, que reduziram a oferta e pressionaram os estoques globais.

Mesmo com os preços em alta no mercado internacional, a demanda pelo café segue robusta, impulsionada por consumidores em mercados tradicionais e emergentes. Esse cenário garante um equilíbrio favorável aos produtores, que têm aproveitado o aumento na rentabilidade para investir em insumos estratégicos.

A análise do Cepea destaca que o atual momento é uma oportunidade única para os cafeicultores fortalecerem suas operações, sobretudo com a aquisição de insumos a custos relativamente acessíveis, garantindo maior eficiência produtiva para os próximos ciclos.





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