segunda-feira, julho 13, 2026

Agro

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saiba os impactos na lavoura de soja



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil aponta para a continuidade das chuvas até o final de 2024. Nos próximos dias, as precipitações ganham força, especialmente no Centro-Oeste, em Minas Gerais e São Paulo, com volumes que podem ultrapassar 80 mm em cinco dias.

Já no Matopiba, a tendência é que, ao aproximar-se da semana do Natal, entre 19 e 23 de dezembro, os acumulados de chuva ultrapassem os 80 mm tanto no Tocantins quanto no Maranhão. A chuva também avança gradualmente para o norte do Pará.

Chuva que fica no Sul do Brasil

Enquanto isso, o sul do país, especialmente o Rio Grande do Sul, experimenta chuvas persistentes, principalmente na porção sul, o que contribui para a reposição hídrica do solo. O verão, que se aproxima, deve apresentar volumes de precipitação acima da média em algumas regiões. O Centro-Oeste, Minas Gerais, São Paulo e Paraná terão chuvas intensas, enquanto o Rio Grande do Sul apresenta um período mais seco. No entanto, as precipitações não devem impactar as lavouras de soja, já que os volumes estimados ficam entre 100 e 130 mm nos próximos 30 dias.

E a lavoura de soja no Matopiba?

No Matopiba, a tendência também é de chuvas acima da média, o que é um alívio para as lavouras em fase de enchimento de grãos. Contudo, uma situação mais preocupante é observada no norte do Pará, onde os volumes de precipitação ficam abaixo da média. Em fevereiro, com algumas lavouras já em fase final de enchimento de grãos e outras no início da colheita, o impacto da chuva fora do esperado pode afetar o ritmo da colheita, especialmente nas áreas do Centro-Sul, mas ao mesmo tempo, pode beneficiar outras lavouras em fase de enchimento.

Março de 2025

Quando analisamos a previsão para março, o cenário se torna ainda mais desafiador. Durante o meio e final da colheita, há uma expectativa de chuvas intensas em várias regiões produtoras, como o Centro-Oeste, Sudeste, Matopiba e a região Sul. Essas precipitações não só podem prejudicar o andamento da colheita, mas também dificultar o início da semeadura do milho segunda safra, um momento crítico para os produtores. A combinação de chuvas excessivas e atrasos na colheita pode impactar diretamente a produtividade e a logística das lavouras.



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Ciclone traz alerta de temporais severos, granizo e ventos de 100 km/h neste fim de semana



A formação de um ciclone extratropical trará instabilidade ao Centro-Sul do Brasil neste fim de semana, com previsão de temporais severos, rajadas de vento que podem ultrapassar 100 km/h e queda de granizo.

Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o sistema começará a atuar na noite desta sexta-feira (13), ganhando força no sábado (14) e no domingo (15).

As áreas mais afetadas incluem o sul de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Triângulo Mineiro e partes do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Além de ventos intensos e granizo, há possibilidade de formação de tornados e microexplosões, especialmente em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Risco para o campo e infraestrutura

Os alertas meteorológicos indicam risco de danos a estruturas agrícolas, como silos e galpões, e de cortes no fornecimento de energia devido à queda de árvores.

No extremo sul do Rio Grande do Sul, em municípios como Pelotas e Santa Vitória do Palmar, os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 mm em 48 horas.

Apesar do cenário de alerta, Müller ressalta que o tempo seco retornará à maioria das regiões afetadas logo após a passagem do ciclone, reduzindo os riscos de enchentes.

Calor intenso no Nordeste

Enquanto o Centro-Sul enfrenta os efeitos do ciclone, o sol predominará no Nordeste, com máximas que podem chegar a 38 °C no norte do Piauí e Ceará.

As condições de tempo seco devem favorecer o trabalho no campo, mas a baixa umidade relativa do ar exige atenção dos produtores.



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Fungo inova no controle de pragas da banana e reduz uso de defensivos



Pesquisadores da Universidade Tiradentes (Unit), em parceria com o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) e a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), estão desenvolvendo uma solução inovadora e sustentável para o combate ao Cosmopolites sordidus, um besouro de cor preta, uma das principais pragas da bananicultura mundial. O estudo utiliza fungos entomopatogênicos, microrganismos que adoecem e eliminam insetos, para promover o controle biológico dessa praga devastadora.

A pesquisa, liderada pelo professor Marcelo da Costa Mendonça, promete ser uma alternativa ao uso de defensivos, alinhando-se à tendência global de redução de químicos na agricultura. “O uso de fungos selecionados contribui para o controle sustentável, evitando a contaminação ambiental e preservando a saúde dos trabalhadores rurais”, afirma Lucas Jefferson Santos Barboza, mestrando responsável pela pesquisa.

Impactos da praga e avanços na pesquisa

O Cosmopolites sordidus, conhecido como moleque-da-bananeira, é um besouro que ataca o rizoma da planta, reduzindo a produção em até 80%. Além de enfraquecer as bananeiras, a infestação facilita a entrada de patógenos, comprometendo a saúde das plantas.

Nos testes de laboratório, um dos fungos isolados apresentou 100% de eficácia na eliminação dos insetos. Atualmente, a pesquisa avança para testes em estufas agrícolas, onde será avaliada a aplicação do fungo diretamente nas plantas. O método utiliza o hábito social dos besouros para disseminar o fungo entre a população da praga, promovendo seu controle de forma natural.

Soluções para produtores orgânicos e sustentáveis

O projeto atende à demanda de produtores orgânicos, que não podem utilizar defensivos e muitas vezes sofrem com perdas significativas. A tecnologia, após validação em campo e aprovação regulatória, será transferida para empresas produtoras de bioinsumos agrícolas, possibilitando sua produção em larga escala.

“Essa inovação é um marco para a bananicultura sustentável, pois oferece uma solução eficiente e ambientalmente correta para um problema crônico na produção de bananas”, ressalta Mendonça.

Tendência mundial

A iniciativa reforça a importância da agricultura sustentável e do uso de controle biológico como alternativa ao combate de pragas e doenças. Ao evitar o uso de inseticidas químicos, o método reduz impactos ambientais, melhora a qualidade dos alimentos e protege a biodiversidade.

Com a promessa de beneficiar produtores de diversas escalas, o estudo deve ganhar notoriedade no mercado de bioinsumos e representar um avanço significativo para a ciência agrária no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

pragas e doenças marcam final da safra de pêssego



Alta oferta pressiona preços no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar, a safra do pêssego destinado à indústria está próxima do encerramento na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Em Pelotas e municípios vizinhos, cerca de 80% dos frutos já foram colhidos, mas a temporada enfrentou desafios como a grande incidência do gorgulho-do-milho, que migra de paióis, armazéns ou lavouras não colhidas para atacar frutos maduros. Além disso, a podridão-parda, favorecida pelas condições climáticas desde a floração, continua impactando a produção.

Outro ponto crítico é a redução do calibre das frutas de cultivares médias e tardias. Para a safra industrial, os preços de referência foram fixados em R$ 2,50 por quilo para frutos tipo I (diâmetro acima de 53 mm) e R$ 2,20 para tipo II.

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Na região de Passo Fundo, a colheita de variedades precoces avança, com cerca de 40% da produção já comercializada. Contudo, a alta oferta tem pressionado os preços, que variam entre R$ 3,50 e R$ 4,00 por quilo, dependendo da qualidade.

Em Soledade, os trabalhos concentram-se nas variedades de ciclo médio. O manejo intensificado para controle da podridão-parda, agravada pelas chuvas, foi essencial para minimizar prejuízos e manter a qualidade da colheita.





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Entidades se posicionam contra pulverização de defensivos com drones



A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Fiocruz divulgaram na quarta-feira (11) um posicionamento oficial contra a pulverização de defensivos agrícolas com drones.

A nota foi publicada em defesa da Lei nº 16.820/19, sancionada pelo governo do Ceará em 2019, proibindo a prática de forma pioneira no país. A liberação do uso dos veículos aéres não tripulados para esse fim, entretanto, voltou a ser discutida na Assembleia Legislativa do estado.

A Abrasco e a Fiocruz afirmam que “existem robustas evidências científicas comprovando os impactos nocivos da exposição das populações humanas e da biodiversidade decorrentes da pulverização aérea de defensivos”.

Essas evidências foram sistematizadas no Dossiê Abrasco – um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde (2015), no Dossiê contra o Pacote do Veneno e em defesa da vida (2021) e no Dossiê Danos dos Agrotóxicos na Saúde Reprodutiva: conhecer e agir em defesa da vida (2024).

“Devido à prática da pulverização aérea em algumas regiões do país, acidentes envolvendo comunidades tradicionais e crianças têm sido verificados com frequência”, diz a nota.

“No estado do Ceará, especificamente, tal prática foi realizada por grandes empreendimentos agrícolas atingindo diversas comunidades de camponeses, como constatado na região da Chapada do Apodi, provocando intoxicações agudas e crônicas, produzindo câncer, malformações congênitas, desregulações endócrinas, dentre outros agravos à saúde que podem ser constatados em estudos científicos publicados”, acrescenta a nota.

Comunidades atingidas

As entidades citam dados de relatório divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) que apontam que a contaminação por defensivos nas comunidades rurais aumentou quase dez vezes no primeiro semestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano passado.

Somente no Maranhão, exemplificam, mais de 100 comunidades foram atingidas pela pulverização aérea de agrotóxicos neste ano.

O relatório Territórios Vitimados Diretamente por Agrotóxicos no Maranhão, também citado pela nota, denuncia que 88% dos casos de pulverização aérea que geram contaminação dessas comunidades, do meio ambiente e que resultaram em perda da produção foram causados por drones.

O estudo é de autoria da Rede de Agroecologia do Maranhão (Rama), da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão (Fetaema) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

“O melhor caminho para uma agricultura mais saudável e sustentável passa pela aprovação de políticas como o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), voltadas para a diminuição do uso de agrotóxicos e pela promoção da agroecologia, nos âmbitos municipais, estaduais e federal. Frente à atual crise climática, é uma das políticas públicas mais urgentes para serem implantadas na defesa da vida”, dizem a Fiocruz e a Abrasco.



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Fungo inova no controle de pragas da banana e reduz uso de agrotóxicos



Pesquisadores da Universidade Tiradentes (Unit), em parceria com o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) e a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), estão desenvolvendo uma solução inovadora e sustentável para o combate ao Cosmopolites sordidus, um besouro de cor preta, uma das principais pragas da bananicultura mundial. O estudo utiliza fungos entomopatogênicos, microrganismos que adoecem e eliminam insetos, para promover o controle biológico dessa praga devastadora.

A pesquisa, liderada pelo professor Marcelo da Costa Mendonça, promete ser uma alternativa ao uso de agrotóxicos, alinhando-se à tendência global de redução de químicos na agricultura. “O uso de fungos selecionados contribui para o controle sustentável, evitando a contaminação ambiental e preservando a saúde dos trabalhadores rurais”, afirma Lucas Jefferson Santos Barboza, mestrando responsável pela pesquisa.

Impactos da praga e avanços na pesquisa

O Cosmopolites sordidus, conhecido como moleque-da-bananeira, é um besouro que ataca o rizoma da planta, reduzindo a produção em até 80%. Além de enfraquecer as bananeiras, a infestação facilita a entrada de patógenos, comprometendo a saúde das plantas.

Nos testes de laboratório, um dos fungos isolados apresentou 100% de eficácia na eliminação dos insetos. Atualmente, a pesquisa avança para testes em estufas agrícolas, onde será avaliada a aplicação do fungo diretamente nas plantas. O método utiliza o hábito social dos besouros para disseminar o fungo entre a população da praga, promovendo seu controle de forma natural.

Soluções para produtores orgânicos e sustentáveis

O projeto atende à demanda de produtores orgânicos, que não podem utilizar agrotóxicos e muitas vezes sofrem com perdas significativas. A tecnologia, após validação em campo e aprovação regulatória, será transferida para empresas produtoras de bioinsumos agrícolas, possibilitando sua produção em larga escala.

“Essa inovação é um marco para a bananicultura sustentável, pois oferece uma solução eficiente e ambientalmente correta para um problema crônico na produção de bananas”, ressalta Mendonça.

Tendência mundial

A iniciativa reforça a importância da agricultura sustentável e do uso de controle biológico como alternativa ao combate de pragas e doenças. Ao evitar o uso de inseticidas químicos, o método reduz impactos ambientais, melhora a qualidade dos alimentos e protege a biodiversidade.

Com a promessa de beneficiar produtores de diversas escalas, o estudo deve ganhar notoriedade no mercado de bioinsumos e representar um avanço significativo para a ciência agrária no Brasil.



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São Paulo valida 100 mil cadastros no CAR e lidera sustentabilidade rural


O estado de São Paulo alcançou um feito inédito: o cadastramento de 100 mil propriedades rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O estado lidera a agenda de conservação territorial na atividade agropecuária nacional, preservando 25% do seu território — acima do que o Código Florestal Brasileiro exige, que é de 20%.

O número de 100 mil cadastros foi entregue na quinta-feira (12) pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelo secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. A marca simbólica foi registrada com a entrega do certificado ao produtor Manoel Rainho Júnior, da Fazenda Miralua, localizada em Marabá Paulista, na região oeste do estado.

“Só São Paulo atingiu a marca de 100 mil CARs validados. Somos uma potência agroambiental, nossas reservas florestais estão crescendo. Hoje, 25% das nossas propriedades têm CAR validado. Até 2026, todas as 400 mil propriedades rurais paulistas terão o cadastro ambiental regularizado”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

O sistema já conta com mais de 432 mil cadastros ativos, sendo que 81 mil estão validados e outros 20 mil em processo de validação. Até o final do ano, o estado deve atingir a meta de mais de 100 mil cadastros validados, consolidando um marco importante para o Governo de São Paulo.

O governo paulista classificou o resultado como significativo, fruto de um árduo trabalho junto aos produtores rurais para a validação do CAR. A inscrição no programa é o primeiro passo para a obtenção da regularização ambiental do imóvel.

“Vamos validar 100% dos CARs de São Paulo até 2026. Com análise dinamizada e inteligência artificial, o estado será o primeiro no Brasil a implementar o Código Florestal Brasileiro de forma completa. Nosso produto é muito valioso, e nosso agro é o mais sustentável do mundo”, destacou Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento.

SP Agro: ENTREGA CARSP Agro: ENTREGA CAR
Entrega do documento ocorreu durante a premiação do Ranking Município Agro

Benefícios

Vale lembrar que o CAR facilita o acesso a créditos e incentivos oferecidos tanto pelo governo federal quanto pelo estadual. Isso inclui linhas de crédito para práticas sustentáveis, recuperação de áreas degradadas e manutenção de áreas de preservação.

O Plano Safra 2024/25 beneficiou os produtores com cadastro regularizado, oferecendo redução nas taxas de juros para recuperação de pastagens e prêmios para práticas agropecuárias consideradas mais sustentáveis. Os produtores que têm o CAR aprovado obtiveram um desconto de 0,5%, com a possibilidade de acumular mais 0,5% por outras boas práticas de sustentabilidade, totalizando 1% de redução nas taxas de juros.

Sobre o CAR

Criado pela Lei nº 12.651/2012, no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (SINIMA), e regulamentado pela Instrução Normativa MMA nº 2, de 5 de maio de 2014, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais.

O CAR permite o monitoramento das áreas de vegetação nativa, auxiliando na identificação de áreas desmatadas ou em processo de degradação, o que facilita ações de fiscalização e prevenção de crimes ambientais. No estado de São Paulo, esse controle é fundamental, especialmente em regiões de grande biodiversidade ameaçadas pelo desmatamento ilegal.



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Aprosoja MT promove ação solidária com a entrega de presentes



Nesta sexta-feira (13), a Aprosoja Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou a entrega de presentes de Natal para 600 crianças no Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac). A ação fez parte do programa Agrosolidário, que visa apoiar as famílias e pacientes atendidos pela instituição.

O Cridac recebe regularmente apoio da Aprosoja MT, incluindo a doação semestral de bebida de soja para cerca de 360 pacientes. A bebida desempenha um papel essencial, especialmente no tratamento de pacientes oncológicos.

Beneficiando a vida

Durante os tratamentos de quimioterapia e radioterapia, a bebida de soja ajuda a fortalecer o organismo, melhorar a imunidade e até substituir uma refeição quando a ingestão de alimentos sólidos se torna difícil. Maria Lídia Mendonça, que continua seu tratamento fisioterápico no Cridac após a remoção de linfonodos, destacou a importância dessa bebida como um aliado na recuperação e na manutenção da saúde.

A parceria vai além das ações de Natal e se estende durante todo o ano, com o fornecimento constante da bebida de soja, que se tornou essencial para os pacientes. Ela também mencionou que o evento de final de ano é aguardado com grande entusiasmo pelos pacientes e familiares, que associam a Aprosoja MT a ações positivas e benéficas.

Gilberto Figueiredo, secretário de Estado de Saúde, também expressou seu agradecimento à Aprosoja MT pelo apoio contínuo ao Cridac e pelas parcerias que fortalecem as iniciativas de reabilitação e assistência aos pacientes.

15 anos de Agrosolidário

O Agrosolidário, que completou 15 anos em 2024, é um programa apoiado por mais de 8,7 mil produtores associados da Aprosoja MT e tem se expandido ao longo dos anos. Dividido em áreas como Soja é Vida, Soja é Cultura, Soja Social e Soja é Esporte, o programa já beneficiou mais de 14 mil famílias e 79 instituições em todo o estado, tornando-se uma importante rede de solidariedade para a comunidade de Mato Grosso.



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Anvisa confirma a segurança dos alimentos consumidos no Brasil



Os alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, incluindo produtos essenciais como a soja, são seguros e seguem as normas de qualidade, como confirmou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última quarta-feira (11). A agência divulgou os resultados do Programa de Análise de Resíduos em Alimentos (Para), que mostra que a grande maioria dos produtos analisados está dentro dos padrões de segurança alimentar.

Em 2023, o Para avaliou 3.294 amostras de alimentos em 76 cidades do Brasil, para verificar a presença de substâncias usadas na produção agrícola. O resultado mostrou que apenas 0,67% das amostras apresentou risco à saúde, o que é uma porcentagem muito baixa e comparável a situações bem raras.

O resultado mostrou que apenas 0,67% das amostras apresentou risco à saúde, o que é uma porcentagem muito baixa e comparável a situações bem raras. Assim, a soja, um dos produtos cultivados no Brasil, segue dentro dos padrões de segurança, reafirmando a confiança na qualidade dos alimentos produzidos no país.

De acordo com o deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), esses resultados reforçam o compromisso do setor agrícola com a qualidade e segurança dos alimentos consumidos no Brasil. Ele também destacou que o setor segue as normas internacionais e garante alimentos saudáveis para milhões de brasileiros.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) ressaltou que a pesquisa confirma que a agricultura brasileira está alinhada com práticas sustentáveis e com as exigências do mercado global. Para o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da FPA, o resultado mostra os avanços nas práticas agrícolas, que respeitam o meio ambiente e a saúde dos consumidores.

Sustentabilidade e inovação

Os parlamentares também destacaram que o Brasil tem se consolidado como líder na produção agrícola sustentável. O deputado Luiz Nishimori (PSD-PR) afirmou que o país tem sido exemplo de boas práticas que respeitam tanto o meio ambiente quanto a saúde dos consumidores.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) complementou, dizendo que o Para reforça a confiança dos consumidores e promove um diálogo transparente entre o setor agrícola, as autoridades reguladoras e os brasileiros.



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AgroNewsPolítica & Agro

Manejo de pastagens sustentáveis impulsiona a pecuária


O Brasil, lar do segundo maior rebanho bovino do mundo, com impressionantes 238,6 milhões de cabeças, enfrenta desafios históricos no manejo de suas pastagens. Desde os métodos rudimentares, como o uso de fogo, até as soluções tecnológicas de ponta, a trajetória da pecuária brasileira reflete o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade. Segundo o artigo “Evolução do manejo das áreas de pastagem: da roçada às tecnologias sustentáveis”, assinado pelo agrônomo Stanley Monteiro, o setor vive um novo paradigma no controle de plantas daninhas.

Desde a chegada dos primeiros bovinos ao Brasil no século XVI, as plantas daninhas sempre foram uma ameaça às pastagens. Competindo por nutrientes, água e luz, essas plantas provocam a degradação das áreas e impactam diretamente a produção de carne e leite. Nos primórdios, o fogo era a principal ferramenta para combater o problema, mas trouxe mais danos do que benefícios. Além de destruir a microbiota e o material orgânico do solo, as queimadas intensificavam a germinação de novas plantas daninhas.

Monteiro destaca que, embora o uso do fogo ainda seja permitido em situações específicas e sob regulamentação rigorosa, sua eficiência agronômica é limitada. “A prática pode agravar o problema no curto, médio e longo prazo”, alerta o especialista.

O início da revolução tecnológica

A mudança começou no final da década de 1960, com o lançamento dos primeiros herbicidas pela Corteva Agriscience. Essas novas moléculas ofereceram um controle eficiente das plantas daninhas, eliminando métodos rústicos como o uso de roçadeiras. Ao longo das décadas, os herbicidas evoluíram, tornando-se mais concentrados e sustentáveis, com redução de resíduos plásticos e emissões de CO2 no transporte.

Essas inovações possibilitaram não apenas o controle eficaz das plantas daninhas, mas também a recuperação de áreas degradadas, aumentando a produtividade das pastagens e reduzindo a pegada de carbono das propriedades.

Tecnologia aliada à sustentabilidade

Hoje, os herbicidas modernos podem ser aplicados com equipamentos de alta tecnologia, como tratores, aviões, helicópteros e drones. Essas ferramentas garantem eficiência, economia e rapidez no manejo, permitindo que grandes áreas sejam tratadas em menos tempo. Segundo Monteiro, essas inovações “levaram a pecuária a patamares melhores de produtividade, mostrando que é possível manejar as plantas daninhas de forma sustentável”.

Impactos no futuro do agronegócio

Com a crescente demanda global por alimentos, o Brasil consolida sua posição como um dos principais exportadores de carne e leite. A integração de soluções tecnológicas e sustentáveis no manejo de pastagens é crucial para atender a essa demanda, ao mesmo tempo em que se preservam os recursos naturais. Stanley Monteiro conclui que o avanço nas tecnologias de herbicidas e maquinários não apenas enriquece a vida dos pecuaristas, mas também gera empregos e renda, fortalecendo a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.





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