segunda-feira, julho 13, 2026

Agro

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os desafios enfrentados na safra 24/25



A safra 2024/25 de soja em Mato Grosso enfrenta alguns desafios, o que reflete a pressão de preços tanto no mercado nacional quanto internacional. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que o custo para o custeio desta safra será de R$ 50,27 bilhões, com um valor médio de quase R$ 4.000 por hectare. Esse cenário, com altos custos de produção, tem impactado como os produtores rurais têm buscado financiamento.

Segundo o estudo anual divulgado pelo instituto, a participação dos recursos próprios dos produtores de soja tem diminuído ao longo do tempo, o que tem aumentado a dependência de financiamentos externos.

A pesquisa aponta que, além da crescente participação de fontes de crédito federais e do sistema financeiro, a utilização de modalidades de financiamento mais seguras tem ganhado destaque. Essas alternativas ajudam a garantir maior estabilidade nas negociações e contribuem para mitigar os custos associados ao financiamento, proporcionando mais segurança financeira para os produtores.

O Imea também observa uma mudança importante na metodologia de análise do crédito. As fontes de financiamento passaram a incluir o crédito do Plano Safra e outras linhas de crédito oferecidas por bancos privados e multinacionais. Em 2024, a procura por crédito fora do Plano Safra cresceu. Isso reflete um aumento da participação dos bancos como principais fontes de financiamento, enquanto os recursos próprios dos produtores, que representavam cerca de 31% do custeio na safra anterior, caíram para 19%. Já o crédito de bancos e multinacionais saltou para quase 29% e 13%, respectivamente.

Esse movimento está relacionado às taxas de juros mais altas no sistema financeiro, que têm pressionado os produtores. A busca por alternativas de financiamento fora do Plano Safra também pode refletir a dificuldade de acesso ao crédito nas condições tradicionais. Embora o aumento no custo do crédito possa afetar as próximas safras, ele também mostra um reflexo positivo na produtividade dessa safra, que, apesar dos desafios financeiros, tende a ter uma produtividade maior, o que pode ajudar a equilibrar as contas no futuro.

As informações são da última edição do Rural Notícias.



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Pressão baixista persiste no mercado do boi gordo



Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor



Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor
Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor – Foto: Divulgação

De acordo com análise da StoneX, o mercado do boi gordo na B3 segue pressionado por uma tendência de baixa. O índice contínuo do boi gordo registrou queda para R$ 310/@ na última semana, uma redução significativa em relação aos R$ 350/@ observados no final de novembro de 2023. Além disso, os contratos futuros, especialmente os de fevereiro de 2025, estão sendo negociados a R$ 307/@, com alertas de que os preços possam recuar ainda mais, chegando à marca de R$ 300/@.  

Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor, em que a redução da oferta e a demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto no externo, não foram suficientes para impedir a queda nos preços. Um fator relevante para explicar essa variação é o aumento dos abates, indicando que o volume ofertado no mercado pode ter superado a demanda efetiva, pressionando as cotações.  

Com o mercado em alerta, agentes econômicos seguem monitorando de perto os dias de espera para compras nos frigoríficos, que podem indicar desequilíbrios entre oferta e demanda. Além disso, a volatilidade dos contratos futuros na B3 e sua resposta a esses movimentos seguem como pontos de atenção para os próximos meses.  

“Sem dúvidas em relação com a mudança de ciclo e a redução da oferta, assim como com a demanda tanto externa como interna ainda aquecidas, a explicação dessa brusca variação estaria no nível de abates, já que há indícios de que o volume que esperava ser vendido se encontrava acima da demanda a ser realizada. Sendo assim, continuarão sendo monitoradas de perto os dias de espera para compras nos frigoríficos, assim como volatilidade nas negociações das cotações futuras e as suas respostas em relação a isso”, conclui.

 





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inovação eleva bem-estar e produtividade em novilhas



Uma nova tecnologia desenvolvida para programas de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) promete melhorar o bem-estar de novilhas e aumentar a eficiência reprodutiva nas fazendas brasileiras. A ferramenta, chamada Retan Novilhas, foi projetada para reduzir o desconforto causado por dispositivos intravaginais tradicionais, que são utilizados em fêmeas jovens para sincronizar a reprodução.

Segundo o médico-veterinário Gabriel Sandoval, da empresa Global Gen, o dispositivo menor foi adaptado anatomicamente para atender às particularidades das novilhas precoces, que entram nos programas reprodutivos com menos de 18 a 24 meses.

“Nosso estudo mostrou que essas fêmeas apresentavam sinais de desconforto, como arqueamento do dorso e cauda erguida, quando usavam dispositivos tradicionais. Com o Retan Novilhas, reduzimos significativamente esses sinais e observamos uma menor liberação de cortisol, o hormônio associado ao estresse”, diz Sandoval.

Benefícios comprovados em estudos

Os estudos foram realizados em seis fazendas com mais de 2.200 novilhas e mostraram que, além de melhorar o bem-estar animal, o dispositivo aumentou o ganho de peso das fêmeas.

“Trabalhamos com um dispositivo que tem a mesma superfície de contato e liberação de progesterona do modelo tradicional, mas sem causar o mesmo desconforto”, destaca o veterinário.

Os dados também revelaram uma menor presença de células inflamatórias nas novilhas tratadas com o dispositivo menor, comprovando os benefícios da tecnologia tanto para a saúde quanto para a produtividade dos animais.

Bem-estar animal e mercado global

Com o aumento das exigências globais em relação à saúde e bem-estar animal, a inovação pode ajudar pecuaristas brasileiros a atender mercados mais rigorosos. Sandoval ressalta que a pecuária moderna exige sistemas mais eficientes e sustentáveis, e a adoção de tecnologias como o Retan Novilhas contribui para encurtar ciclos produtivos sem comprometer a saúde dos animais.

O dispositivo já foi apresentado ao mercado durante o Global SN Group, evento realizado em Goiânia, e teve uma recepção positiva entre os pecuaristas.

Com a adoção crescente de práticas voltadas para o bem-estar animal, tecnologias como essa se consolidam como aliados estratégicos para o crescimento sustentável da pecuária brasileira.



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O futuro da agricultura sustentável



O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos



O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos
O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos – Foto: Pixabay

A agricultura sempre foi fundamental para o desenvolvimento humano, e com o crescimento populacional e os desafios ambientais, a busca por práticas mais sustentáveis nunca foi tão urgente. Os Nanofertilizantes surgem como uma solução inovadora, com previsão de crescimento do mercado para US$ 12,4 bilhões até 2034. Ao utilizar nanotecnologia, esses fertilizantes fornecem nutrientes de forma mais eficiente, liberando-os de maneira controlada para garantir a absorção ideal pelas plantas.

Diferente dos fertilizantes tradicionais, que muitas vezes resultam em desperdício e poluição, os nanofertilizantes reduzem a quantidade de insumos necessários, aumentando a produtividade e diminuindo os impactos ambientais. Eles estão disponíveis em várias formas, como nanocompostos e nutrientes nanoencapsulados, e sua aplicação precisa melhora a saúde do solo, além de otimizar o uso dos fertilizantes.

O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos, com a população projetada para atingir 9,7 bilhões até 2050, e as preocupações com a sustentabilidade, como a degradação do solo e da água. Além disso, há forte apoio governamental para práticas agrícolas sustentáveis e investimentos em nanotecnologia. Contudo, desafios como os altos custos de produção, questões regulatórias e a falta de conhecimento dos agricultores sobre os benefícios dos nanofertilizantes precisam ser superados.

O mercado é segmentado por tipo de nutrientes e aplicação, com destaque para a produção de culturas e horticultura. Regiões como América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico estão na vanguarda, com a América Latina também se destacando pela adoção de tecnologias inovadoras. Empresas como BASF, Nutrien e Yara estão investindo na pesquisa e desenvolvimento de nanofertilizantes, moldando o futuro da agricultura. Até 2034, espera-se que essa tecnologia desempenhe um papel essencial na segurança alimentar e na sustentabilidade.

 





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Festival gastronômico reúne produtores rurais e shows neste fim de semana


O Parque da Água Branca, na capital paulista, recebe o festival gastronômico Sabor de São Paulo neste sábado (14) e domingo (15). O evento é promovido pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Turismo, com entrada gratuita.

O Sabor de São Paulo trará mais de 50 produtores do interior e litoral, além de 10 restaurantes que vão apresentar o melhor da gastronomia paulista. Queijos, vinhos, cafés, pratos à base de frutos do mar, pupunha, suínos e charcutaria são algumas das opções.

No palco, os chefs Eudes Assis, Fabio Vieira, Angélica Vitali, Ju Tricate e Gabriel Coelho compartilharão receitas e dicas com aulas ao vivo. O espaço contará também praça de alimentação com bastante variedade.

Chefs vão apresentar aulas durante o evento. Foto: Divulgação/Governo de SP

O palco do evento contará com apresentações de Demônios da Garoa, Rita Lee Cover Oficial & Rock’nboles, Banda Allegro, Juliana Valiati, Trio Café e Trio Uiraparu. Para as crianças, o estande da Setur-SP receberá Chico Bento e Rosinha, personagens da Turma da Mônica, que promoverão uma performance lúdica e interativa.

O Sabor de São Paulo é o maior programa de valorização da gastronomia paulista, com mais de 390 produtores mapeados distribuídos em 13 rotas gastronômicas envolvendo cerca de 300 municípios. É uma forma de promover a gastronomia e os produtores locais e valorizar as identidades, sabores e tradições locais.

O evento será realizado no Parque da Água Branca, na avenida Francisco Matarazzo, 455. O festival acontece das 11h às 20h e contará com pratos à venda a partir de R$ 30, destacando o melhor da culinária regional. A programação completa pode ser conferida no site do festival.



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Mapa e Paraná firmam acordo para impulsionar inovações no agro



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Secretaria Estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital do Paraná firmaram um Protocolo de Intenções com o objetivo de impulsionar a inovação no agro do estado. A parceria visa fortalecer os ecossistemas de inovação agropecuária, com foco em promover o desenvolvimento estratégico e aumentar a competitividade das empresas do setor agroindustrial paranaense.

Alessandro Cruvinel, diretor do Departamento de Apoio à Inovação para Agropecuária (Diagro/Mapa), destacou que o Ministério está desenvolvendo a estratégia MapaConecta para Inovação Agropecuária, uma iniciativa que se apoia em dois pilares principais: o fortalecimento dos ecossistemas estaduais de inovação e a criação de uma plataforma virtual interativa. Essa plataforma será um espaço dinâmico, que permitirá a interação entre diversos atores do setor agropecuário, que promoverá a construção de redes colaborativas e a inovação aberta.

Rumo ao desenvolvimento do agro paranaense

A assinatura deste protocolo une esforços do Governo Federal e estadual com o propósito comum de fortalecer a competitividade do Brasil no mercado global. As equipes do Mapa no Paraná atuarão lado a lado com a Secretaria Estadual de Inovação no desenvolvimento dessa estratégia, garantindo resultados concretos e benefícios significativos para o setor em breve.

O Protocolo de Intenções estabelece ações direcionadas ao estímulo à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à criação de novos negócios para a agropecuária brasileira. A iniciativa busca integrar diferentes atores do ecossistema agroindustrial, incluindo associações e cooperativas de produtores rurais, indústrias, startups, prestadores de serviços, universidades e centros de pesquisa, além de governos e organizações representativas do setor agropecuário e da inovação no Paraná.

O objetivo da parceria é promover o crescimento econômico do estado e do país, estimulando o aumento da renda, a geração de novas oportunidades de negócios e o bem-estar social. Para isso, a colaboração entre os diversos agentes envolvidos nos ecossistemas de inovação assegura uma coordenação estratégica e alinhada aos desafios e oportunidades do agro no estado e no Brasil.



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Mato Grosso lidera exportações de algodão no Brasil, aponta Imea



MT consolidou liderança no mercado de algodão




Foto: Divulgação

Mato Grosso consolidou sua posição de liderança no mercado brasileiro de algodão ao exportar 186,80 mil toneladas de pluma em novembro de 2024, o maior volume mensal registrado desde o início da safra 2023/24. Esse montante representou 62,37% do total exportado pelo Brasil no período, segundo informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Entre os principais destinos do algodão mato-grossense, a China retomou o posto de maior compradora, adquirindo 43,54 mil toneladas no mês, seguida de perto pelo Vietnã, com 42,83 mil toneladas.

No acumulado da safra 2023/24 até novembro, Mato Grosso já embarcou 505,54 mil toneladas de algodão, configurando o segundo maior volume da série histórica para o período de agosto a novembro.

Perspectivas para a Safra 2023/24

O Imea projeta que Mato Grosso exporte 1,80 milhão de toneladas de algodão ao longo do ciclo da safra 2023/24, com estimativa de que 1,29 milhão de toneladas sejam embarcadas até julho de 2025. No entanto, é importante destacar que o beneficiamento da safra ainda está em andamento, o que significa que nem toda a produção está disponível para exportação neste momento.

 





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Fraude no leite destaca a necessidade de reforçar fiscalização



Fraude abala a confiança dos consumidores




Foto: Divulgação

Os recentes casos de adulteração de leite no Rio Grande do Sul, que resultaram na apreensão de toneladas de produtos fraudulentos, trazem à tona a urgência de uma fiscalização agropecuária mais robusta e bem estruturada no Brasil. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), essa atuação é essencial para garantir a qualidade e segurança dos alimentos consumidos pelos brasileiros e exportados para outros países.

As práticas criminosas de adulteração não apenas colocam em risco a saúde pública, mas também abalam a confiança dos consumidores nos produtos de origem animal e vegetal. O presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, enfatizou que tais ocorrências são inaceitáveis:

“Casos de adulteração de alimentos não podem ser tolerados, e a proteção à saúde pública deve ser uma prioridade inegociável. É fundamental que as autoridades adotem medidas imediatas para ampliar e fortalecer a fiscalização agropecuária em todo o país.”

A entidade reforça que a falta de auditores fiscais é um dos maiores desafios enfrentados pelo setor. O déficit de profissionais compromete a capacidade de resposta às irregularidades, favorecendo a impunidade e aumentando o risco de novas fraudes. Para combater essas práticas, o sindicato defende a realização de concursos públicos para repor o quadro de fiscais, além de melhorias nas condições de trabalho.

A Anffa Sindical alerta ainda que a segurança alimentar é um pilar estratégico para o Brasil, tanto para o mercado interno quanto para manter a competitividade no comércio internacional. Sem uma fiscalização eficaz, o país corre o risco de prejudicar sua imagem perante outros mercados.





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Faesp quer retratação do Carrefour sobre a decisão do grupo em não comprar…


Uma das principais marcas de varejo, por meio do CEO do Carrefour França, anunciou que suspenderá vendas de carne do Mercosul: decisão gera críticas e debate sobre sustentabilidade

O Carrefour França anunciou que suspenderá a venda de carne proveniente de países do Mercosul, incluindo o Brasil, alegando preocupações com sustentabilidade, desmatamento e respeito aos padrões ambientais europeus. A afirmação é do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, nas redes sociais do empresário, mas destinada ao presidente do sindicato nacional dos agricultores franceses, Arnaud Rousseau.

A decisão gerou repercussão negativa no Brasil, especialmente no setor agropecuário, que considera a medida protecionista e prejudicial à imagem da carne brasileira, amplamente exportada e reconhecida pela qualidade.

Essa decisão reflete tensões maiores entre a União Europeia e o Mercosul, com debates sobre padrões de produção e sustentabilidade como pontos centrais. Para a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), essa decisão é prejudicial ao comércio entre França e Brasil, com impactos negativos também aos consumidores do Carrefour.

Os argumentos da pauta ambiental alegada pelo Carrefour e pelos produtores de carne na França não se sustentam, uma vez que a produção da pecuária brasileira está entre as mais sustentáveis do planeta. Esta posição, vinda de uma importante marca de varejo, é um indício de que os investimentos do grupo Carrefour no Brasil devem ser vistos com ressalva, segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles.

“A declaração do CEO do Carrefour França, Alexandre Bompard, demonstra não apenas uma atitude protecionista dos produtores franceses, mas um total desconhecimento da sustentabilidade do setor pecuário brasileiro. A Faesp se solidariza com os produtores e espera que esse fato isolado seja rechaçado e não influencie as exportações do país. Vale lembrar que a carne bovina é um dos principais itens de comercialização do Brasil”, disse Tirso Meirelles.

O coordenador da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte da Faesp, Cyro Ferreira Penna Junior, reforça esta tese. “A carne brasileira é a mais sustentável e competitiva do planeta, que atende aos padrões mais elevados de qualidade e exigências do consumidor final. Tais retaliações contra o nosso produto aparentam ser uma ação comercial orquestrada de produtores e empresas da União Europeia que não conseguem competir conosco no ‘fair play’”, diz Cyro.

Para o presidente da Faesp, cabe ao Carrefour reavaliar sua posição e, eventualmente, se retratar publicamente, uma vez que esta decisão, tomada unilateralmente e sem critérios técnicos, revela uma falta de compromisso do grupo com o Brasil, um importante mercado consumidor.

Várias outras instituições se posicionaram contra a decisão do Carrefour, e o Ministério da Agricultura (Mapa). “No que diz respeito ao Brasil, o rigoroso sistema de Defesa Agropecuária do Mapa garante ao país o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo”, diz o Mapa em comunicado. “Vale reiterar que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e atua com transparência no setor […] O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros”, continua a nota.





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AgroNewsPolítica & Agro

milho registra alta após relatório do USDA



Brasil e a Argentina mantiveram suas estimativas de produção inalteradas




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De acordo com a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (12), Os preços do milho na Bolsa de Chicago apresentaram elevação nesta semana, com o primeiro contrato cotado encerrando a quinta-feira (12) a US$ 4,31 por bushel, acima dos US$ 4,26 registrados na semana anterior. O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no dia 10, influenciou o mercado ao manter a estimativa para a safra de milho dos EUA em 2024/25, mas reduzir os estoques finais, o que contribuiu para a alta nos preços.

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A produção de milho nos Estados Unidos foi estimada em 384,6 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais caíram para 44,2 milhões de toneladas. Em âmbito global, a produção mundial do grão foi reduzida para 1,218 bilhão de toneladas, uma queda de cerca de um milhão em relação às projeções de novembro. Já os estoques finais globais recuaram para 296,4 milhões de toneladas, uma redução de aproximadamente 8 milhões, conforme o apontado pelo Ceema.

Segundo o Ceema, o Brasil e a Argentina mantiveram suas estimativas de produção inalteradas, em 127 milhões e 51 milhões de toneladas, respectivamente. As exportações brasileiras de milho para o novo ano comercial são projetadas em 48 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, o preço médio do milho para os produtores foi mantido em US$ 4,10 por bushel.





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