sábado, julho 11, 2026

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Minas Gerais registra alta nas exportações do agronegócio


As exportações do agronegócio de Minas Gerais ultrapassando pela primeira vez o setor de mineração em receita. De janeiro a novembro, as vendas externas do agro mineiro somaram US$ 15,7 bilhões, superando em 3% os US$ 14,5 bilhões arrecadados pela mineração, segundo dados divulgados pelas autoridades estaduais, conforme os dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais,

Segundo o informado, com esse desempenho, o agronegócio respondeu por 40,7% do total exportado pelo estado, registrando um crescimento de 19% na receita e 9% no volume em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 16 milhões de toneladas embarcadas, superando o recorde anual anterior, de US$ 15,3 bilhões em 2022, mesmo sem incluir o mês de dezembro. A alta da taxa de câmbio nos últimos meses impulsionou os resultados, consolidando o agro como o principal motor econômico das exportações mineiras.

Café, carne bovina e produtos sucroalcooleiros continuam liderando as vendas internacionais, mas itens como sementes (milho, girassol e rícino), queijos, iogurte, leite condensado, batatas preparadas e produtos exóticos — como água de coco, inhame, azeitonas e cogumelos — mostram a diversificação crescente da pauta exportadora.

A China foi o maior destino das exportações agropecuárias mineiras, com US$ 3,9 bilhões. Em seguida, aparecem Estados Unidos (US$ 1,7 bilhão), Alemanha (US$ 1,3 bilhão), Bélgica (US$ 727 milhões) e Itália (US$ 669 milhões). Ao todo, 169 países importaram produtos do agro mineiro em 2024.

O café manteve-se como carro-chefe das exportações, registrando US$ 7,1 bilhões, um crescimento de 44,6% em relação ao ano passado. Em volume, foram embarcadas 28,4 milhões de sacas, 25% a mais do que em 2023. Principais compradores como Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão ampliaram suas aquisições, garantindo a valorização de 15% no preço da saca em comparação ao ano anterior.

As carnes somaram US$ 1,4 bilhão e 414 mil toneladas, representando 9% do total exportado pelo agro mineiro. A carne bovina liderou com US$ 1 bilhão e 240 mil toneladas, crescendo 20,4% em valor e 26,5% em volume.

A carne suína destacou-se ao registrar o melhor desempenho dos últimos oito anos, atingindo US$ 52,5 milhões e 26,5 mil toneladas. A carne de frango, no entanto, apresentou queda de 20% no valor e 18% no volume, fechando com US$ 269 milhões e 142 mil toneladas embarcadas.

A Filipinas foi um dos mercados que mais cresceu nas compras de carnes mineiras, consolidando-se como parceiro estratégico para os próximos anos.

No complexo soja, composto por grãos, farelo e óleo, a receita caiu 8,4%, impactada pela redução nas compras da China e Tailândia. Mesmo assim, houve alta de 9,5% no volume embarcado, destacando-se o farelo de soja, com aumento de 9% na receita (US$ 230 milhões). As exportações do complexo soja somaram US$ 3,2 bilhões, sendo US$ 2,9 bilhões apenas em grãos.

Já o complexo sucroalcooleiro, impulsionado pelo açúcar, obteve o melhor resultado da história, com receita de US$ 2,3 bilhões e 4,7 milhões de toneladas exportadas — alta de 23,7% no valor e 23,2% no volume. A Indonésia ultrapassou a China como principal mercado, respondendo por 11% das vendas, conforme as informações da Secretaria de Agricultura.





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Morre o ex-governador do Rio Grande do Sul, Alceu de Deus Collares



O ex-governador Alceu de Deus Collares, 97 anos, morreu nesta terça-feira (24). Ele estava internado desde a noite de sexta-feira (20) no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, após agravamento de uma pneumonia. O velório aberto ao público ocorre no Palácio Piratini das 11h às 16h de quarta-feira (25). O sepultamento será no Cemitério Jardim da Paz.

Figura histórica na política do Rio Grande do Sul e do Brasil, Collares foi o primeiro governador negro do Estado, entre 1991 e 1995. Nascido em Bagé, em 1927, dedicou sua vida ao serviço público. Formado em Direito, ingressou no PTB e em 1964 elegeu-se pela primeira vez vereador em Porto Alegre. Foi deputado federal de 1971 a 1983, inicialmente pelo MDB e depois pelo PDT, partido pelo qual ainda exerceria novos mandatos entre 1999 e 2007. Primeiro prefeito de Porto Alegre eleito pelo voto direto depois da redemocratização, governou a cidade entre 1986 e 1988.

A trajetória política de Collares deixa um legado de luta pela justiça social, pelos direitos dos trabalhadores e pelo desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Na educação, também deixou sua marca com a construção dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), modelo pioneiro de escola em tempo integral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte e publicou um texto na rede social X. “Nos despedimos nesta madrugada de Alceu Collares, um dos grandes políticos brasileiros. Gaúcho de Bagé, foi o único governador negro do Rio Grande do Sul e um dos fundadores do PDT ao lado de Leonel Brizola. Sempre defendendo os trabalhadores e as causas trabalhistas do país, Collares deixa um grande legado para o Brasil. Meus sentimentos aos familiares e admiradores deste grande brasileiro”, escreveu.

O governador Eduardo Leite (PSDB) decretou luto oficial de três dias em homenagem a Collares. “Minha solidariedade aos filhos de Collares e à sua esposa, Neusa Canabarro, neste momento de dor. Que possam encontrar conforto na memória de sua trajetória e no reconhecimento de sua contribuição para nossa sociedade. O Rio Grande do Sul perde um grande líder, mas seu exemplo será eterno”, declarou Leite.



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incentiva produção e consumo local



A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo lançou o ‘Selo de Qualidade Produto São Paulo – Artesanal’, uma iniciativa que visa valorizar os pequenos produtores do estado e fortalecer a produção local. 

O selo é concedido aos estabelecimentos artesanais registrados no Serviço de Inspeção do Estado de São Paulo (SISP), incentivando a qualidade e o crescimento desses negócios.

O selo é composto por quatro dígitos, segue uma ordem sequencial e cronológica de obtenção do registro de produto junto ao Centro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (CIPOA).

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De acordo com a Agência de Notícias do Governo do Estado,  a iniciativa visa incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva dos produtos artesanais, concedendo o selo de forma gratuita. 

A certificação pode ser incorporada ao rótulo comercial do produto. O tempo médio de análise varia entre um e cinco dias úteis, dependendo de pendências na solicitação.

Para o consumidor, que deseja localizar a qualidade dos produtores, a Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro) criou uma plataforma que ajuda a encontrar os estabelecimentos que já receberam a certificação. Para saber mais acesse AQUI e conheça os produtores artesanais.



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Pastagens avança, mas precisa controlar pragas


As recentes chuvas favoreceram o crescimento das pastagens no Rio Grande do Sul, mas também limitaram as atividades de implantação de áreas de forrageiras anuais de verão, segundo o último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (19).

O relatório destaca que a alta umidade do solo atrasou a semeadura em algumas regiões, enquanto em outras áreas as condições climáticas beneficiaram a recuperação das pastagens nativas e cultivadas. A combinação de temperaturas mais elevadas e solo úmido tem promovido bom desenvolvimento, com destaque para a presença de leguminosas em diversas propriedades.

Na região de Bagé, as chuvas recentes estimularam o crescimento das forrageiras anuais e perenes. Produtores seguem implantando novas áreas de pastagens, especialmente com o uso de milheto, capim-sudão e sorgo forrageiro.

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Em Caxias do Sul, as condições climáticas amenas e úmidas favoreceram tanto as pastagens anuais, como o milheto, quanto as perenes, como o tifton.

Na região de Erechim, os volumes de chuva – com média de 90 mm – garantiram a recuperação das pastagens de verão, que apresentaram rebrotes vigorosos e oferta satisfatória de forragem para os rebanhos.

Já em Frederico Westphalen, as pastagens perenes registraram crescimento satisfatório, impulsionadas pela combinação de sol e umidade. No entanto, alguns produtores relataram invasão de plantas daninhas e ataques localizados de lagartas e cigarrinhas, exigindo maior monitoramento e controle fitossanitário.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Apesar das dificuldades enfrentadas no plantio devido ao excesso de umidade, as perspectivas são otimistas para os próximos meses. A recuperação das pastagens nativas e a boa oferta de forragem devem contribuir para a alimentação dos rebanhos e melhorar o manejo das áreas já implantadas.

A Emater/RS-Ascar orienta os produtores a monitorarem o surgimento de pragas e a realizarem tratos culturais adequados para manter a qualidade das forrageiras e garantir maior produtividade.





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Lei que regulamenta a produção de bioinsumos para uso próprio no Brasil é sancionada



O projeto que regulamenta a produção de bioinsumos para uso próprio foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) hoje (24). A Lei n° 15.070 restabelece a segurança jurídica necessária para que os agricultores possam produzir bioinsumos de forma segura e regulamentada.

De autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), o projeto foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados em 27 de novembro de 2024 e, poucos dias depois, no Senado Federal, com relatoria do senador Jaques Wagner (PT-BA). A sanção presidencial, concluída nesta semana, representa um marco para o setor.

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Bioinsumos (Abbins), Reginaldo Minaré, comemorou a sanção presidencial. “A lei estrutura de maneira inteligente e estratégica o mercado de bioinsumos no Brasil, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de sistemas agrícolas regenerativos, à inovação no campo da bioeconomia e ao avanço em pesquisa e desenvolvimento”, afirmou.

Segundo Mainaré, o texto reflete as práticas e modelos de negócios já consolidados pelos agricultores e agroindústrias, abarcando os bioinsumos prontos para uso, os inóculos para a produção de bioinsumos para uso próprio, a produção de bioinsumos para uso próprio (on farm) e, inclusive, aquela baseada no uso de comunidades de microrganismos coletadas diretamente na propriedade rural”, afirmou.

“Com sua publicação sem vetos ganham a agropecuária, a agroindústria, a ciência biológica nacional, os trabalhadores rurais, o meio ambiente e os consumidores”, destacou o diretor-executivo da ABBINS.

Além de ter uma configuração absolutamente funcional para o mercado de bioinsumos, a Lei nº 15.070, de 2024, revoga e modifica dispositivos da Lei de Agrotóxicos que impactava negativamente a produção, o registro e a produção de bioinsumos para uso próprio.



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Chuva em dezembro favoreceu plantio e desenvolvimento da safra verão



Os bons volumes de chuva em todo o  Brasil na primeira quinzena de dezembro favoreceram a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra, segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam).

“Os gráficos de evolução do índice de vegetação dos principais estados produtores de grãos indicam condições gerais favoráveis de desenvolvimento. Apesar do atraso na semeadura, o índice da safra atual está evoluindo próximo ou acima dos ciclos anteriores”, destaca o boletim.

“Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, o índice de vegetação da safra atual superou o valor mais alto do índice das safras passadas, em função da condição das lavouras e do menor escalonamento do plantio.”

Ainda conforme a Conab, o plantio de arroz na região Sul está praticamente encerrado. O milho primeira safra tem bom desenvolvendo em quase todo o País e a semeadura da soja recuperou o atraso inicial, com colheita próxima.

“Apenas no semiárido do Nordeste e em partes do Matopiba as chuvas foram escassas ou irregulares. Isso impactou as lavouras de soja e milho primeira safra nas regiões nas quais foram registradas essa condição climática adversa”, disse a estatal no boletim.



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Preços da soja e milho oscilam na última semana



As previsões indicam que as chuvas continuarão em volumes adequados



O milho teve uma semana de ganhos modestos em Chicago
O milho teve uma semana de ganhos modestos em Chicago – Foto: Pixabay

De acordo com a StoneX, as cotações da soja continuam a enfrentar resistência em Chicago, com oscilações limitadas na última semana. O vencimento para janeiro de 2024 fechou na sexta-feira, 13 de dezembro, a 988,25 cents por bushel, marcando uma queda de 0,6%. O bom andamento da safra na América do Sul, especialmente no Brasil, continua a influenciar os preços. Com o plantio praticamente finalizado, o foco agora está no desenvolvimento das lavouras e nas previsões climáticas.

As previsões indicam que as chuvas continuarão em volumes adequados em grande parte da região produtora do Brasil. Esse cenário favorece o desenvolvimento das lavouras, especialmente aquelas que estão em fase reprodutiva. As condições climáticas serão determinantes para a produtividade da safra, que tem grande peso nas expectativas globais de oferta de soja. A continuidade das boas chuvas deve ajudar a garantir uma colheita saudável e com bons rendimentos.

Por outro lado, o milho teve uma semana de ganhos modestos em Chicago. O vencimento de março/25 foi negociado a US¢ 442,00/bu na última sexta-feira. O relatório WASDE, publicado na terça-feira, 10 de dezembro, trouxe fortes suportes para os futuros, levando os preços a superar os US¢450/bu na quarta-feira. No entanto, dados de exportação mais fracos nos EUA fizeram os preços recuarem, limitando os ganhos da semana.

No Brasil, o mercado de milho também registrou uma semana de ganhos, com o vencimento de janeiro/25 fechando a semana a R$74,49/saca, um aumento de 0,7%. No entanto, o mercado segue volátil, especialmente com a turbulência cambial gerada pela surpresa na decisão do Copom e pela instabilidade política no país. A flutuação cambial tem gerado desafios adicionais para os participantes do mercado, que enfrentam um cenário de grande incerteza.

 





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Atenção, motoristas! Vale-Pedágio será 100% eletrônico a partir de janeiro



A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que, a partir de 1º de janeiro de 2025, o Vale-Pedágio obrigatório será exclusivamente eletrônico, utilizando TAGs. Isso significa que os modelos atuais, como cartões e cupons, serão descontinuados. A mudança foi determinada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) por meio da Resolução nº 6.024, de 3 de agosto de 2024.

Entre os objetivos da mudança estão o aumento na eficiência, melhoraria na segurança e a garantia de maior conformidade com as normas no transporte rodoviário de cargas. Além disso, visa adaptar o Vale-Pedágio obrigatório às novas tecnologias de cobrança, como o sistema de pedágio automático – Free Flow.

O uso das TAGs reduz o tempo de espera nas praças de pedágio e melhorando a previsibilidade no planejamento logístico de transportadores e embarcadores, proporcionando mais segurança jurídica aos transportadores e permitindo uma fiscalização mais eficaz e eficiente do pagamento antecipado do Vale-Pedágio obrigatório.



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safra de arroz deve crescer 14% no Brasil


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, o arroz, terceiro cereal mais cultivado no mundo, reafirma sua importância econômica, social e cultural no Brasil. O grão se consolida como alimento essencial para a segurança alimentar e símbolo da identidade gastronômica nacional. Adaptado a climas tropicais e subtropicais, com temperaturas entre 20°C e 35°C, o arroz exige solo rico em nutrientes e pH levemente ácido, além de abundância de água para sistemas irrigados. Em escala global, o Brasil figura como o 11° maior produtor na safra 2023/24, atrás de China e Índia, responsáveis por mais da metade da produção mundial.

A safra brasileira de arroz na temporada 2024/25 deve atingir 12 milhões de toneladas, o melhor resultado em seis anos, com alta de 14% na produção e de 10,1% na área plantada. A produtividade média também deve crescer 3,5%.

Goiás, sexto maior produtor nacional, registra perspectivas ainda mais promissoras. O estado deve expandir a área plantada em 24% e aumentar a produção em 19,6%, destacando-se no cultivo do arroz de terras altas (sequeiro), cujo crescimento foi impulsionado pelo aumento de 44,2% na área plantada.

De acordo com o Agro em Dados, no Brasil, o arroz é cultivado em dois sistemas principais. O irrigado, predominante no Sul, garante maior produtividade devido ao controle de água, mas exige maior investimento. Já o sequeiro, típico das regiões Norte e Centro-Oeste, depende do regime de chuvas e apresenta menor custo, porém está mais suscetível a pragas e doenças.

A Embrapa Arroz e Feijão, sediada em Goiás, lidera pesquisas para o desenvolvimento de cultivares mais resistentes e produtivas. Os avanços incluem soluções contra doenças como a brusone e tecnologias que fortalecem a rentabilidade dos produtores, além de garantir maior segurança alimentar.

Apesar do aumento na produção, os preços apresentaram queda em novembro, com o valor médio de R$ 111,66 por saca de 60 kg — uma redução de 1,9% em comparação ao ano anterior. A retração reflete a oferta elevada, a estabilidade na demanda interna e a expectativa de safra recorde.

No mercado internacional, o Brasil perdeu competitividade devido à retomada das exportações indianas, ampliando a concorrência global. No entanto, os estoques nacionais devem dobrar em 2024/25, atingindo 855,6 mil toneladas, o que contribui para estabilidade nos preços.

Programas governamentais também têm impulsionado a produção. O projeto federal “Arroz da Gente” oferece crédito, assistência técnica e apoio à comercialização para a agricultura familiar. Em Goiás, o programa “Mix do Bem”, promovido pelo Goiás Social, distribui alimentos desidratados com arroz, soja e vegetais a famílias vulneráveis. A iniciativa recebeu reconhecimento internacional pelo Fab City Awards 2024 no combate à fome e ao desperdício, conforme o boletim.





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Pedidos de recuperação judicial de empresas do setor agro crescem no País


No primeiro semestre deste ano, 207 produtores rurais entraram em recuperação judicial no Brasil, superando o número de todo o ano passado, quando houve 162 pedidos

O nível de endividamento das empresas brasileiras do setor agro vem crescendo no País. Segundo dados da Serasa Experian, 207 produtores rurais entraram com pedidos de recuperação judicial no primeiro semestre deste ano, superando o número de todo o ano passado, quando houve 162 pedidos.

De acordo com o sócio-diretor da Nordex Consultoria Empresarial, Eduardo Bazani, “as condições climáticas adversas, juros altos no crédito agrícola e o aumento nos custos de produção contribuíram para as dificuldades do setor”, afirma.

Bazani destaca que os números são preocupantes de maneira geral. Pesquisa da Serasa Experian também mostra que, de janeiro a setembro deste ano, 1,7 mil empresas pediram recuperação judicial no País, alta de 73% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse número supera o da recessão de 2016, que nos nove primeiros meses daquele ano 1,5 mil empresas entraram em recuperação judicial. “Os juros altos são um dos principais fatores para o aumento de casos, somado com a inadimplência dos consumidores, a depreciação cambial e a dificuldade de acompanhar as transformações tecnológicas”, aponta.

Embora a maioria dos casos de recuperação judicial esteja no setor de serviços, com 41% do total neste ano, é no setor primário, onde se insere o agronegócio, que mais cresce o número de empresas que recorrem à proteção judicial. De janeiro a setembro deste ano, foram 287 pedidos, mais que o triplo dos nove meses de 2023, que teve 77 casos.

A AgroGalaxy, de Goiana (GO), uma das principais redes de varejo de insumos agrícolas do Brasil, é um exemplo. A empresa fez o pedido de recuperação judicial em outubro, com dívidas de R$ 3,7 bilhões. Esse valor inclui obrigações com instituições financeiras, produtores rurais e fornecedores.

Outras empresas que entraram em recuperação judicial neste ano e somam dívidas altíssimas: o Grupo Patense, de Patos de Minas (MG), com R$ 2,15 bilhões; Sperafico Agroindustrial, de Toledo (PR), com 1,07 bilhão; Usina Maringá e Indústria Comércio, de Santa Rita do Passa Quatro (SP), com R$ 1,02 bilhão; Elisa Agro Sustentável, de Aruanã (GO), com R$ 679,6 milhões; e Grupo AFG, de Cuiabá (MT), com R$ 648,5 milhões.

O sócio-diretor da Nordex Consultoria Empresarial ressalta que, ao mesmo tempo que os preços commodities caíram, os custos de produção seguem elevados. “A queda nos preços de fertilizantes, por exemplo, foi inferior às das commodities de grãos. Sem contar, que as condições climáticas também não ajudaram. Tudo isso acabou prejudicando o setor”.

Os dados deste ano mostram, ainda, que sete a cada dez pedidos de recuperação judicial no País são feitos por micro e pequenas empresas. “Para reverter essa situação, a reestruturação empresarial é um processo fundamental tanto para as empresas que estão enfrentando dificuldades financeiras quanto para aquelas que precisam sair de uma situação de recuperação judicial. Esse processo oferece diversas formas de suporte e transformação que ajudam a restaurar a saúde financeira e operacional da empresa”, conclui Bazani.





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