domingo, julho 12, 2026

Agro

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Veja como os preços da arroba do boi gordo encerraram a semana


O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços acomodados, perdendo liquidez. A consultoria Safras & Mercado lembra que esse movimento é natural para o período do ano devido a proximidade das festividades.

Isso acontece por conta dos frigoríficos ausentes das compras, das manutenções programadas e dos pecuaristas mais cautelosos nas negociações.

“Os frigoríficos sinalizam para escalas de abate confortáveis. Devido ao físico lento neste
momento, as expectativas passam para a retomada em 2025, com possível encurtamento nas
programações”, disse Allan Maia, analista da empresa.

Segundo ele, no decorrer das próximas semanas, o mercado deve prestar atenção em quatro fatores:

  • Evolução dos cortes no atacado;
  • Condições das pastagens;
  • Movimentação do dólar; e
  • Fluxo da exportação brasileira

Preços da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: média entre R$ 310 e R$ 320
  • Minas Gerais: cotado entre R$ 300 e R$ 310
  • Goiás: indicação a R$ 300
  • Mato Grosso do Sul: negociada em R$ 315

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista manteve preços inalterados no decorrer desta sexta-feira. Segundo Maia, as atenções estão voltadas para o comportamento do consumo até o fechamento de 2024, o que tende a ser favorecido pelas festas e pela capitalização das famílias devido à entrada de parte do décimo terceiro na economia.

“Por outro lado, o alto preço dos cortes bovinos podem levar uma parcela da população, as de menor poder aquisitivo, a procurarem opções mais acessíveis, como o frango. No início de 2025, os cortes mais nobres tendem a encontrar dificuldade para sustentação”, disse o analista.

O quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,30, por quilo. Quarto traseiro foi indicado em R$ 26,80, por quilo. Ponta de agulha permaneceu em R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,87%, sendo negociado a R$ 6, 0710 para venda e a R$ 6,0690 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0446 e a máxima de R$ 6,1136. Na semana, a divisa valorizou 0,70%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura do arroz entra na reta final no RS



As lavouras apresentam excelente desenvolvimento inicial




Foto: Divulgação

De acordo com o último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (19), a semeadura do arroz no Rio Grande do Sul está em fase de finalização. As áreas restantes estão concentradas principalmente na região central do estado.

A continuidade do tempo firme em parte de outubro e novembro permitiu um avanço acelerado do plantio, diferentemente da safra anterior, marcada por atrasos devido ao excesso de chuvas. O plantio ocorreu em condições ideais dentro do período preferencial, garantindo um bom início para o ciclo da cultura.

As lavouras apresentam excelente desenvolvimento inicial, favorecidas por chuvas regulares, radiação solar adequada e temperaturas satisfatórias. No entanto, há preocupações com a aproximação do período reprodutivo, especialmente para as lavouras em pré-floração ou emborrachamento. Nessas fases, a temperatura ideal varia entre 20°C e 35°C, e temperaturas inferiores podem ocasionar abortamentos florais.

O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) projeta uma área cultivada de 948.356 hectares no estado, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média de 8.478 kg/ha. As boas condições observadas até o momento elevam as expectativas para o desempenho da safra atual.





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Soja encerra a semana praticamente sem negócios



O mercado brasileiro de soja vai encerrando a semana praticamente sem negócios. Os agentes entram em período de recesso com o fim do ano, devendo retornar apenas nas primeiras semanas de 2025. A indústria está abastecida e a janela de exportações está praticamente finalizada para este ano.

Os preços variaram de estáveis a mais baixos nas principais praças de comercialização do país, mesmo com a alta da Bolsa de Chicago. O dólar voltou a cair e os prêmios operam no negativo.

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 132,00
  • Região das Missões (RS): preço se manteve em R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 131,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 137,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 120,00
  • Dourados (MS): preço se manteve em R$ 131,00
  • Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 125,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos. O mercado estendeu os ganhos da quinta-feira, estimulado por compras de barganha.

Nos últimos negócios, o grão acelerou os ganhos, fechando perto das máximas do dia, acompanhando o movimento do dólar frente a outras moedas de queda acentuada, o que deixa o produto norte-americano mais competitivo. Na semana, a posição janeiro/25 subiu 1,39%.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 11,50 centavos de dólar ou 1,19% a US$ 9,74 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,79 1/4 por bushel, com ganho de 12,75 centavos, ou 1,31%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 10,40 ou 3,66% a US$ 294,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 39,48 centavos de dólar, com baixa de 0,53 centavo ou 1,32%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,87%, sendo negociado a R$ 6,0710 para venda e a R$ 6,0690 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0446 e a máxima de R$ 6,1136. Na semana, a divisa valorizou 0,70%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fim de ano marca estabilidade no mercado do boi gordo



Boi gordo se mantém estável




Foto: Pixabay

A análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, aponta que após um período de queda na cotação da arroba do boi gordo, o mercado permaneceu estável, reflexo de fatores como as escalas de abate e o escoamento tímido de carnes no período de fim de ano.

As escalas de abate atualmente giram em torno de 11 dias, mantendo uma média estável em diferentes regiões do país. Nos últimos dias, parte dos vendedores recuou das negociações, embora ainda existam ofertas disponíveis no mercado. O aumento no escoamento de carnes, estimulado pelas festividades de fim de ano, foi insuficiente para atender às expectativas do setor, mantendo as cotações estáveis. Outro fator relevante é a suspensão de negócios típica do fim de ano, por conta de questões fiscais, contribuindo para a manutenção dos preços da arroba.

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No Espírito Santo, o mercado segue ofertado, mas o escoamento de carnes permanece lento e abaixo do esperado. Com isso, os preços se mantiveram estáveis em todas as categorias, enquanto as escalas de abate estão, em média, para 10 dias. Região noroeste do Paraná, a redução nas ofertas de boiada na região resultou em menos ofertas de compra, mantendo os preços estáveis em todas as categorias. As escalas de abate na região estão em torno de 12 dias.

No Rio de Janeiro, o preço da arroba também não sofreu alterações, permanecendo estável para todas as categorias. As escalas de abate no estado apresentam média de sete dias úteis. O mercado do boi gordo, historicamente afetado por movimentos fiscais e de consumo no fim do ano, mantém atenção voltada às mudanças no comportamento do escoamento e na retomada das atividades após as festividades.





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Produtores de soja esperam por chuvas, enquanto outros enfrentam excesso de umidade



O plantio da soja 2024/2025 está próximo ao fim, e as áreas que ainda não semearam no Matopiba aguardam a chegada das chuvas para dar início ao processo. A situação é de expectativa, especialmente no Tocantins e no sul do Maranhão, onde o solo está extremamente seco, dificultando o trabalho dos produtores.

Por outro lado, a Bahia e o Piauí, grandes produtores da região, devem receber volumes de chuva entre 60mm e 80mm nos próximos dias, o que ajudará na reposição hídrica e acelerará o plantio.

Chuvas e falta de umidade

A previsão é de que as chuvas no Matopiba tragam a umidade necessária para a maioria das lavouras, oferecendo alívio para os produtores de soja que enfrentam dificuldades devido à seca. As precipitações esperadas devem ser suficientes para garantir um bom começo de safra, com volumes de 60 a 80 mm em várias áreas, incluindo Barreiras, na Bahia, e outras partes do estado.

Nem todas as regiões precisam de chuvas. Algumas áreas, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste, já apresentam alta umidade no solo, o que dispensa precipitações imediatas. Mas é preciso atenção redobrada: com o excesso de umidade, cresce o risco de pragas e doenças nas lavouras.

Estados como Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso já acumularam volumes consideráveis de chuva, entre 60 e 80 mm, e continuam recebendo precipitações. Os produtores dessas regiões devem intensificar o monitoramento e controle de pragas para evitar danos às lavouras.

E no Sul?

No Sul do Brasil, as chuvas serão mais regulares, com volumes de 30 a 40 mm, o que não representa grandes desafios para o plantio, mas exige monitoramento das condições do solo para evitar encharcamento e prejuízos nas lavouras.



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Bayer pode ter que pagar R$ 10 bilhões a produtores de soja por cobrança de royalties vencidos


A pedido da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Justiça do estado entendeu que duas das três patentes da Bayer relacionadas à tecnologia Intacta RR2 PRO, amplamente utilizada no cultivo de soja, expiraram em 2018 e 2020.

Assim, tornam-se ilegais as cobranças de royalties feitas pela Monsanto, adquirida pela multinacional alemã em 2018, a partir dessas datas.

Além de proibir que a companhia continue exigindo os pagamentos, a decisão também a condenou a devolver aos produtores rurais todos os valores cobrados indevidamente após o vencimento da propriedade intelectual relacionada à tecnologia.

De acordo com a decisão, a restituição deve incluir correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e juros de 1% ao mês. A Aprosoja-MT estima que o montante deve ultrapassar R$ 10 bilhões.

No entanto, a decisão da juíza Celia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Públicas de Mato Grosso, não é o capítulo final da história. Ainda cabe recurso.

Conquista histórica

Em nota, a Aprosoja-MT declara que “a decisão é uma conquista histórica e representa justiça para os produtores que estavam sendo onerados indevidamente”.

“Essa vitória demonstra o papel fundamental da nossa associação na defesa dos direitos dos agricultores, corrigindo uma prática que prejudicava diretamente o setor e comprometia a rentabilidade dos produtores, especialmente os pequenos e médios”, destacou o presidente da entidade, Lucas Costa Beber.

Patentes vencidas acessíveis ao público

Para a Associação que representa os produtores, a decisão judicial também reafirma o princípio da função social da propriedade intelectual ao mostrar que tecnologias com patentes vencidas devem estar acessíveis ao público, beneficiando toda a cadeia produtiva.

“O Brasil, como um dos maiores produtores de soja do mundo, fortalece sua posição em disputas sobre direitos de propriedade intelectual, equilibrando inovação tecnológica e justiça econômica”, diz a entidade, em nora.

Por fim, a Aprosoja-MT diz que a decisão marca um passo decisivo contra ilegalidades e arbitrariedades praticadas contra o agronegócio brasileiro.

Resposta da Bayer

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Foto: Bayer

A Bayer comunicou, em nota, que está acompanhando atentamente o caso para compreender eventuais implicações.

“A tecnologia Intacta RR2 PRO® está protegida por direitos de propriedade intelectual, incluindo diversas patentes concedidas e válidas no Brasil e no exterior. A Bayer confia na solidez da legislação que garante seus direitos. Independente do teor da decisão, a empresa apresentará os recursos cabíveis. Não há qualquer alteração nos pilares do nosso modelo de negócio, incluindo o sistema de testagem e cobrança nos Pontos de Recebimento (PODs)”, diz.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorável sustenta produção de mandioca



Bom desempenho das lavouras em várias regiões administrativas do estado




Foto: Canva

A Emater/RS-Ascar divulgou na última quinta-feira (19) seu Informativo Conjuntural, apontando avanços no cultivo e na comercialização da mandioca no Rio Grande do Sul. O relatório destaca o bom desempenho das lavouras em várias regiões administrativas do estado, impulsionado pelas condições climáticas favoráveis.

Na região de Lajeado, os produtores de São José do Hortêncio intensificam os trabalhos de limpeza nas áreas cultivadas, com expectativa de iniciar a colheita em janeiro. O clima favorável vem garantindo uma produção dentro do esperado. Em Cruzeiro do Sul, os cultivos estão em pleno desenvolvimento vegetativo, com ações de capina mecânica ou química para controlar ervas daninhas. A produtividade média estimada para o município é de 14 toneladas por hectare, um índice considerado normal.

Na região de Santa Rosa, as lavouras também apresentam bom desenvolvimento, beneficiadas pela umidade do solo e temperaturas adequadas. Produtores já iniciaram a colheita de lavouras de mandioca de segundo ano e, caso a umidade diminua, deverão intensificar a capina mecânica para reduzir o crescimento de plantas espontâneas.

A mandioca descascada tem sido comercializada para mercados varejistas a R$ 6,00/kg, enquanto nas feiras e vendas diretas ao consumidor o preço varia entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg.





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Café especial brasileiro é vendido em leilão por equivalente a R$ 84 mil a saca



O leilão dos cafés vencedores do concurso Cup of Excellence 2024, considerado principal certame de qualidade do mundo, registrou o maior preço médio da sua história de 25 anos: US$ 24,90 por libra-peso, o que equivale a US$ 3.293,77 (R$ 20.078,83 a saca de 60 kg, com dólar a R$ 6,096 no fechamento de 17 de dezembro de 2024).

O maior lance do pregão foi dado pela empresa Wataru & Co., Ltd., do Japão, ao lote da M&F Coffee, vencedor da categoria Experimental, que engloba os cafés que passaram por processo de fermentação induzida. Foram pagos US$ 105,10 por libra, o que representa US$ 13.902,63, ou R$ 84.750,42, por saca.

A venda de todos os lotes do concurso rendeu um total de US$ 312.101,75, ou R$ 1,219 milhão, com 4.790 lances dados em 9 horas de pregão, segundo informações da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), realizadora do evento.

Ao fim do leilão, os 27 lotes vencedores do Cup of Excellence 2024 foram adquiridos por, pelo menos, US$ 15 por libra-peso, o que implica preço mínimo de US$ 1.984,20, ou R$ 12.095,68, por saca. Esses melhores cafés especiais da safra deste ano do Brasil foram comercializados com 22 empresas, originárias da Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, Hong Kong, Japão, Malásia, Qatar e Reino Unido.

O café produzido na Fazenda Sobro de Cima, campeão da categoria Via Úmida (cereja descascado, despolpado ou desmucilado) foi comprado por US$ 7.950,02 (R$ 48.463,37) por saca, pela empresa Orange Brown Import and Export Ltd., do Canadá.

Já o lote campeão da categoria Natural (café seco e colhido com casca), do Sítio Santa Luzia, foi adquirido pela australiana – com atuação também nos Estados Unidos – Proud Mary, por US$ 7.301,86, ou R$ 44.512,11, por saca.

De acordo com Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA, o resultado do leilão evidencia um dos focos de atuação da entidade com a realização do concurso, que é apresentar ao mundo a excelência dos mais diversos cafés produzidos no Brasil. “O maior preço médio da história demonstra que todos os nossos vencedores são cafés excepcionais e que encantam e agradam aos mais exigentes paladares em todo o mundo, o que gerou essa disputa acirrada por cada lote e gerou uma arrecadação total que superou a casa do milhão de reais”, comentou ele no comunicado.



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Pragas prejudicam safra de pêssego em regiões do RS



Safra de pêssego apresenta diferentes cenários nas principais regiões produtoras




Foto: Pixabay

A safra de pêssego no Rio Grande do Sul apresenta diferentes cenários nas principais regiões produtoras do estado. As colheitas estão avançando, embora com desafios impostos pelas condições climáticas e fitossanitárias, conforme o último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (19).

Na região de Pelotas, a safra se aproxima de 90% de conclusão. As variedades tardias, como Eldorado, estão no início da colheita, mas o desenvolvimento dos frutos foi prejudicado pela alta umidade relativa e chuvas frequentes. Esses fatores contribuem para a propagação da podridão-parda, doença fúngica que tem afetado a cultura. Além disso, a população da mosca-das-frutas está elevada, exigindo atenção redobrada dos produtores, conforme levantamento do programa Sistema de Alerta.

Em Passo Fundo, a colheita das variedades precoces já atingiu 50%. As lavouras seguem com boa sanidade devido às práticas de manejo adotadas, com destaque para as variedades BRS Kampai, PS-2 e Eragil, que representam mais de 80% dos pomares. Os frutos estão na fase final de formação e início da maturação, com bom potencial produtivo. O manejo continua com a poda verde para remoção de ramos e tratamentos preventivos.

Na região de Caxias do Sul, a cultura está em bom desenvolvimento, impulsionada pelas chuvas regulares e temperaturas amenas. No entanto, algumas lavouras enfrentam maior presença de pragas como mosca-das-frutas e grafolita, embora a incidência de doenças seja baixa. A colheita da variedade PS 10711, a mais cultivada na região, já está em andamento. Com a crescente oferta, os preços para o consumidor diminuíram, mas os valores pagos ao agricultor variam entre R$ 1,00 a R$ 2,00 por quilo para frutos pequenos, R$ 3,00 para médios e até R$ 4,00 para frutos graúdos.





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o produtor que uniu tecnologia e resiliência



A Expedição Soja Brasil chegou ao município de Riachão, no Maranhão, e conheceu a inspiradora história de Antídio Sandri, produtor que superou as dificuldades unindo tecnologia e resiliência.

Gaúcho de Carazinho, Antídio foi um dos pioneiros no cultivo de soja no cerrado maranhense. Em 1977, ele se mudou para a região, atraído pela promessa de terras férteis e pela possibilidade de investir na agricultura. No entanto, o caminho não foi fácil.

Os desafios do produtor

Ao chegar, Antídio se deparou com solos inadequados para o cultivo de soja. As sementes que trouxe do Rio Grande do Sul não renderam bons resultados, e ele teve que adaptar seus planos. Optou pelo cultivo de arroz, pois a soja não se adaptava ao solo da época. Porém, em 1980, a Embrapa iniciou um projeto de pesquisa na região, focado na adaptação de variedades de soja. Antídio se envolveu e logo obteve sua primeira colheita bem-sucedida, alcançando uma média de 32 sacas por hectare.

Transformação

Com o sucesso da soja adaptada ao clima e solo da região, Riachão se consolidou como um polo agrícola. De acordo com dados apresentados na Expedição Soja Brasil, o município é um dos maiores produtores de soja do Maranhão, com uma produção de 168 mil toneladas em 2021, conforme dados do Governo do Estado.

A região, rica em recursos hídricos, proporcionou a Antídio a oportunidade de investir em irrigação. Hoje, cerca de 30% da propriedade é irrigada, o que possibilita a realização de até três safras por ano, cultivando soja, feijão e milho.

Como o produtor assumiu um cargo importante

Além de seu trabalho no campo, Antídio também desempenhou um papel importante na organização dos produtores locais. Em 1999, foi um dos fundadores do Sindicato Rural de Balsas, que hoje atende a cerca de 20 municípios da região. O sindicato se tornou um centro de formação e apoio, oferecendo cursos de mecânica, aviação agrícola e outras capacitações, ajudando os produtores a se desenvolverem em diversos aspectos.

O impacto do dólar

Com a alta do dólar, o mercado de soja tem se tornado ainda mais competitivo. A valorização da moeda americana favorece as exportações, mas também aumenta os custos de produção, principalmente com os insumos dolarizados.

O consultor Rafael da Silva Silvana, da Safras e Mercado, destaca que, embora o dólar alto favoreça as vendas externas, é necessário analisar outros fatores, como a safra americana e as perspectivas para a soja na América do Sul, antes de tomar decisões sobre o mercado.

Acompanhe a matéria completa no último episódio do Soja Brasil:



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