sexta-feira, julho 10, 2026

Agro

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40 toneladas de farinha de trigo são apreendidas durante fiscalização em rodovia federal



Agentes da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa) apreenderam 40 toneladas de farinha de trigo transportadas em um caminhão na rodovia BR-163, na Serra do Cachimbo, no município de Novo Progresso, sudoeste do Pará. A carga saiu do Paraná e tinha como destino uma empresa com atividade industrial na cidade de Breves, região de Integração Marajó.

“Ao receber a carga e os documentos fiscais, solicitamos apoio da Coordenação Regional da Sefa em Breves para a verificação in loco da empresa destinatária da mercadoria. Foi constatado que a empresa não existia no endereço informado na nota fiscal. Ato contínuo, a empresa foi suspensa do cadastro de contribuintes como não localizada”, informou a fiscal de receitas Ana Lea Canizo.

A mercadoria apreendida foi avaliada em R$ 114.078,24. Os agentes da Sefa emitiram um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 63.308,85, referente ao ICMS e à multa.



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Corpo em decomposição é encontrado em plantação de soja



Um corpo em estado de decomposição foi encontrado enrolado em sacos plásticos na tarde de ontem (2), em uma plantação de soja, na região da BR-463, no município sul-mato-grossense de Ponta Porã, cidade que faz fronteira com o Paraguai.

Segundo o portal Ponta Porã News, ainda não se sabe se o corpo é de um homem ou de uma mulher. O cadáver estava envolto em diversos sacos plásticos no meio de uma estrada próxima à plantação.

Equipes da Polícia Civil e Perícia foram ao local e o caso está sendo investigado.



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Polícia recupera gado avaliado em R$ 25 mil roubado de propriedade rural



Cinco cabeças de gado, avaliadas em R$ 25 mil, foram recuperadas na tarde de ontem (2) pela Polícia Civil de Minas Gerais. Os animais haviam sido furtados de uma propriedade rural em São João Batista do Glória durante o fim de semana.

Os animais foram localizados na zona rural, entre os municípios de Passos e Fortaleza de Minas. Segundo a EPTV Sul de Minas, um homem de 36 anos foi conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos sobre o caso, mas foi liberado após ser ouvido.

A operação faz parte do projeto Campo Seguro 18. Um inquérito foi instaurado para apurar o furto.



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A eficiência da pecuária depende da adubação



“A suplementação nutricional complementa o manejo de pastagem”



A adubação adequada, aliada a práticas como o pastejo rotacionado e a escolha de espécies forrageiras adaptadas ao clima e ao solo, promove o desenvolvimento de pastagens mais produtivas
A adubação adequada, aliada a práticas como o pastejo rotacionado e a escolha de espécies forrageiras adaptadas ao clima e ao solo, promove o desenvolvimento de pastagens mais produtivas – Foto: Canva

A eficiência na engorda de bovinos a pasto está diretamente ligada às práticas de manejo nutricional e de pastagens, como destaca Murilo Donizeti do Carmo, zootecnista e coordenador técnico Beef da Bellman/Trouw Nutrition. Entre essas práticas, a adubação correta das pastagens é essencial para maximizar a produtividade e a qualidade do pasto, garantindo uma fonte densa e nutritiva para o rebanho. Com pastagens de alta qualidade, os produtores conseguem otimizar o uso da forragem disponível, aumentando o ganho de peso dos animais e melhorando os resultados econômicos da propriedade.  

A adubação adequada, aliada a práticas como o pastejo rotacionado e a escolha de espécies forrageiras adaptadas ao clima e ao solo, promove o desenvolvimento de pastagens mais produtivas. Essas estratégias não apenas aumentam a oferta de alimento, mas também ajudam a manter o crescimento e a saúde do gado, reduzindo a dependência de suplementações intensivas e permitindo que o animal ganhe peso de maneira eficiente.  

Além disso, o manejo nutricional complementar, como a suplementação proteico-energética ou o semiconfinamento, funciona como uma ferramenta de suporte em períodos de escassez ou baixa qualidade do pasto. No entanto, o sucesso dessas estratégias depende diretamente da qualidade inicial das pastagens, reforçando a importância de investir em adubação e manejo adequado para alcançar os melhores resultados.  

“A suplementação nutricional complementa o manejo de pastagem e pode ser aplicada de forma aditiva ou substitutiva, conforme a necessidade do sistema. Na forma aditiva, a suplementação aumenta o ganho de peso sem reduzir o consumo de pasto, otimizando o desempenho produtivo. Já em situações de escassez de pastagem, a suplementação substitutiva ajuda a reduzir a pressão sobre a forragem, mantendo o ganho de peso e a saúde dos animais, mesmo em períodos de menor oferta de pasto de qualidade”, conclui.

 





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Como foi o 2024 do agro?


Conforme destacou Anderson Nacaxe, Country Manager na Agrotoken, o agronegócio brasileiro enfrentou um ano desafiador em 2024. Custos elevados, clima extremo e volatilidade cambial pressionaram o setor, mas avanços em sustentabilidade, tecnologia e exportações demonstraram a resiliência de um dos principais motores econômicos do país. Insumos como fertilizantes e defensivos permaneceram caros, acompanhados pelo aumento nos preços de maquinários agrícolas devido à oscilação do dólar, que variou entre R$ 4,85 e R$ 6,30. Essa volatilidade, embora tenha favorecido exportadores, encareceu importações e comprometeu margens de lucro.

A alta da taxa Selic, encerrando o ano em 12,25%, dificultou o acesso ao crédito, mesmo com R$ 96 bilhões liberados no primeiro semestre e R$ 115 bilhões financiados pelo Banco do Brasil na safra 2024/25. A rentabilidade também foi pressionada pela queda nos preços de commodities como soja e milho, ainda que carnes e café tenham ajudado a mitigar parte das perdas. Apesar disso, o setor atingiu exportações de US$ 153 bilhões, impulsionado pela desvalorização cambial, e conquistou novos mercados, incluindo a ampliação de parcerias com a China.

O clima, marcado pelo ano mais quente da história, trouxe secas e enchentes que prejudicaram culturas como milho, café e cana-de-açúcar, reforçando a necessidade de práticas agrícolas resilientes e tecnologia para mitigação de riscos. Por outro lado, a legislação avançou com a aprovação da Lei do Mercado de Carbono e da Lei dos Bioinsumos, que incentivaram a sustentabilidade e reduziram a dependência de insumos químicos.

No plano internacional, o Brasil manteve sua liderança na produção de soja, colhendo 155 milhões de toneladas, enquanto o acordo Mercosul-União Europeia eliminou tarifas para 90% dos produtos comercializados, criando novas oportunidades. O agronegócio brasileiro, mesmo diante de tantas adversidades, mostrou sua capacidade de adaptação e inovação, reafirmando seu papel essencial na economia nacional.

 





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Vale usar colhedoras em canaviais de baixa produtividade?



Entre os principais impactos, destaca-se a baixa eficiência operacional



Outro ponto relevante é o impacto ambiental
Outro ponto relevante é o impacto ambiental – Foto: Canva

O uso de colhedoras de cana-de-açúcar em áreas com baixa produtividade pode resultar em sérios prejuízos econômicos e operacionais. Segundo Rogério Rangel Chaves, consultor de treinamento na Lema Empresarial, a eficiência dessas máquinas é significativamente comprometida em terrenos onde a densidade de plantas é menor, gerando uma série de desafios.  

Entre os principais impactos, destaca-se a baixa eficiência operacional, pois as colhedoras operam abaixo de sua capacidade máxima, devido à menor densidade de plantas nos canaviais. Esse fator resulta em aumento do custo por tonelada colhida, uma vez que a menor produtividade por hectare eleva as despesas relacionadas à operação e à manutenção do equipamento. Além disso, terrenos de baixa produtividade frequentemente apresentam condições inadequadas, acelerando o desgaste das máquinas.  

Outro ponto relevante é o impacto ambiental. O uso intensivo de colhedoras em áreas menos produtivas contribui para o desperdício de combustíveis e aumenta a emissão de gases poluentes, agravando questões ambientais. Esses fatores reforçam a necessidade de uma abordagem mais planejada para maximizar os resultados e minimizar danos.  

Para mitigar esses efeitos, Chaves recomenda estratégias como o planejamento adequado da colheita, a melhoria no manejo do solo e o investimento em variedades de cana-de-açúcar adaptadas às condições regionais. Tais medidas podem contribuir para aumentar a produtividade e, consequentemente, melhorar a eficiência do uso das colhedoras. “Para mitigar esses efeitos, é recomendável planejar a colheita, melhorar o manejo do solo e investir em variedades de cana adaptadas à região”, conclui.

 





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Análise foliar na cultura da soja otimiza recursos



A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes



A  análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo
A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo – Foto: Nadia Borges

Com a semeadura da soja finalizada na maioria das áreas agrícolas do Brasil, o ciclo da cultura, que geralmente dura entre 100 e 140 dias, está em andamento. Esse período pode variar consideravelmente em função de fatores como clima, variedade da planta e práticas de manejo. Nesse contexto, o AgriSolum Laboratório ressalta a importância de incorporar a análise foliar no planejamento agrícola, dado que as folhas são os órgãos que melhor refletem o estado nutricional das plantas.  

A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo. Alterações nessas concentrações estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento e à produtividade das plantas. Essa técnica permite ao produtor identificar deficiências ou excessos de nutrientes com precisão, possibilitando ajustes rápidos e assertivos na adubação. Como resultado, a prática evita o desperdício de fertilizantes e assegura que as plantas recebam os nutrientes necessários para um crescimento vigoroso e produtivo.  

Além de melhorar a eficiência no uso de recursos, a análise foliar contribui para a saúde das lavouras e o aumento do rendimento por hectare. Isso significa maior retorno econômico ao produtor e lavouras mais equilibradas, com menos impacto ambiental devido ao uso racional de insumos.  

Por fim, essa ferramenta estratégica permite que o produtor tome decisões ágeis, garantindo colheitas de alta qualidade. Identificar rapidamente problemas nutricionais evita perdas significativas e promove uma produção sustentável e competitiva. Para quem busca excelência na produção agrícola, a análise foliar é uma aliada indispensável. 

 





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Primeira frente fria do ano baixa as temperaturas e traz muita chuva


A primeira frente fria de 2025 se desloca pelo estado de São Paulo a partir desta sexta-feira (3). De acordo com a Climatempo, o sistema deve resultar em um fim de semana marcado por chuva em boa parte do estado, incluindo a capital.

De acordo com o mapa de risco, todo o estado paulista deve receber precipitações. Na faixa leste, por exemplo, a chuva deve chegar com moderada a forte intensidade. No interior do estado, as faixas em vermelho indicam alerta para temporais:

mapa de chuvamapa de chuva
Foto: Climatempo

Além da chuva, os ventos também se intensificarão em todo o estado, com rajadas estimadas entre 40 e 50 km/h ao longo do dia.

Chuva ao longo do fim de semana

Embora a intensidade da chuva diminua ao longo do fim de semana, o fenômeno ainda continuará presente. Segundo o mapa de chuva prevista, os acumulados devem variar entre 20 mm e 40 mm durante o sábado e o domingo em diversas regiões do estado.

Com a passagem da frente fria, as temperaturas também apresentarão redução. De acordo com a Climatempo, algumas regiões de São Paulo registrarão temperaturas mínimas significativas, com destaque para:

Sábado

  • Águas da Prata: 16°C
  • São Bento do Sapucaí: 16°C
  • Campos do Jordão: 16°C
  • Espírito Santo do Pinhal: 17°C
  • Joanópolis: 17°C
  • Socorro: 17°C
  • Cunha: 17°C
  • Divinolândia: 17°C
  • Pedra Bela: 17°C
  • Guararema: 18°C

Domingo

  • São Bento do Sapucaí: 15°C
  • Campos do Jordão: 16°C
  • Pedra Bela: 17°C
  • Águas da Prata: 17°C
  • São Sebastião da Grama: 17°C
  • Santo Antônio do Jardim: 17°C
  • Espírito Santo do Pinhal: 17°C
  • Salesópolis: 17°C
  • Socorro: 17°C
  • Divinolândia: 17°C



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Edição genética cria uvas resistentes ao mofo cinzento



A Botrytis cinerea é responsável por danos significativos nas colheitas



Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente
Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente – Foto: Arquivo Agrolink

Pesquisadores na China desenvolveram uma abordagem inovadora de edição genética para criar variedades de videira mais resistentes ao mofo cinzento (Botrytis cinerea), uma das maiores ameaças à viticultura mundial. O avanço promete transformar a indústria vinícola ao reduzir a dependência de pesticidas e garantir uma produção mais sustentável, especialmente em face das mudanças climáticas. O estudo, publicado na Horticulture Research, utiliza a tecnologia CRISPR/Cas9 para editar genes específicos da videira, melhorando sua resistência natural à doença sem recorrer a organismos geneticamente modificados (OGM).

A Botrytis cinerea é responsável por danos significativos nas colheitas, tanto durante o crescimento quanto após a colheita, diminuindo a qualidade das uvas. Com o agravamento das condições climáticas, a necessidade de cultivares resistentes é cada vez mais urgente. A pesquisa focou na identificação de genes-chave que influenciam a resposta imunológica das videiras, uma descoberta que pode levar à criação de variedades mais resistentes, menos dependentes de tratamentos químicos.

Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente e menos controversa que os trabsgênicos, ao possibilitar alterações precisas e direcionadas nos genes da planta. A aplicação desta tecnologia pode reduzir a necessidade de fungicidas, melhorar o rendimento das colheitas e até diminuir as perdas pós-colheita. Para além da viticultura, esse avanço tem implicações significativas para a agricultura em geral, ajudando a criar culturas mais resilientes frente às pressões ambientais globais.

A pesquisa liderada por Ben Fan, da Nanjing Forestry University, pode revolucionar as práticas agrícolas, oferecendo uma forma mais eficaz e sustentável de combater doenças das plantas, promovendo uma agricultura mais resiliente e alinhada com as necessidades de um futuro mais sustentável.

 





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Confira o preço da arroba do boi no primeiro dia útil de 2025


O mercado físico do boi gordo apresentou ritmo de negócios travado nesta quinta-feira (2), primeiro dia útil de 2025, com alta nos preços em alguns estados.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Allan Maia, a liquidez do físico segue fraca, devendo melhorar gradualmente no decorrer da quinzena.

“Houve sinalização de escalas de abate mais curtas, o que era esperado, considerando que a oferta na última semana de 2024 foi mais apertada. Deste modo, há a possibilidade de maior atividade por parte de alguns frigoríficos nas compras no curto prazo, o que pode favorecer reajustes”.

Segundo ele, outro fator a ser acompanhado nas próximas semanas é o atacado. “O preço dos cortes abriu o ano com preços firmes, mas é esperado mudança de perfil do consumo, passando de cortes mais nobres para os mais acessíveis”, considera.

Para Maia, o fluxo de exportação e o movimento do dólar também são variáveis que merecem atenção.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: a arroba do boi gordo comum foi sinalizada entre R$ 310 e R$ 315 e o China posicionada em R$ 320
  • Minas Gerais: precificado entre R$ 300 e R$ 310
  • Goiás: preço avançou no decorrer do dia, ficando entre R$ 300 e R$ 310
  • Mato Grosso do Sul: ficou em R$ 315
  • Mato Grosso: registrou alta no dia. Em Barra dos Garças, foi precificada entre R$ 310 e R$ 315. Na região de Mirassol d’Oeste foi indicada em R$ 305

Mercado atacadista

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Foto: Freepik

O mercado atacadista registrou ligeiro avanço de preços no dia. De acordo com o analista, devido ao consumo do período de festas, os agentes do mercado carregam expectativas positivas para a reposição entre atacado e varejo no curto prazo.

“Contudo, vale frisar que o perfil de consumo tende a mudar em breve, considerando maior nível de despesas das famílias, deste modo, cortes mais nobres devem encontrar dificuldade para novos reajustes”, disse Maia.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 20,30 por quilo, alta de dez centavos. Quarto traseiro subiu dez centavos e foi cotado em R$ 26,70 por quilo. Ponta de agulha também registrou avanço de dez centavos e ficou em R$ 19,40, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,27%, sendo negociado a R$ 6,1627 para venda e a R$ 6,1607 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1502 e a máxima de R$ 6,2262.



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