segunda-feira, julho 13, 2026

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milho registra alta após relatório do USDA



Brasil e a Argentina mantiveram suas estimativas de produção inalteradas




Foto: Divulgação

De acordo com a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (12), Os preços do milho na Bolsa de Chicago apresentaram elevação nesta semana, com o primeiro contrato cotado encerrando a quinta-feira (12) a US$ 4,31 por bushel, acima dos US$ 4,26 registrados na semana anterior. O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no dia 10, influenciou o mercado ao manter a estimativa para a safra de milho dos EUA em 2024/25, mas reduzir os estoques finais, o que contribuiu para a alta nos preços.

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A produção de milho nos Estados Unidos foi estimada em 384,6 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais caíram para 44,2 milhões de toneladas. Em âmbito global, a produção mundial do grão foi reduzida para 1,218 bilhão de toneladas, uma queda de cerca de um milhão em relação às projeções de novembro. Já os estoques finais globais recuaram para 296,4 milhões de toneladas, uma redução de aproximadamente 8 milhões, conforme o apontado pelo Ceema.

Segundo o Ceema, o Brasil e a Argentina mantiveram suas estimativas de produção inalteradas, em 127 milhões e 51 milhões de toneladas, respectivamente. As exportações brasileiras de milho para o novo ano comercial são projetadas em 48 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, o preço médio do milho para os produtores foi mantido em US$ 4,10 por bushel.





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Produtores têm melhor momento para compra de insumos



Preços dos fertilizantes registraram uma redução média de 2% em novembro




Foto: Divulgação

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) fechou novembro de 2024 em 0,98, representando uma redução de 3% em comparação ao mês anterior, quando o indicador registrava 1,01. Esta é a segunda queda consecutiva no índice, sinalizando um momento ainda mais oportuno para os produtores adquirirem insumos, já que valores mais baixos refletem condições mais vantajosas de troca.

Nesse cenário, as commodities agrícolas também mostraram crescimento nos preços, com um aumento médio de 3%. A cana-de-açúcar liderou a valorização, subindo cerca de 6%, seguida pelo milho, que apresentou alta de 4%. Com o plantio da soja se aproximando do fim em diversas regiões brasileiras, as expectativas para uma safra robusta continuam em alta. Além disso, o La Niña foi considerado neutro pelos órgãos meteorológicos, favorecendo as condições climáticas das lavouras até o momento.

Insumos em queda

Os preços dos fertilizantes registraram uma redução média de 2% em novembro. A ureia foi o destaque, com uma queda de 8%, enquanto o superfosfato simples (SSP) teve uma redução de 5%. Este cenário reflete uma janela estratégica para compras de insumos, especialmente diante da alta de 3% no dólar no mesmo período, impulsionada por medidas fiscais do governo, como cortes de gastos e mudanças no imposto de renda.

Agora, o foco dos produtores e do mercado está no encerramento do plantio da soja, no acompanhamento do desenvolvimento das lavouras e na janela de plantio da safrinha. Além disso, o desempenho do clima será um fator determinante para as próximas safras.





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prejuízos podem chegar a R$ 6 mil por hectare


No Brasil, a safra 2024/25 de soja está com quase toda a área plantada nos principais estados produtores. Após um início impactado por uma seca prolongada, as chuvas ocorridas entre o final de outubro e novembro possibilitaram a aceleração do plantio. Apesar do avanço, o clima segue como fator crítico, trazendo desafios para garantir boa produtividade e uma colheita bem-sucedida.

“Estamos entrando em um período de alta incidência de chuvas nas principais áreas produtoras de soja, o que pode gerar doenças fúngicas, como a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi) que causa até 90% de perdas na lavoura, caso não seja controlada. Em números, em situações de alta severidade, os prejuízos podem ultrapassar R$ 6 mil por hectare, um prejuízo muito alto para o produtor”, explica Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Outro dado alarmante é o aumento expressivo de casos de ferrugem asiática. De acordo com o Consórcio Antiferrugem, coordenado pela Embrapa Soja, a média de registros da doença nas últimas cinco safras foi de 33 ocorrências por ciclo. No entanto, no ciclo 2023/24, o número disparou para 111 casos, uma alta de 234%, indicando a urgência em reforçar o manejo fitossanitário. “O produtor precisa estar atento, desde o início do plantio, e fazer um manejo com rotação de ativos com a inserção de novas moléculas para evitar a propagação da doença. O portfólio da FMC, por exemplo, conta com o fungicida Onsuva®, que possui na formulação uma carboxamida inédita e exclusiva, o fluindapir e um triazol, o difenoconazole, altamente seletivo, que proporciona um melhor manejo de doenças e rotação com outras soluções existentes no mercado, promovendo a sustentabilidade no controle”, comenta o gerente.

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O ativo fluindapir permite eficiência na rotação de ingredientes ativos, reduzindo a pressão de seleção de doenças. Com formulação altamente seletiva, o fluindapir promove a alternância com outras tecnologias disponíveis no mercado, reforçando a sustentabilidade no manejo agrícola.

Dentre outras estratégias para manejo da ferrugem-asiática, Lemos destaca as boas práticas como a ausência da semeadura de soja e a eliminação de plantas voluntárias na entressafra por meio do vazio sanitário para redução do inóculo do fungo, a utilização de cultivares de ciclo precoce, além de semeaduras no início da época recomendada e a utilização de fungicidas.





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Mercado de Carbono deve fomentar a preservação ambiental


A partir de agora, o Brasil conta oficialmente com uma regra que estabelece as bases para um mercado regulado de carbono no estilo cap and trade. A nova legislação determina limites de emissões de gases de efeito estufa (cap) e permite que o excedente das permissões, a Cota Brasileira de Emissões (CBE), e dos créditos, o Certificado de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE), sejam passíveis de negociação (trade).

A CBE é um ativo transacionável, representativo do direito de emissão de 1 tCO 2 e (uma tonelada de dióxido de carbono equivalente), outorgado pelo órgão gestor do SBCE, de forma gratuita ou onerosa, para as instalações ou as fontes reguladas.

Com a legislação, nosso país entra para o grupo das nações que possuem um sistema regulado de precificação de carbono, o que fortalece sua posição no cenário global de combate às mudanças climáticas. A iniciativa deve atrair investimentos internacionais, fomentar a preservação ambiental e gerar novas oportunidades de negócio e renda.

O mercado doméstico de carbono passa então a ser dividido em dois modelos: regulado e voluntário.

A produção primária agropecuária, bem como os bens, benfeitorias e a infraestrutura no interior da propriedade rural a ela diretamente associados ficaram de fora da regulamentação, devido principalmente à dificuldade em realizar medições mais precisas, enquanto não houver metodologia para contabilizar as mitigações. Também não serão consideradas emissões indiretas as decorrentes da produção de insumos ou de matérias-primas agropecuárias.

No entanto, o setor tem a oportunidade de gerar créditos de carbono com base na manutenção dos excedentes de Reserva Legal (RL), contribuindo tanto com a conservação da natureza e a sustentabilidade nos processos produtivos quanto no cumprimento das metas ambientais estabelecidas no país.

Para Natascha Trennepohl, integrante do comitê de Sustentabilidade da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e sócia do Trennepohl Advogados, há muitos desafios para os próximos anos.

“O SBCE será implementado em fases; a primeira, da regulamentação, deve levar de 12 a 24 meses. Visto que o texto foi sancionado sem vetos, os desafios para 2025 e 2026 estão relacionados à definição de regras para o monitoramento, a estruturação do registro, a definição de metodologias e a delimitação do próprio escopo da lei com a definição de quais os setores, os limites, as obrigações e até como será a governança e a estruturação do órgão gestor”.





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YouTube deve retirar vídeos desinformativos sobre saúde de Lula, determina AGU



A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou nesta sexta-feira (13) uma notificação extrajudicial ao YouTube para a retirada de vídeos com informações falsas sobre o estado de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na solicitação, o órgão pede ao Google, empresa responsável pela plataforma, que as publicações sejam retiradas em até 24 horas.

“As narrativas identificadas apresentam desinformação sobre o estado de saúde do presidente, inclusive sobre sua morte, gerando confusão a respeito de um assunto de relevância pública, com potencial de atingir a confiança nas instituições públicas e, em particular, afetar a própria estabilidade política e econômica do país”, afirma a AGU.

Mais cedo, Lula divulgou um vídeo nas redes sociais (abaixo) em que aparece caminhando ao lado do neurocirurgião Marcos Stavale, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Na noite da última segunda-feira (9), o presidente sentiu dores de cabeça e, depois de exames feitos no Sírio-Libanês em Brasília, foi transferido para a unidade do hospital em São Paulo, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência (chamada trepanação) para drenar o hematoma, na terça-feira (10).

Na manhã desta quinta-feira (12), ele também passou por um procedimento endovascular (embolização da artéria meníngea média) para reduzir o risco de se formar novo hematoma, na região entre o osso do crânio e o cérebro.

No dia 19 de outubro, Lula sofreu uma queda no banheiro da residência oficial, bateu com a cabeça e precisou levar cinco pontos na região da nuca. Desde então, ele fez diversos exames de imagem que mostraram uma pequena hemorragia intracraniana, estava sendo monitorado, mas não havia passado por nenhuma intervenção.





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Escalas de abate mais ‘folgadas’ baixam preços do boi gordo; veja cotações


O mercado físico do boi gordo registrou preços acomodados ao longo da sexta-feira (13). Segundo a consultoria Safras & Mercado, a perspectiva ainda é de queda para os indicadores no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate (entre nove e dez dias úteis na média nacional).

As paralisações de final de ano são uma variável chave a ser considerada, com muitas indústrias interrompendo o abate para realização de manutenção programada.

“A demanda doméstica de carne bovina segue preocupante, com a população brasileira ainda priorizando o consumo de proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango”, disse o analista Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 315,50
  • Goiás: R$ 302,50
  • Minas Gerais: R$ 312,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,32
  • Mato Grosso: R$ 297,09

Mercado atacadista

frigorífico, preço da carne bovina
Foto: Governo do Tocantins

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes para a carne bovina. Conforme Iglesias, o cenário delimitado para a segunda quinzena pode indicar para uma queda nos preços, considerando que a programação do varejo já está totalmente definida.

“Soma-se a isso a percepção de que o consumidor brasileiro vai priorizar proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, cortes suínos e do ovo”, assinalou Iglesias.

O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50 por quilo. O Quarto traseiro permanece precificado a R$ 27, por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 6,0286 para venda e a R$ 6,0266 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9726 e a máxima de R$ 6,0761. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,78%.



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Preços da soja estáveis no Brasil; confira o fechamento do mercado do grão



O mercado brasileiro da soja teve mais um dia de poucos negócios nesta sexta-feira (13). Com a queda na Bolsa de Chicago e o dólar subindo, os preços no Brasil ficaram de estáveis a mais baixos. A semana foi marcada por fraco movimento, uma vez que a indústria está abastecida e a janela de exportações quase finalizada.

Cotações no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 141,00 para R$ 140,50
  • Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 137,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 142,50 para R$ 142,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 133,00
  • Dourados (MS): preço se manteve em R$ 135,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00

A soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. A perspectiva de safra cheia na América do Sul pressionou o mercado.

Conab

A safra brasileira deverá ser recorde. Conforme levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de soja deverá totalizar 166,211 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com aumento de 12,5% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 147,718 milhões de toneladas. Em novembro, a Conab trabalhava com estimativa de safra de 166,143 milhões de toneladas.

O mercado também sentiu impacto negativo na fraqueza de outros óleos vegetais, além da firmeza do dólar frente ao euro, o que reduz a competitividade dos Estados Unidos no cenário exportador.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 7,50 centavos de dólar, ou 0,75%, a US$ 9,88 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,95 por bushel, com perda de 8,25 centavos, ou 0,82%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 3,30, ou 1,13%, a US$ 286,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 42,61 centavos de dólar, com baixa de 0,06 centavo, ou 0,14%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 6,0286 para venda e a R$ 6,0266 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9726 e a máxima de R$ 6,0761. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,78%.



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Palestra online mostrará atualizações sobre o controle de brucelose em São Paulo



A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) convida sindicatos rurais e pecuaristas a participarem do evento Atualizações Sobre o Controle de Brucelose no Estado de São Paulo, que ocorrerá de forma virtual, na próxima terça-feira (17), às 18h.

Além das regras de imunização do rebanho, a palestra também abordará a substituição da marca a fogo pelos bottons de identificação e o lançamento do atestado de vacinação, no âmbito do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT) do território paulista.

Os temas serão conduzidos pelo diretor do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Animal, Affonso dos Santos Marcos.

O evento é resultado de parceria entre Faesp, Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (OCESP). Clique aqui para se inscrever.



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Chuvas e manejo favorecem os citros, mas há risco de perdas



Suspeitas deriva preocupa produtores




Foto: Agrolink

Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar, citricultura apresenta cenários variados de desempenho no Rio Grande do Sul. Na região administrativa de Bagé, em Itaqui, as chuvas regulares e as temperaturas em elevação têm beneficiado os pomares, resultando em boa sanidade e excelente resposta às adubações. O pegamento de frutos é promissor, indicando uma safra positiva.

Por outro lado, em Maçambará, o cenário é mais desafiador. Apesar da excelente carga inicial de laranjas, há suspeitas de deriva de herbicidas aplicados em lavouras vizinhas, o que está provocando um abortamento de frutos. Levantamentos preliminares indicam que as perdas podem atingir até 80% da produtividade esperada, gerando preocupação entre os produtores.

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Na região administrativa de Frederico Westphalen, os pomares estão em fase de desenvolvimento dos frutos, com boas condições gerais. A expectativa para a safra 2024/2025 é de uma produtividade média de 35 toneladas por hectare. Os citricultores estão investindo em adubações e tratamentos fitossanitários preventivos, especialmente no controle da mosca-branca, que tem apresentado alta incidência, embora ainda sem causar grandes danos econômicos.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Porém, em algumas áreas, foi detectada a presença da Clorose Variegada dos Citros (CVC), o que exige maior atenção no manejo. Apesar disso, o quadro fitossanitário geral é considerado adequado, alimentando as expectativas por uma safra produtiva e de qualidade, conforme apontado no informativo.





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Resolução que permite o trânsito de máquinas agrícolas em rodovias é comemorada



O trânsito de máquinas agrícolas em rodovias do país foi regulamentado pela Resolução nº 1.017/24, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), na última quarta-feira (11).

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) comemoraram a medida.

A iniciativa estabelece critérios para o registro e a circulação de tratores e equipamentos agrícolas em vias públicas com vistas a trazer segurança e organização no uso compartilhado das rodovias.

A Resolução é fruto de parceria entre o Ministério dos Transportes (MTrans) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que propuseram a regulamentação do Registro Nacional de Tratores e Máquinas Agrícolas (Renagro).

Consulta pública do Governo Federal sobre a proposta, que recebeu ao todo 280 contribuições, foi fundamental para a aprovação da normativa.

Principais mudanças

As principais mudanças da normativa que regulamenta o trânsito de máquinas agrícolas incluem o registro obrigatório para tratores agrícolas fabricados a partir de 1º de janeiro de 2016, autorizados a transitar em vias públicas. Esses veículos deverão ser cadastrados gratuitamente no sistema do Mapa.

Já os equipamentos fabricados até 31 de dezembro de 2015 poderão ser registrados de forma facultativa no Renavam e no Renagro. Além disso, para circular em vias públicas, os tratores precisam estar registrados e atender a requisitos como largura máxima de 3,20 metros e limite de deslocamento de até 40 km em vias pavimentadas.

Outra informação importante é que estão dispensadas da Autorização Especial de Trânsito (AET) as máquinas agrícolas que cumprem esses critérios. Além disso, a resolução exige sinalização especial para alertar outros motoristas, aumentando a segurança no trânsito.

A assessora técnica da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da CNA, Elisângela Pereira Lopes, enfatizou a relevância da nova regulamentação.

“Essa medida traz segurança jurídica para os produtores que precisam circular com suas máquinas nas estradas — insumos indispensáveis para garantir alimentos à população brasileira e mundial. Além disso, promove a segurança viária, ao estabelecer regras claras para o compartilhamento das rodovias, priorizando o respeito e a proteção de todos os usuários”, destacou.



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