domingo, julho 12, 2026

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Adab prorroga prazo de declaração de rebanhos na Bahia


A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) prorrogou o prazo para que os produtores rurais baianos realizem a atualização cadastral dos seus rebanhos.

Ao entrar no site da instituição, um aviso preenche a tela da página facilitando o preenchimento dos dados.

O anuncio foi feito nesta segunda-feira (16), com a nova data final de cadastramento para o dia 17 de janeiro de 2025.

Até este domingo (15), cerca de 70% dos criadores de bovinos em todo o estado já haviam realizado a declaração.

De acordo com a Adab, a atualização substitui as etapas de vacinação contra Febre Aftosa e intensifica a vigilância direcionada aos rebanhos existentes na prevenção de doenças.

A declaração é obrigatória e o pecuarista que não realizar a atualização do cadastro terá a propriedade bloqueada e ficará impedido de transitar com os animais. 

“Por se tratar de algo novo, a primeira atualização cadastral desde a última campanha de vacinação, em abril, decidimos prorrogar por mais 30 dias o prazo”, explica o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz. 

A Bahia é reconhecida nacionalmente como Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação e busca o reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o que possibilitará a comercialização dos seus produtos pecuários em outros países.

Atualização presencial

A nova portaria, já publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), garante tempo suficiente para os criadores cumprirem as exigências de controle sanitário.

Para isso, os produtores que ainda não realizaram a atualização cadastral devem procurar um dos 402 escritórios da Adab espalhados por todo o estado ou realizar a atualização via Sistema de Defesa Agropecuária da Bahia (Sidab), acessado através do site da Agência.

Além do formulário de declaração dos rebanhos preenchido, é necessária a apresentação dos documentos do criador como o RG, CPF ou CNPJ, comprovante de endereço e documento da propriedade agropecuária.


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produtora se dedica à organização e planejamento



Nascida e criada no interior de Tapera (RS), a produtora de soja, Caroline Maldaner Follmer, de 26 anos, vem de uma família dedicada ao agronegócio. A agricultura sempre foi a principal fonte de renda da família, com propriedades em Tapera e Lagoa dos Três Cantos. Desde cedo, Caroline demonstrou interesse pela área agrícola e buscou educação técnica, formando-se como Técnica em Agropecuária e, posteriormente, como Engenheira Agrônoma.

Após atuar por três anos como Agrônoma em uma empresa de sementes forrageiras, a produtora de soja decidiu se dedicar totalmente à sua família e à propriedade rural, ao lado de seu pai e esposo. Sua irmã, que também cresceu no campo, estuda em outra cidade, permitindo a Caroline assumir mais responsabilidades nas atividades agrícolas.

A soja no caminho

A cultura da soja, predominante na região e principal fonte de renda da família, despertou seu maior interesse. Caroline conta que, antes de se aprofundar na faculdade, não tinha total ciência dos desafios de uma lavoura de soja. ”Não sabia o que estava por trás de uma safra de sucesso. Hoje, depois de muito estudo e prática, sei o quão complexo e gratificante esse trabalho pode ser”, relata.

Mulheres em campo

Caroline é uma das muitas mulheres que quebram barreiras no campo. Embora enfrente preconceitos, especialmente em um setor tradicionalmente dominado por homens, ela vê a presença feminina como um diferencial para os resultados da lavoura.

“Embora as mulheres possam não ter tanta força física, têm uma visão mais minuciosa e detalhista, o que é importante no planejamento e na execução das atividades diárias no campo”, afirma Caroline. Para ela, a presença feminina traz uma nova perspectiva de gestão, com atenção especial à organização financeira, planejamento estratégico e cuidados específicos com a lavoura.

O manejo da soja

Atualmente, Caroline dedica grande parte do seu tempo ao manejo da soja. A safra está plantada em sua totalidade, e as aplicações de herbicidas, inseticidas e fungicidas já estão em andamento. A agricultura de precisão tem sido uma aliada importante, permitindo o controle eficiente de recursos e insumos.

A preparação para uma boa safra começa muito antes da semeadura. O planejamento das áreas agrícolas inclui práticas sustentáveis, como o uso de plantas de cobertura no inverno. ”Elas ajudam a proteger o solo da erosão, melhoram as características físico-químicas do solo e diminuem a incidência de plantas daninhas. Além disso, algumas podem ser colhidas e gerar uma fonte adicional de renda”, explica.

Outro aspecto importante é a escolha das cultivares e o escalonamento da semeadura. Caroline e sua família selecionam as variedades de soja que melhor se adaptam a cada tipo de solo e que possuem maior resistência a doenças. “Essa escolha estratégica é essencial para garantir um bom potencial produtivo”, comenta Caroline.

Em relação à adubação, Caroline adota uma abordagem cuidadosa, que realiza a adubação em linha durante a semeadura e também no inverno, para evitar a perda de nutrientes essenciais para o desenvolvimento da soja.

Desafios e adaptações

A lavoura de soja enfrenta uma série de desafios. Um dos maiores problemas, especialmente para mulheres agricultoras, é o preconceito. Embora tenha encontrado respeito e reconhecimento em sua família, Caroline ainda percebe resistência por parte de algumas pessoas do setor. ”A falta de experiência e a falta de diálogo geram questionamentos. Porém, a prática é o que nos faz crescer e conquistar nosso lugar no campo”, afirma.

Além disso, a variabilidade climática é um desafio constante. Anos com chuvas excessivas exigem manejo diferente em comparação com anos secos, impactando diretamente as decisões sobre controle de pragas, doenças e a escolha de cultivares. A soja, assim como outras culturas, está sujeita a doenças e pragas que prejudicam a produtividade. Fungos, como a ferrugem asiática, e insetos, como a lagarta da soja, exigem vigilância constante e aplicação de defensivos agrícolas.

Outro desafio é a qualidade do solo. Algumas áreas apresentam problemas de compactação e falta de nutrientes, o que pode afetar o crescimento da soja. Caroline explica que o tratamento de sementes é fundamental para mitigar esses problemas e garantir o bom desenvolvimento da cultura.

Perspectivas para o futuro

Caroline vê o futuro da agricultura com otimismo, especialmente no que diz respeito ao papel crescente das mulheres no setor. ”A mulher do campo é mais do que uma força de trabalho, ela é uma gestora, uma planejadora e uma fonte de inovação. No nosso trabalho, cada detalhe importa, e a presença feminina faz toda a diferença”, afirma.

Ela acredita que a agricultura está se transformando, com novas tecnologias, práticas sustentáveis e o maior envolvimento das mulheres sendo fatores determinantes para o futuro do setor.



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Área queimada no Brasil quase dobra em relação a 2023 e bate recorde de seis anos


A área queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024 quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados divulgados nesta segunda-feira (15) são do Monitor do Fogo, elaborado pelo MapBiomas, rede colaborativa de universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil.

Segundo o levantamento, ao todo, foram queimados no período 29,7 milhões de hectares, um aumento de 90% em relação ao mesmo período de 2023 e a maior extensão dos últimos seis anos. A diferença em relação ao ano passado é 14 milhões de hectares a mais, uma área equivalente ao estado do Amapá.

Para a coordenadora do Monitor do Fogo do MapBiomas, Ane Alencar, o aumento desproporcional da área queimada em 2024, principalmente a área de floresta, acende um alerta sobre a necessidade de controlar o uso do fogo, além de reduzir o desmatamento.

“Precisamos reduzir e controlar o uso do fogo, principalmente em anos onde as condições climáticas são extremas e podem fazer o que seria uma pequena queimada virar um grande incêndio”, disse a coordenadora.

Os dados mostram que 57% da área queimada entre janeiro e novembro no Brasil fica na Amazônia. Na região, 16,9 milhões de hectares foram afetados pelo fogo, com 7,6 milhões de hectares de florestas, incluindo florestas alagáveis. A área ficou à frente da extensão das áreas de pastagem queimadas na Amazônia, que totalizaram 5,59 milhões de hectares.

O Cerrado foi o segundo segmento mais afetado pelas queimadas. No total foram 9,6 milhões de hectares consumidos pelo fogo. Desse montante, 85%, cerca de 8,2 milhões de hectares, em áreas de vegetação nativa. De acordo com os dados, esse número representa um aumento de 47% em relação à média dos últimos 5 anos.

O Monitor do Fogo mostra que também houve aumento também no Pantanal, onde a área queimada de janeiro a novembro foi 1,9 milhão de hectares e representou um crescimento de 68% em relação à média dos últimos 5 anos.

“A área queimada nos demais biomas entre janeiro e novembro deste ano foi: 1 milhão hectares na Mata Atlântica, sendo que 71% da área afetada estava em áreas agropecuárias; 3,3 mil hectares no Pampa; e 297 mil hectares na Caatinga – uma diminuição de 49% em relação ao mesmo período de 2023, com 82% das queimadas concentradas em formações savânicas”, informou o MapBiomas.

Estados

O Pará foi o estado que mais queimou nos 11 primeiros meses deste ano, com 6,97 milhões de hectares. Esse total equivale a 23% de toda a área queimada no Brasil e a 41% do que foi queimado na Amazônia entre janeiro e novembro. Na sequência vem Mato Grosso, com 6,8 milhões de hectares. Em terceiro lugar está o Tocantins, onde 2,7 milhões de hectares foram atingidos por queimadas. Juntos, esses três estados totalizaram 56% da área queimada no período no país.

Entre os municípios São Félix do Xingu (PA) e Corumbá (MS) foram registradas as maiores áreas queimadas entre janeiro e novembro de 2024, com 1,47 milhão de hectares e 837 mil hectares, respectivamente.

“Em todo o país, o fogo atingiu prioritariamente áreas de vegetação nativa, que representam 73% do total. Um quarto (25%) da área queimada no Brasil foi em florestas. Entre as áreas de uso agropecuário, as pastagens se destacaram, com 6,4 milhões de hectares entre janeiro e novembro de 2024, representando 21% do total nacional”, disse o MapBiomas.

Os dados sobre queimadas registrados no mês de novembro, apontam que 2,2 milhões de hectares foram queimados no mês passado, uma área equivalente ao estado de Sergipe. O volume corresponde a 7,4% de toda a área queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024.

A maior concentração foi na Amazônia, com 1,8 milhão de hectares, representando 81% do total queimado no mês. Quase metade (48%) da área queimada em novembro fica no Pará, onde 870 mil hectares foram afetados pelo fogo. O Maranhão, com 477 mil hectares e o Mato Grosso, com 180 mil hectares, são o segundo e o terceiro estados com maior área queimada em novembro.

“Os três municípios que mais queimaram no Brasil em novembro ficam no Pará: Oriximiná (81 mil hectares), Moju (54 mil hectares) e Nova Esperança do Piriá (50 mil hectares). Em Santarém, foram queimados 10,7 mil hectares em novembro – mais de 277% em relação a outubro deste ano, atingindo 2,8 mil hectares no município. Apesar desse grande crescimento de um mês para o outro, a área queimada em novembro de 2024 está abaixo do mesmo período no ano passado, quando 54,7 mil hectares foram atingidos pelo fogo em Santarém”, aponta o MapBiomas.

Em relação aos outros biomas, o Cerrado foi o segundo mais atingido, onde 237 mil hectares foram queimados em novembro. Áreas de vegetação nativa representaram 74% desse total, ou 175 mil hectares, principalmente formações savânicas, com 96 mil hectares e formações florestais, com 63 mil hectares.

No Pantanal, a área atingida pelo fogo em novembro foi 98 mil hectares, 87% em áreas de formação campestre. Na Mata Atlântica, 12,5 mil hectares foram queimados em novembro, principalmente em áreas de várzea (35% ou 4,4 mil hectares).



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Mais de 15 mil garrafas de azeite adulterado são apreendidas em São Paulo


Um esquema de fraude de azeite no município de Cravinhos, região nordeste do estado de São Paulo, foi desarticulado na última quinta-feira (12).

Na ação, foram apreendidos quase 10 mil litros de óleo composto, mais de 15 mil garrafas, dezenas de bobinas de rótulos e cerca de 1.500 litros de essência e corante do produto, além de três notebooks.

A operação, nomeada Getsêmani II, foi realizada em conjunto com a Polícia Civil dos Estados de São Paulo e Espírito Santo, além das Vigilâncias Sanitárias paulista e de Cravinhos, onde um estabelecimento foi interditado cauterlamente. A suspeita é de adulteração do azeite extravirgem com a mistura de óleo composto.

Os responsáveis pela fraude e pelas infrações administrativas foram conduzidos à delegacia local para os devidos procedimentos legais. Além de estarem sujeitos às penalidades de multa, poderão responder por crimes contra as relações de consumo, contra a saúde pública e, ainda, por contrafação.

Análise do produto falsificado

lote de azeite adulterado lote de azeite adulterado
Foto: Divulgação Polícia Civil

Os auditores fiscais federais agropecuários e técnicos de fiscalização federal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foram os responsáveis por colher as amostras apreendidas para realização de análises laboratoriais e avaliação de identidade e qualidade dos produtos.

“Essa operação reforça o papel essencial dos auditores fiscais federais agropecuários na análise e fiscalização de produtos que chegam à mesa do consumidor. Nosso trabalho é garantir a segurança e a qualidade dos alimentos, protegendo a credibilidade do setor agropecuário brasileiro”, destacou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo.

Como identificar azeite adulterado?

Há três principais dicas que podem ajudar o consumidor a identificar produtos adulterados, conforme a Anffa Sindical:

  • Desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado;
  • Conferir se há informações claras sobre a origem do azeite;
  • Observar a consistência, coloração e odor do produto.

Casos suspeitos de fraudes podem e devem ser denunciados na Ouvidoria do Ministério da Agricultura e Pecuária. O sigilo das informações é garantido e cada denúncia contribui para a proteção da saúde pública e o fortalecimento do mercado de produtos alimentícios seguros no Brasil.



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Já temos a previsão do tempo para o Natal em todo o Brasil; saiba aqui



A Climatempo já divulgou a tendência das condições do tempo para as festas de Natal no país. As indicações iniciais para o período, incluindo o fim de semana que antecede as festas natalinas, apontam para muitas nuvens e condições para pancadas de chuva, principalmente à tarde e à noite, em praticamente todo o Brasil.

Neste ano, a chuva mais frequente e volumosa deve ocorrer nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte. As menores condições para as chuvas, portanto, ficam para o Sul e para o Nordeste.

A Climatempo chama atenção para o fato de que não há previsão de entrada de ar frio de origem polar no Brasil neste ano. Ou seja, o período do Natal será marcada por calor e abafamento em todo o território.

Confira a tendência inicial para as condições do tempo no período das festas de Natal em cada região do país.

Sul

O fim de semana que antecede as festas de Natal terá bastante sol e calor na região, com previsão de pouca chuva. Apenas o litoral de Santa Catarina terá o próximo sábado (21) com muitas nuvens e condições para chuva a qualquer hora, mas com intensidade entre fraca e moderada.

A segunda-feira (23) ambém terá predomínio de sol, mas as condições para pancadas de chuva começam a aumentar no oeste e no sul do Rio Grande do Sul, por causa da expansão de áreas de instabilidade sobre a Argentina e o Uruguai.

Nos dias 24 e 25 de dezembro, ainda vai fazer calor na região. A tendência é de períodos com sol, aumento da nebulosidade e pancadas de chuva com raios à tarde e à noite em todo o Sul. As pancadas de chuva vão acontecer também nas capitais.

Sudeste

No fim de semana prolongado antes do Natal, uma frente fria deve passar pela costa da região. No sábado, o sistema estará passando pelo litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Isso vai deixar o tempo instável em toda os estados do Sudeste, com muita nebulosidade e várias pancadas de chuva no decorrer do dia. As pancadas podem variar de moderada a forte intensidade. O sol pode aparecer de vez em quando, mas entre muitas nuvens, e o ar fica abafado.

Entre o domingo (22) e a segunda (23), a frente fria deve ficar perto do litoral fluminense e capixaba, mas já perdendo intensidade.

Entre 23 e 25 de dezembro, a tendência é de que o Espírito Santo fique com muita nebulosidade e chuva a qualquer hora, com alguns períodos com sol, incluindo na Grande Vitória.

Para as outras regiões do Sudeste, a tendência é de que o sol já apareça de manhã, a nebulosidade aumente ao longo do dia e as pancadas de chuva com raios aconteçam durante a tarde e à noite. As capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte também estarão sujeitas a essas pancadas de chuva.

Fique atento: várias pancadas poderão ser com moderada a forte intensidade, em todos os estados do Sudeste.

Centro-Oeste

Mato Grosso do Sul receberá muito sol no período. No fim de semana que antecede o Natal, o estado terá a maior chance para registar pancadas de chuva, a partir da tarde e em áreas próximas a Goiás e a Mato Grosso.

Entre 23 e 25 de dezembro, Mato Grosso do Sul algumas pancadas de chuva isoladas e passageiras podem ocorrer à tarde ou à noite. Mas não devem ocorrer tempestades.

No Distrito Federal, em Goiás e Mato Grosso, o fim de semana antes do Natal e também a segunda-feira serão com muitas nuvens e pancadas de chuva com raios que poderão ocorrer a qualquer hora, intercaladas com alguns períodos com o sol. Há risco de chuva de forte intensidade e o ar fica abafado.

Já nos dias 24 e 25 de dezembro, as áreas de instabilidade tendem a enfraquecer nessas unidades da federação. Os períodos com sol serão mais prolongados e as pancadas de chuva com raios devem se concentrar à tarde e à noite, mas de forma isolada.

Nordeste

Como ainda é comum nesta época do ano, grande parte da região recebe pouca chuva. No fim de semana que antecede as festas de Natal, o sol estará forte no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Algumas pancadas de chuva poderão ocorrer no interior do Ceará, no sertão de Pernambuco e na faixa litorânea desses estados.

Entre as capitais, a maior chance de pancadas de chuva será em Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife.

Entre os dias 23 e 25 de dezembro, as condições para a chuva vão aumentar um pouco no interior desses estados. Mesmo assim, as pancadas de chuva devem ser isoladas. A maior possibilidade de ocorrência de chuva será no interior do Ceará e no sertão da Paraíba e de Pernambuco.

No fim de semana antes do Natal, as pancadas de chuva serão frequentes no centro-sul do Maranhão e do Piauí, no oeste e sul da Bahia e na região baiana do Vale do São Francisco. As capitais Salvador, Teresina e São Luís terão predomínio de sol e pouca chuva.

Mas entre os dias 23 e 25, as condições para pancadas de chuva tendem a aumentar nesses estados, assim como nas capitais, nas áreas ao norte do Maranhão e do Piauí e também no nordeste da Bahia.

Norte

A grande disponibilidade de calor e de umidade na região nesta época do ano facilita a formação de nuvens carregadas, que provocam pancadas de chuva frequentes em todos os estados.

No fim de semana antes do Natal, as pancadas de chuva vão acontecer a qualquer hora do dia no Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e centro-sul do Pará. Há risco de chuvas fortes, inclusive nas capitais Manaus, Rio Branco, Porto Velho e Palmas.

No norte do Pará, no Amapá e em Roraima, os períodos com sol serão maiores do que nos demais estados da região, e as pancadas de chuva com raios tendem a acontecer principalmente à tarde e à noite. Há risco de pancadas de chuva de moderadas a fortes, incluindo a região de Belém e de Macapá.

Entre os dias 23 e 25, as condições do tempo não vão se alterar na região . As pancadas de chuva com raios vão acontecer em todos os estados, principalmente à tarde e à noite, com risco de chuva forte, inclusive nas capitais.



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Decreto de renegociação e perdão de dívidas de agricultores está pronto, diz ministro



O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, destacou nesta segunda-feira (16) que o governo prepara um “imenso pacote de entregas” para os agricultores neste fim de ano.

Assim, serão disponibilizados o ‘desenrola’ [renegociação de dívidas com bancos], além de créditos e obtenção de novas áreas para a reforma agrária. “Nós também viabilizamos um sistema de assistência técnica e extensão rural”.

Teixeira informou que até o fim deste ano, serão 15 mil pessoas assentadas e outras 70 mil incorporadas no programa de reforma agrária.

“Eu espero que o Congresso Nacional, na aprovação do Orçamento, também dedique recursos para os programas de reforma agrária”, acentuou.

Perdão de dívidas de agricultores

Teixeira afirmou, ainda, que o decreto sobre a renegociação e perdão de parte das dívidas dos agricultores está pronto para ser assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com ele, a previsão é que até janeiro de 2025, no máximo, o acordo seja firmado. Com a medida, os agricultores poderão voltar a tomar crédito.

“O agricultor passa por uma série de dificuldades e, às vezes, ele não colheu o que plantou de maneira suficiente para pagar ao banco, e aí passa a dever para o banco e a não tomar mais crédito. O que a gente quer é repactuar essa dívida para que ele volte a tomar crédito e a produzir alimentos”, finalizou o ministro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja em queda em Chicago com redução gradual da demanda


Segundo a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia e a semana em baixa, influenciada pela perspectiva de grandes safras na América do Sul e pela redução constante na demanda pela soja americana. Embora o volume exportado ainda seja robusto, houve uma queda de 42% na média das últimas quatro semanas. Na sexta-feira, vendas pontuais de 200 mil toneladas para exportação evitaram perdas mais acentuadas nas cotações.  

Os contratos para janeiro, referência para a safra brasileira, fecharam com desvalorização de -0,75%, ou $ -7,50 cents/bushel, a $ 988,25. Já os contratos de março recuaram -0,82%, ou $ -8,25 cents/bushel, para $ 995,00. O farelo de soja para janeiro também registrou baixa, com queda de -1,12%, ou $ -3,30 por tonelada curta, encerrando a $ 286,30. O óleo de soja para janeiro seguiu o mesmo movimento, recuando -0,14%, ou $ -0,06 por libra-peso, a $ 42,61.  

Para a próxima semana, a informação é de que o mercado aguarda a divulgação de dados sobre o esmagamento de soja nos Estados Unidos, que deve apresentar redução em novembro no comparativo mensal, mas aumento em relação ao mesmo período de 2023. Ainda assim, a demanda global pela oleaginosa permanece como fator-chave para a precificação.  

No acumulado da semana, a soja fechou em baixa de -0,43%, ou $ -4,25 cents/bushel. O farelo recuou -0,40%, ou $ -1,10 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja caiu -0,36%, ou -0,86 por libra-peso. Esses números refletem a pressão do mercado diante de um cenário de oferta elevada e demanda em desaceleração.

 





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Piauí exporta mais de R$ 100 milhões de mel por ano


Consumido em todo o Brasil, o Piauí exporta mais de R$ 100 milhões por ano de mel e outros produtos apícolas, destacando-se como um importante fornecedor nacional e global. As exportações representam a maior parte da produção com 93% voltados principalmente para a União Europeia, com destaque para Alemanha e Itália.

Nos Estados Unidos e Canadá, o mel piauiense também é demandado. As informações são do governo do Piauí, divulgadas no último domingo (15).

No estado, mais de 10 mil famílias estão diretamente envolvidas com as atividades apícolas, sendo que muitas delas têm a apicultura como sua principal fonte de renda.

Além disso, existem mais de 10 cooperativas especializadas no setor e outras que incluem a apicultura entre suas atividades.

Vários grupos informais também comercializam a produção apícola para cooperativas e empresas exportadoras de mel.

Em 2024, a produção do estado deverá alcançar mais de 8 mil toneladas. De acordo com Francisco das Chagas Ribeiro, o “Chicão”, diretor de Projetos para o Semiárido da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (SAF), o Piauí tem exportado entre 6 mil e 8 mil toneladas de mel nos últimos anos.

Incentivos

Em 2024, os resultados foram positivos, com um pequeno crescimento, mantendo o mel como o terceiro produto de exportação do estado.

A Secretaria Estadual de Agricultura Familiar, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) e outras instituições, têm apoiado os apicultores com a entrega de colmeias e materiais de proteção, como macacões e luvas.

Além disso, estão promovendo a construção e modernização de casas de mel, equipadas com centrífugas, decantadores e outros instrumentos necessários para a produção apícola.

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Foto: Divulgação/GOVPI

As condições higiênicas e o manejo adequado do mel, um alimento sensível, são prioridades nesses projetos. 

Segundo Francisco Ribeiro, a apicultura é uma atividade altamente ecológica, que beneficia o meio ambiente, pois as abelhas desempenham um papel crucial na polinização das plantas, um processo natural para a sua sobrevivência e que contribui para a preservação da vegetação. 

Nos últimos anos, muitos projetos têm se concentrado no plantio de mudas e no reflorestamento, garantindo a manutenção da mata nativa.

“Esse esforço é um reflexo do compromisso da apicultura com a sustentabilidade e a preservação ambiental. As maiores iniciativas de reflorestamento no estado estão em Picos, Simplício Mendes, Itainópolis e Campo Maior, conduzidas pelas cooperativas locais”.

Reibeiro também destaca o potencial econômico e ambiental que a apicultura proporciona: “Criar abelhas é um grande negócio e uma excelente oportunidade para gerar emprego e renda no campo”, afirma.


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Governo anuncia estratégia para entrepostos e armazéns



O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Pacto Contra a Fome assinaram, nesta segunda-feira (16), em São Paulo, Termo de Cooperação Técnica no âmbito do combate à fome e redução do desperdício de alimentos no Brasil para a modernização de bancos de alimentos de entrepostos e armazéns.

Com presença do ministro da pasta, Paulo Teixeira, e da cofundadora e presidente do conselho do pacto, Geyze Diniz, a solenidade foi realizada na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na capital paulista, maior central de abastecimento de alimentos da América do Sul. Também participou do evento o diretor-presidente da Ceagesp, José Lourenço Pechtoll.

Redução de perdas de alimentos

A meta da cooperação técnica é viabilizar o estudo das experiências bem sucedidas executadas por centrais de abastecimento do Brasil no que diz respeito ao aproveitamento, redução de perdas de alimentos e ao desenvolvimento de proposições de replicação dessas iniciativas em entrepostos e armazéns, em especial na Ceagesp e na Ceasa Minas, vinculadas ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

“O propósito do presidente Lula é tirar o Brasil do mapa da fome e garantir segurança alimentar”, disse o ministro Paulo Teixeira.

Ele explicou que o acordo assinado é uma estratégia de reconstrução do banco de alimentos da Ceagesp para fazer com que ele tenha os melhores padrões, de modo a potencializar o aproveitamento das doações que recebe e que são encaminhadas à população em situação de insegurança alimentar.

Durante a solenidade, foi assinado protocolo de intenções entre o MDA e a Ceagesp visando incentivar a agricultura familiar e apoiar cooperativas. O ministro destacou que a medida deverá promover a ampliação da presença dos agricultores familiares nos espaços de comercialização e de abastecimento alimentar da Ceagesp.



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MEIs com dívidas aderem ao Desenrola 



Por Carlos Abreu

Pesquisa realizada pelo Sebrae mostra que o programa Desenrola Pequenos Negócios teve uma adesão massiva dos microempreendedores individuais com dívidas e que se enquadravam nos critérios definidos pelo governo federal.

 De acordo com o levantamento, 93% dos microempreendedores individuais (MEI), que tinham dívidas até janeiro deste ano, aderiram à iniciativa.

Quando analisado o universo dos pequenos negócios, composto por MEI, micro e pequenas empresas, o resultado foi de 72% de adesão. 

A pesquisa do Sebrae mostrou que os pequenos negócios do Comércio que estavam dentro dos critérios do Desenrola foram os que mais aderiram ao programa (92%), seguidos dos empreendedores dos setores de Serviço (69%) e Indústria (49%).

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o Desenrola Pequenos Negócios trouxe um alívio aos empreendedores endividados, que regularizaram sua situação e agora podem reinvestir na empresa, buscar novos empréstimos em condições mais favoráveis e voltar a crescer.

“Nós temos milhões de empreendedores que não conseguem obter crédito. Entre outras razões, está o fato de estarem inadimplentes. Com o Desenrola, estamos devolvendo a confiança a esses empresários.”

Décio Lima, presidente do Sebrae.

Décio destaca que o Sebrae está junto do governo federal no programa Acredita, criado para permitir que os pequenos negócios possam ter acesso a crédito em condições mais vantajosas. “Nós fizemos um aporte de R$2 bilhões no Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que vai viabilizar até R$30 bilhões em crédito para MEI, micro e pequenas empresas ao longo dos próximos três anos”, detalha o presidente.

“Estamos trazendo o empreendedor da informalidade para a formalidade e abrindo as portas do sistema financeiro com a garantia de crédito e orientação do Sebrae. Esse setor vai impulsionar ainda mais a economia do nosso país”, acrescenta Décio Lima.

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Desenrola

Lançado no dia 13 de maio deste ano, o programa Desenrola Pequenos Negócios é voltado à renegociação de dívidas de microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) inadimplentes até 23 de janeiro de 2024. De acordo com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, a iniciativa já superou a marca de R$ 5,1 bilhões em dívidas renegociadas, contemplando 125 mil operações e beneficiando 82 mil microempreendedores individuais (MEI) e pequenas empresas.



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