sábado, julho 11, 2026

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nova variedade combate nematoides e auxilia na alimentação animal


A Embrapa apresenta ao setor produtivo a cultivar BRS Guatã, uma variedade de feijão-guandu que pode contribuir para recuperar pastagens degradadas, auxiliar na alimentação de bovinos durante a época seca e ser capaz de combater os nematoides no solo. Esses parasitas são capazes de causar prejuízos anuais à agricultura nacional de R$ 35 bilhões, segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN), uma vez que atacam culturas de grande relevância econômica, como soja, cana-de-açúcar e feijão.

As pesquisas realizadas pela Embrapa Pecuária Sudeste (SP) revelaram que a BRS Guatã tem potencial para controlar quatro nematoides de grande ocorrência, principalmente, na soja e na cana-de-açúcar, que são: pratylenchus brachyurus; p. zeae, meloidogyne javanica e m. incógnita.

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Esses pequenos vermes afetam significativamente a produção porque parasitam as plantas retirando substâncias nutritivas e injetando elementos tóxicos no interior da célula vegetal. As larvas penetram nos tecidos da raiz e formam pequenos tumores, podendo chegar até as folhas, flores e frutos.

“Foram anos de trabalho até chegar a essa cultivar. O potencial para controlar nematoides é a sua principal característica, pelos danos que causam à agropecuária nacional. Além da soja e da cana-de açúcar, parasitam também lavouras de feijão”, explica o pesquisador aposentado da Embrapa Rodolfo Godoy, responsável pelo desenvolvimento desse material. Segundo ele, as crotalárias também são eficientes no combate aos nematoides, mas a BRS Guatã agrega outros benefícios, como a descompactação do solo, a alimentação animal e a cobertura do solo.

O guandu BRS Guatã é uma opção eficaz para os produtores rurais no controle desses parasitas, uma vez que eles não se multiplicam nessa variedade. Além disso, a leguminosa apresenta grande potencial para contribuir com a sustentabilidade da pecuária, promovendo a saúde do solo, a redução de custos com agrotóxicos e fertilizantes e o aumento da produtividade animal.

A utilização dessa cultivar mostra-se bastante promissora em algumas regiões do Brasil, como Sudeste e Centro-Oeste para a intensificação equilibrada e inteligente da pecuária, conciliando produtividade e preservação ambiental.

Segundo o presidente da Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto), Ademilson Facholli, que também é proprietário das Sementes Facholli, a primeira empresa a multiplicar as sementes da BRS Guatã, essa leguminosa deve ter boa aceitação na cultura da cana-de-açúcar, na hora da reforma do canavial.

Facholli considera o material muito promissor. A empresa, que fica em Santo Anastácio, região de Presidente Prudente (SP), conta com 50 toneladas em estoque para comercialização.

FeijãoFeijão
Foto: Gisele Rosso/Embrapa

Nova cultivar é rica em proteína e tolerante ao déficit hídrico

Para a alimentação animal, o guandu é uma leguminosa rica em proteína, apresentando valores em torno de 15%, e com alta capacidade de se associar às bactérias que realizam fixação de nitrogênio no solo.

A BRS Guatã é apresentada como uma alternativa de baixo custo para a suplementação volumosa de bovinos durante a seca. O uso para essa finalidade permite aumentar a taxa de lotação por hectare e reduzir a escassez de forragens, comum no período seco, resultando em maior ganho de peso dos animais.

Além disso, segundo a pesquisadora Patrícia Anchão Oliveira, a nova cultivar demonstrou ser uma alternativa viável para a produção de cobertura morta e adubação verde em rotação com outras culturas. Em testes, ela produziu 3 toneladas de massa seca por hectare na condição de sequeiro e 3,3 toneladas por hectare com irrigação. Essa pequena diferença evidencia a alta tolerância dessa leguminosa ao déficit hídrico.

Vantagens competitivas

A BRS Guatã apresenta ciclo vegetativo mais curto em comparação a outras cultivares de guandu, como a BRS Mandarim. O pesquisador da Embrapa Frederico de Pina  Matta observa que essa característica antecipa a disponibilidade de forragem para os animais, já que seu consumo aumenta durante o florescimento. Ela floresce cerca de 30 dias antes do que a BRS Mandarim e tem boa velocidade de estabelecimento no campo.

Outra característica interessante do Guatã, segundo Matta, é o porte e a estrutura da planta. A cultivar tem altura intermediária com caules mais finos e flexíveis facilitando os tratos culturais quando comparado ao guandu BRS Mandarim.

Quando integrada à cultura da soja, a variedade não é hospedeira para a phakopsora pachyrhizi syd. & p. syd, agente da ferrugem da soja. Também possui resistência moderada à macrophomina phaseolina, fungo causador da podridão do caule.

Algumas outras características podem ser associadas à BRS Guatã e impactam na produtividade das pastagens ou culturas anuais, como a alta quantidade de matéria seca. A partir da adubação verde, a BRS Guatã possibilita o fornecimento em torno de 80 a 120 kg de nitrogênio por hectare, realizando a ciclagem de nutrientes importantes para o solo.

A decomposição da biomassa libera nutrientes importantes para o solo, como nitrogênio, fósforo, potássio e micronutrientes, beneficiando o cultivo subsequente. Além disso, pode servir de alternativa como planta de proteção e sombreamento para implantação de outras culturas (café e frutíferas, por exemplo).

Com todos esses benefícios, a BRS Guatã representa um avanço significativo para a agricultura brasileira, oferecendo uma solução integrada para o manejo de pragas, à produção de alimentos e à sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Recomendações de Cultivo

Com plantio recomendado de setembro a março, o produtor deve deixar um espaçamento de 0,5 a 0,8 metros entre linhas, dependendo da semeadura e da estratégia de uso. É importante realizar a análise de solo para determinar as necessidades de correção e adubação.

O molibdênio é um micronutriente essencial para a fixação de nitrogênio e sua deficiência pode ocorrer em solos com pH elevado. Os pesquisadores orientam a realização de análise foliar no início do florescimento para detectar deficiências nutricionais e ajustar o manejo da cultura.

Mudanças climáticas

Algumas características agronômicas da cultivar BRS Guatã podem ser bastante importantes em condições desafiadoras, como as mudanças climáticas. A variedade demonstrou alta tolerância ao déficit hídrico, produzindo três toneladas de massa seca por hectare em condições de sequeiro, valor estatisticamente igual à produção em condições irrigadas.

Essa resiliência é vantajosa em um cenário adverso, no qual eventos extremos, como secas, tendem a ser mais frequentes e intensos. A capacidade de produção em condições de baixa disponibilidade de água torna o Guatã uma cultura estratégica para a adaptação da agricultura e da pecuária às mudanças climáticas.

Como qualquer leguminosa, o Guatã possui a capacidade de se associar às bactérias que realizam a fixação de nitrogênio atmosférico no solo. Essa característica contribui para a redução da necessidade de fertilizantes nitrogenados, cuja produção é altamente dependente de combustíveis fósseis e emissora de gases de efeito estufa.

Assim, a nova cultivar se destaca como uma cultura com alto potencial para a sustentabilidade da pecuária.

Essas aptidões estão alinhadas à Agenda da Embrapa no que diz respeito aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente às metas de combate às mudanças climáticas e segurança alimentar.



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com 7 leilões no ano, concessões têm melhor marca desde 2007



O governo federal realizou na última quinta-feira (19) o último leilão rodoviário de 2024. Com sete projetos em 12 meses, o país alcançou o mesmo volume de certames bem-sucedidos de 2007, até então o ano com o maior número de leilões. Para atingir a meta de realizar outros 15 em 2025, o governo terá como principal desafio manter o otimismo do mercado.

Apesar do ritmo elevado, o número de certames realizados neste ano ficou abaixo da marca estipulada inicialmente pelo ministério, que era de 12 leilões. “Ainda assim, o que fizemos apenas em 2024 foi mais do que o governo passado realizou em quatro anos de mandato”, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho, após o último leilão do ano. Entre 2016 e 2022 foram leiloadas sete concessões. Os projetos arrematados neste ano somam investimentos na ordem de R$ 82 bilhões.

O advogado Fernando Vernalha, especialista em Infraestrutura do Vernalha Pereira Advogados, avalia que o grande volume de leilões exitosos está relacionado a melhorias de gestão – parte feita pelo Ministério dos Transporte e parte pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “É perceptível uma melhora da competitividade em algumas licitações”, diz. Entre os fatores positivos estão as adaptações nas matrizes de riscos dos projetos.

O governo conseguiu, por exemplo, tirar do papel a concessão da Rodovia da Morte após três tentativas frustradas. Em agosto, o projeto, que vinha se arrastando desde 2021, foi arrematado pela estreante 4UM, que competiu com a também novata no setor, Opportunity.

Outro fator que contribuiu para o sucesso das concessões foi a aprovação da Lei de Debêntures de Infraestrutura. É o que afirma o advogado Guilherme Malta, especialista em direito público e sócio do Mota Kalume Advogados. “Essa legislação incentiva a emissão de debêntures com benefícios tributários, o que atrai investidores institucionais, como fundos de pensão e seguradoras, para o setor de infraestrutura”, diz.

Ainda assim, entre os projetos ofertados – aqueles que tiveram editais publicados – houve a suspensão de um leilão por falta de interessados, o da Rota da Celulose, conjunto de rodovias em Mato Grosso do Sul. O secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, diz que o certame deserto foi um problema pontual relacionado à modelagem, o qual está sendo corrigido.

Para o advogado Caio Loureiro, sócio da área de Infraestrutura de TozziniFreire Advogados, embora tenha havido um leilão deserto, a expectativa geral foi atendida. “Com um volume tão grande de ativos, é natural que os grandes grupos tenham focado naqueles projetos com maior atratividade ou que se alinhavam melhor aos seus planos de negócios.”

Diversificação de players

O ministro Renan Filho apontou a diversificação de players como um fator positivo dos leilões de 2024. “Dos sete leilões em 2024, tivemos seis vencedores diferentes, isto é um ótimo sinal”, avaliou. A EPR, vencedora do leilão desta quinta-feira, foi a única a arrematar mais de uma rodovia, já que conquistou também a concessão da BR-040, em abril.

Além do retorno de grupos tradicionais, como CCR e EcoRodovias, que voltaram a participar dos leilões, também chamou atenção o fortalecimento de novos players, como a EPR. O protagonismo de novos entrantes do setor financeiro, como a 4UM, é mais um ponto destacado por especialistas.

Leilões de rodovias em 2025

Para 2025, o Ministério dos Transportes projeta dobrar a marca de 2024 e promover 15 leilões. O primeiro da agenda, previsto para 7 de janeiro, é o da concessão da Ponte Internacional de São Borja, que liga as cidades de São Borja (RS), no Brasil, e Santo Tomé, na Argentina.

A meta da gestão federal é realizar 35 leilões até o fim do atual mandato, em 2026. Para isso, além dos 15 certames em 2025, precisará de mais 11 no ano seguinte. Isso porque, com os dois realizados em 2023, o saldo atual é de nove projetos absorvidos pelo mercado.

No entanto, a carteira de projetos para 2025 enfrentará o cenário de juros elevados, a perspectiva de alta inflacionária e instabilidade cambial. Para Vernalha, esta conjuntura pode afetar o programa de concessões. Ainda assim, o advogado prevê um “número importante” de leilões rodoviários no próximo ano.

O apetite por estes projetos dependerá das condições de mercado, destaca o advogado Caio Loureiro. “É fundamental garantir taxas internas de retorno competitivas para que o setor continue atraindo novos investidores”, afirma.

Após o leilão da quinta-feira, Renan Filho afirmou que a pasta está preparada para rever as taxas internas de retorno (TIR) para manter o interesse do mercado. “Se os juros se estabilizarem em um patamar mais alto do que 11% ou 12%, obviamente teremos que fazer essa avaliação”, disse.

Leilões rodoviários realizados pelo governo federal em 2024

Projeto Extensão Investimento (capex + opex)* Vencedor

“Rodovia da morte”, BR-381, MG 303,4 km – R$ 9,2 bi – Consórcio – 4UM

BR-040/MG (BH-JF) – 232,1 km – R$ 8,7 bi – EPR

“Rota dos Cristais”, BR-040 GO/MG – 594 km – R$ 13 bi – Vinci Highways

“Rota Sertaneja”, BR-153/262/GO/MG – 530 km – R$ 9,4 bi deserto – adiado

“Rota do Zebu”, BR-262/MG – 438,9 km – R$ 8,5 bi – Rotas do Brasil

Rodovias do Paraná, Lote – 3 569 km – R$ 15,8 bi – CCR

Rodovias do Paraná , Lote 6 66 – 2,1 km – R$ 20 bi – EPR

“Rota Verde”, BR-060/452/GO – 426,2 km – R$ 6,86 bi – Consórcio/Aviva

*Capex refere-se aos investimentos iniciais em construção, ampliação ou manutenção estrutural, enquanto opex abrange os custos operacionais, como salários e energia.

Fonte: ANTT



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Avião cai em Gramado, no Rio Grande do Sul, provocando incêndio



Uma avião provalmente de pequeno porte caiu na manhã deste domingo (22) em Gramado, Rio Grande do Sul, por volta das 9h30. A queda ocorreu na avenida das Hortências, que liga o município a Canela.

Na queda, a aeronave teria atingido um prédio, uma loja e uma pousada, provocando incêndio. Na pousada, cerca de 15 pessoas teriam ficado feridas.

O Corpo de Bombeiros, Brigada Militar e Polícia Civil foram acionados. Ainda não há informações sobre vítimas fatais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Projeções positivas marcam safra de arroz


O último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, nesta quinta-feira (19), destaca o avanço da safra de arroz no Rio Grande do Sul, com condições promissoras em diversas regiões, embora alguns desafios pontuais persistam. Na região de Bagé, na Fronteira Oeste, o período de estiagem até 13 de dezembro permitiu a conclusão da semeadura em municípios como Alegrete, Itaqui e São Gabriel. Com barragens em capacidade plena e estande de lavouras satisfatório, as projeções são otimistas, apesar de dificuldades no controle de plantas daninhas em áreas com irrigação menos uniforme, como nas taipas.

Na Campanha, as lavouras semeadas em outubro estão entrando em fases fenológicas críticas, sensíveis ao frio. Temperaturas abaixo de 10°C nas primeiras semanas de dezembro têm gerado apreensão entre os produtores.

Já em Pelotas, com a semeadura concluída, os rizicultores avançam nos tratos culturais, como irrigação, adubação nitrogenada e controle de ervas daninhas. As lavouras, ainda em estágio vegetativo, apresentam excelente desenvolvimento graças às condições climáticas favoráveis.

Em Santa Maria, o plantio está praticamente finalizado, restando pequenas áreas marginais. As lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo, com algumas mais precoces já iniciando a floração. Apesar de reservatórios incompletos a oeste da região, os produtores monitoram possíveis impactos na irrigação.

Na região de Santa Rosa, as chuvas recentes continuam garantindo condições hídricas para a irrigação, enquanto temperaturas amenas e maior insolação favorecem o crescimento das lavouras, atualmente na fase vegetativa.

Em Soledade, a semeadura foi concluída, e os produtores seguem com adubação nitrogenada em cobertura, controle de plantas daninhas e manejo da lâmina d’água para otimizar o potencial produtivo.

A comercialização do arroz registrou recuo no valor médio da saca de 60 quilos, com preço reduzido de R$ 101,34 para R$ 99,08, uma queda de 2,23%, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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nova técnica aumenta em 287% a produção de milho!


Em estudo desenvolvido no município e Marianópolis (TO), foi observado que o cultivo intercalar de milho, antes da colheita da soja, aumenta a produtividade e reduz os riscos da segunda safra tardia.

Chamada de Antecipe, a técnica desenvolvida pela Embrapa promoveu aumento do número de espigas e da produtividade de grãos de milho em 287%, comparado ao plantio convencional desse cereal pós-soja. Com a tecnologia, os pesquisadores registraram a média de 3.062 quilos por hectare nos experimentos realizados no Tocantins.

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O estudo comparou três sistemas de cultivo: intercalar do milho antes da colheita da soja (o Antecipe), a semeadura do milho após a colheita da soja e um terceiro sistema denominado “padrão do produtor”, em que o milho foi semeado após a colheita da soja no mesmo dia do Antecipe. A pesquisa foi executada em parceria por três Unidades da empresa: Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), Embrapa Milho e Sorgo (MG) e Embrapa Pecuária Sudeste (SP).

“O Antecipe é uma tecnologia com potencial de aumentar a produção de milho na segunda safra no Tocantins, respeitando a janela de recomendação para o milho safrinha no estado”, declara o agrônomo da Embrapa Francelino Peteno de Camargo, responsável pelo experimento no estado.

Antecipe é sucesso em oito estados

O Tocantins é um dos oito estados em que o Antecipe gerou bons resultados. “O sistema foi validado em várias regiões do país que adotam a safrinha, como Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul e Maranhão”, relata o pesquisador Décio Karam, líder do projeto.

Ele conta que os resultados têm sido promissores, tanto nas operações de plantio intercalar do milho como na colheita da soja. Em Goiás, por exemplo, ocorreram os resultados expressivos na segunda safra de 2021. Em um experimento conduzido em Rio Verde (GO), o Antecipe entregou 66 sacas de milho por hectare. Na semeadura tradicional, com o milho semeado após a colheita da soja, a produtividade foi de 28 sacas por hectare.

Como funciona o sistema Antecipe

Essa técnica permite a semeadura mecanizada do milho nas entrelinhas da soja durante a fase de enchimento de grãos da leguminosa, a partir do estádio R6. O milho é cortado durante o processo de colheita da soja, reduzindo a área foliar das plantas. Porém, como o ponto de crescimento encontra-se abaixo da superfície do solo, a planta continua seu crescimento, sem prejuízo à produtividade de grãos.

Porém, essa desfolha deve ocorrer até o estádio de desenvolvimento V5 do milho, pois, se realizada após esse período, há perda de produtividade. Essa estratégia permite ao produtor antecipar o plantio do milho safrinha em até 20 dias antes da colheita da soja, reduzindo os riscos de perdas por condições climáticas desfavoráveis, típicas do final do verão e início do outono.

Com o plantio antecipado, a cultura do milho aproveita melhor as chuvas do início da estação, resultando em ganhos significativos de produtividade e rentabilidade. De acordo com Karam, a técnica também reduz os custos de produção da soja, eliminando a necessidade de dessecação da cultura para antecipar a colheita, o que beneficia o produtor em aspectos operacionais, econômicos e ambientais.

Além disso, em regiões com maior experiência no cultivo da safrinha, é possível utilizar cultivares de soja de ciclo mais longo e maior potencial produtivo, sem comprometer o desempenho do milho.

Outra vantagem do sistema é a possibilidade de implantar o milho safrinha em áreas onde a segunda safra ainda não está consolidada, expandindo as janelas de cultivo para regiões antes consideradas inviáveis. Essa flexibilidade amplia o potencial agrícola, permitindo maior eficiência no uso da terra e contribuindo para a sustentabilidade do sistema produtivo.

O pesquisador Emerson Borghi explica que os cultivos intercalares antecipados nas entrelinhas da soja, antes de sua colheita, permitem semear a segunda cultura, que pode ser de milho, sorgo, milheto, gergelim ou pastagens, de acordo com a região e o negócio da propriedade.

A colheita da soja é feita sem causar danos às plantas dessas culturas. “Desse modo, com melhores condições, a garantia de segunda safra pode ampliar o retorno econômico. Isso pode acontecer na produção de grãos, silagem ou, em casos em que o produtor adota a ILPF, ganho de peso na pecuária de carne ou leite, pois o pasto semeado nas entrelinhas da soja permite a entrada do gado mais cedo na área”, exemplifica Borghi, que ainda ressalta o impacto ambiental da tecnologia: “tudo isso feito em plantio direto, garantindo uma pegada de carbono ainda mais efetiva e colocando o Brasil ainda mais na vanguarda da produção sustentável de alimentos para o mundo”.

Soja milho Antecipe TocantinsSoja milho Antecipe Tocantins
Foto: Sandra Brito/Embrapa

A história do Antecipe

Lançado em 2020, o pacote tecnológico Antecipe apresenta uma abordagem inovadora para a produção de grãos. Desenvolvido pela Embrapa, o sistema combina um método inédito de cultivo, uma semeadora-adubadora, que já conta com pedido de patente pela Embrapa, e comercializada em parceria com a empresa Jumil.

A técnica consiste em semear o milho nas entrelinhas da soja. Para isso, a lavoura deve estar no estádio fenológico R6 pois, antes disso, o milho não se desenvolve pelo sombreamento causado pela soja. Durante a colheita da soja, sem a necessidade de adaptações no maquinário, o equipamento corta simultaneamente as plantas das duas culturas, reduzindo a parte aérea do milho.

Mesmo com a passagem pela colhedora reduzindo a área foliar e os pneus da máquina amassando algumas plantas, o ponto de crescimento do milho não é afetado e, assim, a planta continua seu desenvolvimento. Os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da tecnologia alertam para o estádio fenológico que o milho deve estar nesse momento, o que não pode ocorrer após a emissão da sexta folha com bainha visível (conhecido como estádio fenológico V6).

O plantio intercalar antecipado oferece vantagens estratégicas, garantindo um ganho de até 20 dias no ciclo de cultivo e permitindo que o milho se beneficie de condições climáticas mais favoráveis, otimizando a produtividade, quando comparado ao plantio do milho fora do calendário agrícola preconizado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

Para a sua efetividade, o Antecipe tem que ser programado com antecedência, iniciando antes da semeadura da cultura de verão, segundo ressalta Borghi. “Ele também depende da semeadora-adubadora específica, que pode ser utilizada para a semeadura de todas as culturas, independentemente da época do ano. Suas configurações atendem produtores de diferentes proporções, para diferentes finalidades, tornando essa tecnologia acessível a todos”, declara o pesquisador

O Antecipe no Tocantins

As áreas em sequeiro, manejo que predomina no Tocantins, sofrem de alto risco climático, principalmente a partir do fim do período de verão, tornando a segunda safra bastante desafiadora.

“Com a antecipação do plantio do milho, promovida pelo Antecipe, a semeadura em segunda safra é feita em época mais favorável, promovendo incrementos de produtividade quando comparada a semeaduras realizadas fora do calendário agrícola preconizado pelo Zarc”, detalha Camargo.

O estado do Tocantins é o principal produtor de grãos da região Norte do Brasil. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), considerando apenas as culturas da soja e do milho, são 1,7 milhão de hectares e, desse total, 74% são destinados à cultura da soja. No entanto, o cultivo de milho após a colheita da soja em segunda safra ainda é bastante incipiente na região – apenas 28% da área de soja recebe o milho safrinha.



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entenda o que significa e os impactos na economia



Em um ano, o dólar teve uma escalada expressiva, saindo de R$ 4,85 em 1º de janeiro para o patamar histórico de R$ 6,26 em 18 de dezembro. O movimento fez com que o Banco Central começasse uma rodada de leilões bilionários, em uma tentativa de controlar a alta da moeda norte-americana.

Até agora, o real é a moeda que mais desvalorizou frente ao dólar em 2024, de acordo com dados da consultoria Elos Ayta. Até a última terça-feira (17), a moeda brasileira acumulava desvalorização de 21,52%, patamar muito próximo do registrado em 2020, ano da pandemia. Mas como funcionam esses leilões do Banco Central?

Segundo o economista do Terraço Econômico, Caio Augusto Rodrigues, trata-se de operações em que o BC utiliza suas reservas internacionais para colocar dólares no mercado, aumentando a oferta da moeda em momentos de forte desvalorização do real. Entretanto, essas operações não são livres de riscos. 

“Essas operações são delicadas, porque podem incendiar a reação do próprio mercado: num momento em que todo mundo está querendo comprar dólar, pode acontecer das ofertas desses leilões irem embora rapidamente e o efeito sobre a cotação ser nulo ou até mesmo negativo”, afirma.

Na avaliação de Rodrigues, o compromisso mais sólido do Banco Central para controlar o dólar está nos juros. Isso porque ao ajustar o diferencial de juros entre o Brasil e mercados como os Estados Unidos, a autoridade monetária atrai capital estrangeiro e ajuda a conter desvalorizações futuras.

Razões para a alta do dólar

O movimento de alta do dólar reflete tanto questões internas quanto externas. Do lado doméstico, o cenário fiscal é um dos principais gatilhos. Rodrigues afirma que a elevação é algo que se desenha há mais ou menos um ano. 

“O governo criou uma enorme expectativa em cima do pacote de ajuste fiscal e chegou com algo que, na melhor das hipóteses, não entrega um décimo do tamanho do problema”, afirma. Ele lembra que, apesar de avanços na arrecadação em 2023, o governo não conseguiu equilibrar o crescimento das despesas. 

Além disso, decisões recentes do Federal Reserve (Fed), como o corte de 25 pontos-base nas taxas de juros e a sinalização de menos cortes em 2025, complicaram ainda mais o cenário. “O derretimento recente já era visível pelo lado doméstico, mas agora se intensifica com a pressão externa negativa”, avalia o economista.

Impactos na economia

Se por um lado a valorização do dólar é boa para as exportações, por outro o custo de insumos e outros produtos importados, como o trigo, até máquinas e equipamentos especializados, é fortemente impactado. De acordo com Rodrigues, embora o repasse ao consumidor final não seja imediato, em até dois trimestres essa alta cambial deve impactar a inflação. 

O economista alerta ainda para a possibilidade de um cenário inflacionário semelhante ao período pós-pandemia, quando a inflação anual ultrapassou os dois dígitos.

Expectativas para o câmbio

As previsões para o dólar indicam volatilidade. “Com o fluxo de saída atual e a inação do governo, podemos sentir saudades do dólar a R$ 6 em pouco tempo”, afirma Rodrigues. 

Caso o governo interfira na autonomia do Banco Central, a situação pode se agravar, como aconteceu na Turquia em 2019. Naquele país, após mudanças no comando do BC e decisões políticas equivocadas, a moeda local sofreu uma desvalorização drástica.

Para o Brasil, a lição é clara. “Se o país quebrar a régua dos juros após ter quebrado a régua fiscal, não podemos de jeito nenhum descartar uma desvalorização como nunca antes vista em nossa moeda frente ao dólar”, finaliza.



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mitigação passa pelo uso inteligente do solo



As mudanças de uso do solo realizadas pela atividade agrícola são algumas das maiores responsáveis pelas emissões de gases do efeito estufa na atmosfera.

Como plantas e solo estocam carbono e um solo não balanceado em nutrientes gera mais emissões, nos últimos anos, a agricultura entrou para o cardápio das soluções para mitigação das mudanças climáticas. Em 2009 surgiu o termo climate-smart agriculture (“agricultura inteligente em termos climáticos”, numa tradução livre), durante um evento da agência da Organização das Nações Unidas para alimentação e agricultura (FAO).

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“Não que a agricultura tenha sido, até agora, climaticamente agnóstica, ignorante ou neutra. Ela sempre dependeu do clima”, disse a diretora do Center for Global Food Security, da Purdue University, Sylvie Brouder, em palestra na Escola Interdisciplinar Fapesp 2024.

Brouder contou que o que caracteriza a climate-smart agriculture não é diferente do que se chamava até então de conservation agriculture. “É o que no Brasil chamamos de agricultura de baixo carbono”, explicou o mediador da palestra e professor da Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (FCA-Unesp Ciro Rosolem à Agência Fapesp.

Segundo Brouder, a mudança de nome foi uma forma de pôr as ciências agronômicas em evidência para o financiamento de pesquisas. Pelo menos nos Estados Unidos. “Queriam chamar a atenção de quem tem o dinheiro, falando de mitigação e adaptação climática. Basta lembrar que o financiamento à pesquisa em agricultura [nos Estados Unidos] tende a ser pouco quando comparado às outras áreas”, contou.

A pesquisadora apresentou números da literatura científica sobre mudanças climáticas, “reflexo do que a ciência está pautando em termos de políticas públicas”. Em 2015, segundo a base de dados Scopus, quase todos os estudos publicados eram sobre biologia, geofísica, meteorologia ou clima. E os dez artigos mais citados eram sobre sistemas naturais, hábitats, extinção etc. “Não sobre agricultura. Isso quando a mudança climática está obviamente afetando a agricultura”, apontou.

O papel do nitrogênio

A agricultura tem papel fundamental no balanço de nitrogênio no solo. Ao mesmo tempo que é um nutriente essencial, o excesso gera emissões de gases como o óxido nitroso. Este é um dos mais potentes causadores do efeito estufa.

Em sua experiência com produtores norte-americanos, ela conta que o temor de que suas plantações não rendam a colheita esperada faz com que muitos apliquem mais nutrientes no solo do que o necessário.

As consequências podem ser tanto econômicas, com gastos excessivos em fertilizantes, até ambientais, com poluição de rios e mares pelo excesso de nitrogênio e o aumento das emissões de gases de efeito estufa.

“Não há dúvida de que nitrogênio, fósforo e enxofre no solo são necessários para sequestrar o carbono. Mas é preciso saber a dose certa, ou o excedente vai gerar emissões indiretas, água de baixa qualidade, entre outros problemas”, explicou.

Brouder disse que foca no nitrogênio, pois, ao comparar as emissões de óxido nitroso nos Estados Unidos, a região conhecida como Cinturão do Milho é uma das grandes emissoras. Isso porque os fertilizantes são aplicados em quantidade muito maior do que a necessária.

“As razões pelas quais as pessoas fazem isso são socioculturais. É o que sempre aplicaram e elas querem colheitas ainda maiores, o que leva a crer que precisam aplicar ainda mais. Somado a isso, até recentemente os fertilizantes nitrogenados eram relativamente baratos”, notou.

O pensamento é uma herança direta da chamada Revolução Verde, conjunto de inovações que levaram a uma explosão de produtividade em diversas culturas no pós-guerra. “Muitos pensam na Revolução Verde apenas em termos de genética e sementes, mas foi um conjunto de fatores, incluindo irrigação, maquinário, fertilizantes químicos, este último agora associado como uma consequência ruim daquele momento”, lembrou.

É preciso lembrar, disse, que houve também investimentos em infraestrutura social, pesquisa, crédito para os produtores. Essa confluência proporcionou o aumento massivo de produtividade.

Mas nem todos se beneficiaram da Revolução Verde, o que suscitou nos anos 1980 a noção de segurança e insegurança alimentar. Os desafios agora se somam com os fatores climáticos, gerando pressão na produção de alimentos por conta de disponibilidade de água, mudanças no regime de chuvas e aumento das temperaturas médias, entre outras consequências das mudanças climáticas globais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de trigo no Brasil cai para 7,7 milhões de toneladas em 2024, aponta CEEMA



Além da menor quantidade, a qualidade dos grãos colhidos preocupa




Foto: Canva

A queda nos preços do trigo no Brasil está desafiando as expectativas do mercado, especialmente diante da redução na produção e do câmbio desfavorável para importações. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a média de preços no Rio Grande do Sul fechou a semana em R$ 65,27 por saco, enquanto o Paraná manteve valores em R$ 72,00 por saco em algumas regiões.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, o Rio Grande do Sul registrava R$ 63,00 por saco, e o Paraná, R$ 67,00, demonstrando uma tendência de retração nos valores, mesmo em um cenário de menor oferta.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para uma produção nacional de 8,1 milhões de toneladas em 2024, mas análises do setor privado indicam um ajuste para 7,7 milhões de toneladas, sendo 3,7 milhões no Rio Grande do Sul – abaixo das 4,1 milhões inicialmente estimadas.

Além da menor quantidade, a qualidade dos grãos colhidos preocupa. “É surpreendente que os preços do trigo de qualidade superior não tenham apresentado alta significativa, considerando a menor oferta e o impacto cambial nas importações”, destaca o relatório da CEEMA.

No entanto, o mercado permanece com baixa liquidez e os preços, no mercado FOB, atingiram os menores níveis desde abril/maio deste ano. Apesar disso, analistas esperam uma recuperação dos preços para fevereiro e março de 2025, quando a oferta no mercado interno pode diminuir ainda mais.





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AgroNewsPolítica & Agro

Agricultores recebem kits de irrigação e maquinários na Bahia



Agricultura familiar ganha reforço com kits de irrigação no oeste da Bahia




Foto: Nadia Borges

A Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) encerrou as ações de 2024 do projeto “Apoio aos Pequenos Agricultores Familiares” com a entrega de 40 kits de irrigação no município de Cocos, localizado na região oeste da Bahia. A iniciativa reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento da agricultura familiar, conforme as informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri).

Dos kits entregues, 25 foram doados pela própria Abapa, enquanto os outros 15 vieram da empresa Santa Colomba, representada pelos diretores Douglas Orth e Miguel Prado. Essa parceria segue as diretrizes do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro), uma iniciativa do Governo da Bahia, através da Secretaria da Agricultura (Seagri), que utiliza a renúncia fiscal para fortalecer a cadeia produtiva do algodão no estado.

Neste ano, Cocos passou a integrar o grupo de 12 municípios do oeste baiano contemplados pelo programa, que visa capacitar pequenos agricultores das comunidades rurais para aumentar a produção com maior eficiência e qualidade. Segundo Wallison Tum, secretário da Agricultura da Bahia, a ação em Cocos simboliza o avanço do programa e sua contribuição para a agricultura familiar.

De acordo com o Seagri, o projeto contou ainda com a parceria da Agência de Defesa Agropecuária do Estado da Bahia (Adab) e da prefeitura de Cocos, responsáveis por prestar assistência técnica aos agricultores, garantindo o uso eficiente dos equipamentos.

Além da entrega em Cocos, a Abapa promoveu uma ação em Canabrava, no município de Malhada, sudoeste baiano, onde o programa teve início em 2014. Na ocasião, foram entregues uma plantadeira, um pulverizador e sementes de algodão à Associação dos Produtores de Canabrava (Aspruc).





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AgroNewsPolítica & Agro

Silagem de milho registra alto rendimento



O bom desempenho se deve ao estado geral das plantas no RS




Foto: Agrolink

A colheita do milho para silagem segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com elevado rendimento e qualidade do material ensilado, segundo o último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (19). O bom desempenho se deve ao estado geral das plantas, mantidas até o corte com colmos verdes e enchimento adequado de grãos.

As condições climáticas, com alta radiação solar e temperaturas elevadas durante o dia, aliadas a noites amenas e chuvas intercaladas, têm favorecido o desenvolvimento das lavouras que não sofreram impacto do déficit hídrico registrado em novembro.

A Emater/RS-Ascar projeta para a safra 2024/2025 o cultivo de 357.311 hectares de milho no Estado, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha.

Na região administrativa de Erechim, cerca de 50% das lavouras estão em floração, 40% em enchimento de grãos e 10% já colhidas. A produtividade média está em níveis elevados, chegando a 60 mil kg/ha, com a silagem cotada a R$ 180,00 por tonelada na propriedade de origem.Em Frederico Westphalen, 20% das lavouras estão em floração e 80% em enchimento de grãos. A produtividade média esperada é de 41 mil kg/ha.

Na região de Pelotas, o plantio atingiu 75% do esperado, e a maioria das áreas se encontra em estádio vegetativo. Já em Santa Maria, a colheita foi iniciada, e a silagem apresenta resultados expressivos, com alta produtividade e qualidade.





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