quinta-feira, julho 9, 2026

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Mercado do boi gordo inicia ano com pouca movimentação


O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que nesta terça-feira, o mercado de boi gordo iniciou o dia com fraca movimentação, reflexo dos feriados de final de ano. Poucos agentes estão em atividade, e a expectativa é de que o ritmo lento se mantenha até o final do dia.

A oferta de boiadas segue limitada, com predominância de gado de menor acabamento. O cenário reflete em estabilidade nas cotações. As escalas de abate permanecem curtas, com média de seis dias, enquanto o escoamento de carne ainda não retomou o ritmo normal esperado para o início do ano.

No estado de Tocantins, a oferta de boiadas apresentou melhora, resultando em escalas de abate mais alongadas, com média de nove dias. Apesar disso, pecuaristas têm pressionado por melhores preços, impulsionados pela melhoria das pastagens.

Na região Sul do estado, as cotações permaneceram estáveis em relação ao dia anterior, enquanto a região Norte registrou alta de R$3,00 por arroba.

O volume de carne bovina in natura exportado em dezembro de 2024 totalizou 202,6 mil toneladas, com média diária de 9,6 mil toneladas. Embora tenha havido uma queda de 2,8% no volume exportado em comparação ao mesmo período de 2023, o preço médio da tonelada subiu 8,9%, alcançando US$4,9 mil.

O faturamento médio diário foi de US$47,8 milhões, representando um aumento de 5,8% em relação a dezembro de 2023. Este foi o segundo melhor desempenho histórico para um mês de dezembro. No acumulado de 2024, o setor exportou 2,54 milhões de toneladas de carne bovina in natura, um recorde anual, com crescimento de 26,9% em relação ao ano anterior.





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Saúde e longevidade do produtor passam pelas máquinas agrícolas autônomas, aposta John Deere


Uma nova geração de máquinas agrícolas foi trazida pela John Deere na maior feira de tecnologia do mundo, a Consumer Eletronics Show (CES 2025), em Las Vegas, Estados Unidos.

Poupar homens e mulheres do campo de trabalhos extenuantes e solucionar o problema da falta de mão-de-obra qualificada são as preocupações que parecem estar no centro desta empreitada, ainda mais agora que o conceito de sustentabilidade já está mais incorporado ao setor com a adoção de modelos a biodiesel e até mesmo elétricos.

Assim, a palavra de ordem agora é autonomia. Exemplo disso é o maior trator da empresa, o 9RX, voltado a operações agrícolas em grande escala e que neste ano passa a estar disponível para venda no mercado norte-americano.

A companhia ainda não divulga o preço e o Brasil, por enquanto, terá de esperar mais algum tempo: questões de conectividade e regulamentação ainda são gargalos em solo nacional. No entanto, neste rol, é consenso entre os executivos da companhia que as perspectivas são para lá de positivas visto a gigante área agricultável do país e a já consolidade tecnificação dos produtores de Oiapoque ao Chuí.

Sensores embutidos

O modelo é equipado com 16 câmeras individuais dispostas em cápsulas para garantir visão 360° do campo. De acordo com o vice-presidente de Tecnologia da companhia, Jahmy Hindman, os sensores da máquina são tão sensíveis que captam insetos e até mesmo a variação de luz do dia.

Contudo, também está equipado com tecnologia artificial para garantir que apenas empecilhos reais interrompam a operação, como pedras e grandes galhos que tenham o poder de danificar seus equipamentos.

“Essa tecnologia vai de encontro com as necessidades dos produtores rurais que têm dificuldade em encontrar mão de obra qualificada e não têm mais tempo ou disposição para ficar 12, 14 horas operando uma máquina”, diz o executivo.

Fator que também exemplifica essa realidade é a idade média do homem e da mulher do campo. Nos Estados Unidos, por exemplo, este número é de 58 anos. No Brasil, de 46.

Assim, a saúde e o bem-estar dos agricultores é uma preocupação que parece estar no centro das atenções das gigantes do setor.

Por isso que em culturas especiais, como pomares, onde a pulverização com jato de ar é repetitiva e exaustiva, a John Deere mostra outra alternativa: o trator estreito 5ML que, assim como o gigante 9RX, também é autônomo.

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Trator estreito autônomo para pomares. Foto: Divulgação John Deere

O vice-presidente de Tecnologia da empresa afirma que o sistema desta máquina, que já está na segunda geração, garante uma navegação precisa mesmo sob uma densa cobertura vegetativa, além de identificar obstáculos com precisão e recalcular a rota sempre que preciso.

De acordo com Hindman, em um primeiro momento, a máquina estará à venda apenas com motor a diesel, mas, futuramente, será disponibilizada a versão movida à bateria elétrica.

*O jornalista viajou para a CES 2025 a convite da John Deere



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governo regulamenta transferência de terras de bancos e empresas



O governo regulamentou o procedimento de transferência de terras à União por empresas estatais e sociedades de economia mista na aquisição de imóveis rurais para destinação à reforma agrária.

A aquisição pela União dos imóveis rurais de propriedade de empresas estatais e de economia mista poderá ser feita com dedução de obrigações financeiras destas empresas perante a União, limitada ao valor do imóvel.

A medida foi publicada em portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Ministério da Fazenda no Diário Oficial da União desta terça-feira (7).

Os imóveis rurais deverão ser avaliados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e pelo MDA, tendo como referência o valor da terra indicado pelo Incra.

As negociações entre as empresas estatais e o governo para aquisição das terras deverão ser conduzidas também pelo Incra e pelo MDA, assim como a análise da viabilidade do imóvel para incorporação à Política Nacional de Reforma Agrária e sua consequente destinação ao programa.

O ministro do MDA, Paulo Teixeira, afirmou que a portaria permite transferência de terras do patrimônio de bancos públicos e das empresas públicas para o Executivo e sua destinação à reforma agrária.

“Há muitas vantagens com esse processo. Quando adquirimos uma terra, demoramos de nove a dez anos para adquirir a terra, enquanto aqui será imediato. A outra vantagem é o preço, porque quando compramos via Justiça às vezes pagamos um valor maior em virtude dos juros e da correção monetária, enquanto aqui vamos pagar o preço da terra avaliada”, disse Teixeira, em vídeo publicado em redes sociais.

De acordo com o ministro, a medida integra o pacote de formação de prateleira de terras para reforma agrária do governo.



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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina em 9 estados e no DF



O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em nove estados e no Distrito Federal (DF) na semana de 29 de dezembro de 2024 a 4 de janeiro de 2025.

Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 67,15% ante a gasolina no período, portanto, favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol era mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados:

  • Acre (68,80%);
  • Goiás (69,65%);
  • Mato Grosso (63,30%);
  • Mato Grosso do Sul (65,77%);
  • Minas Gerais (69,03%);
  • Paraíba (68,03%);
  • Paraná (69,49%);
  • São Paulo (66,11%); e
  • Sergipe (69%), além do Distrito Federal (69,61%).



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preços voltam a avançar pelo Brasil; confira valores



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos no Brasil nesta terça-feira (7).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as indústrias ainda encontram dificuldade na composição das suas escalas de abate. Com maior urgência na compra de gado, há natural propensão a reajustes.

As exportações devem se manter em bom ritmo na atual temporada e são um elemento importante para sustentação dos preços.

“O pecuarista se depara com boas condições do pasto neste início de temporada, permitindo uma melhor cadência das negociações”, comenta.

Confira preços médios da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: R$ 325,25
  • Minas Gerais: R$ 311,47
  • Goiás: R$ 311,43
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,30
  • Mato Grosso: R$ 304,80

Atacado

O mercado atacadista se depara com preços firmes. O ambiente de negócios ainda sugere por dificuldades em relação a preço durante o primeiro bimestre, considerando a descapitalização da população, considerando aquelas despesas tradicionais inerentes a esse período (IPTU, IPVA, compra de material escolar).

“A predileção da população recai sobre proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo”, aponta o consultor Fernando Henrique Iglesias.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 17 o quilo. O quarto traseiro permanece cotado a R$ 26,80 o quilo. Já a ponta de agulha segue a R$ 18 o quilo.



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Soja tem poucos movimentos durante o dia; confira os dados da commodity



O mercado brasileiro de soja teve movimentos de volumes pouco expressivos nesta terça-feira (7), com os preços em queda no mercado físico. A volatilidade foi observada também nos mercados futuros, com a Bolsa de Chicago e o dólar apresentando oscilações consideráveis.

A comercialização deverá seguir lenta nos próximos dias, com a expectativa para o relatório mensal de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira (10).

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 131,00
  • Missões (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 141,00 para R$ 140,50
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 117,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 125,00 para R$ 122,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 125,00 para R$ 120,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em leve queda, mas bem acima das mínimas do dia. O mercado foi pressionado pela previsão de chuvas para a Argentina, aliviando as preocupações com o clima seco persistente. Durante o dia, os agentes se acomodaram, buscando uma melhor posição frente ao relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A atenção também se voltou para o novo governo de Donald Trump, com receios de uma possível guerra comercial com a China, que poderia transferir a demanda daquele país para a América do Sul. O USDA deverá reduzir suas estimativas para a safra de soja americana e os estoques finais de soja em 2024/25. Os dados serão divulgados na sexta-feira (10).

Analistas apostam que os estoques americanos de soja cairão para 454 milhões de bushels, ante 470 milhões estimados em dezembro. Para a safra, a expectativa é de uma redução de 4,461 bilhões de bushels para 4,451 bilhões. No cenário mundial, espera-se um aumento dos estoques finais de soja de 131,9 milhões de toneladas para 132 milhões de toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos de soja em grão com entrega em março fecharam a US$ 9,97 1/4 por bushel, com baixa de 0,50 centavos ou 0,05%. O contrato de maio fechou a US$ 10,07 3/4, com queda de 1 centavo, ou 0,09%. Já o farelo de soja para março perdeu US$ 3,80, fechando a US$ 303,50 por tonelada, e o óleo de soja com vencimento em março subiu 0,92 centavo, alcançando 41,25 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,14%, sendo negociado a R$ 6,1046 para venda e a R$ 6,1026 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0537 e a máxima de R$ 6,1187.



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Sancionada lei que estimula produção de pequi e outros frutos do Cerrado



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei que estimula produção e uso de frutos do Cerrado, em especial o pequi, além de dar mais eficiência ao combate ao desmatamento desse bioma.

O anúncio foi feito nas redes sociais do presidente e, também, do autor do projeto, o deputado Rogério Correia (PT-MG).

“Sancionei o projeto de lei 1970/2019, que vai organizar e estimular a produção do pequi e demais frutos do Cerrado. A lei também proíbe a derrubada predatória e estimula a plantação de mudas desse bioma.”

Segundo ele, não se trata de um projeto que beneficiará apenas quem gosta de comer pequi. Além de ajudar a preservar o meio ambiente, ajudará principalmente quem tem esses frutos como fonte de renda e modo de vida.

“Muita gente não conhece o pequi e pode se perguntar ‘por que o Lula tem que se preocupar com o pequi?’. Eu respondo: às vezes o que não é importante para quem mora na Paulista ou na Avenida Atlântica pode ser a coisa mais importante para quem vive no Cerrado brasileiro”, disse o presidente.

Aprovado em dezembro no Senado, o projeto proíbe a derrubada e o uso predatório de pequizeiros, mas cria exceções a serem observadas por órgão competente.

Ele estabelece políticas de manejo para a fruta com o objetivo de incentivar a preservação de áreas com presença de pequizeiro e de outros produtos nativos do Cerrado. Além disso, cria mecanismos para a identificação de comunidades tradicionais de produtores.

A legislação também prevê formas de viabilizar eventos culturais que estimulem o turismo e o comércio desses produtos. Por fim, desenvolve selos de qualidade e de procedência dos frutos do Cerrado.

Autor do projeto, Correia usou as redes sociais para comemorar a sanção presidencial. Ele destacou que a política nacional instituída pela nova lei visa viabilizar o manejo sustentável, plantio, extração, consumo, comercialização e transformação não só do pequi, mas também de vários outros frutos e produtos nativos do Cerrado.

“Ao investir na produção de base sustentável dos frutos do Cerrado, nós também investimos no sustento dos agricultores-agroextrativistas e na profissionalização de uma cadeia produtiva importante para o país. É mais dignidade”, postou o deputado.



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Situação crítica nas lavouras de soja no RS



A situação da safra da soja de verão no Rio Grande do Sul começa a preocupar produtores, especialmente na região central do estado, onde as condições climáticas têm gerado dificuldades. A falta de chuvas regulares tem afetado diretamente as lavouras do grão, com algumas áreas mais prejudicadas do que outras.

Embora ainda seja prematuro prever perdas, já é possível observar problemas em algumas lavouras, especialmente nas áreas mais afetadas pela falta de chuva. As chuvas que ocorreram no final de 2024 não foram suficientes para equilibrar a situação, o que tem gerado preocupação entre os produtores. A situação só poderá ser mais bem avaliada após novas precipitações, que, de acordo com especialistas, ainda são necessárias para que seja possível calcular a produtividade real da safra e ter uma estimativa mais precisa sobre os impactos climáticos.

Para as lavouras de soja, as previsões indicam a possibilidade de chuvas nos próximos dias, porém em volumes limitados. O Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) prevê precipitações a partir de 11 de janeiro, mas os volumes são reduzidos para a região norte do estado e as chuvas mais escassas deverão atingir a região central nos dias 17, 18, 20 e 21 de janeiro. Embora essas chuvas possam trazer algum alívio, ainda assim não são suficientes para resolver a escassez hídrica que tem afetado a soja, especialmente em áreas mais críticas.

Em relação ao milho, que ocupa uma área menor na safra de verão, o desenvolvimento da cultura já se encontra em fase final, mas a falta de água tem refletido de maneira importante na qualidade e no peso final dos grãos. Embora o impacto total só possa ser mensurado com precisão após a colheita, já é possível notar uma redução no potencial produtivo. A irrigação, que já estava no limite, pode ajudar a salvar uma parte da produção, mas, infelizmente, os danos ao cereal são inevitáveis, o que gera uma previsão de queda na produtividade, especialmente nas áreas mais vulneráveis.



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Sancionada lei que estimula produção de pequi e outros frutos do Cerrado



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei que estimula produção e uso de frutos do Cerrado, em especial o pequi, além de dar mais eficiência ao combate ao desmatamento desse bioma.

O anúncio foi feito nas redes sociais do presidente e, também, do autor do projeto, o deputado Rogério Correia (PT-MG).

“Sancionei o projeto de lei 1970/2019, que vai organizar e estimular a produção do pequi e demais frutos do Cerrado. A lei também proíbe a derrubada predatória e estimula a plantação de mudas desse bioma.”

Segundo ele, não se trata de um projeto que beneficiará apenas quem gosta de comer pequi. Além de ajudar a preservar o meio ambiente, ajudará principalmente quem tem esses frutos como fonte de renda e modo de vida.

“Muita gente não conhece o pequi e pode se perguntar ‘por que o Lula tem que se preocupar com o pequi?’. Eu respondo: às vezes o que não é importante para quem mora na Paulista ou na Avenida Atlântica pode ser a coisa mais importante para quem vive no Cerrado brasileiro”, disse o presidente.

Aprovado em dezembro no Senado, o projeto proíbe a derrubada e o uso predatório de pequizeiros, mas cria exceções a serem observadas por órgão competente.

Ele estabelece políticas de manejo para a fruta com o objetivo de incentivar a preservação de áreas com presença de pequizeiro e de outros produtos nativos do Cerrado. Além disso, cria mecanismos para a identificação de comunidades tradicionais de produtores.

A legislação também prevê formas de viabilizar eventos culturais que estimulem o turismo e o comércio desses produtos. Por fim, desenvolve selos de qualidade e de procedência dos frutos do Cerrado.

Autor do projeto, Correia usou as redes sociais para comemorar a sanção presidencial. Ele destacou que a política nacional instituída pela nova lei visa viabilizar o manejo sustentável, plantio, extração, consumo, comercialização e transformação não só do pequi, mas também de vários outros frutos e produtos nativos do Cerrado.

“Ao investir na produção de base sustentável dos frutos do Cerrado, nós também investimos no sustento dos agricultores-agroextrativistas e na profissionalização de uma cadeia produtiva importante para o país. É mais dignidade”, postou o deputado.



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Quem não comprar Fiagro vai se arrepender?


De acordo com Octaciano Neto, Cofundador da Avra, o agronegócio continuará sendo o setor mais dinâmico e resiliente da economia brasileira, com uma base sólida construída nos últimos 50 anos. Para a safra 2025/26, ele prevê bons resultados para soja e milho, com condições climáticas favoráveis e o dólar alto ajudando mais do que atrapalhando. Além disso, outros produtos agrícolas como café, laranja, açúcar e celulose apresentam bons preços, embora muitos investidores ainda se concentrem apenas na soja.

Neto acredita que o agronegócio não enfrenta uma crise estrutural, mas casos isolados, como o da Agrogalaxy, ganham repercussão exagerada. No mercado de Fiagros, a maioria dos investidores é do varejo, com uma média de R$ 20 mil investidos, o que promove democratização, mas também expõe o setor a investidores despreparados para os ciclos do agronegócio. Ele também destaca que a produção rural tem margens EBITDA superiores a 20% nas lavouras de ciclo curto e mais de 30% nas de ciclo longo, mostrando sua rentabilidade, mesmo em tempos turbulentos.

“Não temos crise estrutural no setor. Temos casos isolados e pouco representativos de recuperação judicial. O caso da Agrogalaxy teve uma repercussão desproporcional ao tamanho dela no agro como um todo”, escreveu, em seu perfil no LinkedIn.

Neto aponta que, embora a alta da Selic afete mais as revendas e indústrias, o setor rural continua sólido. O mercado de capitais deve crescer lentamente em 2025, com os CRAs em alta, enquanto os Fiagros enfrentam desafios. Até 2035, ele acredita que o crédito ao agronegócio será dominado pelo mercado de capitais, superando os bancos.

“Os bancos dominaram o crédito ao agronegócio por anos, sobretudo pelas vantagens de operar o Plano Safra. Isso vai mudando aos poucos. Até 2035 o mercado de capitais será maior do que o mercado bancário no crédito ao agronegócio. Os Fiagros estão uma pechincha. Quem não comprar neste “saldão”, vai se arrepender”, conclui.

 





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