segunda-feira, julho 13, 2026

Agro

News

Aeroporto Ondumar Ferreira Borges é inaugurado em Luís Eduardo Magalhães


Uma frase chama atenção para quem chega no novo aeroporto da região Oeste da Bahia: “Luís Eduardo Magalhães: Capital do Matopiba”. Uma das cidades que mais cresceu no Brasil nos últimos 20 anos, inaugurou nesta quinta-feira (12), na presença de autoridades locais, representantes do setor agrícola e do governador do estado, Jerônimo Rodrigues, o aeroporto Ondumar Ferreira Borges.

As obras de adequação e implantação do aeroporto de Luís Eduardo Magalhães, foram realizadas pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), com um aporte de R$ 35 milhões.

Aeroporto de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia; inauguraçãoAeroporto de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia; inauguração
Foto: Thuane Maria/GOVBA

O novo aeroporto da região, conta com pista para movimentação aeronaves, balizamento noturno e auxílios à navegação, além de um terminal de passageiros.

A infraestrutura modernizada permite o atendimento de aeronaves de médio porte, posicionando Luís Eduardo Magalhães como um ponto estratégico para logística e transporte no estado.

capital do matopiba, frase no aeroporto de luís eduardo magalhães, no oeste da Bahiacapital do matopiba, frase no aeroporto de luís eduardo magalhães, no oeste da Bahia
Foto: Thuane Maria/GovBA

De acordo com o prefeito Júnior Marabá, os investimentos entregues representam um marco no desenvolvimento de Luís Eduardo Magalhães.

“Essas ações colocam nossa cidade em um novo patamar, trazendo infraestrutura moderna, serviços de saúde de qualidade e melhorias essenciais para o bem-estar da população. Estamos avançando com responsabilidade e planejamento para atender às demandas do nosso crescimento.”, disse.

“Esse aeroporto é um marco para Luís Eduardo Magalhães. Agora, estamos conectados a mercados importantes, abrindo portas para novos negócios, facilitando o transporte de cargas e fortalecendo o turismo regional”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.

Lideranças

Aeroporto de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia; inauguração, governador Jerônimo Rodrigues, prefeito Júnior MarabáAeroporto de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia; inauguração, governador Jerônimo Rodrigues, prefeito Júnior Marabá
Foto: Thuane Maria/GOVBA

Lideranças de associações que representam o setor produtivo do estado também participaram das entregas.

Entre os presentes, estavam os diretores da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Ana Paula Franciosi e Gustavo Prado, além do presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Odacil Ranzi, e seu vice, Moisés Schmidt.

Durante o evento, Ana Paula Franciosi ressaltou a relevância da infraestrutura para o fortalecimento do setor produtivo.

“Entendemos que infraestrutura é a base para o desenvolvimento econômico e social de uma região. Por isso, nossa associação está alinhada com iniciativas que promovem avanços em logística, transporte e conectividade. O aeroporto que celebramos hoje terá um papel fundamental para facilitar a mobilidade de pessoas, a circulação de mercadorias e a atração de novos investimentos”, afirmou a diretora que é filha do produtor João Antônio Franciosi, grande idealizador da implantação do aeroporto, responsável por iniciar as obras da pista, atrair investidores e intermediar as tratativas junto às companhias aéreas.

lideranças do agronegócio da Bahia participaram de inauguração do novo aeroporto de Luís Eduardo Magalhãeslideranças do agronegócio da Bahia participaram de inauguração do novo aeroporto de Luís Eduardo Magalhães
Foto: Divulgação/Abapa

Além disso, o Hospital Municipal Miriam Borges foi reformado e recebeu mais de R$ 600 mil em novos equipamentos, como um arco cirúrgico móvel, uma mesa cirúrgica e uma ambulância.

Também foram entregues as ampliações e melhorias no Sistema de Abastecimento de Água e no Sistema de Esgotamento Sanitário.

As intervenções somaram R$ 45 milhões, com R$ 25,6 milhões destinados ao abastecimento de água e R$ 19,4 milhões para o saneamento básico. 

Aeroporto de Barreiras

Tão esperado quanto a entrega da pista e terminal aeroportuário de Luís Eduardo Magalhães está a modernização aeroporto de Barreiras, que já opera voos comerciais da Azul com aeronaves ATR.

A reforma da pista e terminal de passageiros da Capital do Oeste teve processo licitatório adiado para 10 de janeiro de 2025.

Projetos para a requalificação do Aeroporto de Barreiras estão sendo elaborados pela Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra)Projetos para a requalificação do Aeroporto de Barreiras estão sendo elaborados pela Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra)
Foto: Reprodução

Na obra, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), o comprimento da pista aumentará de 1.600 m para 1.950 m por 30 m largura possibilitando a operação com aviões com capacidade de aproximadamente 200 passageiros.

Já o pátio de estacionamento de aeronaves passará de 8.500 m² para 23.900 m². O investimento previsto para a execução dos serviços é de R$ 45 milhões com recursos do Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!





Source link

News

Produção de grãos na China atinge recorde de 706 milhões de toneladas em 2024



A produção total de grãos da China atingiu 706,5 milhões de toneladas em 2024, informou o Escritório Nacional de Estatísticas nesta sexta-feira (13). Ao mesmo tempo, Pequim intensifica seus esforços para aumentar ainda mais a produção na busca pela segurança alimentar.

A produção anual no maior importador de grãos do mundo se deu após colheitas maiores de arroz, trigo e milho. A afirmação é de Wei Fenghua, vice-diretor do departamento rural. Isso representou um aumento de 1,6% em relação à colheita de 695,41 milhões de toneladas em 2023, conforme os dados do Bureau. As informações foram divulgadas pelas agência Reuters.

Brasil x China 

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, as exportações para o gigante asiático, junto com Hong Kong e Macau no mês de Novembro/2024, caíram -31,3% e somaram US$ 6,19 bilhões. As importações aumentaram 23,6% e totalizaram US$ 5,58 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 0,61 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -13,0% alcançando US$ 11,78 bilhões.

Saldo de US$ 31 BI

No período de Janeiro/Novembro 2024, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China, Hong Kong e Macau caíram -6,1% e atingiram US$ 90,86 bilhões. As importações cresceram 20,6% e totalizaram US$ 59,40 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial apresentou superávit de US$ 31,46 bilhões e a corrente de comércio expandiu-se em 2,9% somando US$ 150,25 bilhões.



Source link

News

veja as novidades do pacote


O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) autorizou um pacote de ações para o agronegócio paulista. Somados, os investimentos chegam a R$ 340 milhões, distribuídos em iniciativas como linha de crédito para irrigação, fundo de investimento para modernizar a infraestrutura logística do setor e a criação de um centro de pesquisas dedicado à citricultura.

“Hoje é o dia de celebrar o agronegócio pujante, tecnificado, diversificado e que nos enche de orgulho. E a melhor maneira de homenagear o agronegócio é trabalhar por ele”, afirmou o governador. “Agora a gente aporta dinheiro com a Desenvolve SP (agência de fomento) e a iniciativa privada vem. Isso é mais um instrumento de financiamento, ou seja, a gente começa a utilizar o mercado de capitais para financiar o agronegócio e isso vai nos dando mais autoridade”, completou.

Ações

Em parceria com a agência Desenvolve SP, a Secretaria de Agricultura vai disponibilizar o Programa Irriga + SP, linha de crédito no valor de R$ 200 milhões para aumentar a eficiência no uso de água e mitigar os efeitos da estiagem. Os recursos serão destinados a projetos com foco na implementação de sistemas de irrigação, energia fotovoltaica e agricultura de precisão. A iniciativa pretende garantir a produção de alimentos e o desenvolvimento regional em um cenário de eventos climáticos extremos.

Outro anúncio foi o primeiro aporte, de R$ 50 milhões, para o Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro), que será destinado para melhorar a infraestrutura logística do setor agrícola no território paulista. Ao todo, o fundo contará com aporte de meio bilhão de reais.

Regularização

A cerimônia também contou com a entrega do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de número 100 mil, um marco de São Paulo no âmbito da preservação ambiental. O sistema de validação é o mais avançado do país, preservando 25% do seu território, acima do que o Código Florestal Brasileiro exige. A regularização ambiental das propriedades garante diversos benefícios ao produtor, como acesso a crédito, a incentivos e programas oferecidos nas esferas estaduais e federal.

“Mesmo sendo simbólico, o CAR de número 100 mil é muito importante. O CAR é o raio-X ambiental da propriedade, é a valorização. Em parceria com a iniciativa privada, com as entidades do agro, com análise dinamizada, com inteligência artificial, São Paulo vai ser o primeiro estado a implementar o Código Florestal Brasileiro e isso vai agregar muito valor nos nossos produtos, na nossa exportação”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

SP Agro: Anúncio de crédito Irriga + SPSP Agro: Anúncio de crédito Irriga + SP
Secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, discursou no evento

Laranja, limão, tangerina…

A citricultura, responsável por 8,2% das exportações paulistas e por 45 mil empregos no Estado, também recebeu investimento, de R$ 90 milhões, para a construção do Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade, uma parceria entre Fundecitrus, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). A principal linha de trabalho do CPA será promover a formação de novos grupos de pesquisa e a consolidação de outros já estabelecidos, visando o controle do greening, a principal ameaça aos pomares de citros em todo o mundo.

O evento ocorreu ontem (12), no Palácio dos Bandeirantes, também premiou as cidades com as melhores práticas do setor. A iniciativa estimula as prefeituras a fortalecer as gestões locais, melhorar a produtividade e a sustentabilidade do agro e gerar desenvolvimento sustentável às populações rurais.

A premiação neste ano disponibilizou repasse de R$ 600 mil aos três vencedores, com o prêmio de R$ 200 mil para cada. Os segundos colocados receberam um total de R$ 450 mil, sendo R$ 150 mil para cada, e os terceiros receberam um total de R$ 300 mil, sendo R$ 100 mil para cada município.

A cerimônia contou com as presenças dos secretários estaduais Guilherme Piai (Agricultura e Abastecimento), Arthur Lima (Casa Civil) e Jorge Lima (Desenvolvimento Econômico); do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp), Marco Antonio Zago; do presidente do Desenvolve SP, Ricardo Brito, e do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, entre outras autoridades e parlamentares.



Source link

News

Estreia do programa ‘Porteira Aberta Empreender’



A equipe do Porteira Aberta Empreender pegou a estrada para gravar o programa de estreia do projeto. O local escolhido para o lançamento na TV foi São Roque, interior de São Paulo.  

Nesse primeiro programa, o assunto é Crédito Consciente. A consultora do Sebrae de São Paulo, Simone Goldman, vai dar dicas de como o micro e pequeno produtor deve buscar crédito e entender quando ele realmente é necessário. Também vamos falar de  planejamento, elaboração de projeto para o banco, as linhas de crédito existentes, como funciona o Fampe, juros e a importância de uma boa gestão para conseguir pagar o financiamento e ter rentabilidade.

O Porteira Aberta Empreender, um projeto do Sebrae com o Canal Rural, vai trazer muita informação, dicas e exemplos de erros e acertos nesse mundo do empreendedorismo rural.

Nessa estreia, teremos histórias inspiradoras como a dos produtores José, de 85 anos e Cleuza, de 80 anos, que foram em busca de crédito para expandir os negócios. Com muito cuidado eles elaboraram uma estratégia de vendas e garantiram a quitação do financiamento.  

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

No sítio, em São Roque, onde foi gravado o programa, conversamos com o proprietário Olivardo Saqui, que começou com plantação de uva e, aos poucos, foi expandindo os negócios e hoje é sucesso com turismo rural. Ele dá dicas de como lidar com o crédito e os cuidados com a gestão dos negócios.   

O programa especial de estreia do Porteira Aberta Empreender vai ao ar no dia 20 de dezembro, 20h. A partir de 16 de janeiro, o programa será exibido todas às quintas, 17h45.

O conteúdo também está disponível no YouTube do Canal Rural.

Os produtores podem participar contando suas histórias e tirando dúvidas através do nosso WhatsApp que é (11) 93279-6720.

Abra as porteiras do seu negócio e venha empreender com a gente!  



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

STF autoriza compensação de Reserva Legal no mesmo Bioma


Aqueles proprietários de imóveis rurais que necessitam compor em seu imóvel o percentual de Reserva Legal, poderão compensar a área com o remanescente de Reserva Legal de outro imóvel, desde que no mesmo Bioma. Decisão recente Supremo Tribunal Federal (STF) pôs fim a um debate que vinha ocorrendo declarando a constitucionalidade do artigo 48, §2º, do Código Florestal (Lei Federal n.º 12.651/2012), mantendo o Bioma como critério de mecanismo compensatório.

O advogado Roberto Bastos Ghigino, da HBS Advogados, destaca que a recente decisão do STF oferece maior segurança jurídica, assim como provoca um maior incentivo para a concretização da regularização ambiental dos imóveis rurais. “Estava sub judice no STF pendente a definição de que se para a efetivação da instituição da Cota de Reserva Ambiental (CRA) deveria ser observado o mesmo Bioma ou se deveria ser observado o critério da identidade ecológica da localidade, situação que sobremaneira restringiria a instituição do referido instituto para compensação das áreas”, explica o advogado.

Ghigino contextualiza que o Código Florestal  instituído pela Lei Federal n.º 12.651/2012, entre diversas questões regulamentadas, estabeleceu percentuais para destinação de áreas de reserva legal, assim como, objetivando a regularização dos imóveis rurais, instituiu a necessidade de implementação de Programas de Regularização Ambiental (PRAs). “Nesse sentido, algumas das disposições contidas no Código Florestal foram regulamentadas pelo Decreto n.º 7.830/2012, dispondo precisamente sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), bem como sobre as normas gerais relacionadas ao Programa de Regularização Ambiental (PRA)”, complementa Roberto Ghigino.

Precisamente quanto às disposições do PRA, a normativa definiu um conjunto de ações ou iniciativas a serem desenvolvidas por proprietários e posseiros rurais com o objetivo de adequar e promover a regularização ambiental com vista ao cumprimento das disposições do Código Florestal. Entre as possibilidades definidas para implementação do PRA, foi viabilizada a instituição de Cotas de Reserva Ambiental. Assim, no sentido de regulamentar a CRA foi editado o Decreto n.º 9.640/2018, definindo o instituto como um título equivalente a área com cobertura natural que excede à Reserva Legal de uma propriedade e que poderá ser usado para compensar o déficit de Reserva Legal de outra propriedade, restando assim, materializado o pagamento por serviços ambientais.

O advogado da HBS explica que, em outras palavras, a Cota de Reserva Ambiental é um título nominativo representativo de área com vegetação nativa, existente ou em processo de recuperação, que poderá ser utilizado, de forma gratuita ou onerosa, para compensar o déficit de Reserva Legal de propriedades rurais, dos imóveis que não atenderem ao mínimo exigido na legislação como reserva, o qual, no caso do Estado do Rio Grande do Sul, o mínimo exigido é 20% (vinte por cento). Roberto Bastos Ghigino pontua que considerando que houve a judicialização de diversas normas do Código Florestal, estava entre elas a definição dos critérios para viabilização da instituição da Cota de Reserva Ambiental para compensação do percentual de Reserva Legal.

 





Source link

News

Defensivos agrícolas poderão ter a alíquota do novo IVA reduzida em 60% 



O Senado aprovou ontem (12), por 49 votos a 19, o texto do primeiro projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária. Como foram feitas modificações pelos senadores, o projeto retornará à Câmara para nova apreciação dos deputados – o que deve ocorrer na próxima semana.

A mudança mais significativa equiparou o regime especial de tributação do saneamento ao regime da saúde. Essa alteração deve adicionar mais 0,38 p.p. ao Imposto Sobre Valor Agregado (IVA). Além disso, os defensivos agrícolas também obtiveram vantagem: terão a alíquota do novo IVA reduzida em 60%.

Uma outra proposta atribuiu critérios objetivos para a tributação de pessoas físicas que obtenham renda com a compra, venda, cessão e arrendamento de imóveis. O relator do projeto é o senador Eduardo Braga (MDB-AM). Os senadores também fizeram mudanças em algumas propostas feitas por Braga, como retirar a incidência do imposto seletivo sobre armas e munições. Veja abaixo algumas mudanças:

Defensivos agrícolas

Braga fez um ajuste de redação no parecer para garantir que haja uma revisão a cada 120 dias da lista de insumos agropecuários e aquícolas esse último, cujo o cultivo se dá total ou parcialmente em meio aquático, submetidos à redução de 60% das alíquotas da CBS (federal) e do IBS (de Estados e Municípios).

Concessões

Braga fez concessões a atividades que, segundo cálculos que apresentou, tiveram impacto de alta de 0,13 ponto porcentual na alíquota padrão do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que vai substituir cinco tributos atuais. Durante a votação, ao longo desta semana, outras concessões foram feitas.

Armas e munições

O Senado derrotou a proposta do governo de reincluir as armas e as munições no Imposto Seletivo e decidiu mantê-las fora da tributação. A reinclusão das armas e munições foi proposta de destaque do líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Quando a regulamentação foi aprovada na Câmara, as armas e as munições já estavam fora do Imposto Seletivo, mas Braga decidiu introduzi-las novamente na tributação. Na CCJ do Senado, a oposição conseguiu aprovar a exclusão.

Imóveis

O relator no Senado atribuiu critérios objetivos para a tributação de pessoas físicas que obtenham renda com a compra, venda, cessão e arrendamento de imóveis. O texto da Câmara deixava a questão vaga e só pegava os profissionais que já recolheriam o IBS (IVA de Estados e municípios) e a CBS (IVA federal), como profissionais liberais.

Agora, toda pessoa física que tiver mais de três imóveis distintos e obter um rendimento superior a R$ 240 mil por ano com eles será tributado na locação ou cessão. No caso da venda, caso a pessoa física venda mais de três imóveis em um ano ou mais de um imóvel adquirido nos últimos cinco anos, também estará sujeita à tributação.

Já no caso da alíquota que incidirá sobre essas operações, Braga aplicou redutores maiores do que os aprovados na Câmara. Para a venda de imóveis, a alíquota incidente será de 50% da alíquota padrão do IVA – que recai sobre todos os demais produtos e serviços. O texto que saiu da Câmara previa um redutor de 40%. Já no caso do aluguel, arrendamento e cessão, o redutor foi elevado para 70% – o anterior era de uma redução de 60% da alíquota padrão.

Cashback

O texto aprovado na CCJ ampliou o cashback (mecanismo de devolução de tributos a famílias de baixa renda) para as contas de telefonia e internet. O texto da Câmara já previa a devolução de 100% da CBS (IVA federal) e de pelo menos 20% do IBS (IVA de Estados e municípios) para gás, água e esgoto e energia elétrica. Nos demais produtos e serviços, a devolução será de 20% da CBS e do IBS.

Extração e exportação de minérios

Braga decidiu acatar uma emenda que exclui um trecho do artigo que estabelece que não há incidência do Imposto Seletivo no fornecimento de bens com o fim específico de exportação a empresa comercial exportadora.

A emenda, do senador Weverton Rocha (PDT-MA), exclui um dispositivo com a intenção de “assegurar a imunidade constitucional das exportações de bens minerais ao Imposto Seletivo”. Segundo o autor da emenda, a tributação dessas operações geraria impactos negativos.

Zona Franca de Manaus

Braga ampliou os benefícios concedidos às empresas instaladas na Zona Franca de Manaus em relação ao projeto que havia sido aprovado na Câmara e extrapola os incentivos oferecidos hoje às empresas da região – ele já foi governador do Amazonas.

O senador estendeu vantagens às áreas de livre comércio instaladas nos vizinhos AC, AP, RO e RR e esticou a validade delas de 2050 para 2073.

O relator também incluiu um dispositivo que concede à única refinaria instalada na Zona Franca, que pertence à distribuidora Atem, vantagens tributárias.

Serviços veterinários

A CCJ também aprovou uma emenda para retirar do imposto seletivo serviços veterinários e a inclusão desses em redução de alíquota de 60%.



Source link

News

Roberto Perosa é anunciado como novo presidente da Abiec: veja os detalhes



A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) anunciou que, a partir de 16 de dezembro de 2024, Roberto Perosa assumirá a presidência da entidade, sucedendo Antônio Jorge Camardelli, que, ao longo de mais de uma década, consolidou a associação como referência mundial na exportação de carne bovina.

Segundo a Abiec, Perosa assume o cargo em um momento estratégico para o setor, trazendo uma bagagem de experiência e liderança. Com passagens relevantes no setor público e privado, incluindo sua atuação como Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, ele se destaca por sua capacidade de fortalecer o Brasil como protagonista no mercado internacional.

“A expertise adquirida em negociações globais, como sua coordenação das discussões do setor agrícola no G20, será crucial para ampliar as oportunidades e consolidar ainda mais a imagem da carne bovina brasileira no mundo”, informa o comunicado da entidade.

Sobre a Abiec

A associação representa 97% das exportações de carne bovina do país e se consolidou ao longo dos anos como uma das principais vozes do agronegócio brasileiro, promovendo as qualidades do produto nacional e defendendo sua competitividade e sustentabilidade.

A Abiec também informa que a transição de liderança reflete o dinamismo e a capacidade da associação em se renovar e adaptar às novas demandas globais, sempre com foco no crescimento sustentável do setor e no fortalecimento da presença da carne bovina brasileira nos mercados internacionais. A associação seguirá na vanguarda do setor, mantendo seu compromisso com a excelência, a inovação e a expansão de mercados para a carne brasileira.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul recuou 15,2%



Algumas unidades produtoras postergaram o término das operações para o final do mês




Foto: Divulgação

Segundo informações divulgadas pela União da Indústria de cana-de-açúcar (UNICA), a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro atingiu 20,35 milhões de toneladas na segunda quinzena de novembro, representando uma queda de 15,2% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024, que registrou 24 milhões de toneladas. No acumulado da safra 2024/2025 até 1º de dezembro, o volume processado somou 602,94 milhões de toneladas, uma retração de 2,75% comparado ao ciclo anterior.

Conforme Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, algumas unidades produtoras postergaram o término das operações para o final do mês. Sendo assim, como resultado, a moagem nos últimos quinze dias de novembro avançou cerca de 45% em São Paulo e 3% nos demais estados do Centro-Sul, quando comparada à primeira quinzena do mês.

Ainda que com este avanço, o ritmo de colheita na safra ainda está abaixo do observado no ciclo anterior. Até o início de dezembro, 135 usinas já haviam encerrado a moagem, número superior às 82 unidades que concluíram as atividades no mesmo período de 2023.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Custo do feijão aponta boa lucratividade no Paraná



Bom cenário de preços e a rentabilidade têm incentivado os produtores




Foto: Canva

O boletim semanal de conjuntura agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (12) pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, trouxe um panorama otimista para a produção de feijão no Paraná. Os custos de produção na primeira safra foram estimados em R$131,12 por saca de 60 kg e R$133,28 na segunda safra. Os preços praticados no mercado, variaram entre R$150,00 e R$250,00 por saca, o que indica uma margem de rentabilidade de até 60%. No caso do feijão preto, o preço médio foi registrado em R$213,87 no estado.

Segundo os dados, apesar do potencial de lucro, o clima tem sido um desafio em parte do estado. A colheita da primeira safra, iniciada em 2 de dezembro, permanece em 1% devido às chuvas constantes. O clima também ameaçam a qualidade dos grãos prontos para colheita. Cerca de 4% das áreas em maturação há mais de duas semanas correm risco de brotamento nas vagens, o que pode comprometer a produção.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Ainda assim, 93% das lavouras continuam classificadas como boas, com apenas 7% em condições médias e um percentual insignificante em situação ruim. As chuvas beneficiaram as áreas que começavam a sofrer com estresse hídrico, o que trouxe um alívio aos produtores.

O otimismo também se estende à segunda safra, pois o plantio está próximo de começar. O bom cenário de preços e a rentabilidade têm incentivado os produtores, refletindo-se em um aumento de 11% no preço das sementes em relação a novembro de 2023. Esse impacto foi compensado pela redução de 13% nos custos com agrotóxicos, o que pode levar a uma expansão na área plantada, conforme apontou o boletim.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

lei impulsiona oportunidades para produtores de cana no Brasil



Legislação estabelece limites para a emissão de gases de efeito estufa




Foto: Divulgação

Segundo dados da ORPLANA, o setor sucroenergético é beneficiado com a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, enquanto medidas estaduais incentivam o uso de etanol e tecnologias limpas. A sanção da lei que regulamenta o mercado de carbono no Brasil, sem vetos, foi celebrada pela ORPLANA (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) nesta quinta-feira (12). A nova legislação institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), um marco que estabelece limites para a emissão de gases de efeito estufa e cria um mercado regulado de carbono.

Impacto no setor sucroenergético

De acordo com a ORPLANA, o SBCE abre uma oportunidade estratégica para os produtores de cana-de-açúcar, que poderão negociar créditos de carbono no mercado. Esses créditos são gerados por práticas que reduzem ou removem emissões, permitindo a venda para empresas que precisam compensar seus índices de poluição. “O mercado de carbono representa um avanço significativo. Ele proporciona não apenas maior rentabilidade para os produtores de cana, mas também reforça os esforços para descarbonizar a economia brasileira”, afirma o CEO da ORPLANA, José Guilherme Nogueira.

Com a implementação do SBCE, os produtores poderão negociar Cotas Brasileiras de Emissão (CBE) e Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE), garantindo flexibilidade para atender às metas ambientais de maneira eficiente e lucrativa.

Isenção de IPVA em São Paulo beneficia o etanol

Em âmbito estadual, a ORPLANA também destacou como positiva a aprovação pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) do Projeto de Lei 1510/2023, que isenta do pagamento de IPVA os veículos híbridos flex e movidos a hidrogênio, entre janeiro de 2025 e dezembro de 2026. A medida segue agora para sanção do governador Tarcísio de Freitas.

“Essa decisão incentiva o consumo de etanol e direciona políticas de biocombustíveis, reforçando a eficiência do etanol como alternativa limpa e menos poluente”, comenta Nogueira. O projeto busca estimular tecnologias mais limpas e reduzir emissões, alinhando-se ao compromisso do estado com a sustentabilidade e oferecendo novos impulsos ao setor de biocombustíveis.

 





Source link