sábado, julho 11, 2026

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Goiás registra aumento de 10,1% no abate de bovinos


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, Goiás registrou 1,06 milhão de bovinos abatidos no terceiro trimestre de 2024, o que representa um aumento de 10,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho do estado contribuiu com 10,2% do total nacional de abates no período, conforme dados do IBGE. Esse crescimento na oferta de carne, somado à demanda aquecida no segundo semestre, resultou em resultados históricos nas exportações brasileiras e goianas de carne bovina, com destaque para o mês de outubro.

Em outubro, o Brasil exportou 298,3 mil toneladas de carne bovina, gerando um faturamento de US$ 1,3 bilhão. Esse volume representa um aumento de 41,9% em comparação ao mesmo mês de 2023, enquanto o valor das exportações subiu 44,6%. O preço médio por tonelada também registrou crescimento, atingindo US$ 4.560,89, um aumento de 1,9% em relação a outubro do ano passado.

Goiás, que já é um dos principais exportadores de carne bovina do Brasil, também observou aumento em suas vendas externas. Em outubro, os principais destinos da carne bovina goiana ampliaram suas aquisições, com destaque para o crescimento de 6,6% nas compras pela China, 88,7% pelos Estados Unidos, 1.860,5% pelo México e 109,8% pela Rússia. Esses números demonstram a competitividade da carne bovina goiana no mercado internacional.

A cadeia produtiva de carne bovina nos Estados Unidos enfrenta desafios, com aumento nos custos de produção, secas severas e redução no rebanho bovino. Como resultado, os preços aumentaram e houve uma maior demanda externa por carne bovina. Este cenário abre uma oportunidade para o Brasil expandir suas exportações e atender à crescente demanda norte-americana, com perspectivas de aumento no volume exportado em 2025.

No mercado interno, as cotações do bezerro, da arroba do boi gordo e de outras categorias seguem em alta. Em outubro, a média mensal foi de R$ 2.205,46, marcando uma valorização de 7,1% em relação ao ano passado. Este cenário de alta nos preços tem favorecido a retenção de fêmeas para a produção de bezerros, o que já reflete na diminuição de vacarias e novilhas enviadas ao abate. De acordo com o IBGE, no terceiro trimestre de 2024, o abate de vacas caiu 12,5%, e o de novilhas teve redução de 33,5% em comparação com o segundo trimestre deste ano.





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Alta temperatura afeta produção de morango



Em Pelotas, a produção de morango continua em plena colheita




Foto: Seane Lennon

A produção de morango na região de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, apresenta bom desenvolvimento, com frutos sadios e de bom tamanho. No entanto, as altas temperaturas registradas recentemente afetaram a produção, causando o abortamento de flores e, consequentemente, a redução da quantidade de frutos. A colheita está em andamento e os preços praticados no município são de R$ 25,00 por kg, de acordo com o boletim da Emater/RS-Ascar publicado na quinta-feira (19).

Segundo a região de Santa Rosa, a produção de morangos é realizada principalmente em semi-hidroponia, com os produtores já em plena colheita. O preço de venda varia conforme o tamanho do fruto: R$ 15,00 por kg para morangos pequenos e R$ 30,00 por kg para frutos maiores e padronizados. Contudo, a produção enfrenta desafios devido ao excesso de calor, exigindo cuidados constantes com a fertirrigação e controle da temperatura da água. Além disso, o cultivo foi afetado por ataques de percevejos e moscas-pretas, que comprometeram o valor comercial do produto.

Em Pelotas, a produção de morango continua em plena colheita. Contudo, houve uma redução na produção das cultivares de dias curtos, que foram influenciadas pelo número elevado de horas de radiação solar. Este ano, pela segunda vez consecutiva, o pico da floração foi retardado devido à alta nebulosidade e à umidade durante o inverno e a primavera, o que também causou o atraso no término da produção dessas variedades. Por outro lado, as plantas de dias neutros, tanto cultivadas em solo quanto em estufa, apresentam produção satisfatória, com até duas colheitas semanais. A oscilação de preços nos mercados, que variam entre R$ 18,00 e R$ 35,00 por kg, é reflexo da redução da safra das cultivares de dias curtos.





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Exportações de milho enfrentam desaceleração em outubro


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, as condições climáticas de 2024 favoreceram a semeadura e o desenvolvimento do milho 1ª safra, especialmente em Goiás e nos estados do sul do Brasil, com chuvas regulares e bem distribuídas durante o plantio. Em Goiás, a estimativa para esta safra de verão é otimista, com um acréscimo de 1,8% em produção e produtividade em comparação à temporada anterior.

No início de dezembro, Goiás já havia alcançado 49,0% da área prevista para o milho, um avanço significativo em relação aos 23% registrados na mesma época do ano passado. No Brasil, o plantio atingiu 65,1% da área cultivada, com destaque para a região Sul, onde a semeadura está praticamente concluída.

No terceiro trimestre de 2024, o preço do milho apresentou uma leve recuperação em comparação ao ano anterior, quando houve uma queda brusca nos preços devido à ampla oferta do cereal. Em novembro, o valor da saca de milho atingiu o maior patamar do ano, refletindo um aumento de 21,7% em relação ao mesmo mês de 2023.

No entanto, as exportações de milho do Brasil enfrentaram uma redução de 24,2% no volume comercializado em outubro, enquanto Goiás registrou queda de 3,8% em comparação ao mesmo período do ano passado. Essa desaceleração nas transações internacionais pode ser atribuída ao aumento da demanda interna pelo cereal, principalmente para a produção de etanol.

Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) 2024, a produção de etanol a partir do milho tem ganhado espaço no Brasil desde 2021, alcançando 16% de participação na fabricação do biocombustível em 2023. Além disso, o milho tem sido uma importante matéria-prima para a produção de coprodutos, como óleo de milho e DDGS, que geram rentabilidade adicional para o setor.





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SP apoia fruticultura com novo crédito



“Estamos muito satisfeitos com este projeto que vai beneficiar bastante”



Em 2024, o FEAP já disponibilizou um montante recorde de R$ 290 milhões para crédito rural
Em 2024, o FEAP já disponibilizou um montante recorde de R$ 290 milhões para crédito rural – Foto: Canva

O Governo de São Paulo anunciou, no dia 18 de dezembro de 2024, a criação da Linha de Crédito Fruticultura SP, com um valor disponibilizado de R$ 10 milhões, para apoiar pequenos e médios produtores do setor fruticultor do estado. O anúncio foi feito no Parque do Morango Duílio Maziero, em Jarinu, e visa fortalecer a citricultura paulista, além de expandir a produção para o mercado externo. A linha de crédito terá condições facilitadas: taxa de juros de 3% ao ano, prazo de 84 meses e dois anos de carência.

Edson Fernandes, secretário executivo de Agricultura e Abastecimento, ressaltou a importância da iniciativa, que busca capitalizar as pequenas propriedades e garantir a competitividade da fruticultura paulista. A produção do estado tem grande relevância tanto no mercado interno quanto externo, com destaque para o setor citrícola, que exportou mais de US$ 2,65 bilhões entre janeiro e novembro de 2024.

Em 2024, o FEAP já disponibilizou um montante recorde de R$ 290 milhões para crédito rural, beneficiando diversas cadeias produtivas. Para acessar o crédito, os produtores devem procurar a Casa da Agricultura de seu município. São Paulo segue sendo líder nacional na produção de frutas, com 14,5 milhões de toneladas cultivadas em 2023, destacando-se na produção de laranja, limão, banana, abacate e caqui.

“Estamos muito satisfeitos com este projeto que vai beneficiar bastante, principalmente o pequeno e médio produtor rural a manter e expandir as atividades da produção agrícola”, frisou o presidente da Associação de Produtores de Morango de Atibaia e Jarinu, Oswaldo Maziero.

 





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Após estiagem, safra de feijão mostra sinais de recuperação


No Rio Grande do Sul, a primeira safra de feijão avança em diferentes estágios de desenvolvimento, impulsionada pela recuperação da umidade do solo após a estiagem registrada em novembro. Dados do último Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar, apontam que as lavouras cultivadas no início do calendário agrícola já estão, em grande parte, em fase reprodutiva e início da colheita.

Na região dos Campos de Cima da Serra, onde o plantio é mais tardio, a semeadura segue em andamento, com algumas áreas ainda em fase inicial de desenvolvimento. Já em outras regiões do estado, os danos causados pela falta de chuvas foram parcialmente revertidos com a regularização das precipitações em dezembro, favorecendo o enchimento das vagens e o aumento do peso dos grãos.

A safra 2024/2025 deve ocupar 28.896 hectares no estado, com produtividade média estimada em 1.864 kg/ha. No entanto, a Emater destaca a variação nos rendimentos devido ao impacto do estresse hídrico e ao nível tecnológico adotado, como o uso de irrigação.

Nas diferentes regiões administrativas, o avanço das lavouras reflete o impacto do clima e as estratégias de manejo:

Caxias do Sul: A semeadura segue até janeiro, com lavouras em fase inicial de emergência e boas condições de temperatura e umidade.

Ijuí: Cerca de 55% das lavouras estão em maturação e 10% já foram colhidas, com boa formação de grãos e rendimento elevado.

Pelotas: As lavouras apresentam 48% em desenvolvimento vegetativo, 33% em floração e 19% em enchimento de grãos.

Santa Maria: O avanço é distribuído entre 30% em floração, 30% em enchimento de grãos, 20% em maturação e 20% colhidos, beneficiados por condições climáticas favoráveis.

Soledade: A safra está dividida com 10% em floração, 40% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 10% colhidos. A produtividade varia de 900 a 1.980 kg/ha, dependendo do manejo e do impacto hídrico.

Apesar do avanço na produção, o preço médio da saca de 60 kg registrou queda de 6,90% na última semana, recuando de R$ 290,00 para R$ 270,00, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar.

A redução reflete o avanço da colheita e a maior oferta no mercado, mas produtores seguem atentos ao monitoramento de doenças, como antracnose, e ao controle de pragas, como tripes e ácaros, especialmente em lavouras mais tardias.

Com a expectativa de continuidade nas condições climáticas favoráveis, a Emater/RS-Ascar projeta que a recuperação parcial das perdas iniciais garantirá uma safra com bom volume e qualidade. No entanto, a desuniformidade nos rendimentos entre as regiões reforça a importância do investimento em tecnologias e manejo adequado para enfrentar os desafios climáticos e otimizar a produção.





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Você sabe qual a diferença entre o chester, o frango e o peru?



Nesta época do ano, as aves natalinas são destaques nos lares brasileiros. Chester, frango e peru são sinônimos de sabor e tradição, mas guardam diferenças entre si. Até a década de 70, o peru era a ave queridinha por aqui, foi quando uma empresa introduziu o chester nacionalmente para competir pela preferência das famílias. Trata-se de um frango maior que o convencional, produzido por um tempo maior. Mas do ponto de vista nutricional, não há diferença alguma.

Já o peru, proteína tradicionalmente consumida nesta época do ano, começa a ser produzida em meados de agosto, para formação de estoques. Apesar de serem aves, elas possuem algumas características.

Porém, para o consumidor, a boa notícia é que na hora de fazer o prato está liberado misturar as proteínas, mas o ideal é que se busque harmonia entre as carnes.O repórter João Nogueira entrevistou o presidente da Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Avícolas (Facta), Ariel Mendes, que falou sobre essas diferenças.



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Brasil abriu 300 mercados para produtos agropecuários em menos de 2 anos



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou hoje (24) que o Brasil alcançou a marca de 300 novos mercados internacionais abertos para produtos agropecuários em menos de dois anos. “Celebramos uma conquista histórica para o setor agropecuário brasileiro”, disse o ministro, em nota, destacando o impacto na geração de emprego e oportunidades na cadeia produtiva.

O balanço divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostra que foram 222 aberturas de mercado somente em 2024, com 62 novos destinos incorporados à pauta exportadora desde janeiro de 2023. A estratégia incluiu a expansão da rede de representantes no exterior, que ganhou 11 novos postos de adidos agrícolas, chegando a 40 profissionais.

O país ampliou sua pauta exportadora além dos tradicionais carnes e grãos, incluindo produtos como embriões, gergelim, uvas frescas, erva-mate, sorgo, açaí em pó, sementes, noz-pecã e subprodutos de reciclagem animal.

Ano que vem

O governo planeja intensificar as ações de promoção comercial em conjunto com a ApexBrasil e o Ministério das Relações Exteriores. “Reforçaremos ainda mais as ações de promoção comercial para que todas as oportunidades que estão sendo geradas possam ser efetivadas”, afirmou em nota o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua.



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Alimentação deve seguir pressionada no início de 2025, por alimentos in natura



O grupo de Alimentação deve seguir pressionado para cima no começo de 2025, mantendo variações acima de 1%, devido à sazonalidade dos alimentos in natura. A avaliação é do economista e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz.

“Normalmente, os volumes de chuva mais elevados – como os previstos para 2025 – não contribuem bem para safras robustas de alimentos in natura“, explica Braz. “Apesar de eles pesarem pouco no grupo, as altas que apresentam entre janeiro e março são fortes. Isso deve aparecer de alguma forma no IPC-S das próximas leituras.”

Atualmente, as carnes são as protagonistas da inflação em Alimentação, segundo Braz, que aponta que no início do próximo ano a demanda forte por proteínas deve apresentar sinais de arrefecimento. “O ritmo de encarecimento das proteínas começa a perder fôlego perto de março, o que também pode aliviar um pouco a inflação do grupo”, pontua.

Na terceira quadrissemana de dezembro, o grupo de Alimentação arrefeceu de 1,17% para 1,12%. O principal item que contribuiu para o avanço de 0,17% do IPC-S foi passagens aéreas, devido à demanda aquecida do período, aponta o economista.



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Minas Gerais registra alta nas exportações do agronegócio


As exportações do agronegócio de Minas Gerais ultrapassando pela primeira vez o setor de mineração em receita. De janeiro a novembro, as vendas externas do agro mineiro somaram US$ 15,7 bilhões, superando em 3% os US$ 14,5 bilhões arrecadados pela mineração, segundo dados divulgados pelas autoridades estaduais, conforme os dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais,

Segundo o informado, com esse desempenho, o agronegócio respondeu por 40,7% do total exportado pelo estado, registrando um crescimento de 19% na receita e 9% no volume em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 16 milhões de toneladas embarcadas, superando o recorde anual anterior, de US$ 15,3 bilhões em 2022, mesmo sem incluir o mês de dezembro. A alta da taxa de câmbio nos últimos meses impulsionou os resultados, consolidando o agro como o principal motor econômico das exportações mineiras.

Café, carne bovina e produtos sucroalcooleiros continuam liderando as vendas internacionais, mas itens como sementes (milho, girassol e rícino), queijos, iogurte, leite condensado, batatas preparadas e produtos exóticos — como água de coco, inhame, azeitonas e cogumelos — mostram a diversificação crescente da pauta exportadora.

A China foi o maior destino das exportações agropecuárias mineiras, com US$ 3,9 bilhões. Em seguida, aparecem Estados Unidos (US$ 1,7 bilhão), Alemanha (US$ 1,3 bilhão), Bélgica (US$ 727 milhões) e Itália (US$ 669 milhões). Ao todo, 169 países importaram produtos do agro mineiro em 2024.

O café manteve-se como carro-chefe das exportações, registrando US$ 7,1 bilhões, um crescimento de 44,6% em relação ao ano passado. Em volume, foram embarcadas 28,4 milhões de sacas, 25% a mais do que em 2023. Principais compradores como Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão ampliaram suas aquisições, garantindo a valorização de 15% no preço da saca em comparação ao ano anterior.

As carnes somaram US$ 1,4 bilhão e 414 mil toneladas, representando 9% do total exportado pelo agro mineiro. A carne bovina liderou com US$ 1 bilhão e 240 mil toneladas, crescendo 20,4% em valor e 26,5% em volume.

A carne suína destacou-se ao registrar o melhor desempenho dos últimos oito anos, atingindo US$ 52,5 milhões e 26,5 mil toneladas. A carne de frango, no entanto, apresentou queda de 20% no valor e 18% no volume, fechando com US$ 269 milhões e 142 mil toneladas embarcadas.

A Filipinas foi um dos mercados que mais cresceu nas compras de carnes mineiras, consolidando-se como parceiro estratégico para os próximos anos.

No complexo soja, composto por grãos, farelo e óleo, a receita caiu 8,4%, impactada pela redução nas compras da China e Tailândia. Mesmo assim, houve alta de 9,5% no volume embarcado, destacando-se o farelo de soja, com aumento de 9% na receita (US$ 230 milhões). As exportações do complexo soja somaram US$ 3,2 bilhões, sendo US$ 2,9 bilhões apenas em grãos.

Já o complexo sucroalcooleiro, impulsionado pelo açúcar, obteve o melhor resultado da história, com receita de US$ 2,3 bilhões e 4,7 milhões de toneladas exportadas — alta de 23,7% no valor e 23,2% no volume. A Indonésia ultrapassou a China como principal mercado, respondendo por 11% das vendas, conforme as informações da Secretaria de Agricultura.





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Morre o ex-governador do Rio Grande do Sul, Alceu de Deus Collares



O ex-governador Alceu de Deus Collares, 97 anos, morreu nesta terça-feira (24). Ele estava internado desde a noite de sexta-feira (20) no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, após agravamento de uma pneumonia. O velório aberto ao público ocorre no Palácio Piratini das 11h às 16h de quarta-feira (25). O sepultamento será no Cemitério Jardim da Paz.

Figura histórica na política do Rio Grande do Sul e do Brasil, Collares foi o primeiro governador negro do Estado, entre 1991 e 1995. Nascido em Bagé, em 1927, dedicou sua vida ao serviço público. Formado em Direito, ingressou no PTB e em 1964 elegeu-se pela primeira vez vereador em Porto Alegre. Foi deputado federal de 1971 a 1983, inicialmente pelo MDB e depois pelo PDT, partido pelo qual ainda exerceria novos mandatos entre 1999 e 2007. Primeiro prefeito de Porto Alegre eleito pelo voto direto depois da redemocratização, governou a cidade entre 1986 e 1988.

A trajetória política de Collares deixa um legado de luta pela justiça social, pelos direitos dos trabalhadores e pelo desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Na educação, também deixou sua marca com a construção dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), modelo pioneiro de escola em tempo integral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte e publicou um texto na rede social X. “Nos despedimos nesta madrugada de Alceu Collares, um dos grandes políticos brasileiros. Gaúcho de Bagé, foi o único governador negro do Rio Grande do Sul e um dos fundadores do PDT ao lado de Leonel Brizola. Sempre defendendo os trabalhadores e as causas trabalhistas do país, Collares deixa um grande legado para o Brasil. Meus sentimentos aos familiares e admiradores deste grande brasileiro”, escreveu.

O governador Eduardo Leite (PSDB) decretou luto oficial de três dias em homenagem a Collares. “Minha solidariedade aos filhos de Collares e à sua esposa, Neusa Canabarro, neste momento de dor. Que possam encontrar conforto na memória de sua trajetória e no reconhecimento de sua contribuição para nossa sociedade. O Rio Grande do Sul perde um grande líder, mas seu exemplo será eterno”, declarou Leite.



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