sábado, julho 11, 2026

Agro

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Focus tem novas projeções de altas para 2024 e 2025



A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024 passou de 3,42% para 3,49%, a quinta alta consecutiva. Um mês antes, a estimativa era de 3,17%. Considerando apenas as 68 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção passou de 3,49% para 3,50%.

A estimativa intermediária para 2025 passou de 2,01% para 2,02%, contra 1,95% um mês antes. Levando em conta apenas as 67 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana oscilou de 2,10% para 2,00%.

Os economistas do mercado revisaram a projeção de crescimento da economia para 2026, passando de 2% para 1,90%, após 71 semanas de estabilidade. Para 2027, a estimativa permaneceu em 2%, como já está há 74 semanas.

O Banco Central revisou a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2024 de 3,2% para 3,5%. A projeção para 2025 passou de 2,0% para 2,1%. Os números constam no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro, divulgado na última quinta-feira, 19.



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perdas com enchentes e esperanças de recuperação



O ano de 2024 foi desafiador para o cultivo de grãos no Rio Grande do Sul, marcado por perdas decorrentes de eventos climáticos extremos. Depois de três anos de estiagem, produtores enfrentaram as enchentes de maio, que inundaram lavouras e comprometeram colheitas de soja e milho.

Maria das Graças, produtora rural, relatou os prejuízos: “Toda essa água descia com força. A soja em pé, quando apertada, desmanchava. Perdemos 50% da produção, um grande baque para nós”.

“O rio veio e não deu tempo. Perdemos 26 hectares de milho pronto para o corte, com alto investimento e prejuízo enorme”, reforçou o produtor de milho Leonardo Franz.

A Metade Sul foi a região mais impactada, com até 90% das áreas ainda por colher quando as enchentes ocorreram. As perdas impactaram diretamente nesta safra, e muitos produtores não terão condições de plantar.

Movimento SOS Agro RS

A dificuldade em acessar recursos prometidos levou produtores a iniciar o movimento SOS Agro RS, cobrando autoridades e realizando protestos, colocando suas máquinas nas ruas. O governo federal anunciou diversas medidas em auxílio aos produtores, mas nem todos conseguiram acessar o dinheiro prometido.

“Tive que entregar uma máquina por causa de dívidas. Tenho boletos em cartório e processos judicializados. É difícil, mas não vamos nos entregar”, conta o produtor Celso Girotto.

Desafios na safra de inverno

A safra de trigo também enfrentou adversidades, com umidade excessiva que atrasou o plantio e trouxe doenças que prejudicaram a qualidade. “Tivemos muita chuva na semeadura e no ciclo. A chuva ácida causada pelas queimadas no norte prejudicou ainda mais as culturas”, relatou o produtor Diemerson Borghardt, produtor,

No arroz, a semeadura atrasou, e os produtores ainda trabalham para recuperar lavouras afetadas pela força das águas. “A recuperação dos canais de irrigação e drenagem traz impacto nos custos”, disse Alexandre Velho, presidente da Federarroz.

Perspectivas para a próxima safra

Apesar das dificuldades, a Emater-RS projeta uma colheita de 35 milhões de toneladas, com aumento de 20% na produtividade do milho, mesmo com redução na área plantada.

Alencar Rugeri, assistente técnico da entidade, destacou a importância do clima para a recuperação: “Nem tudo está ruim; as condições climáticas estão, de certa forma, favoráveis para esta safra”.



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AgroNewsPolítica & Agro

excesso de umidade preocupa produtores


O início desta semana segue marcado por chuvas intensas em boa parte do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. A presença de uma frente fria estacionária na costa da região Sudeste está intensificando as instabilidades, resultando em acumulados expressivos e elevando o risco de enchentes e deslizamentos, especialmente no Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no litoral paulista.

Previsão para o Sudeste e Centro-Oeste

Espírito Santo: Pontuais acima de 50 mm são esperados no centro do estado, com possibilidade de volumes isolados superiores a 100 mm em 24 horas, ainda que a probabilidade seja baixa.

Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo: Chuvas intensas devem persistir, especialmente no litoral paulista, com volumes médios na ordem de 20 mm.

Centro-Oeste: Áreas de Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e oeste da Bahia terão chuvas bem distribuídas, mas de forma irregular. O excesso de umidade no solo já preocupa em algumas regiões.

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Impactos para o agronegócio

A alta umidade e a falta de radiação solar afetam diretamente o desenvolvimento das lavouras. Entre os impactos previstos:

Atrasos no ciclo das lavouras: Temperaturas mais baixas e redução do acúmulo de graus-dia prejudicam o ritmo de crescimento.

Aumento de doenças fúngicas: A umidade favorece a proliferação de doenças, dificultando o manejo químico devido ao molhamento foliar.

Dificuldade na aplicação de defensivos: Chuvas constantes impedem a aplicação eficaz de produtos químicos, exigindo estratégias mais elaboradas com o auxílio de agrônomos.

Áreas de tempo firme

Enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste enfrentam excesso de umidade, algumas regiões terão tempo firme nesta segunda-feira:

Sul: Condições estáveis no interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Nordeste e Norte: Tempo seco na metade leste do Nordeste e no centro-norte da região Norte, com destaque para o baixo Amazonas no Pará, onde as temperaturas estarão elevadas, mas dentro do esperado para o período.





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Clima desafia, mas preços do milho aliviam produtores no Paraná



A safra de milho 2024 no Paraná foi marcada pela valorização do grão e por desafios climáticos que impactaram a produtividade. A seca prolongada atingiu especialmente a segunda safra, prejudicando germinação e desenvolvimento do grão, segundo análises técnicas.

A área destinada à primeira safra de milho recuou 17% na temporada. Saiu de 354 mil hectares em 2022/2023 para 294 mil hectares no ciclo atual, devido à preferência crescente pela soja.

“A primeira safra vem recuando cada vez mais, enquanto a segunda safra tem ganhado corpo, mesmo com a competição de área com o trigo e outros cultivos de inverno”, disse Ana Paula Kowalski, técnica do Sistema Faep.

A segunda safra de milho, responsável pelo abastecimento da cadeia de proteína animal no estado, teve um ganho de 7% na área plantada, somando 2,53 milhões de hectares. Apesar do aumento de área, a produção total foi de 18,5 milhões de toneladas, queda de 17% em relação ao ciclo anterior.

“Os fatores climáticos que impactaram a soja também afetaram o milho. Mas os 15 milhões de toneladas colhidos atenderam, ainda que de forma justa, à demanda interna”, afirmou Edmar Gervásio, analista do Departamento de Economia Rural (Deral).

Valorização do milho e mercado local

Apesar das perdas climáticas, o mercado de milho se beneficiou com a alta procura e a oferta ajustada. “O milho apresentou elevação maior de preços, com recuperação ao longo de 2024, especialmente no mercado local”, destacou Kowalski.

Essa valorização garantiu rentabilidade para produtores como Claudia Nekatschalow, que aproveitou a entressafra para comercializar sua produção.

Perspectivas para etanol

O Paraná também tem registrado aumento na transformação do milho em etanol.

“A produção de etanol de milho traz benefícios, como a possibilidade de armazenamento por longo período e planejamento mais regular, impactando positivamente o mercado”, concluiu Gervásio.



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Ceia de Natal está mais salgada em 2024



Levantamento de uma empresa de inteligência de mercado aponta que quase todos os componentes da cesta natalina registraram aumento nos preços. De dezembro de 2023 a outubro de 2024, doze das treze categorias de alimentos tiveram alta. 

A maior elevação foi no preço do azeite, que subiu mais de 34%, seguido pelo arroz, com acréscimo de 28,5%. No caso do óleo vegetal, os preços em patamares elevados têm relação com várias quebras seguidas de safra na Europa. E no caso do arroz, o encarecimento do cereal está relacionado com as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, principal estado produtor do Brasil.

A coordenadora de Dados Estratégicos da Neogridsn, Anna Fercher, disse que apesar de grande parte da safra já ter sido colhida, os impactos que eram esperados não foram tão grandes. O estudo revelou, por exemplo, que o arroz não foi o único grão afetado pelas condições climáticas extremas. As estiagens causadas pelo fenômeno El Niño também prejudicaram a soja, um impacto que vai além das lavouras e chega até à pecuária, encarecendo também a proteína animal.

“Falando do El Niño – das secas -, impactou não só na produção de grãos, que a gente tem diretamente como o arroz, mas indiretamente também na criação de animais, tanto de bovinos como suínos, porque a gente tem a soja que é o principal alimento, então foi grandemente impactada pelas secas”, afirmou.

Influência econômica

O dólar acima de seis reais é outro fator que impacta nos preços dos produtos mais consumidos agora no final do ano. Nesse contexto, para o produtor, é muito mais vantajoso vender para o mercado internacional. Com um volume maior de embarques, a disponibilidade interna diminui o que eleva ainda mais os preços ao consumidor brasileiro.

Adaptação

Para não deixar a ceia de Natal salgada, Fercher dá dicas para economizar. “O consumidor vai ter que ser muito criativo. Dá pra fazer, trocar aí de repente o bacalhau por um frango, um bacalhau por uma tilápia, recorrer à alternativas para garantir a ceia”, finalizou. 



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Quais os perigos da próxima safra de soja?


A safra de soja 2024/2025 no Brasil apresenta projeções otimistas, com produção estimada em 172,2 milhões de toneladas, segundo a Agroconsult, 16,7 milhões acima da temporada anterior. No entanto, especialistas alertam que o manejo de doenças e pragas será decisivo para atingir essa produtividade.  

No Paraná e Mato Grosso do Sul, a presença precoce do percevejo marrom preocupa. Sérgio Silva, da BASF, reforça a importância de ações preventivas contra doenças como cercóspora e ferrugem, comuns na fase final do ciclo. Ele recomenda o uso de produtos seletivos para evitar danos às folhas, especialmente em regiões com chuvas limitadas.  

No Rio Grande do Sul, a expectativa é de alta produtividade, tanto para soja quanto para arroz. Contudo, Miguel Manosso, da BASF, alerta para o aumento de doenças foliares, embora a ferrugem possa ter menor incidência este ano. No Mato Grosso, após instabilidade inicial nas chuvas, as lavouras se desenvolvem bem, mas a presença de lagartas, como Spodoptera e Helicoverpa, exige manejo preventivo com inseticidas específicos.  

Esperamos uma safra de alta produtividade, com uma grande ocorrência de doenças, talvez ferrugem com ocorrência menor, porque no ano passado foi muito alta. Mas outras doenças, como as manchas, tendem a crescer muito”, alerta Manosso.

Na região do MATOPIBA, o plantio está quase finalizado com bom vigor das plantas, impulsionado por chuvas regulares. Para superar os desafios, a BASF oferece soluções como fungicidas preventivos e sementes tecnológicas que combinam alta produtividade com sustentabilidade.

 





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Dino suspende pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas e agita bastidores políticos



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, suspendeu o pagamento de cerca de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão que não teriam cumprido critérios de transparência para sua execução.

Além disso, Dino determinou a instauração de inquérito pela Polícia Federal (PF), para apurar suspeitas de irregularidades na destinação dos recursos de emendas das comissões permanentes do Legislativo. O inquérito foi solicitado após pedido do PSOL. 

Relembre

Recentemente, critérios de transparência e rastreabilidade para a liberação de emendas foram referendados por unanimidade pelo STF. A suspensão no pagamento de emendas parlamentares teve origem em uma decisão, de dezembro de 2022, que entendeu serem inconstitucionais alguns repasses que não estariam de acordo com as regras de distribuição de recursos. 

Diante da situação, o Congresso Nacional aprovou uma resolução alterando essas regras. O PSOL, então, entrou com uma ação contrária ao pagamento dessas emendas.

Em agosto deste ano, Dino, além de suspender o pagamento de emendas, determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) auditasse os repasses dos parlamentares por meio das emendas do chamado orçamento secreto.



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AgroNewsPolítica & Agro

China quer revolucionar cultivo do algodão



Mudanças climáticas prejudicam a cultura local



Atualmente, as principais variedades cultivadas em Xinjiang possuem alta produtividade e qualidade
Atualmente, as principais variedades cultivadas em Xinjiang possuem alta produtividade e qualidade – Foto: Canva

A China deu início a um projeto de bioengenharia voltado para o cultivo de algodão na região de Xinjiang, conforme anunciado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia da Região Autônoma Uigur de Xinjiang. Com um investimento de 15 milhões de yuans, cerca de 12 milhões de reais, a iniciativa visa criar uma plataforma de cultivo biológico para aumentar a resistência das variedades locais de algodão a estresses ambientais, como salinidade e temperaturas extremas. Tais características são difíceis de desenvolver por meio de métodos tradicionais de melhoramento genético, tornando a engenharia genética essencial para introduzir genes que aprimorem a resiliência das plantas. 

Atualmente, as principais variedades cultivadas em Xinjiang possuem alta produtividade e qualidade, mas enfrentam desafios crescentes diante das mudanças climáticas e eventos extremos. O projeto, liderado pelo Instituto de Pesquisa de Culturas Econômicas da Academia de Ciências Agrícolas de Xinjiang, foi intitulado “Análise das características agronômicas básicas das variedades de algodão e melhoria do desenho molecular”. Com duração prevista de três anos, ele integra um conjunto de cinco grandes projetos científicos lançados na região em 2024, reforçando o compromisso da China com a inovação agrícola. 

O Centro de Pesquisa Agrícola Ocidental da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas também participa do projeto, contribuindo com a formação de pessoal especializado e o desenvolvimento de plataformas para sistemas agrícolas inovadores e sustentáveis. A colaboração busca criar uma base tecnológica que não se limite apenas ao algodão, mas que possa ser aplicada a outras culturas, ampliando os benefícios do projeto para além de Xinjiang. 

 





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entenda o que está por trás da queda nos preços



O clima favorável às lavouras na América do Sul e a demanda menor pela soja brasileira derrubaram os preços da oleaginosa no Brasil e nos Estados Unidos na semana passada. Segundo os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea), o contexto tem reforçado as expectativas de produção mundial recorde.

Ainda de acordo com os pesquisadores do Cepea, no Brasil, grande parte dos consumidores já encerrou as compras em 2024. Do lado do produtor, também não há grande interesse em negociações com entregas a curto prazo, tendo em vista que esses agentes estão atentos às atividades de campo.

Os pesquisadores também apontam que indústrias nacionais, quanto importadores diminuíram a demanda pela soja brasileira. As informações foram divulgadas no boletim da instituição nesta segunda-feira (23).



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Crédito consciente: a chave para crescer no campo!


Três pessoas sentadas conversando
Daniel Azevedo, apresentador, Simone Goldman, consultora de agronegócio do Sebrae, e Miguel Daoud, comentarista

No primeiro episódio do Porteira Aberta Empreender, descubra como acessar crédito de forma responsável e estratégica para transformar o seu negócio rural. Confira:

PROGRAMA #1 | Tema: Crédito Consciente

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