sábado, julho 11, 2026

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Trigo em baixa em Chicago: Confira


Segundo dados da TF Agroeconômica, o mercado de trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a última sessão com quedas nos principais contratos, em um movimento de ajustes pré-feriado nos Estados Unidos. O contrato de março do trigo brando SRW, relevante para exportadores brasileiros, recuou -1,02%, ou -5,50 cents/bushel, fechando a US$ 535,00. Para maio, a queda foi de -0,95%, a US$ 545,75. 

Já o trigo duro HRW, de Kansas, caiu -1,09%, para US$ 545,00, enquanto o trigo HRS, de Minneapolis, recuou -1,01%, cotado a US$ 589,50. Em Paris, o trigo para moagem perdeu -0,32%, fechando a € 231,25 por tonelada.

No mercado global, os preços seguem estáveis ou com leve alta em algumas origens. O trigo hard americano subiu para US$ 252/t, enquanto o trigo soft alcançou US$ 235/t. Já o trigo argentino de 11,5% está cotado em US$ 231/t no mercado oficial, com preços livres variando em torno de US$ 226/t. O trigo francês subiu para US$ 244/t, enquanto o trigo russo permanece estável em US$ 235/t FOB no Mar Negro, mas atinge US$ 275/t em Kaliningrado. O trigo ucraniano, com 11,5% de proteína, está em US$ 225/t, e o trigo romeno 12,5% em US$ 235/t.

No mercado físico da safra 2024/25, os preços também apresentam estabilidade. No Up River, o trigo para dezembro é negociado a US$ 226/t, com janeiro a US$ 227/t e fevereiro a US$ 229/t. Para março, os preços chegam a US$ 231/t, refletindo as expectativas para a nova safra. O cenário segue competitivo, com os preços globais pressionados pela oferta robusta e pelas movimentações cambiais. As próximas semanas devem trazer maior clareza sobre a direção do mercado, especialmente após a retomada completa das operações nas principais bolsas internacionais.

 





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Chuva com raios atinge diversas regiões do Brasil; sol predomina no Sul e Sudeste



Uma frente fria provoca chuvas intensas e pancadas com raios em várias regiões do Brasil, com destaque para o norte, leste e sul do país. Enquanto o Rio Grande do Sul e o Espírito Santo vivenciam clima mais seco e ensolarado, temporais são esperados no sudeste e centro-oeste. No nordeste, a chuva diminui, mas o tempo continua firme no Sertão. Veja os detalhes do tempo , de acordo com a Climatempo, em cada região do Brasil:

Sul

A circulação de ventos continua mantendo o tempo mais instável no norte, leste e região metropolitana de Curitiba no Paraná. Em Santa Catarina, também chove em todo litoral e no extremo norte do estado. É uma chuva que vem em formato de pancadas com raios e trovoadas à tarde, por isso o sol aparece ao longo do dia e a temperatura sobe. Em todo o estado do Rio Grande do Sul, o predomínio é de sol e de tempo firme, com máximas altas e sem previsão de chuva.

Sudeste

Frente fria continua provocando chuva em todo o estado de São Paulo e também em grande parte do triângulo mineiro, sul de Minas e região central mineira. É uma chuva que vem em formato de pancadas com potencial para temporais pontuais. O dia fica um pouquinho mais carregado, por isso as máximas não sobem tempo. Tempo firme no Rio de Janeiro, Espírito Santo na metade norte de Minas Gerais.

Centro-Oeste

A chuva se concentra entre Mato Grosso, Goiás e metade norte de Mato Grosso do Sul por conta do avanço da frente fria que acaba formando um corredor de umidade sobre esses estados. É uma chuva que vem com intensidade, principalmente à tarde. Na metade sul de Mato Grosso do Sul, dia ensolarado e com máximas altas.

Nordeste

A chuva diminui na Região Nordeste e acontece de forma esporádica e pontual em todo o litoral e sobre o estado do Maranhão. Não há alertas para temporais. Em todo o Sertão, tempo firme, sem previsão de chuva e destaque para o tempo mais seco.

Norte

Chove em praticamente toda a Região Norte do país nesta quinta-feira, mas o tempo continua abafado, com máximas em torno dos 30 graus. No Amapá e em Roraima, predomínio de tempo estável.



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Custo de produção do leite aumenta 1,6% em outubro


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, o custo de produção do leite no Brasil registrou um aumento de 1,6% em outubro em relação ao mês anterior, conforme dados da Embrapa. Esse incremento, três vezes superior à média mensal dos últimos 12 meses, foi impulsionado pelos maiores custos com concentrado, volumoso, energia e combustível, impactando diretamente o setor.

Nas exportações de lácteos brasileiras, Cuba se destacou, liderando o crescimento no acumulado de 2024, especialmente na compra de leite fluido e leite em pó, com uma alta de 582,9% comparado ao mesmo período de 2023. Os Estados Unidos também apresentaram uma tendência de aumento nas importações de derivados lácteos, como leite condensado, creme de leite e queijo, desde 2019. Em Goiás, o volume de produtos exportados para os EUA cresceu 63,7% entre 2022 e 2024.

Por outro lado, as exportações de lácteos brasileiros para países como Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela sofreram quedas expressivas entre janeiro e outubro de 2024, com perdas de 26% para o Chile, 6,5% para o Paraguai, 31,1% para o Uruguai e 14,9% para a Venezuela.

Em relação às importações de lácteos, o Brasil registrou um aumento de 7,5% no volume de produtos importados em outubro de 2024, comparado ao mesmo mês de 2023. No entanto, em Goiás, houve uma queda no volume e valor das importações, com o estado interrompendo as compras de leite fluido e leite em pó desde março de 2024. Atualmente, o estado importa apenas soro de leite, com uma queda de 86,7% nas transações de outubro.





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Ucrânia diz que Rússia disparou “novo” míssil; acusações de que era um ICBM…


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Por Anastasiia Malenko e Tom Balmforth e Max Hunder

Kiev (Reuters) – A Ucrânia disse que a Rússia disparou um novo tipo de míssil contra a cidade de Dnipro nesta quinta-feira e, embora tenha havido debates sobre o tipo, parecia ser uma arma com capacidade nuclear que carregava várias ogivas, em uma nova escalada da guerra de 33 meses.

Kiev afirmou que a Rússia usou um míssil balístico intercontinental, uma arma projetada para ataques nucleares de longa distância e nunca antes usada em guerra. Três autoridades dos EUA disseram que se tratava de um míssil balístico de alcance intermediário, com alcance menor.

Em Moscou, o presidente Vladimir Putin disse em um discurso televisionado, que a Rússia lançou um ataque com mísseis balísticos de médio alcance contra uma instalação militar ucraniana em resposta aos recentes ataques ucranianos de longo alcance com armas ocidentais.

Independentemente da classificação, esse mais recente ataque destacou o rápido aumento das tensões nos últimos dias.

A Ucrânia disparou mísseis norte-americanos e britânicos contra alvos dentro da Rússia nesta semana, apesar dos avisos de Moscou de que consideraria tal ação como uma grande escalada. O embaixador da Rússia em Londres disse nesta quinta-feira que o Reino Unido agora está “diretamente envolvido” na guerra na Ucrânia.

Segundo especialistas em segurança, se o ataque a Dnipro envolvesse um míssil balístico intercontinental, seria o primeiro uso desse tipo de míssil em uma guerra. Os ICBMs (na sigla em inglês) são armas estratégicas projetadas para lançar ogivas nucleares e são uma parte importante da dissuasão nuclear da Rússia.

Os mísseis balísticos de alcance intermediário têm um alcance de 3.000 a 5.500 kms.

“Hoje foi lançado um novo míssil russo. Todas as características — velocidade, altitude — são (de um) míssil balístico intercontinental. Uma (investigação) especializada está em andamento”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em uma declaração por vídeo.

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia instou a comunidade internacional a reagir rapidamente ao que disse ser “o uso pela Rússia de um novo tipo de armamento”.

Segundo a Força Aérea da Ucrânia, o ICBM tinha como alvo Dnipro, no centro-leste da Ucrânia, e foi disparado da região russa de Astrakhan, a mais de 700 kms de distância. Não especificou que tipo de ogiva o míssil tinha ou que tipo de míssil era. Não houve nenhuma sugestão de que fosse um míssil com armas nucleares.

“Seja um ICBM ou um IRBM, o alcance não é o fator importante”, afirmou Fabian Hoffmann, pesquisador da Universidade de Oslo, especializado em tecnologia de mísseis e estratégia nuclear.

“O fato de levar uma carga MIRV (veículos de reentrada múltiplos direcionados independentemente) é muito mais significativo para fins de sinalização e é o motivo pelo qual a Rússia optou por ele. Essa carga está associada exclusivamente a mísseis com capacidade nuclear.”

A Rússia também disparou um míssil hipersônico Kinzhal e sete mísseis de cruzeiro Kh-101, seis dos quais foram abatidos, segundo a Força Aérea ucraniana.

Antes dos comentários de Putin, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres que entrassem em contato com o Exército russo para comentários.

A aliança militar da Otan não respondeu aos pedidos por comentários em um primeiro momento. O Comando Europeu dos EUA disse que não tinha nada sobre o suposto uso de um ICBM e encaminhou as perguntas ao Departamento de Defesa.





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Produção de soja deve alcançar 166 milhões de toneladas


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, o plantio da safra de soja 2024/25 no Brasil e em Goiás atingiu 90% da área cultivada até o final de novembro, registrando avanço de 7 pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior. O ritmo acelerado das operações indica perspectivas promissoras para a produção nacional, estimada em 166,1 milhões de toneladas, representando um crescimento de 12,5% em relação à safra 2023/24. A expectativa de produtividade também é positiva, com projeção de alta de 9,6%, enquanto a área plantada deve crescer 2,6% frente à última temporada.

Em novembro, a valorização da saca de soja alcançou o maior preço médio de 2024, fixado em R$ 144,28/sc. O desempenho foi impulsionado pela alta do dólar, que favoreceu as exportações brasileiras ao aumentar a competitividade no mercado internacional. No entanto, a valorização da moeda americana elevou os custos de insumos importados para o plantio.

Paralelamente, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa de produção da safra norte-americana em 2,7% e previu uma queda de 14,5% nos estoques de soja. Esse cenário contribuiu para a alta nos preços do grão e do farelo na Bolsa de Chicago (CBOT).

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Apesar do cenário favorável à valorização da soja, as exportações brasileiras em grão sofreram queda de 15,9% em outubro. Em Goiás, a redução foi ainda mais acentuada, chegando a 57,8%. A principal razão para a retração foi a diminuição das compras chinesas, com recuo de 28,1% para o Brasil e 58,3% para Goiás em relação ao mesmo período de 2023.

Em contrapartida, houve crescimento de 24,4% nos embarques nacionais de farelo e óleo de soja, compensando parcialmente a queda nas exportações do grão. Destaca-se o aumento nas aquisições indianas de óleo de soja, impulsionado pela demanda sazonal associada a festividades culturais. O volume total importado pela Índia foi de 72,6 milhões de toneladas, sendo 17,7 milhões de toneladas provenientes de Goiás, que se consolidou como o segundo maior exportador do produto para o país asiático.





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agência vai monitorar qualidade da água após desabamento



Com foco no acompanhamento da qualidade de água do rio Tocantins, após três caminhões – que transportavam cerca de 25 mil litros de defensivos agrícolas e 76 toneladas de ácido sulfúrico, produto químico corrosivo – acabaram caindo no rio em virtude do desabamento, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) está atuando em articulação com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (SEMA/MA) para coleta de amostras de qualidade da água do rio Tocantins em cinco pontos desde a barragem da usina hidrelétrica de Estreito (TO/MA) até o município de Imperatriz (MA), o qual fica a jusante (rio abaixo) do ponto do desabamento.

A equipe da SEMA/MA deve coletar amostras no local e verificar os parâmetros básicos de qualidade de água nesse trecho do rio Tocantins. A ANA solicitou apoio à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) para analisar as amostras coletadas e determinar os parâmetros de maior complexidade relacionados ao derramamento de defensivos agrícolas transportados por um dos veículos que caíram na água devido ao desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Os gestores da agência estão atuando para promover a comunicação junto aos usuários outorgados e serviços de abastecimento de água locais. São mais de 150 outorgas emitidas pela ANA na região, sendo que tais usos podem ser impactados.

Consequências

Os 19 municípios possivelmente impactados estão a jusante do acidente até a confluência (encontro) com o rio Araguaia, conforme o mapa deste link. Desse total 11 estão em Tocantins (Aguiarnópolis, Carrasco Bonito, Cidelândia, Esperantina, Itaguatins, Maurilândia do Tocantins, Praia Norte, Sampaio, São Miguel do Tocantins, São Sebastiao do Tocantins e Tocantinópolis) e oito se localizam no Maranhão (Campestre do Maranhão, Estreito, Governador Edison Lobão, Imperatriz, Porto Franco, Ribamar Fiquene, São Pedro da Água Branca e Vila Nova dos Martírios).

Outra ação da ANA no contexto desse desastre foi o cálculo do tempo de chegada da água possivelmente impactada pelos veículos que caíram no rio Tocantins para os municípios a jusante (rio abaixo) do ponto do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira. Tais informações foram compartilhadas com os órgãos federais e estaduais que estão atuando no desastre.

A ANA segue atuando no monitoramento da situação no rio Tocantins e da qualidade de sua água. Além disso, a instituição vem trabalhando de forma articulada com os órgãos estaduais e federais competentes, sendo que a ANA já se reuniu com a Defesa Civil e instituições federais e estaduais para compartilhar informações relacionadas ao monitoramento da qualidade da água da região impactada.

Por precaução, o Maranhão orientou a suspensão de captações de água para abastecimento público nos municípios banhados pelo rio Tocantins a jusante do desabamento até que se determine que a pluma de contaminantes tenha se diluído e não ofereça perigo ao consumo da água.

Rio Tocantins

Com aproximadamente 2400km de extensão, o rio Tocantins é o segundo maior curso d’água 100% brasileiro, ficando atrás somente dos cerca de 2800km do rio São Francisco. O Tocantins nasce entre os municípios goianos de Ouro Verde de Goiás e Petrolina de Goiás. Ele também atravessa Tocantins, Maranhão e tem sua foz no Pará perto da capital Belém. O rio pode ser chamado de Tocantins-Araguaia por se encontrar com o rio Araguaia entre Tocantins e Pará. Os dois cursos d’água também dão nome à Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, que é a maior do Brasil em área de drenagem 100% em território nacional. Por serem rios interestaduais, a gestão e regulação das águas do Tocantins e do Araguaia é de responsabilidade da ANA.



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Plano estratégico quer aumentar consumo de ovos



Entre as estratégias previstas estão o engajamento com a indústria e o varejo



De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção de ovos no Brasil deverá crescer 2,4%
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção de ovos no Brasil deverá crescer 2,4% – Foto: Pixabay

Na última reunião de diretoria de 2024, o Instituto Ovos Brasil (IOB) definiu um plano estratégico para 2025, com ênfase em campanhas educativas que destaquem os benefícios nutricionais e econômicos do ovo. O objetivo é fortalecer a percepção do público sobre o alimento, além de estimular o crescimento do consumo per capita, estimado em aumento de até 1,1%.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção de ovos no Brasil deverá crescer 2,4% em 2025, alcançando 59 bilhões de unidades. Edival Veras, presidente do IOB, afirmou que o instituto continuará investindo em campanhas educativas e materiais de apoio para consolidar o ovo como um alimento indispensável na alimentação dos brasileiros.

Entre as estratégias previstas estão o engajamento com a indústria e o varejo, por meio de parcerias com distribuidores e redes de supermercados, e o apoio à imprensa para disseminar informações claras e precisas. O Instituto também produzirá materiais informativos para profissionais de saúde, nutrição e influenciadores, visando desmistificar mitos sobre o ovo e reforçar sua imagem como alimento saudável.

Com atuação nacional, o IOB planeja um 2025 de grandes avanços na educação alimentar e na valorização do setor produtivo, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores de ovos do mundo.

 “Nosso objetivo é contribuir ativamente para que o ovo seja reconhecido como um alimento indispensável na mesa dos brasileiros. Em 2025, continuaremos investindo em campanhas educativas, materiais de apoio e estratégias de comunicação que dialoguem diretamente com o consumidor final e o mercado”, conclui Edival Veras, presidente do Instituto.

 





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produção sólida e alta do dólar contribuem com o desempenho do setor



Cerca de 9 mil produtores paranaenses criam frango em 14 mil aviários espalhados pelo estado. O setor segue em expansão, com média de produção anual chegando a 4 milhões de toneladas da proteína. A valorização da moeda norte-americana ao longo deste ano, impactou positivamente no faturamento das cooperativas.

China, Estados Unidos, México e Argentina aumentaram as compras de carne de frango do Brasil, contribuindo com o aumento da receita. Apenas esse ano, o Paraná, que tinha 14 plantas existentes exclusivamente de frangos, ganhou mais quatro para atender o aumento nas vendas externas.

Desafios

Cae Maia é criador no município de São João do Caiuá, e disse que fechou 2024 melhor que 2023, quando os desafios sanitários pressionaram o setor avícola. “O setor da avicultura no ano de 2024 correu com preços praticamente estáveis do custo de produção, com poucas oscilações. O custo de aquecimento não teve muita variação, e a remuneração do frango teve algum tipo de reajuste”, afirmou.

O produtor chama atenção para os custos com manutenção. O ano de 2023 foi bastante desafiador em função da iminência da influenza, os custos altíssimos com ração devido às frustrações de safra. A gente viu que 2024 correu um pouco mais tranquilo.”

Um levantamento de custos feito pela Federação da Agricultura do estado, mostra que os aumentos mais expressivos foram do óleo diesel, gasolina, energia elétrica e da cama-de-frango para adubo. Confira a matéria completa!



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Pastagens de verão sustentam produção de leite


O Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar da última quinta-feira (19), a produção leiteira mantém-se estável no Rio Grande do Sul, impulsionada pela oferta adequada de pastagens garantida pelas chuvas regulares nas últimas semanas. Em áreas com precipitações mais expressivas, os produtores conseguiram reduzir o uso de proteína na ração, mantendo o equilíbrio energético na dieta animal e aumentando a rentabilidade. Apesar das boas condições de pasto, o calor intenso e a alta umidade favoreceram o aumento de ectoparasitas, como carrapatos, mosca-dos-chifres e mosca-berneira, exigindo maior atenção no controle sanitário.

Na região de Bagé, temperaturas amenas têm assegurado conforto térmico para o gado leiteiro, enquanto as chuvas mantêm os reservatórios abastecidos e as pastagens em bom desenvolvimento, sem excesso de barro, o que favorece a produção. Em Caxias do Sul, a sanidade do rebanho segue controlada, mas há necessidade de vigilância contínua contra ectoparasitas. Já em Erechim, a oferta de alimentos conservados caiu devido ao uso intensivo do pastoreio direto. A umidade excessiva próxima aos estábulos também aumentou o risco de mastite e problemas nos cascos.

Na região de Frederico Westphalen, espécies anuais de verão, como capim-sudão e milheto, apresentam bom desenvolvimento, embora com pequenos surtos de lagartas e cigarrinhas.

Em Ijuí, o calor e a umidade elevaram a incidência de mosca-dos-chifres e carrapatos. Na região de Pelotas, apesar das boas condições de produção, os preços do leite apresentaram leve queda, afetando as margens de lucro. Produtores também enfrentam altos custos de insumos e interrupções no fornecimento de energia elétrica, levando a investimentos em geradores.

Na região de Porto Alegre, a comercialização de vacas de descarte foi favorecida pelas condições adequadas de pastagem, mas o preço do leite caiu. Já em Santa Maria, as pastagens de verão estão em excelente estado, exigindo monitoramento contínuo para controle de moscas e carrapatos.

Na região de Santa Rosa, produtores intensificaram o fornecimento de silagem, pré-secado e feno no cocho para evitar a ocorrência de LINA (Leite Instável Não Ácido). Em Soledade, o gado tem sido beneficiado pela boa oferta de pastagens de verão, garantida pelas chuvas regulares, radiação solar e temperaturas adequadas, apesar de alguns períodos de frio fora de época.

De acordo com levantamento da Emater/RS-Ascar, o preço médio do litro de leite no Estado registrou queda de 4,83% em novembro, fechando em R$ 2,56. A variação nos preços recebidos pelos produtores reflete fatores como volume comercializado e bonificações por quantidade e qualidade, conforme normas de produção.





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Operação Verão Total monitora cargas de origem animal em trânsito



O governo do Rio Grande do Sul colocou em vigor a Operação Verão Total 2024/2025, uma iniciativa coordenada pelo gabinete do vice-governador e integrada entre secretarias e órgãos públicos estaduais, que mobiliza forças de segurança, saúde, meio ambiente e outras áreas para garantir infraestrutura e segurança aos veranistas.

O primeiro dia da ação ocorreu, em Cidreira, no litoral do estado. Servidores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) participaram da operação.

O Chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias da Secretaria, médico veterinário Paulo Coelho de Souza, destacou que o foco do trabalho foram as fiscalizações de produtos de origem animal em trânsito. “A gente faz barreiras de trânsito abordando veículos transportadores para verificar condições de armazenamento durante o transporte, origem dos produtos, entre outros”.

Além destas ações, a Seapi também apoia as forças-tarefas de segurança alimentar realizadas pelo Ministério Público em estabelecimentos comerciais, combate ao abate clandestino em parceria com as forças de segurança e as ações de educação sanitária.

No ano passado, dentro da Operação Verão 2023/2024, a Seapi realizou 91 barreiras de fiscalização, tendo 2.100 veículos vistoriados, 680 toneladas de produtos fiscalizados entre carnes, embutidos, lácteos e ovos. Deste total, 4.500 kg foram considerados impróprios para consumo, sendo apreendidos e inutilizados. Também foram realizadas ações de educação sanitária, com cerca de 1.500 pessoas.



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