domingo, julho 12, 2026

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Soja encerra a semana sem negócios


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul não registrou negócios na sexta-feira, segundo informações da TF Agroeconômica. “ R$ 142,00 para entrega novembro, e pagamento 27/12, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 15/01. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 15/01. R$ 134,00 Ijuí – Pagamento em 15/01. R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 15/01. Preços de pedra, em Panambi, manteve em para R$ 125,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Santa Catarina registrou oferta no porto entre R$ 131 e R$ 140 a depender do mês. “ Ofertas no porto de São Francisco para 2025 entre R$ 131,20 com entrega em fevereiro e pagamento em 28/03, até R$ 140,50 com entrega em junho e pagamento em 30/07. O preço no porto foi de R$ 145,00, Chapecó a R$ 135,50”, completa.

Cotações em queda no interior do Paraná. “Em Paranaguá, os preços CIF variam entre R$ 144 e R$ 147, de acordo com prazos e condições. Com a soja limitada, produtores têm optado por segurar o produto, enquanto compradores permanecem pouco ativos. Em Ponta Grossa, a queda do dólar e boas condições climáticas pressionaram os preços. Indústrias ofertaram R$ 138 por saca CIF para entrega até 20 de dezembro, enquanto vendedores pediam R$ 145. A resistência em aceitar preços mais baixos deixou o mercado spot travado, sem negócios relevantes na região”, indica.

No Mato Grosso do Sul o mercado não anda. “O spot de soja em Dourados iniciou a semana travado, com indicações de compra no spot entre R$ 136 e R$ 137 por saca FOB, com retirada imediata e pagamento em 30 dias. Os preços se mantêm estáveis, mas pedidas acima de R$ 140 por saca por parte dos produtores têm limitado os negócios”, informa.

Negócios parados no mercado do Mato Grosso. “No spot da soja em Rondonópolis, compradores indicavam R$ 141 por saca FOB, embarque imediato e pagamento em janeiro. O valor foi apenas nominal, com grãos indisponíveis e compradores abastecidos. Campo Verde: R$ 136,00, Lucas do Rio Verde: R$ 133,50. Nova Mutum: R$ 133,50. Primavera do Leste: R$ 136,50. Rondonópolis: R$ 138,50. Sorriso: R$ 136,00”, conclui.





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Expedição Soja Brasil: desafios e incertezas no Rio Grande do Sul



A Expedição Soja Brasil chegou ao estado do Rio Grande do Sul e você pode acompanhar a reportagem completa no último programa do Soja Brasil. O plantio no estado apresentou uma safra marcada por desafios e incertezas, mas também por uma visão de resiliência e tecnologia.

A safra 2024/25 do grão apresenta um cenário desigual, com algumas regiões em meio a um bom desenvolvimento da soja, enquanto outras ainda lutam para plantar após adversidades climáticas, como a estiagem e as enchentes.

Soja Brasil reporta os desafios climáticos do RS

Os produtores que atuam em áreas mais suscetíveis a enchentes, como na zona sul do estado, enfrentam dificuldades para retomar as atividades agrícolas. Em abril de 2023, poucas lavouras haviam sido colhidas e a soja apodreceu no campo devido ao excesso de chuva. O cultivo nessas áreas geralmente ocorre em terras baixas, o que torna os danos provocados pelas chuvas mais intensas. Muitas propriedades tentam se recuperar dos estragos das enchentes, e o planejamento da safra 2024/25 foi prejudicado pela incerteza climática.

Boas expectativas

Por outro lado, a Expedição Soja Brasil relatou que, apesar dos contratempos, a safra de soja do Rio Grande do Sul ainda apresenta um ciclo de boas expectativas. O plantio soja para a safra 2024/25, iniciou em outubro e segue até 28 de janeiro, com a maioria dos produtores apostando em um clima mais favorável para acelerar o plantio. As plantadeiras trabalham a todo vapor para aproveitar as janelas de clima seco.

A recuperação do estado depende dessa janela de tempo favorável para a semeadura. Segundo meteorologistas, a previsão é de que as chuvas não sejam tão intensas quanto em anos anteriores, mas podem variar entre regiões. A expectativa é que o clima melhore, permitindo uma safra mais tranquila, com produtividade dentro do esperado.

Expedição Soja Brasil: a realidade dos produtores

Apesar da expectativa de um clima favorável, muitos produtores ainda enfrentam grande insegurança. Em algumas regiões, o plantio está atrasado devido a problemas financeiros que dificultam o acesso ao crédito. Diante disso, alguns recorrem a alternativas, como empréstimos informais, para garantir o financiamento necessário à produção.

Além das dificuldades financeiras, a falta de crédito é um obstáculo significativo para muitos pequenos e médios produtores. Mesmo com boas janelas de clima seco, a falta de recursos limita investimentos em insumos e tecnologias, o que pode comprometer a produtividade. Em alguns casos, as áreas afetadas pelas cheias podem até ser abandonadas, devido à destruição causada pelas chuvas e à escassez de recursos para recuperação.

Perspectivas

De acordo com o Instituto Riograndense do Arroz (Emater), a previsão é de que sejam semeados aproximadamente 6,8 milhões de hectares de soja na safra. No entanto, muitos produtores ainda estão inseguros sobre a viabilidade do plantio. Algumas áreas que haviam sido preparadas para o cultivo podem ser comprometidas devido à falta de financiamento e à destruição causada pelas chuvas.



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Itaú BBA lança módulo sobre COP29 com foco no agronegócio sustentável



A Academia Agro do Itaú BBA, plataforma de ensino a distância gratuita voltada para clientes e não clientes, lançou um novo módulo dedicado à 29ª Conferência das Partes (COP29) da ONU. O objetivo é aprofundar as discussões sobre a crise climática, com foco em práticas agrícolas de baixo carbono, e apoiar a transição sustentável dos produtores rurais brasileiros.

O módulo COP29 inclui um vídeo explicativo sobre os principais temas da conferência, abordando sua relevância para o Brasil e o papel do agronegócio no enfrentamento das mudanças climáticas. Além disso, apresenta um artigo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) intitulado “Soluções climáticas da agropecuária a caminho da COP30” e um videocast com análises de João Adrien, head de ESG Agro do Itaú BBA, e Luciana Nicola, diretora de relações institucionais e sustentabilidade do banco.

“Esse é um debate particularmente relevante para o Brasil, pois o nosso agronegócio tem o potencial de ser uma parte fundamental da solução climática. O setor pode reduzir emissões líquidas e atuar como aliado na captura de gases de efeito estufa, enquanto assegura a produção em escala para a segurança alimentar global”, afirma Luciana Nicola.

Educação e sustentabilidade no agro

Desde 2019, o Itaú BBA tem ampliado sua atuação no setor agro por meio da produção de conteúdos voltados à economia e às finanças agrícolas. Entre as iniciativas, estão a criação da área de Consultoria Agro, o lançamento da Academia da Governança Agro em 2022 e, mais recentemente, a Academia Socioambiental Agro em 2024. Todo esse material foi consolidado na plataforma Academia Agro, que oferece módulos gratuitos e práticos para apoiar a adoção de boas práticas de governança e sustentabilidade.

O módulo COP 29 está disponível gratuitamente no site da Academia Agro, com acesso liberado mediante inscrição. A iniciativa reforça o compromisso do Itaú BBA em incentivar a transição sustentável no setor agro e posicionar o Brasil como líder em práticas climáticas responsáveis.

O módulo COP 29, assim como os demais conteúdos da Academia Agro, está disponível gratuitamente aqui. O acesso é liberado mediante inscrição.



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ganhos em Chicago são limitados antes do intervalo



A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja chega ao intervalo com preços mais altos para o grão e farelo, enquanto o óleo sofre queda. O dia de recuperação no mercado de soja, no entanto, tem ganhos limitados, pressionados pela expectativa de uma safra cheia na América do Sul e pela fraca performance das exportações norte-americanas.

Contratos futuros da soja

Os contratos de soja com vencimento em janeiro de 2025 foram cotados a US$ 9,92 1/4 por bushel, representando uma alta de 4,00 centavos de dólar por bushel, ou 0,40%. Já o contrato de março de 2025 foi negociado a US$ 9,97 1/2 por bushel, avançando 2,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,25%.

No mercado de farelo de soja, o contrato de janeiro de 2025 registrou preço de US$ 290,20 por tonelada, um aumento de US$ 4,00 por tonelada, ou 1,39%. Em contraste, o óleo de soja, com vencimento também em janeiro de 2025, viu uma retração de 0,77 centavo de dólar por libra-peso, atingindo 41,84 centavos de dólar, o que representa uma queda de 1,80%.



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Senado estuda linha de crédito para recuperação de solos e pastagens



A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve analisar, amanhã (17), um projeto de lei que cria assistência material e abertura de linha de crédito para agricultores familiares destinada à recuperação de solos e pastagens (PL 1.103/2022).

O objetivo é estimular o aumento da produtividade pecuária e a produção de alimento e renda, sem expansão das áreas de pastagens à custa de desmatamento de vegetação nativa. O texto entende como assistência material todo o apoio contínuo em doação financeira ou material, bem como o empréstimo de equipamentos e insumos.

O projeto tem relatório favorável da senadora Damares Alves (Republicanos – DF). A relatora argumenta que atualmente as linhas de crédito rural são estabelecidas somente por resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN). Por isso, é necessário criar uma legislação federal que promova a necessária segurança jurídica sobre o tema.

A senadora avalia que o PL 1.103/2022 é “altamente meritório” ao regulamentar a Lei 11.326, de 2006, para incluir assistência material e abertura da linha de crédito. Damares rejeitou emenda do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) que previa que as linhas de crédito para a recuperação de solos e pastagens em propriedades familiares poderiam ser objeto de subvenção econômica na forma de equalização de taxas, visando tornar o crédito rural mais barato.

De autoria do senador Jader Barbalho (MDB-PA), o PL 1.103/2022 foi aprovado na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) em agosto de 2023, na forma de substitutivo oferecido pelo então relator, senador Beto Faro (PT-PA). Em seguida o texto foi encaminhado à CAE, onde será apreciado em caráter terminativo. Ou seja, se aprovado na comissão, seguirá para a Câmara dos Deputados, a não ser que haja recurso para apreciação da proposta em Plenário.



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Mercado de milho: Hora de fixar preços



O relatório de exportação do USDA também revelou vendas abaixo do esperado



Entre os fatores de alta, destaca-se a forte disputa interna no Brasil entre indústrias de carnes e exportadores
Entre os fatores de alta, destaca-se a forte disputa interna no Brasil entre indústrias de carnes e exportadores – Foto: Sheila Flores

Segundo informações da TF Agroeconômica, os mercados de milho estão em um momento estratégico, permitindo aos produtores fixarem preços para uma parte da próxima safra com margens de lucro em torno de 6,35%. A recomendação é realizar essas operações na Bolsa de São Paulo, evitando o mercado físico para reduzir riscos jurídicos e financeiros, especialmente em caso de quebras de safra. Caso os produtores precisem de auxílio técnico para essas negociações, a TF Agroeconômica oferece suporte no passo a passo.

Entre os fatores de alta, destaca-se a forte disputa interna no Brasil entre indústrias de carnes e exportadores, elevando os preços devido à menor oferta de grãos. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu os estoques finais mundiais para a safra 2024 em 3,82%, enquanto a Conab ajustou ligeiramente a estimativa da produção brasileira para 119,63 milhões de toneladas. Apesar disso, a exportação estimada pelo Brasil permanece em 34 milhões de toneladas, muito abaixo das 48 milhões previstas pelo USDA.

Por outro lado, os fatores de baixa do milho incluem boas condições climáticas para as safras no Brasil, estoques finais 11,37% superiores à temporada passada e um avanço significativo no plantio de milho na Argentina, que já atingiu 55,6%. O relatório de exportação do USDA também revelou vendas abaixo do esperado, enquanto o aumento da produção chinesa para um recorde de 294,92 milhões de toneladas reforça a oferta global. No Brasil, a desvalorização do real frente ao dólar e o início da colheita no Rio Grande do Sul também adicionam pressão de baixa.

 





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Projeto amplia área para enquadramento de agricultor no Pronaf



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 1587/11, que amplia de quatro para seis módulos fiscais o limite de área para fins de classificação como agricultor familiar. O tamanho de cada módulo fiscal é definido pelo município.

Com a medida, produtores com até seis módulos fiscais poderão se beneficiar das linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A proposta é do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) e foi aprovada com parecer favorável do relator, deputado Albuquerque (Republicanos-RR).

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Para o relator, a mudança aprovada não vai descaracterizar o Pronaf, já que os demais requisitos para ser classificado como agricultor familiar não foram alterados, como utilizar mão de obra da própria família.

“A regra do tamanho da área está prejudicando muito os agricultores, deixando-os no limbo das políticas públicas para a agricultura familiar, simplesmente pelo fato de possuírem entre quatro a seis módulos”, defendeu Albuquerque.

O deputado recomendou a rejeição do projeto apensado (PL 7468/14), da deputada Flávia Morais (PDT-GO), que amplia a área do agricultor familiar para 15 módulos fiscais. Albuquerque entendeu que a medida ampliaria “em demasia o público a ser atendido, prejudicando o Pronaf”.

O projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pelas comissões, da Câmara dos Deputados, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, deverá ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



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Líder do MST chama gestão da reforma agrária do governo Lula de vergonhosa



O líder do Movimento dos Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, disse ao jornal Folha de São Paulo que o movimento está cansado de promessas feitas pelo governo Lula desde que tomou posse, há dois anos. Ele também criticou o pacote programado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, que teria como objetivo acalmar o movimento.

“Não bastam mais propaganda, retórica, eventos e atos no Palácio. Nós queremos medidas concretas que solucionem problemas reais. Faz dois anos que eles falam em ‘pacotes’. Anunciaram a tal ‘prateleira de terras’ e tantas outras promessas embaladas como presente de Natal”, disse ao jornal.

Stedile afirma que, apesar da boa vontade do Lula, as políticas públicas não estão chegando nos mais pobres, das periferias e do campo. Ele também disse ao jornal que tem a impressão de que os ministros não falam a verdade para o presidente.



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Luiz Alves em Santa Catarina conquista IG pela produção de banana



A banana produzida em Luiz Alves (SC) faz parte agora do seleto rol de Indicações Geográficas (IG) brasileiras, ferramentas coletivas de valorização de produtos tradicionais vinculados a determinados territórios. O registro agrega valor ao produto e ajuda a proteger a região produtora. A conquista na espécie Indicação de Procedência (IP) é a 135ª IG concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no Brasil.

O pedido de IG foi liderado pela Associação dos Bananicultores do Município de Luiz Alves. “As indicações geográficas representam um verdadeiro mecanismo de desenvolvimento territorial, fazendo com que a região cresça, torne-se referência em todo país e, com isso, gere mais oportunidades, inclusão e crescimento”, justifica o presidente do Sebrae, Décio Lima. “O Sebrae vem atuando junto com o governo Lula, por meio do INPI, para que novos territórios tenham suas indicações geográficas reconhecidas, com isso, teremos ainda mais valor agregado e municípios incluído nesse modelo de desenvolvimento econômico.”

O processo de reconhecimento inclui a organização dos produtores por meio de uma associação, que fica responsável por fazer as auditorias, por avaliar o produto e para buscar o registro junto ao INPI, que é o reconhecimento ao conjunto de empreendedores daquela localidade. Então, o papel do produtor é muito importante em todo esse processo.

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De acordo com o INPI, os agricultores locais se destacam pelas boas práticas aplicadas ao manuseio dos cachos, ao manejo pós-colheita, bem como todos os procedimentos realizados nas casas de embalagem e nas câmaras de climatização, garantindo a comercialização de frutas de alta qualidade, tanto no mercado brasileiro, quanto no mercado internacional, especialmente em países do Mercosul, como Argentina e Paraguai. Atualmente, cerca de 400 propriedades de pequeno porte têm a bananicultura como principal atividade, sendo mais de 4 mil hectares de plantio.



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Conab fará novo leilão de contratos de opção de venda



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará na sexta-feira (20) novo leilão de Contrato de Opção de Venda (COV) para arroz. Serão ofertados 16.241 contratos de 27 toneladas cada. Ao todo, serão realizados seis leilões com objetivo de dar a opção ao produtor de venda futura ao governo federal.

Os três primeiros serão destinados exclusivamente para a agricultura familiar, produtores rurais e cooperativas que possuem DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) ou CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar). “Os demais serão de ampla concorrência, ou seja, todos os produtores e cooperativas de arroz poderão participar, inclusive agricultores familiares”, disse a estatal em nota.

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“Nos últimos 15 anos, nós perdemos área de produção de arroz para outras culturas em função de problemas de preço, rentabilidade, produtividade e até mesmo de clima, então temos que estimular a produção de determinados produtos e o governo tem diversas ferramentas para isso”, justificou o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos.

“Uma delas é garantir preço no momento da comercialização, que é exatamente o que esses leilões da próxima sexta-feira vão fazer, através dos quais o produtor compra o direito de vender para o governo no ano que vem. Mas, se o mercado pagar mais, ele pode optar por vender para o mercado. É uma garantia, uma espécie de seguro, uma ferramenta super moderna”, explica o diretor.

A oferta será para os estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins. Para os dois primeiros estados, os contratos terão vencimento em 30 de julho de 2025. Já para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o vencimento será em 30 de agosto do ano que vem.

Para Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins, os contratos vencem em 30 de outubro de 2025. Os valores de venda também estão estabelecidos de acordo com os prazos de cada vencimento.

Até o momento, a companhia já negociou 2.325 contratos. Para realizar as operações, o governo federal destinou à Conab cerca de R$ 1 bilhão, para a aquisição de até 500 mil toneladas de arroz longo fino em casca, tipos 1 e 2 da safra 2024/25.



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