domingo, julho 12, 2026

Agro

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Silagem de milho registra alto rendimento



O bom desempenho se deve ao estado geral das plantas no RS




Foto: Agrolink

A colheita do milho para silagem segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com elevado rendimento e qualidade do material ensilado, segundo o último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (19). O bom desempenho se deve ao estado geral das plantas, mantidas até o corte com colmos verdes e enchimento adequado de grãos.

As condições climáticas, com alta radiação solar e temperaturas elevadas durante o dia, aliadas a noites amenas e chuvas intercaladas, têm favorecido o desenvolvimento das lavouras que não sofreram impacto do déficit hídrico registrado em novembro.

A Emater/RS-Ascar projeta para a safra 2024/2025 o cultivo de 357.311 hectares de milho no Estado, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha.

Na região administrativa de Erechim, cerca de 50% das lavouras estão em floração, 40% em enchimento de grãos e 10% já colhidas. A produtividade média está em níveis elevados, chegando a 60 mil kg/ha, com a silagem cotada a R$ 180,00 por tonelada na propriedade de origem.Em Frederico Westphalen, 20% das lavouras estão em floração e 80% em enchimento de grãos. A produtividade média esperada é de 41 mil kg/ha.

Na região de Pelotas, o plantio atingiu 75% do esperado, e a maioria das áreas se encontra em estádio vegetativo. Já em Santa Maria, a colheita foi iniciada, e a silagem apresenta resultados expressivos, com alta produtividade e qualidade.





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Cotação do trigo aponta recuperação tímida em Chicago



Na Rússia, a estimativa para a safra de trigo de 2025 sofreu novo corte




Foto: Pixabay

As cotações do trigo apresentaram leve recuperação nesta semana na Bolsa de Chicago, mas sem conseguir manter o fôlego. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), após atingir US$ 5,50 por bushel no dia 16, os preços recuaram, fechando a quinta-feira (19) em US$ 5,33, abaixo dos US$ 5,38 registrados na semana anterior. Em comparação com o mesmo período de 2023, quando o cereal era negociado a US$ 6,22 por bushel, a queda permanece significativa.

A França, tradicional exportadora de trigo macio, confirmou que as vendas externas do cereal para fora da União Europeia em 2024 serão as mais baixas em 24 anos. A redução é explicada pela menor produção desde a década de 1980 e pela retração da demanda de grandes mercados como o norte da África e a China. Além disso, o trigo russo tem se destacado como um concorrente feroz, mesmo enfrentando dificuldades internas. A projeção para as exportações francesas é de apenas 3,5 milhões de toneladas, um recuo de 66% em relação ao ano anterior.

Na Rússia, a estimativa para a safra de trigo de 2025 sofreu novo corte, agora projetada em 78,7 milhões de toneladas. Caso confirmada, será a menor colheita desde 2021. O trigo de inverno, em particular, deverá alcançar 50,7 milhões de toneladas, com uma redução de 3,6 milhões em relação às previsões anteriores. De acordo com a consultoria Sovecon, as condições para exportação de trigo russo são as mais desfavoráveis em décadas, destaca o relatório da CEEMA.





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como ficou o mercado do grão?



A soja na América do Sul segue seu avanço com bom desempenho nas lavouras, especialmente no Brasil e na Argentina. Com o plantio praticamente finalizado no Brasil e 80% da área cultivada na Argentina, as perspectivas para uma safra cheia nos dois países são cada vez mais concretas. O avanço nas lavouras sul-americanas tem dominado as tendências de preços na Bolsa de Chicago, onde os contratos de soja caíram aos menores níveis em quatro anos.

A pressão da oferta, com o ritmo acelerado do plantio, somada à diminuição da demanda chinesa, tem gerado um cenário desafiador para os preços no mercado internacional. Fatores como a desaceleração econômica na China, que reduz a necessidade de importações, e o deslocamento da demanda para a soja sul-americana, têm impactado a formação dos preços.

Além disso, a decisão do governo dos Estados Unidos de não oferecer incentivos à produção de biodiesel e uma maior aversão ao risco nos mercados financeiros, especialmente após o Federal Reserve sinalizar cortes mais lentos na taxa de juros para 2025, contribuíram para a pressão baixista sobre os preços.

Lavouras de soja no Brasil

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), projetou que a produção de soja no estado para a safra 2024/25 deve alcançar 22,18 milhões de toneladas, um aumento de 20% em relação à safra anterior. A área plantada deverá ficar em 5,774 milhões de hectares, com um aumento modesto em relação aos 5,784 milhões do ciclo 2023/24. A produtividade média está estimada em 3.841 quilos por hectare, um avanço em relação aos 3.200 quilos registrados no ano passado.

No Mato Grosso, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) prevê que a área de soja para a safra 2024/25 será de 12,66 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1,47% em comparação com o ciclo anterior. A produtividade no estado deve alcançar 57,97 sacas por hectare, com uma alta de 11,15%. A produção total prevista é de 44,04 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 12,78% em relação à safra passada.

No Rio Grande do Sul, o plantio alcançou 94% da área prevista até o momento, superando a média dos últimos cinco anos, que é de 90%. As condições das lavouras são satisfatórias, com boa germinação e desenvolvimento vegetativo, especialmente em áreas plantadas mais cedo. A previsão de área cultivada no estado é de 6,81 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.179 kg/ha.

Avanço na Argentina

Na Argentina, o Ministério da Agricultura estimou que a área plantada com soja na safra 2024/25 será de 18 milhões de hectares, um aumento de 0,6% em relação à estimativa anterior. A produção na temporada passada foi de 48,2 milhões de toneladas. O plantio de soja na Argentina atingiu 77% da área prevista, um avanço significativo em relação aos 54% da semana anterior e aos 71% registrados no mesmo período do ano passado. A estimativa de área plantada na Argentina é 8,4% superior à safra anterior.



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Pecuária se beneficia de pastagens abundantes



O mercado segue aquecido em várias regiões




Foto: Sheila Flores

O último Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (19), trouxe boas notícias para os pecuaristas gaúchos. Com uma oferta abundante de pastagens, muitos produtores estão conseguindo alimentar o rebanho exclusivamente com pasto e sal mineral, enquanto o mercado registra alta em diversas categorias de bovinos, impulsionada pela valorização do boi gordo e pelo aquecimento das exportações de terneiros.

Nas regiões monitoradas pela Emater, as condições climáticas têm favorecido o desempenho dos rebanhos e permitido práticas sanitárias mais rigorosas. Em Bagé, os trabalhos de inseminação artificial e entoure prosseguem, com altas expectativas de prenhez devido à boa condição corporal dos animais e ao clima ameno. Já em Caxias do Sul, o gado de corte apresenta excelente estado corporal, com muitos animais sendo comercializados para atender à demanda elevada por carne no final do ano.

Em Erechim, os campos nativos mostram bom desempenho, reduzindo a necessidade de volumosos conservados e rações, enquanto em Frederico Westphalen, as ações de controle contra ectoparasitas permanecem intensificadas. Na região de Passo Fundo, a vacinação em dia reflete a organização dos pecuaristas, que observam alta no mercado e maior valorização dos animais.

O mercado segue aquecido em várias regiões. Em Pelotas, houve redução na oferta de animais, o que resultou em alta nos preços nas feiras. Na região de Porto Alegre, os resultados da inseminação artificial em tempo fixo (IATF) superaram as expectativas de anos anteriores, indicando avanços no manejo reprodutivo.

Em Santa Maria, o rebanho apresenta melhoria na condição corporal, com vacas em fase de parição sendo bem nutridas para garantir o desmame de terneiros no outono. Por outro lado, em Santa Rosa, casos de raiva herbívora foram registrados, levando à intensificação do monitoramento de morcegos hematófagos. Já em Soledade, o aumento na atividade de larvas de carrapato exige maior vigilância e ações preventivas.





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termômetros podem alcançar os 40 graus neste domingo



O segundo dia de verão será de tempo úmido em boa parte do centro-sul do Brasil. A faixa leste do estado de São Paulo segue com o tempo instável devido à passagem de uma frente fria no oceano. Não há expectativa de temporal. O céu fica nublado a parcialmente nublado, com períodos de chuva fraca a moderada. No interior da Bahia, o tempo segue seco e com temperaturas elevadas. Veja como fica o tempo pelo país.

Região Sul

No Sul, com o avanço das instabilidades para o Sudeste, o tempo volta a ficar firme em boa parte dos estados, com sol entre nuvens. A chuva será rápida e isolada, principalmente nas Serras Gaúcha e Catarinense. Em Porto Alegre, o dia será ensolarado, enquanto Curitiba e Florianópolis poderão registrar chuvas passageiras.

Região Sudeste

As chuvas ganham destaque, especialmente no norte de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e na metade sul do Espírito Santo, onde os acumulados serão mais significativos. Capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória podem enfrentar temporais, enquanto a região metropolitana de São Paulo terá sol intercalado com pancadas isoladas.

Região Centro-Oeste

As chuvas persistem em todos os estados, acompanhadas de alertas para temporais com ventos que podem alcançar 90 km/h. Apenas o extremo sul do Mato Grosso do Sul deve ter tempo firme.

Região Nordeste

O sertão segue seco, enquanto chuvas moderadas se concentram no litoral e nas áreas entre Piauí, Maranhão e Bahia. As temperaturas permanecem elevadas, com valores que podem ultrapassar os 40°C em algumas localidades.

Região Norte

O domingo terá chuvas isoladas no Acre, Rondônia e Tocantins. No Amazonas, as precipitações serão pontuais e intercaladas com sol. Já no sul do Pará, a chuva será isolada, enquanto o norte do estado, o Amapá e Roraima terão predomínio de sol.



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SP bate recorde de quase meio bilhão em crédito para o agro em 2023 e 2024



O Governo de São Paulo liberou R$ 490 milhões em recursos para produtores rurais em 2024. O dinheiro foi liberado por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), em linhas de crédito e subvenções nos últimos dois anos. Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), o maior volume aplicado desde o início da série histórica, em 1993. Os recursos foram destinados para ações voltadas para a produtividade no campo e a mitigação dos impactos de adversidades climáticas.

Nesse pacote de investimento estão seguro rural, pagamento por serviços ambientais, créditos emergenciais e subvenção do projeto Pró-trator e implementos agrícolas.

O produtor de café José Malaguti é um dos 115 beneficiários da linha do Feap SP – Pró-trator e Implementos. Essa linha disponibilizou, neste ano, R$ 60 milhões em subvenção, sendo contratados  mais de R$ 20,88 milhões. O produtor de café foi contemplado durante a última edição da Agrishow, em abril deste ano. 

“Nós trabalhávamos braçal e o serviço não rendia muito. Então, esse trator era mais do que esperado, veio na hora certa para nós, pequenos produtores”, comemora José Malaguti, produtor de café. 

Este ano, a SAA criou novas linhas de apoio aos produtores paulistas, como o Projeto de Apoio ao Combate do Greening (R$ 10 milhões) e o Mulher Agro SP (R$12 milhões). Anunciou ainda crédito emergencial para ‘Recuperação de áreas atingidas por incêndios’ (R$10 milhões), que já colaborou com a reconstrução de mais de 130 propriedades afetadas pelas queimadas em todo o estado, durante os meses de agosto e setembro. A pasta também informou que socorreu produtores de batata doce e mandioca (R$ 5 milhões), fortemente afetados pela escassez hídrica.

Mulher Agro

O projeto, destinado às mulheres do campo, teve um resultado acima do esperado. Inicialmente, foram liberados R$ 10 milhões via Fundo de Expansão do Agro Paulista, mas devido a demanda, recebeu um aditivo de R$ 12 milhões, o que viabilizou a liberação de mais de R$ 10,28 milhões, beneficiando mais de 439 mulheres. 

“Mais do que resultados econômicos positivos, como as demais linhas, o Feap Agro Mulher SP está transformando a vida de centenas de produtoras rurais”, ressaltou Guilherme Piai, secretário de Agricultura de São Paulo.

O governo destaca que o sucesso dessa linha de crédito é decorrente de dois fatores: o aumento de mulheres à frente dos negócios no campo e, principalmente, pela dificuldade de aprovação de crédito junto às instituições financeiras. Muitas mulheres não têm como comprovar renda e não possuem bens, como terras ou propriedades, que possam ser oferecidas como garantia.



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Danilo Gentili e amigos na mira da Justiça por causa do vinho “Putos”



Os humoristas Danilo Gentili, Oscar Filho e Diogo Portugal causaram polêmica essa semana. A trupe é responsável pelo vinho “Putos”, produzido em Portugal, e que teve a comercialização suspensa pela Justiça de São Paulo. A notícia bombou nas redes sociais!

O motivo: satirizar o rótulo do Château Petrus, bebida francesa cuja garrafa custa mais de R$ 40 mil no Brasil. Para as empresas responsáveis pela distribuição da bebida, a Porto a Porto e Casa Flora, a marca criada pelo trio possui elementos originais, incluindo caricaturas dos humoristas, o que torna impossível a associação indevida por parte dos consumidores, não havendo, assim, concorrência desleal.  



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Produtores retomam interesse pela silvicultura


O mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (19), destacou a estabilidade da área destinada ao cultivo de eucalipto, acácia-negra e pinus na região administrativa de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Apesar da manutenção da área nos últimos anos, o cenário começa a mudar em função de uma valorização da madeira, aliada a fatores econômicos e climáticos.

A partir de 2023, programas de fomento e incentivos promovidos por empresas florestais, somados a frustrações de safra, preços defasados da pecuária de corte e o alto valor da soja, têm levado produtores rurais a reavaliar e retomar o interesse pela silvicultura. Contudo, limitações impostas pelo Código Florestal e pelo Zoneamento Ambiental da Silvicultura, que restringem o aproveitamento máximo a 40%-45% da área total destinada à atividade, seguem sendo um desafio para o setor.

Os preços pagos ao produtor variam consideravelmente, influenciados pela logística de transporte, tamanho dos maciços florestais e viabilidade de mecanização na colheita e baldeio. Atualmente, os valores para acácia-negra na propriedade estão em R$ 130,00 por estere (st) empilhado na estrada interna. Já o eucalipto apresenta preços entre R$ 90,00 e R$ 100,00/st.

Quando transportada diretamente para unidades consumidoras, incluindo carregamento, frete e descarregamento, a lenha atinge valores de R$ 130,00 a R$ 150,00/st, podendo chegar a R$ 200,00/st no caso da acácia-negra.

Na região de Passo Fundo, a silvicultura de pinus permanece estagnada, sem novas áreas implantadas e com estoques reduzidos. Parte das florestas existentes é comercializada para empresas de Santa Catarina, refletindo uma procura mais localizada para o produto.

Apesar dos desafios logísticos e ambientais, o mercado florestal no estado do Rio Grande do Sul apresenta sinais de revitalização, com expectativa de crescimento motivada por incentivos e pela crescente demanda por madeira.





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Toneladas de produtos irregulares são apreendidos em operação no MS e MT



Ações da Operação Ronda Agro nos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul conseguiram apreender alimentos para animais, fertilizantes, bebidas e uma variedade de produtos de origem animal, incluindo queijos, embutidos e produtos apícolas. A operação tem o objetivo de combater o comércio irregular de produtos.

Em Dourados/MS, dois estabelecimentos comerciais foram autuados e tiveram seus produtos destruídos devido à ausência de registro nos serviços oficiais e de comprovação de origem, comprometendo sua conformidade e inocuidade para o consumo.

Também foram apreendidos 81 toneladas de alimentos para animais, 60 toneladas de fertilizantes e 62 kg de agrotóxicos em Deodápolis/MS. Na cidade de Campo Verde/MT, agentes localizaram 333 Kg de fertilizantes em situação irregular.

As ações, coordenadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio do Vigifronteiras, contaram com apoio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (DECON), da Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), da Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (IAGRO) e das autoridades sanitárias locais, como a Vigilância Sanitária Municipal de Dourados.

As operações fazem parte do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais – Vigifronteiras, e têm como objetivos, dentre outros, a preservação da sanidade dos rebanhos e lavouras do País, a defesa dos direitos dos consumidores e o combate à concorrência desleal representada pelas atividades ilícitas com produtos agropecuários.



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Governo lança programa para proteger LGBTQIA+ em áreas rurais



Com o objetivo de enfrentar a violência e promover os direitos das pessoas LGBTQIA+ de áreas rurais e comunidades tradicionais, o Governo Federal apresentou uma portaria que avança na proteção dos Direitos Humanos com o lançamento do Programa Nacional de Enfrentamento à Violência e de Promoção dos Direitos Humanos das Pessoas LGBTQIA+ nos territórios do Campo, das Águas e das Florestas. 

O chamado de Programa Bem Viver+ foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), e assinado pelos ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), dos Povos Indígenas (MPI) e da Igualdade Racial (MIR). O programa também integra a Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+, instituída pelo MDHC.

O público-alvo são pessoas LBGTQIA+ camponesas, agricultoras familiares, assentadas, ribeirinhas, caiçaras, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e ciganas que vivem em situações de violência de direitos humanos devido a sua identidade de gênero e orientação sexual.

Segundo o governo, o programa “Bem Viver” se refere aos modos de vida baseados em relações de solidariedade entre as pessoas, a natureza e o meio ambiente. Representa uma oportunidade de desenvolver, de forma coletiva, novas formas de organização e convivência no mundo. O Bem Viver+ busca transformar os territórios em espaços livres de LGBTQIAfobia.

O Bem Viver+ será implementado por meio de parcerias governamentais, empresas estatais, cooperação internacional e com organizações e entidades privadas. As ações serão financiadas com o orçamento disponível nos ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania, do Ministério dos Povos Indígenas e do Ministério da Igualdade Racial.

Em respeito aos povos indígenas e originários, queremos preservar os modos de vida, a solidariedade e a ciência que quilombolas, camponeses, agricultores familiares, assentados, ribeirinhos, caiçaras, extrativistas, pescadores, ciganas, entre tantas pessoas, têm a nos ensinar.”, declarou a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo.

O programa prevê ações para formar defensores dos direitos humanos nos territórios rurais e comunidades tradicionais, apoiar iniciativas locais para projetos interétnicos, incentivar autocuidado para saúde mental, estimular acolhimento nos equipamentos de saúde, além de promover espaços de acolhimentos seguros para o público LGBTQIA+ e realizar oficinas de autoproteção com metodologias de educação popular.



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